DISPEPSIA, GASTRITE, ÚLCERA PÉPTICA E CA DE
ESTÔMAGO
Merson Almeida e Tâmara Biqüiba
Salvador-BA, 22 de outubro de 2015
F.N.S., 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador.
Queixa-se de má digestão e dor no e...
• 52 anos, homem, branco,
casado, comerciário,
procedente de Ipirá-Ba,
lavrador.
• Má digestão e epigastralgia
há 8 meses....
Má digestão
• Desconforto em abdome
superior.
• Causas: dispepsia;
gastroparesia.
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• Sensação de dor ou desconforto esporádico ou persistente na
parte superior do abdome;
• Orgânica ou funcional.
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• 52 anos, homem, branco,
casado, comerciário,
procedente de Ipirá-Ba,
lavrador.
• Má digestão e epigastralgia
há 8 meses....
• 52 anos, homem, branco,
casado, comerciário,
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lavrador.
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DISPEPSIA ORGÂNICA
Úlcera péptica,
pancreatite, gastrite,
DRGE, colelitíase,
neoplasia...
Causas
Digestivas
DISPEPSIA ORGÂNICA
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digital, teofilina
Causas
Medicamen-
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DISPEPSIA ORGÂNICA
DM, tireoidopatias,
hiperparatireoidismo, DHE,
isquemia coronariana,
colagenoses, Sd. Cushing.
Causas
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Fonte:http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3965
DISPEPSIA FUNCIONAL
Tipo ulcerosa Predomina dor epigástrica
Tipo dismotilidade Predomina alteração de
motilidade
Inespecífica Predominam outro...
• Diagnóstico: anamnese, exame físico, exames
complementares.
Buscar sinais de alarme!
DISPEPSIA
• Perda de peso
• Disfagia
• Febre
• Vômitos freqüentes
• Sangramento
• Anemia
• Icterícia
• Massa palpável e
linfadenopat...
• Perda de peso
• Disfagia
• Febre
• Vômitos freqüentes
• Sangramento
• Anemia ??
• Icterícia ??
• Massa palpável e
linfad...
Diagnóstico:
• HC;
• Bioquímica;
• Sangue oculto nas fezes;
• USG abdome;
• Protoparasitológico de
fezes com Baerman.
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Diagnóstico:
• Provas motoras: dismotilidade
• Estudo do esvaziamento gástrico
• Manometria: distúrbios motores complexos
...
CONDUTA
SINAIS DE
ALARME
IDADE SIM NÃO
< 45 anos EDA Prova
terapêutica
> 45 anos EDA EDA
Tratamento não medicamentoso:
• Descontinuação de AINEs
• ↓ cafeína
• Cessação do etilismo e tabagismo
• Evitar certos ali...
Tratamento Medicamentoso:
• Dispepsia tipo ulcerosa: antiácido ou
bloqueador H2;
• Dispepsia tipo dismotilidade: procinéti...
Classe Medicamento
Bloqueadores H2 Cimetidina 800mg/dia
Ranitidina 300mg/dia
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CONDUTA
SINAIS DE
ALARME
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< 45 anos EDA Prova
terapêutica
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• Catalase, oxidase e urease x inflamação;
• Gastrite, úlcera, adenocarcinoma e linfoma
MALT.
H. pylori
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aumenta:
• Com a idade;*
• Na classe socioeconômica mais
baixa;
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• Diagnóstico:
Métodos invasivos: EDA com biópsia, cultura,
teste da urease e PCR;
Métodos não-invasivos: teste respirat...
INDICAÇÕES PARA PESQUISA
• Úlcera péptica duodenal
• Úlcera gástrica
• Duodenite erosiva
• Pregas gástricas hipertrofiadas...
ERRADICAÇÃO
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claritromicina 500mg 2x/dia;
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INDICAÇÕES PARA ERRADICAÇÃO
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• Linfoma MALT
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CONDUTA
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• Dispepsia ou não;
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Tratamento:
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• Risco:
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• Dispepsia inespecífica
• Úlcera péptica
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• São mais frequentes com o avançar da idade;
• Tabagismo e etilismo são fatores de risco.
• Diagnóstico:
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• Tratamento:
IBP;
Erradicação do H. pylori;
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que não resolve com a EDA, ...
CONDUTA
SINAIS DE
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• Má digestão e
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• Uso de anti-
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• Plenitude gástrica.
