Wake Report | CMC Rio Moda

857 visualizações

Publicada em

Preparamos para vocês uma cobertura especial de cada atividade do evento, registrada pelos olhos da super Alessandra Mess, do blog Working Machine.

Publicada em: Design
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
857
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
179
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
15
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Wake Report | CMC Rio Moda

  1. 1. Wake Report é um presente do Melitta Wake para que você, que participou do evento relembrar cada segundo do CULTURA DE MODA CONTEMPORÂNEA. Mas também é uma forma de levar um pouco que que aconteceu por lá para quem não pode participar. A Maria Cultura, assim como a Wake, apoia eventos que tragam muito conteúdo e que tenham foco nas mais diversas manifestações culturais e criativas. Nesse Report, reunimos highlights de cada uma das atividades, fotos dos melhores momentos e ainda entrevistas com participantes.
  2. 2. Carta da Reporter o cultura de moda contemporânea foi uma delícia. já sabíamos que se tratava de uma maratona de palestras inspiradoras em um sábado pra lá de bonito. e não deu outra: gente ESTILOSA , profissionais MARAVILHOSOS E MUITO WAKE PRA GALERA. todo mundo participou e se divertiu. trocou contatos e sorrisos. Não podia deixar de comentar a respeito da PARCERIA COM a wake, que pra mim, foi um privilégio. só tenho a agradecer a maria cultura que me convocou pra essa “função”! como não tenho formação em moda, esse tipo de evento só me alimenta e me seduz. E repito: foi uma delícia! Alessandra Mess, do blog Working Machine Designer gráfico pela ESPM-Sul, web designer na agência W3 haus e blogueira por amor. “Econtrei no blog um cantinho pra compartilhar a minha grande segunda paixão que é a Moda. E claro, falar sobre Design, Música, Beleza e tudo aquilo que me completa”.
  3. 3. Sobre o Evento o Instituto Rio Moda, em parceria com a MONJUÁ, trouxeram a Porto Alegre, na Sala Santander do campus Unisinos Porto Alegre, uma edição especial do Programa Cultura de Moda Contemporânea. Foram convidados profissionais do mercado de Moda a nível nacional que tem alguma relação com formas de atuação contemporâneas: -Vicente de Paulo (FOTOGRAFIA DE MODA especialista em Moda já foi assistente de Mario Testino) http://www.vicentedepaulo.com/ - Michelle Kauffmann Benarush (MUSEUS DE MODA formada em Museologia pelo Fashion Instituto of Technology NY (FIT) , trabalhou no MOMA NY) - Viviane Pepe (DIREÇÃO DE ARTE - diretora de arte da agência WMcCann e dos filmes da LOREAL) - Igor Fidalgo (MODA E MÚSICA - jornalista e social media de empresas como O Globo e GNT) - Márcia Disitzer (MARCAS DE MODA NO BRASIL professora de Fashion Business na FGV e autora do livro A MODA COMO ELA É) Este Programa ofereceu um super conteúdo aos participantes e uma grande oportunidade para profissionais que trabalham desde a equipe de vendas, até marketing, comunicação e estilo, e a estudantes da área, além de pessoas que queiram trabalhar no mercado de moda.
  4. 4. Highlights: - Vicente de Paulo especialista em Moda,já foi assistente de Mario Testino www.vicentedepaulo.com “ Eu sempre gostei de fotografia, eu sempre observava a fotografia no cinema. No início, fui estudar publicidade, e descobri que o único lugar que você tem uma liberdade criativa maior, é na moda. “
  5. 5. VICENTE de paulo falou SOBRE OS DESAFIOS E OS PRAZERES DE SER FOTógrafo de moda. escolhi os princípais momentos da sua palestra para compartilhar com vocês. natural do rio de janeiro, vicente de paulo foi a nova iorque para poder abrir o seu universo. seu trabalho divide-se em: foto editorial, que são as publicações para revistas. ele comentou sobre as pincipais: vogue e glamour. ambas tem menos limites, no que se trata de liberdade para criar histórias. o outro UNIVERSO são as campanhas, onde vicente trabalha para as agências, o que é mais difícil de TER LIBERDADE PARA INFLUENCIAR NA CRIAÇão do trabalho a não ser trabalhando diretamente com o cliente. vicente apresenta editoriais clicados por ele e conta: a escolha da modelo é de extrema importância para o clique. “aquele rostinho diferente que irá dar o tom do editorial, para não cair na mesmice.” matéria de jornal: é um veículo maior, porém são menos fotos, a história é mais simplificada. enquanto isso, quanto mais sofisticada é a revista, vicente consegue ir mais a fundo e explorar mais o conceito dos cliques. revistas customizadas, ele acredita que vêm de um nicho que já está mudando. as próprias marcas já não estão mais sentindo um retono dessas publicações e mostra exemplos de daslu e le lis blanc, as quais ainda este tipo de fotografia é procurada. e conclui: “a mulher brasileira está muito uniformizada”. o fato se deve às peças que ele clica para grandes marcas brasileiras estarem muito iguais, a consequência é que as mulheres acabam muito parecidas na rua. e m miami, paris, nova iorque, existe muito mais espaço pra ser diferente.
