GRIÃO TÉCNICO

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GRIÃO TÉCNICO

  1. 1. Etapas de um projecto cinematográfico • Argumento/guião/découpage • Equipa técnica (responsáveis pela pré- produção, produção, filmagem, montagem, mixagem, finalização) • Elenco artístico
  2. 2. Etapas de um projecto cinematográfico • Orçamento (custos de material, pessoal, direitos autorais, contractos, estratégia de captação de recursos financeiros…) • Plano de filmagem (Planificação e gestão da produção propriamente dita com especificação das tarefas, prazos, custos…) • Plano de comercialização (público-alvo: Nacional, internacional, um grupo de países…; distribuição p mercados alternativos, merchandising…)
  3. 3. Produção de uma longa • Em média a organização e realização de uma produção cinematográfica longa consome os seguintes prazos: • 2 meses para a montagem do projeto, • 6 a 12 meses para a captação dos recursos financeiros, • 2 meses para a preparação da produção, • 4 a 6 semanas para a pré-produção, • 8 a 10 semanas para as filmagens, • 2 meses para montagem, • 1 mês na preparação do lançamento. • ≈ 2 anos no total….
  4. 4. Produção de uma longa • Em média um filme de longa duração possui 120 minutos, o que equivale a 440 planos cinematográficos. • Normalmente num dia de filmagem um diretor experiente realiza de 10 a 15 planos cinematográficos. • Habitualmente um dia de trabalho se prolonga por cerca de 10 horas, sendo 2 horas na montagem dos equipamentos, 6 na filmagem e 2 na desmontagem.
  5. 5. 1 - Ideia 2 – Storyline 3 – Sinopse 4 – Perfil dos personagens 5 – Argumento 6 – Escaleta 7 – Guião 8 – Découpage do guião 9 - Storyboard
  6. 6. A escrita do Guião • Curta: até 30 minutos… • Nós iremos usar +/- uns 3 minutos… • Logo não temos mt tempo p introduzir o contexto e desenvolver os personagens…. • Guião para curta até 15 páginas • Guião para longa de 60 até 120 paginas
  7. 7. A dimensão do guião no cinema: • 100 minutos de acção equivalem a 120 folhas standard • 15 minutos equivalem a 20 folhas standard • 10 minutos equivalem a 15 folhas standard • 05 minutos equivalem a 8 folhas standard • 03 minutos equivalem a 5 folhas standard • Em relação às margens: • Margem superior: 2,5 cm • Margem esquerda: 3,0 cm • Margem direita: 2,0 cm • Margem inferior: 2.0 cm • [Doc A4]
  8. 8. A escrita do Guião • Cada página equivale a um minuto de obra filmada! • As novelas e séries produzidas para TV podem usar mtas + paginas, p. ex: • Para uma novela da Globo que passa no horário nobre, cada capítulo tem cerca de 60 minutos = 60 paginas; • 6 capítulos/semana = 360 páginas cada semana • 1440 páginas/Mês • 8640 páginas para 6 meses!!! (normalmente duram menos)
  9. 9. A escrita do Guião • Logo é importantíssimo uma visão de conjunto da história para evitar perder-se no meio de tantas páginas!!!
  10. 10. A escrita do Guião: 1 - A IDEIA • A IDEIA = o princípio • Onde encontrar?
  11. 11. Escrever uma curta: 1 – a ideia • A historia deverá iniciar-se logo e ser mais simples • será assente apenas numa ideia/mote: • Será uma metáfora que explorará um problema/ideia/sátira….
  12. 12. A escrita do Guião: 1 - A IDEIA 2º o Guionista Lewis Herman as ideias podem ser geradas por 6 fontes: 1. Ideia seleccionada: lembranças, experiências pessoais 2. Ideia verbalizada: conversas, historias alheias ouvidas, um comentário… 3. Ideia lida: jornal, revista, livro, flyer, net… 4. Ideia transformada: subverter algo previamente lido ou visto 5. Ideia proposta: encomenda de um produtor ou editor 6. Ideia procurada: quando o pp autor deseja escrever sobre det. tema  NUNCA PLAGIAR!!
