MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
ESTUDOS DE CASO SOBRE RESTAURAÇÃO
TÉCNICAS RETROSPECTIVAS – RÉGIS EDUARDO MARTINS
Fellipe Lucas...
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HISTÓRICO
A velha senhora, assim como era carinhosamente chamada entre
alguns profissionais que...
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HISTÓRICO
A atual construção data de 1901 e foi construída nos moldes da
arquitetura inglesa. S...
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O tombamento do edifício é dado nas esferas federal (Iphan),
estadual (Condephaat) e municipal ...
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FICHA TÉCNICA
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LOCALIZAÇÃO
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O EDIFÍCIO
Pode-se definir a Estação da Luz com dois corpos: o da Estação,
com sua torre de rel...
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ESTAÇÃO DA LUZ
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A INTERVENÇÃO
O projeto de modernização da linha férrea levou as instalações
da Companhia Pauli...
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A INTERVENÇÃO
No processo de intervenção, normalmente se evidencia em
primeiro lugar o que é pr...
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A INTERVENÇÃO
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No segundo andar fica a Grande Galeria (6 x 120 metros), um
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Considerando o caráter público do piso térreo, o fluxo intenso de
passageir...
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Também no térreo, foram previstas a instalação da loja, livraria e
do café nos saguões laterais...
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A chegada neste pavimento se dá em um piso elevado ao existente
de cerca de 1,10m que possibili...
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Com um pé direito baixo, de 2,67m sob as vigas da ala central e
pequenas, mas desastrosas abert...
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1. fechamento das janelas da fachada, o que...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
Na metade da Grande Galeria o visitante é surpreendido por uma
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final, se chega ao foyer dos el...
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poderiam descer diretamente ao té...
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Na ala leste deste pavimento localiza-se a sala de exposições
temporárias. Este espaço foi conf...
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A ala oeste destaca-se de todo conjunto expositivo por se tratar da
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MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
TEORIA DE RESTAURAÇÃO
O presidente do Iphan na época, Antônio Arantes, convocou
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MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
TEORIA DE RESTAURAÇÃO
Pedro enfatiza: “Não se pode tocar o prédio só um pouquinho, sob
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TEORIA DE RESTAURAÇÃO
Conceito de Restauração segundo Viollet-le-duc
“RESTAURAÇÃO: A palavra e ...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
TEORIA DE RESTAURAÇÃO
Conceito de Restauração segundo Viollet-le-duc
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MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
TEORIA DE RESTAURAÇÃO
Conceito de Restauração segundo Viollet-le-Duc
A reutilização do edifício...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
TEORIA DE RESTAURAÇÃO
Conceito de Restauração segundo Viollet-le-Duc
A reutilização do edifício...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONCLUSÃO
Segundo Viollet-le-Duc, o profissional não deve seguir uma
conduta rígida e absoluta ...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONCLUSÃO
A museografia procurou dialogar com o ambiente construído e
com as novas intervenções...
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
REFERÊNCIAS
GOOGLE EARTH. Programa de visualização de imagens via satélite.
Europa Technologies...
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REFERÊNCIAS
SPINAZZOLA, Eduardo. Fundação Para a Pesquisa Ambiental –
Universidade de São Paulo...
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Estudo de caso apresentado à disciplina Técnicas Retrospectivas, ministrada pelo professor Régis Martins, como requisito parcial para aprovação do curso de Arquitetura e Urbanismo.

