A Formação e Atuação do Cientista Socialcomo Instrumentos de Transformação!O que temos estudado e onde temos atuado?Essa é...
não condizente com a realidade de precarizaçãodas universidades públicas brasileiras,aumentando o lucro dos empresários da...
As bandeiras da ANECS e a “Formação e a Atuação doCientista Social como instrumentos de transformação”estão interligadas.D...
ponto de vista da classe trabalhadora que é aprincipal afetada pela faxina social impostapelo Estado.Dito isso, outra paut...
Metodologia do EncontroDesde o ENECS BH, em 2011, osencontros nacionais de ciências sociais tempassado por uma alteração e...
Na prática, como isso funciona?Nos espaços da Articulação Nacional deEstudantes de Ciências Sociais – ANECS, autilização d...
ContatosBlog:enecs2013.wordpress.comFacebook:ENECS FortalezaE-mail da C.O.:enecs2013@gmail.com
ATs: Apresentação e discussão de trabalhosacadêmicos que se relacionam com as temáticastraçadas pela Comissão Organizadora...
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Cartilha de Apresentação do XXVIII ENECS Fortaleza
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Cartilha de Apresentação do XXVIII ENECS Fortaleza, 2013

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Cartilha de Apresentação do XXVIII ENECS Fortaleza

  1. 1. A Formação e Atuação do Cientista Socialcomo Instrumentos de Transformação!O que temos estudado e onde temos atuado?Essa é a pergunta inicial que dá corpo ao temado 28º Encontro Nacional de Estudantes deCiências Sociais – ENECS: A formação eAtuação do Cientista Social como Instrumentosde Transformação, por entendemos que se fazfundamental, nos dias como os nossos, deprecarização total da nossa formação e necessidadede se repensar o papel social de um cientistasocial, procurarmos debater e compreenderqual o papel a ser cumprido por nós.Para que e para quem temos nosformado e atuado? Onde está a relação entre oque a sala de aula nos proporciona e arealidade que temos encontrado no nossomercado de trabalho? São muitas as questõescolocadas, poucos os debates aprofundadossobre isso!Antes de tudo é preciso nos debruçarmosum pouco sobre a conjuntura de nosso país eas implicações diretas em nossa formação. Épreciso saber que o ensino superior no Brasilpassa por uma grande reforma que procuraatender as novas demandas da conjunturaeconômica nacional. Os dez anos consecutivosdo Partido dos Trabalhadores no executivotrouxeram elementos que devem entrar emnossa análise ao pensarmos em que educaçãoestamos buscando ao defendermos uma educaçãopública, gratuita e de qualidade.A chamada Reforma Universitáriaaplicada pelo governo Lula e continuada nagestão Dilma procurou consolidar as bases deum crescimento econômico nacional queexigia uma demanda de força de trabalhoespecializada para dar conta da nossadinâmica interna. Tal crescimento econômicobaseou-se principalmente no fortalecimentode um mercado interno pautado no endividamentoda classe trabalhadora (através de crédito eafins) e aumento do lucro da burguesia nacional.Na educação não poderia ser diferente...Através da falácia da Educação ParaTodos, o governo Lula/Dilma aplicou programasde bolsas e expansão universitária que poucomais fizeram do que maquiar o problema geralda educação, sendo ele o escasso planejamentoeducacional no país e a precarização estruturale do profissional da educação. Surgemprogramas como o ProUni e o FIES* queprocuraram inserir no ensino superior milhares detrabalhadores brasileiros através do sistema debolsas financiadas/crediadas pelo Estado... emuniversidades particulares! Assim, como quempaga a banda escolhe a música, acabou-se porcriar um inchaço nas universidades particulares
  2. 2. não condizente com a realidade de precarizaçãodas universidades públicas brasileiras,aumentando o lucro dos empresários daeducação e diminuindo a qualidade da mesma.Para fechar o pacote surge em 2010 o SISU, natentativa de democratizar o ensino públicoatravés de um processo unificado devestibular, que não dá conta, nem de longe desuprir as necessidades de permanênciauniversitária para estudantes que muitas vezesdeixam suas cidades natais para estudar emoutras cidades e até mesmo regiões do país.Pintam-se as paredes e não se concertam asgoteiras!Mas e ai, o que a Formação doCientista Social tem a ver com isso?Dentro dessa lógica geral de precarizaçãodo ensino superior, cursos de graduação