Arquitectura popular. Arquitectura española. Los mercados de Madrid

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Arquitectura popular. Arquitectura española. Los mercados de Madrid

  1. 1. UNIVERSIDADE POLITECNICA DE MADRID ESCUELA SUPERIOR TECNICA DE ARQUITECTURA DE MADRI HISTORIA DE LA ARQUITECTURA ESPAÑOLA ARQUITECTURA POPULAR MERCADOS DE MADRID ESTUDIOS DE CASO. MERCADO DE LA CEBADA MERCADO DE SAN ANTON MERCADO DE SAN MIGUEL CAMILA MARIA GARCIA LUDMILA SOUZA VIEIRA MAIO 2013
  2. 2. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 2 SUMÁRIO 1. OBJETIVOS .................................................................................................................. 5 2. INTRODUCCIÓN ......................................................................................................... 6 3. LOS MERCADOS ANTIGUOS.................................................................................... 9 3.1 SURGIMENTO Y CARCTERÍSTICAS DE LOS MERCADOS ANTIGUOS............ 9 4. LOS MERCADOS ACTUALES ................................................................................. 12 4.1 SURGIMENTO Y CARCTERÍSTICAS DE LOS MERCADOS ACTUALES ......... 12 5. LOS MERCADOS DE MADRI .................................................................................. 18 5.1 CARACTERISTICAS NATURALES DE LA CIUDAD DE MADRID.................... 18 5.2 MADRID - DE LOS PRIMORDIOS HASTA EL SIGLO XIX.................................. 23 5.3 MADRID - DEL SIGLO XIX HASTA LOS DÍAS ACTUALES .............................. 35 5.4 LOS MERCADOS DE MADRID DEL SIGLO XIX: ESTUDIOS DE CASO ........... 38 5.4.1 MERCADO DE LA CEBADA................................................................ 41 5.4.2 MERCADO DE SAN ANTON................................................................ 56 5.4.3 MERCADO DE SAN MIGUEL .............................................................. 62 5 INSPECCION TECNICA DE LOS EDIFICIOS......................................................... 69 5.3 MERCADO DE LA CEBADA.................................................................................... 69 5.4 MERCADO DE SAN ANTON ................................................................................... 77 5.5 MERCADO DE SAN MIGUEL.................................................................................. 80 6 ORDENANZA DE LOS MERCADOS MUNICIPALES DE MADRID ................... 83 7 CONCLUSIONES ....................................................................................................... 86 5 REFERENCIAS........................................................................................................... 87
  3. 3. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 3 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - COMÉRCIO MEDIEVAL SEC. XII ......................................................................................................7 FIGURA 2 - CENTRO COMERCIAL CONTEMPORANEO .....................................................................................7 FIGURA 3 – CAMBIO DEL MODO DE VIDA Y PRODUCCIÓN............................................................................10 FIGURA 4 -1ª CATEGORIA DE MERCADOS .....................................................................................................13 FIGURA 5 – MERCADO DE LOS MOSTENSES................................................................................................15 FIGURA 6 – MERCADO DE LA CEBADA.........................................................................................................16 FIGURA 7 - CLIMA Y TEMPERATURA DE MADRID ..........................................................................................18 FIGURA 8 - RELEVO Y PENDIENTES DE MADRID.............................................................................................19 FIGURA 9 - GEOMORFOLOGIA DE MADRID...................................................................................................21 FIGURA 10 - CUENCAS Y HIDROGRAFIA DE MADRID.....................................................................................22 FIGURA 11 - AGUA SUBTERRANA Y PRECIPTACIÓN.......................................................................................22 FIGURA 12 - OCUPACIÓN PALEOLITICA DEL TERRITORIO ESPAÑOL ..............................................................23 FIGURA 13 - OCUPACIÓN NEOLÍTICA DEL TERRITORIO ESPAÑOL..................................................................24 FIGURA 14 - EDADE DEL BRONCE EN LA ESPAÑA ..........................................................................................25 FIGURA 15 - EDAD DEL HIERRO EN LA ESPAÑA..............................................................................................26 FIGURA 16 – INFLUENCIAS EXTERNAS EN LA CONSOLIDACIÓN CULTURAL DE LA ESPAÑA ...........................27 FIGURA 17 - CONSOLIDACIÓN ROMANICA....................................................................................................29 FIGURA 18 - ORGANIZACIÓN ECONOMICA DE LA HISPANICA ROMANIA......................................................30 FIGURA 19 - ESPAÑA CRISTÃ Y MULSUMANA ...............................................................................................31 FIGURA 20 - VISTA DE MADRID DESDE EL OESTE.........................................................................................32 FIGURA 21 - ESPAÑA SIGLO XVII....................................................................................................................33 FIGURA 22 - ALEGORÍA DE LA VILLA DE MADRID (1809), POR GOYA.............................................................34 FIGURA 23 - PLAZA DE LA CEBADA SEC. XV....................................................................................................41 FIGURA 24 - ANTIGUO MERCADO DE LA CEBADA .........................................................................................42 FIGURA 25 - MERCADO D ELA CEBADA SEC. XV.............................................................................................43 FIGURA 26 - CONSTRUCCION DEL NUEVO MERCADO DE LA CEBADA ...........................................................44 FIGURA 27 - ACTUAL MERCADO DE LA CEBADA............................................................................................44 FIGURA 28 - MERCADO DE LA CEBADA – 1958-2010.....................................................................................45 FIGURA 29 - MERCADO DE LA CEBADA 20111...............................................................................................46 FIGURA 30 - PLANTAS - MERCADO DE LOS MONSTENSES Y DE LA CEBADA ..................................................48 FIGURA 31 - PLANOS DEL MERCADO DE LA CEBADA.....................................................................................49 FIGURA 32 - PROPUESTA DE REFORMA.........................................................................................................50 FIGURA 33 - IMAGEN AÉREA DE LA NUEVA PROPUESTA DEL MERCADO DE LA CEBADA...............................51 FIGURA 34 - PLANO PROPUESTO PARA EL NUEVO MERCADO DE LA CEBADA...............................................51 FIGURA 35 - ACTUAL MERCADO DE LA CEBADA (A LA IZQUIERDA), PROPUESA (A LA DERECHA)..................52 FIGURA 36 - ACTUAL MERCADO DE LA CEBADA (A LA IZQUIERDA), PROPUESA (A LA DERECHA)..................53 FIGURA 37 - PLANOS DE ROFORMA DEL MERCADO DE LA CEBADA..............................................................55 FIGURA 38 - MERCADILLO DE CAJONES DE MADERA....................................................................................56 FIGURA 39 - ANTIGUO MERCADO ( A LA IZQUIERDA), NUEVO MERCADO ( A LA DERECHA) .........................57 FIGURA 40 - LOCALIZACIÓN MERCADO DE SAN ANTON ...............................................................................57 FIGURA 41 - PRIMEIRA PLANTA.....................................................................................................................58 FIGURA 42 - ESPACIO TRAPEZIO....................................................................................................................58 FIGURA 43 - COCINA DE SAN ANTÓN ............................................................................................................59 FIGURA 44 - MERCADO DE SAN ANTÓN........................................................................................................61 FIGURA 45 - LOCALIZACION DEL MERCADO DE SAN MIGUEL........................................................................62 FIGURA 46 - FERIA DE SAN MIGUEL...............................................................................................................63 FIGURA 47 - PLANTA DEL MERCADO DE SAN MIGUEL...................................................................................67 FIGURA 48 - ACCESSO PARA MINUSVALIDOS .........................................................................................................72
  4. 4. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 4 FIGURA 49 - ACCESO A APARCAMIENTO...............................................................................................................72 FIGURA 50 – ACCESO CALLE CEBADA - LOS ESCALONES EXTERIORES.........................................................................72 FIGURA 51 –PE2 (DERECHA) Y PE1 YPE2 (IZQUIERDA) ...................................................................................73 FIGURA 52 - PF1 Y PF2 ...................................................................................................................................73 FIGURA 53 - PF4 Y PF5 ...................................................................................................................................73 FIGURA 54 - PF6 Y PF7 ...................................................................................................................................74 FIGURA 55 - PF8 Y PF9 ...................................................................................................................................74 FIGURA 56 - PI1 Y PI2.....................................................................................................................................75 FIGURA 57 - PI3 Y PI4.....................................................................................................................................75 FIGURA 58 - PI5 Y PI7.....................................................................................................................................75 FIGURA 59 - PS1, PS2 Y PS3............................................................................................................................76 FIGURA 60- PS4 Y PS5 ....................................................................................................................................76 FIGURA 61 - PE1 ............................................................................................................................................79 FIGURA 62 - PS1 ............................................................................................................................................79 FIGURA 63 - PS2 ............................................................................................................................................79 FIGURA 64 – PA1 - ENTRADA SECUNDARIA CON ESCALERAS Y ENTRADA PRINCIPAL CON RAMPA .....................................82 FIGURA 65 – PS1 Y PS2 - OXIDACION DE LA ESTRUCTURA DE LAS PUERTAS Y FISURA EN EL PISO. ....................................82
  5. 5. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 5 1. OBJETIVOS El presente trabajo tiene por finalidad abordar la importancia de los mercados de Madrid en la configuración espacial de la ciudad, como ellos interfieren en el cotidiano de las personas y del medio, y analizar cómo estos ricos locales son capaces de provocar transformaciones socioeconómicas y culturales en la ciudad. Además, analizaremos como están inseridos en el paisaje, como fueron construidos, sus usos y materiales, sus desarrollos espaciales y administrativos con el pasar del tiempo, y como hasta los días actuales participan activamente en la dinámica urbana.
  6. 6. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 6 2. INTRODUCCIÓN El origen de los mercados está en el trueque de mercancías y en la necesidad de intercambiar los bienes que cada individuo o agregado de individuos ha sido capaz de conseguir o producir. El intercambio ha sido desde las más antiguas sociedades una actividad principal que ha posibilitado la creación de redes sociales y económicas, y un elemento de progresión económica. El mercado, especialmente durante los siglos pasados, ha significado un punto de encuentro, un espacio de socialización y un centro de distribución de bienes y de rentas, donde el capital se daba cita y pasaba de mano en mano, constituyendo una cultura característica del negocio popular. A partir del establecimiento de los mercados y de las redes de distribución de bienes que de ellos se generaban, surgieron sistemas de comunicación para favorecer el intercambio y se establecieron nexos de relación social, tanto en los puntos de distribución próximos como en los más extensos, que podían abarcar comarcas y localidades alejadas. La historia de los mercados ha sido escasamente estudiada, aunque exista un notable consenso de que han sido la fuerza modeladora de las ciudades desde el Medioevo. El largo ciclo de crecimiento de la Europa bajomedieval se alimentó, inicialmente, del modesto intercambio que se realizaba en los mercados locales. La progresiva ampliación del ámbito de intercambios a las unidades de producción rural, algo que no había ocurrido en la misma medida en otras etapas históricas, resultaría la singularidad fundamental de la naciente sociedad europea. El auge del gran comercio y el posterior nacimiento del capitalismo serían consecuencias posteriores de la dinámica desencadenada. Esta función primigenia y generadora de los mercados locales resulta legible en la propia forma de las ciudades de origen medieval. El mercado fue el elemento que cimentó la ciudad europea de la baja edad media como realidad social y económica, y la modeló físicamente. Sin embargo, la articulación de los gobiernos municipales fue mucho más tardía, se inició en el siglo XIII para consolidarse en los siglos siguientes. La primera función de los recién creados gobiernos municipales era justamente la administración económica de la ciudad y, dentro de este esquema, la regulación de los mercados era fundamental. El primer funcionario del nuevo gobierno municipal fue el almotacén, encargado del buen funcionamiento de los mercados. El aumento demográfico y de las actividades comerciales obligó el reordenamiento de la venta de los distintos productos en distintos puntos de la ciudad. El mercado se ramificó por las vías y plazas que vertebraban la vida urbana. Las actividades de mercado y las tiendas de artesanos completaban el tejido comercial e invadían el espacio público. La buena ordenación del mismo era una preocupación constante del gobierno municipal que, durante varios siglos, hizo esfuerzos constantes para asegurar la salud social y política de la comunidad urbana regulando la ética de los intercambios, garantizando el buen orden en el mercado, mediando en los conflictos, controlando los revendedores, y garantizando el precio justo mediante el control de pesos y medidas.
