Fundação Armando Álvares Penteado     Faculdade de Comunicação        Leandro Carnaúba LôboA ARTE NEOCLÁSSICA E ROMÂNTICA ...
Fundação Armando Álvares Penteado     Faculdade de Comunicação        Leandro Carnaúba LôboA ARTE NEOCLÁSSICA E ROMÂNTICA ...
Trabalho        Na Europa dos séculos XIX e XX, e também na América do Norte, épossível perceber duas tendências artística...
O Romantismo se apoia na arte cristã medieval como religião histórica,retomando a arte Românica e Gótica e se baseando no ...
De maneira oposta ao Romantismo, porém não o excluindo, a arteneoclássica, igualmente ao movimento Renascentista de século...
O Romantismo e o Neoclassicismo atingiram também as outras artescomo a escultura, a literatura, a poética e em especial a ...
Uma das principais características da arte durante esse período é acriação de uma estética, ou seja, uma filosofia da arte...
ImagensImagem 1 – EugèneDelacroix: A Liberdade guia o povo            (1830); tela, 2,60 x 3,25 m. Paris, Louvre.
Imagem 2 - Dominique Infres: A banhista de Valpinçon            (1808); tela, 1,46 x 0,97 m. Paris, Louvre.
Imagem 3 – Étienne-Louis Boullée: Projeto de cenotáfio                            (1780-1800); gravura, 0,30 x 0,63 m.    ...
BibliografiaARGAN, G. C. Arte moderna. SP: Cia das Letras, 2008.
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  1. 1. Fundação Armando Álvares Penteado Faculdade de Comunicação Leandro Carnaúba LôboA ARTE NEOCLÁSSICA E ROMÂNTICA Como duas artes tão diferentes coexistiram São Paulo 2012
  2. 2. Fundação Armando Álvares Penteado Faculdade de Comunicação Leandro Carnaúba LôboA ARTE NEOCLÁSSICA E ROMÂNTICA Como duas artes tão diferentes coexistiram 2) Estabeleça uma caracterização e uma comparação entre o Neoclassicismo e o Romantismo (com base na bibliografia) e exemplificando com o exame de obras representativas. São Paulo 2012
  3. 3. Trabalho Na Europa dos séculos XIX e XX, e também na América do Norte, épossível perceber duas tendências artísticas quase que opostas sedesenvolvendo, principalmente durante a Revolução Francesa e o período deconquistas napoleônicas. Ambas estão associadas a critérios artísticos etemas diferentes já que compreendem estudos e retomadas a duasmitologias, tempos, culturas e espaços diversos. Porém, por seremmovimentos simultâneos que ocupam um espaço comum, mesmo quepredominantes em áreas geográficas diferentes da Europa, acabam porassumir a mesma ideologia, além da ideia de uma possível unidade cultural epolítica, seja nacional ou não. Os movimentos a qual nos referimos foram convencionalmentedenominados de Neoclassicismo e Romantismo. O primeiro se apresentouem maior escala na região mediterrânea da Europa, enquanto o segundo sedesenvolveu melhor no mundo nórdico. As áreas nas quais cada um dosmovimentos se destacou são importantíssimas na hora de compreender suascaracterísticas e formas, considerando-se que mesmo na mesma época epassando pelas mesmas mudanças, cada região reagiu à situação e aomomento de maneiras divergentes, criando espécies de atmosferasdiferentes no Sul e no Norte da Europa. Enquanto vemos o Neoclassicismo se formando no espaço meridionaleuropeu onde temos uma relação mais simples e positiva entre o homem e anatureza, o Romantismo toma força na região setentrional da Europa cujavisão da natureza é a de misteriosa e hostil.As principais diferenças entre osdois movimentos, porém, recaem não na natureza mas sim nos temastratados, nas inspirações, no sentimento com o qual o artista vê o mundo eassim se expressa, nos motivos pelos quais tais sentimentos divergem entresi, no objetivo da arte, na razão pela qual ela é feita e nos ideais propostos.
  4. 4. O Romantismo se apoia na arte cristã medieval como religião histórica,retomando a arte Românica e Gótica e se baseando no contexto dedesânimo do qual os jovens artistas faziam parte com a chegada dofim daera napoleônica, contexto esse que os remetia a um estado de espírito deisolamento e reflexão do mundo compondo uma ideia de arte comoinspiração, não como uma visão intuitiva do mundo mas uma “renúncia aomundo pagão dos sentidos, o pensamento de Deus” (referência). O isolamento por parte do artista traz também à tona outros aspectosda arte romântica como o individualismo e a história vista a partir dasexperiências vivida pelo autor de cada obra. O mundo deixa de ser imutávelcomo era colocado em épocas anteriores e passa a ser visto pelos olhos ecoração dos artistas, adquirindo assim certa subjetividade. Além disso, com aqueda de napoleão, o universalismo imperial antes existente é substituídopelosentimento nacionalista que acompanha um certo desejo de retomada dacultura germânica e a independência, e consequente autonomia, das nações. Um ótimo exemplo dessa visão, que não a real, que o artista possuíasobre as coisas a partir de sua inspiração passando para o público aquilo quesentia, e do forte nacionalismo da época é a obra A Liberdade guia o povo(1830), de EugèneDelacroix (vide Imagem 1) que retrata a insurreição queacabou com o terror branco na França em 1830 de um ponto de vistapuramente sentimental exaltado pelo artista, já que não é um quadrohistórico, ou seja, não representa um acontecimento real.Não houve mulheralguma que lutou sobre as barricadas agitando o estandarte tricolor com osseus seios à mostra, enquanto camponeses e burgueses lutavam juntos pelaliberdade francesa. Isso tudo é a pura visão que Delacroix possuía dosocorridos. A mulher apresentada na obra representa a própria Liberdade e aomesmo tempo a França exaltando assim a pátria, o nacional que tanto seidolatrava.
