Capítulo quatro
“Então Alex congelou.
Era a menina dos seus sonhos, e em um outro carro, o garoto com quem também tinha
so...
Alex empalideceu. Sam que ainda estava abraçado nela, apertou-a ainda mais forte, ela
conseguia ouvir a respiração dele, e...
lutar, porém Sam havia sumido. Desabou no chão, com as mãos tapando os ouvidos para não
ouvir os gritos de agonia que form...
A raiva aumentou dentro de Alex, o corpo parecia estar em combustão, as chamas
queriam sair – ela sentia – e ela permitiu....
– Tem que procurar uma pessoa para mim.
– Poderia fazer isso, mas não posso te deixar aqui machucada. Pode me chamar de
No...
– Minha mãe... Como eu vou explicar para ela tudo isso? E essas cicatrizes? Ela vai ver.
– Sabe que pode ficar na minha ca...
no gramado e a desceu devagar, fazendo primeiro as pernas encostarem-se ao chão, e depois
o tronco.
– É... Hum, eu vou dar...
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Capítulo quatro

  1. 1. Capítulo quatro “Então Alex congelou. Era a menina dos seus sonhos, e em um outro carro, o garoto com quem também tinha sonhado.” A garota encarou Alex, depois desviou o olhar para o garoto ao lado, que parecia perdido, o cabelo loiro que caia sobre a testa brilhava, os olhos percorriam cada um dali, examinavam famintos, talvez ele estava procurando o mesmo que ela: um lugar para correr quando tudo começasse, e se conseguisse correr. – Vai ficar tudo bem. – Sam sussurrou, Alex olhou para cima encontrando os olhos dele que ficavam mais claros ao sol. – Eu sei que vai. Alex abaixou a cabeça e viu um homem – certamente um Oleum – saindo do carro que parara mais perto da calçada, ele caminhou até o gramado se impôs na frente dos outros e começou a falar. – Eu tenho um dos seus, e sei que a quer. A dominadora é muito poderosa e treinada, mas nada é dado. Estou propondo uma troca. Sebastian caminhou lentamente e confiante para frente, até estar a uma distancia segura, porém ameaçadora do Oleum. – Eu não tenho medo de você e, além disso, Oleums não tem uma fama muito boa em relação a trocas. – retrucou. Ouviu-se um barulho abafado, todos desviaram a atenção para a mulher que havia batido a porta do carro e agora caminhava para frente de Sebastian, ela olhou para os lados, encarando cada um dali, pousou os olhos em Sebastian e começou a falar. – Mas você nem ouviu, tem certeza que vai desperdiçar aqueles dois rostinhos ali? – ela girou o corpo e apontou para onde a garota de dreads estava, e depois apontou para o garoto. A mulher trajava uma calça de couro apertada, botas pretas e um casaco vermelho de lã. Os cabelos negros e ondulados iam até a cintura, o rosto era anguloso e um sorriso provocador surgiu na sua face quando Sebastian ficou pasmo. – Katherine? – o olhar dele estava vidrado na mulher. Alex se lembrou de já ter ouvido aquele nome em algum lugar, mas agora não se lembrava de onde. – Bom te ver também. – ela disse, sem tirar o sorriso do rosto. – Qual é a troca? – Sebastian falou rispidamente, ignorando o cumprimento. – Sebastian... Ainda não sabe? – ela sibilou. – Nada mudou em três anos. Nada mesmo. Em uma lembrança distante, Alex se lembrou de quando foi na casa de Sebastian, e ele contou sobre a garota por quem era apaixonado e fez com que desistisse do domínio. Katherine. – Eu tenho pressa nisso, então vamos rápido. – insistiu Katherine. – Queremos a garota, dominadora do fogo.
