Tse 21538

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Resolução do TSE 21.538

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    i am a young lady with a kind and open heart,
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    with. blessing_11111@yahoo.com

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Tse 21538

  1. 1. RESUMO DE ELEITORAL - PARTE 6Alistamento eleitoral: (Resolução TSE 21538/03)CIDADANIA: capacidade de exercício de direito políticos. É própria do nacional e é adquirida através de umato produzido pelo juiz eleitoral, denominado de alistamento (termo inicial da cidadania).O alistamento é ao mesmo tempo qualificação e inscrição. Qualificação porque vai haver uma declaração deque determinada pessoa possui todos os requisitos necessários para o exercício da capacidade eleitoral. Poroutro lado, é inscrição porque a pessoa terá seu nome inscrito no rol de eleitores. Logo, é declaratório econstitutivo ao mesmo tempo.O alistamento eleitoral garante a capacidade eleitoral ativa – direito de votar (ius sufragi).Para a capacidade eleitoral passiva (de ser votado) são necessários também outros requisitos.O alistamento pode ser proibido, facultativo ou obrigatório.Alistamento proibido1) estrangeiro (aquele que não possui nacionalidade brasileira);Exceto o português se houver reciprocidade com brasileiros em Portugal.O brasileiro pode ser tanto nato quanto naturalizado. Não confundir cidadania com nacionalidade. Esta épressuposto daquela.2) conscritos no serviço militar obrigatório;É o caso dos recrutas – aqueles que estão em serviço militar inicial. O TSE tem estendido também àqueles que,após se formarem, acabam sendo convocados para as forças armadas por determinado período.Pode ocorrer a situação onde uma pessoa é conscrita no serviço militar obrigatório, mas, antes, ela já estavaalistada eleitoralmente (aos 16 anos). Neste caso, a inscrição dessa pessoa, segundo o TSE, não será cancelada,porém, durante o serviço, a inscrição ficará suspensa, não podendo exercer o direito político, seja pelacapacidade eleitoral passiva ou ativa.3) aqueles que possuam alguma das causas de perda ou suspensão dos direitos políticos;Para o TSE, a perda ocorre pela perda da naturalização por sentença transitada em julgado.Já as outras hipóteses (incapacidade civil absoluta, condenação criminal transitada em julgado, a recusa emcumprir prestação alternativa em caso d escusa e a improbidade administrativa) são de suspensão dos direitospolíticos.**cancelamento da inscrição eleitoral ou impedimento.Alistamento facultativoNeste caso, o alistamento e o voto são facultativos. Mesmo que se aliste, o voto será facultativo. Se, porexemplo, o analfabeto se alistar, ele não será obrigado a votar.1) analfabetos;A legislação não traz o conceito de analfabeto. Segundo a doutrina, analfabeto é aquele que não consegue ter acompreensão mínima de textos simples de escrita.Não se consideram textos médios ou difíceis, pois não se exige formação acadêmica para candidatos a eleição.Não se considera alfabetizado aquele que só consegue escrever o nome.O analfabetismo será identificado através de alguns elementos: palavras simples, dentre outras, por exemplo.Mesmo que a grafia esteja errada, a pessoa será considerada alfabetizada. Não se confunde o erro nas palavrascom a ausência de interpretação de textos.
  2. 2. O analfabeto pode ter a capacidade eleitoral ativa, mas não a capacidade eleitoral passiva, já que o analfabeto écausa de inelegibilidade.O analfabeto que deixa de ser analfabeto, o seu alistamento passará a ser obrigatório. Mesmo no alistamentotardio, não haverá imposição de multa.2) maiores de 16 e menores de 18 anos;O alistamento será proibido nos 150 dias antes das eleições. O ultimo dia será o 151º dia anterior às eleições.Mesmo que a pessoa não tenha completado 16 anos, mas vá completar até a data da eleição, ela poderá sealistar. Neste caso, o alistamento só surtirá efeito com a complementação da idade. Se o aniversário for depoisda data das eleições, não poderá se alistar.3) maiores de 70 anos;Alistamento obrigatório1) maior de 18 e menor de 70 anos que seja alfabetizado;Em se tratando de brasileiro nato, será o alistamento e o voto obrigatórios até que ele complete 19 anos.Já em se tratando de brasileiro naturalizado, o alistamento e o voto devem ocorrer em até 1 ano contado danaturalização.O último dia de alistamento é o 151º dia anterior à eleição. Se uma pessoa completar 19 anos em 1 de novembrode 2010 e 20 em 2011. Em 2011 não tem eleição. Se no ano em que ele passa de ter mais de 19 ano não temeleição, não haverá multa se se alistar até a próxima eleição.Não será aplicada multa ao brasileiro nato não alistado, se ele se alistar a tempo suficiente na primeira eleiçãoapós completar 19 anos.Para o brasileiro naturalizado, o alistamento e voto são obrigatórios.Ato e efeitos da inscriçãoTrata-se do termo inicial da cidadania. A partir do momento do alistamento, a pessoa se torna cidadã, tendocapacidade eleitoral ativa e passiva (se preenchidas outras condições).Procedimento do alistamento eleitoral (operação 1)O alistamento eleitoral é iniciado a partir de um requerimento chamado RAE (requerimento de alistamentoeleitoral). É um formulário em que se dá entrada dos dados no sistema eleitoral.O RAE serve para 4 operações:i) alistamento;ii) transferência;iii) revisão;iv) pedido de 2ª via;Para o alistamento, o RAE deve ser preenchido pelo servidor (na presença do alistando) e não pelo alistando.Pode haver o alistamento por meio eletrônico (a pessoa preenche no site, mas deve comparecer ao cartórioeleitoral para confirmar o alistamento).O requerente (ou alistando), ao fazer o alistamento, poderá fazer opção dentre as seções eleitorais que estiveremdisponíveis. Também deve apresentar alguns documentos (não é preciso todos):i) carteira de identidade;ii) quitação com as obrigações militares;iii) certidão de nascimento ou casamento;iv) documento público que comprove a nacionalidade brasileira e a idade;