  13. 13. 2 – Storyline •  esboço, síntese, resumo da história a ser transformada em guião • no máx. 5 linhas • Contém apenas o conflito principal que origina a história • Ainda ñ há preocupação com detalhes (ex. o nome dos personagens ou o lugar onde se passará a acção)
  14. 14. 2 – Storyline • EXEMPLO: Argumento do filme “O Menino e o Frango” • “A amizade entre um menino e um frango, na luta diária pela sobrevivência. • Um terno olhar sobre o mundo infantil, ainda não assombrado pela tecnologia moderna.”
  15. 15. • Devem evitar-se adjectivos e dar ênfase aos verbos pois são estes que descrevem a acção; • Colocar a história no tempo presente mm q a historia venha a ser contada no passado  permite maior clareza 2 – Storyline
  16. 16. 1. Qual é o conflito? 2. Qual é o resultado do conflito? 3. Qual a solução do conflito?  não é camisa de forças, mas um ponto de partida que pode seguir outro rumo durante a escrita do guião 2 – Storyline
  17. 17. • Exemplos: Mini-série LABIRINTO: «Um rapaz de classe média consegue ir à festa de reveillon na casa de um milionário, dono da empresa para a qual trabalha. Nesta noite, o anfitrião é assassinado e o “estranho no ninho” passa a ser o acusado…» 2 – Storyline
  18. 18. • Exemplos: «De debaixo da cama de um menino, surgem tentáculos que parecem querer pegar para si tudo o que encontram pelo quarto. Enfrentando o seu medo, o menino consegue desenvolver uma amizade improvável com o monstro.» 2 – Storyline
  19. 19. • Exemplos: «Numa cidade, diversas mulheres foram assassinadas e ninguém tem pista do assassino. Um jovem cientista inventa um aparelho que aparentemente o permite de se comunicar com os mortos. Num dos contactos, uma entidade do além diz ser o assassino das mulheres. Para legitimar sua declaração a entidade conta o paradeiro de um dos corpos. Confuso e desesperado o cientista conta o paradeiro à polícia e corpo é descoberto, tornando o cientista o principal suspeito dos crimes. - QUANDO AS VOZES CHEGAM» 2 – Storyline
  20. 20. 3 – A Sinopse • O texto indica sumariamente os elementos fundamentais da história bem como a sua forma (documentário, ficção, publicidade, videoclip, programa de formação, de divulgação, científico... ou ainda no caso multimédia, um jogo educativo, um programa de ensino assistido por computador, uma demonstração...). • Esta sinopse é de certo modo o cartão de visita do futuro produto e serve para serem tomadas as decisões fundamentais relativas à produção.
  21. 21. 3 – A Sinopse • + extensa que o storyline, • Pode ir de 1 a 5 páginas numa longa • 5 a 20 linhas numa curta • Apresenta informações sobre as personagens principais e sobre o local onde se passa a história • Uso tb cauteloso de adjectivos (as acções é que devem mostrar as características dos personagens…)
  22. 22. 3 – A Sinopse • Deverá ter os seguintes elementos: • TEMA (veja-se a título de exemplo a apresentação de um filme numa revista de programação de TV). • ESTRUTURA DA NARRATIVA (tem como sequência a apresentação, o desenvolvimento e o desfecho). • CENÁRIOS E PERSONAGENS (noções fundamentais).
  23. 23. 4 – Perfil dos personagens • Aqui sim já se podem usar preferencialmente adjectivos em vez de verbos!! • PERFIL: físico e psicológico, • Pode incluir-se a história pessoal, o passado e objectivos de cada personagem. •  quanto mais completo melhor!! • [No caso de longas metragens]
  24. 24. • Aparência fisica • Saude • Forma de vestir • Postura fisica • Movimento/ritmo • Conteúdo da fala • Hábitos • Trabalho, hobbies • Familia, amigos… • Ambiente/contexto • Historia pessoal/passado • Educação/escolaridade • Qualidades e defeitos • Necessidades, desejos, objectivos, arrependimentos, rancores, falhas… • Característica que pode perde-lo ou salva-lo • Problema interno ou externo 4 – Perfil dos personagens
  25. 25. 5 - Argumento •  A história contada na íntegra tendo como base a sinopse. • Existe maior liberdade para usar adjectivos mas lembrar sempre que a história é para ser contada com imagens = mostrada visualmente!