  2. 2. Alex empalideceu. Sam que ainda estava abraçado nela, apertou-a ainda mais forte, ela conseguia ouvir a respiração dele, e sentia seu peito subir e descer rapidamente. – Sebastian, isso não vai acontecer nunca, ela não vai, eu não vou deixar. – disse Sam entredentes. Katherine olhou para Alex, e ela sentiu o corpo estremecer, a mulher parecia mais velha do que imaginara, e de longe parecia bem mais alta do que ela. Sebastian chegou perto de Sam com a expressão séria. – Eu não vou deixar que nada aconteça a ela, mas se aceitarmos, eles nos dão a garota e ela lutará no nosso lado. – sussurrou, tomando cuidado com que ninguém ouvisse. – Eu não vou deixar. – repetiu Sam. Sebastian se pôs a frente de Katherine. – Nada feito. – anunciou. – Já que não a teremos através da troca, teremos a força. – falou Katherine, estendeu o braço e apontou em direção a Sebastian. – Você quis assim. A mulher deu meia volta e desapareceu. Os Oleums que estavam dentro dos carros começaram a saltar para fora. Sebastian recuou e Damon já estava ao lado, ambos com os joelhos afastados, o punho esquerdo cerrado ao lado do corpo e a mão direita fechada em torno do cabo de uma adaga. – Teria sido mais fácil, Samuel. – gritou Sebastian. Sam revirou os olhos em sinal de desprezo, se desvencilhou do abraço de Alex, se abaixou um pouco, deu um beijo na testa dela e correu para lutar. Alex viu quando os Oleums começaram a avançar, a garota dos sonhos de Alex tinha sumido na multidão, parecia querer dar a volta na praça, já o garoto estava ainda mais perdido, ela mal conseguia ver ele. Sam chegou quando Sebastian correu para a multidão de Oleums, assim como Damon logo atrás, eles atacaram, Alex viu Sebastian acertar a adaga no coração de um Oleum, ele girou e cravou a mesma adaga a lateral do pescoço de outro Oleum, derrubando-os no chão e avançando. Todas as investidas eram certeiras. Alguns Oleums caiam e se levantavam novamente, eram resistentes, difíceis de combater, a menos que o golpe fosse fundo o suficiente. Sebastian agia com graciosidade manuseando a adaga, mas lutava corpo a corpo quando precisava. Damon ficou mais para trás, ele voava graciosamente, caindo e rolando, fazendo vários Oleums voarem. Quando tinha oportunidade, sacava facas, atirava-as usando o domínio para chegar onde ele queria e recolhia as que encontravam pelo chão. Alex agora desviou a atenção para Sam, ele lutava ao lado de Sebastian contra os Oleums de igual para igual, desferindo socos e chutes que pareciam ter efeito, Alex esquecera que ele fazia aulas quando era criança. A situação melhorou quando Damon alcançou uma adaga para Sam, apesar de ele não saber usar, ajudou na defesa. Alex não aguentava mais olhar para aquilo tudo, sua visão já estava turva quando se virou e sentiu a cabeça começar a latejar. Era como um banho de sangue, as pernas dela pareciam não aguentar o próprio peso, ela virou e viu que Damon e Sebastian continuavam a
  3. 3. lutar, porém Sam havia sumido. Desabou no chão, com as mãos tapando os ouvidos para não ouvir os gritos de agonia que formavam uma sinfonia aterrorizante. Estava tudo embaçado devido a visão, viu quando Sebastian cortou a garganta de alguém, que esguichou sangue, mas não sangue normal, era preto. Soluçando, Alex virou o rosto e viu a silhueta de uma mulher de pé diante de si, era Katherine. – Ainda não entendo porque é tão cotada, dominadora. – ela soltou uma gargalhada, fazendo os pelos de Alex arrepiar. Alex se levantou abruptamente e sua cabeça pareceu girar, a visão piorou e a dor de cabeça ficou quase insuportável, ela sabia que não podia se demonstrar fraca, não na frente de