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Aguda ou Crônica
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PERDA DE PESO
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vômito ou dor
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PARASITOSESE INTESTINAIS
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ESTRONGILOIDÍASE
• Strongyloides stercolaris;
• Inicialmente alterações cutâneas,
secundárias à penetração das larvas;
• C...
DIARREIA e OBSTIPAÇÃO
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É uma doença comum crônica
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CÂNCER GÁSTRICO
• Sintomas na fase inicial são
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CÂNCER GÁSTRICO
• O Ca gástrico tem
se tornado cada
vez mais proximal.
CÂNCER GÁSTRICO
• Classificação de Lauren (1965):
Tipo intestinal
• Mais comum no Brasil
• Antro
• Homens 55 - 60
• Bem di...
CÂNCER GÁSTRICO
• 52 anos;
• Homem;
• Má digestão e
epigastralgia há 8
meses;
• Uso de anti-
inflamatórios;
• Plenitude gástrica.
PERDA DE...
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
• Perda ponderal;
• Dor epigástrica;
• Náusea;
• Anorexia
• Disfagia;
• Melena;
• Plenitude gástric...
EXAME FÍSICO
• Massa abdominal palpável;
• Linfonodo de Virchow;
• Linfonodo da irmã Maria José;
• Prateleira de Blumer;
•...
CÂNCER GÁSTRICO
Diagnóstico:
• EDA:
– Biópsia + exame citológico (precisão diagnóstica de
98%);
– Classificação de Borrman...
TRATAMENTO
Cirurgia Curativa
•Única chance de cura
•20-50% doença avançada
•Ausência de metástases e
alto risco de comorbi...
ESTADIAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO
• Exame clínico:
– Sinais de metástases à distância, contraindicam a
cirurgia curativa;
• Exam...
TRATAMENTO
Cirurgia Curativa
•Única chance de cura
•20-50% doença avançada
•Ausência de metástases e
alto risco de comorbi...
Obrigado
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  • Anorexia – perda de apetite
  • Acalasia – Perda da capacidade de relaxamento
    de um músculo ou esfíncter. Doença caracterizada
    pela diminuição do peristaltismo do
    esôfago. Há dificuldade de passagem dos alimentos
    para o estômago, portanto, estes permanecem
    mais tempo no esôfago, o qual aumenta
    de diâmetro.
  • CICLO DE LOSS: Larva livre na luz do TGI penetra ativamente na mucosa (ceco) ganhando a circulação venosa e encaminhando-se aos pulmões. Depois deglutidas com as secreções respiratórias;
  • Aula 32 - Dispepsia, úlcera péptica e CA de estômago

    1. 1. DISPEPSIA, GASTRITE, ÚLCERA PÉPTICA E CA DE ESTÔMAGO Merson Almeida e Tâmara Biqüiba Salvador-BA, 22 de outubro de 2015
    2. 2. F.N.S., 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. Queixa-se de má digestão e dor no estômago há 8 meses. O paciente relata ter sido "sadio e forte" até oito meses atrás, quando passou a apresentar intensa dor em região epigástrica após uso de anti-inflamatórios, continuo, por 6 meses. Há aproximadamente cinco meses, começou a sentir sensação de plenitude gástrica, mesmo após refeições ligeiras, e discreta dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação e que, progressivamente, se tornou contínua, porém suportável. Passou a apresentar anorexia, percebendo perda de peso de 8 kg desde o início dos sintomas. Há quatro meses, procurou um posto de saúde, quando, sem que o tivessem examinado, lhe foram prescritos vermífugo e vitaminas. Há 2 meses vem tendo quadro de diarreia persistente associado a períodos de constipação. Sem obter melhora e apresentando astenia intensa, que o impedia de trabalhar, com perda de peso de mais 1,5 kg, procurou outro médico, que, após examiná-lo, o internou. Permaneceu sete dias internado, recebendo soro com vitaminas (sic). Por ocasião da alta, foi informado sobre a necessidade de submeter-se à radiografia do estômago em outro serviço, visto que o aparelho do hospital estava com defeito. Tabagista de vinte cigarros/dia desde os 16 anos. Diariamente, tomava um aperitivo (cachaça) por dia antes do almoço. Condições de alimentação e moradia irregulares. Faz uso de água de poço.