  7. 7. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 7 Figura 1 - COMÉRCIO MEDIEVAL SEC. XII En la ciudad contemporánea las formas comerciales han atraído fundamentalmente por su novedad. Han interesado así en los distintos momentos históricos, los grandes almacenes, los autoservicios, los supermercados o los centros comerciales. La experiencia ha demostrado, sin embargo, la alta capacidad de supervivencia de los mercados municipales frente a los rápidos ciclos de auge y obsolescencia de los nuevos formatos comerciales. Dar una definición de mercado municipal es difícil ya que ha sido denominado de forma diferente durante las últimas décadas: Mercados de Barrio, Galerías de Alimentación, Mercados de Distrito, Centros Comerciales de Barrio, Mercados de Abastos, entre otros. Figura 2 - CENTRO COMERCIAL CONTEMPORANEO En un reciente estudio realizado por el Consejo Superior de Cámaras de Comercio, se habla de un conjunto de establecimientos detallistas, generalmente de alimentación,
  8. 8. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 8 agrupados en un edificio, de notable interés histórico-artístico, y que presentan una gestión común controlada por un Ayuntamiento u otra entidad por concesión de éste. Por otra parte, el conjunto de los cambios sociales y tecnológicos, la aparición del autoservicio, los supermercados y los hipermercados, han generado la idea de los Mercados Municipales son espacios comerciales, que son incapaces de adaptarse a las nuevas condiciones sociales y tecnológicas para dar una imagen interesante a los consumidores. En ese presente trabajo vamos a ver que esa idea es equivocada. A través de los estudios de caso verificaremos cómo es posible modernizar los mercados municipales y ofrecer grandes atractivos a los consumidores, sin embargo, sin hacer con que el mercado perca la esencia de su origen.
  9. 9. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 9 3. LOS MERCADOS ANTIGUOS 3.1 SURGIMENTO Y CARCTERÍSTICAS DE LOS MERCADOS ANTIGUOS La origen de los mercados antiguos se remonta a la época en que el hombre primitivo llegó a darse cuenta que podía poseer cosas que él no producía, efectuando el cambio o trueque con otros pueblos o tribus. Se reconoce pues como origen y fundamento la desigualdad que existe en las condiciones de los hombres y los pueblos. El mercado existió en los pueblos y tribus más antigua que poblaron la tierra, y a medida que fue evolucionando, dicha organización desarrollo el comercio el instinto de conservación y subsistencia del hombre hace que procure satisfacer sus necesidades más elementales, luego las secundarias y posteriormente las superfluas. Es así como el desarrollo de los pueblo, obliga al incremento y expansión del mercado llegando en la actualidad a ser una actividad económica de suma importancia para el progreso de la humanidad. Por efecto de las diferencias de climas, ubicación, geografía, aptitudes de los hombres los productos de las diversas regiones son muy variados lo que origina grandes dificultades al consumidor. Allí surge el comercio que venciendo los obstáculos que ponen el espacio y el tiempo procura poner al alcance de los consumidores los diversos productos y el comerciante es el hombre que desarrolla esta actividad en procura de una ganancia o margen de beneficio a que tiene derecho por el trabajo que realiza. Diversos cambios en la vida de las comunidades primitivas, acerca de 12 mil años, creó las condiciones para el surgimiento y desarrollo de la agricultura, que llegó a extenderse por toda Europa durante los siguientes seis milenios. Para asegurar una producción estable de alimentos, estos individuos buscaron establecer sus aldeas en las tierras fértiles, domesticaron los animales y desarrollaron el pastoreo. Este dominio de la naturaleza por el hombre tuve como resultado una mayor productividad agrícola, aunque a nivel de subsistencia, mejorando las condiciones de oferta y provocando el crecimiento de la población. Con el tiempo, nuevas técnicas de cultivo fueron creadas, asegurando un aumento significativo en la producción agrícola y la generación de un amplio margen de superávit, que comenzó a ser canjeados por bienes de consumo, creando así el comercio. El pueblo vino a establecerse como una ciudad en el momento de un salto cultural, donde los actores sociales asumieron nuevos roles en esta forma emergente de organización y la reproducción y la nutrición no son los únicos problemas.
  10. 10. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 10 Figura 3 – CAMBIO DEL MODO DE VIDA Y PRODUCCIÓN En esta nueva configuración urbana, el desarrollo de las capacidades humanas fue en dirección del mejoramiento de los sistemas de transporte, comunicación, ingeniería civil y, una vez más, una mayor producción de alimentos. El crecimiento de las ciudades se inició a lo largo de los ríos y puertos, y su aparición está relacionada con la mejora de la navegación y de transporte público de agua. A continuación, el uso de animales de carga, vehículos con ruedas y la implementación de las aceras carreteras permitió la expansión del transporte, lo que permite distribuir los excedentes y adquirir otras especialidades en lugares distantes: las funciones desempeñadas por una nueva institución llamada mercado urbano. Con las grandes navegaciones, fue posible potencializar el comercio ya que utilizando el transporte marítimo muchas mercadorías eran traídas de lugares lejos y vendidas en ferias inicialmente. En general, las personas responsables por el comercio y artes eran llamados burgueses. Con el desarrollo del comercio y el surgimiento de la burguesía el espacio feudal se modificó dando origen a los burgos que en verdad son la origen de la ciudad del Medievo.
  11. 11. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 11 DESARROLLO COMERCIAL Y RESURGIMENTO URBANO De manera general, entre las razones principales del renacimiento urbano esta el impulso pelo comercio a larga distancia, la proliferación de los mercados locales y el desarrollo de la artesanía. Con una nueva estructura social la ciudad se desarrollo y se construyen grandes catedrales, ayuntamientos y también universidades. Además, los espacios comerciales pasan a ser más consolidados sustituyendo gravativamente las ferias por mercados ampliamente conocidos en su región. Las funciones del mercado eran el suministro, almacenamiento y distribución de productos. El mercado podría existir como unidad en sí, aunque en el formulario de albergues temporales, ajo que sigue siendo hoy en día en los mercados semanales de ciudades de todo el mundo. La consecución de un mercado permanente en la ciudad es una consecuencia directa del tamaño y crecimiento de la población como a la población local, lo que permita la realización de los excedentes comercializables. El mercado se ha convertido en regulador de las negociaciones locales. FEUDALISMO FEUDOS CLERO NOBLES CAMPESINOS POBLADOS VIAJES A ORIENTE COMERCIO BURGUESIA BURGOS CIUDAD
  12. 12. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 12 4. LOS MERCADOS ACTUALES 4.1 SURGIMENTO Y CARCTERÍSTICAS DE LOS MERCADOS ACTUALES El mercado o la red de mercados de carácter municipal constituyeron la solución adoptada de manera general en una gran parte de las ciudades europeas del siglo XIX. La dotación de este equipamiento constituyó una de las preocupaciones más urgentes de la administración municipal y su realización alcanzó un valor emblemático y con connotación de modernidad. Esta simbología de la modernidad correspondía a una doble realidad histórica. Por una parte, al proceso de creación y de renovación de equipamiento urbanos y por otro, a la coherencia de la construcción de los mercados urbanos en un contexto histórico más amplio que el de la estricta evolución de la ciudad, y en el que intervenían factores como el fortalecimiento de grandes regiones agrícolas y comerciales, la construcciones de ferrocarriles y de otras vías de comunicación, el crecimiento demográfico y la transformación de las estructuras sociales y de la mentalidad de los sectores sociales dominantes, no limitando al ámbito puramente arquitectónico. La definición del mercado moderno a lo largo del siglo XIX no es otra cosa que el aspecto material de una transformación profunda de los sistemas de distribución alimentaria. Los arquitectos y urbanistas más clarividentes fueron conscientes de la profunda significación socio-económica de los estabelecimientos relacionados con el abastecimiento. Los mercados actuales fueron una forma comercial eficaz para asegurar la oferta de productos de compra cotidiana, especialmente de alimentación, en momentos de gran crecimiento de la demanda, con unos elevados estándares de calidad a lo largo de varias décadas. Su elevado grado de competitividad les convirtió en una pieza de gran importancia en la ordenación de los correspondientes mercados. Supusieron un factor de asimilación de la fuerza laboral emigrada de otras actividades económicas, especialmente del medio rural. Los emplazamientos urbanos destinados a la construcción de los mercados en el siglo XIX pueden ser clasificados en tres categorías. La primera de esas categorías corresponde a los mercados proyectados o construidos en emplazamientos tradicionales dedicados a la venta al aire libre, como las plazas o vía públicas. La función comercial, a menudo transitoria, fue fijada y concentrada en una construcción concebida a tal propósito. Este primer caso de emplazamiento sería el más representativo de la génesis orgánica de la tipología del mercado moderno a partir del espacio público. En las grandes ciudades un buen número de estas iniciativas, promovidas principalmente durante la primera parte del siglo, no se realizaron o fueron modificadas en la medida en que la dinámica urbana permitió obtener nuevos terrenos más allá del perímetro tradicional. Pero, en otros casos, emplazamientos tradicionalmente utilizados
  13. 13. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 13 para el comercio al aire libre, se reservaron durante el siglo XIX para la construcción de mercados. Figura 4 -1ª CATEGORIA DE MERCADOS PLAZA DE SAN MIGUEL. 1800 A PRINCIPIOS DE 1800 EN ESTA PLAZA SE ENCONTRABA LA PARROQUIA DE SAN MIGUEL DE LOS OCTOES, DERRIBADA EN 1809. EN EL ESPACIO LIBERADO SE ESTABLECIÓ UN PEQUEÑO MERCADO AL AIRE LIBRE DESTINADO A LA VENTA Sin embargo, en general, los terrenos destinados por la tradición al comercio al aire libre presentaban características negativas para la construcción: irregularidad, dimensiones, reducidas, vías de acceso insuficientes. Muchos proyectos fueron diseñados para la construcción de mercados en estos lugares tradicionales, pero poco de ellos fueron llevados a cabo. Ello se explica en gran parte por razones de orden histórico, como la inestabilidad política y la escasez de recursos económicos de la administración local. Pro también debe considerarse una razón de orden técnico: las difíciles condiciones de estos emplazamientos hacían que cualquier intervención arquitectónica resultase poco rentables y de resultados mediocres. Se intentó mejorar las condiciones de los emplazamientos tradicionales por dos medios. En primer lugar ampliando y regulando a lógica existentes. En según lugar, dando al mercado unos nueva ubicación específicamente definida más amplia, mejor situada y cercana a la tradicional. La construcción de San Miguel ocupó ciertamente, terrenos ya dedicados anteriormente a la venta, pero fueron proyectados para liberar las plazas mayores vecinas de sus funciones de mercado. La segunda categoría de emplazamiento de mercado en el siglo XIX, corresponde a terrenos o edificios privados de utilización original y que fueron recalificados para albergar los servicios de distribución de alimentos. La segunda categoría, así como la primera, estaba situada en el interior de los límites tradicionales de las ciudades y también se extienden a lo largo de todo el siglo, aunque son especialmente
  14. 14. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 14 representativas de las políticas de reformas urbanas de la primera mitad de la centuria en el interior de los perímetros tradicionales de las ciudades. En esta categoría, podemos distinguir cuatro tipos de emplazamientos. En primer lugar se encuentran terrenos o edificios que habían sido utilizados anteriormente para funciones públicas, o para otros servicios distintos a los del mercado. En segundo lugar cabe señalar los terrenos ocupados por instalaciones militares abandonadas y que después originaran mercados. La desaparición progresiva de plazas fuertes demasiado próximas al centro de la ciudad y su sustitución por cuarteles siguiendo una concepción planificada y por zonas de servicios, es significativa de un nuevo concepto de la ciudad. La construcción de mercados estaba también vehiculada a ese proceso de sustitución y renovación urbana. En tercer lugar, encontramos emplazamientos de mercados en terrenos privados expropiados. la expropiación presentaba dificultades de orden técnico y económico, por una parte , la expropiación de un terreno suficientemente grande para la instalación de un mercado implicaba muy frecuentemente prolongadas gestiones con gran cantidad de propietarios, habido cuenta de que la parcelación de la ciudad tradicional abundaban las propiedades pequeñas e irregulares; además; a menudo ,el mal estado de las fianzas municipales, complicaba, o incluso hacía imposible este tipo de operaciones. Sin embargo, la expropiación fue utilizada en algunos casos para completar un emplazamiento existente o para obtener otros emplazamientos una vez concluidos los procesos de secularización del suelo y agotado ese recurso de creación de ubicaciones para la instalación de equipamientos públicos. En cuarto lugar, cabe indicar los terrenos secularizados pertenecientes principalmente a la iglesia, que constituyen la mayoría de los emplazamientos de mercados contraídos en las ciudades antiguas. El proceso de supresión de los bienes eclesiásticos en el siglo XIX en España tuvo sus precedentes en las tentativas ilustradas de sucesivos gobiernos de la segunda mitad del siglo XVIII de hacer más productivas las propiedades inmobiliarias. La localización del mercado de los Mostenses sigue una evolución muy similar. En 1810 el convento fue demolido para instalar en su terreno el mercado al aire libre que anteriormente se celebraba en la Plaza del Gato o en la Plaza Santo Domingo.