  26. 26. 5 - Argumento • Ex: • «…Asdrúbal é tímido…» • Como é que o actor vai representar a timidez do personagem Asdrúbal em cena?
  27. 27. 5 - Argumento  Devem caracterizar-se os personagens sempre pelas (re)acções!!
  28. 28. 5 - Argumento • O argumento é a história desenvolvida num texto de 15 a 45 páginas relatando a trama e os personagens de forma visual. • É escrito em prosa e assemelha-se ao modelo literário do conto e novela, podendo até conter fragmentos de diálogos.
  29. 29. 5 - Argumento • Um argumento pequeno de 6 a 12 páginas é chamado sumário ou outline. • O argumento é tb chamado no Brasil de “tratamento”
  30. 30. 5 - Argumento • Deve incluir os personagens, • As acções • As sequências
  31. 31. 5 - Argumento • O argumento descreve melhor os ambientes onde a história se passa e mencionar também os personagens secundários. • Desenvolve o PLOT: conflito essencial, trama principal que acontece aos personagens e como eles reagem. • Desenvolve os SUBPLOTS: conflitos secundários que se relacionam com a trama principal
  32. 32. O que é a plot? •  todos os eventos de uma história que conduzem a um determinado objectivo • Em obras convencionais deve sempre resolver-se os conflitos principal e secundário até ao fim da história. • O mais importante duma historia são os personagens e o que eles fazem é que constitui a plot – é o que faz a história avançar!
  33. 33. O que é a plot? • Podemos ter um acidente de carro ou um assassínio mas estes eventos não devem ser somente a força central que faz mover a história… • Tem de haver mais, isto é apenas um fundo para permitir o desenvolvimento dos personagens, que deverão captar o interesse do espectador.
  34. 34. Estrutura da plot: • Exposição (introdução) • Conflito (problema que despoleta a acção) • Acção crescente • Clímax • Acção decrescente • Resolução
  35. 35. O exemplo da telenovela • A maior parte das vezes o escritor nunca tem a certeza de quando a novela irá terminar…. • O fim é decidido pela emissora tendo em conta o sucesso das audiências. • Portanto o autor tem de resolver a trama principal e as secundárias nos capítulos finais: • Fulano casa com cicrana, os vilões são castigados e os personagens secundários resolvem os seus destinos…
  36. 36. 6 – Escaleta (step outline) •  a estrutura ou esqueleto do guião • Com a história delineada é então necessário transformá-la em guião. • A história contada no argumento deve ser diluída em cenas. •  descrição sumária dos vários blocos que compõem a narrativa
  37. 37. 6 – Escaleta (step outline) • A escaleta é usada sobretudo em programas de TV porque é um guião com uma estrutura mt rigorosa
  38. 38. 6 - Escaleta • Divisão do argumento em cenários e cenas. • Neste momento o autor pensa somente em imagens e seguindo o argumento vai dividindo as cenas onde se passam com todas as informações importantes sobre o ambiente
  39. 39. 6 - Escaleta 1. Faz-se uma linha vertical: 2. Do lado esquerdo coloca-se o nr da cena 3. Do lado direito coloca-se o local onde a cena se passa, uma referência sobre a luz ambiente (interior ou exterior) e sobre o horário (noite/dia) 4. Abaixo do cabeçalho coloca-se o que ocorre de mais importante na cena
  40. 40. 6 - Escaleta • A estrutura pode experimentar contar-se de modo não linear: • Escrevem-se as cenas em pequenas notas de papel que se afixam numa parede. • Visualizando o conjunto podem descobrir-se outros modos de contar a historia… •  não recomendado p principiantes!!
