Segurança e
Primeiros Socorros
Curso de Capacitação
para o voluntariado
em Megaeventos
Ministério do
Esporte
Universidade de Brasília – UnB
Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBMDF
Departamento de Enfermagem (ENF/FS)
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Ministério do Esporte - Ministro do Esporte
José Aldo Rebelo Figueiredo
Secretário da Secretaria Nacional de Esporte, Educ...
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Segurança e Primeiros Socorros / Carlos Sérgio Muniz de Souza... [et. al.].
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Sumário
Apresentação____________________________________________________ 5
Unidade 1
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Apresentação
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Unidade 1
Primeiros Socorros e
atendimento pré-hospitalar
Durante o Megaevento, muitas situações podem ocorrer com aquel...
Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar
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1.1 Avaliação da cena e da vítima
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
A CENA
Como você já deve ter pe...
Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Para que a comp...
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Teste seus conhecimentos
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Imagine que uma pessoa...
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Unidade 2
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para ajudar?
Quanta coisa importante você aprendeu na Unidade ante...
Unidade 2 – Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar?
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yy Sudorese intensa.
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yy Hipotensão.
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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2.1.1 Classificação anatômica
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Unidade 2 – Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar?
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b) Elevação do membro: se o sangramento não parar s...
Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Pontos arteriais são todos os ...
Unidade 2 – Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar?
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yy Lembrar que a vítima pode morder a língua. Nunca...
Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Unidade 3
Situações de catástrofe
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3.1 Tipos de eventos envolvend...
Unidade 3 – Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação
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Fatos comprovados em desastres
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Veja, abaixo, exemplos de sina...
Unidade 3 – Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação
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3.2.1 Ações de evacuação
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Prevenção e combate a
princípios de incêndio
Vimos, na Unidade anterior, várias situações que podem gerar pânico...
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Unidade 4 – Prevenção e combate a princípios de incêndio
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Teste seus conhecimentos
Atividade 1
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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Acabamos o estudo do Módulo Se...
Unidade 4 – Prevenção e combate a princípios de incêndio
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Referências
AMERICAN HEART ASSOCIATION. Fundação Interamerican...
Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
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AUTORES DO MÓDULO
Carlos Sérgi...
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Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos
Moema Borges
Professora Doutor...
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  1. 1. Segurança e Primeiros Socorros Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos Ministério do Esporte
  2. 2. Universidade de Brasília – UnB Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBMDF Departamento de Enfermagem (ENF/FS) Segurança e Primeiros Socorros Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos CARGA HORÁRIA: 20 horas/aula AUTORES: Cel. Muniz, Major Tarcísio, Major Clayson e Major Pedroso (Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) Revisão: Moema Borges e Nayara Lisboa (UnB) Universidade de Brasília Março, 2014
  3. 3. Ministério do Esporte - Ministro do Esporte José Aldo Rebelo Figueiredo Secretário da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social Ricardo Capelli Gerente do Programa Brasil Voluntário Sarah Carvalho Universidade de Brasília - Reitor Ivan Marques de Toledo Camargo Vice-reitora Sônia Nair Báo Coordenação Geral do Projeto Desenvolvimento de Processos Inovadores Para Formulação de Políticas Públicas de Voluntariado em Megaeventos Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa (Decana de Extensão da Universidade de Brasília) Cecília Leite (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT) Realização Faculdade de Ciência da Informação (FCI-UnB), Faculdade de Educação Física (FEF-UnB), Centro de Excelência em Turismo (CET-UnB), Instituto de Psicologia (IP-UnB), Instituto de Ciências Biológicas (ICB-UnB) Instituto de Letras (LET-UnB). Colaboração na Pesquisa Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), Centro de Produção Cultural e Educativa (UnBTV), Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), Childhood Brasil. Customização do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle Equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Organização Centro de Educação a Distância da Universidade de Brasília – CEAD-UnB Diretora Wilsa Maria Ramos Coordenadora da Unidade de Pedagogia Simone Bordallo de Oliveira Escalante Gestão Pedagógica do curso Rute Nogueira de Morais Bicalho Professor Colaborador José Vieira de Sousa Gerente do Núcleo de Tecnologia Eduardo Diniz Gestão Ambiente Virtual de Aprendizagem Danilo Santana, Fabiano Rocha de Moraes Núcleo de Tecnologia João Paulo Andrade Lima, Wesley Gongora Help Desk Karla Almeida, Luana Messias
  4. 4. S456 Segurança e Primeiros Socorros / Carlos Sérgio Muniz de Souza... [et. al.]. – Brasília: Universidade de Brasília, Decanato de Extensão, CEAD, 2014. (Curso de Capacitação para o Voluntariado em Megaeventos) Disponível em: <ead.brasilvoluntario.gov.br> Título da página da WEB (acesso em 10 mar. 2014). ISSN I. Souza, Carlos Sérgio Muniz de. II. Série. CDU 338.48-61 Gerente do Núcleo de Produção de Materiais Didáticos Jitone Leônidas Soares Revisão de texto Letícia Barcelos de Oliveira Marcela Margareth Passos da Silva Natália Tissiani Calderon Ramos Sílvia Urmila Almeida Santos Ilustração Tiago Botelho Web Designer Marcelo Horacio Fortino Designer Instrucional Amaliair Cristine Atallah Diagramação Carla Clen Apoio à produção de vídeos e multimídia Jean Lima Designer gráfico e animador 2D Cristiano Alves de Oliveira Relatórios Estatísticos Dione Ramos Canuto Moura Todos direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica.
  5. 5. Sumário Apresentação____________________________________________________ 5 Unidade 1 Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar________________ 7 1.1 Avaliação da cena e da vítima_____________________________ 8 1.2 Parada cardiorrespiratória e reanimação cardiopulmonar_______ 13 1.3 Obstrução das vias aéreas______________________________ 21 1.4 Desobstrução das vias aéreas____________________________ 21 Unidade 2 Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar?_________ 25 2.1 A vítima está sangrando? É hemorragia!____________________ 25 2.2 Convulsões_________________________________________ 29 Unidade 3 Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação________ 32 3.1 Tipos de eventos envolvendo multidões_____________________ 33 3.2 Plano de evacuação___________________________________ 35 3.3 Ações em caso de distúrbios____________________________ 36 3.4 E em caso de produtos perigosos?________________________ 36 3.5 Em caso de explosões_________________________________ 37 3.6 Preso em escombros__________________________________ 38 Unidade 4 Prevenção e combate a princípios de incêndio_________________ 40 4.1 Elementos essenciais do fogo____________________________ 41 4.2 Ações preventivas____________________________________ 41 4.3 Ações gerais em incêndios______________________________ 42
  6. 6. 5 Apresentação Seja bem-vindo(a) ao Módulo de Segurança e Primeiros Socorros! Durante Megaeventos, como é o caso da Copa do Mundo da FIFA2014, os voluntários poderão vivenciar situações que exigem conhecimentos e técnicas necessárias à prevenção de riscos e outras que podem salvar vidas. É importante estar claro que os voluntários serão referências às pessoas presentes no local do Megaevento em que estarão atuando. Portanto, você, caso seja selecionado para atuar como voluntário durante um Megaevento, precisará desenvolver, neste curso, habilidades favoráveis à segurança e aos primeiros socorros. Em situações emergenciais que envolvem vítimas, o primeiro atendimento é essen- cialmente importante, por fazer toda a diferença no processo de recuperação do vitimado. Os primeiros socorros, quando bem aplicados, evitam o agravamento do estado geral da vítima e auxiliam na sua recuperação. Consideramos o voluntário uma pessoa fundamental dentro da cadeia de recursos que formarão o serviço de emergência médica no Brasil durante o Megaevento e que ocupa posição privilegiada por estar próximo a grandes concentrações de pessoas. Convidamos você, participante interessado no voluntariado, a estudar cuidadosamen- te este material, pois os conteúdos nele abordados são de extrema importância para a quali- dade do exercício das atividades de voluntário durante um Megaevento. Este Módulo é dividido em duas partes. Veremos, ao longo das duas primeiras Unida- des, os primeiros socorros a situações que, geralmente, envolvem apenas uma vítima, como parada cardiorrespiratória, obstrução das vias aéreas, hemorragia e crise convulsiva. Na se- gunda parte, veremos como uma pessoa deverá agir em situações com múltiplas vítimas, por exemplo, em casos de incêndio. Ao longo do texto, você encontrará ícones que sinalizam o destaque de informações complementares importantes. Recomendamos essa leitura, pois será útil e lhe ajudará muito. Ao final de cada Unidade de estudo, você poderá fixar o conteúdo e verificar sua aprendizagem, por meio de questões apresentadas no “Teste seus Conhecimentos”. Lembre-se: antes de qualquer tentativa de auxílio, ligue para o Corpo de Bombeiros Militar – 193 Então, vamos começar nossos estudos!