  15. 15. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 15 FIGURA 5 – MERCADO DE LOS MOSTENSES. FUE CONSTRUIDO SOBRE EL SOLAR DEL ANTIGUO CONVENTO DE PREMOSTRATENSE DE SAN NORBERTO, QUE FUNDADO EN 1611, HABÍA SIDO DERRIBADO DURANTE LA DOMINACIÓN FRANCESA. GEMELO DEL DE LA PLAZA DE LA CEBADA, AUNQUE UN POCO MÁS PEQUEÑO, SE TRATABA El tercer tipo de emplazamiento corresponde a las zonas destinadas a la implantación de mercados de nuevos ensanches de las ciudades y Madrid es considerada como pionera en ese proceso. En las ciudades en que se desarrollan estas dinámicas de expansión territorial la ubicación del mercado surgió como una cuestión prioritaria. En los ensanches la implantación de los mercados no estaba condicionada ni a la irregularidad o la exigua dimensión de los emplazamientos tradicionales, ni por la lentitud administrativa de los terrenos urbanos. El mercado por su función jugó un papel significativo en la concepción urbanística de los nuevos barrios. A menudo fue utilizado como vinculo de articulación entre la vieja y nueva ciudad, y esto por dos razones. En primer lugar el mercado representaba, dentro del tejido urbano, un nudo importante en la circulación y un polo de atracción de actividades. En segundo lugar, los mercados construidos en los ensanches estaban destinados solamente a abastecer los nuevos barrios, sino también el antiguo corazón de la ciudad. La dinámica de expansión espacial de los ensanches tuvo como consecuencia un aumento de la demanda de servicios de aprovisionamiento, tanto en la periferia del núcleo urbano histórico como en los nuevos barrios alejados del centro. En consecuencia, el desarrollo de los ensanches y la construcción de mercados siguieron ritmos históricos coincidentes. El progreso, el crecimiento de la población y el desarrollo del comercio se percibían como elementos estrechamente vinculados. Madrid, sin embargo, constituye una excepción significativa a esta estrecha vinculación entre los procesos de ensanche urbano y la construcción de mercados. La penuria de las finanzas municipales de la capital en el siglo XIX habría podido contribuir para explicar ese fenómeno.
  16. 16. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 16 FIGURA 6 – MERCADO DE LA CEBADA EN 1870 EMPEZÓ LA CONSTRUCCIÓN DEL MERCADO DE LA PLAZA DE LA CEBADA (ENTONCES DE RIEGO), REALIZADO BAJO LA DIRECCIÓN DEL ARQUITECTO MARIANO CALVO PEREIRA, SIGUIENDO EL MODELO DEL DE LES HALLES EN PARÍS. CONSTRUIDO CON MODERNAS ESTRUCTURAS DE HIERRO Y La ubicación urbana del mercado, más allá de su dimensión estrictamente física, tiene también un contenido simbólico claramente revelador del contexto histórico en el que ese tipo de establecimientos fueron creados y que se expresó de dos maneras. En primer lugar, la elección del emplazamiento del mercado de la ciudad del siglo XIX se efectuaba por criterios no únicamente funcionales sino también representativos. En ese sentido, podemos comprobar cómo la proximidad del mercado respecto de elementos urbanísticos o arquitectónicos de primer orden, no se debía a la casualidad. Ya se ha señalado la proximidad del mercado con la plaza central o con los eles de circulación principales. El mercado fue asociado espacialmente a edificios representativos del poder público, principalmente municipal. Este hecho puedo ser interpretado como una continuidad de las tradiciones medievales y modernas según las cuales las lonjas se establecían dentro del recinto arquitectónico de ayuntamiento. A medida que la dinámica particular de cada ciudad generaba un proceso de descentralización del sistema de distribución de alimentos gracias a la construcción de mercados de barrio observamos que la dimensión simbólica de dichas arquitecturas perdía buena parte de su importancia. La tercera categoría no tuvo vigencia hasta la según mitad, y principalmente durante el último cuarto de siglo XIX, cuando el desarrollo urbanístico planificado se convirtió, poco a poco, en realidad. De manera general, la tercera categoría está vinculada al crecimiento espacial urbano. Cuando estos edificios dejaban de ser únicos y excepcionales el paisaje urbano eran percibidos como simples elementos funcionales de una red general. En según lugar, el nombre de los mercados tiene también implicaciones simbólicas que responden a tres realidades urbanísticas e históricas distintas. Por una parte, los nombres
  17. 17. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 17 dados a los mercados construidos en el siglo XIX en el interior del perímetro de la ciudad conservan la memoria de los lugares habituales de venta, incluso cuando los emplazamientos urbanos reales hubieren cambiado. Finalmente, hay una tercera categoría de nombres de mercados que no hacen referencia a la tradición, sino a contenidos o a conceptos ideológicos contemporáneos. El mercado es altamente representativo de su contexto histórico, no solamente a través de su dimensión arquitectónica y estilística, sino también, y quizá sobre todo, por su identidad, tanto material como simbólica, dentro de la topografía urbana. El mercado ocupa un lugar cada vez más importante en la sociedad moderna. El número y extensión en sus operaciones, su acción de satisfacer las necesidades de la vida humana el incremento de trabajo, la creación de nuevas fuentes de producción y comercialización, las comunicaciones rápidas entre las diversas regiones del mundo han extendido las relaciones comerciales. Los centros de producción han aumentado los precios y luego se ha nivelado como resultado d la competencia, favoreciendo el aumento del consumo y el desarrollo permanente cada vez más de la una sociedad moderna.
  18. 18. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 18 5. LOS MERCADOS DE MADRI 5.1 CARACTERISTICAS NATURALES DE LA CIUDAD DE MADRID La estratégica situación geográfica de la Comunidad de Madrid, en el centro peninsular ibérico, con territorios tan diferentes como las elevaciones del Sistema Central, la depresión del Tajo y la zona de transición entre ambas, condiciona y da lugar a la variedad de contrastes litológicos, climáticos, edáficos y geomorfológicos. A grandes rasgos el clima de la Comunidad de Madrid depende de la latitud geográfica en la que se encuentra (entre los 40º y 41º de latitud Norte) y de su posición central en la península, a mitad de camino entre el océano Atlántico y el mar Mediterráneo. La dinámica actual del medio natural depende, de forma importante, del clima y de sus variaciones, ya que el clima influye directamente en el carácter y funcionamiento de la red hidrográfica, en la alteración de las rocas, en el tipo de cobertura vegetal y en el modelado de la superficie. La Comunidad de Madrid como la mayor parte de la Península pertenece al dominio de los climas mediterráneos, cuyos rasgos más destacados son la estacionalidad de las temperaturas, la sequía estival y la irregularidad de las precipitaciones. A nivel local, los parámetros climáticos tienen grandes contrastes: precipitación anual media entre 400 y casi 2.000 mm, temperaturas medias entre 7º C y 15º C y absolutas entre -8º C y 44º C. Figura 7 - CLIMA Y TEMPERATURA DE MADRID
  19. 19. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 19 El relieve, por su variedad y contrastes, es un factor ambiental de importancia. En la Comunidad encontramos dos grandes unidades de relieve: La Sierra (Guadarrama, Somosierra y estribaciones de Gredos) y la depresión o llanuras del Tajo (Campiñas, páramos y vegas) a las que podemos añadir una tercera, la Rampa o zona de transición entre ambas. La altitud máxima corresponde al Pico de Peñalara, con 2.429 m., y la mínima, con 430 m., al cauce del río Alberche en Villa del Prado.En relación a su litología, en la Sierra predominan el granito y el gneis, excepto en Somosierra donde se localizan pizarras y cuarcitas. En la depresión del Tajo encontramos tres zonas de diferente composición: los páramos (calizas, arcillas, yesos, margas, etc.); las campiñas (arenas, margas arenosas, margas yesíferas y arcillas); y las vegas (arenas, gravas y limos). La zona de transición se compone, fundamentalmente, de arcillas, arenas, margas y otros materiales detríticos. La heterogeneidad litológica hace que aparezcan gran número de grupos y con el fin de estructurarlos, se han agrupado en 15 categorías que recogen la litología más característica del territorio de la Comunidad de Madrid. Figura 8 - RELEVO Y PENDIENTES DE MADRID En cuanto a la fisiografía, en base a diferentes experiencias y teniendo en cuenta los trabajos de geólogos, naturalistas y geógrafos españoles, y de un modo especial los de Eduardo Hernández Pacheco, Dantín Cereceda y Luis Solé Sabaris, se desarrolló (Pedraza 1.978) un método de clasificación en el que se establecían las siguientes categorías: 1. Conjuntos geológicos, determinados básicamente por características convergentes a través de la historia geológica de los terrenos. Es la base de referencia primaria, y con capacidad para introducir a través de ellos una regionalización. 2. Dominios fisiográficos. Como base de referencia secundaria y como sistema donde convergen los parámetros naturales (gea, flora, fauna) y los sociales consecuentes (usos del territorio)
  20. 20. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 20 3. Elementos fisiográficos. Procesos, paisajes de detalles. Los dominios o unidades fisiográficas reflejan áreas del territorio que se caracterizan por presentar rasgos físicos uniformes, son ante todo una porción de paisaje homogéneo (unificación de parámetros físicos, botánicos, climáticos y sociales), que pueden coincidir, en gran medida, con unidades geomorfológicas, como ocurre en la Comunidad de Madrid. Estas unidades surgen como resultado de los distintos procesos superficiales sobre las rocas. Teniendo esto en cuenta, en la Comunidad de Madrid se distinguen en un primer nivel dos grandes regiones fisiográficas o dominios geomorfológicos estructurales: la Sierra y la Depresión, dentro de las cuales se detallan los dominios o unidades fisiográficas. La sierra constituye el frente montañoso de la parte noroccidental de la Comunidad de Madrid. Esta sierra pertenece al Sistema Central y es el resultado de la reactivación tectónica de una antigua penillanura, producida esencialmente durante el Terciario. A partir de este momento se producen una serie de acontecimientos geológicos que desembocan en una morfoestructura de bloques elevados (“horst”) y hundidos (“graben”). Esta estructura está formada por una serie de Unidades: • Cimas: cimas y cumbres serranas (divisorias principales), parameras serranas (divisorias secundarias), cerros aislados o alineaciones de cerros (relieves residuales) • Vertientes: laderas de la sierra, rampas • Depresiones, valles interiores La depresión ocupa el área Central, Este y Sureste de la Comunidad de Madrid. Corresponde a la parte septentrional de la denominada submeseta Sur o Cuenca del Tajo, y los materiales que la constituyen son, casi en su totalidad, de naturaleza detrítica (arenas y arcillas) con facies químicas y lagunares en el centro (yesos y calizas), en su mayoría pertenecientes al Terciario. Al final de este período y durante el Plioceno y Cuaternario Inferior toda la zona sufre procesos de arrasamiento y deposición que dan lugar a un conjunto de superficies, algunas de las cuales se presentan en la actualidad muy retocadas y reducidas por la posterior disección de la red fluvial (Páramos, Rañas). Ya en el Cuaternario, se terminan de definir y encajar los grandes valles como el de los ríos Guadarrama, Perales, Manzanares, Jarama, Henares, Torote y Tajuña. El encajamiento de estos ríos da lugar a una variada gama de formas que son parte integrante de las Vegas y vertientes, y entre las que cabe destacar los glacis, las terrazas y las llanuras de inundación. • Altas superficies: páramos y alcarrias, campiñas de sustitución del páramo, rañas • Relieves intermedios: cerros, relieves de transición en la cuenca, cuestas calcáreas • Valles: llanuras aluviales y terrazas, vertientes Desde las cumbres de la Sierra hasta el río Tajo podemos encontrar, en una travesía de poco más de cien kilómetros, la mayoría de los pisos bioclimáticos de la península (crioromediterráneo, oromediterráneo, supramediterráneo y mesomediterráneo), así como una rica representación de la gran variedad de ecosistemas de la Región