  6. 6. it girl: termo dos anos 20 significando uma menina com uma personalidade mais interessante. toque de realidade: a busca da modelo perfeita, mas na composição a realidade fala por si só, o que traz até um certo humor para o quadro. vicente fala ainda dos desafios impostos pela foto perfeita dentro da publicidade citou um episódio em que “o cabelo precisava estar perfeito na foto, e ventava muito, a editora estava enlouquecendo”. neste caso, ele conta que a modelo foi muito profissional e salvou a foto. brands: cada marca tem uma identidade a ser seguida. ex. da osklen: identidade extremamente forte. “A FUNCão do fotógrafo é glamurizar o que se tem de mais simples na foto, ATé mesmo A ROUPA.” retrato e fashion film: vicente mostra retratos feitos por ele como o de vick muniz e oskar metsavaht, entre outros. mostra também um vídeo seu com o stylist felipe veloso e luciano conseca. por fim, basicamente: fotógrafo de moda precisa gostar de moda - precisa estar atento a uma série de coisas. gostar da mudanças que a moda propõe, das tribos, “a moda tem que mudar nem que seja pra pior” as vezes você precisa ir pra um lado oposto, pra criar uma diferença. a moda procura mudança.
  7. 7. Highlights: - Michelle Kauffmann Benarush formada em Museologia pelo Fashion Instituto of Technology NY (FIT) . trabalhou no MOMA em NY “ O museu tem essa função básica que é inspirar. “
  8. 8. Michelle Kauffmann, falou da sua grande paixão que são os museus de vestuário. organizei em tópicos os momentos mais legais da palestra para o #cmc: COLECIONISMO DE MODA: “CAPACIDADE PARA SER PERMEADA”. ALGUém “habitou” essa roupa e por isso essa peça possui a forma da pessoa. lembranças e esquecimentos: você guarda uma bolsa luis vitton porque foi caríssima, mas também guarda uma camiseta de banda que tem um valor sentimental. registro histórico de uma sociedade: simboliza uma época, uma cultura. um objeto de design, levando a caracterizar uma determinada época. ver uma peça dentro de um museu: o olhar dentro de um museu é muito mais valioso, pois de frente à roupa, você percebe a costura, a textura, o acabamento, o caimento, enfim, diferente do que ver uma foto no google ou uma réplica. fashion museum: michelle fala sobre os museus em que ela já esteve e outros que são legais de pesquisar na internet. de uma forma geral: espartilhos, trajes de rainhas, peças brasileiríssimas até museus mais hightechs . onde achar roupas pra colecionar? importância cultural: a roupa também pode ser vista como patrimônio cultural. além dos brechÓS EXISTEM OS leilões que contam com o acervo de museus que querem vender suas peças, INCLUSIVE grandes marcas. interpretação das roupas: funcionam como PREÇO: sobre a valorização das peças, citou o
  9. 9. vestido desfilado desfilado por kate middleton que custou r$106,000,00. “O MUSEU TEM ESSA FUNÇão básica que é inspirar”: estilistas buscam nos museus e brechós inspiração para suas criações. eles estão em busca de um bordado diferente, uma manga diferente, enfim, técnicas e efeitos que não se fazem mais hoje. conservação das roupas: não se pode simplesmente passar com ferro um vinco em um vestido, existe toda uma técnica para mantê-las limpas, cada roupa tem sua caixa própria quando transportada e uma roupa não pode encostar na outra na hora de serem expostas dentro de um museu. o corpo e a roupa traduze uma época: michelle fala da importância de criar esse corpo por baixo da roupa, são usados camadas de espuma acrílica, algodão, tule, enfim, técnicas usadas para poder montar este corpo que representa uma determinada época. manequinagem invisível: com materiais termo adesivos e com calor, é possível montar um manequim sem rosto, sem pés, enfim, uma maneira muito mais interessante de expor a roupa, a qual parece estar suspensa no ar. contudo, esta é uma técnica muito mais cara.