  3. 3. O TSE não aceita como documentos públicos o passaporte (não traz a filiação), nem a carteira nacional dehabilitação (pois não traz a nacionalidade).Uma vez apresentados esses documentos, o RAE será preenchido e, após isso, é necessário que seja datado eassinado pelo alistando. A assinatura deve ser feita na presença do servidor da justiça eleitoral, o qual produziráuma certidão declarando que foram feitos na presença dele.Se o eleitor for analfabeto, em vez de assinar, deverá colocar no verso do requerimento a sua impressão digital.Será atribuído um número de inscrição eleitoral, que terá até 12 algarismos.i) 8 primeiros: sequenciaisii) 2 seguintes: unidade da federação (UF)iii) 2 últimos: dígitos verificadoresEmissão on-line de título eleitoral: é expedido na hora e a assinatura do juiz é substituída pela chancela daassinatura do presidente do TRE respectivo.Será entregue ou o título (emitido on-line) ou um recibo de requerimento do alistamento eleitoral.Esse processo será levado até o juiz eleitoral (mesmo na expedição on-line), pois cabe a ele decidir sobre oalistamento.Caso, após entregue o título expedido on-line, o juiz eleitoral indefira o alistamento, esse título perderá a suaeficácia.O juiz eleitoral deve analisar os requisitos (processo administrativo – ato vinculado). Se forem preenchidostodos os requisitos, o juiz deverá deferir o alistamento eleitoral.Se o juiz deferir o pedido, contra esse ato caberá recurso interposto pelos partidos políticos, no prazo de 10dias.Caso o juiz indefira o pedido, contra ele também caberá recurso, mas interposto pelo próprio alistando, noprazo de 5 dias.O MPE, apesar da omissão na Resolução 21538, também tem legitimidade para o recurso, independentementede deferimento ou indeferimento. Esse recurso será de 10 dias em qualquer das hipóteses.De qualquer maneira, haverá uma publicação de uma lista contendo dos pedidos que foram deferidos, bemcomo dos que foram indeferidos no período. Somente a partir dessa publicação é que começa a correr o prazopara o recurso.Essa publicação será feita nos dias 1º e 15 de cada mês.O prazo começará a correr da publicação independentemente de o partido ter ou não consultado a lista, bemcomo do alistando ter conhecimento prévio do ato que indeferiu o alistamento.Domicílio eleitoralO conceito de domicílio é diferente do domicílio civil (deve ter 2 pressupostos: objetivo – lugar - e subjetivo –ânimo da pessoa de permanecer no lugar).No domicílio eleitoral é o lugar de residência ou de moradia do eleitor. A legislação estabelece o aspectoobjetivo para caracterizar o domicílio eleitoral.O TSE entende que o conceito de domicílio eleitoral é mais amplo que o do domicílio civil, pois neste devehaver também o ânimo de permanecer.É necessário, no entanto, apresentar alguns vínculos: profissional, patrimonial ou comunitário e afetivo.
  4. 4. Vínculo profissional: pode ter o domicílio civil no município x, mas trabalhar no município y. Nessacircunstância, a inscrição eleitoral pode ser tanto no x quanto no y.Vínculo patrimonial: ter um imóvel, por exemplo, no município x, mas morar no município y. Mesmo que osujeito vá 1x por ano no município x, o TSE admite que este seja o domicílio eleitoral.Vínculo comunitário e afetivo: se um parente próximo da pessoa tem algum tipo de vinculação a certomunicípio, o sujeito poderá se alistar neste lugar.Não precisa, portanto, ter o ânimo de permanecer no local do domicílio eleitoral.Transferência (operação 3)Ocorre apenas quando há mudança efetiva do domicílio eleitoral, ou seja, de município.Deve-se também preencher o RAE até o 151º dia antes das eleições.A pessoa que muda de município não é obrigada a pedir transferência. Basta comparecer para votar oujustificar. Não existe na legislação eleitoral algum tipo de limitação ao número de justificações ou depagamento de multas.Domicílio eleitoral histórico: era inscrito em determinado município e muda de município. Como não hátransferência de oficio, a pessoa pode sempre ficar fazendo justificativa.Para solicitar a transferência, deve ter, pelo menos, 3 meses na nova residência, bem como 1 ano da inscriçãooriginária ou da última transferência.Deve haver também a quitação com as obrigações eleitorais.Caso se trate de servidor e da família que o acompanhe, se ele for removido ou transferido, para eles não seaplicam a regra de 3 meses, bem como de 1 ano da inscrição originária ou da última transferência. Precisaapenas do RAE, bem como de comprovar a quitação eleitoral.O requerimento de transferência deve ser feito na nova zona eleitoral.O RAE é preenchido pelo servidor e datado e assinado pelo alistando.Sendo deferido pelo juiz, caberá recurso por parte dos partidos políticos, no prazo de 10 dias.Se for indeferido, caberá recurso pelo próprio alistando no prazo de 5 dias.O MPE também poderá recorrer, cujo prazo será, independentemente da situação, de 10 dias.Os prazos somente serão contados a partir da publicação (1º e 15 de cada mês ou no primeiro dia útilsubsequente).A legislação não exige comprovante de domicílio para o procedimento de alistamento e de transferência.O próprio eleitor declara seu domicílio.**Não há proibição sobre essa exigência, podendo a zona eleitoral exigi-lo**Não confundir transferência com revisão (que não é revisão do eleitorado). A revisão é chamada deoperação 5 e serve para retificar os dados do eleitor ou quando houver mudança do eleitor (de seção, porexemplo), mas dentro do mesmo domicílio eleitoral. Se houver mudança de domicílio, será transferência.Ambas só podem ser feitas até o 151º dia anterior ao pleito eleitoral.Segunda via (operação 7)É a reimpressão do documento próprio do título eleitoral. Poderá ser feita até 10 dias antes do pleito eleitoral,embora isso não esteja na resolução 21538.