emciências sociais de todo o Brasil vem passandopor um intenso processo de Reformas Curricularesque se pautam na ideia de tecnicização doensino superior, através de Projetos Políticos ePedagógicos cada vez mais precarizados efragmentados, seja pela total dissociação entrebacharelado e licenciatura, seja pela divisãodos cursos pautada pelas três grandes áreasdas Ciências Sociais: Sociologia, Antropologia eCiências Políticas.Vivemos um esvaziamento cada vezmaior do conteúdo que a nós é proporcionadoem sala de aula e um distanciamento cada vezmaior de uma prática reflexiva, fazendo comque a nossa formação fique refém de umpragmatismo que muito pouco procuraquestionar as bases estruturais da sociedadeem que vivemos, justamente por não se propora isso.Mais do que nunca, se faz necessáriouma resposta a tudo isso, mais do que nunca sefaz fundamental debatermos que educaçãoqueremos para podermos dizer que sociedadequeremos ter!E me organizando posso desorganizar!Dessa forma, convocamos a todxsestudantes de Ciências Sociais do Brasil asomar forças na luta por uma formaçãoqualificada para uma atuação potencializada!Entendemos que é no processo formativo queencontramos a base de nossa atuação profissionalfutura e, enquanto estudantes de ciênciassociais é preciso organização, formação e lutapara intervirmos diretamente na transformação dasociedade que nos rouba o direito de aprendere ensinar, fazendo de nós espectadores desseespetáculo de horror.Apenas através de nossa organizaçãocontínua é que poderemos fazer de nossaatuação um instrumento de transformação!
  3. 3. As bandeiras da ANECS e a “Formação e a Atuação doCientista Social como instrumentos de transformação”estão interligadas.Durante o ENECS Santa Maria 2012 aodebatermos sobre possíveis bandeiras quepoderiam servir de mote para mobilizar oscursos pelo Brasil durante esse ano, chegamosa síntese de que duas pautas contemplariamessa demanda a nível nacional.Um fato que está bem próximo a nós éa Copa do Mundo de 2014 que será sediadapelo Brasil, já podemos acompanhar devido aomegaevento uma série de investimentos emobras de estádios, aumento da malha viária devárias cidades, a quem defenda até uma Copahumanizada, porém, essas obras estão sendousadas como mote para fazer uma verdadeira“limpeza social”, potencializandoos processos de remoções noCeará e no Brasil, colocandopara nós uma série de questõesem evidência, dentre elas opróprio caráter de classe doEstado que submete todas as suasleis e concessões a serviço daburguesia que ganha em cimadesses megaeventos e das remoções causadaspor eles, trazendo como consequênciafatalidades que atingem principalmente aclasse trabalhadora.Colocado esse exemplo, temosacompanhado processos de remoções causadaspela Copa do Mundo em Fortaleza, ondeestamos vendo de perto uma verdadeiralimpeza social: vinte e duas comunidadesurbanas sendo removidas por conta de umaobra de mobilidade urbana colocada comonecessária para o evento acontecer emFortaleza, sendo assim um caso concreto daintervenção dos mecanismos do Estado noCeará.Acompanhamos também o processo dosíndios Pitaguarys na cidade de Caucaia, noCeará, por conta de uma reintegração de possede uma empreiteira demineração, mostrandouma conjuntura agudizadade processos de remoçõesestimulada por essemovimento do mercadopara o Brasil. Nessesentido a primeirabandeira geral que éapontada: “Contra a remoção decomunidades rurais e urbanas” vem nosentido de entendemos que a ANECS seposiciona contra as remoções, defendendo o
  4. 4. ponto de vista da classe trabalhadora que é aprincipal afetada pela faxina social impostapelo Estado.Dito isso, outra pauta histórica de nossomovimento estudantil de Ciências Sociaisenvolve diretamente a nossa formação eatuação: “Ciências Sociais no EnsinoMédio”. Vários registros do MECS nacional(desde 1968) nos mostramque essa é uma pautahistórica e infelizmentelonge de ser solucionada.Essa bandeira vem comoum estímulo a pensarmosnossa formação profissionale como ela vai se dar naprática.Devido a obrigatoriedadedo ensino da Sociologia noEnsino Médio a partir doano de 2008 nos deparamoscom algumas reflexões àrespeito dessa demanda. Nãoestaríamos fragmentandonosso conhecimento quandodefendemos somente a“Sociologia” no Ensino Médio?Para além da questão linguística, será que essademarcação não seria um resultado de umafragmentação que nossa Ciência sofre ao sairda