  10. 10. Highlights: - Viviane pepe diretora de arte da agência WMcCann e dos filmes da LOREAL “ Meu papel como diretora de arte é ter essa sensibilidade de entender a expectativa do cliente. “
  11. 11. Viviane pepe, deu um show: trouxe ótimos exemplos de marcas que estão sabendo perfeitamente explorar o desejo do consumidor. separei os highlights da sua palestra em tópicos: COMUNICAÇão: viviane falou sobre a comercialização e adequação dos produtos como valor de mercado a partir de questões históricas e estéticas. iconografia: é importante quando estamos falando de marca. “que falem por si só”. contar uma história/comunicar um sonho/ sorytelling: a marca está entrando numa era extremamente tecnológica e a relação de transparência e honestidade é o que nós consumidores queremos. michele provensi: divulgação do livro “preciso mudar o mundo” feita através de um fashion film, o qual vende o livro de forma divertida e sincera. “comunicar é conversar”; “e mais do que nunca, gerar conversa”. loewe 2012: campanha mais criticada na espanha, por forçar a barra e não ser verdadeira, gerando memes e replys na internet. diretora de arte e fotógrafo possuem olharem complementares: ambos desenvolvem a habilidade e a sensibilidade de entender o que funciona pro cliente e o que não funciona. miuccia prada: renegação. ela se renega através da irona e do cinismo, e se renova a cada ano e por isso ela é genial. desejo do consumidor: em praga e milão, os centros têm a calçada em pedra, mas na realidade, a maioria dos sapatos de senhora têm saltos altos. sendo assim, fala-se de desejo,
  12. 12. sonho e inspiração, pois ninguém está comprando sapato de salto alto por necessidade. coco chanel: “eu crio roupas para mim”. chanel usou toda a sua identidade própria pra criar o conceito e identidade visual da marca. uma marca que se reinventa a cada ano. “não há mulheres feias, há mulheres mal cuidadas”. a iconografia chanel saiu da comunicação e foi lá pro cinema. um segue inspirando o outro desde sempre.
  13. 13. Highlights: - alessandra marins @alessandramarins instituto de moda do rio “ É difícil saber exatamente quando um designer vai do recém-chegado ao trendsetter “
  14. 14. alessandra marins, do instituto rio moda, deu um show apresentando uma série de novos estilistas contemporâneos, trazendo um pouco da história de cada um e enfatiza: pesquisem mais a fundo sobre cada um e acompanhem eles no instagram. fiquem de olho nessa NOVA galera QUE ESTá vindo aí. alessandra começa sua palesta dizendo que quer despertar o olhar para o que está vindo por aí e apresenta uma lista de novos designers: philip lim: está em mais de 400 boutiques e lojas de departamento em 50 países. ele participa dessa turma que lançou it bags e possui um trabalho forte de estamparia. jason wu: criador de vestidos para a michelle obama. conta com o apoio das grandes celebridades da moda. erden: canadense, fez uma coleção para a topshop, ele conta também com muitos prêmios no exterior. prabal gurung: trabalhou com bill brass e também vestiu michele obama. indicado a prêmios com várias celebridades. lazaro hernandez e jack maccpllpugh: cresceram muito nas coleções femininas. isabel marant: trouxe pro mercado o boho chic, trouxe também os sneakers, mas tudo com muito requinte, destaque para os bordados. peter pilotto: composição de uma riqueza de informação culturais. rick owens: conhecido por suas paletas de cores suaves e desenhos assiméticos.
