ROTEIRO do trabalho Guerra às drogas e ética
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 A marijuana ou maconha é uma droga produzida a partir da planta...
 Na antiguidade as drogas tinham três finalidades: recreativa, medicas, e
sagradas em rituais. Usado pela rainha Victória...
 Embora tenha sido bem documentado que os compostos da cannabis têm a
capacidade de inibir e combater as células canceros...
exatamente como acontece com o álcool. A legalização propõe o fim da proibição,
mas com a criação de um mercado de produçã...
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Roteiro do trabalho guerra às drogas e ética

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Parte de um roteiro sobre politica proibicionista em relação ao consumo de drogas

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Roteiro do trabalho guerra às drogas e ética

  1. 1. ROTEIRO do trabalho Guerra às drogas e ética 47:00 48:00  A marijuana ou maconha é uma droga produzida a partir da planta da espécie Cannabis sativa. A substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC).  A planta tem origem no Afeganistão e era também utilizada na Índia em rituais religiosos ou como medicamento. Na mitologia, a Cannabis era a comida preferida do deus Shiva, portanto, tomar bhang, uma bebida que contém maconha, seria uma forma de se aproximar da divindade. Na tradição Mahayana do budismo, fala-se queantes de Buda alcançar a iluminação, ficou seis dias comendo apenas uma semente de maconha por dia e nada mais. Como medicamento a planta era usada para curar prisão de ventre, cólicas menstruais, malária, reumatismos e até dores de ouvido. Romanos e gregos usavam-na para a fabricação de tecidos, papéis, cordas, palitos e óleo. No século XX, a maconha ainda era uma droga lícita e economicamente positiva, mas se tornou pouco aceita por representar as baixas classes sociais, pois a erva representava as raízes culturais do continente africano. Vale destacar que até então, colonizadores, senhores de engenho e Agentes do Império Lusitano já estavam habituados com o cultivo e uso da erva, mas o preconceito foi mais forte.  O primeiro documento proibindo o uso da maconha foi da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 1830. Este documento penalizava o uso da erva, mas não houve repercussão sobre o assunto. Porém, no inicio do século XX, com a industrialização e urbanização, o hábito de "puxar um" ganha adeptos, além de ex-escravos, mestiços, índios e imigrantes rurais, os moradores do meios urbanos passaram a utilizar a Cannabis, e é aí que autoridades começam a se preocupar com a repercussão da droga. Apesar da planta ser utilizada como matéria-prima para fibra textil principalmente da elite, sua imagem ficou marcada e associada pelos pobres, negros e indígenas. No final do século XIX e inicio do XX, o processo de urbanização fez com que a população imigrante fosse vista como fonte de problema sanitário. Grupos higienistas e médicos passaram a estudar e controlar a população através de instituições específicas. Criaram-se delegacias, Inspetoria de Entorpecentes, Tóxicos e Mistificações, que era responsável porreprimir práticas religiosas africanas ou indígenas, em geral, consideradas como feitiçaria, candomblé ou magia negra. A capital brasileira tinha que servir de modelo, e desta forma a população pobre que vivia nos centros urbanos passaram e ser perseguidas, tiveram suas casas e cortiços destruidos, passaram assim dos centros para as margens da cidade, formando as famosas favelas do Rio de Janeiro.
  2. 2.  Na antiguidade as drogas tinham três finalidades: recreativa, medicas, e sagradas em rituais. Usado pela rainha Victória do Reino Unido, como medicamento aliviador de cólicas.  A maconha é lipossolúvel, ou seja, se acumula em tecidos gordurosos isso faz com que os cannabinóides permaneçam por longos períodos no consumidor, por vezes meses, em concentrações pequenas, porém que mantém efeitos sutis no cérebro, que é muito gorduroso. Isso faz com que o usuário frequente experimente efeitos como a desatenção e a perda de capacidade da memória de curto prazo por períodos mais prolongados, porém não a muitas pesquisas que comprovem isso, devido ao proibicionismo atrapalhar seus andamentos.  Ingestão de qualquer conteúdo inalando a fumaça da sua queima provoca irritação e danos nos órgãos e tecidos dos aparelhos digestivo e respiratório. As folhas, por sua vez, têm grande quantidade de alcatrão e outras substâncias nocivas, porém com 10 mil anos de uso não foi registrado nenhuma morte.  Revista Annals of the American Thoracic Society, pesquisadores da Universidade Emory avaliaram os efeitos do fumo de um baseado de maconha por dia durante 20 anos no volume expiratório do vigor do pulmão usando uma grande amostra de participantes com idades entre 18 a 59 anos. O resultado foi que não houveram piora na qualidade do pulmão, apenas alguns casos de bronquite que foram resolvidos.  