  21. 21. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 21 Biogeográfica Mediterránea, a la que la Comunidad de Madrid pertenece, así con una interesante diversidad biológica. Figura 9 - GEOMORFOLOGIA DE MADRID La Comunidad de Madrid está comprendida en la cuenca hidrográfica del río Tajo, cuyo cauce constituye parte de su límite con las provincias de Cuenca y Toledo, si bien un pequeño territorio al norte de la Comunidad vierte sus aguas a la cuenca hidrográfica del río Duero.El río Tajo penetra en la Comunidad por Estremera, riega las vegas de Fuentidueña, Villamanrique, Colmenar de Oreja y Aranjuez, sale de Madrid por las proximidades de la Estación de Algodor y, en todo este recorrido, atraviesa las arcillas y yesos del Terciario de la Fosa del Tajo. La red hidrográfica madrileña es tributaria del río Tajo por su margen derecha, que recoge un abanico de afluentes que con dirección predominante N-S llevan sus caudales de origen pluvio nival desde sus nacimientos en las cumbres de la Sierra, y está compuesta por los ríos Jarama, Guadarrama y Alberche como afluentes principales, contando cada uno de ellos con sus correspondientes subafluentes. Las aguas subterráneas en la Comunidad de Madrid suponen un recurso hídrico estratégico en épocas de sequía, estando en disposición de aportar aproximadamente, un tercio de los recursos hídricos totales de nuestro territorio. En el Atlas se incluyen dos mapas hidrogeológicos básicos de la Comunidad de Madrid, basados en el Plan Hidrológico del Tajo.
  22. 22. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 22 Figura 10 - CUENCAS Y HIDROGRAFIA DE MADRID Figura 11 - AGUA SUBTERRANA Y PRECIPTACIÓN
  23. 23. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 23 5.2 MADRID - DE LOS PRIMORDIOS HASTA EL SIGLO XIX Los poblamientos de Madrid se remontan a la noche de los tiempos, cuyos primeros antecedentes se localizan en el Paleolítico Inferior, de lo que existe constatación en los yacimientos ribereños de las principales cuencas fluviales de la región, las zonas comprendidas a lo largo del río Jarama entre Algete y Arganda, el curso medio y bajo del Manzanares, en los que se han contabilizado más de 150 localizaciones con industrias y restos paleontológicos del Pleistoceno, en torno a 350.000 años. Durante este periodo de tiempo en el que las sociedades de bandas paleolíticas ocuparon la región de Madrid, las condiciones medioambientales diferían sensiblemente de las actuales. Figura 12 - OCUPACIÓN PALEOLITICA DEL TERRITORIO ESPAÑOL
  24. 24. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 24 En un momento impreciso, en torno al cuarto milenio antes de Cristo, se aprecia un cambio sustancial en las formas de vida. Para unos, será debido a una alteración de los medioambientales ocurridas, para otros será la presión demográfica y más recientemente se apunta a procesos de acumulación cultural de comunidades cazadores- recolectores especializados. Sea por alguna de estas raciones o por la interacción de todas ellas, la realidad es que a partir de esas fechas tempranas se implanta en la Meseta un sistema económico diferente y, como consecuencia otras relaciones entre individuos y grupos. Estos cambios se concretaran en lo ideológico y en lo económico y, como consecuencia de ello, en los aspectos tecnológicos principalmente en relación a los avanzos de las herramientas hechas en bronce, utilizadas en la época. Figura 13 - OCUPACIÓN NEOLÍTICA DEL TERRITORIO ESPAÑOL
  25. 25. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 25 La sedentarización más o menos prolongada, producto de la adaptación de los nuevos modos de vida, darán lugar a un desarrollo en las relaciones interpersonales dando origen a la formación del territorio. Del punto de vista económico no se puede hablar aún de comercio. Los intercambios serian esporádicos y se realizarían en termos de reciprocidad con un sentido de etiqueta más que comercial. A comienzos del segundo milenio antes de Cristo, empieza a apreciarse una progresiva utilización del cobre en la fabricación de algunos objetos y el avanzo de nuevas tecnologías caracterizando ese periodo como la edad del cobre, y en seguida pasando a utilizar objetos hechos en bronce caracterizando el periodo siguiente como la edad del bronce. Figura 14 - EDADE DEL BRONCE EN LA ESPAÑA
  26. 26. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 26 De la primera edad del hierro los escasos trabajos de investigación realizados en yacimientos de la región de Madrid nos han aportado desde ahora muchos datos. Las estructuras de habitación difieren escasamente de las anteriores; generalmente se trata de poblados con estructuras de grandes cabañas de ramajes y manteados de barro. Figura 15 - EDAD DEL HIERRO EN LA ESPAÑA
  27. 27. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 27 El torno de los siglos VI y V antes de Cristo volverán a producir nuevos y profundos cambios desarrollándose en la meseta lo que conocemos como pueblo celtibéricos y, más concretamente en nuestra zona Carpetanos. El urbanismo tendrá un gran desarrollo con barrios, calles y unidades de habitación complejas, en ocasiones con varias plantas. En lo social, las fuentes clásicas nos hablan ya de régulos o reyezuelos, de las relaciones de clientelismo con ellos y de su función en la comunidad. En la región madrileña contamos con numerosos yacimientos celtibéricos, organizados jerárquicamente. Por lo general, lo más importante y extensos (de primera y segunda categorías, como los del centro del viso, en Alcalá, el pontón de la oliva, en patones, o titulcia) se localizan estratégicamente desde punto de vista económico y de comunicaciones, en alturas bien defendidas, con murallas y fosos. En lo que hoy es el término municipal de la ciudad, los hacimientos hasta ahora conocidos presentan un marcado carácter agropecuario, es el caso de los cerros de la gavia y de la gavia y de la magdalena, sobre las vegas del Manzanares, y de los posibles caseríos de los areneros de Valdivia y Martinez y del casillo de Barajas. Otro rasgo a tener en cuenta es el empleo ya de la escritura y, a partir del siglo II a. C. de la moneda (según patrones romanos) como elemento de relación entre ciudades. En la época de la romanización lo que es el actual territorio madrileño estaba ocupado por los carpetanos. Figura 16 – INFLUENCIAS EXTERNAS EN LA CONSOLIDACIÓN CULTURAL DE LA ESPAÑA
  28. 28. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 28 Vencida su resistencia, la organización que la Roma imperial impuso en las provincias de Hispania, adjudicó este territorio a la provincia Citerior con dos núcleos principales, Toletum y Complutum. De menor importancia que Complutum fueron las localidades de Miaccum, en la orilla izquierda del Manzanares, entre la Casa de Campo y Carabanchel, y Titulcia, seguramente no eran las únicas, pero sí las de mayor entidad, en consonancia con el sistema viario romano. La región madrileña estaba surcada por las dos grandes vías que unían a Emérita con Caesar-Augusta y Asturicas con Corduba, en cuya encrucijada se situaba Titulcia. Otros hallazgos de época romana se han encontrado en Getafe, Villaverde Bajo y Carabanchel. En suma, el único centro de importancia en época romana fue Complutum, que inicia su decadencia durante el Bajo Imperio, de la que no saldría hasta la Baja Edad Media. A pesar de que el obispo de Toledo, Asturio, la convirtió en sede episcopal, tras descubrirse el sepulcro de los niños mártires Justo y Pastor. Durante la época visigoda se agudizó el declive de los asentamientos romanos. El hábitat disperso en algunas aldeas ha dejado testimonio en las necrópolis y yacimientos de Daganzo de Arriba, Alcalá de Henares, Talamanca, Getafe, Colmenar Viejo, Perales del Río y en los alrededores de la Casa de Campo en Madrid, seguramente en la continuación del Miaccum romano.
  29. 29. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 29 Figura 17 - CONSOLIDACIÓN ROMANICA
  30. 30. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 30 Figura 18 - ORGANIZACIÓN ECONOMICA DE LA HISPANICA ROMANIA Entre los siglos IV y VII después de Cristo resulta palpable la decadencia de la población en el territorio madrileño, hasta la práctica desaparición de todo núcleo que pudiera ser considerado urbano, incluso dentro de las coordenadas de la época. Ni tan siquiera Complutum conservó tal naturaleza, pues a la altura del siglo VII era poco más que un despoblado. Esta situación de decadencia no vino motivada por la invasión musulmana. Se trata de un lento pero persistente proceso que enraíza con la crisis del Bajo Imperio Romano y que alcanza su cenit al final de la época visigoda. Si Toledo conservó a lo largo de estos siglos su personalidad, incrementada incluso por la radicación en ella de la capitalidad del reino visigodo después de la desaparición del reino de Tolosa, confirmada en el IV Concilio de Toledo del 633 cuando Sisenando ocupó el trono después de destronar a Suintila; no sucedió lo mismo con los núcleos existentes en el territorio madrileño. La cuestión es que durante el siglo VIII, una vez consolidada la presencia musulmana en la Península, la región central se convirtió en una especie de tierra de nadie. Un auténtico vacío demográfico que sólo empezó a cobrar valor, por razones de tipo estratégico, conforme se acentuó la presión militar de los reinos cristianos del Norte. De esta manera, el territorio madrileño adquirió una creciente importancia en función de la defensa de Toledo, hasta llegar a ser la posición defensiva más avanzada de la comarca septentrional y fronteriza de la Marca media, cuya capital era Toledo.