  41. 41. 6 - Escaleta
  42. 42. 6 - Escaleta
  43. 43. 7 - O guião (Screenplay)  FORMATO: • * A identificação sequencial das cenas que compõem a história • * A descrição dos eventos • * A identificação dos personagens • * Os seus diálogos • * Algumas indicações técnicas relevantes (enquadramentos, movimentos de câmara, iluminação…)
  44. 44. 7 - O guião (Screenplay)  Convenções: • 1 página = 1minuto = 2 horas de filmagem no mínimo!! •  software para escrever e formatar guiões: MovieMagic Screenwriter, ScriptThing, Sophocles, Final Draft…
  45. 45. 7 - O guião  Convenções: • 1ª pessoa do plural: “Nós” funciona de forma a dirigir-se a todos os elementos da equipa, realizador, operadores, etc. Ex: "Seguimos a personagem X" ou "Fazemos uma panorâmica de Y“. • Tempo Presente, mesmo em prolepses e analepses • Prolepse= previsão do futuro/ analepse= recuar no tempo, ex:recordações
  46. 46. 7 - O guião (Screenplay) • O guião é dividido em cenas • Cada informação ocupa o seu lugar especifico: • O nr de cena, onde se passa, luz ambiente (int/ext/noite/dia); •  efeitos de transição para outra cena
  47. 47. 7 - O guião (Screenplay) • Cena XX (ambiente/ locação) (luz do ambiente) • • (Descrição do ambiente) • (Descrição da ação) • • (nome do personagem) • (rubrica) • (fala) • • (descrição da ação) • • (efeito de transição)
  48. 48. CENA 13 Casa de Asdrúbal – sala int./dia A sala é pequena e tem poucos móveis. Um sofá velho e uma mesinha de centro. Asdrúbal está sentado no sofá, lendo uma revista. A porta abre-se e Flávia entra. Asdrúbal atira a revista para cima da mesa. FLÁVIA Querias falar comigo? ASDRÚBAL (tímido) É que eu, eu… FLÁVIA (irritada) Eu o quê? Asdrúbal!? Asdrúbal pega a revista, abre-a e baixa a cabeça. FLÁVIA Tu és um palerma, Asdrúbal! Flávia sai irritada e bate a porta com força. Asdrúbal atira a revista para o chão. CORTA PARA:
  49. 49. 7 - O guião (Screenplay) • Cabeçalho: o número da cena, local onde se passa e a luz ambiente. • Ex: CENA 03 CASA DE ASDRÚBAL INT./DIA •  pode-se especificar que era na sala de Asdrúbal ao fim da tarde • Costuma colocar-se o cabeçalho a 3,5 cm da margem esquerda e a 3,5 ou 4 cm da margem direita
  50. 50. 7 - O guião (Screenplay) • Cada vez que ocorrer uma passagem de tempo ou se mudar o lugar deve-se fazer um novo cabeçalho, pois, é uma cena nova. • No caso da personagem sair para outro ambiente e voltar imediatamente ao ambiente anterior, pode-se apenas marcar esta passagem sem construir outro cabeçalho.
  51. 51. 7 - O guião (Screenplay) • DESCRIÇÃO DE CENA: • Divide-se em descrição do ambiente e da acção. • EX: • CENA 03 CASA DE ASDRÚBAL – SALA INT./DIA • • A sala é pequena, possui um sofá velho e uma mesinha de centro. A parede tem partes descascadas e sobre a mesinha há uma revista. • • Asdrúbal está sentado no sofá. Ele tem cerca de vinte anos. A porta abre-se e entra Flávia ofegante. Ela tem a mesma idade de Asdrúbal.
  52. 52. 7 - O guião (Screenplay) • (V.O.) – voice over é quando se escuta a voz, mas a personagem não está em cena. • (O.S.) – off screen é quando a personagem está em cena, mas não é visível no momento • (Em OFF)- Este caso pode-se referir aos dois anteriores, ou estar representando o pensamento da personagem. Também pode ser voz off dum narrador. • (cont.) ou (continuando) – Quando a fala foi interrompida por uma acção e continua de onde havia parado.
  53. 53. 7 - O guião (Screenplay) • (...) • O telefone toca e Asdrúbal atende. • • ASDRÚBAL • Alô? • • ALFREDO(V.O.) • Alô! Asdrúbal? Asdrúbal, sou eu. Alfredo. • • Ouve-se a campainha tocar. • • ALFREDO(cont./V.O.) • Asdrúbal? Fala alguma coisa.
  54. 54. 7 - O guião (Screenplay) • Abaixo do nome e antes da fala podem aparecer parêntesis, destinado a rubrica ou indicação para o actor. Ex: ASDRÚBAL (triste) Eu já tinha percebido, mas não pude Fazer nada.