Hoje em dia estão disponíveis no mercado aparelhos que aquecem as flores de cannabis a uma temperatura que varia entre 150ºC e 250ºC, o suficiente para transformar em vapor toda a água e grande parte da resina, sem necessidade de carburação. São os chamados vaporizadores. Esses aparelhos despejam jatos de ar-quente através de um recipiente contendo a cannabis, conduzindo o vapor resinado a ambientes em separado para serem inalados. Essas tecnologias reduzem ao máximo os riscos do ato de inalar a resina, com uma perda mínima dos princípios ativos.  A maconha causa pouca dependência, sendo mais uma dependência psicológica que física, porem café causa muito mais. Mostrar primeiro vídeo: 10 min e 12:30  A maconha ela é usada em pessoas com tratamentos de câncer, por causa de a quimioterapia tirar o apetite das pessoas. Explicar o porque disso como na aula de anatomia e a perda de calor no corpo.
  3. 3.  Embora tenha sido bem documentado que os compostos da cannabis têm a capacidade de inibir e combater as células cancerosas ativas, a investigação centrou-se sempre sobre o câncer que já está presente. Uma nova pesquisa do Centro Médico Kaiser em Los Angeles, publicado na revista Urology, descobriu que o uso regular de cannabis também reduz a probabilidade de vir a desenvolver o câncer em primeiro lugar. Ao olhar para a associação do consumo de cannabis e tabaco no aparecimento de câncer de bexiga em mais de 80.000 homens, eles foram capazes de determinar que não é só o consumo de cannabis não está associado ao câncer de bexiga, mas que também parece reduzir o risco de desenvolve-lo. De acordo com os investigadores ", após o ajuste para idade, raça ou etnia, e índice de massa corporal, o uso de tabaco só foi associado com um risco aumentado de câncer da bexiga (regressão perigo 1,52), enquanto que o consumo de cannabis foi associado com uma redução de 45 por cento em incidência de câncer de bexiga (HR 0,55) " Para o estudo, os pesquisadores "avaliaram os registros de 84.170 participantes em uma coorte multiétnica de homens com idade entre 45-69 anos", e usou os dados para investigar a associação do uso de maconha e tabagismo sobre o risco de câncer de bexiga. Video: 27:11 e 30:15 / 40: 56 e 42:30  Além disso, a maconha pode ser usada de diferentes formas, falar das feiras que ocorrem no mundo, o papel dela é melhor pelas fibras da folha serem mais endurecidas, produtos como sabonete, cosméticos.  isto é parar de falar do problema como segurança e passar a trata-lo de saúde, porque o que as pessoas precisamentender As drogas intensificamestados que já existem na natureza humana.  O PQ AS PESSOAS USAM DROGAS, ETC. O termo liberação ainda é muito utilizado nos meios de comunicação. A expressão está relacionada a uma proposta utópica de liberação das drogas sem nenhuma regulamentação da produção e comercialização, algo que não ocorre nem mesmo com os alimentos, que são produzidos e comercializados de acordo com determinadas normas. É uma proposta que dificilmente seria aprovada por qualquer governo, nem mesmo um muito liberal. Na verdade, um mercado de drogas sem regulamentação, livre do controle da sociedade, já ocorre: o submundo do tráfico de drogas. Legalizar é tirar do uso das drogas qualquer sanção. Pela proposta, as drogas poderiam ser consumidas a céu aberto, comercializadas, distribuídas, repartidas, anunciadas,
  4. 4. exatamente como acontece com o álcool. A legalização propõe o fim da proibição, mas com a criação de um mercado de produção, comercialização e consumo com regras pré-determinadas, incluindo a tributação dos produtos e a restrição da venda. Há quem defenda, inclusive, a aplicação do dinheiro a ser arrecadado com os impostos no tratamento de usuários/dependentes no sistema público de saúde. É o que pretende fazer o governo uruguaio em relação à maconha. Descriminalizar significa apenas retirar do consumo de drogas o caráter criminoso, não implicando, entretanto, em retirar-lhes a ilicitude; o fato continua sendo ilícito (proibido), porém, exclui-se a incidência do Direito penal. Deixa de ser fato punível (penal). A proposta de descriminalização, portanto, limita-se a um avanço restrito à área jurídica. Para muitos, este seria um importante passo no caminho da legalização. A abordagem ao usuário/dependente ocorreria fora da esfera penal e a repressão ao consumo de drogas passaria a ser tratada de forma administrativa, como ocorre nas infrações de trânsito. Descriminalizar, assim, é diferente de legalizar, pois o ato não deixa de ser contrário ao Direito; apenas não constitui um ilícito penal, podendo ser cominada sanção civil ou administrativa.

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