  15. 15. altuzarra: trabalhou com marc jacobs. haider ackermann: roupas sensuais e modernas, um trabalho super marcante, e, inclusive, participa como curador de exposições. nova geração de estilistas: nova tendência: o fim do glamour gritante dos anos 1980 substituído por um período mais voltado para a reflexão. o mais importante não é simplesmente escolher nomes famosos; é escolher o nome certo. 1990: a tática das contratações estrelares atraíam a mídia. 2000: há a valorização do cargo de diretor de imagem. enquanto o diretor criativo se focaria no produto o diretor de imagem seria o guardião da grife. 2012/2013: nicolas guesquiere balenciaga “só as mulheres fortes usariam a sua marca” - cristobal alexander wang: assume a balenciaga em 2012. balman: cristophe decarnin (2005). ele trouxe um olhar diferente para a marca, dando às mulheres exatamente o que elas queriam usar naquele momento. contou com o apoio de emanuele alt (vogue inglesa) contudo, a balmain substitui o talento de cristophe e contrata olivier rousteing. cristopher bailey: ele resgatou a história do trench cout, christopher kane: escocês, já ganhou vários prêmios. ficou conhecido com o neon e a renda fluor. carollim e humberto leon: criadores da kenzo em 2011. muito conhecidos pelo street style.
  16. 16. albert elbaz: projetos que são atemporais, femininos e feitos no mais requintado dos tecidos. ricardo tisci: givenchy. raf simons: criou o color block, ganhou vários prêmios da moda mascula e feminina. DEPOIS foi pra dior, trazendo todo o universo da estamparia de flores para dentro da moda. yves sant lauren: a marca é comandada primeiramente por stefano pilati e agora está nas mãos de hedi slimane, o qual é designer e fotógrafo que está fazendo a diferença trazendo mais jovialidade a marca. gareth pugh: trabalho muito conceitual em vídeo. vale o clique. ALESSANDRA CITA AINDA: dris van noten, olivier theyskens hussein E nicolas formichetti da diesiel, stylist da lady gaga.
  17. 17. Highlights: - igor fidalgo @igorfidalgo jornalista e social media de empresas como O Globo e GNT “ Os ton-up boys e as ton-up girls usavam a jaqueta perfecto de vinil. E como era muito frio na Europa, eles usavam a perfecto com encharpe de seda ou lã. Paravam para se esquentar em cafés e exibirem suas motos. “
  18. 18. igor FIDALGO, apresentou diversas tribos e a sua grande relação com a música. descreveu uma espécie de linha do tempo, oferecendo muitas possibilidades de pesquisa. igor apresentou um estudo de tribos feito pelo historiador Ted polheus, as quais foram divididas por décadas ao lado da música: 1942: Zooties. As calças eram de cinturas altíssimas, primeira tribo que o historiador detectou, que a galera se uniu e queria parecer igual. terno de ganster. 1943: hip cats e hipsters. a música muda e as roupas não só acompanham mas também começam a fazer a cabeça da galera, que, há pouco tempo, era fã de boogie. 1947: caribbean style: ritmos cubanos. 1953: modernistas. devoção a escola da bauhaus.. a silhueta enxugou, só haviam dois botões presos no terno e passou a ser cool usar paletó sem gravata desde que você tivesse uma bela gola rolê. 1954: bikers: primeira tribo que trouxe elementos do workwear (jeans, lona, ziperes) para o dia a dia. 1955: ton-up boys e ton-up girls (inglaterra): usavam a jaquet perfecto de vinil, e como era muito frio na europa, eles usavam com encharpe de seda ou lã. Paravam para se esquentar em cafés e exibirem suas motos. 1956: beats, beatiniks e existencialists: de tão modernosa, aquela galera cool que ouvia jazz não quis mais se misturar e passou a fazer reuniões em casa. discutiam obras de autores beat quando os próprios não estavam presentes experimentando drogas nos pequenos grupos. rockabilies: a meninas usavam camisas xadrez com nó na cintura e saias de poas. os