    3. 3. • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação INTRODUÇÃO
    4. 4. Má digestão • Desconforto em abdome superior. • Causas: dispepsia; gastroparesia. • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação INTRODUÇÃO
    5. 5. • Sensação de dor ou desconforto esporádico ou persistente na parte superior do abdome; • Orgânica ou funcional. DISPEPSIA CRITÉRIOSDEROMAIII Sensação de plenitude pós-prandial Saciedade precoce Dor epigástrica ou queimação Pirose retroesternal não deve ser rotulada como dispepsia
    6. 6. • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação DISPEPSIA
    7. 7. • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação DISPEPSIA Dispepsia • Prevalência menor em idosos; • Discretamente maior no sexo M; • Doenças orgânicas → dispepsia em pacientes com 50 anos ou mais. Tabagismo e etilismo são fatores de risco para dispepsia
    8. 8. DISPEPSIA ORGÂNICA Úlcera péptica, pancreatite, gastrite, DRGE, colelitíase, neoplasia... Causas Digestivas
    9. 9. DISPEPSIA ORGÂNICA AINEs, ATBs orais, digital, teofilina Causas Medicamen- tosas • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação
    10. 10. DISPEPSIA ORGÂNICA DM, tireoidopatias, hiperparatireoidismo, DHE, isquemia coronariana, colagenoses, Sd. Cushing. Causas Não- Digestivas
    11. 11. Fonte:http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3965 DISPEPSIA FUNCIONAL
    12. 12. Tipo ulcerosa Predomina dor epigástrica Tipo dismotilidade Predomina alteração de motilidade Inespecífica Predominam outros sintomas DISPEPSIA FUNCIONAL
    13. 13. • Diagnóstico: anamnese, exame físico, exames complementares. Buscar sinais de alarme! DISPEPSIA
    14. 14. • Perda de peso • Disfagia • Febre • Vômitos freqüentes • Sangramento • Anemia • Icterícia • Massa palpável e linfadenopatia • História familiar de Câncer do TGI • Mudança no padrão dos sintomas • Cirurgia gástrica prévia SINAIS E/OU SINTOMAS DE ALARME
    15. 15. • Perda de peso • Disfagia • Febre • Vômitos freqüentes • Sangramento • Anemia ?? • Icterícia ?? • Massa palpável e linfadenopatia ?? • História familiar de Câncer do TGI ?? • Mudança no padrão dos sintomas • Cirurgia gástrica prévia ?? SINAIS E/OU SINTOMAS DE ALARME > 45 anos
    16. 16. Diagnóstico: • HC; • Bioquímica; • Sangue oculto nas fezes; • USG abdome; • Protoparasitológico de fezes com Baerman. DISPEPSIA SINAIS DE ALARME IDADE SIM NÃO < 45 anos EDA Prova terapêutica > 45 anos EDA EDA Não existe causa orgânica? Considere dispepsia funcional!
    17. 17. Diagnóstico: • Provas motoras: dismotilidade • Estudo do esvaziamento gástrico • Manometria: distúrbios motores complexos • Eletrogastrografia: vômitos frequentes • pHmetria: pesquisa de DRGE • Profissionais especializados: somatização DISPEPSIA EREED
    18. 18. CONDUTA SINAIS DE ALARME IDADE SIM NÃO < 45 anos EDA Prova terapêutica > 45 anos EDA EDA
    19. 19. Tratamento não medicamentoso: • Descontinuação de AINEs • ↓ cafeína • Cessação do etilismo e tabagismo • Evitar certos alimentos • Mudanças no ritual alimentar DISPEPSIA
    20. 20. Tratamento Medicamentoso: • Dispepsia tipo ulcerosa: antiácido ou bloqueador H2; • Dispepsia tipo dismotilidade: procinéticos; • Terapia empírica 4-12 semanas • Casos refratários: bloqueadores H2 ou IBPs. DISPEPSIA
    21. 21. Classe Medicamento Bloqueadores H2 Cimetidina 800mg/dia Ranitidina 300mg/dia Famotidina 40mg/dia Inibidores de Bomba de Prótons Omeprazol 40mg/dia Pantoprazol 40mg/dia Esomeprazol 40mg/dia Procinéticos Bromoprida 60mg/dia Domperidona 80mg/dia Metoclopramida Ondansetron 4mg/dia Eritromicina 2g/dia Antiácidos Hidróxido de Alumínio Hidróxido de Magnésio Protetor de mucosa Misoprostol 400mg/dia Antiulceroso Sucralfato 4g/dia Antidepressivos Amitriptilina 50mg/dia Nortriptilina