  31. 31. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 31 Figura 19 - ESPAÑA CRISTÃ Y MULSUMANA En este contexto de clara impronta militar, Talamanca se configuró como la fortaleza vigilante del camino que unía el murallón defensivo de la Sierra con Toledo. A partir de la segunda mitad del siglo IX una colina situada en la margen izquierda del río Manzanares, enlace natural entre la Vía Lata y Toledo, comenzó a adquirir un destacado interés estratégico, hasta el punto de que, en una indeterminada fecha sujeta al debate historiográfico pero que podemos establecer entre el 860 y 880, allí se construyó una fortaleza. La ciudad de Madrid salía a la palestra de la Historia bajo la forma de un pequeño núcleo amurallado, de corte militar, denominado Mayrit. En efecto, Mayrit nació como un ribat; es decir, una comunidad a la vez religiosa y militar, donde pequeños grupos de musulmanes se preparaban para layihad, la guerra santa. Clásica de las zonas fronterizas, vendría a ser la contrapartida musulmana del ideal guerrero- cristiano de los reinos del Norte, sobre el que se forjó la ideología de la Reconquista y que posteriormente cristalizó en la formación de las órdenes religiosas y sus establecimientos. Ese ribat llamado Mayrit pronto se convirtió en el principal enclave musulmán del territorio, disputando la primacía a Talamanca, incluso en el siglo X llegó a contar en algunas ocasiones con gobernador propio. En el emplazamiento que ocupa actualmente el Palacio Real se erigió en época del emir Muhammad I (852-886) una fortaleza con su torre y el recinto amurallado contiguo, ampliado y reformado en el siglo X. Separado
  32. 32. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 32 por un barranco -hoy en día la calle Segovia- se extendió el arrabal por las cercanías de la Cava Baja. En el cruce de las calles de Bailén y Mayor estaba radicada la Mezquita Mayor. En el siglo IX, durante la ocupación por parte de los Árabes, el Rey Mohammed I mandó construir una fortaleza junto al Rio Al-Magrit, actualmente Río Manzanares, a partir de donde podría avistar toda la ciudad. FIGURA 20 - VISTA DE MADRID DESDE EL OESTE VISTA DE MADRID DESDE EL OESTE, FRENTE A LA PUERTA DE LA VEGA (1562), POR ANTON VAN DER WYNGAERDE (LLAMADO EN ESPAÑA ANTONIO DE LAS VIÑAS), ENCARGADO POR FELIPE II DE RECOGER VISTAS DE SUS CIUDADES. SE APRECIA EN PRIMER PLANO LAS RIBERAS DEL MANZANARES, CRUZADO POR LOS ANTECESORES DEL PUENTE DE SEGOVIA (EN PRIMER TÉRMINO), Y EL PUENTE DE TOLEDO (MÁS AL SUR, DERECHA), QUE SE CONSTRUIRÁN EN FORMA MONUMENTAL AÑOS MÁS TARDE. EL EDIFICIO MÁS DESTACADO, AL NORTE (IZQUIERDA), ES EL ALCÁZAR, QUE FORMA PARTE DEL CIRCUITO AMURALLADO Y QUE SUFRIRÁ VARIOS INCENDIOS HASTA EL FATÍDICO DE 1734 QUE LO DESTRUIRÁ CASI COMPLETAMENTE, SIENDO SUSTITUIDO POR EL ACTUAL PALACIO REAL. ENTRE EL CASERÍO SE DESTACAN LAS TORRES DE LAS IGLESIAS (DE IZQUIERDA A DERECHA: SAN GIL, SAN JUAN, SANTIAGO, SAN SALVADOR, SAN MIGUEL DE LOS OCTOES, SAN NICOLÁS, SANTA MARÍA, SAN JUSTO, SAN PEDRO, LA CAPILLA DEL OBISPO, SAN ANDRÉS Y, EXTRAMUROS, SAN FRANCISCO), QUE NO MUESTRAN AÚN EL PERFIL DE CÚPULAS Y CHAPITELES QUE LAS CARACTERIZARÁ EN LOS SIGLOS SIGUIENTES. APARECE, FUERA DE LAS MURALLAS Y SOBRE EL RÍO, UNA INSTALACIÓN ARTESANAL DEDICADA AL TRATAMIENTO DE PIELES: LAS TENERÍAS DEL POZACHO. LA RECIENTE INSTALACIÓN DE LA CORTE PROVOCÓ QUE LAS CASAS PARTICULARES ESTUVIERAN COMENZANDO A SUFRIR EL GRAVAMEN FISCAL DE LA REGALÍA DE APOSENTO, QUE PRODUJO TODO TIPO DE RESISTENCIAS, ENTRE LAS QUE DESTACABA LA CONSTRUCCIÓN DE CASAS A LA MALICIA. En 1085, la ciudad fue reconquistada por Alfonso VI e la fortaleza se tornó el Palacio Real. Inicialmente, los Árabes e los Judeos fueron bien tolerados, aunque sus poses fueron sido confiscadas. En 1492, los Reis Católicos, Fernando de Aragón e Isabel de Castella, acabaran la Reconquista, con la expulsión de los últimos Mouros, da ciudad de Granada. Posteriormente, en 1561, el país fue reunificado pelo Rey Carlos I. Su hijo, Felipe II, transfiero la Corte Real de Valladolid para Madrid, y desde esa época hasta los nuestros días, tiene sido la capital de España. Nos siglos XVI y XVII, época de oro del Imperio Español, la ciudad creció, pero era todavía pequeña, cuando comparada con otras ciudades, como Sevilla o Cádiz.
  33. 33. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 33 Figura 21 - ESPAÑA SIGLO XVII El tiempo pasó y la situación fue mudando. Pasaran os siglos de oro de España y llegaron el siglo XVIII, con Carlos III, considerado por algunos como lo mejor monarca de la historia de Madrid, que culminó esa etapa dorada, aunque los primeros movimientos turbulentos no tengan verdaderamente llegado antes do su sucesor, Carlos IV, que presenció la agitación en que el país se encontraba. Finalmente, con Fernando VII, conocido como absolutista, terminó toda la prosperidad que tenía existido, traída por los últimos monarcas. En 1808, llegaron las Invasiones Napoleónicas, tanto en Madrid, como en muchos otros puntos de España. Sin embargo, tiempos después, Napoleón perdió Madrid e España y su imperio terminó en el Inverno ruso.
  34. 34. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 34 Figura 22 - ALEGORÍA DE LA VILLA DE MADRID (1809), POR GOYA.
  35. 35. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 35 5.3 MADRID - DEL SIGLO XIX HASTA LOS DÍAS ACTUALES El periodo delimitado por el inicio del reinado de Isabel II y el final del siglo XIX fue en España de cambios intensos, tanto en el modelo político como en la estructura social o en el impulso revolucionario que experimentó la economía, pilotada por la aparición del ferrocarril y el inicio de la industrialización. Aunque los fenómenos característicos de la revolución industrial se experimentaran en Madrid con bastante retraso, no podía la capital política del país mantenerse inmune a los restantes fenómenos, antes bien los encabezó en el plano político y social, en el mundo de la información . La capital creció en términos a un ritmo de 5 a 1 con respecto al conjunto de la población de España, diferencial que por sí solo exhibe las ventajas que ofrece el centro político, pero lo más llamativo es que su crecimiento se produjo sin la modernización del modelo, porque a lo largo del siglo XIX continuó siendo arcaico. Además, a la vez que Madrid extendía sus dimensiones, rompiendo su característica forma ceñida, y redefinía algunos de sus trazados históricos, veía también cómo todo un conjunto de nuevas instalaciones urbanas alteraba con rapidez su apariencia superficial y su misma estructura. La ciudad se reconocía en una nueva imagen de modernidad y progreso con las mejoras generales propuestas por Mesonero Romanos (1846), entre las que figuraban las aceras, la instalación del ferrocarril, los grandes mercados cubiertos y los pasajes comerciales; edificios singulares; y las modernas estructuras —articulando el hierro con el cristal. La instalación del ferrocarril en Madrid, inaugurado en 1851 con la línea Madrid Aranjuez (promovido también por el Marqués de Salamanca), corrió en paralelo con el primer desarrollo urbano. Extendiéndose en seguida a las principales ciudades españolas y conectando con la red francesa, impulsó el crecimiento de la población, y afectó a la materialización del Ensanche de Castro. La parte sur que Castro había previsto, por su proximidad al río, para uso de huertas, vio alterado así su desarrollo; junto al tendido de circunvalación y las estaciones que fueron surgiendo, entre ellas la de Peñuelas y la de Delicias —la más antigua que se conserva en Madrid (1880), aparecieron los primeros grandes establecimientos industriales de la ciudad: fábricas, centrales de producción energética, mataderos, mercados centrales. Y a este sobrevenido carácter industrial acompañó un densificado tejido residencial para clases trabajadoras. En 1858 la ciudad culminó la traída de las aguas del río Lozoya por medio del Canal de Isabel II, hecho histórico que mejoró cualitativamente la vida de los madrileños y colaboró eficazmente al crecimiento urbano. Las obras, iniciadas por Real Decreto de 1851 (siendo Bravo Murillo presidente del Consejo de Ministros), habían sido de enorme complejidad (canalizaciones, embalses, acueductos), constituyendo un paradigma para otras grandes redes de abastecimiento en Europa.