  5. 5. i) deve ser requerida também pessoalmente ao juiz eleitoral de seu domicílio eleitoral;ii) só poderá ser requerida na zona eleitoral do eleitor;iii) no caso de dilaceração ou inutilização do título, é necessário que o requerimento seja apresentado junto coma primeira via do título (ou o que sobrou dele);iv) o eleitor também deverá assinar o requerimento ou, não sabendo, colocar sua impressão digital.**segundo o STF, para a votação, basta documento com foto, com ou sem o título eleitoral.FASE: formulário de alteração da situação do eleitor. Trata-se de um sistema eletrônico que se permite colocaralterações sobre informações eleitorais. Dispensa-se o preenchimento do formulário FASE.Título eleitoralTamanho 9,6cm por 6 cm e pesa 120gr por m2. É impresso nas cores verde e preta. É emitido obrigatoriamentepor computador e é contornado por microsserrilha.Contém:1) nome do eleitor,2) data de nascimento,3) zona;4) seção;5) número da inscrição;6) data de emissão;7) no verso – espaço para que ocorra a assinatura do eleitor (ou impressão digital);8) na frente assinatura do juiz eleitoral ou chancela da assinatura do Presidente do TRE.A entrega do título eleitoral só poderá ser feita pessoalmente ao eleitor. Não pode ser entregue a terceiro comprocuração ou autorização. Quando não for caso de emissão on-line (quando o título já é entregue), énecessário que o eleitor assine um documento chamado PETE – protocolo de entrega de título eleitoral – o qualé juntado nos autos para comprovar que o título foi entregue.O título eleitoral atual comprovará 2 situações:a) o alistamento eleitoral (condição de cidadão);b) a quitação com as obrigações eleitorais até a data de emissão do titulo eleitoral, pois ele não tem mais osespaços em brancos que eram preenchidos pela justiça eleitoral no comparecimento para voto.Qual a data de emissão do título eleitoral?Em se tratando de:à Alistamentoà Transferência será a data do preenchimento do RAE.à Revisãoà Segunda viaQuando o requerimento é preenchido pelo servidor da justiça eleitoral, que o entrega ao alistando ou aorequerente para data-lo e assina-lo, a data que vai consignada é a data de emissão.Os procedimentos referentes ao alistamento, transferência e segunda via serão reabertos assim que estiverconcluída a apuração em nível nacional. Embora a segunda via pode ser requerida até 10 dias antes do pleito.Em relação a esses procedimentos, há uma fiscalização realizada pelos partidos políticos, os quais poderãonomear até 3 delegados frente ao juízo eleitoral e 2 delegados perante o TRE. Esses delegados são, portanto,representantes dos partidos políticos que fiscalizam o juízo eleitoral.Esses delegados atuarão em revezamento, não pode haver mais de 1 delegado por partidosimultaneamente e poderão:
  6. 6. a. Acompanhar os pedidos de alistamento, transferência, revisão, segunda via e quaisquer outros. b. Requerer a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente, bem como assumir a defesa do eleitor cuja inscrição esteja sendo cancelada. c. Examinar, sem perturbação do serviço e na presença dos servidores designados, os documentos relativos aos pedidos de alistamento, transferência, revisão, segunda via e revisão do eleitorado, podendo requerer, de forma fundamentada, cópia sem ônus para a justiça eleitoral.Em se tratando de cancelamento de inscrição, tanto o partido político poderá requerer o cancelamento, quantopoderá assumir a defesa de eleitor cujo cancelamento tenha sido requerido.Cadastro:Esse cadastro deve ser acessível, nos termos da legislação. Alguns dados são personalizados, não podendo seracessados. Desta forma a filiação, data de nascimento, profissão, estado civil, escolaridade, telefone e endereçodeverão ser resguardados.Essa personalização não se estende: ao próprio eleitor, com relação a seus dados, aos magistrados, aos membrosdo MP, outros órgãos ou entidades desde que exista reciprocidade de interesses.O partido político não tem acesso a essas informações, com uma única exceção: seus filiados.As informações estatísticas podem ser repassadas a qualquer pessoa/interessado. Deverá ser sem custos para aJustiça Eleitoral (o interessado leva a mídia) e disponibilizada em meio magnético. Tais informações serãorelativas ao eleitorado ou ao resultado do pleito e necessita de autorização dos tribunais ou juizes dependendoda jurisdição. É obrigado ao interessado citar a fonte (justiça eleitoral).O interessado se responsabilizará pela veracidade das informações passadas a terceiros e pela manipulaçãoinadequada dos dados.Pluralidades e duplicidades de inscrições eleitoraisQuando se fala em sufrágio que é um direito, esse direito significa que é, inicialmente, universal. Os votosconsignados possuem o mesmo peso. Isso faz com que uma pessoa tenha uma única inscrição eleitoral.Havendo mais de uma, haverá ilegalidade que ensejará tanto responsabilidade civil, eleitoral quanto penal.Para evitar isso, existe o sistema de batimento (eletrônico) que atua toda vez que houver um requerimento dealistamento, transferência, de revisão e de segunda via.O