Publicada em: Engenharia
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  1. 1. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA ESTUDOS DE CASO SOBRE RESTAURAÇÃO TÉCNICAS RETROSPECTIVAS – RÉGIS EDUARDO MARTINS Fellipe Lucas Jéssica Lucas Rafael Soares
  2. 2. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA HISTÓRICO A velha senhora, assim como era carinhosamente chamada entre alguns profissionais que trabalharam nesse projeto de restauro e adaptação, foi inaugurada em 1865 - fruto da construção da estrada de ferro “The São Paulo Railway Company” que ligava Santos a Jundiaí. A Estação da Luz foi o posto de passageiros mais importantes do país e também servia de via de escoamento da produção de café do interior para Santos, e que depois seguia para a Europa. 1
  3. 3. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA HISTÓRICO A atual construção data de 1901 e foi construída nos moldes da arquitetura inglesa. Sofreu diversas intervenções ao longo do tempo, sendo a maior delas após um incêndio em 1946 que destruiu a maior parte do prédio, restando intacta a ala oeste pelo fato da torre do relógio ter funcionado como chaminé. Na ocasião dessa reforma que durou de 1947 a 1951 foi feito o acréscimo de um andar em concreto armado que alterou a volumetria e o sistema construtivo original de alvenaria portante. 2
  4. 4. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA O tombamento do edifício é dado nas esferas federal (Iphan), estadual (Condephaat) e municipal (Conpresp), segundo o decreto-lei número 25 de novembro de 1937. Em março de 2006 passou a abrigar o Museu da Língua Portuguesa, ampliando as funções para as quais não foi construída e, simultaneamente, conservando a função de transporte por trilhos. 3
  5. 5. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA FICHA TÉCNICA 4
  6. 6. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA LOCALIZAÇÃO 5
  7. 7. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA O EDIFÍCIO Pode-se definir a Estação da Luz com dois corpos: o da Estação, com sua torre de relógio com 60 metros de altura em relação ao nível dos trilhos e, o corpo da Gare, com suas plataformas de embarque e desembarque de trens e uma cobertura que cobre toda a extensão das plataformas. 6
  8. 8. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA ESTAÇÃO DA LUZ 7
  9. 9. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO O projeto de modernização da linha férrea levou as instalações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM para o subsolo e nos 3 andares antigamente usados como escritórios administrativos é que se instalou o Museu da Língua Portuguesa, propondo um novo uso que manterá a velha senhora ativa por mais alguns anos. 8
  10. 10. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO No processo de intervenção, normalmente se evidencia em primeiro lugar o que é proibido . No caso da Luz, não se poderia, em igualdade de importância: interromper o fluxo de pedestres e passageiros pelas três passarelas sobre o trem, na cota da rua; interferir na arquitetura do saguão central, o espaço articulador desse fluxo; e, ao menos em princípio, mudar qualquer registro material, independentemente da escala, da ala que ficou a salvo do incêndio de 1946. 9
  11. 11. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO A visitação transcorre de cima para baixo, já que “o projeto tem essa posição intrigante, de o chão continuar sendo estação ”, comentam os arquitetos. Possibilitar a movimentação de subida e descida dos visitantes foi, assim, um dos desafios iniciais da arquitetura. “O edifício era problemático porque, originalmente ocupado por escritórios, possuía escadas e elevadores pequenos, divididos em setores”, revela Pedro. 10
  12. 12. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO O percurso de visitação tem início no terceiro andar, sendo necessária a instalação de grandes elevadores dentro das quatro torres existentes - os novos elevadores surgiram como alternativa para a circulação vertical, tanto pela capacidade de passageiros (30 pessoas cada um) como pela área ocupada - pequena se comparada, por exemplo, ao traçado de uma rampa. O trajeto começa no auditório, onde se introduz o tema. Em seguida, na Praça da Língua são apresentadas, numa tela de nove metros, construções destacadas do idioma. Ao assistir às projeções na praça, os visitantes passeiam por um espaço que apresentam a abertura de lajes e a restauração das faces internas dos telhados. 11
  13. 13. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO 12
  14. 14. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO 13
  15. 15. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A INTERVENÇÃO No segundo andar fica a Grande Galeria (6 x 120 metros), um túnel escuro concebido para a projeção de imagens, localizado junto à fachada posterior - transformando espaços labirínticos e isolados, ainda que originais, em uma extensa sala que percorre todo o comprimento da edificação. Além da Galeria de Influências e o Beco das Palavras. No primeiro andar, há uma sala de exposições temporárias e a parte administrativa. Por fim, no térreo, além do saguão restaurado tal como o original, há loja, livraria e café nos saguões laterais. 14
  16. 16. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA 15
  17. 17. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA 16
  18. 18. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA 17 PAVIMENTO TÉRREO Considerando o caráter público do piso térreo, o fluxo intenso de passageiros no corpo central da edificação onde se dá o acesso aos trens que possibilita o passagem transversal pelos pedestres conectando a praça da luz a Rua Cásper Líbero. Os acessos ao museu se dão através de dois pátios simétricos cobertos por aço e vidro, onde existiam pátios de carga, que constituem a única intervenção visível externamente.