  36. 36. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 36 La acometida de las instalaciones tuvo fuerte repercusión en el trazado del sector norte de la ciudad. Un primer depósito se construyó extramuros de la ciudad (1851-1856), junto a la carretera de Francia —hoy Bravo Murillo—, en un sector todavía sin urbanizar, cuyos solos vecinos eran los nuevos cementerios; años más tarde (1879), al otro lado de la carretera y hasta la nueva calle de Santa Engracia, un segundo depósito ocuparía una superficie mucho mayor (y aun nuevos depósitos y estructuras continuarían conformando esa zona de Madrid en los primeros años del siglo XX). La aparición del tendido de tranvía en 1871 constituyó la primera aproximación a las condiciones de movilidad y transporte colectivo que exigía la ciudad contemporánea. Rápidamente proliferaron, con importante participación extranjera, las distintas líneas adjudicatarias, que emplearon el sistema de tracción animal —en algún caso, algo más tarde, el vapor— hasta que a finales de siglo se electrificara la red. La primera línea (inmediatamente descrita en el plano de Ibáñez de Ibero) conectaba los dos sectores extremos —y en clara expansión— del Ensanche, los barrios de Salamanca y de Argüelles. Desde su origen, el nuevo medio de transporte se imbricaba con el crecimiento de la ciudad; baste reparar en que la promoción inmobiliaria de las primeras manzanas del barrio de Salamanca (el frente de la calle de Serrano hasta la calle de Maldonado, donde se emplazaron las primitivas cocheras) estaba ligada —mediante la ubicua figura del Marqués de Salamanca— a la propia explotación de la primera línea de tranvías. El centro de Madrid quedó en seguida conectado, en una tupida red de líneas y compañías explotadoras, con los nuevos barrios del Ensanche y los crecientes núcleos de la periferia; en la consolidación de estos últimos desempeñó la red un papel protagonista. En 1878 se inauguró el primer tramo de la Compañía de los Tranvías del Norte de Madrid, que proyectaba unir los barrios de Chamberí y Cuatro Caminos con la Puerta del Sol; la Compañía General Española de Tranvías conectó en 1877 la Plaza Mayor con los Carabancheles, llegando a Leganés en 1879; y esta misma compañía inauguró en 1878 el primer tramo (Toledo-San Antonio de la Florida) de la línea que pretendía comunicar Madrid con El Pardo. Caso singular, que ya anunciaba el nombre del ingeniero Arturo Soria como gran innovador en torno a las posibilidades urbanas del moderno medio de transporte, fue su propuesta para el «Tranvía de Estaciones y Mercados» (1872), para transportar mercancías entre las estaciones del Norte y Atocha y los principales mercados de la ciudad. Pero la gran aportación de Soria, que no tardaría en llegar, sería la que uniera el nuevo sistema de transporte colectivo con la propuesta de una Ciudad lineal (la experiencia urbanística más singular — internacionalmente reconocida— habida en la historia de Madrid). La política de abastecimientos de la gran ciudad llevó al Ayuntamiento, desde los últimos momentos del periodo isabelino, a un novedoso programa de edificios para
  37. 37. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 37 mercados cubiertos. No dudó para ello en importar las más recientes experiencias europeas, y hasta llegó a encargar, para las plazas de la Cebada y de Santa Bárbara, sendos proyectos de mercados a arquitectos franceses tan prestigiosos como Hector Horeau y Émile Trélat. Ninguno de aquellos se llevó a cabo, pero sí dos construcciones que bebían directamente en las recién acabadas Halles de París: el mercado de la Cebada - objeto de estudio de ese trabajo - y el de los Mostenses inaugurados ya con la Restauración (en 1875) y hoy desaparecidos; ambos del arquitecto Manuel Calvo Pereira, introducían un nuevo concepto de servicios urbanos y, junto a su novedad tipológica y funcional, también una nueva imagen urbana apoyada en la estética de las grandes estructuras de hierro. El crecimiento de la población, la previsión de que el Ensanche desplazara en breve los camposantos del Norte, y el hecho de que desde 1868 la ley adjudicara a los ayuntamientos la creación y conservación de los cementerios, apuntó la idea de un gran recinto funerario municipal. En 1876, el Ayuntamiento presidido por José Abascal convocó el concurso para una enorme necrópolis al este de la ciudad, en los terrenos de La Elipa; el proyecto ganador, de los arquitectos Fernando Arbós y José Urioste (1878), plantearía una grandiosa y concéntrica ciudad de los muertos (cuya magnitud ocasionó que no se pudiera concluir hasta entrado el siglo XX). La interacción de todas estas innovaciones urbanas condujo a que en el intervalo de esos veinticinco años la transformación de Madrid fuera cualitativa, de modo que cada uno de los dos históricos planos que paralelábamos al principio retratan, en realidad, dos ciudades por entero distintas. Pero en el Madrid de finales de siglo podemos observar también, sincrónicamente, otras dos ciudades superpuestas, fuertemente contrastadas: el Madrid de la burguesía, por un lado, triunfante en lo económico, con estructuras urbanas insospechadas hasta hacía muy poco, que se miraba en el refinamiento de las grandes ciudades europeas y que levantaba enfáticas arquitecturas; y, por el otro, el Madrid proletario, hacinado en las cada vez más numerosas barriadas de la periferia, fundamentalmente en la zona sureste, que no contaban con infraestructuras urbanas de ningún tipo y cuya insalubridad —como ya denunciara Méndez Álvaro en 1875— quedaba reflejada en la escandalosa tasa de mortalidad que arrojaban. Esta dicotomía señalaría, con carácter protagonista, el devenir de la disciplina urbanística —y arquitectónica— de buena parte del siglo XX. El siglo XIX fue para España un periodo de profunda transformación y de superación de las heredadas y obsoletas estructuras sociales, políticas, económicas y culturales. Madrid, como capital del reino, sede de los diferentes poderes y lugar de residencia de las clases dominantes, asumió dicho cambio manifestando se plenamente como una moderna ciudad europea. El crecimiento de la población y las mejoras económicas y políticas que tuvo el país desde la muerte de Fernando VII reclamaron una renovación y ampliación de la estructura urbana y una arquitectura cosmopolita y de gustos internacionales capaz de satisfacer las necesidades e intereses de las nuevas clases que lideraban el desarrollo económico, industrial y político de la nación
  38. 38. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 38 5.4 LOS MERCADOS DE MADRID DEL SIGLO XIX: ESTUDIOS DE CASO Los mercados municipales constituyen un servicio público profundamente arraigado en la cultura de los madrileños y, aunque la evolución de la distribución comercial ha atemperado su importancia como garantes del abastecimiento de la población, mantienen una relevante función como referentes del comercio tradicional de alimentos frescos y de la vida social de los barrios, que los hace merecedores de la mayor atención desde la administración municipal. La necesidad de reorganizar la venta de alimentos, hasta entonces un tanto anárquica, en la ciudad hizo que Madrid volviera su vista a París, modelo permanente la sociedad española decimonónica, y siguiendo el ejemplo de Les Halles se propusiera la construcción de las primeras edificaciones destinadas a tal fin. Baltard fue el arquitecto de la obra parisina y proyectó, en sustitución del viejo mercado en piedra de la capital del Sena, un conjunto de diez pabellones realizados en hierro y cristal. La obra, construida entre 1854 y 1866, marcó el patrón tipológico a seguir por los futuros mercados. Actualmente, los mercados se centran más en su estética para atraer clientes de una manera más turística que comercial y ahora se apunta a edificios con una estética moderna y novedosa, un sitio al que entrar aunque sea porque te llama la atención. Además, gracias a las múltiples actividades que ahora se llevan a cabo en los nuevos mercados, que van desde talleres a degustaciones de tapas exquisitas, animan a la gente a visitarlos ahora que el cinturón aprieta y hay que buscar precios más accesibles o una mejor calidad en productos. Abajo una lista de los mercados Municipales de Madrid: CENTRO  Mercado Municipal de Antón Martín  Mercado Municipal de Barceló  Mercado Municipal de Embajadores  Mercado Municipal de la Cebada  Mercado Municipal de San Antón  Mercado Municipal los Mostenses ARGANZUELA  Mercado Municipal de Guillermo de Osma  Mercado Municipal de Santa María de la Cabeza
  39. 39. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 39 RETIRO  Mercado Municipal de Ibiza  Mercado Municipal de Pacífico SALAMANCA  Mercado de Torrijos  Mercado Municipal de Diego de León  Mercado Municipal de Guindalera  Mercado Municipal de la Paz CHAMARTIN  Mercado Municipal de Chamartín  Mercado Municipal de Prosperidad  Mercado Municipal de San Cristóbal TETUAN  Mercado Municipal de la Remonta  Mercado Municipal de Maravillas  Mercado Municipal de San Enrique  Mercado Municipal de Tetuán CHAMBERI  Mercado Municipal de Chamberí  Mercado Municipal de Guzmán el Bueno  Mercado Municipal de Vallehermoso MONCLOA - ARAVACA  Mercado Municipal de Argüelles  Mercado Municipal de Valdezarza LATINA  Mercado Municipal de Alto de Extremadura  Mercado Municipal de las Águilas  Mercado Municipal de Tirso de Molina CARANBANCHEL  Mercado Municipal de Puerta Bonita  Mercado Municipal de San Isidro USERA  Mercado Municipal de Jesús del Gran Poder  Mercado Municipal de Orcasitas  Mercado Municipal de Orcasur  Mercado Municipal de Usera PUENTE DE VALLECAS  Mercado Municipal de Doña Carlota  Mercado Municipal de Mediodía - Entrevías  Mercado Municipal de Numancia  Mercado Municipal de Puente de Vallecas
  40. 40. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 40 MORATALAZ  Mercado Municipal de Moratalaz CIUDAD LINEAL  Mercado Municipal de Bami  Mercado Municipal de San Pascual  Mercado Municipal de Ventas VILLAVERDE ALTO Mercado Municipal de Villaverde Alto VELLECAS VILLA  Mercado Central de Frutas y Verduras.  Mercado Central de Pescados.  Mercado de Carne.  Mercado Municipal de Santa Eugenia  Mercado Municipal de Villa de Vallecas VICALVARO  Mercado Municipal de Vicálvaro
  41. 41. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 41 5.4.1 MERCADO DE LA CEBADA  HISTÓRIA: La plaza de la Cebada surgió sobre el vacío del antiguo cementerio árabe de Uesa del Raf, cercano a la Puerta de Moros que daba acceso al barrio de la moreria, y se erigió como uno de los puntos de encuentro de una ciudad semilla que posteriormente se convertiría en capital del reino. Por su situación y sus dimensiones, el encuentro entre calles sin asfaltar, supuso el escenario perfecto para el desarrollo de actividades que llevaban implícito el encuentro de multitudes, como ferias, procesiones, ejecuciones y por supuesto el mercado. La historia del Mercado de la Cebada se remonta al siglo XV cuando en la zona se encontraba una de las puertas de entrada a la ciudad, la Puerta de Toledo, y por donde entraban los productos que provenían de las provincias y allí se organizaba una de las principales plazas de venta de cereales y legumbres que traían los labradores de la cercanía y que formaba un conjunto de puestos al aire libre ubicados en lo que es la Plaza de la Cebada. Precisamente, su nombre se debe a que en este lugar se separaba la cebada destinada a los caballos del rey de la de los regimientos de caballería y donde acudian los labriegos de las cercanias de Madrid a vender la Cebada. Según el historiador Capmani en esta plaza estaba el Almud de piedra donde los labriegos depositaban la limosna para Nuestra Señora de la Almudena. La Cebada acogía un mercado provisional y periódico, donde al aire libre se amontonaban sombrajos y mercancías y donde la arquitectura era efímera y surgía al servicio del espacio público. El elemento unificador y generador de actividad era el vacío mismo, que se abría en la ciudad para acoger cualquier actividad que ésta requiriese. Figura 23 - PLAZA DE LA CEBADA SEC. XV
  42. 42. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 42 A finales del siglo XVIII el aumento de habitantes en la ciudad de Madrid hizo que se pensara en la posibilidad de crear un mercado capaz de abastecer de alimentos, y de proporcionar higiene a los mismos. Es por esta razón por la que se adjudicó la obra a la empresa de Mariano la Ripa, esta empresa tuvo adjudicada además la obra del mercado de los Mostenses. Se construyó un edificio moderno de planta irregular, compuesto por dos pisos formando pabellones articulados, y con una superficie de 6.323 metros cuadrados que gracias a su sistema constructivo innovador, daba cobijo a una actividad comercial que tornó a permanente. El edificio era una gran cubierta ventilada de chapa sobre estructura metálica con altos ventanales que procuraban la iluminación natural, los cuales tuvieron que ser protegidos del oeste madrileño con celosías de librillo. Volumétricamente, el mercado tenía una doble altura que se manifestaba a modo de pabellones diferenciados dentro del conjunto, todo ello sostenido por las esbeltas columnas de hierro fundido y por las delicadas arquerías de medio punto. Toda la armadura apoyaba sobre sólidas columnas también de hierro, dejando en el centro espacio para una "esbelta rotonda de forma octogonal" que se elevaba sobre el resto de la construcción. El edificio mantenía un equilibrio entre el carácter ornamental de moderada decoración de sabor clasicista y el lenguaje decididamente industrial. La seriación y estandarización de las piezas constructivas y el uso de los modernos materiales anunciaba la nueva era en la arquitectura, aunque de momento este novedoso planteamiento se limitara a las tipologías nacientes y se considerara inapropiado para la arquitectura institucional y doméstica. Los hierros, posiblemente siguiendo la estela de Les Halles, provinieron de Francia. Sin duda con esta construcción de hierro y cristal Madrid alcanzó su mayoría de edad en lo que a producción férrea se refiere. Figura 24 - ANTIGUO MERCADO DE LA CEBADA
  43. 43. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 43 Este mercado se abría a la plaza, ahora más pequeña de la Cebada, que bien orientada y conectada con la de la Paja y el Humilladero, seguía constituyendo un espacio público de primer orden en la capital. La arquitectura apareció para mejorar el espacio público, siendo prioritaria la continuidad en el plano de acceso y cediendo a los comerciantes un zócalo, que a modo de los de las catedrales, permitía a los vendedores apoyarse en él para facilitar tanto al interior como al exterior un lugar para la venta. Figura 25 - MERCADO D ELA CEBADA SEC. XV Pero la aparición de las tendencias higienistas y las carencias reales de estos mercados, ya que eran varios los que había en la ciudad, pusieron en crítica el edificio. Madrid había crecido y los adelantos imponían una mejora de la tipología en instalaciones y equipamientos. En 1956, el entonces Concejal de Urbanismo, Juaquin Campos Pareja, decidio derribar el bello mercado modernista de hierro, justificando que tenía problemas de seguridad estructural el edificio. Los comerciantes reaccionaron contra la amenaza de derribo, pagando un estudio de viabilidad del edificio, en el cual se certificaba el buen estado estructural del edifico, apuntando la necesidad de hacer ciertas reformas puntuales en su interior. Sin embargo, el edificio se derribó en 1956, construyéndose en 1958 un mercado de aspecto más funcional, con una nueva ubicación en la plaza. Se planteó con un sistema constructivo innovador con los materiales del momento, en hormigón y ladrillo, levantando las seis cúpulas que hoy lo caracterizan. Se construyó también un polideportivo, consumiendo parte del espacio público restante pero creando un equipamiento deportivo necesario y muy utilizado.