objetivo desse batimento ou cruzamento de informações é encontrar possíveis casos de pluralidade ouduplicidade de inscrições eleitorais.No entanto, os dados coincidentes podem ser de homônimos, gêmeos, e inúmeras outras situações.Tendo havido coincidência (duplicidade ou pluralidade), será publicado um edital, no prazo de 3 dias, com arelação dos eleitores agrupados. A partir daí, o juiz eleitoral, tendo em vista as informações, poderá abrir umprocedimento para verificar se é ou não caso de duplicidade ou pluralidade.Eleitores agrupados: envolvidos em duplicidade ou pluralidade.O eleitor poderá, no prazo de 20 dias, requerer o RRI (requerimento de regularização de inscrição), levandodocumentos solicitados pela justiça eleitoral para comprovar que são meras coincidências.Caso o RRI seja entregue fora do prazo, ou seja, considerado intempestivo, será rejeitado pela justiça eleitoral eisso poderá resultar no indeferimento.**art. 39 da resolução**A autoridade judiciária (nem sempre o juiz) terá 40 dias para identificar/julgar eventual irregularidade. Oque estiver como liberada, vai estar como regular e o que estiver como não liberada será como irregular.
  7. 7. Caso seja identificada a situação de duplicidade ou pluralidade, deverá ocorrer o cancelamento da inscrição.Cancela-se apenas as que estiverem em excesso, na seguinte ordem:1) cancela-se a mais recente;Só será considerada se vier o complemento dizendo: expedida de forma contrária às instruções em vigor.2) aquela que não corresponde ao domicílio eleitoral;3) aquela que não foi entregue pelo cartório;4) aquela que não foi utilizada na última votação;5) a mais antiga;Quando se fala em duplicidade ou pluralidade, há 2 consequências:a) administrativa eleitoral:Implica no cancelamento da inscrição.a.1) se as inscrições estiverem dentro da mesma zona eleitoral, a competência será do juiz eleitoral;Da decisão do juiz, cabe recurso ao corregedor regional eleitoral.a.2) se as inscrições estiverem dentro do mesmo Estado (em zonas diferentes), a competência será docorregedor regional eleitoral;Da decisão do corregedor regional eleitoral, cabe recurso ao corregedor geral eleitoral.a.3) se as inscrições estiverem em Estados diferentes, a competência será do corregedor geral eleitoral;Importante observar que não se pode ter decisão de cancelamento de eleitor que não pertença à área dejurisdição da autoridade judiciária que decidiu.Havendo cancelamento de inscrição há mais de 6 anos, haverá também a sua exclusão. No cancelamento, ainscrição está inativa, na exclusão, exclui também do sistema.b) penal:Aplicação da pena prevista em lei.Neste caso, o juiz deverá notificar o MPE para que este, entendendo, denuncie ou solicite inquérito judicial(feito pela polícia federal). Se onde for cometido o delito não existir polícia federal, caberá ao corregedorregional eleitoral realizar o inquérito.A competência será sempre do juiz eleitoral que oficie na zona eleitoral da inscrição mais recente.Perda e suspensão dos direitos políticosA perda é definitiva, ao passo que a suspensão é temporária. A CF definiu as hipóteses sem definir o que éperda e o que é suspensão.Perda:i) perda da naturalização por sentença transitada em julgado;**a CF/88 proíbe a cassação. Por isso, readquirindo a nacionalidade, a pessoa reaverá sua inscrição.Suspensão:i) capacidade civil absoluta;ii) sentença penal condenatória transitada em julgada;iii) recusa de cumprir obrigação imposta a todos ou na obrigação alternativa;Segundo a doutrina constitucionalista majoritária, essa hipótese é causa de perda, mas o TSE entende ser causade suspensão, até que a pessoa cumpra a obrigação.iv) improbidade administrativa;
  8. 8. Se uma pessoa ainda não estiver inscrita, mas já tiver uma dessas causas, terá seu nome inscrito no registro queaponta para as causas de perda ou suspensão de direitos políticos.São considerados documentos comprobatórios de reaquisição ou restabelecimento de direitos políticos:I - Nos casos de perda:a) decreto ou portaria;b) comunicação do Ministério da Justiça.II - Nos casos de suspensão:a) para interditos ou condenados: sentença judicial, certidão do juízo competente ou outro documento;b) para conscritos ou pessoas que se recusaram à prestação do serviço militar obrigatório: Certificado deReservista, Certificado de Isenção, Certificado de Dispensa de Incorporação, Certificado do Cumprimento dePrestação Alternativa ao Serviço Militar Obrigatório, Certificado de Conclusão do Curso de Formação deSargentos, Certificado de Conclusão de Curso em Órgão de Formação da Reserva ou similares;c) para beneficiários do Estatuto da Igualdade: comunicação do Ministério da Justiça ou de repartição consularou missão diplomática competente, a respeito da cessação do gozo de direitos políticos em Portugal, na formada lei.III - Nos casos de inelegibilidade: certidão ou outro documento.O CE ainda se fala em folhas individuais de votação. Essa folha foi substituída pela listagem (folha de votação)emitida por computador (art. 54) – constam apenas eleitores regulares e liberados.Conservação dos