  55. 55. 7 - O guião (Screenplay) • As transições podem ser: • • CORTA PARA: usa-se quando se quer o fim da cena e o começo da seguinte imediatamente. • FUSÃO PARA: Quando a imagem vai desaparecendo ao mesmo tempo que se forma a imagem da cena seguinte. • CORTE RÁPIDO PARA: Quando se quer que a passagem de uma cena a outra seja praticamente instantânea • FADE OUT: Quando se quer que a imagem se escureça até desaparecer. A cena seguinte deve começar com FADE IN.
  56. 56. 7 - O guião (Screenplay) • Quando o guionista faz trabalho de director: • POV – Abreviação de Point Of View , pode ser traduzido como ponto de vista. Usa-se quando se quer mostrar o que a personagem está a ver. (...) Asdrúbal está a ler uma revista. Ouvem-se gargalhadas vindas da rua. Ele levanta-se e vai até a janela. POV DE ASDRÚBAL Ele vê Flávia a conversar com Alfredo. VOLTA À CENA Asdrúbal volta ao sofá, senta-se e atira a revista ao chão.
  57. 57. Quando o guionista faz trabalho de director: • INSERT - Quando se quer inserir um detalhe numa cena: (...) Asdrúbal segue pela rua na sua bicicleta. INSERT – RODA DA BICICLETA A roda da frente da bicicleta entra num buraco. VOLTA À CENA A roda de trás da bicicleta levanta-se e Asdrúbal cai no chão.
  58. 58. Quando o guionista faz trabalho de director: • MONTAGEM: qd são necessárias uma sucessão de imagens p contextualizar a historia, ex: • Vacas comendo pasto • Galinhas ciscando na terra • Homem a pescar na margem do rio
  59. 59. Quando o guionista faz trabalho de director: • Série de Planos: p contar uma sequencia A. Asdrúbal salta da bicicleta. B. Ele cai no chão. C. A bicicleta cai no precipício. D. Asdrúbal levanta-se. E. A bicicleta bate numa pedra e parte-se. F. Asdrúbal sacode a poeira e segue pela estrada.
  60. 60. A capa do guião “(TÍTULO)” Um roteiro De (Nome do autor) Copyright by (Nome do autor)(ano) (endereço) Todos direitos reservados (telefone)
  61. 61. 7 - O guião: tipos • 6 temas genéricos: • Aventura, • comédia, • crime, • melodrama, • drama, • outros (terror, fantasia, histórico, educativo, propaganda, erótico, psicológico, religioso, ficção, séries, musical…)
  62. 62. Pretextos p o Guião de uma curta • Um incidente detonador que põe a historia em movimento • Um desenvolvimento com obstáculos e complicações • Uma conclusão imprevisível e resolutiva
  63. 63. Conceitos p o Guião de uma curta  tudo mais simples, mais rápido e mais económico: • menos personagens, menos décors, menos meios materiais, etc… •  não é necessariamente uma limitação criativa, mas um desafio preparatório
  64. 64. Conceitos p o Guião de uma curta •  importante para ensaiar possibilidades criativas e desenvolvimento de portfolio • Proximidade com outras artes: fotografia… • Custos mais moderados, “home-made stars”
  65. 65. Objectivo • Durante toda a história manter o espectador curioso com o que acontecerá a seguir…. • E surpreender com um final lógico (?) mas surpreendente…. •  por isso muitas curtas optam pelo humor, porque o mecanismo de uma anedota é mt semelhante a este: uma preparação curta que leva a um resultado inesperado!!