  7. 7. 7 Unidade 1 Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar Durante o Megaevento, muitas situações podem ocorrer com aquelas pessoas presen- tes no local em que os voluntários estarão atuando. Nesta primeira Unidade, serão apresentados os conceitos de primeiros socorros, meios para avaliar a cena e a vítima e os primeiros procedimentos nos casos de parada car- diorrespiratória e obstrução das vias aéreas. Primeiros socorros são aqueles cuidados prestados inicialmente a uma pessoa, em qualquer situação, até a chegada de um serviço mé- dico de emergência. Esses cuidados podem diminuir os danos às víti- mas e até salvar suas vidas.
  8. 8. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 8 1.1 Avaliação da cena e da vítima Antes de tudo, é importante que você entenda o que são os primeiros socorros e qual a importância do atendimento às vítimas. Conceituamos primeiros socorros como ações de atenção imediata dada a uma pes- soa, cujo estado físico coloca em perigo sua vida. Devido à proximidade das pessoas que estarão assistindo aos jogos no país, o voluntário será a primeira pessoa treinada a chegar ao local. Então, caso você seja convocado para atuar como voluntário nesses jogos, sua atuação terá por objetivo identificar o que está acon- tecendo, chamar por ajuda especializada e manter as funções vitais, evitando o agravamento das condições da vítima, até que o serviço de atendimento de emergência chegue ao local. Entende por que o voluntário é tão importante e por que este curso será essencial na atuação dele? 1.1.1 Avaliação da cena Qual a primeira coisa que acontece quando alguém passa mal ou desmaia? JUNTA GENTE! Então, quando o voluntário chega à cena em que aconteceu algo, provavelmente, muitas pessoas estarão ao redor da vítima, cada uma falando alguma coisa ou tentando fazer algo diferente. O que fazer nesse caso? Quando o voluntário chegar ao local, é muito importante que ele: (i) identifique-se como membro da comissão de organização do Megaevento e anun- cie que assumirá a situação a partir daquele momento; (ii) em seguida, avalie a cena, para verificar o que realmente está acontecendo; (iii) identifique pessoas próximas da vítima que possam relatar o que realmente aconteceu. Sempre se identifique e diga que está ali para ajudar! Funções vitais: para que os órgãos fun- cionem adequadamente, o mínimo que eles preci- sam é receber o sangue com oxigênio (retirado do ar que entra nos pul- mões) bombeado pelo coração. O primeiro ór- gão a sofrer com a falta de circulação de sangue e de oxigênio é o cérebro.
  9. 9. 9 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos A CENA Como você já deve ter percebido, avaliar a cena é muito importante, pois permite identificar os riscos para as pessoas envolvidas, para os curiosos e para quem avalia a cena. Sendo assim, será útil procurar responder às seguintes perguntas: yy Qual a situação? O que aconteceu? Quem são as pessoas envolvidas? Quem é a vítima?Avítima está inconsciente? Ela está sofrendo um infarto? Uma convulsão? Ela foi atingida por algum objeto? yy O que pode acontecer? (Provável evolução do incidente); Aconteceu só com uma pessoa? Pode acontecer com outras pessoas? Há fatores de risco no ambiente? Por exemplo: combustível derramado que pode explodir, um fio energizado que pode dar choques, fogo que pode alastrar-se, um veículo que pode rolar de um barranco, há uma via por onde passam carros. yy O que farei e como farei para poder controlar a situação? (Medidas empreendidas). Evitar ou eliminar os agentes causadores de lesões ou agravos à saúde, como fogo, explosão, eletricidade, fumaça, água, gás tóxico, tráfego (colisão ou atropelamento), queda de estruturas, ferragens cortantes e materiais perigosos. yy O que posso fazer para me proteger? Que medidas de proteção individual posso tomar? Evitar contato direto com substâncias que possam transmitir doenças infec- ciosas, como sangue, urina, fezes, vômito, saliva, muco, esgoto, água, roupas ou superfícies contaminadas. Para tanto, o voluntário deve utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como luvas descartáveis, óculos e máscara. É sempre muito importante: chamar por ajuda! Logo que identificar uma situação em que haja vítimas ou tumulto, o voluntário deve chamar por ajuda. Contatar o serviço de referência, fornecer sua localização e repassar as informações que já possui para que um serviço de atendimento de emergência se desloque para o local. 1.1.2 Avaliação da vítima Pronto, agora que o voluntário já avaliou a cena e chamou por ajuda, é hora de avaliar com mais detalhes a vítima! yy Ela foi vítima de trauma? Alguma coisa externa a agrediu (tiro, facada, pancada, que- da etc.)? yy Ela está apresentando algum quadro clínico? Infarto agudo do miocárdio? Acidente Vascular Cerebral (mais conhecido como derrame)? Crise convulsiva? yy Lembre-se: sempre é importante verificar com quem testemunhou o ocorrido ou com conhecidos da vítima o que realmente aconteceu.
  10. 10. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 10 Se a vítima tiver sofrido um trauma, só a movimente se ela estiver em um local inseguro! Caso contrário, deixe-a no mesmo local até o serviço de atendimento de emergência chegar! 1.1.2.1 Nível de consciência da vítima Depois de ter uma impressão geral da vítima, o voluntário deverá identificar o nível de consciência dela. Como fazer isso? Para não esquecer a sequência, pode ser útil lembrar a sigla: AVDI. ALERTA – Primeiramente, verificamos se ela está ALERTA, se está acordada. Os olhos da vítima estão abertos? Ela está falando? Ela está movimentando-se? Não responde Responde VERBAL – Verificar se a vítima responde a estímulo VERBAL. Chame a vítima: Sr. Fulano, o senhor consegue me ouvir? DOR – Fazer um estímulo DOLOROSO. Caso a vítima não responda a nenhum desses estímulos, pode-se afirmar que ela está INCONSCIENTE. Iniciar o ABC da vida! Dependendo da sua avaliação geral da vítima, iniciar os primeiros socorros ou aguardar o serviço de atendimento de emergência chegar. Não responde Não responde Responde Responde
  11. 11. 11 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos Estímulo doloroso em adulto: Estímulo doloroso em lactente: dê palmadas na sola dos pés.
  12. 12. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 12 Caso o voluntário tenha verificado que a vítima está inconsciente, deverá continuar avaliando a vítima para saber se alguma de suas funções vitais está prejudicada. Para isso, seguir o ABC da vida. A. Vias aéreas – As vias aéreas são as vias por onde o ar passa. Caso alguém fique com essas vias obstruídas, poderá morrer em poucos minutos por falta de oxigênio. Normalmente, quando a pessoa desmaia, a língua cai para trás e pode fechar a passagem do ar. Uma medida simples pode evitar que isto aconteça: alinhe a cabeça da vítima e levante o queixo da pessoa. Fonte: American Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008). B. Respiração – Está presente? Está adequada? Para verificar se a respiração está presente, basta observar se o peito está se enchendo de ar. Às vezes, a pessoa está respirando, mas de forma agônica, ou seja, sofrida. Este tipo de respiração é inadequado. C. Circulação - Tem pulso? Existe hemorragia? O pulso é a onda que percebemos quando o coração bate. Para verificar a presença de pulso, é necessário colocar os dois dedos (dedo indicador e médio) em cima da cartilagem que temos no pescoço e deslizar para qualquer um dos lados. Após isso, será encontrada uma depressão. Neste local, deve-se sentir o pulso da vítima. Às vezes, será preciso fazer um pouco mais de pressão para sentir o pulso. Avaliar por até 10 segundos. Partindo da parte anterior da cabeça, verificar a presença de hemorragias, passando a palma da mão lentamente, observando a presença de sangue.