documentosOs formulários utilizados pelos cartórios e tribunais eleitorais, em pleitos anteriores à data desta resolução e nosque lhe seguirem, deverão ser conservados em cartório, observado o seguinte:I - os Protocolos de Entrega do Título Eleitoral - PETE assinados pelo eleitor e os formulários (Formulário deAlistamento Eleitoral - FAE ou Requerimento de Alistamento Eleitoral - RAE) relativos a alistamento,transferência, revisão ou segunda via, por, no mínimo, 5 anos;II - as folhas de votação, por 8 anos, descartando-se a mais antiga somente após retornar das seções eleitorais amais recente;III - os Formulários de Atualização da Situação do Eleitor - FASE e os comprovantes de comparecimento àeleição (canhotos) que permanecerem junto à folha de votação poderão ser descartados depois de processados earmazenados em meio magnético;IV - os cadernos de revisão utilizados durante os serviços pertinentes, por 4 anos, contados do encerramento doperíodo revisional;V - os boletins de urna, por 4 anos, contados da data de realização do pleito correspondente;VI - as relações de eleitores agrupados, até o encerramento do prazo para atualização das decisões nasduplicidades e pluralidades;VII - os títulos eleitorais não procurados pelo eleitor, os respectivos protocolos de entrega e as justificativaseleitorais, até o pleito subsequente ou, relativamente a estas, durante o período estabelecido nas instruçõesespecíficas para o respectivo pleito;VIII - as relações de filiados encaminhadas pelos partidos políticos, por 2 anos.PETE, FAE, RAE 8 ANOSFOLHA DE VOTAÇÃO 8 ANOSFASE E COMPROVANTE DE DESCARTADOS QUANDO INSERIDOS EM MEIOCOMPARECIMENTO ELEITORAL MAGNÉTICOCADERNOS DE REVISÃO 4 ANOSBOLETINS DE URNA 4 ANOSTÍTULOS ELEITORAIS NÃO PROCURADOS, ATÉ A PRÓXIMA ELEIÇÃOJUSTIFICATIVAS ELEITORAIS, PROTOCOLOS.RELAÇÃO DE FILIADOS A PARTIDOS 2 ANOSRELAÇÃO DE AGRUPADOS 40 DIAS
  9. 9. Revisão EleitoralO que é? É o procedimento coletivo de cancelamento de inscrição eleitoral. É um procedimento externo.A correição é um processo anterior à revisão eleitoral. É um procedimento interno.Quando ocorre a correição?Correição é o nome que se dá a um procedimento que visa garantir a regularidade das atividades cartorárias dajustiça eleitoral. Existem duas formas: • A ordinária é realizada anualmente; • A extraordinária é realizada quando houver indícios suficientes de irregularidades.Essa correição extraordinária é, de regra, precedida por uma inspeção, que também é um procedimento,mas preparatório da correição.A correição pode ser realizada pelo corregedor ou por uma comissão de servidores.Quando ocorre a REVISÃO DO ELEITORADO?Não confundir a revisão (operação 5 – retificar dados do eleitor quando houver mudanças dentro do mesmomunicípio) com a revisão do eleitorado (procedimento que visa verificar quais dos eleitores são realmenteeleitores daquela localidade).A revisão do eleitorado pode ser determinada através de pressupostos subjetivos ou objetivos e ocorre em duassituações:.  Em relação aos subjetivos, há a chamada fraude comprometedora (fraude em nível comprometedor), a qual significa aquela que coloca em risco a própria legitimidades das eleições, em virtude da quantidade de pessoas que estão ilegalmente vinculadas a um município. Esse critério subjetivo é importante para definir a competência, pois será do TRE. (situação comprovada em correição extraordinária)  Já o pressuposto objetivo é estabelecido através de situações que devem ser verificadas e, uma vez existentes, por si só determinarão a revisão do eleitorado. No caso de pressuposto objetivo, a competência será do TSE. Neste caso, estabelece a Resolução:O TSE determinará de ofício, a revisão ou correição das zonas eleitorais sempre que: CUMULATIVOI - o total de transferências de eleitores ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano anterior;II - o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à de idade superior a 70 anosdo território daquele município;III - o eleitorado for superior a 65% da população projetada para aquele ano pelo IBGE.Caberá à Secretaria de Informática apresentar, anualmente, até o mês de outubro, à Presidência do TSE, estudocomparativo que permita a adoção das medidas concernentes ao cumprimento da providência mencionadaacima.Qual é o resultado da REVISÃO DO ELEITORADO?Quando houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou município, o TREpoderá determinar a realização de correição e, provada a fraude em proporção comprometedora,ordenará, comunicando a decisão ao TSE, a revisão do eleitorado, obedecidas as instruções contidas naresolução e as recomendações que subsidiariamente baixar, com o cancelamento de ofício dasinscrições correspondentes aos títulos que não forem apresentados à revisão (CódigoEleitoral, art. 71, § 4º).Não será realizada revisão de eleitorado em ano eleitoral, salvo em situações excepcionais, quando autorizadapelo TSE.Não importa quem determinou a revisão, ela será sempre presidida pelo juiz eleitoral.O TRE, por intermédio da corregedoria regional, inspecionará os serviços de revisão.