  44. 44. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 44 Figura 26 - CONSTRUCCION DEL NUEVO MERCADO DE LA CEBADA Pero la ubicación del mercado descuidó el espacio público, olvidándose lo que le debía, y la plaza quedó relegada a unos espacios traseros perdiendo la conexión con las otras plazuelas de la zona, además el aumento del tráfico rodado hizo que los peatones se quedaran limitados a un perímetro funcional del mercado, y que la puerta principal se quedara huérfana de espacio público. La necesidad de más puestos supuso también una entrada a dos alturas, lo que rompió la continuidad con el plano de la calle. Figura 27 - ACTUAL MERCADO DE LA CEBADA
  45. 45. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 45 En los ochenta llegaron otras formas de comercio, super e hipermercados y la inminente instalación de centros comerciales por todo Madrid, acabando con la clientela tradicional del mercado: clientes de barrios y zonas aledañas de la Latina junto con clientes del sector hostelero, que iban viernes y sábados para hacer uso de un espacio social, puro y tradicional como era el Mercado de la Cebada. Ante esta situación los comerciantes se vieron obligados a solicitar al Ayuntamiento la construcción de un parking subterráneo para facilitar la llegada de los clientes (las negociaciones se llevaron a cabo con el concejal Angel Matanzos, antiguo carnicero de la Cebada). El parking fue inaugurado en 1992, pero la situación comercial no mejoro y aisló aún más la plaza al romper la conexión con la calle Toledo y el mercado continuo perdiendo clientes y comerciantes. En 1997 los comerciantes intentaron volver a tomar las riendas y que el mercado volviera a ser aquel espacio de intercambio económico y social que fue, para ello iniciaron una serie de cambios los cuales no cuajaron del todo. Hoy, tanto el mercado como la plaza, se encuentran en una pésima situación tras una historia que se ha escrito desde los condicionantes sociales, culturales y económicos de la ciudad y la actividad comercial. El mercado pasó de ser "Central" a ser simplemente un gran mercado de barrio. Los cambios en las costumbres de compra, así como la aparición de otros mecanismos de abasto en la ciudad ha hecho que a comienzos del siglo XXI el espacio que ocupa el mercado ya no esté tan justificado. Es por esta razón por la que en virtud del Plan Especial de Mejora, Definición y Asignación de los Usos Dotacionales de la plaza, la Junta de Gobierno de Madrid aprueba su reacondicionamiento de la plaza de la Cebada a partir de octubre de 2009. Figura 28 - MERCADO DE LA CEBADA – 1958-2010
  46. 46. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 46 En los últimos años se decidió convocar un concurso para rehabilitar el mercado y construir un nuevo edificio con programa deportivo y comercial. Ya llegó la demolición del polideportivo de la Latina, dejando al distrito centro sin piscina municipal y dejando un enorme vacío en la ciudad. La crisis paró las obras previstas y las vallas de obras que rodean el solar han pasado a formar parte del escenario de la Latina. El pasado 2011 se recalificó el solar y el mercado, un paso más para la privatización de este espacio donde se supone que se construirá un nuevo centro comercial, haciendo caso omiso a la historia y la opinión de las personas que día a día viven y trabajan en el entorno de la Cebada, pensando con criterios de crecimiento económico y no de desarrollo urbano o social. El desarrollo de la nueva propuesta para el mercado de la Cebada será comentado más adelante en ese trabajo. Figura 29 - MERCADO DE LA CEBADA 20111
  47. 47. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 47  LOCALIZACIÓN Y ENTORNO: Sobre la ubicación de la construcción original del siglo XIX, se levantó en 1962 el nuevo mercado de la Cebada, que continuó constituyendo una referencia social y comercial de la vida del barrio La Latina. Por la riqueza del entorno en el que se enmarca y por la variedad y calidad de la oferta agroalimentaria. El Mercado de La Cebada está situado en el sitio que históricamente fue centro comercial del abastecimiento alimenticio de Madrid, donde los puestos de venta casi se improvisaban a diario y donde el trueque y el cambio eran moneda oficial dominante. Es uno de los mercados de abastos más grandes de Madrid y se encuentra situado en la Plaza de la Cebada (número 15), en el Barrio de la Latina.  USOS Y ADMINISTRACIÓN: El edificio posee dos plantas de uso comercial, con tiendas diversas de carnicería, pescaderías, charcutería, dentro otras. A estos espacios se añade una planta destinada a almacenes y aparcamiento (392 plazas de aparcamiento). Las instalaciones funcionan en régimen de concesión administrativa ya desde el año 1991 y es encargado de ello la Cooperativa de Comerciantes.
  48. 48. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 48  ARQUITETURA – TIPOLOGIA CONSTRUCTIVA, MATERIALES La construcción y comercialización de los mercados de La Cebada y Los Mostenses, fue adjudicada al empresario Mariano la Ripa. En 1868, su arquitecto - don Mariano Calvo y Pereira - proyectó llevó a cabo el diseño y proyección de los dos edificios. En ambos, el hierro y sus estructuras eran los protagonistas arquitectónicos. Sus obras comenzaron en el año de 1870, acabando antes el de Los Mostenses (dado que su tamaño era menor). Las dos plazas elegidas para asiento de los nuevos mercados fueron: una, la que abrieron los franceses en 1810 al demoler "la parte vieja del convento de los Mostenses" y, otra, la irregular plazuela de la Cebada, testigo de la ejecución de Riego. Ambos mercados, cuya primera piedra se colocó en junio de 1870, llevaron un ritmo paralelo en su construcción, si bien el de la Cebada se inauguró antes, el 11 de Junio de 1875,con asistencia de Alfonso XII, la princesa de Asturias y el Alcalde de Madrid, cargo que por entonces desempeñaba Toreno. Así, pues, tanto el mercado de la Cebada como el de los Mostenses, si bien debían su diseño a Calvo y Pereira, su inspiración y la procedencia del material ya preparado para su colocación, eran netamente franceses. El de los Mostenses, que era prácticamente igual al de la Cebada, se terminaría algunos meses después. La diferencia fundamental entre uno y otro era el perímetro de su planta, ya que el interior se solucionaba de la misma forma, al aplicar módulos prefabricados iguales. Figura 30 - PLANTAS - MERCADO DE LOS MONSTENSES Y DE LA CEBADA
  49. 49. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 49 El aumento de la población madrileña y las necesidades sanitarias derivadas de ella, hicieron que las autoridades municipales se plantearan un plan de servicios para Madrid, dentro del cual la edificación de nuevos mercados era uno de los puntos fuertes. Con una superficie de más de 6000 m2, repartida entre 91 locales, el nuevo mercado - sin duda más funcional en todos sus aspectos - consta de cuatro plantas, dos bajo suelo y dos de uso comercial. De las dos bajo suelo, una está dedicada a aparcamiento de coches y otra a almacén de alimentos. Seis cubiertas abovedadas cierran el edificio, cobrando la de la entrada principal más notoriedad al ser la más vistosa. Figura 31 - PLANOS DEL MERCADO DE LA CEBADA
  50. 50. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 50  ANALISIS CRÍTICA Hasta hace cuatro años, el Mercado de la Cebada contaba con una piscina y gimnasio municipal, infraestructuras éstas que fueron demolidas. El 28 de julio de 2011, la Junta de Gobierno del Ayuntamiento de Madrid aprobó la demolición del actual mercado de la Cebada con el fin de crear un Centro comercial privado, junto a una piscina y gimnasio, que serán también gestionados con ánimo de lucro que va a llamar “Parque- mirador”, proyecto vencedor de un concurso internacional de arquitectura, en el que la solución vencedora fue la del estudio Rubio & Álvarez-Sala, formado por los arquitectos Carlos Rubio Carvajal y Enrique Álvarez-Sala. Figura 32 - PROPUESTA DE REFORMA La última propuesta aprobada inicialmente después del trámite de información pública, vuelve a presentarse con importantes novedades y sustanciales mejoras. La principal, es la incorporación de un Parque Público de 4.200 m2 sobre la cubierta. El parque-mirador, situado en la cubierta del nuevo edificio que sustituirá al mercado de La Cebada, será un espacio silencioso que abrirá nuevas perspectivas visuales sobre la ciudad. Dispondrá de pradera, árboles, juegos infantiles y terraza-restaurante, y su mantenimiento se realizará mediante un sistema de recuperación del agua de lluvia. El nuevo jardín público en altura, será fácilmente accesible desde la calle e incluso constará de zonas estanciales, puntos gastronómicos de vanguardia, observatorios, columpios, aspirando a convertirse en un espacio único de referencia. La propuesta pone el acento en la accesibilidad universal a todos los espacios del centro y al parque elevado, para lo cual se dispondrán rampas mecánicas a nivel de calle, a modo de prolongación de las zonas peatonales; además contará con ascensor.
