Esclerose
Múltipla
 IASMIN LEDO
ISADORA REIS
QUÉZIA TORRES
Caso Clínico
Paciente G.R.F., 23 anos, feminino, procedente de Salvador-BA, compareceu a
UPA do Curuzu com queixas de difi...
Caso Clínico
O que falta no caso ?
Clínica recorrente ?
Fatores de piora e/ou melhora ?
Exames complementares
Suspeit...
Esclerose Múltipla
Quais os principais sinais e sintomas ?
Dificuldade para deambulação
Paresia grau III em MMII esquer...
Esclerose Múltipla
Definição: Doença autoimune , desmielinizante do SNC.
Principais alvos : Cérebro
Tronco Cerebral
Cere...
Esclerose Múltipla
Quadro Clinico
Mais Comum : Remitente-Relapsante
Manifestações Clinicas mais Comuns : - Envolvimento...
Diagnóstico
O principal critério é o envolvimento de duas ou mais áreas
distintas do SNC, com intervalo maior ou igual a ...
Apresentação Clínica Dados Adiciona is Necessários para Diagnóstico
de Esclerose Múltipla
Dois ou mais surtos; evidência c...
Exames Complementares
Ressonância Magnética:
Todos os pacientes
Lesões brilhantes em T2 ou Flair
Forma ovalada
Limite...
Exames Complementares
(LCR):
Não é obrigatório em pacientes com uma apresentação clínica
típica e evidência de doença di...
Exames Complementares
Potenciais evocados:
 Úteis em algumas situações
Menos específicos para EM do que a RM de alta re...
Diagnóstico diferencial
Mielite esquistossomótica ou Mielite associada ao HIV
Os sintomas medulares podem apresentar sem...
Diagnóstico diferencial
A Doença de Lyme
Os sinais neurológicos podem imitar aqueles causados por outras condições, tais...
Neurônio motor
•O neurônio motor caracteriza-se pela distribuição na região anterior da medula e
tronco cerebral desempenh...
Síndrome do Neurônio Motor Superior
•Sincinesias -> Movimentos associados anormais evidenciados no membro deficitário quan...
Síndrome do Neurônio Motor Inferior
•Paralisias -> Segmentar, assimétrica, interessando o grupo muscular inervado pelos ne...
Fisiopatologia do edema
•Definição: Intumescimento palpável produzido pela expansão do
volume de líquido intersticial.
Mecanismos fisiológicos
•Aumento da pressão de filtração capilar:
Aumento da pressão arterial;
Aumento da pressão venosa;
...
Mecanismos fisiológicos
•Diminuição da pressão coloidosmótica capilar:
Ocorre por produção inadequada ou de perda anormal ...
Mecanismos fisiológicos
•Aumento da permeabilidade capilar:
Poros capilares aumentados ou a integridade da parede capilar ...
Mecanismos fisiológicos
•Obstrução do fluxo linfático:
Linfedema.
Fisiopatologia da fadiga
• Definição: sensação de ter exaurido as próprias reservas de energia.
*A base fisiológica da fad...
Mecanismos:
•Esclerose múltipla: Doença desmielinizante do SNC caracterizada por desaceleração da condução nervosa, result...
Farmacologia
Surto : Pulsos de Metilprednisolona
( 1g por dia/ 3 dias)
Crônico : Interferon Beta
Acetato de Glatirâmer
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  1. 1. Esclerose Múltipla  IASMIN LEDO ISADORA REIS QUÉZIA TORRES
  2. 2. Caso Clínico Paciente G.R.F., 23 anos, feminino, procedente de Salvador-BA, compareceu a UPA do Curuzu com queixas de dificuldade de deambulação e diminuição de força no lado esquerdo do corpo. Além disso, associado ao quadro, apresentava borramento visual há 15 dias. Uma semana mais tarde a paciente desenvolveu edema periorbital, secreção conjuntival clara e um rash eritematoso e pruriginoso na face e couro cabeludo. Nos últimos 2 dias um edema doloroso da mandíbula esquerda e dor nos quadris se desenvolveram e o edema facial e o eritema próximo ao olho esquerdo aumentaram. Ao exame : Paciente com dificuldade para deambulação; edema ao redor dos olhos, nariz, orelha esquerda e um rash urticariforme no dorso.. Paresia grau III em MMII esquerdo; Alteração do equilíbrio dinâmico e marcha atáxica; Pupila de Marcos Gamm; hiporreflexia à esquerda.