  19. 19. homens iam de jeans bruto, todos tatuados e com gel no cabelo. 1958: teddy boys. são os rockabilies britânicos, que buscaram na era eduardina os ingredientes dramáticos para os seus looks: coletes, botões e biqueiros. 1959: western é o epítome da história norte americana de vestir - jaquetas com franjas, camiseta xadrez - jonny cash. calças de pele. 1961: la dolce vita: a vespa, as linhas minimalistas do vestuário masculino - a máquina de café expresso e o luxo feminino. 1962: mods. renegados pelos roqueiros de classe baixa, os viajandos mods importaram o corte de cabelo dos franceses, e as vespas dos milaneses. eles injetaram personalidade nas suas motos, pois, afinal, eram muito ricos. 1963: rockers = rochosos - jaqueta de couro e as botinas com biqueiras de metal - faziam o estilo durão reverbar . 1964: surfers: jan e dean (banda). cabelos clareados pelo sol, nunca usavam salto. usavam listras e blocos de cores como ninguém. 1965: folkies. bob dylan: ícone dessa geração - ídolo da geração folk. levando o movimento para dentro dos estados unidos. 1976: swinging e london psychodelics: modelo twiggy. uma galera que não tinha muito ideologia, mais “fútil”. 1968: hippies: beats, folkies, surfistas e psychodelics, se encontram numa festa e experimentam lsd. calças boca de sino. 1969: greasers: motoqueiros agora não andam em gangues, trocaram as botas de workwear por coturno e saem pelo interior do seu país por algum sentido de vida. 1970: funk: viva o black power, as calças de alfaiataria. (james brown) do óculos degradê aos shorts. 1971: headbangers: alguns hippies gostavam tanto de rock progressivo que decidiram se dedicar mais ao som. já estavam com o cabelo longo e se jogaram nas tachas. interessante: o metal abrigou hard rockers do bem, que não absorveram a ditadura skin. 1972: GLAM: A REVOLUÇÃO SEXUAL HIPPIE DEU ABERTURA PARA QUE UMA GERAÇão de roqueiros bissexuais se libertassem. (david bowie - é uma representação desse movimento) 1973: rastafari (bob marley) alinhado a prática do
  20. 20. fumo de cannabis aos timbres do raggae. 1974: skaters. é o começo do culto à grifes pelos adolescentes. quicksilver, entre outras marcas, patrocinaram os primeiros atletas. 1975: northern soul. os ritmos negros saem dos guetos e chegam às grandes discotecas inglesas. é o início das performances de dança. 1976: PUNKS: MALCOM MCLAREM E VIVIENNE WESTWOOD CRIARAM O SLOGAn “TO FAST TO LIVE, TOO TOUNG TO DIE”. MAS FOI EM 1976 QUE LANÇARAM UMA ANárquica grife de roupas junto a uma banda: sex pistols. 1977: disco. o figurino disco era brilhante: calças de boca de sino feitas de cetim, vestidos de paetês. 1978: skinheads: as meninas cortaram franjas e deixaram costeletas, os homens abusaram da idumentária militar. ambos usavam a marca doc martens. 1979: new wave: geometrismo, mistura de cores, eles eram total “dressin up”. 1980: goths: anna goodman, pintava os cabelos de preto. roupas de tule e meias de arrastão. 1981: sporties. o boom da aeróbica dos anos 1980 levou polainas e moletom pra rua. 1982: new romantics: abusavam de referências vitorianas e maquiagem na pista de danças. 1983: pervs. música, que nada! sexo une os góticos e punks fanáticos por vinil, borracha e corseletes e que não têm medo de sair de topless. 1984: psycobilies: herdeiros do rockabilies mas diretamente influenciados pelo inconformismo da geração punk, usavam piercings. 1986: casuals. influenciados pelo futebol, valorizavam marcas esportiva como lacoste. 1987: b-boys & flygirls. influenciados pela cultura jaimaicana. boomboxies gigantescos. 1991: grunges, indie kids, cuties, riot girls: cuties - cores pasteis; grunge - nirvana, camisa xadrez, roupas largas. 1993: new age travels: viajantes que saem pelo mundo em busca de festas e músicas. 1994: acid jazz: jazz eletrônico vitaminado pelo know how dos novos produtores que pipocavam. 1996: ravers: cabelo descolorido, óculos escuros (mesmo de noite) muita maquiagem, casacos de pele, chupetas, máscaras cirúrgicas, lingeries, vinil, sportwear, muitas drogas novas para experimentar. importantíssimo: cabelo, maquiagem e acessórios. technos & cyberpunks: punks pós modernos, que amanhecem em clubes noturnos, sob efeito de metaanfetamina, faziam implantes de cabelos de plástico.