  10. 10. Como ocorre a fase externa da REVISÃO DO ELEITORADO? Aprovada a revisão de eleitorado, a Secretaria de Informática, ou órgão regional por ela indicado, emitirá oucolocará à disposição, em meio magnético, listagem geral do cadastro, contendo relação completa doseleitores regulares inscritos e/ou transferidos no período abrangido pela revisão no(s) município(s) ou zona(s) aela sujeito(s), bem como o correspondente caderno de revisão, do qual constará comprovante destacável decomparecimento (canhoto).A listagem geral e o caderno de revisão serão emitidos em única via, englobarão todas as seções eleitoraisreferentes à zona ou município objeto da revisão e serão encaminhados, por intermédio da respectivacorregedoria regional, ao juiz eleitoral da zona onde estiver sendo realizada a revisão.A revisão do eleitorado deverá ser sempre presidida pelo juiz eleitoral da zona submetida à revisão.O juiz eleitoral dará início aos procedimentos revisionais no prazo máximo de 30 dias, contados da aprovaçãoda revisão pelo tribunal competente.A revisão deverá ser precedida de ampla divulgação, destinada a orientar o eleitor quanto aos locais e horáriosem que deverá se apresentar, e processada em período estipulado pelo Tribunal Regional Eleitoral, não inferiora 30 dias.Não confundir esses prazos: Uma vez ocorrida a determinação, deverá o juiz eleitoral iniciar, em no máximo, 30dias o procedimento. Iniciado o procedimento de revisão ele não pode durar menos que 30 dias.O juiz eleitoral lançará edital até 5 dias antes do início do processo de revisão eleitoral.De posse da listagem e do caderno de revisão, o juiz eleitoral deverá fazer publicar, com antecedênciamínima de 5 dias do início do processo revisional, edital para dar conhecimento da revisão aos eleitorescadastrados no(s) município(s) ou zona(s), convocando-os a se apresentarem, pessoalmente, no cartório ounos postos criados, em datas previamente especificadas, a fim de procederem às revisões de suas inscrições.O edital deverá:1 - dar ciência aos eleitores de que: TODOS OS ELEITORESa) estarão obrigados a comparecer à revisão a fim de confirmarem seu domicílio, sob pena de cancelamento dainscrição, sem prejuízo das sanções cabíveis, se constatada irregularidade; PESSOALMENTEb) deverão se apresentar munidos de documento de identidade, comprovante de domicílio e título eleitoral oudocumento comprobatório da condição de eleitor ou de terem requerido inscrição ou transferência para omunicípio ou zona.2 – estabelecer: • A data do início e do término da revisão (não pode durar menos que 30 dias), • o período e a área abrangidos, • e dias e locais onde serão instalados os postos de revisão (funcionará no mínimo seis horas diárias ininterruptas, podendo ser abertos aos sábados e domingos) ;3 - ser disponibilizado no fórum da comarca, nos cartórios eleitorais, repartições públicas e locais de acesso aopúblico em geral, dele se fazendo ampla divulgação, por um mínimo de 3 dias consecutivos, por meio daimprensa escrita, falada e televisada, se houver, e por quaisquer outros meios que possibilitem seu plenoconhecimento por todos os interessados, o que deverá ser feito sem ônus para a Justiça Eleitoral.A prova de identidade só será admitida se feita pelo próprio eleitor mediante apresentação de 1 ou + dosdocumentos especificados no art. 13 da resolução.A comprovação de domicílio poderá ser feita mediante 1 ou + documentos dos quais se infira ser o eleitorresidente ou ter vínculo profissional, patrimonial ou comunitário no município a abonar a residênciaexigida. NÃO SIGNIFICA DOMICÍLIO CIVIL.