    22. 22. CONDUTA SINAIS DE ALARME IDADE SIM NÃO < 45 anos EDA Prova terapêutica > 45 anos EDA EDA • Descontinuar AINE • Medidas dietéticas • Medidas comportamentais • Bloqueador H2, antiácidos, procinéticos
    23. 23. • Catalase, oxidase e urease x inflamação; • Gastrite, úlcera, adenocarcinoma e linfoma MALT. H. pylori
    24. 24. A prevalência da infecção aumenta: • Com a idade;* • Na classe socioeconômica mais baixa; • Quanto maior a promiscuidade; • Com grande nº de indivíduos compartilhando a mesma casa. H. pylori • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação
    25. 25. • Diagnóstico: Métodos invasivos: EDA com biópsia, cultura, teste da urease e PCR; Métodos não-invasivos: teste respiratório, sorologia e pesquisa de antígeno fecal. H. pylori
    26. 26. INDICAÇÕES PARA PESQUISA • Úlcera péptica duodenal • Úlcera gástrica • Duodenite erosiva • Pregas gástricas hipertrofiadas • Suspeita de linfoma H. pylori
    27. 27. ERRADICAÇÃO • IBP (dose-padrão) + amoxicilina 1g + claritromicina 500mg 2x/dia; • 7 dias; • Controle 8 semanas após. H. pylori
    28. 28. INDICAÇÕES PARA ERRADICAÇÃO • Úlcera gastroduodenal • Linfoma MALT • Gastrite • Pacientes de risco para úlcera que utilizarão AINEs cronicamente • Pacientes com história de úlcera/HDA que utilizarão AINEs cronicamente • Indivíduos em risco para CA gástrico • Pós-cirurgia de câncer gástrico • Pré-operatório de cirurgia bariátrica. H. pylori
    29. 29. CONDUTA SINAIS DE ALARME IDADE SIM NÃO < 45 anos EDA Prova terapêutica > 45 anos EDA EDA • Descontinuar AINE • Medidas dietéticas • Medidas comportamentais • Bloqueador H2, antiácidos, procinéticos • IBP+amox+claritromicina??
    30. 30. c • Dispepsia; • Gastropatia; • Úlcera péptica. • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação AINEs
    31. 31. c • Aguda ou crônica; • Dispepsia ou não; • Sangramento digestivo alto ou não; • Associado a petéquias, erosões e úlceras gástricas, porém sem inflamação. GASTROPATIA POR AINEs
    32. 32. c Tratamento: • Suspender AINE; • IBP; • Erradicar H. pylori se o paciente precisar do AINE. GASTROPATIA POR AINEs AINE • PGG2 → proteção contra lesão e regeneração epitelial.
    33. 33. cÚLCERA PÉPTICA
    34. 34. cÚLCERA PÉPTICA
    35. 35. cÚLCERA PÉPTICA
    36. 36. c • Risco: Úlcera prévia; > 60 anos; Aumento da dose; Uso prolongado; Co-administração com corticosteróides. ÚLCERA PÉPTICA POR AINEs
    37. 37. • Dispepsia tipo ulcerosa • Dispepsia inespecífica • Úlcera péptica  Gástrica: Dor com a ingesta de alimentos ;  Duodenal: Melhora da dor após ingesta alimentar. • 52 anos, homem, branco, casado, comerciário, procedente de Ipirá-Ba, lavrador. • Má digestão e epigastralgia há 8 meses. • Dor epigástrica após prolongado uso de anti- inflamatórios. • Plenitude gástrica. • Dor epigástrica, sem irradiação, que melhorava com a alimentação ÚLCERA PÉPTICA POR AINEs Epigastralgia que tem relação com alimentação
    38. 38. • São mais frequentes com o avançar da idade; • Tabagismo e etilismo são fatores de risco. • Diagnóstico: EDA ÚLCERA PÉPTICA POR AINEs
    39. 39. • Tratamento: IBP; Erradicação do H. pylori; Cirurgia (intratabilidade clínica, sangramento que não resolve com a EDA, perfuração ou obstrução). ÚLCERA PÉPTICA POR AINEs
    40. 40. CONDUTA SINAIS DE ALARME IDADE SIM NÃO < 45 anos EDA Prova terapêutica > 45 anos EDA EDA • Descontinuar AINE • Medidas dietéticas • Medidas comportamentais • Bloqueador H2, antiácidos, procinéticos • IBP+amox+claritromicina ?? • Cirurgia ??