academia? E mais, como anda a nossasituação profissional no Ensino Médio?No Ceará existem casos de professoresde Matemática que ministram a disciplina deSociologia, o que nos mostra que infelizmenteestamos longe de dar conta dessa nossa pautahistórica.Pensando nesse dois pilares, acumulamosque o tema “Formação e atuação dx CientistaSocial como instrumentos transformação”abarca o lado formativo doCientista Social, entendendoa necessidade de se pensar,como anda nosso conhecimentode pesquisa e de ensino euma de nossas áreas deaplicação que é no EnsinoMédio, fortalecendo tambémnossa atuação profissional,demarcando o nosso localde ação para além decorporativismos, e entendercomo anda nossa atuaçãoenquanto investigadores esujeitos de uma realidadecolocada e construídasocialmente na tentativa decompreendemos nosso papelna sociedade capitalista naqual vivemos para que nostornemos finalmente “Cientistas Sociaisperigosxs”!
  5. 5. Metodologia do EncontroDesde o ENECS BH, em 2011, osencontros nacionais de ciências sociais tempassado por uma alteração em sua dinâmica efuncionamento dos encontros.A ideia central é potencializar asdiscussões que acontecem durante ao encontroafim de que de cada encaminhando haja umacontinuidade efetiva durante o intervalo de umano que separa um encontro nacional deoutro, além de uma maior participação deencontristas.Assim, adotamos para os espaços doMECS os fragmentos do método Josué deCastro, na perspectiva de melhorarmos osnossos espaços e contribuímos da melhorforma possível na construção de umMovimento Estudantil de Ciências Sociaisrealmente perigoso!Mas em que consistem osFragmentos do Método Josué deCastro?Os chamados Fragmentos do MétodoJosué de Castro são a base teórica do queviemos tentando aplicar na prática dos ENECS.Formulados em cima da perspectiva daindissociação entre trabalho intelectual emanual, os fragmentos procuram trazer umaabordagem a cerca da importância dos valoressociais transformadores e da totalidade doprocesso criativo, procurando somar as duasdimensões do trabalho, ou seja, as atividademanuais (como por exemplo, o cuidado com osespaços do encontro) e as atividades formativas(MESAS, GTs, etc) de uma forma que taisespaços não sejam totalmente separados aolongo do encontro.
  6. 6. Na prática, como isso funciona?Nos espaços da Articulação Nacional deEstudantes de Ciências Sociais – ANECS, autilização do método se deu através domecanismo dos Nucleos de Base (NBs) queconsistem na divisão de encontristas empequenos grupos, responsáveis pela divisão dastarefas manuais e por debaterem, ao longo doencontro, os temas e as demandas que foremsurgindo.Em nossa avaliação, tal mecanismo temproporcionado uma alteração qualitativa nosdebates do encontro, ajudado inclusive, apesarde todas as dificuldades que encontramos, namobilização e no agregar de encontristas adinâmica do encontro.ENECS 2013, Como vai ser?Procurando aprimorar o método,entendendo a necessidade de acumularmosatravés da auto-avaliação para a construçãodo MECS, no ENECS 2013 foram pensadasalgumas alterações na aplicação dos fragmentosdo método, levando em consideração i) a realidadedo encontro; ii) os sujeitos que esperamosencontrar e iii) as necessidades do encontro.Dessa forma, todxs xs encontristas serãodivididxs em QUATRO grandes grupos detrabalho, denominados BRIGADAS, que serãoresponsáveis pelas TAREFAS GERAIS sendo elas:1. Alvorada/Animação2. Controle refeições3. Organização dos espaços gerais4. Organização alojamentosAssim, cada brigada ficará responsávelpor uma tarefa geral por dia, ao passo que asdiscussões sobre os temas das mesas deverãoser feitas em grupos menores, denominadosNUCLEOS DE BASE (os NBs). Cada brigada sedividirá em TRÊS pequenos grupos para asdiscussões dos temas do encontro, devendohaver um retorno do debate para o grupomaior, afim de socializar o que tiver sidodebatido. Com isso, esperamos haver umamaior participação nos debates e uma síntesequalitativa do que for debatido.Sobre a discussão de EstatutoSe tratando de um encontro estatutário,o ENECS 2013 deverá também ser espaço dediscussão sobre a proposta de estatuto daANECS. Contudo, tais discussões NÃODEVERÂO SER FEITAS NEM NAS BRIGADASNEM NOS NUCLEOS DE BASE, cabendo asREGIONAIS e as ESCOLAS tal discussão.Procuramos assim, evitar confusões entreposicionamentos e potencializar o debate talcomo vem sendo construindo dentro de nossaarticulação.