Katherine. – Você mal consegue ficar de pé, e eles acham que pode ser a mais poderosa dos dominadores... Esse elemento é demais para você, não acha? – Katherine continuou. Ela ria, e Alex sentiu o sangue fluir mais rápido, o coração bater mais forte. – Eu não diria isso, pode estar enganada. – respondeu. Alex sentiu a mão formigar, e mal percebeu quando a mão pegou fogo, assim como mal percebeu que Katherine estava em cima dela. Era tarde, Katherine prendeu a cintura dela com os joelhos, acertou um soco na maçã do rosto e outro no nariz, até que puxou uma adaga e encostou-a no pescoço de Alex. – Eu poderia te matar agora, na verdade estou pensando seriamente nisso, ai eu posso virar dominadora, ficar com Sebastian... Mas aqui não tem ninguém para assistir o espetáculo, é uma pena. A adaga entrou um pouco na pele de Alex, ela sentiu a dor cada vez mais forte e o sangue escorrendo em volta do pescoço. Ela reuniu a coragem que tinha e disse: – Para Sebastian, você está morta. – As palavras saíram da boca de Alex mais firme do que ela esperava. – Você não sabe do que está falando... – vociferou. Katherine enfiou mais a adaga no pescoço de Alex, ficou difícil para respirar e a dor foi tanta que percorreu todo o corpo dela. Mas não era a dor que estava fazendo isso. Eram as chamas. A sensação explodia no corpo de Alex, como se precisasse sair, a força de expansão aumentou e saiu dela, fazendo que Katherine se levantasse – voasse – abruptamente, e cambaleasse até cair no chão. Alex sorriu e se levantou, levou a mão no pescoço, o sangue já estava secando. Ela puxou a mão para o seu campo de visão, e quando viu o próprio sangue, o ódio tomou conta de si. – Eu vou fazer você se arrepender disso. Sentada no chão e ofegante, uma Katherine de roupas rasgadas e molhada pelo suor recuava. Alex não era forte, nem tinha treino para desferir golpes bons, mesmo assim, arriscou. Chutou Katherine no chão, que pareceu não sentir nada, apenas recuava mais rápido.
  4. 4. A raiva aumentou dentro de Alex, o corpo parecia estar em combustão, as chamas queriam sair – ela sentia – e ela permitiu. Agora utilizava as instruções de última hora dadas por Sebastian, abriu a mão e empurrou o braço na direção de Katherine, fez seguidas vezes. Quando viu que o casaco de Katherine pegava fogo e alcançava a mão, ela parou, conforme o fogo se espalhava, Katherine berrava. – Eu não tenho capacidade de matar ninguém, – resmungou Alex para si mesmo. – eu não sou assim. Dizendo isso, ela se virou, mas se arrependeu do que dissera, deveria ter feito-a incapaz de atacar quando teve chance. O corpo pesado de Katherine caiu sobre ela e as duas rolaram no chão, dessa vez a adaga atingiu a coxa e o braço de Alex, fazendo cortes doloridos que a fizeram gritar. – Você não vai me matar Alex, não pode! – gritou Katherine, manuseando a adaga. Alex até agora não tinha chorado, mas agora estava no chão, chorando e soluçando, o corpo sofrendo espasmos, a voz mal conseguia sair, mas quando saia, era forte e instável num grito de dor. A visão dela voltou a ficar turva, apesar de estar quase inconsciente, viu quando alguma coisa, parecida com galhos, puxou Katherine para longe, fazendo-a pairar no ar um pouco antes de cair. – Você está ai? Não desmaie, estou aqui, fale comigo. – a voz era feminina, mas não era Katherine, os cabelos eram como cordões caindo em cima de Alex, o rosto estava totalmente desfigurado devido a visão turva. – Dói. – Alex fez uma pausa para tossir alguma coisa com que estava se engasgando – Muito. – Eu sei, mas ainda não acabou, a mulher está presa por raízes no chão, não sei o quão forte elas são e não