    41. 41. • 52 anos; • Homem; • Má digestão e epigastralgia há 8 meses; • Uso de anti- inflamatórios; • Plenitude gástrica. “Passou a apresentar anorexia, percebendo perda de peso de 8 kg desde o início dos sintomas”. PERDA DE PESO
    42. 42. PERDA DE PESO Aguda ou Crônica (duração) Quantidade total Intencional ou não intencional Aumento ou diminuição do apetite Rápida ou gradual Alteração de atividades físicas Documentada ou não Febre ou suor Anorexia, náusea e vômito Diarreia, esteatorreia e sangue nas fezes Dor abdominal Medicamentos Abuso de álcool ou drogas Sintomas crônicos O que é importante perguntar?
    43. 43. PERDA DE PESO • Existe ganho de peso dos 25 a 60 anos; • > 60 anos o peso tende a diminuir por perda óssea e muscular; • > 5 % do peso em 12 meses; • Raramente único sinal.
    44. 44. PERDA DE PESO • Distúrbios GI crônicos que causam estreitamento ou obstrução progressiva: Disfagia, vômito ou dor pós-prandial PERDA DE PESO • Esôfago: câncer ou acalasia; • Estômago: câncer ou úlcera péptica com obstrução do piloro; • Intestino delgado: doença de Crohn; • Circulação colateral: isquemia mesentérica crônica.
    45. 45. • 52 anos; • Homem; • Má digestão e epigastralgia há 8 meses; • Uso de anti- inflamatórios; • Plenitude gástrica. PERDA DE PESO “Há quatro meses, procurou um posto de saúde, quando, sem que o tivessem examinado, lhe foram prescritos vermífugo e vitaminas. Há 2 meses vem tendo quadro de diarreia persistente associado a períodos de constipação”. PARASITOSES INTESTINAIS DIARREIA e OBSTIPAÇÃO
    46. 46. PARASITOSESE INTESTINAIS Quais você pensaria? Estrongiloidíase Amebíase
    47. 47. AMEBÍASE • Entamoeba histolytica; • É a segunda principal causa de morte por parasito em todo o mundo; • Ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo cistos; • Até 90% assintomáticos; • Os sintomas desde a diarreia com cólicas e aumento dos sons intestinais até a diarreia mais intensa com perda de sangue nas fezes, febre e emagrecimento; • Parasitológico de fezes e sorologia; • Metronidazol, tinidazol, omidazol e secnidazol.
    48. 48. ESTRONGILOIDÍASE • Strongyloides stercolaris; • Inicialmente alterações cutâneas, secundárias à penetração das larvas; • CICLO DE LOSS • SÍNDROME DE LOEFFLER Ascaris lumbricoides Ancylostoma duodenale Necatur americanus Strongyloides stercoralis SÍNDROME DE LOEFFLER: pneumonite, tosse irritativa, dispnéia, broncoespasmo, infiltrados pulmonares migratórios Sintomas abdominais Diarreia Dor abdominal Flatulência Anorexia Náusea Vômitos Dor epigástrica Tríade clássica: diarréia, dor abdominal e urticária Parasitológicos ou Diretos Coprocultura Endoscopia Digestiva Biopsia intestinal Albendazol; Cambendazol; Tiabendazol; e Ivermectina
    49. 49. DIARREIA e OBSTIPAÇÃO • Síndrome do Intestino irritável: É uma doença comum crônica que afeta o intestino grosso Contrações peristálticas alteradas Estresse; alimentos; hormônios. O que você acha? Dor abdominal ou cólicas Sensação de inchaço Gases Diarreia ou constipação - às vezes alternando crises entre os dois problemas Muco nas fezes Tratamento sintomático e melhora da qualidade de vida
    50. 50. • 52 anos; • Homem; • Má digestão e epigastralgia há 8 meses; • Uso de anti- inflamatórios; • Plenitude gástrica. PERDA DE PESO “Sem obter melhora e apresentando astenia intensa, que o impedia de trabalhar, com perda de peso de mais 1,5 kg, procurou outro médico, que, após examiná-lo, o internou. Permaneceu sete dias internado, recebendo soro com vitaminas (sic). Por ocasião da alta, foi informado sobre a necessidade de submeter-se à radiografia do estômago em outro serviço, visto que o aparelho do hospital estava com defeito. Tabagista de vinte cigarros/dia desde os 16 anos. Diariamente, tomava um aperitivo (cachaça) por dia antes do almoço. Condições de alimentação e moradia irregulares. Faz uso de água de poço.” DIARREIA e OBSTIPAÇÃO
    51. 51. • 52 anos; • Homem; • Má digestão e epigastralgia há 8 meses; • Uso de anti- inflamatórios; • Plenitude gástrica. PERDA DE PESO DIARREIA e OBSTIPAÇÃO ASTENIA INTENSA TABAGISTA ETILISTA ALIMENTAÇÃO e MORADIA IRREGULARES
    52. 52. CÂNCER GÁSTRICO • Sintomas na fase inicial são mínimos  procuram assistência médica tarde; • 2 H : 1 M; • 50 – 70 em ambos os sexos; • Adenocarcinoma gástricos – 95%. Com exceção do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Projeções 2014 – Brasil.
