Alfabetização e letramento

890 visualizações

Publicada em

Alfabetização e letramento

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
890
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
25
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Alfabetização e letramento

  1. 1. ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO Andréa Liliane Farias Silva de Campos Fonoaudióloga/Esp. Em Reabilitação da Linguagem Oral e Escrita. Mda em Educação – Universidade Del Salvador, Buenos Aires/Argentina.
  2. 2. Alfabetização • Vídeo da Mafalda
  3. 3. Mensagem em código * # @ $ % & *´ * ⌂ ☼ ☺ ⌂ % & E D U C A R É E N S I N A R % ♣ * ⌂ ☼ % & ☼ ◊ ♥ ☺ ⌂ ♫ ◊ . A P E N S A R S O Z I N H O .
  4. 4. “Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado.” (SOARES, 1998a, p. 47).
  5. 5. Alfabetização - Processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita. - Conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. - Compreensão e domínio do sistema de escrita, que se organiza em torno de relações entre a pauta sonora da fala e as letras (e outras convenções) usadas para representá-la na escrita. - Processo de apropriação da “tecnologia da escrita”, isto é, de técnicas – procedimentos, habilidades necessárias para a prática da leitura e da escrita, ou seja, das habilidades de codificação de fonemas em grafemas e de decodificação de grafemas, isto é, do domínio do sistema de escrita (alfabético e ortográfico).
  6. 6. Letramento - Processo de inserção e participação na cultura escrita. - Tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade (placas, rótulos, embalagens comerciais, revistas, etc.) - Prolonga-se por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita (leitura e redação de contratos, de livros científicos, de obras literárias, por exemplo). - Saber utilizar a língua escrita nas situações em que ela é necessária, lendo e produzindo textos. - Nova dimensão da entrada no mundo da escrita, que se constitui de um conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades necessárias para usar a língua em práticas sociais.
  7. 7. Breve histórico dos Métodos Tradicionais de Alfabetização
  8. 8. Até fins do Século XVIII e início do Século XIX observa-se o uso exclusivo do Método Sintético.
  9. 9. Método Sintético O ensino começava do mais simples componente da língua para o mais complexo. Iniciava-se pelo alfabeto (nome da letra sem preocupação com o valor sonoro) que era repetido em coro, soletrando muitas e muitas vezes, depois as sílabas (apresentadas sistematicamente e em ordem: b+a=ba, b+e=be, etc.) as palavras com sílabas simples (monossílabas) e depois as maiores, as frases e, por último os textos. A ênfase era dada à leitura primeiramente, o que às vezes se prolongava até quatro anos para que o aprendiz pudesse ler um texto completo, e só depois que a escrita começava a ser trabalhada. Mais para o final do Século XVIII ouve uma proposta de troca de metodologia: o ponto de partida passou a ser as sílabas (depois do conhecimento do alfabeto), mas não como era antes (b+a=ba) e sim ba, be, bi, bo, bu direto. E, no início do Século XIX muda o destaque do nome da letra para o seu som.
  10. 10. No início do Século XX, as bases de um novo método começaram a surgir. Era o Método Analítico .
  11. 11. Método Analítico A principal característica que o diferencia do anterior é o ponto de partida. Enquanto o primeiro, parte do menor elemento para o maior, o segundo parte de uma unidade maior como palavras, frase e textos para só depois ir para as unidades menores. Vai do geral para o particular. Do todo para as partes.
  12. 12. As bases do Método Eclético foram lançadas em 1936 com o avanço no conhecimento da Psicologia.
  13. 13. Método Eclético O Método Eclético ou Misto é aquele que procura reunir os benefícios de um ou de outro utilizando a análise e a síntese. O Método Eclético é também considerado global porque parte de um todo, mas segue os passos do método sintético: som, sílabas, palavras, frases.
  14. 14. A Proposta Construtivista de Alfabetização
  15. 15. Nos anos 80, a partir dos estudos da aquisição da leitura e da escrita sob a perspectiva psicogenética de Emília Ferreiro, houve uma grande e significativa mudança no pressupostos e objetivos da alfabetização.