  13. 13. 13 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos Vamos fazer um teste? Procure o seu pulso seguindo esta técnica, depois peça para fazer isso nos seus amigos ou parentes. Após alguns treinos, logo que você chegar numa vítima que não tem pulso, rapidamente você irá identificar. Depois de verificadas a circulação e a presença de hemorragias, estabilizar a coluna cervical, usando as mãos até a chegada do serviço de atendimento de emergência. Pronto! Agora você já sabe avaliar a cena e a vítima, vamos às técnicas de primeiros socorros, propriamente ditas. 1.2 Parada cardiorrespiratória e reanimação cardiopulmonar O coração parou? Então, a vítima está em parada cardiopulmonar! Essa é uma situação de extrema emergência, pois sem que o coração funcione, todos os outros órgãos irão sofrer pela falta de oxigênio. Nesse caso, apenas poucos minutos serão suficientes para que a vítima fique com sequelas neurológicas para sempre ou para que ela morra. Você perceberá que esta seção é a mais longa e provavelmente será a que mais irá demandar sua atenção e estudo, pois alguns detalhes podem fazer toda a diferença. Recapitulando:Você já viu como identificar uma parada cardiorrespiratória! Lembra- se do ABC da vida? Agora, você aprenderá quais são os motivos que mais frequentemente levam a uma parada cardiorrespiratória, quais as manobras de reanimação cardiopulmonar e como se utiliza um desfibrilador externo automático. Respire fundo e vamos nessa! 1.2.1 Parada cardiopulmonar A Parada Cardiopulmonar (PCR) ocorre quando o coração para de exercer sua função, ou seja, bombear sangue para os pulmões e para todo o restante do organismo.
  14. 14. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 14 Uma pessoa pode apresentar uma parada cardiopulmonar por diversos motivos, mas aqueles mais comuns e que têm mais chances de acontecer no ambiente em que o voluntário atuará são: yy Infarto Agudo do Miocárdio (IAM): quando um dos vasos do coração é obstruído, impedindo que o órgão funcione adequadamente. Geralmente, quando a pessoa so- fre um IAM, antes de apresentar a PCR,ela irá referir intensa dor no peito. yy Acidente Vascular Cerebral (AVC): também conhecido como derrame cerebral, ocorre quando um vaso do cérebro é obstruído ou quando ele sangra. Geralmente, quando a pessoa sofre um AVC, antes de apresentar PCR, ela refere dor de cabeça muito forte e pode apresentar sangramento pelo ouvido e pelo nariz. yy Obstrução das vias aéreas: quando a passagem do ar para os pulmões é obstruída por um pedaço de comida ou por água, ou quando a pessoa se afoga. Na próxima seção, veremos como ajudar a desobstruir as vias aéreas antes que a pessoa apre- sente PCR. yy Trauma: quando a pessoa sofre uma queda ou um acidente automobilístico, por exemplo. 1.2.2 Reanimação cardiopulmonar Você se lembra de que a função do coração é bombear sangue para todo o organis- mo? Então! A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é um conjunto de técnicas que visam rees- tabelecer parcialmente a circulação sanguínea da vítima até que o coração volte a funcionar normalmente. Vamos ensinar como fazer compressão torácica e a utilizar o Desfibrilador Externo Automático. Mas, e a respiração boca a boca? Você já deve ter visto na televisão ou mesmo na rua pessoas fazendo respiração boca a boca. Você precisa fazê-la? Não. Esta é uma técnica que exige treino e mesmo pessoas treinadas podem não desenvolvê-la adequadamente. Pesquisas recentes demostraram que é mais eficiente para pessoas que não são da área da saúde realizarem apenas as compressões torácicas, pois esta técnica, isoladamente, já permite que certa quantidade de ar entre e saia dos pulmões e a sua continuidade e qualidade são mais importantes para aumentar a chance de sobrevivência da vítima. 1.2.3 Compressões torácicas A compressão torácica é parte fundamental da reanimação cardiopulmonar. Esta téc- nica irá manter o fluxo de sangue para o coração, para os pulmões e para o cérebro, órgãos vitais para o funcionamento do organismo.
  15. 15. 15 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 1.2.3.1 Onde e como comprimir? Localizar o ponto de compressões para realizar a RCP: para adultos e crianças, a compressão deve ser feita no centro do tórax, na linha dos mamilos. Fonte: American Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008). Adulto: posicionar a base de uma das mãos no ponto de compressão. A outra mão deve ser sobreposta à primeira, de modo que as bases das duas mãos fiquem alinhadas uma sobre a outra. Os dedos não devem tocar o tó- rax do paciente, podendo ficar estendidos ou entrelaçados. Crianças: realizar as compressões posicionando a base de uma das mãos sobre o local de compressão. Observe as fotos a seguir. Observe que, em Supor- te Básico de Vida (SBV) ou primeiros socorros, devemos considerar as seguintes faixas etárias: • Lactente - 28 dias a 01 ano de idade. • Criança - 01 a 08 anos. • Adulto - a partir de 08 anos. Esta divisão foi feita, principalmente, para adequar as técnicas ao tamanho da vítima. Não se pode fazer a mesma força de compressão to- rácica em um bebê e em um adulto.
  16. 16. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 16 No caso de lactantes, posicionar dois dedos, logo abaixo da linha imaginária entre os mamilos (ver fotos). Fazer as compressões com a ponta de dois dedos, posicionados sobre o ponto de compressão. Pode-se realizar a compressão com os dois polegares. Fontes: Manual de Atendimento Pré-hospitalar do CBMDF (2007) e American Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008).
  17. 17. 17 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos A profundidade das compressões deve ser, aproximadamente, meta- de da profundidade do tórax, em crianças e lactentes. Em adultos, o tórax deve ser comprimido a uma profundidade de, aproximada- mente, 05 cm. Na hora de colocar a técnica em prática, estas medi- das podem ser impraticáveis. O importante é perceber que o tórax é comprimido, numa força intermediária, sem que lesione a vítima. Realizar as compressões torácicas em uma frequência de, no mínimo, 100 compres- sões por minuto, para pacientes adultos, criançase lactentes. Lembrar-se de reavaliar o pa- ciente após 02 minutos de RCP. É importante que a cada dois minutos troquem as pessoas que es- tão realizando compressão torácica, pois este é um procedimento que gera desgaste físico. Se quem vai prestar o socorro estiver muito can- sado, não vai realizar as compressões torácicas adequadamente. 1.2.3.2 Posição na hora da compressão torácica: É muito importante observar que: yy Deve-se ficar ao lado da vítima. yy A vítima deve estar reta e deitada com a região dorsal no chão. yy O que irá fazer força não é o braço: a força será exercida pelo seu corpo. yy Não se dobra o braço para fazer força. Ele permanece estendido e realiza-se o movi- mento com todo o corpo.
  18. 18. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 18 1.2.3.3 Compressões torácicas de qualidade: Para que a compressão torácica seja de qualidade e realmente gere um fluxo sanguí- neo, é importante que, entre uma compressão e outra, permita-se que o tórax retorne ao pon- to inicial. Caso sejam feitas compressões muito curtinhas, não vai dar tempo de o coração encher de sangue novamente e sua compressão não será muito efetiva. 1.2.4 Desfibrilação Enquanto a compressão torácica é o que mantém o fluxo de sangue para os órgãos vitais, a desfibrilação é uma das medidas que pode fazer com que o coração volte a funcionar. A desfibrilação é uma descarga elétrica aplicada com um aparelho específico que, ao passar pelo coração, pode fazer com que ele volte a bater sozinho. Mas, nem toda vez que uma pessoa apresenta PCR é indicado o uso do desfibrilador. Assim, como saber se é possível ou não utilizar o desfibrilador na pessoa que está sendo atendida? Existe um Desfibrilador Externo Automático, conhecido como DEA (que deve estar disponível próximo ao local em que o voluntário atuará), que, ao ser colocado sobre o peito da vítima, identifica se é preciso ou não dar descarga elétrica. Se for necessária, o aparelho avisa, pede para que todos se afastem e que se aperte o botão choque para disparar a descarga elétrica. Depois do choque, fazer mais 02 minutos de compressão torácica antes de verificar o pulso novamente. Se não for necessária, ele informa que a descarga elétrica não é indicada e solicita que as compressões torácicas sejam retomadas. Sempre que se identificar uma pessoa em PCR, é preciso solicitar ajuda e pedir que traga (ou pegue, se estiver bem próximo) o DEA. Mas nunca se deve atrasar o início das compressões torácicas por isso: deve-se começar as compressões torácicas e, assim que o DEA chegar, utilizá-lo. 1.2.4.1 Situações especiais: yy A vítima está na água ou próxima dela: antes de colocar o DEA, retire a pessoa da água e seque-a. yy A vítima tem um marca-passo implantado: é possível senti-lo como uma massa pal- pável no peito da pessoa. Não colocar a pá do DEA sobre o marca-passo. Deixar, aproximadamente, 05 cm de distância para colocação das pás. yy Há um adesivo de medicação transcutânea (abaixo da pele) ou outro objeto sobre a pele da vítima (como um piercing), no local em que se colocam as pás autoadesivas do DEA: retirar o objeto ou o adesivo.