  66. 66. A curta •  emocionalizar o problema através dos relacionamentos dos personagens •  procurar uma identificação com o público • Drama - conflito
  67. 67. 7 - O guião: tipos • As 36 situações dramáticas de Georges Polti: • para se ter uma história de sucesso deve tratar-se de temas que o leitor já tenha vivido e com os quais se possa identificar. • Em 1870 Georges Polti reuniu num livro as 36 situações dramáticas que expressam todas as emoções capazes de sensibilizar o género humano:
  68. 68. As 36 situações dramáticas de Georges Polti: • (1) Implorar; • (2) o Salvador; • (3) a Vingança que persegue o crime; • (4) Vingar parente por parente; • (5) Acusado; • (6) Desastre; • (7) Vítima de; • (8) Revolta; • (9) Tentativa audaciosa; • (10) Rapto; • (11) o Enigma; • (12) Conseguir; • (13) ódio de parentes; • (14) Rivalidade com parentes; • (15) Adultério mortal; • (16) Loucura; • (17) Imprudência fatal; • (18) Crime de amor involuntário; • (19) Matar um parente ignorado; • (20) Sacrificar-se pelo ideal; • (21) Sacrificar-se pelos parentes; • (22) Sacrificar tudo pela paixão; • (23) Ter que sacrificar a família; • (24) Rivalidade entre desiguais; • (25) Adultério; • (26) Crimes de amor; • (27) Ser informado da desonra de um ser amado; • (28) Amores proibidos; • (29) Amar um inimigo; • (30) a Ambição; • (31) Luta contra Deus; • (32) Ciúme equivocado; • (33) Erro judiciário; • (34) Remorso; • (35) Reencontrar; • (36) Perder a família.
  69. 69. Tennessee Screenwriting Association: TSA Writing Tips - Twenty Basic Plots • #1 QUEST - the plot involves the Protagonist's search for a person, place or thing, tangible or intangible (but must be quantifiable, so think of this as a noun; i.e., immortality). #2 ADVENTURE - this plot involves the Protagonist going in search of their fortune, and since fortune is never found at home, the Protagonist goes to search for it somewhere over the rainbow. #3 PURSUIT - this plot literally involves hide-and- seek, one person chasing another. #4 RESCUE - this plot involves the Protagonist searching for someone or something, usually consisting of three main characters - the Protagonist, the Victim & the Antagonist. #5 ESCAPE - a Protagonist confined against their will who wants to escape (does not include some one trying to escape their personal demons). • #6 REVENGE - retaliation by Protagonist or Antagonist against the other for real or imagined injury. #7 THE RIDDLE - the Protagonist search for clues to find the hidden meaning of something in question that is deliberately enigmatic or ambiguous. #8 RIVALRY - plot involves Protagonist competing for same object or goal as another person (their rival). #9 UNDERDOG - plot involves a Protagonist competing for an object or goal that is at a great disadvantage and is faced with overwhelming odds. #10 TEMPTATION - plot involves a Protagonist that for one reason or another is induced or persuaded to do something that is unwise, wrong or immoral. #11 METAMORPHOSIS - this plot involves the physical characteristics of the Protagonist actually changing from one form to another (reflecting their inner psychological identity).
  70. 70. Tennessee Screenwriting Association: TSA Writing Tips - Twenty Basic Plots #12 TRANSFORMATION - plot involves the process of change in the Protagonist as they journey through a stage of life that moves them from one significant character state to another. #13 MATURATION - plot involves the Protagonist facing a problem that is part of growing up, and from dealing with it, emerging into a state of adulthood (going from innocence to experience). #14 LOVE - plot involves the Protagonist overcoming the obstacles to love that keeps them from consummating (engaging in) true love. #15 FORBIDDEN LOVE - plot involves Protagonist(s) overcoming obstacles created by social mores and taboos to consummate their relationship (and sometimes finding it at too high a price to live with). #16 SACRIFICE - plot involves the Protagonist taking action(s) that is motivated by a higher purpose (concept) such as love, honor, charity or for the sake of humanity. #17 DISCOVERY - plot that is the most character- centered of all, involves the Protagonist having to overcome an upheavel(s) in their life, and thereby discovering something important (and buried) within them a better understanding of life (i.e., better appreciation of their life, a clearer purpose in their life, etc.) #18 WRETCHED EXCESS - plot involves a Protagonist who, either by choice or by accident, pushes the limits of acceptable behavior to the extreme and is forced to deal with the consequences (generally deals with the psychological decline of the character). #19 ASCENSION - rags-to-riches plot deals with the rise (success) of Protagonist due to a dominating character trait that helps them to succeed. #20 DECISION - riches-to-rags plot deals with the fall (destruction) of Protagonist due to dominating character trait that eventually destroys their success.