  16. 16. As pesquisas realizadas pela autora revelam que o aluno é um ser ativo, sujeito de sua aprendizagem e que constrói, através de suas hipóteses, o conceito de leitura e escrita ao longo do processo repetindo os passos dados pela humanidade durante a invenção da escrita.
  17. 17. A Proposta Construtivista de Alfabetização, como foi chamada, admite a existência de Níveis (fases) de certezas e incertezas, de equilíbrios e desequilíbrios onde a criança, em contato direto com objeto de conhecimento experimenta, inventa e descobre a relação da fala com a escrita. Por esse ponto de vista, o conhecimento não pode ser transmitido nem tão pouco nascer com o sujeito, mas se forma e se transforma pela interação entre sujeito e o conteúdo que pretende aprender.
  18. 18. Os Níveis da Psicogênese Pré - Silábico 1 Pré - Silábico 2 Silábico Silábico Alfabético Alfabético
  19. 19. Pré Silábico 1 Essa fase caracteriza-se pelo uso dos desenhos. A criança pensa que a escrita é feita através deles e quando vai “ler” um livro recorre às gravuras.
  20. 20. Pré Silábico 2 Nesse Nível, o aluno relaciona o tamanho do objeto ao número de letras ou símbolos que utiliza. Se for grande, muitas letras e se for pequeno, poucas.
  21. 21. Silábico Nessa fase, a criança descobre que a escrita representa a fala e, ao escrever utiliza uma letra ou símbolo para cada sílaba da palavra.
  22. 22. Silábico Alfabético Nesse Nível, o aluno descobre o que são sílabas e consegue escrever algumas de maneira alfabética.
  23. 23. Alfabético A criança representa cada som por uma letra correspondente garantindo, assim, que o “outro” entenda o que ela escreveu.
  24. 24. Para aprender a ler e escrever é preciso que o sujeito saiba:
  25. 25. O que são símbolos; Que aqueles risquinhos pretos que aparecem nos livros, nas revistas e por todos os lados são símbolos; Que esses símbolos são chamados de letras e que representam os sons da fala; Que cada letra tem uma característica própria (posição, direção, barriguinha, haste, corcova, etc.); Ter consciência dos sons: saber ouvir e perceber as diferenças entre eles; Como a escrita funciona.
  26. 26. Nesta perspectiva, é necessário que o trabalho desde a Educação Infantil e, em especial no 1º ano, seja com muitos atos de leitura e escrita, telefone sem fio, atividades com símbolos e seus significados, com brincadeiras envolvendo rimas, palavras que iniciam com o mesmo som, músicas com repetições de sílabas, etc.
  27. 27. Para ensinar a ler e escrever é preciso que o professor:
  28. 28. Acredite no potencial e na capacidade de aprender de TODOS os alunos; Reconheça a heterogeneidade da turma (identifique os níveis da psicogênese em que os alunos estão); Proponha atividades específicas e ou diferentes para alunos e grupos; Promova a interação entre os alunos; Transforme a sala de aula em um “ambiente alfabetizador”, de fato; Trabalhe simultaneamente com todas as unidades da língua: letras, palavras, sons, frases, textos e sílabas;
  29. 29. Instigue a leitura e a produção de textos reais; Ensine que o nosso sistema de representação tem como principal papel social a comunicação; Faça o aluno compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem.
  30. 30. Jogos e atividades práticas
  31. 31. Vídeo Jean Piaget • Vídeo Piaget.
  32. 32. Leitura e escrita não são adquiridas e sim aprendidas formalmente.
  33. 33. Leitura e escrita são processos que não andam necessariamente juntos, mas se complementam.
  34. 34. Estágios do desenvolvimento da leitura Segundo Jeanne Chall (1983), as crianças passam pelas seguintes etapas de leitura, mas nem todos os alunos conseguem chegar ao final do processo – seja por deficiência do ensino ou da aprendizagem. As etapas não são naturais e sim decorrência de um bom processo de ensino e aprendizagem.