  51. 51. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 51 Figura 33 - IMAGEN AÉREA DE LA NUEVA PROPUESTA DEL MERCADO DE LA CEBADA El edificio y su “Cubierta-Parque-Mirador-Público” quiere evocar al mundo cromático, pautado, geométrico y ondulante de la Cebada y sus campos de labor; creando un espacio único y un pulmón verde en el centro de Madrid. El centro polivalente contendrá el polideportivo y los servicios terciarios previstos, y presidirá la nueva plaza de la Cebada. Figura 34 - PLANO PROPUESTO PARA EL NUEVO MERCADO DE LA CEBADA
  52. 52. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 52 En total se crearán 8.075 metros cuadrados de zonas verdes, de los cuales, 3.215 metros cuadrados se sitúan a pie de calle en la zona central junto a los accesos del nuevo edificio. Por otra parte, la plaza ganará espacio estancial al convertir en peatonal la zona situada entre las calles de Toledo y Humilladero. El nuevo edificio tendrá tres plantas sobre rasante. El polideportivo público contará con 8.924 metros cuadrados, lo que supondrá un incremento de la superficie destinada a uso deportivo de 3.524 metros cuadrados con respecto a la contemplada en el Plan General. En el ámbito existía una piscina cubierta que fue demolida en 2009 por no encontrarse el edificio en el estado adecuado para este uso. Desde febrero de 2011 existe un acuerdo con las asociaciones de vecinos para desarrollar provisionalmente actividades cívicas y culturales en este solar. Figura 35 - ACTUAL MERCADO DE LA CEBADA (A LA IZQUIERDA), PROPUESA (A LA DERECHA) En cuanto al espacio destinado a usos terciarios, tendrá una edificabilidad de 13.500 metros cuadrados. El nuevo proyecto traslada las dársenas de carga y descarga al segundo sótano, de forma que el primer sótano podrá acoger usos comerciales, al igual que las plantas superiores. El edificio podrá contar con hasta cuatro plantas subterráneas, y solamente en las tres primeras tendrá 722 plazas de aparcamiento para dotación de los edificios, de residentes en la zona y de rotación. El diseño unitario ha puesto el acento en la sostenibilidad y funcionalidad. El nuevo edificio permite integrar los diferentes usos en sus distintas plantas, constituyendo un centro de actividad económica que supondrá un menor coste de mantenimiento y una mayor eficiencia energética, al compartir servicios dentro del mismo edificio. La remodelación afecta al ámbito denominado "Plaza de la Cebada-Plaza de San Francisco", cuya superficie total suma 19.631 metros cuadrados, de los cuales 17.655 metros cuadrados pertenecen a la plaza de la Cebada y 1.976 a la parcela situada en la carrera de San Francisco nº 4, utilizada por el colegio público la Paloma, en la que será posible realizar un nuevo equipamiento al servicio del ámbito con una edificabilidad máxima de 3.162 metros cuadrados.
  53. 53. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 53 Figura 36 - ACTUAL MERCADO DE LA CEBADA (A LA IZQUIERDA), PROPUESA (A LA DERECHA) La modificación del Plan General aprobada inicialmente en 28 de julio de 2011 permitía, mediante un modelo de colaboración público-privada, la autofinanciación de la propuesta ganadora del concurso de ideas convocado por el Ayuntamiento. Dicha modificación introdujo en la zona de actuación nuevos usos de servicios terciarios, así como usos complementarios. El modelo de autofinanciación supone que el adjudicatario deberá costear la ejecución material de las obras de urbanización necesarias, y la construcción del centro polivalente, de forma que al Ayuntamiento no le supondrá ningún coste la actuación. Un nuevo modelo de gestión que respeta los derechos de los actuales concesionarios del mercado de La Cebada. El periodo de participación pública de la modificación del Plan General ha permitido, gracias a las alegaciones y sugerencias presentadas, considerar aportaciones que, tras su oportuno estudio y valoración por los servicios técnicos municipales, se han incorporado a la propuesta inicial por cuanto suponen una cualificación de la misma. Por otra parte, durante el período transcurrido desde la aprobación inicial de la modificación del Plan General, el Ayuntamiento, ha realizado las presentaciones y solicitudes de informe favorable necesarios a los órganos competentes en las materias de protección del Patrimonio Histórico y de protección Ambiental de la Comunidad de Madrid. La ejecución material de las obras está condicionada a la culminación de la tramitación administrativa de la modificación del Plan General ahora en marcha, así como del correspondiente concurso de concesión administrativa para la gestión del ámbito. Todos los esfuerzos municipales están concentrados ahora en el desarrollo de los trabajos necesarios para la preceptiva y necesaria modificación del Plan General, de modo que su aprobación definitiva por parte de la Comunidad de Madrid pueda producirse a finales de este mismo año. La nueva ordenación prevista en la Plaza de la Cebada y su entorno, supondrá un importante impulso para la actividad económica de esta zona singular de Madrid. La degradación de la situación actual dejará paso a una oferta de servicios terciarios y a una sustancial mejora de la habitabilidad del distrito, que verá aumentadas las superficies
  54. 54. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 54 dedicadas a zonas verdes, dotaciones públicas y equipamientos deportivos, respecto a los parámetros contemplados en el vigente Plan General. Por otro lado, la privatización de las instalaciones públicas supone la pérdida de un edificio singular y la imposibilidad de dotar al barrio de infraestructuras públicas demandadas por los vecinos y vecinas, tales como instalaciones deportivas, sanitarias y socioeducativas. Además, la sustitución del mercado caracteriza un ataque directo a la subsistencia económica de los pequeños comerciantes que tienen sus negocios en el Mercado de La Cebada, los cuales llevan años padeciendo el intencionado abandono del edificio, por parte de los responsables municipales. La declarada apuesta por un modelo neoliberal de los espacios públicos, que prima el interés privado al colectivo, que reduce las dotaciones municipales en beneficio de un modelo especulador, preocupado únicamente en generar atracciones turísticas, tales como los mercados de San Miguel o San Antón, en lugar de crear y mantener instalaciones que mejoren la calidad de vida de los vecinos y vecinas de los barrios del centro de Madrid. Algunos grupos defienden que anulen el Acuerdo de la Junta de Gobierno, en el que se aprueba una modificación puntual del Plan General con el objetivo de hacer viable el proyecto de renovación del Mercado de La Cebada y exigen que se renueven y reformen el actual Mercado de la Cebada, manteniendo las actuales condiciones de cesión administrativa que actualmente disfrutan los comerciantes del Mercado de la Cebada. El proyecto de renovación del mercado es una propuesta de intervención arquitectónica que respeta el volumen y la configuración estructural del edificio preexistente y trata de ser relativamente moderada y económicamente viable. La justificación de la propuesta se basa en lo siguiente: 1) Es evidente el interés de la configuración estructural del edificio, con sus seis características bóvedas de hormigón armado; 2) Los usos que tradicionalmente han albergado el Mercado de La Cebada y la Piscina Municipal adyacente (y algunos más recientes, posteriores a la demolición de ésta) son necesarios en el barrio en el que el edificio se inscribe; 3) Lo anterior no excluye la introducción de un nuevo uso, el de Centro Comercial, y la ampliación del uso de Aparcamiento, aspectos que pueden resultar decisivos para la viabilidad de la operación. Se propone dividir el edificio preexistente en tres sectores, de superficies equivalentes y cubiertos por dos bóvedas cada uno, para albergar los usos de Piscina, Mercado y Centro Comercial (de Oeste a Este), creando en cada sector una nueva “entreplanta de accesos” para resolver éstos adecuadamente. En las dos plantas subterráneas de aparcamiento no se intervendría prácticamente. El uso específico de Mercado, sin ser eliminado, se reduciría de modo significativo, incorporando el nuevo uso de Centro Comercial, de acuerdo con la evolución del comercio, y se recuperaría el desaparecido uso de Piscina. Los espacios resultantes aprovecharían al máximo la altura y belleza de las bóvedas de hormigón. En cuanto a las fachadas, se propone igualar la Fachada Sur a
  55. 55. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 55 la Norte, aumentando los acristalamientos y duplicando los accesos, a efectos de evitar la condición de “trasera” de la Fachada Sur y de conseguir la mayor transparencia y apertura al exterior del edificio. Figura 37 - PLANOS DE ROFORMA DEL MERCADO DE LA CEBADA En el solar de la antigua Piscina Municipal, hoy denominado “Campo de Cebada” se construiría una edificación singular que constaría de dos plantas subterráneas de Aparcamiento (la inferior podría conectarse con la correspondiente del edificio preexistente), un Teatro Romano (cubierto por un velarium o toldo desmontable) con capacidad para 1.300 espectadores, y un Area de Actividades Diversas, herederas de las que han tenido lugar allí en los últimos tiempos; bajo la cávea del teatro se situarían los camerinos, vestuarios y almacenes necesarios para ellas. Las superficies construidas aproximadas que resultan de esta propuesta son las siguientes: Piscina, 3.960 m2; Mercado, 3.540 m2; Centro Comercial, 3.690 m2; Edificación del Campo de Cebada, 1.460 m2; Nuevo Aparcamiento, 4.740 m2. En total, 17.390 m2. La superficie útil del Area de Actividades Diversas sería de 910 m2.
  56. 56. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 56 5.4.2 MERCADO DE SAN ANTON  HISTORIA: La zona donde hoy es el mercado de San Antón tenía un mercadillo de cajones de madera al aire libre en el siglo XIX que era denominado de "San Antón” por encontrarse junto a la parroquia de San Antón (anexa a las Escuelas Pías). Debido al mal olor de las calles el ayuntamiento de Madrid cedió un solar para la construcción de un mercado en la manzana aledaña, entre la calle Barbieri y Liberdad. Figura 38 - MERCADILLO DE CAJONES DE MADERA El primer edificio se construye bajo el mandato del consistorio madrileño y se inaugura en el año 1945 bajo el proyecto del arquitecto Carlos de la Torre y Costa, al acto asiste el alcalde Alberto Alcocer en su segunda investidura. Fue construido en hormigón y se recorrió al continuo uso de pilares para disminuir la utilización de acero, un metal que era muy difícil de conseguir por escasez y precio debido a la situación económica de la Europa. A pesar de ello, el mercado gozaba de gran popularidad y se convirtió de nuevo en una plaza pública de encuentro donde los vecinos se daban cita diariamente. El mercado tiene una evolución de auge y declive a lo largo de diversas épocas del siglo XX, unidas a la evolución del Barrio y de los hábitos de consumo. A comienzos de los años 70 la vida del barrio comenzó a degradarse, dando su peor momento en los años 90. El mercado fue testigo de la desaparición del comercio e no pudo evitar las grandes expansiones urbanas. A pesar de su buena ubicación, presentaba deficiencias estructurales, funcionales y de accesibilidad. Desde su apertura en 1945 no había sido reformado y su actividad comercial estaba en franco declive (en el momento de su demolición julio 2007 sólo estaban ocupados 6 de sus 38 puestos).
  57. 57. LOS MERCADOS DE MADRID | Mercados de Madrid. Estudios de Caso. 57 Figura 39 - ANTIGUO MERCADO ( A LA IZQUIERDA), NUEVO MERCADO ( A LA DERECHA) Para ello derriba el viejo Mercado en 2007 e inicia la construcción del nuevo. Siguiendo el modelo mixto se diseñan espacios de puestos de venta y lugares de restauración. En mayo de 2011 se inaugura el nuevo mercado con un edificio renovado. Se ofrecen en esta renovación nuevos servicios como restaurantes, bares con terrazas, salas de exposiciones.  LOCALIZACION Y ENTORNO: La zona donde se ubica el nuevo Mercado de San Antón se caracteriza urbanísticamente por tener uno de los tejidos de viviendas más homogéneos de Madrid. Viviendas antiguas, propias del último tercio del siglo XIX, muy al gusto de la época, con sus balcones, librillos, fraileros y revocos color ocre, albero y oro. El Mercado de San Antón se encuentra ubicado en el barrio de Justicia, junto a la plaza de Chueca, a medio camino entre la Gran Vía, la calle Fuencarral y el paseo de Recoletos. Figura 40 - LOCALIZACIÓN MERCADO DE SAN ANTON

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