  3. 3. Caso Clínico O que falta no caso ? Clínica recorrente ? Fatores de piora e/ou melhora ? Exames complementares Suspeita diagnóstica: Esclerose Múltipla
  4. 4. Esclerose Múltipla Quais os principais sinais e sintomas ? Dificuldade para deambulação Paresia grau III em MMII esquerdo Alteração do equilibrio dinâmico Pupila de Marcos Gamm Hiporreflexia à esquerda
  5. 5. Esclerose Múltipla Definição: Doença autoimune , desmielinizante do SNC. Principais alvos : Cérebro Tronco Cerebral Cerebelo Medula Espinhal Nervo Óptico Epidemiologia : Mulheres brancas em idade reprodutiva ( 20 - 40 anos)
  6. 6. Esclerose Múltipla Quadro Clinico Mais Comum : Remitente-Relapsante Manifestações Clinicas mais Comuns : - Envolvimento do 1° Neurônio : -Paresia e Paralisia Espástica - Alterações Oculares : Diminuição da acuidade visual Papilite Diplopia Nistagmo - Alterações psiquiátricas - Sintomas de Uthoff e de Lhermite
  7. 7. Diagnóstico O principal critério é o envolvimento de duas ou mais áreas distintas do SNC, com intervalo maior ou igual a 1 mês entre o surgimento de cada lesão, na ausência de outra explicação para o quadro. REVISÃO DOS CRITÉRIOS DIAGNÔSTICOS DE MCDONALD PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA DE 2005
  8. 8. Apresentação Clínica Dados Adiciona is Necessários para Diagnóstico de Esclerose Múltipla Dois ou mais surtos; evidência clinica objetiva de duas ou mais lesões Nenhum* Dois ou mais surtos; evidência clinica objetiva de uma lesão Disseminação no espaço, demonstrada por: (1) RM+ ou (2) Duas ou mais lesões detectadas por RM compatíveis com EM mais LCR positivo ou (3) Aguardar surto clinico adicional em local diferente Um surto; evidência clinica objetiva de duas ou mais lesões Disseminação no tempo, demonstrada por: (1) RM' ou (2) Segundo surto clinico Um surto; evidência clinica objetiva de uma lesão (apresentação monossintomática; síndrome clinicamente isolada)* (1) Disseminação no espaço, demonstrada por: (a) RM' ou (b) Duas ou mais lesões detectadas por RM compatíveis com EM mais LCR positivo e (2) Disseminação no tempo, demonstrada por: (a) RM ou (b) Segundo surto clinico *Necessário excluir outras causas (p. ex., Tabela 436- 2). LCR =liquido cerebrorraquiano; RM = ressonância magnética; EM =esclerose múltipla
  9. 9. Exames Complementares Ressonância Magnética: Todos os pacientes Lesões brilhantes em T2 ou Flair Forma ovalada Limites nítidos Ausência de efeito de massa Gadolíneo +
  10. 10. Exames Complementares (LCR): Não é obrigatório em pacientes com uma apresentação clínica típica e evidência de doença disseminada na RM A sua avaliação inclui: contagem de células com diferencial dosagem de proteínas total glicose pesquisa de bandas oligoclonais determinação do índice de IgG
  11. 11. Exames Complementares Potenciais evocados:  Úteis em algumas situações Menos específicos para EM do que a RM de alta resolução. Tipos de Potencial evocado: 1- Visual 2- Auditivo 3- Somatossensorial
  12. 12. Diagnóstico diferencial Mielite esquistossomótica ou Mielite associada ao HIV Os sintomas medulares podem apresentar semelhança A EM acomete somente substância branca, e as lesões normalmente não ultrapassam um espaço medular. Infecção inicial pelo vírus HIV, nas vasculites lúpicas ou primárias, na neuro-sífilis O aumento do índice de IgG e a presença de bandas oligoclonais no líquido cefalorraquidiano, sugerem a produção intratecal de anticorpos, e podem ocorrer nas infecções virais
  13. 13. Diagnóstico diferencial A Doença de Lyme Os sinais neurológicos podem imitar aqueles causados por outras condições, tais como esclerose múltipla. O envolvimento cerebral na Doença de Lymechamado de Neuroborreliose tardia pode originar manifestações de doenças desmielinizantes como a EM Deficiência de vitamina B12, neurossífiles ou infecção pelo HIV Apresentam quadros radiológicos semelhantes aos de EM, em alguns casos Na avaliação da doença devem ser realizados alguns exames laboratoriais (exames de anti-HIV e VDRL e dosagem sérica de vitamina B12).