  19. 19. 19 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos yy Paciente com pelo abundante no tórax. As pás podem não grudar, pode ser necessá- rio cortar ou raspar os pelos antes de colocar a pá. 1.2.4.2 Colocação das pás e utilização do DEA: yy Lactente: o DEA não é indicado para lactentes. yy Criança: se disponível, utilizar as pás próprias para criança de 01 a 08 anos. Caso contrário, use o DEA e as pás para adulto. yy Adulto:Usar pás para adultos. Não utilizar pás infantis. Fonte: American Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008). Então, recapitulando o que vimos até agora! O voluntário chegou no local, avaliou a cena e a vítima, e verificou que ela está sem pulso (treinou a técnica de verificar o pulso?). Ele já chamou ajuda e, até que este serviço de emergência chegue, deve iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar. Por onde começar? Pedir a alguém para buscar o desfibrilador externo automático e começar as compressões torácicas. Fazer as compressões por 02 minutos, sem parar. En- tão, parar e avaliar novamente o pulso. Se o pulso não tiver voltado, continuar com as com- pressões torácicas, reavaliando a cada 02 minutos. Quando o DEA chegar, colocar as pás sobre o peito da vítima e aguardar a avaliação. Se for indicado o choque, afastar-se da vítima e apertar o botão choque. Depois, fazer mais 02 minutos de compressão torácica e verificar o pulso novamente. Se o choque não for indicado, continuar com as compressões torácicas. Até quando fazer compressões torácicas? yy Se o pulso tiver voltado, ficar do lado da vítima e continuar avaliando a presença de pulso a cada 02 minutos até o serviço de atendimento de emergência chegar. yy Se o pulso não aparecer, continuar as compressões torácicas até o atendimento de emergência chegar.
  20. 20. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 20 yy Se o desfibrilador chegar, no momento de reavaliar o pulso, na ausência de sinais que o coração voltou a funcionar, colocar as pás do desfibrilador na vítima e aguardar as instruções do aparelho. Ficou confuso? Esta parte é muito importante e a figura apresentada a seguir vai aju- dar você a entender como é a sequência. 1.2.5 Sequência da Reanimação Cardiopulmonar Fonte: America Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008).Fonte: America Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008). Agora, você já sabe identificar uma parada cardiorrespiratória, iniciar uma reanimação cardiopulmonar e como utilizar um desfibrilador externo automático. Mas, ainda existem ou- tras situações que colocam em risco a vida das pessoas. Vamos conhecê-las e aprender o que fazer nestas situações!
  21. 21. 21 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 1.3 Obstrução das vias aéreas A obstrução das vias aéreas pode impedir a entrada de ar para os pulmões, parando a respiração, Caso isso ocorra, a vitima pode até morrer. As vias aéreas podem ser obstruídas por pedaços de comida, pequenos objetos ou por água (no caso de afogamento). Essa obstrução pode ser leve ou grave, conforme caracterizado no quadro a seguir. Examine-o com atenção. Obstrução leve da via aérea – O ar ainda consegue entrar e sair. Obstrução grave da via aérea – O ar não consegue entrar nem sair da vítima. Sinais A pessoa pode apresentar um chiado no peito, ainda consegue tossir e falar alguma coisa. Sinais A pessoa pode apresentar um ruído bem agudo (fino) ou nenhum ruído, não conse- gue falar ou tossir e pode começar a apre- sentar cianose (lábios ou extremidades de cor azulada). Ações Encorajar a pessoa a tossir e manter os movimentos respiratórios. Caso ela não consiga expelir o que está obstruindo a passagem do ar, chame o serviço de emer- gência. Ações Chamar por ajuda e iniciar a manobra de desobstrução das vias aéreas. Nunca se deve bater nas costas da vítima, pois isso pode fazer o objeto entrar mais ainda! Primeiros socorros são aqueles cuidados prestados inicialmente a uma pessoa, em qualquer situação, até a chegada de um serviço médico de emergência. Esses cuidados podem diminuir os danos às vitimas e até salvar suas vidas. 1.4 Desobstrução das vias aéreas Para ajudar a vítima, é preciso proceder da seguinte forma: yy Primeiramente, falar para ela que quem está socorrendo é treinado e vai ajudá-la. yy Pedir a alguém para chamar ajuda enquanto se iniciam as manobras para desobstru- ção da via aérea.
  22. 22. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 22 Em caso de lactentes • Ajoelhar-se ou sentar-se com o lactente em seu colo. • Deitar o lactente nos seus joelhos com a barriga voltada para baixo (inclinada para baixo), apoiada em seu antebraço. • Apoiar a cabeça e a mandíbula do lactente com a mão. • Aplicar até 05 golpes no centro das costas, 03 ou 04 vezes. É preciso ter cuidado com a força! Ela deve ser apenas o suficiente para deslocar o corpo estranho. • Virar a vítima (cabeça voltada para cima) e aplicar 05 compressões na altura dos mamilos com os dedos, da mesma forma que se faz na RCP. Fonte: American Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008). Em caso de crianças e adultos • Abraçar a vítima por trás e colocar as mãos na altura do estômago. Golpear a região para cima. • Se a vítima perder a consciência ou desmaiar, iniciar as manobras de RCP. Fonte: American Heart Association. SBV para profissionais de saúde (2008).
  23. 23. 23 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos yy Repetir o procedimento até que o corpo estranho seja removido ou até que a vítima se torne não responsiva. Não se deve tentar retirar o objeto da garganta da vítima se não puder vê-lo, pois isso poderá empurrá-lo mais para dentro. Se depois das manobras o objeto ficar visível na boca, retirá-lo com cuidado para que não entre novamente. yy Se a vítima perder a consciência ou desmaiar, iniciar as manobras de RCP. Você finalizou a primeira Unidade do Módulo de Segurança e Primeiros Socorros! Viu quantas coisas você aprendeu? Agora, você já sabe: yy avaliar a cena e a vítima quando algo acontecer; yy identificar uma parada cardiorrespiratória, e como agir nesta situação; yy o que fazer quando encontrar alguém com a via aérea obstruída. Então, vamos testar os seus conhecimentos!
  24. 24. Unidade 1 – Primeiros Socorros e atendimento pré-hospitalar 24 Teste seus conhecimentos Atividade 1 Imagine que uma pessoa adulta esteja com as vias aéreas obstruídas. Neste caso, a ação que NÃO se deve fazer é: a) Chamar ajuda, enquanto inicia as manobras visando à desobstrução das vias aéreas. b) Abraçar a vítima por trás, golpeando a região para cima, na altura do estômago. c) Fazer tentativas de retirar o corpo estranho dando tapas nas costas da vítima. d) Iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar, se a vítima perder a consciência. Atividade 2 A compressão torácica é parte fundamental da reanimação cardiopulmonar. Partindo desta ideia e, supondo que uma pessoa esteja em uma situação de primeiros socorros, quando ela irá parar de fazer as compressões torácicas? a) A cada três minutos, visando verificar o pulso da vítima. b) Depois de choque com o Desfibrilador Externo Automático. c) Após 10 minutos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP). d) Quando for possível sentir novamente o pulso da vítima.
  25. 25. 25 Unidade 2 Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar? Quanta coisa importante você aprendeu na Unidade anterior! Agora, você irá aprender a identificar uma pessoa que está tendo uma hemorragia ou sofrendo crises convulsivas e o que se pode fazer para ajudá-la. 2.1 A vítima está sangrando? É hemorragia! A hemorragia é o extravasamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos e, do ponto de vista clínico, pode ser classificada em externa ou interna. a) Sinais e sintomas das hemorragias externas: yy Agitação, a pessoa pode ficar confusa ou agressiva. yy Palidez.