    53. 53. CÂNCER GÁSTRICO • O Ca gástrico tem se tornado cada vez mais proximal.
    54. 54. CÂNCER GÁSTRICO • Classificação de Lauren (1965): Tipo intestinal • Mais comum no Brasil • Antro • Homens 55 - 60 • Bem diferenciados • Disseminação hematogênica Tipo difuso • Fundo gástrico, cárdia • Mulheres 40 - 48 • Pouco diferenciado • Difunde-se por contiguidade ou linfático • Pior prognóstico – metástase precoce
    55. 55. CÂNCER GÁSTRICO
    56. 56. • 52 anos; • Homem; • Má digestão e epigastralgia há 8 meses; • Uso de anti- inflamatórios; • Plenitude gástrica. PERDA DE PESO DIARREIA e OBSTIPAÇÃO ASTENIA INTENSA TABAGISTA ETILISTA ALIMENTAÇÃO e MORADIA IRREGULARES MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 62% 52% ANOREXIA 32% 17%
    57. 57. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Perda ponderal; • Dor epigástrica; • Náusea; • Anorexia • Disfagia; • Melena; • Plenitude gástrica. Dor - Constante - Sem irradiação - Não alivia com alimentos - Vômitos: sugerem obstrução antro-pilórica; - Disfagia: invasão do cárdia ou esôfago distal; - Anemia ferropriva: perda crônica; - Perfuração e sangramentos agudos são raros. Metástases – adenocarcinoma gástrico:  Peritônio: ascite;  Fígado: icterícia + dor QSD;  Pulmão: tosse.
    58. 58. EXAME FÍSICO • Massa abdominal palpável; • Linfonodo de Virchow; • Linfonodo da irmã Maria José; • Prateleira de Blumer; • Tumor de Krukenberg; • Hepatomegalia; • Ascite, icterícia e caquexia. ALTERAÇÕES QUE DENOTAM DOENÇA AVANÇADA
    59. 59. CÂNCER GÁSTRICO Diagnóstico: • EDA: – Biópsia + exame citológico (precisão diagnóstica de 98%); – Classificação de Borrmann  implicação prognóstica • Exame radiológico contrastado do estômago
    60. 60. TRATAMENTO Cirurgia Curativa •Única chance de cura •20-50% doença avançada •Ausência de metástases e alto risco de comorbidades •Ressecado com ampla margem de segurança •Fundo gástrico e cárdia  gastrectomia total •Linfadenectomia profilática Terapia Adjuvante •Radioquimioterapia adjuvante pós-cirúrgica Terapia Paliativa • Alívio sintomático • Quimioterapia paliativa • Gastrectomia • Dilatadores e stents • Radioterapia
    61. 61. ESTADIAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO • Exame clínico: – Sinais de metástases à distância, contraindicam a cirurgia curativa; • Exame de sangue: – Hepatograma; hemograma; bioquímica; e albumina; • Radiografia torácica; • EDA; • TC abdominal; • Videolaparoscopia: para certificar que não existem metástases.
    62. 62. TRATAMENTO Cirurgia Curativa •Única chance de cura •20-50% doença avançada •Ausência de metástases e alto risco de comorbidades •Ressecado com ampla margem de segurança •Fundo gástrico e cárdia  gastrectomia total •Linfadenectomia profilática Terapia Adjuvante •Radioquimioterapia adjuvante pós-cirúrgica Terapia Paliativa • Alívio sintomático • Quimioterapia paliativa • Gastrectomia • Dilatadores e stents • Radioterapia A taxa de sobrevida em 5 anos 15-30%
    63. 63. Obrigado

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