  21. 21. Highlights: - Márcia Disitzer professora de Fashion Business na FGV e autora do livro “A MODA COMO ELA É” “ A David Azulay foi a primeira marca de moda praia, numa época onde não existia uma indústria de moda praia organizada. “
  22. 22. Márcia Disitzer, MOSTROU QUE ENTENDE DE MODA BRASILEIRA E CITOU DIVERSAS marcas e nomes IMPORTANTES DESDE A Década de 60 aos anos 2000. década de 60 dener pamplona de abreu: figura muito popular no brasil. ao seu lado, veio o clodovil hernandes. “era uma guerra das tesouras, mas um não existia sem o outro”. clodovil: lançou em 1971 uma coleção de jeans com característica de uma moda feita com exclusividade. márcia conta o quão polêmico e “modesto” ele era. zuzu angel: suas criações logo atríram a moda pessoas fora do brasil, que começaram a gostar e aderir a moda da zuzu, fazendo muito sucesso no exterior. trouxe para as roupas o bordado e o artesanal, numa época onde isso não era valorizado. não tendo informações sobre o filho que fora torturado e assassinado pela ditadura militar, ela faz um desfile em nova york, estampando a guerra em sua coleção, saindo em todos os jornais. ela morreu atropelada no rio de janeiro e hoje a rua onde aconteceu o acidente leva seu nome. mara mac: marca carioca que nasceu num contexto onde a mocinha queria se vestir opostamente à mãe. o jovem assume o poder na moda. em 61, mara se reuniu com as amigas e montou uma boutique, as quais eram consideradas um ponto de encontro. “mariazinha” era o nome da primeira boutique de ipanema. pra mais tarde se tornar mara mac, uma marca com visão de mundo moderna, a
  23. 23. qual veste uma mulher mais madura, com um produto com uma qualidade muito bacana. melissa: sempre inovando e criando moda. década de 70: década de 80: david azulay: primeira marca de moda praia, numa época onde não existia uma indústria de moda praia organizada. uma marca que está sempre se reciclando e se renovando. georges henri, e gregório faganello, foram nomes muito importantes na moda nacional, assim como frankye amaury, o qual transforma o couro numa peça sensual, colorida e objeto de desejo. company: mauro faz associação ao esporte, ao patins, enfim, o “c” da company se tornou objeto de desejo. a marca morre em 2003. alice tapajós, andrea saleto fizeram uma moda comtemporânea e minimalista. maria bonita: cria outra linha mais acessível. ellus: outro exemplo de moda brasileira importante que está aí até hoje. grupo moda rio: primeira tentativa em organizar o calendário de moda sazonal. o grupo se desfez em 82, mas fica registrado a tentativa de organizar o calendário da moda brasileira. salinas: é uma moda praia mais comportada, diferente da “bumbum” que é extremamente ousada. biquinis azadelta, enfim. zoomp: permaneceu com a mesma modelagem de jeans há 15 anos e todo mundo queria ter aquele “raio”; vitrines lindas, arquitetura das lojas maravilhosas. forum: tecidos mais nobres, criando um jeans super desejado,
  24. 24. glória coelho: está na moda desde os anos 70, 80, mas sempre se reiventando com característica para o futuro. reinaldo lourenço: tecidos tecnológicos, moda elaborada. anos 90 alexandre herchovitch: começa de uma maneira absolutamente marginal, com caveiras, transgredindo tudo o que podia e hoje é um empresário, tem uma gama de produtos com a sua marca e segue fazendo suas coleções com um dna autoral. anos 2000 a moda entra definitivamente na moda. todo mundo quer ser bonitinha e modelo. osklen: surgiu fazendo roupas para ski e faz hoje uma roupa elaborada. fez toda uma coleção inspirada na copa do mundo do ano que vem e levanta a bandeira do rio de uma forma muito própria. neon: saiu da modinha e do senso comum. isabela capeto: começou no ateliê, com o artesanal, cresceu e depois voltou ao ateliê novamente. fause haten: vendeu recentemente sua marca, lançando uma nova linha, a FH SP. pedro lourenço: seguindo os passos da mãe, tem todas as influências para se destacar. ROLNADO FRAGA, ROSA CHá/companhia marítima, lenny niemeyer, são algumas das marcas citadas por márcia. farm: marca super carioca, otimista, leve, descontraída, bem vinda em qualquer lugar do país.
  25. 25. na tua opinião, o que precisa evoluir no mundo da moda? “ Pensando regionalmente, falta articulação de pessoas pra falar de Moda. Mais junções como esta de hoje, por exemplo. “ - laura maladosso “ Estilo próprio. “ - larisa lofrano “ Na minha opinião falta variedade.Ou seja, mais informação, mais pesquisa de Moda pra oferecer mais variedade de produto. “ - marcella lorenzon
  26. 26. equipe Editorial Camila Farina - Direção Geral Camila Barbosa - Direção de Produção Larissa Ely - Concept Vinicius Amorim - Planejamento Alessandra Mess - Wake Reporter convidada Audrey Novi - Aprovação Melitta Wake Beijos, Mess. www.workingmachine.nu

×