  35. 35. 1- Pseudoleitura (até os 6 ou 7 anos) 2- Leitura inicial – decodificação (1º ano) 3- Fluência (2º ao 4º ano) 4- Ler para aprender (5º ao 9º ano) 5- Pontos de vista diferentes (Ensino Médio) 6- Consolidação (Ensino Superior)
  36. 36. Quando nos referimos ao trabalho com texto, estamos ressaltando o contato dos alunos com livros de história, poesias, letras de músicas, parlendas, adivinhações, jornais, revistas, quadrinhos, cartas, bilhetes, rótulos de produtos comerciais, sinais de trânsito, placas de rua, emblemas dos clubes de futebol, receitas médicas, receitas culinárias. Dessa forma, evitamos que os alunos pensem que a leitura só acontece em textos “escolares” e os auxiliaremos a distinguir suportes diferentes para textos diferentes, atendendo a objetivos diferentes, como acontece na vida.
  37. 37. Escrita Para que os alunos produzam textos é importante promover discussões que os levem a ter respostas para as perguntas: Por que escrevo? Para que escrevo? Para quem escrevo? Como escrevo? O que escrevo? É importante, também, que eles aprendam as regras básicas da nossa escrita, tais como: escrevemos da esquerda para a direita; do alto para baixo de cada folha; lemos/ escrevemos na página da esquerda antes da página da direita… É importante que os alunos percebam também que falamos de uma forma e escrevemos de outra.
  38. 38. Escrever envolve habilidades de: Produzir ideias Cumprimento da norma ortográfica (disortografia) Legibilidade na letra (disgrafia)
  39. 39. Aspectos interessantes da escrita: Nem toda letra representa UM som ou nem todo som é representado por UMA letra. Dependendo da posição das sílabas na palavra, os fonemas assumem sons diferenciados. Por exemplo, As sílabas ‘SA’ e ‘RE’, SACO RELÓGIO CASA TERESA ASSADO TERRENO
  40. 40. Por vezes, estas diferenças acontecem em relação à forma de falar ou em relação à forma de escrever. Outras vezes, não há mudança do som da fonema, dependendo do ambiente fonético que ocupa. Independente do lugar que ocupam na palavra têm o mesmo som ou fonema: B – P – D – T – F – V BALA PATO DADO TETO FOCA VILA JUJUBA SAPATO RENDADA PATETA FOFOCA MARAVILHA RABADA TRIPA CRUZADA TERRA BAFO VELHA
  41. 41. Deve ficar claro que a aprendizagem da leitura e escrita é um processo complexo que envolve vários sistemas e habilidades (linguísticas, perceptuais, motoras, cognitivas) e, não se pode esperar, portanto, que um determinado fator seja o único responsável pela dificuldade para aprender.
  42. 42. Produção textual Vídeo Bob Esponja Para refletir... Que tipos de propostas de escrita estou fazendo? Que sentido os alunos veem nas produções textuais que proponho? De que maneiras eu posso tornar minhas propostas mais prazerosas e dinâmicas? Qual é a finalidade com o meu trabalho com produção textual? (Estímulo à criatividade, sequência de ideias, compaginação, estrutura, análise da ortografia...)
  43. 43. • Escrever regras de um jogo • Caixa de objetos para produzir textos orais e escritos • Produção textual com devolução • Legenda de fotos de um passeio • Concurso de rimas • Mural • Reescrita de textos conhecidos, mudando cenários, mudando o final da história, misturando personagens, continuar histórias, etc.
  44. 44. • Relacionar lista de personagens e títulos das histórias (Contos de Fadas); • Completar títulos de histórias a partir de uma lista de palavras possíveis (lacunas); • Textos coletivos: alunos ditam e profª escreve; • Lista de títulos de contos conhecidos; • Ordenar frases de um texto conhecido; • Textos em lacunas;
  45. 45. Crianças Uma criança é um ser humano no _______ de seu desenvolvimento. São chamadas recém-nascidas do nascimento até um mês de________; bebê, entre o segundo e o décimo-oitavo mês, e criança quando têm entre dezoito meses até onze anos de idade. O ramo da medicina que cuida do desenvolvimento físico e das doenças e/ou traumas físicos nas crianças é a pediatria. A __________ é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimo-primeiro ano de ______ de uma pessoa. É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual crescimento da altura e do _______ da criança - especialmente nos primeiros três anos de vida e durante a puberdade. Mais do que isto, é um _________ onde o ser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na adquisição das bases de sua personalidade. infância – vida – peso – início – idade - período
  46. 46. Por que existe ortografia?
