Mascaras africanas

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Mascaras africanas

  1. 1. Máscaras AfricanasMáscara. Arte fang. Museu do Homem, Paris.
  2. 2. As máscaras sempre foram asprotagonistas indiscutíveis da arteafricana. A crença de quepossuíam determinadas virtudesmágicas transformou-as no centrodas pesquisas. O fato é que, paraos africanos, a máscararepresentava um disfarce místicocom o qual poderiam absorverforças mágicas dos espíritos eassim utilizá-las em benefício dacomunidade: na cura de doentes,em rituais fúnebres, cerimônias deiniciação, casamentos enascimentos. Serviam tambémpara identificar os membros decertas sociedades secretas. Máscara de boi com mandíbula móvel. Arte ibibia. Museu do Homem, Paris.
  3. 3. Em geral, o material mais utilizado foi a madeira verde, embora existam também peças singulares de marfim, bronze e terracota. Antes de começar a entalhar, o artesão realizava uma série de rituais no bosque, onde normalmente desenvolvia o trabalho, longe da aldeia e usando ele próprio uma máscara no rosto. A máscara era criada com total liberdade, dispensando esboço e cumprindo sua função. A madeira era modelada com uma faca afiada. As peças iam do mais puro figurativismo até a abstração completa.Máscara de dança. Arte ioruba-nagô. Museu do Homem, Paris.
  4. 4. Quanto à sua interpretação, a tarefa é difícil, na medida em que não se conhece sua função, ou seja, o ritual para o qual foram concebidas. Os colonizadores nunca valorizaram essas peças, consideradas apenas curiosidade de um povo primitivo e infiel. Paradoxalmente, a maior parte das obras africanas encontra-se em museus do Ocidente, onde recentemente, em meados do século XX, tentou-se classificá-las. Na verdade, os historiadores africanos viram-se obrigados a estudar a arte de seus antepassados nos museus da Europa.Máscara. Arte pendê. Museu da África Central, Tervuren.
  5. 5. O auge da arte africana na Europasurgiu com as primeiras vanguardas,especificamente os fauvistas e osexpressionistas. Estes, além dereconhecer os valores artísticos daspeças africanas, tentaram imitá-las,embora sempre sob a ótica de suaspróprias interpretações, algo quecolaborou em muitos casos, para adistorção do verdadeiro sentido dasobras. Entre as peças mais valorizadasatualmente estão, apenas para citaralgumas, as esculturas de arte dasculturas fon, fang, ioruba e bini, e as deLuba. Rosto de uma cabeça de duas faces. Arte ibibia. Coleção Hélène Kamer, Paris.
  6. 6. O fato de os primeiros colonizadoresterem subestimado essas culturas econsiderado essas obras merascuriosidades exóticas, provocou umsaque sem sentido na herança culturaldesse continente. Recentemente, noséculo XX, foi possível, graças àantropologia de campo e aosespecialistas em arte africana,organizar as coleções dos museuseuropeus. Mas o dano já estava feito.Muitos objetos ficaram semclassificação, não se conhecendo assimseu lugar de origem ou simplesmenteignorando-se sua função. Fonte:www.meusestudos.com

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