  11. 11. Na hipótese de ser a prova de domicílio feita mediante apresentação de contas de luz, água ou telefone, notafiscal ou envelopes de correspondência, estes deverão ter sido, respectivamente, emitidos ou expedidos noperíodo compreendido entre os 12 e 3 meses anteriores ao início do processo revisional.Na hipótese de ser a prova de domicílio feita mediante apresentação de cheque bancário, este só poderá seraceito se dele constar o endereço do correntista.**pode ser feita por declaração de próprio punho do eleitor se ele não tiver esses documentos.O juiz eleitoral poderá, se julgar necessário, exigir o reforço, por outros meios de convencimento, da prova dedomicílio quando produzida pelos documentos elencados acima.Subsistindo dúvida quanto à idoneidade do comprovante de domicílio apresentado ou ocorrendo aimpossibilidade de apresentação de documento que indique o domicílio do eleitor, declarando este, sob as penasda lei, que tem domicílio no município, o juiz eleitoral decidirá de plano ou determinará as providênciasnecessárias à obtenção da prova, inclusive por meio de verificação in loco.O juiz eleitoral poderá determinar a criação de postos de revisão, que funcionarão em datas fixadas no edital aque se refere o art. 63 e em período não inferior a 6 horas, sem intervalo, inclusive aos sábados e, senecessário, aos domingos e feriados.Nas datas em que os trabalhos revisionais estiverem sendo realizados nos postos de revisão, o cartório sede dazona poderá, se houver viabilidade, permanecer com os serviços eleitorais de rotina.Após o encerramento diário do expediente nos postos de revisão, a listagem geral e o caderno de revisãodeverão ser devidamente guardados em local seguro e previamente determinado pelo juiz eleitoral.Os serviços de revisão encerrar-se-ão até às 18 horas da data especificada no edital.A prorrogação do prazo estabelecido no edital para a realização da revisão, se necessária, deverá serrequerida pelo juiz eleitoral, em ofício fundamentado, dirigido à Presidência do TRE, com antecedênciamínima de 5 dias da data do encerramento do período estipulado no edital.Existindo, na ocasião do encerramento dos trabalhos, eleitores aguardando atendimento, serão distribuídassenhas aos presentes, que serão convidados a entregar ao juiz eleitoral seus títulos eleitorais para que sejamadmitidos à revisão, que continuará se processando em ordem numérica das senhas até que todos sejamatendidos, sem interrupção dos trabalhos.A revisão de eleitorado ficará submetida ao direto controle do juiz eleitoral e à fiscalização do representante doMinistério Público que oficiar perante o juízo. Será fiscalizada também pelo corregedor regional eleitoral.O juiz eleitoral deverá dar conhecimento aos partidos políticos da realização da revisão, facultando-lhes, naforma prevista nos da resolução, acompanhamento e fiscalização de todo o trabalho.O juiz eleitoral poderá requisitar diretamente às repartições públicas locais, observados os impedimentos legais,tantos auxiliares quantos bastem para o desempenho dos trabalhos, bem como a utilização de instalações deprédios públicos.O juiz eleitoral determinará o registro, no caderno de revisão, da regularidade ou não da inscrição do eleitor,observados os seguintes procedimentos:a) o servidor designado pelo juiz eleitoral procederá à conferência dos dados contidos no caderno de revisãocom os documentos apresentados pelo eleitor;b) comprovados a identidade e o domicílio eleitoral, o servidor exigirá do eleitor que dê sua assinatura ou aimpressão digital de seu polegar no caderno de revisão, e entregar-lhe-á o comprovante de comparecimentoà revisão (canhoto);
  12. 12. c) o eleitor que não apresentar o título eleitoral deverá ser considerado como revisado, desde que atendidasas exigências e que seu nome conste do caderno de revisão;d) constatada incorreção de dado identificador do eleitor constante do cadastro eleitoral, se atendidas asexigências, o eleitor deverá ser considerado revisado e orientado a procurar o cartório eleitoral para a necessáriaretificação;e) o eleitor que não comprovar sua identidade ou domicílio não assinará o caderno de revisão nem receberá ocomprovante revisional;f) o eleitor que não constar do caderno de revisão, cuja inscrição pertença ao período abrangido pela revisão,deverá ser orientado a procurar o cartório eleitoral para regularizar sua situação eleitoral, na forma estabelecidanesta resolução.Na revisão mediante sistema informatizado, observar-se-ão, no que couber, os procedimentos previstos acima.Nas situações descritas nas alíneas d e f, o eleitor poderá requerer, desde que viável, regularização de suasituação eleitoral no próprio posto de revisão.Se o eleitor possuir mais de uma inscrição liberada ou regular no caderno de revisão, apenas uma delaspoderá ser considerada revisada.Deverá(ão) ser formalmente recolhido(s) e inutilizado(s) o(s) título(s) encontrado(s) em poder do eleitorreferente(s) à(s) inscrição(ões) que exigir(em) cancelamento.Compete ao TRE autorizar, excetuadas as hipóteses previstas no § 1º do art. 58 desta resolução, a alteração doperíodo e/ou da área abrangidos pela revisão, comunicando a decisão ao TSE.Concluídos os trabalhos de revisão, ouvido o Ministério Público, o juiz eleitoral deverá determinar ocancelamento das inscrições irregulares e daquelas cujos eleitores não tenham comparecido, adotando asmedidas legais cabíveis, em especial quanto às inscrições consideradas irregulares, situações de duplicidade oupluralidade e indícios de ilícito penal a exigir apuração.O cancelamento das inscrições de que trata o caput somente deverá ser efetivado no sistema após ahomologação da revisão pelo Tribunal Regional Eleitoral.A sentença de cancelamento deverá ser específica para cada município abrangido pela revisão e prolatada noprazo máximo de 10 dias contados da data do retorno dos autos do Ministério Público, podendo o TREfixar prazo inferior.A sentença deverá:I - relacionar todas as inscrições que serão canceladas no município;II - ser publicada a fim de que os interessados e, em especial, os eleitores cancelados, exercendo a ampla defesa,possam recorrer da decisão.Contra a sentença caberá, no prazo de 3 dias, contados da publicidade, o recurso previsto no art. 80 do CódigoEleitoral e serão aplicáveis as disposições do art. 257 do mesmo diploma legal.**a sentença não produz efeito até que seja homologada pelo TRE.No recurso contra a sentença de revisão, os interessados deverão especificar a inscrição questionada, relatandofatos e fornecendo provas, indícios e circunstâncias ensejadoras da alteração pretendida.Transcorrido o prazo recursal, o juiz eleitoral fará minucioso relatório dos trabalhos desenvolvidos, queencaminhará, com os autos do processo de revisão, à Corregedoria Regional Eleitoral.Os recursos interpostos deverão ser remetidos, em autos apartados, à presidência do TRE.