  71. 71. TSA tips: the 20 most common no-no’s 1. O personagem central é passivo e não impulsiona o desenvolvimento da acção. 2. Não está claro quem é o personagem principal 3. O mundo/contexto da história não é claramente definido 4. Não se sabe sobre o que é a história antes do fim do guião 5. Não há antagonistas que criem obstáculos ao protagonista para manter a história interessante 6. O protagonista não sente emoções intensas 7. A revelação de informaçao importante sobre os personagens ou a história acontece mt tarde em cada cena 8. Os eventos na história são previsíveis 9. A exposição narrativa é usada p definir personagens em vez de acções e atitudes desses personagens 10. As cenas acontecem sem uma relação casual com outros eventos contidos na história
  72. 72. TSA tips: the 20 most common no-no’s 11. Pouco é revelado sobre os sentimentos dos personagens após os seus confrontos através do diálogo. 12. o espectador não entende a finalidade de cada cena 13. os personagens comportam-se de forma inconsistente sem razão aparente 14. é usado diálogo expositivo que não passou através da história 15, 16 e 17. o diálogo é usado para explicar mais sobre a história do que as acções narram: a história começa a ser contada em vez de ser visualizada 18. As acções parecem forçadas, desconectadas da historia 19. Os problemas do protagonista não devem ser resolvidos por intervenção divina, coincidências/sorte não é permitida ou deve ser usada com moderação apenas no inicio da historia ou eventualmente para safar certos obstáculos 20. Não usar clichés na plot, diálogo ou personagens: se já foi visto mtas vezes a audiência não perdoa…
  73. 73. Filme experimental & video •  o digital democratizou a produção, chegou ao alcance de qq um!! • Maior ênfase na forma e estilo do que no conteúdo, tem como consequência: • Uma forma em que a premissa, personagens e plot são simplificados
  74. 74. Maior ênfase na forma e estilo do que no conteúdo, tem como consequência: 1. Uma forma em que a premissa, personagens e plot são simplificados; 2. Uma forma em que a voz deriva da primazia do estilo sobre o conteúdo 3. Uma forma em que a resolução ou o resultado do uso da plot acaba em fins abertos 4. O recurso a metáforas.
  75. 75. Quando o estilo se torna o mais importante: • Docudrama  um filme dramatizado baseado em eventos reais e incorporando aspectos de documentário… docuficção= documentário ficcionado… • Narrativa experimental  filme de carácter artístico, rompendo as barreiras do cinema narrativo rigorosamente estruturado p expressar emoções, sentimentos e experiências com um forte valor estético. Voltado p um publico alternativo.
  76. 76. Representação • Actores: cuidado com a voz, • Atenção ao posicionamento da câmara, não olhar directamente…
  77. 77. 7 - O guião vs. Storyboard • O guião costuma ser anterior ao storyboard, e serve para apresentar a estória do início ao fim, cena a cena, com a descrição de todas as acções e diálogos. É uma obra da responsabilidade exclusiva do guionista, pelo menos na fase inicial de escrita, até este terminar a primeira versão, o famoso “first draft”
  78. 78. 7 - O guião vs. Storyboard • O storyboard, pelo contrário, já é da responsabilidade do director, que trabalha normalmente com um ilustrador especializado, e o usa para visualizar as cenas mais importantes ou complicadas do guião, antes de as filmar. Em animação o storyboard é ainda mais importante, e essencial para visualizar todas as cenas, • Assim, no guião define-​​se o enredo, a estrutura e o ritmo geral da estória; no storyboard define-​​se a interpretação visual de cada cena em particular.
  79. 79. 8 - Découpage do guião • ou roteiro técnico • origem francesa, a palavra découpage vem de découper (recortar). • O que se faz é dividir cada cena em planos, tarefa atribuída ao roteirista e ao director. • A decupagem técnica escrita deve mostrar como o filme vai ser visto e ouvido.
  80. 80. 8 - Découpage do guião • A decupagem é mto rígida pois tem todas as informações técnicas necessárias p a filmagem: • repartição da acção em planos com sua devida numeração (essencial para a ordem cronológica no filme); • os tipos de planos utilizados, os ângulos e os movimentos de Câmara; • o conteúdo de cada plano, personagens e objectos de cena assim como o seu lugar, a colocação e a sua relação com a câmara; diálogos, ruídos e música.
