Desinencias

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Desinencias

  1. 1. Desinências: Estrutura e formação das palavras
  2. 2. Desinências (“extremidade”) São elementos mórficos que se apõem ao radical para assinalar as flexões de palavra (gênero, número, modo, tempo, pessoa). As desinências podem ser: a) Nominal: menin a s (em oposição a menin-o-) desinência desinência nominal nominal de de numero gênero b) verbal: Cant á va mos desinência desinência modo-temporal número-pessoal
  3. 3. a) desinências nominais – casos particulares desinência nominal x vogal temática Em palavras como mesa, cadeira, livro e caderno, as vogais a e o que aparecem no final dos vocábulos não são desinências, uma vez que não estabelecem oposição de gênero (mesa, cadeira, livro e caderno não se opõem a meso*, cadeiro*, livra* ou caderna*). Já em menino, aluno, amada e gata, as vogais a e o, que aparecem no final dos vocábulos, são desinências, já que estabelecem a oposição masculino/feminino (menino/menina; aluno/aluna; amada/amado; gata/gato).
  4. 4. a) Outras formas de estabelecimento de gênero nos nomes (substantivos) Enquanto uma variedade de palavras na língua “conta” com as desinências para estabelecer as oposições de gênero, outra variedade de palavras “recorre” a outros processos de estabelecimento de gênero, tais como: Os substantivos uniformes... a) epicenos: a onça (macho/fêmea) b) Comuns de dois gêneros: o/a colega; o/a chefe; o/a dentista c) Sobrecomuns: a criança; o cônjuge; a criatura, (contexto, p. ex.: “o homem é uma criatura inteligente”)
  5. 5. O gênero e novas formações nos nomes  O sufixo “ente” é acrescido a radical e forma o sentido de nome (substantivo, adjetivo) agente ou paciente, laços consaguíneos: presidente, atendente, parente, vidente, tenente, demente, escrevente...  Essas palavras são definidas por gênero ao se colocar a sua frente um artigo masculino ou feminino (o/a presidente; o/a parente; o/a vidente), isto é, o estabelecimento de gênero é feito “fora” da estrutura da palavra;  Contudo, existe a formação institucionalizada, quando há uma necessidade cultural e criativa de mudar o sufixo. Essa formação está ocorrendo com a palavra presidente, que agora designa o gênero feminino agente como presidenta.
  6. 6. b) desinências verbais Indicam, nos verbos, o tempo e o modo (desinências modo-temporais), a pessoa e o número (desinências número-pessoais). Exemplos:  Flexões de modo e tempo: Eu cantei (indicativo, passado perfeito) Se eu cantasse (subjuntivo, passado imperfeito) Cante você (imperativo, presente, positivo)  Flexões de número e pessoa: Nós cantaremos (indicativo, 1º pessoa do plural, futuro do presente) Se vós cantásseis (subjuntivo, 2º pessoa do plural, passado imperfeito)
  7. 7. b) desinências verbais Ex.: cantar = futuro do presente do indicativo verbo conjugado radical vt mt np 1º (eu) cantarei cant a i 2º (tu) cantarás cant a s 3º (ele/a) cantará cant a Ø 1º (nós) cantaremos cant a mos 2º (vós) cantareis cant a is 3º (eles/as) cantarão cant a o s p
  8. 8. Desinências nas formas verbais nominais Nas formas nominais dos verbos, as desinências vão diferenciá-los em: a) Forma infinitiva: cant-a-r desinência de infinitivo b) Forma no gerúndio: cant-a-ndo desinência de gerúndio c) Forma no particípio: cant-ado desinência de particípio
  9. 9. Referências bibliográficas BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37 ed. rev., ampl. e atual. conforme o novo acordo ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. TERRA, Ernani. Curso prático de gramática: Ensino médio. São Paulo: Scipione, 2002.

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