  26. 26. Unidade 2 – Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar? 26 yy Sudorese intensa. yy Pele fria. yy Hipotensão. yy Sede. yy Fraqueza. yy Frequência cardíaca acelerada (acima de 100 bpm). Veja no quadro a seguir uma explicação sobre o que vem a ser bpm. A frequência cardíaca é a quantidade de vezes que o coração bate durante um minuto. Para saber qual a frequência cardíaca de uma pessoa, é preciso seguir os passos abaixo: • Encontrar o pulso (lembra-se da técnica que vimos no início da Unidade?). • Acompanhar, com a ajuda de um relógio, quantas vezes é possível senti-lo em 15 segundos. • Multiplicar este valor por 04. Exemplo: em 15 segundos, foi possível sentir o pulso 20 vezes. Então, a frequência cardíaca da pessoa é de 80 bpm (batimentos por minuto). b) Sinais e sintomas das hemorragias internas: Idênticos (iguais) aos da hemorragia externa, acrescidos dos seguintes: yy Saída de sangue ou fluidos pelo nariz e/ou pavilhão auditivo externo. yy Vômito ou tosse com presença de sangue. yy Contusões e hematomas. yy Rigidez ou espasmos dos músculos abdominais. yy Dor abdominal. yy Sangramento pelas genitálias.
  27. 27. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 27 2.1.1 Classificação anatômica yy Arterial: hemorragia que faz jorrar sangue pulsátil e de cor vermelho vivo; é a mais perigosa porque a vítima pode perder grande quantidade de sangue em poucos minutos. yy Venosa: hemorragia na qual o sangue sai lento e contínuo, com cor vermelho escuro. yy Capilar: o sangue sai lentamente dos vasos menores, na cor similar ao do sangue venoso. Fonte: Manual de Atendimento Pré-hospitalar do CBMDF (2007). 2.1.2 Técnicas de contenção de hemorragias a) Pressão direta sobre o ferimento: SEMPRE SE PROTEGER, USANDO LUVAS. Caso não haja ataduras disponíveis, pode-se comprimir com qualquer pano seco limpo. Não trocar o pano usado inicialmente, se necessário, colocar outro por cima. Fonte: Manual de Atendimento Pré-hospitalar do CBMDF (2007) Sangue arterial é o san- gue que está vindo do coração, por isso ele é mais forte. Sangue venoso é aque- le que está voltando para o coração, por isso ele sangra mais deva- gar. O capilar são microva- sos. Quanto mais vermelho vivo for o sangue, maior a quantidade de oxigê- nio. Por este motivo, o sangue arterial, que sai do coração e leva oxi- gênio para os tecidos, tem uma coloração mais viva.
  28. 28. Unidade 2 – Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar? 28 b) Elevação do membro: se o sangramento não parar só com a compressão, conti- nuar comprimindo o local do sangramento e elevar o membro acima da altura do coração da vítima. Fonte: Manual de Atendimento Pré-hospitalar do CBMDF (2007). c) Compressão dos pontos arteriais: se o sangramento continuar, mesmo com a compressão do local e com a elevação do membro, comprimir o ponto arterial mais próximo antes da lesão. Fonte: Manual de Atendimento Pré-hospitalar do CBMDF (2007).
  29. 29. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 29 Pontos arteriais são todos os locais em que você pode sentir o pulso da vítima. Por exemplo, se ela está com um sangramento no dedo da mão, o ponto arterial mais próximo é o que se consegue sentir no pu- nho. Observar os pontos arteriais a seguir e procure em você mesmo para ir treinando. Em casos de amputação traumática, esmagamento de membro e hemorragia em vaso arterial de grande calibre, devemos empregar a combinação das técnicas de contenção an- teriormente mencionadas. 2.2 Convulsões Crise convulsiva é um tipo de ataque que ocorre por um distúrbio no cérebro (como se fosse um curto circuito). A vítima perde o contato com o meio ambiente (ela pode até estar com os olhos abertos, mas não responde se algo lhe é perguntado) e começa a apresentar movimentos involuntários e desordenados de esticar e contrair os braços e as pernas. Ge- ralmente, a vítima contrai fortemente a mandíbula, podendo até machucar a língua. Quando a crise está acabando, todos os músculos relaxam. A vítima pode babar, urinar ou evacuar. Ao passar a crise convulsiva, a vítima pode ficar confusa, com dor de cabeça e sonolência, por várias horas. 2.2.1 Como ajudar uma pessoa em crise convulsiva yy Ao identificar uma pessoa em crise convulsiva, chamar por ajuda, pois ela precisará ser removida o quanto antes para um serviço médico. yy Afastar os objetos que possam causar lesões na vítima. yy Proteger a cabeça da vítima com a mão, roupa ou travesseiro. yy Afastar os curiosos, dando espaço para a vítima respirar.
  30. 30. Unidade 2 – Hemorragia e crise convulsiva: o que fazer para ajudar? 30 yy Lembrar que a vítima pode morder a língua. Nunca tentar abrir a boca da vítima com a mão ou com algum objeto para impedir que ela morda a língua. É melhor que ela morda a língua do que quebre um dente com o objeto que venha a ser colocado no interior da boca, ou mesmo corte o seu dedo. yy Durante a crise convulsiva, a pessoa pode começar a se debater. Não tente segurá-la prendendo seus braços ou suas pernas. Você deve apenas afastar objetos que pos- sam machucá-la e segurar sua cabeça. O quadro de crise convulsiva descrito pode durar até 03 minutos, por isso, é necessário permanecer ao lado da vítima. 2.2.2 O que é preciso fazer após a crise convulsiva? yy Lateralizar a cabeça da vítima para que a saliva escorra, evitando engasgos. yy Observar se a respiração está adequada. yy Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração. yy Se a vítima quiser dormir, deixá-la descansar de lado, enquanto aguarda o socorro. yy Não medicar a vítima, mesmo que ela tenha os medicamentos, nem oferecer nada para beber ou comer, pois os reflexos não estão totalmente recuperados, e ela pode se afogar ao engolir o comprimido e a água. yy Não deixar a vítima sozinha nesta fase. yy Esperar a chegada do serviço de atendimento de emergência. Viu como é simples ajudar alguém que está tendo uma crise convulsiva? Todo o seu estudo até agora já lhe mostrou como lidar com diversas situações que podem colocar em risco a vida de alguém. A seguir, veremos situações que podem colocar em risco a vida de várias pessoas, quando elas estão em uma multidão. Preparado? Vamos nessa!
  31. 31. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 31 Teste seus conhecimentos Atividade 1 Suponha que, em uma situação de emergência, uma pessoa seja encontrada apresentando uma crise convulsiva. Considerando o atendimento adequado a ser dado a essa pessoa, avalie as ações listadas a seguir: I. Colocar um pano na boca da vítima para ela não morder a língua. II. Afastar objetos próximos à vítima para que ela não se machuque. III. Segurar os braços e as pernas da vítima para eles não ficarem batendo. IV. Oferecer água para a vítima tomar, após acabar a crise convulsiva. V. Proteger a cabeça da vítima com a mão ou com uma roupa limpa. Das ações apresentadas, quais delas NÃO PODEM ser realizadas, no caso de uma crise convulsiva? a) I, II e IV. b) I, III e IV. c) II, III e V. d) III, IV e V. Atividade 2 Imagine que, durante um dos jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014, um visitante corte o pé com um caco de vidro. O que deve ser feito neste caso? a) Colocar a pessoa sentada, com o pé para baixo, para aguardar o atendimento. b) Não comprimir, caso o sangue saia em jatos e com coloração vermelho vivo. c) Lavar com água limpa o ferimento da vitima até que ele pare de sangrar. d) Comprimir o local do ferimento e, se não parar de sangrar, elevar o pé da vítima.
  32. 32. 32 Unidade 3 Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação Multidões fazem parte do cotidiano das grandes cidades e, normalmente, interagem sem maiores problemas. Provavelmente, os lugares em que o voluntário irá atuar durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014 vão aglomerar grande quantidade de pessoas. Exploração sexual não é turismo, é crime. Entre em campo pelos direitos de crianças e adolescentes! Se você presenciar qualquer violação de direitos, denuncie, ligue 100. Para mais informações, estude o Módulo “Hospitalidade e Turismo” ou acesse: www.childhood.org.br Tudo está sendo organizado para que situações que ponham as multidões em perigo não ocorram, mas mesmo assim elas ainda podem acontecer. Por isso, o voluntário, como ponto de referência para aquelas pessoas, tem papel importantíssimo na prevenção de maio- res danos e em eventuais retiradas delas do local. Então, nesta Unidade, você vai aprender como agir em situações envolvendo multi- dões e que podem gerar pânico nas pessoas. Lembre-se: “uma multidão em fuga não é, necessariamente, uma multidão em pânico”.