  81. 81. 8 - Découpage do guião • muito importante registar: • o cliente, o titulo da produção, a agencia, equipa, director, actores envolvidos, além da descrição da cena, data de produção, e o ponto para localização na fita. • Por exemplo, no campo das produções publicitárias (pub. de TV), são feitas diversas claquetes para um ou vários clientes num mesmo dia e no fim do mês existem inúmeros segmentos de imagens armazenados em diversas fitas, facilitando assim o trabalho de todos os profissionais da área.
  82. 82. 8 - Découpage do guião Decupagem da curta “O Menino e o Frango”
  83. 83. 8 - Découpage do guião Decupagem da curta “O Menino e o Frango”
  84. 84. 8 - Découpage do guião • O tempo é definido pela acção! • O director e o assistente devem encenar previamente para terem uma estimativa. • Logo a duração de cada plano é sempre uma estimativa
  85. 85. 8 - Découpage do guião • O guião é desmembrado para ser reorganizado a partir dos locais onde serão realizadas as filmagens. • As filmagens não seguirão a ordem do guião para poupar recursos: • Ex: cenas nocturnas devem ser realizadas numa mesma noite ainda que representem cenas distintas; cenas num determinado local (escola, casa de amigos, café) devem ser agrupadas para ser realizadas no mesmo dia.
  86. 86. 8 - Découpage do guião •  criar uma calendarização de filmagens… • Quando o director faz a decupagem do filme deverá explicá-la a toda a equipa técnica de fotografia, arte e montagem. • No entanto somente a descrição por palavras pode não chegar para o director se fazer compreender e poderá ser necessário criar um storyboard…
  87. 87. 9 - Storyboard  Ou GUIÃO TÉCNICO!! • o guião da história em quadrinhos • [fundamental p animação] • Mt útil tb p a direcção de fotografia e de arte
  88. 88. 9 – Storyboard • Pensar nos planos/ enquadramentos • Digitalizar ou filmar a storyboard e fazer uma montagem-teste para verificar: • Se as transições entre cenas funcionam; • Se os ângulos da câmara funcionam… • Os tempos para os diálogos chegam…(gravar voz)
  89. 89. 9 - Storyboard Storyboard do filme “O Menino e o Frango”:
  90. 90. 9 - Storyboard Comparação da cena desenhada com a filmagem final
  91. 91. 9 – Storyboard ou guião técnico • O título da obra, • o nome do realizador, • o nº de ordem da folha, • o Local da acção, • o nº de Cena e/ou Sequência, • se é em Interior ou Exterior, se é Dia ou Noite, • a Acção, • o tipo de planos e os movimentos de câmara, • o nº de Take, o nº de Vez (um Take pode ter que ser repetido mais de uma vez), • e os Diálogos.
  92. 92. Variantes
  93. 93. Ideias soltas • “Parte da mestria de um guionista é escrever de forma tão concisa e precisa que é quase uma combinação entre poeta e jornalista.” – Robin Swicord • Melhore o guião com uma simples pergunta antes de cada cena: “onde é que estão os outros personagens neste momento?”
  94. 94. Exercício 1 • Reunir em grupos de 3/4: • Brainstorm conjunto para escrever várias storylines/argumentos possíveis de passar a guião
  95. 95. Exercício 2 • Reunir em grupo: • Escrever um guião de 10 linhas de um filme escolhido (conhecido de todos)
  96. 96.  http://joaonunes.com/2006/guionismo/o-que-e-um- guiao/  http://joaonunes.com/2010/guionismo/tiago-santos- assim-que-eu-escrevo/  http://greenscreencinema.com/article.php?story=2008 0604133646553  http://screenwriting.4filmmaking.com/storytelling.htm l  http://sfy.ru/  free movie scripts & screenplays  http://www.univ-ab.pt/~bidarra/hyperscapes/video- grafias-154.htm
  97. 97. • http://ficus.pntic.mec.es/~jcof0007/VideoCEP /Tema3/guion.html • http://cpav.pt/html/Observatorio/tabelas.htm •  cpav cinema tabelas de referencia

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