  5. 5. De maneira oposta ao Romantismo, porém não o excluindo, a arteneoclássica, igualmente ao movimento Renascentista de séculos anteriores,retoma a cultura greco-romana da Antiguidade, adotando-a como modelo,tanto de equilíbrio quanto de proporção. Esse retorno ao clássico se dá emplena Revolução Francesa, um período de renovação em que se busca umamudança, um abandono e condenação de tudo aquilo que é imediatamenteanterior, nesse caso a arte do Barroco e do Rococó. Os exageros barrocos são então deixados para trás, desprezando-se aimaginação, e é então que surge um modelo do ideal. O conceito de um idealuniversal veio acompanhado de um movimento cultural e político conhecidocomo Iluminismo e que era contrário ao individualismo romântico. Ouniversalismo neoclassicista também trazia consigo uma visão da Europacomo um todo, caracterizado talvez pelo Império Napoleônico, o que divergiado sentimento de pátria característico do Romantismo, além do tecnicismo,que colocava a existência de uma maneira correta de como se construir aimagem do ideal. A arte neoclássica pode ser vista claramente na obra de Jean AugusteDominique Ingres, A Banhista de Valpinçon (1808) (vide Imagem 2) quesegue o modelo ideal de beleza e de arte clássica criado na Antiguidade, umideal universalista que segue os pretextos do Iluminismo, através dautilização de uma técnica pré-definida. O quadro, diferentemente das pinturasdo Romantismo, não é subjetivo à visão do artista, é algo que, mesmo sendoreal ou não, já está posto por um modelo.
  6. 6. O Romantismo e o Neoclassicismo atingiram também as outras artescomo a escultura, a literatura, a poética e em especial a arquitetura. O mundoque passava não somente pela Revolução Francesa, mas também pelaRevolução Industrial, tinha como característica o artista inserido em um novopanorama onde se estava presente o moderno, as técnicas industriais, umaforça de criação. Essas mudanças trazem consigo a ideia iluminista de que a“a natureza não é mais a ordem revelada e imutável da criação, mas oambiente da existência humana; não é mais o modelo universal, mas umestímulo a que cada um reage de modo diferente; não é mais a fonte de todoo saber, mas o objeto da pesquisa cognitiva”(). A nova ideia de natureza que surge nesse período leva ao surgimentoda urbanística, inserida nas ideias neoclássicas, que se baseia numaestilística única da cidade que corresponde à ordem social. O homem passaentão a modificar o espaço a sua volta. Nessa nova ciência da cidade quetrata de criar estruturas sociais públicas, geralmente baseadas em formasgeométricas, ganham destaque os arquitetos Étienne-Louis Boullée,responsável pelo Projeto de cenotáfio (1780-1800) (vide Imagem 3), eClaude-Nicolas Ledoux, quem elaborou o projeto da conhecida Casa dosguardas campestres (1780) (vide Imagem 4), um posto de observação com oformato de uma esfera. Na perspectiva do Romantismo, a arquitetura se volta para o modeloGótico de cunho cristão, caracterizado por estruturas altas e verticais como épossível observar no Palácio da Câmara dos Comuns e na Torre doRelógio(1840-1868) situados em Londres e projetados por Charles Barry eAugustus Pugin (vide Imagem 5), principais arquitetos ingleses dessa época.
  7. 7. Uma das principais características da arte durante esse período é acriação de uma estética, ou seja, uma filosofia da arte, uma ideia de beleza.Essa beleza no entanto é subjetiva já que o belo romântico é mutável edepende da visão do artista, daquilo que ele vê e sente; enquanto o beloneoclassicista é único, universal, imutável e ideal. É possível então, chegara a uma conclusão de que a arte assumepapéis diferentes durante a Revolução Francesa, no Império Napoleônico eapós este, se adaptando às novas visões que a sociedade impõe em épocase lugares diferentes. É importante lembrar que mesmo sendo o Romantismouma arte nórdica e o Neoclassicismo uma arte mediterrânea, eles nãoexistiram somente nestas regiões. A Europa toda passou por essesmovimentos artísticos em algum momento, seja simultaneamente ou não,com destaque para a França onde o desenvolvimento da arte desse períodoalcançou um patamar de excelência sem igual. Podemos dizer que o mundo viveu um período de antítese entre osséculos XIX e XX pois coexistiam duas vertentes artísticas opostas mas queao mesmo templo se complementavam e se assemelhavam de diversasmaneiras. A arte tentou acompanhar o ritmo de mudanças sociais, políticas eeconômicas que ocorriam durante todo esse tempo e talvez seja devido aisso que se deem tantas diferenças.
  8. 8. ImagensImagem 1 – EugèneDelacroix: A Liberdade guia o povo (1830); tela, 2,60 x 3,25 m. Paris, Louvre.
  9. 9. Imagem 2 - Dominique Infres: A banhista de Valpinçon (1808); tela, 1,46 x 0,97 m. Paris, Louvre.
  10. 10. Imagem 3 – Étienne-Louis Boullée: Projeto de cenotáfio (1780-1800); gravura, 0,30 x 0,63 m. Paris, BibliothèqueNationaleImagem 4 – Claude-Nicolas Ledoux: Casa dos guardas campestres Em Maupertuis (1780); gravura. Paris, BibliothèqueNationale
  11. 11. BibliografiaARGAN, G. C. Arte moderna. SP: Cia das Letras, 2008.

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