  33. 33. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 33 3.1 Tipos de eventos envolvendo multidões Dois tipos de eventos podem ocorrer quando uma grande quantidade de pessoas di- vide o mesmo espaço: yy Desastres – incêndios, explosões, colapsos de edifícios, atentados terroristas, catás- trofes naturais, mau tempo. yy Distúrbios da ordem – tumultos, desobediência civil, manifestações não pacíficas, disputas, brigas.
  34. 34. Unidade 3 – Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação 34 Fatos comprovados em desastres • Pessoas morrem mais por compaixão do que por competição. Elas, frequentemente, demoram a sair do ambiente porque estão ajudando amigos ou familiares. • Quando há uma crise em um lugar cheio, as pessoas se identificam com alguém que julgam que esteja mais preparada para lidar com esta situação – uma pessoa que esteja com um uniforme ou com um sinalizador (elas vão se identificar e obedecer aos seus comandos). • Equipes de resgate podem preparar as pessoas presentes como primeira resposta. • Quanto maior a multidão, mais perigosa ela se torna. • Não é possível perceber o tumulto até que seja tarde demais para tentar escapar. • Existe uma tendência de as pessoas se abrigarem em um mesmo lugar. • Há uma diminuição do senso de responsabilização. Isso significa que as pessoas em pânico costumam fazer coisas que elas não fariam normalmente, como pular um muro ou seguir por uma rota insegura. • O comportamento das pessoas, nestas situações, está relacionado à sua vontade, e não ao medo. 3.1.1 O que fazer nesta situação? Então, o que se pode fazer em uma situação que gere pânico em uma grande multidão? yy Ter calma! O voluntário é a pessoa capacitada mais próxima da multidão, desta for- ma, as pessoas vão tê-lo como referência. yy Chamar por ajuda! Não se deve pensar que, só porque algo muito grave está ocor- rendo, alguém já deve ter comunicado o serviço de emergência. Pode ser que todos tenham este mesmo pensamento. É importante comunicar o serviço de emergência e ver o que já está sendo feito para controlar a situação, yy Assumir a liderança sobre as vítimas. Demonstrar segurança e objetividade para dar ordens. Explicar o problema e o que é necessário ser feito de forma simples e clara, yy Retirar as pessoas do local! Lembrar que as pessoas podem demorar a perceber o tumulto! Pois é, isto pode ocorrer. As pessoas podem demorar a ver o perigo da situa- ção e ficar no local por curiosidade ou esperando alguém conhecido.
  35. 35. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 35 Veja, abaixo, exemplos de sinalização de saídas! É importante que esta sinalização tenha luzes de emergência, de forma que, mesmo faltando energia, elas possam ser localizadas, inclusive no chão. 3.2 Plano de evacuação Antes mesmo de um evento iniciar, já começam as ações para prevenir o pânico. Deste modo, deve-se conhecer bem: yy O local; yy A localização dos equipamentos de primeira resposta, como extintores e alarmes de incêndio; yy O ponto de encontro que será definido previamente junto à equipe de atendimento a emergências; yy Os caminhos definidos no plano de evacuação, e que geralmente estarão sinalizados; yy O programa de evacuação do local. Além dos pontos elencados acima, são fundamentais dois outros aspectos em uma situação como a que estamos discutindo: yy Identificação dos pontos críticos, como uma porta muito estreita e local com risco de queda; yy Seleção dos locais de concentração, que também serão definidos previamente junto à equipe de atendimento a emergências.
  36. 36. Unidade 3 – Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação 36 3.2.1 Ações de evacuação yy Usar os sistemas de alarme e de comunicação para ordenar a evacuação. yy Identificar as rotas de saída mais próximas. yy Mover os ocupantes para área segura. yy Usar as saídas de emergência. yy Identificar as escadas para evacuação do local. yy Orientar as vítimas quanto à maneira correta de descer as escadas. yy Em caso de rota insegura, avaliar e, se possível, aguardar o controle da situação em um local seguro. yy Identificar os ambientes que foram evacuados, marcando a porta. yy Prevenir a reentrada das pessoas em locais que já foram evacuados. yy Nunca deixar uma pessoa sem acompanhamento – se ela estiver machucada e não ser possível acompanhá-la, pedir que outra pessoa a acompanhe até a saída. 3.3 Ações em caso de distúrbios yy Não lutar contra o fluxo, acompanhe a massa na diagonal até atingir a borda. yy Manter os cotovelos afastados e as mãos nos quadris. yy Caso sinta que vai desmaiar, agarrar outra pessoa. yy Se sentir que vai cair, tentar proteger a cabeça. As mortes relacionadas a multidões se reportam à asfixia, e não a fraturas ou lesões internas. 3.4 E em caso de produtos perigosos? Fonte: Manual de Combate a Incêndio do CBMDF (2009).
  37. 37. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 37 Você consegue imaginar quais produtos perigosos poderiam aparecer nos locais em que o voluntário possa vir a atuar? Basicamente, pode ser um gás inflamável, um produto radioativo ou um produto químico. Em caso de vazamento de produtos perigosos, devem-se adotar os seguintes procedimentos: yy Deslocar a multidão em direção contrária de onde se encontram os produtos quími- cos. Neste caso, orientar as pessoas a ficarem com a cabeça erguida e contra o vento. yy Orientar as pessoas para que fiquem longe de locais baixos, valas, porões e esgotos em que os vapores se acumulam. yy Orientar que as pessoas se desloquem em fila indiana a distância de um metro (mão direita sobre o ombro do parceiro à frente). yy Fracionar os grupos com menos de cinquenta pessoas. yy Orientar as pessoas para espaços amplos. yy Ajudar as pessoas que estiverem com dificuldade de se deslocar (não retornar ou entrar em uma área contaminada para salvar alguém – isso fica a cargo das pessoas habilitadas e com treinamento, caso contrário, quem tenta fazer isso se transformará na próxima vítima). yy Nunca usar ou deixar as pessoas usarem elevadores. yy Em alguns casos, a evacuação se faz para outra parte de determinado prédio. yy Caso o voluntário tenha sido exposto ao produto químico,avisar a alguém, ainda que se sinta bem. yy Marcar um ponto de concentração. 3.5 Em caso de explosões yy Caso haja comunicação de presença de bomba, sair e retirar as pessoas o mais rápi- do possível do local, sem pânico, seguindo as orientações já apresentadas. yy Orientar e ficar longe de janelas que podem se estilhaçar ou estruturas que possam cair e machucar as pessoas. yy No caso de queda de escombros, procurar abrigo embaixo de uma mesa sólida, ou colocar um casaco, uma gaveta ou almofada de cadeira protegendo a cabeça na di- reção do evento. yy Nunca usar ou deixar as pessoas usarem elevadores. yy Deslocar-se em fila indiana a distância de um metro (mão direita sobre o ombro do parceiro à frente). yy Fracionar os grupos em número menor que cinquenta pessoas. yy Orientar as pessoas para espaços amplos. yy Marcar um ponto de concentração.
  38. 38. Unidade 3 – Situações de catástrofe e pânico e o plano de evacuação 38 3.6 Preso em escombros Se você encontrar alguém preso nos escombros ou se você mesmo estiver preso, o que fazer? yy Preso em escombros – ficar calmo, tentar evitar levantar poeira, tampar o nariz e a boca com um pano e bater em alguma coisa para fazer barulho (cano ou parede) para que a equipe de resgate ouça. Gritar somente como último recurso, pois, desta forma, evita-se a inalação de poeira. yy Não resgatar ninguém em situações de incêndio, substâncias químicas, agentes bio- lógicos, agentes radioativos e em estrutura colapsada – deixar por conta de equipes especializadas neste tipo de resgate. Nesta Unidade, você aprendeu que várias situações podem gerar pânico em uma multidão e como se deve agir nessas situações. Aprendeu, também, a importância de se manter atento às rotas e ao plano de evacuação do local em que o voluntário possa vir a atuar e que este deve tomar a liderança para auxiliar as pessoas a saírem de perto das situações de risco. Imaginar algumas dessas situações pode despertar ansiedade e medo, mesmo antes de a situação acontecer. Deve-se manter a calma! Tudo está sendo organizado para que nada disso aconteça. E, se acontecer, esta capacitação já o deixa mais preparado para tais situações, caso você seja selecionado para atuar como voluntário durante um Megaevento! Agora, chegou a hora de testar seus conhecimentos! Vamos lá!