posso tomar conta das duas ao mesmo tempo, me prometa que vai ficar bem. – a garota suspirou. – Outros estão em batalha, não param de chegar mais Oleums, mas não tem que se preocupar, eles estão sendo controlados. Alex fez que sim com a cabeça, até falar doía. Estava tão perdida que mal prestou atenção no que a garota falara, presa por raízes. Ela conseguiu se sentar e encostou-se a uma árvore, viu corpos sendo jogados pelo ar, outros tantos no chão, imaginou onde Sam estava. Tinha o perdido de vista, poderia estar vivo, mas também morto. Morto. Olhou para frente, sua visão começou a melhorar e ela viu a garota em cima de Katherine, desferindo socos e tapas. O que se passava a sua volta era resumido a borrões e gritos. Ela sentia a energia dos corpos, parecia que a terra pulsava e o corpo ainda sofria espasmos. Um garoto cambaleava em sua direção, ela reconheceu-o só pelo cabelo loiro prateado. – Você consegue me ver? Está bem? – ele se ajoelhou ao lado dela, e passou a mão no seu rosto afastando o cabelo suado que grudava nas extremidades do rosto. – Sim, estou. – a voz saiu sussurrada, mas ele ouviu e fez que sim com a cabeça. – Tem alguma coisa que eu possa fazer para ajudar? Parece bem machucada, e eu... Ela juntou forças e conseguiu dizer uma frase completa:
  5. 5. – Tem que procurar uma pessoa para mim. – Poderia fazer isso, mas não posso te deixar aqui machucada. Pode me chamar de Norman, eu vou tentar te ajudar com isso aqui. – Norman tirou do bolso lenços umedecidos. Agora Alex havia recuperado bem a visão, não totalmente, mas estava bem melhor. – Você carrega lenços umedecidos? Sério? – São necessários nas situações mais diferenciadas. – ele sorriu. – A partir de hoje, eu acredito em tudo. Ele limpou primeiro o rosto dela, tomando cuidado com um corte perto da têmpora e outro no maxilar, depois desceu para o pescoço. Normalmente, Alex não falaria com desconhecidos, ao menos deixariam eles cuidarem dela, mas Norman era diferente, sonhara com ele, ela o sentia e sabia que podia confiar. – Nossa! Este está bem feio. – ele examinou o corte. – Há quanto tempo fez isso? Alex percebeu que o movimento em volta deles diminuiu, e estranhou o fato de que ninguém tentar os atacar ali, ela sentiu o corpo relaxar quando viu que Sebastian e Damon acabavam com os últimos Oleums. – Cinco minutos, talvez dez. – Apesar de profunda, já está cicatrizando... É estranho. – Você quis dizer que é bom. – Sim, também é. – ele sorriu novamente. Ele limpou o machucado do braço cuidadosamente. – Tem um corte acima do joelho, posso... – Por favor. Ele rasgou a calça no meio da coxa, e passou o lenço em volta do corte. A situação ao redor melhorara, Sebastian olhava para os lados e resmungava algo para Damon, apontando ao longe. A menina desconhecida ainda segurava Katherine, esperando alguém ir ajuda-la. Alex avistou uma silhueta masculina vindo em sua direção, ainda longe, o seu coração pulou de alegria quando conseguiu identifica-lo. Era Sam. Ele a reconheceu, correu até ela e se ajoelhou ao seu lado. – Você está bem? – Sam segurou a mão dela. – Estou melhor, graças a... Você salva a minha vida e eu esqueço o seu nome. – disse Alex olhando para Norman. – Sem problemas, me chamo Norman. Alex viu Sebastian agachado ao lado de Katherine, e a garota que outrora estava segurando ela, não estava mais ali. – Sim, graças ao Norman. – Alex levou a mão na testa. – Caramba, parece que um trator passou em cima da minha cabeça... – É, você não está bem, precisa de curativos, está sangrando. – protestou Sam. A verdade era que doía mesmo, e muito, Alex se esticou e abriu o rasgo na calça, o corte sangrava.