  13. 13. Apreciado o relatório e ouvido o Ministério Público, o corregedor regional eleitoral:I - indicará providências a serem tomadas, se verificar a ocorrência de vícios comprometedores à validade ou àeficácia dos trabalhos;II - submetê-lo-á ao TRE, para homologação, se entender pela regularidade dos trabalhos revisionais.SÓ CABE RECURSO SE HOUVER CANCELAMENTO. NÃO CABE CONTRA A MANUTENÇÃO DAINSCRIÇÃO ELEITORAL.O dever eleitoral (voto)O dever eleitoral consiste no voto ou na justificativa, de sorte que não votando ou justificando por 3 vezesconsecutivas, o eleitor terá sua inscrição cancelada.Justificação pelo não comparecimento à eleiçãoO eleitor deverá justificar:  No dia da eleição – não incorrerá em multa, pois comprovará que o eleitor estava fora de seu domicílio; PRESUNÇÃO ABSOLUTA DE QUE ESTAVA FORA DE SEU DOMICÍLIO ELEITORAL.  Até 60 dias após a realização da eleição incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada;  Para o eleitor que se encontrar no exterior na data do pleito, o prazo será de 30 dias, contados do seu retorno ao país;O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição, podendo ser formuladona zona eleitoral em que se encontrar o eleitor, a qual providenciará sua remessa ao juízo competente.Indeferido o requerimento de justificação ou decorridos os prazos, deverá ser aplicada multa ao eleitor,podendo, após o pagamento, ser-lhe fornecida certidão de quitação.A fixação do valor da multa pelo não exercício do voto observará o que dispõe o art. 85 da resolução e avariação entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% do valor utilizado como base de cálculo.A justificação da falta ou o pagamento da multa serão anotados no cadastro.Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver de votar em 3 eleições consecutivas, salvo se houverapresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento de multa, ficando excluídos do cancelamento oseleitores que, por prerrogativa constitucional, não estejam obrigados ao exercício do voto.**considera-se cada turno isoladamente, o que significa dizer que se o sujeito faltar ao primeiro e ao segundoturno, terá faltado a 2 eleições. O plebiscito e referendos também são entendidos como eleição, mas para o fimdesse cancelamento.Para o cancelamento, a Secretaria de Informática colocará à disposição do juiz eleitoral do respectivo domicílio,em meio magnético ou outro acessível aos cartórios eleitorais, relação dos eleitores cujas inscrições sãopassíveis de cancelamento, devendo ser afixado edital no cartório eleitoral.Decorridos 60 dias da data do batimento que identificar as inscrições sujeitas a cancelamento, mencionadas no §7º, inexistindo comando de quaisquer dos códigos FASE "078 - Quitação mediante multa", "108 - Votou emseparado", "159 - Votou fora da seção" ou "167 - Justificou ausência às urnas", ou processamento das operaçõesde transferência, revisão ou segunda via, a inscrição será automaticamente cancelada pelo sistema, mediantecódigo FASE "035 - Deixou de votar em três eleições consecutivas", observada a exceção contida no § 6º.O documento de justificação formalizado perante a Justiça Eleitoral, no dia da eleição, prova a ausência doeleitor do seu domicílio eleitoral.A justificação será formalizada em impresso próprio fornecido pela Justiça Eleitoral ou, na falta do impresso,digitado ou manuscrito.
  14. 14. O encarregado do atendimento entregará ao eleitor o comprovante, que valerá como prova da justificação, paratodos os efeitos legais.Os documentos de justificação entregues em missão diplomática ou repartição consular brasileira serãoencaminhados ao Ministério das Relações Exteriores, que deles fará entrega ao Tribunal Regional Eleitoral doDistrito Federal para processamento.Os documentos de justificação preenchidos com dados insuficientes ou inexatos, que impossibilitem aidentificação do eleitor no cadastro eleitoral, terão seu processamento rejeitado pelo sistema, o que importarádébito para com a Justiça Eleitoral.Os procedimentos estipulados neste artigo serão observados sem prejuízo de orientações específicas que oTribunal Superior Eleitoral aprovar para o respectivo pleito.O eleitor que não votar e não pagar a multa, caso se encontre fora de sua zona e necessite prova de quitaçãocom a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o pagamento perante o juízo da zona em que estiver.A multa será cobrada no máximo previsto, salvo se o eleitor quiser aguardar que o juiz da zona em que seencontrar solicite informações sobre o arbitramento ao juízo da inscrição.Efetuado o pagamento, o juiz que recolheu a multa fornecerá certidão de quitação e determinará o registro dainformação no cadastro.O alistando ou o eleitor que comprovar, na forma da lei, seu estado de pobreza, perante qualquer juízo eleitoral,ficará isento do pagamento da multa.O eleitor que estiver quite com suas obrigações eleitorais poderá requerer a expedição de certidão de quitaçãoem zona eleitoral diversa daquela em que é inscrito.Aqueles cujo voto é facultativo e, portanto, não têm obrigação de votar, estão excluídas do cancelamento.

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