  39. 39. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 39 Teste seus conhecimentos Atividade 1 Quando ocorre uma situação de grande perigo, isso pode gerar pânico nas pessoas. Em situações assim, é fundamental levar as pessoas para um local seguro. A partir dessa ideia e dos estudos realizados, avalie as alternativas a seguir, considerando medidas a serem tomadas visando a um plano de evacuação mais seguro. I. Orientar que as pessoas sigam, com calma, para a saída mais próxima. II. Dizer para as pessoas usarem os elevadores, visto que eles são mais rápidos. III. Deixar só uma pessoa machucada para aguardar atendimento de emergência. IV. Assumir a liderança do grupo, após identificar-se como pessoa treinada. V. Utilizar a rota de saída mais próxima, mesmo que ela não se mostre segura. É correto APENAS o que se afirma em: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) I, III e V. e) I, II, III, IV e V. Atividade 2 Em situações de grande perigo, é necessário evacuar o local, além de conduzir as pessoas para outro seguro. Para isso, é importante conhecer o plano de evacuação do local definido para o lugar em que determinado Megaevento está sendo realizado. Assim, é INCORRETO afirmar que faz parte desse plano de evacuação: a) Saber a localização dos equipamentos de primeira resposta, como extintores. b) Apagar incêndios de grande proporção e resgatar vítimas de escombros. c) Conhecer bem o local e de maneira adequada possíveis rotas de evacuação. d) Identificar pontos críticos como, por exemplo, uma porta bastante estreita.
  40. 40. Unidade 4 Prevenção e combate a princípios de incêndio Vimos, na Unidade anterior, várias situações que podem gerar pânico em uma multidão. Uma das situações citadas, e que iremos ver com mais detalhes nesta Unidade, é o incêndio, que pode ser desde um pequeno foco de fogo, rapidamente controlado, a um incêndio de grandes proporções, que irá exigir a evacuação rápida das pessoas que estão no local. Estudaremos, aqui, os fatores de risco para o aparecimento de incêndios, como com- bater pequenos focos de fogo e como retirar as pessoas do local. 40
  41. 41. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 41 4.1 Elementos essenciais do fogo Para você entender como o fogo pode se espalhar tão facilmente, é importante que conheça os elementos essenciais do fogo: combustível, comburente e energia. Mas, para que se tenha o fogo, há, ainda, necessidade da “reação em cadeia”, fator fundamental para dar continuidade às chamas. Quando a energia (fonte de calor) chega próximo ao material combustível, tem-se a quebra das moléculas e a liberação dos radicais livres que irão reagir com o oxigênio e assim iniciar a combustão. A figura apresentada, a seguir, contribui para tornar mais clara a relação entre esses elementos básicos que acabamos de comentar. Examine-a com atenção. (faísca de fogo, cigarro aceso, descarga elétrica) (Oxigênio do ar) COMBURENTE ENERGIA REAÇÃO EM CADEIA COMBUSTÍVEL (Álcool, gasolina, madeira, papel) Fonte: Manual de Combate a Incêndio do CBMDF (2009). Atendimento hospitalar do CBMDF 4.2 Ações preventivas Prevenir é sempre melhor que remediar ou, neste caso, apagar o fogo! Medidas simples podem impedir ou reduzir significativamente a gravidade do incêndio, como, por exemplo: yy Ter cuidado com fogos de artifício ou sinalizadores. yy Fazer o descarte adequado do cigarro. yy Estar atento a fontes de energia desprotegidas (como uma tomada ou um fio solto) e a canos de gás vazando. Nesses casos, CHAMAR imediatamente um serviço de manutenção. Se, mesmo assim, alguém detectar um foco de incêndio, é importante que somente tente apagá-lo se ele for pequeno e tiver instrumento apropriado para fazê-lo. É preciso não tentar apagar um fogo de grande proporção. Retirar as pessoas do local em segurança e deixar que a equipe especializada faça o trabalho dela.
  42. 42. Unidade 4 – Prevenção e combate a princípios de incêndio 42 4.3 Ações gerais em incêndios 4.3.1 Ações iniciais yy Manter a calma. yy Ligue ou peça para alguém ligar para o Corpo de Bombeiros – 193. yy Acionar o alarme de incêndio. yy Buscar controlar o pânico. yy Iniciar a evacuação do local, deslocando as pessoas com calma. yy Se possível, buscar meios de apagar o fogo. Só tentar apagar o fogo se ele estiver no início! 4.3.2 Ações que dificultam a propagação do fogo yy Fechar o registro de gás. yy Retirar ou afastar os objetos que ainda não foram atingidos pelo fogo. yy Afastar ou retirar o que está queimando. yy Fechar a porta do cômodo incendiado. yy Tapar frestas com panos úmidos. yy Molhar portas e paredes. yy Afastar objetos de paredes aquecidas. yy Se a situação se agravar, fugir do local. 4.3.3 Ações durante a fuga yy O mais importante é conhecer bem o local, pois, dependendo da quantidade de fuma- ça no ambiente, a sinalização ficará prejudicada e até mesmo sem visualização. yy Deslocar-se abaixado. yy Respirar mais próximo dos cantos de parede. yy Utilizar um pano úmido como filtro. Água apaga fogo? Nem sempre! Se o fogo tiver como cau- sa uma fonte de ener- gia elétrica, jamais jogar água para combater o fogo, pois ela conduz ele- tricidade!
  43. 43. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 43 yy Antes de abrir uma porta, verificar se ela e a maçaneta estão quentes. yy Utilizar a saída de emergência, e não o elevador. yy Sempre seguir em direção à saída. yy Em local seguro, aguardar os bombeiros para prestar informações necessárias. Você se lembra da tragédia que ocorreu na boate “Kiss”, no dia 27 de janeiro de 2013, que matou 242 pessoas e feriu outras 116, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul? Foi um grande incêndio e, dentre as várias falhas apontadas na segurança do local, uma das principais foi a falta de uma sinalização da saída. Como as pessoas estavam em pânico, muitas delas correram para o banheiro, único local com a luz acesa, e acabaram morrendo ali. Caso as pessoas conhecessem as rotas de saída e estas estivessem bem sinalizadas, muitas mortes poderiam ter sido evitadas. 4.3.4 Ações de sobrevivência yy Caso se tenha um telefone, informar aos bombeiros a localização. yy Procurar uma janela e pedir por socorro, mas nunca pular. yy Buscar um local isolado do fogo e da fumaça. yy Ficar atento ao que está acontecendo no ambiente. yy No caso de começar a entrar fumaça pelas frestas, tentar vedar. yy Caso a porta ou a parede comecem a aquecer, molhe-as. yy Afastar objetos de paredes aquecidas. yy Se entrar fumaça, deitar próximo à parede e respirar somente pelo nariz. yy Utilizar um pano úmido como filtro improvisado para respirar melhor. yy Nunca se posicionar em janelas ou portas por onde a fumaça está saindo. 4.3.5 Aparelhos extintores Você se lembra de que só se deve apagar incêndios se eles estiverem no início? En- tão, para ajudar a combater princípios de incêndio, são utilizados extintores de incêndios. Existem alguns tipos de extintores e é bom que os conheça para, caso necessite uti- lizá-los, faça-o de forma correta. São exemplos de agentes extintores: água; espuma; CO2; pó para extinção.