  14. 14. Neurônio motor •O neurônio motor caracteriza-se pela distribuição na região anterior da medula e tronco cerebral desempenhando papel de integração de impulsos de origem do sistema nervoso central e atividade muscular. Para estabelecer determinada função, torna-se necessário uma estrutura aprimorada, de alta atividade metabólica, constituída de um corpo celular, axônio extenso com ramificações dendriticas frequentes sustentadas por um citoesqueleto e porção terminal integrado a junção neuromuscular e músculo esquelético.
  15. 15. Síndrome do Neurônio Motor Superior •Sincinesias -> Movimentos associados anormais evidenciados no membro deficitário quando o paciente executa um movimento com o membro sadio. Ex: a mão do lado hemiplégico se contrai quando o paciente fecha fortemente a mão do lado normal; •Sinal de Babinski -> Extensão do hálux ao estímulo cutâneo plantar; •Exagero do reflexo de automatismo ou de defesa; •Hiper-reflexia profunda; •Espasticidade -> Hipertonia elástica e seletiva. *Esclerose múltipla
  16. 16. Síndrome do Neurônio Motor Inferior •Paralisias -> Segmentar, assimétrica, interessando o grupo muscular inervado pelos neurônios lesados. •Hipotonia -> Aumento da passividade e da extensibilidade musculares. •Arreflexia •Fasciculações -> Pela degeneração e regeneração simultâneas nos músculos comprometidos, com evolução crônica. •Atrofia -> Ocorre na musculatura comprometida, com instalação mais ou menos precoce.
  17. 17. Fisiopatologia do edema •Definição: Intumescimento palpável produzido pela expansão do volume de líquido intersticial.
  18. 18. Mecanismos fisiológicos •Aumento da pressão de filtração capilar: Aumento da pressão arterial; Aumento da pressão venosa; Distensão capilar devido ao aumento do volume vascular.
  19. 19. Mecanismos fisiológicos •Diminuição da pressão coloidosmótica capilar: Ocorre por produção inadequada ou de perda anormal de proteínas plasmáticas, principalmente albumina.
  20. 20. Mecanismos fisiológicos •Aumento da permeabilidade capilar: Poros capilares aumentados ou a integridade da parede capilar danificada
  21. 21. Mecanismos fisiológicos •Obstrução do fluxo linfático: Linfedema.
  22. 22. Fisiopatologia da fadiga • Definição: sensação de ter exaurido as próprias reservas de energia. *A base fisiológica da fadiga inclui fatores como mecanismos diafragmáticos, motores e neurológicos.
  23. 23. Mecanismos: •Esclerose múltipla: Doença desmielinizante do SNC caracterizada por desaceleração da condução nervosa, resultando em fraqueza de membros inferiores e fadiga; • Diminuição da capacidade do sangue de transportar oxigênio (Anemia); •Morte de tecido miocárdico resultando em diminuição do DC, perfusão tissular e do aporte de oxigênio (IAM); •Aumento do trabalho da respiração e comprometimento da troca gasosa (Pneumopatia crônica); •Diminuição da taxa metabólica basal manifestada por fadiga (Hipotireoidismo); •Comprometimento do uso celular de glicose por células musculares ( Diabetes mellitus ).
  24. 24. Farmacologia Surto : Pulsos de Metilprednisolona ( 1g por dia/ 3 dias) Crônico : Interferon Beta Acetato de Glatirâmer

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