  6. 6. – Minha mãe... Como eu vou explicar para ela tudo isso? E essas cicatrizes? Ela vai ver. – Sabe que pode ficar na minha casa, eu aviso para sua mãe. – Uma hora ela vai ver e... – ela fez um gesto com a mão. – Esquece. Alex fez um esforço para se levantar, apoiando o peso nos ombros de Sam. – Vai conseguir? – Acho que sim. – Alex deu um impulso para cima, ficando de pé, logo sentiu as pernas formigarem e o corte da coxa doer. A mesma coisa que tinha acontecido quando Katherine apareceu, aconteceu agora, a cabeça de Alex pareceu girar mais uma vez, ela fechou os olhos com força e pendurou os braços nos ombros de Sam enquanto seu corpo a puxava para baixo, se não fosse por Sam, ela teria espatifado no chão. – Você não vai conseguir caminhar... Não dói? Alex tentou mover a perna para frente, mas não conseguia apoiar o peso numa perna só. Sebastian veio de longe e logo apoiou o outro braço dela. – Deixa que eu cuido disso, Damon tem um carro, vão buscar e eu fico aqui. Sam começou a protestar, mas desistiu, desistiu até rápido demais, Alex pensou. Apesar de Sam ser forte, Sebastian era infinitamente mais, ela quase não fazia esforço nenhum para ficar de pé agora que o braço dele estava em sua volta. – Onde está aquela menina? E Katherine? – perguntou Alex. – O nome dela é Paola, falei que mandaria Damon e Sam buscar o carro, e ela foi esperar eles, com Katherine. – Ela é uma dominadora, eu vi o que ela fez com aquelas raízes, terra. – Sim, ela é a menina com qual você sonhou. – Respondeu Sebastian. Norman estava sentado, encostado na árvore como Alex estava antes, ele se levantou e fez um gesto para os dois ficarem quietos. – Eu estou me lembrando... – ele sorriu. – Afinal, quem é você? – perguntou Sebastian, enrijecendo o braço que envolvia Alex. – É isso o que eu quero saber, eu só lembro que meu nome é Norman. – E como você esqueceu tudo? – Eu estava lembrando, acabei dever imagens, mas elas são tão isoladas, – Norman arqueou as sobrancelhas. – mas não sou do lado deles, eu ajudei Alex, era só o que eu queria fazer, e agora eu vou voltar para casa... Se é que eu tenho uma. – Eu posso deixar você ficar na minha casa, até você lembrar quem é. Teve sorte em ajudar Alex, se não eu te deixaria na rua. – Agradeço. – Quer sentar? Nem sei por que estamos de pé. – disse Sebastian, agora voltado para Alex. – Acho que é mais confortável. – ela assentiu com a cabeça. Sebastian passou o braço livre pela curva da perna de Alex, levantando-a contra o peito, ela sentiu os músculos dele e o quanto de calor o seu corpo passava para o dela. Ele ajoelhou
  7. 7. no gramado e a desceu devagar, fazendo primeiro as pernas encostarem-se ao chão, e depois o tronco. – É... Hum, eu vou dar uma volta por aí, volto em dez minutos. – Avisou Norman, virando de costas. Alex fechou os olhos com força, o som dos gritos ainda ecoava na sua cabeça, mas algo dizia a ela que deveria espantar tudo aquilo, que era uma guerreira agora, por mais que seu corpo reagisse ao contrário. – Você é forte Alex. Na minha primeira luta, eu me atirei no chão e chorei. Ela conseguiu sorrir. – Isso é muito confuso para mim, como os humanos não viram toda essa luta? – Este é um território encantado, pertence as sereias, existe um conselho geral que as encarregam da proteção local. – ele fez uma pausa, e ela balançou a cabeça em afirmação. – Não duvido nada que o que os humanos viram, na verdade, foi uma luta de paintball. Alex sorriu mais uma vez. Ela admirou nele o jeito com que ele conseguia fazê-la sorrir numa situação dessas. Sebastian, que estava tapando a vista de Alex de onde aconteceu a luta, encostou as costas na árvore, e ela pode ver o gramado. Vazio. – Onde estão os... – ela engoliu seco. – Mortos? – Há um fato importante que eu não mencionei. – ele sorriu, antes de falar. – Oleums se desintegram, ou melhor, viram perfume. Acredite. – Ual, um fato muito interessante. – Você acha? – Acho. – Tem outro fato interessante, quer saber? – Qual? – Você se cura mais rápido. – Esse é um fato extremamente útil. E interessante. – Alex suspirou. – Tem outro. – E o que é? – Esse eu vou ter que te mostrar. – Sebastian sorriu. Alex não teve tempo de responder, os dedos de Sebastian já estavam em seus cabelos, a outra mão segurava a cintura dela forte, o calor da mão dele na nuca dela trazia uma sensação de alívio, conforto e até desejo. Ele beijou primeiro a bochecha, desceu para o canto da boca, e em seguida, pressionou os lábios contra os dela, envolvendo-a num beijo lento. Ela não recuou.

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