  47. 47. Trabalhando ortografia em sala de aula… Regras devem ser ENSINADAS! Ortografia não é prioridade no 1º ano. O ensino da ortografia só cabe quando as crianças estiverem compreendendo o sistema de escrita alfabética. O quando começar a ensinar a ortografia depende da sensibilidade e da competência do professor em perceber e analisar os erros cometidos pelos alunos e em escolher o tipo de explicação que o aluno seria capaz de assimilar naquele momento.
  48. 48. O ensino da ortografia pode se prolongar durante todo o Ensino Fundamental. Artur Gomes de Morais propõe que os alunos reflitam sobre as regras ortográficas, por exemplo: - Por que um aluno escreve caNbalhota em vez de caMbalhota? - Por que é fácil se enganar? - Como saber qual letra usar? O uso do dicionário deve ser incentivado desde etapas precoces de escolaridade (sequência alfabética, ordem da 1ª, 2ª, 3ª letra da palavra procurada, conscientização do tipo de palavra a ser procurada: verbos no infinitivo, palavras primitivas…)
  49. 49. Outras sugestões de atividades
  50. 50. Jogo Era uma vez Fichas de auto-ditado Palavra escondida Fichas para formar frases
  51. 51. Tapa certo Saco de rimas Monta frases Memória palavra e figura Trava-línguas concreto
  52. 52. IDEIAS AO CUBO Como Brincar: Cada criança deverá jogar o cubo e criar uma história de acordo com o cenário ou os personagens.
  53. 53. Como brincar: A professora inicia a história. Ao sinal, a criança retira aleatoriamente da bolsa uma peça com palavra, símbolo ou objeto e dá sequência à história. SACO DE HISTÓRIAS
  54. 54. SOLETRANDO Como Jogar: Organizar as sala em duplas e distribuir um caderninho com os alfabetos para cada dupla, se possível ofereça dois caderninhos para ampliar a complexidade na grafia das palavras. O professor dita uma palavra para cada dupla escrever e depois solicita que digam as letras que utilizaram para escrever. O professor também pode utilizar o dicionário para pesquisar o significado das palavras ditadas para enriquecer o jogo. A cada palavra soletrada pelas duplas, o professor escreve na lousa. Ganha a dupla que conseguir formar corretamente o maior número de palavras. O professor deverá estabelecer o número de rodadas e as duplas serão “eliminadas” quando não acertarem a palavra ditada.
  55. 55. Jogos de consciência fonológica: Apresentar 3 cartelas com palavras : GATO – RATO – VACA BOLA – BOCA – MOLA FIGO – UMBIGO - XINGO Perguntar qual é a palavra que não rima?
  56. 56. Falar 3 palavras para que a criança identifique qual delas não começa com o mesmo SOM: COMIDA – CORDA – PATO MALA – FALA – MACACO RATO – SACO - RABO
  57. 57. Bingo dos sons:
  58. 58. Referências Bibliográficas: • CAGLIARI, L. C. Alfabetização e Linguística. São Paulo: Scipione, 1992. • FERREIRO, Emília. Passado e Presente dos verbos ler e escrever. São Paulo: Cortez, 2002. • MORAIS, A. G. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. • MOOJEN, Sônia Maria Pallaoro. A escrita ortográfica na escola e na clínica: teoria, avaliação e tratamento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2009. • REGO, L.L.B, BUARQUE, L.L. Algumas fontes de dificuldade na aprendizagem de regras ortográficas. In: MORAIS, A. G. O aprendizado da ortografia. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

×