  44. 44. Unidade 4 – Prevenção e combate a princípios de incêndio 44 A eficiência na utilização desses agentes depende de três fatores: yy manutenção correta; yy sinalização e acesso; yy habilidade do operador. 4.3.6 Classes de incêndio Para que você saiba qual tipo de extintor utilizar, é necessário, primeiramente, com- preender que o fogo é classificado de acordo com o elemento que lhe deu origem. Observe o quadro a seguir: Classificação do fogo Materiais Classe “A” Materiais sólidos que queimam em superfície e profundidade. Exemplos: madeira, papel e tecido. Classe “B” Líquidos inflamáveis, graxa e gases inflamáveis que queimam somente em superfície. Exemplos: gasolina e álcool. Classe “C” Equipamentos elétricos energizados. Exemplos: TV e computador ligados à rede elétrica. Classe “D” Ligas metálicas e materiais pirofóricos, Exemplos: magnésio e titânio. Fonte: Manual de Combate a Incêndio do CBMDF (2009).
  45. 45. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 45 Apresentamos, a seguir, outro quadro que contém os tipos de extintores e as classes de fogo que eles podem apagar. Observe: CLASSE ÁGUA CO2 PQS1 PQS2 ESPUMA A SIM NÃO NÃO SIM SIM B NÃO SIM SIM SIM SIM C NÃO SIM SIM SIM NÃO Fonte: Manual de Combate a Incêndio do CBMDF (2009). Não se preocupe em decorar essas classes de fogo. Você deve apenas saber que elas existem e que nem todo extintor pode ser utilizado em qualquer princípio de incêndio. Vai depender da origem do fogo. Os extintores são devidamente identificados com o tipo de fogo que eles podem apagar. É só ficar atento! Agora, terminamos a última Unidade do Módulo de Segurança e Primeiros Socorros. Nesta Unidade, você viu que o fogo necessita de três elementos para existir: comburente, energia e combustível. Aprendeu, ainda, que só deve tentar apagar o fogo se ele estiver no início, bem como as medidas de segurança para escapar de um incêndio. Estudou, também,- que existem diferententes tipos de extintores, um para cada tipo de fogo. Para certificar-se de que compreendeu esta Unidade, teste seus conhecimentos!
  46. 46. Unidade 4 – Prevenção e combate a princípios de incêndio 46 Teste seus conhecimentos Atividade 1 Imagine que, durante um dos jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014, uma pessoa se depare com um incêndio de grande proporção. Diante disso, ela deverá: I. Chamar por ajuda e, ao mesmo tempo, disparar o alarme de incêndio, caso exista. II. Combater o fogo, rápida e organizadamente, até que o Corpo de Bombeiros chegue. III. Retirar as pessoas do local seguindo a sinalização de emergência existente. IV. Orientar que as pessoas fiquem com as cabeças erguidas, mesmo com fumaça no lugar. São corretos os itens: a) II. b) I e II. c) I e III. d) I, III e IV. e) I, II, III, IV e V. Atividade 2 Os extintores de incêndio podem ser úteis para incêndios que estão começando, mas é importante utilizar o extintor certo para cada classe de fogo. Considerando essa ideia e os estudos realizados, observe os seguintes símbolos e coloque, entre parênteses, a classe a qual cada um deles pertence. Classe “A”: Materiais sólidos que quei- mam em superfície e profundidade. Exemplos: madeira, papel e tecido. ( ) Classe “B”: Líquidos inflamáveis, graxa e gases inflamáveis. Queimam somente em superfície. Exemplos: gasolina e álcool. ( ) Classe “C”: Equipamentos elétricos energizados. Exemplos: TV e computa- dor ligado à rede elétrica. ( ) Classe “D”: Ligas metálicas e materiais pirofóricos. Exemplos: magnésio e titânio. ( )
  47. 47. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 47 Acabamos o estudo do Módulo Segurança e Primeiros Socorros. Agora, você já sabe quais são os primeiros socorros que devem ser prestados às vítimas de parada cardiorrespiratória, obstrução da via aérea, convulsão e hemorragia. Mesmo que a vítima não tenha sido acometida por uma dessas situações, você saberá avaliá- la para transmitir as informações mais precisas para o serviço de atendimento de emergência. Você aprendeu também que medidas simples podem ajudar a salvar muitas vidas em uma situação de perigo e que gere pânico, como uma explosão ou um incêndio. Todas essas informações serão muito úteis para uma possível atuação como voluntário durante o Megaevento. O conhecimento que você adquiriu também poderá ser útil a qualquer momento, pois, as situações que aprendeu a manejar, a exemplo, de um desmaio ou um foco de incêndio são ocorrências que podem acontecer a todo tempo e em qualquer lugar. Certamente você construiu muitos conhecimentos ao estudar os te- mas abordados neste Módulo! Vamos colocar em prática no Fórum Temático o que você aprendeu? Em interação com seus colegas, você poderá ampliar seus conheci- mentos. Afinal, sempre aprendemos com o coletivo!
  48. 48. Unidade 4 – Prevenção e combate a princípios de incêndio 48 Referências AMERICAN HEART ASSOCIATION. Fundação Interamericana do Coração. SBV para profis- sionais de saúde. São Paulo: Prous Science, 2008. ______. Suporte avançado de vida em cardiologia: livro do profissional de saúde. Barueri: Margraf, 2007. BON, E. Prática de enfermagem. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1988. CALIL, A. M. O enfermeiro e as situações de emergência. São Paulo, Atheneu, 2007. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. Manual de atendimentopré -hospitalar do CBMDF. Brasília: CBMDF, 2007. ______.Manual básico de combate a incêndio. 2. ed. Módulo 1. Comportamento do fogo. Brasília: CBMDF, 2009. Aprovado pela portaria n. 30, de 10 de novembro de 2006, e publica- do no Boletim Geral n. 216, de 16 de novembro de 2006. Guyton & Hall. Tratado de fisiologia humana e mecanismos das doenças.6.ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 1996. ______. Tratado de fisiologia médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2002. MARTINS, H. S. et al. Emergências clínicas:abordagem prática. 5. ed. São Paulo: Manole, 2010.
  49. 49. Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos 49 AUTORES DO MÓDULO Carlos Sérgio Muniz Coronel do quadro de oficiais Médicos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBMDF. Clayson Augusto Marques Fernandes Major do quadro de oficiais Combatentes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBMDF. Graduação em Engenharia do Incêndio e Pânico e Pós-graduação em Gestão Corporativa. Cursos de Especialização na atividade de Bombeiro: Técnico em Emergência, Atendimento pré-hospitalar em nível internacional, Preparatório de Instrutores; Resposta a Emergências com Produtos Perigosos e Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas. Comandante do 1º Grupamento do Bombeiro Militar. Giancarlo Borges Pedroso Major do quadro de oficiais Combatente do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal - CBMDF. Graduado em Engenharia de Incêndio e Pânico; e Bacharel em Direito. Pós Graduado em Treinamento Físico Militar (UNB); Pós Graduado em Direito Penal; Pós Graduado em Administração Pública - CIPAD (Fundação Getúlio Vargas). Cursos de Especialização na atividade de Bombeiro: Curso de Combate a Incêndio e Salvamento Aeronáutico - CECISA; Curso de Socorros de Urgência – CSU; Curso de Atendimento Pré-hospitalar - APH-B; Curso de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas - BREC; Curso de Sistema de Comando de Incidentes - SCI; Curso de instrutor de APH; Curso de Instrutor de BREC; Curso de Instrutor de SCI. Comandante do 15º Grupamento de Bombeiro Militar - Asa Sul. Tarcísio de Souza Vasconcelos Major do quadro de oficiais Combatente do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBMDF, Pós-Graduação em Planejamento e Gestão em Defesa Civil, especializado nas áreas de Defesa Civil, Produtos Perigosos, Planejamento Operacional/ Estratégico, Gerenciamento de Crises, Mediação de conflitos e Sistema de Comando de Incidentes. Chefe da Subseção de Emprego Operacional e Serviço de Atendimento às Emergências com Produtos Perigosos do COMOP.
  50. 50. 50 Segurança e Primeiros Socorros – Curso de Capacitação para o voluntariado em Megaeventos Moema Borges Professora Doutora em Ciências da Saúde do Departamento de Enfer- magem da Faculdade de Ciências da Saúde e do Programa de Pós- Graduação em Enfermagem da Universidade de Brasília-UnB. Nayara da Silva Lisboa Enfermeira formada pela Universidade de Brasília (UnB). Especialista em Enfermagem em Urgência e Emergência pelo Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição (PUC/GO). Aluna do Programa de Pós- Graduação do departamento de Enfermagem da UnB (mestrado). Atua como enfermeira na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e docente na Escola Superior de Ciências da Saúde. Revisão DO MÓDULO
  51. 51. Ministério do Esporte

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