  7. 7. ContatosBlog:enecs2013.wordpress.comFacebook:ENECS FortalezaE-mail da C.O.:enecs2013@gmail.com
  8. 8. ATs: Apresentação e discussão de trabalhosacadêmicos que se relacionam com as temáticastraçadas pela Comissão Organizadora que pensouem contemplar o máximo de possíveis produçõesna área de Ciências Sociais e humanas. A apresentaçãoserá acompanhada por um debatedor que tenhaaproximação com a temática. Os debates acumuladosserão levados para os Grupos de Discussão (GDs).GDs: Grupos de Discussão das temáticasdeterminadas pela Comissão Organizadora e doacúmulo dos trabalhos acadêmicos apresentadosno espaço do dia anterior (ATs). A síntese do quefor discutido será levada para a Plenária Final.NBs: Núcleos de Base é um espaço onde haverãodiscussões, e posteriormente socialização delas,sobre as temáticas da programação do dia noencontro. O NB funciona como Tempo Estudo eTempo Reflexivo das atividades do dia e damanutenção do encontro. Ele é pensado dentro daexperiência da aplicação de uma visão do MétodoJosué de Castro.Espaço auto-organizado de mulheres:Momento destinado exclusivamente para as mulheresdebaterem questões relacionadas à opressão degênero e criarem acúmulo enquanto Mulherada daANECS.EAR: Espaço de Articulação Regional, momento dearticulação do movimento estudantil a nível regional.As propostas resultantes desse espaço serãoencaminhadas para a Plenária Final.EAR1: Espaço das regionais, para avaliação doperíodo de um encontro a outro e de comunicaçãoquanto ao Estatuto e as instâncias da ANECS.EAR2: Espaço das regionais, agora para planejarsua organização no próximo período a partir dasdeliberações da plenária, assim como avaliar oencontro.EAN: Espaço de Articulação Nacional, momento dearticulação do movimento estudantil a nível Nacional.As propostas resultantes desse espaço tambémserão encaminhadas para a Plenária Final.EAN1: Espaço para apresentação do acumulo daANECS nesse período, assim como debate sobre aimportância de se organizar no MECS.EAN2: Espaço para socialização da discussão deestatuto feitas a nível regional e também a nívelestadual ou por escola.EAN3: Espaço após a Plenária Final que visa aorganização para o próximo período, com a reuniãode todas as regionais, para que se pense a ANECS eseus organismos, ou seja, suas regionais, de maneiradialógica e não aditiva.Culturais: Espaço temático de socialização queocorrerá ao final das atividades diárias.Vivência: Momento de contato com realidadesimportantes para xs encontristas, com visita a locaisda cidade que resgatem temáticas pertinentes paranossa formação acadêmica e política.Plenária Final: Espaço de deliberação do quefoi discutido durante o encontro e de construçãodo estatuto da ANECS.Mesas Redondas: Espaços onde o primeiromomento é de caráter expositivo, com a presençade pelo menos três membros para expor oconteúdo pretendido. No segundo momento deveráacontecer um debate gerando uma síntese dosconteúdos ao final. As temáticas das mesas sãoatravessadas pelo tema geral do encontro: Aformação e a atuação do cientista social comoinstrumentos de transformação.
  9. 9. Anotações

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