  19. 19. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA Também no térreo, foram previstas a instalação da loja, livraria e do café nos saguões laterais, estes serviços foram pensados para atender à cidade e ao museu de forma simultânea, mantendo ativo o fluxo transversal pelas passarelas sobre a linha do trem. 18 PAVIMENTO TÉRREO
  20. 20. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A chegada neste pavimento se dá em um piso elevado ao existente de cerca de 1,10m que possibilita a entrada alta no auditório, resolvendo a curva de visibilidade do mesmo, sendo que o nível original é devolvido no espaço seguinte, que é a praça da língua. Seguindo o percurso do visitante, após a praça da língua ele é convidado a retornar ao foyer através de um corredor lateral e descer pela mesma prumada de elevadores para desembarcar no segundo andar . 19 PLANTA 3º PAVIMENTO
  21. 21. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA Com um pé direito baixo, de 2,67m sob as vigas da ala central e pequenas, mas desastrosas aberturas na fachada para as janelas que atendiam os escritórios até então instalados ali, este se mostrou o pavimento ideal para montar um grande corredor expositivo de 120m de comprimento chamado Grande Galeria. 20 PLANTA 2º PAVIMENTO
  22. 22. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA Essa configuração foi possível a partir de 3 ações: 1. fechamento das janelas da fachada, o que também ajudou a recompor o equilíbrio compositivo da mesma; 2. retirada parcial de espessas alvenarias que dividem as 3 alas, que possibilitou trazer para dentro do edifício a sensação da escala do trem com a leitura pelo visitante do comprimento do prédio de ponta a ponta; 3. Criação do suporte museográfico chamado de painel “c” que corta o prédio em toda sua extensão e resolve de forma integrada várias demandas, como a superfície contínua de projeção, a estanqueidade sonora e lumínica das janelas voltadas para a gare dos trens e o abrigo de instalações de elétrica, lógica e de ar- condicionado para atender todo o pavimento sem impactar no prédio existente. 21
  23. 23. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA Na metade da Grande Galeria o visitante é surpreendido por uma pequena praça, chamada Galeria de Influências, que se abre dando um respiro ao percurso. Neste ambiente, totens interativos, vitrines de objetos, que são o único acervo físico do museu, e um painel da linha do tempo contam sobre as principais línguas que influenciaram a formação da língua portuguesa. 22 PLANTA 2º PAVIMENTO
  24. 24. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA O percurso continua pelo segundo trecho da Grande Galeria e, ao final, se chega ao foyer dos elevadores da ala oeste e ao Beco de Palavras - que é um jogo que une interação e aprendizagem, onde o movimento das mãos captado por sensores, consegue interagir com a projeção. 23 PLANTA 2º PAVIMENTO
  25. 25. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA Em projeto, a saída seria feita pelo elevadores dessa ala que poderiam descer diretamente ao térreo desembarcando os visitantes no pátio oeste. Porém, eles nunca foram ativados e hoje os visitantes retornam pela grande galeria até a extremidade oposta para ganhar a saída utilizando os mesmos elevadores da entrada ou a escada de segurança. Este percurso que coloca a saída no extremo oposto da entrada, gerou muita reflexão no desenvolvimento do projeto: existem impactos como o controle de acesso desse pátio pela equipe de operação do museu e o retorno do visitante ao pátio de entrada, caso este tenha deixado seus pertences no guarda-volumes. De qualquer forma, a não adoção desse percurso prejudicou a circulação interna. pois criou um contra fluxo não previsto no segundo pavimento e uma demanda dupla para os elevadores da ala leste. 24
  26. 26. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA Na ala leste deste pavimento localiza-se a sala de exposições temporárias. Este espaço foi configurado com a retirada de alvenarias não portantes e divisórias, deixando visível a estrutura de pilares e vigas de concreto. Os serviços ficaram concentrados em um único bloco . 25 PLANTA 1º PAVIMENTO
  27. 27. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA A ala oeste destaca-se de todo conjunto expositivo por se tratar da parte do prédio que não foi atingida pelo incêndio e preserva quase na íntegra os elementos originais da construção de 1901. A estrutura de alvenaria portante de tijolos de barro, pisos e forro de madeira, janelas de pinho de riga e paredes com pinturas artísticas decorativas são alguns desses elementos que foram preservados. 26 PLANTA 1º PAVIMENTO
  28. 28. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TEORIA DE RESTAURAÇÃO O presidente do Iphan na época, Antônio Arantes, convocou profissionais reconhecidos na área, como o carioca Glauco Campelo e o paulista Carlos Lemos para um parecer em relação à proposta de Paulo e Pedro Mendes da Rocha: “Grande parte dos técnicos é visceralmente contrária à intervenção em bens tombados, e o projeto interferia muito na edificação original . Mas o importante é que não se prejudiquem os espaços essenciais, que efetivamente caracterizam o edifício, como a gare e a torre do relógio, por exemplo. Fomos favoráveis à mudança porque o tombamento não pode significar a mumificação ”, relata Carlos Lemos. 27
  29. 29. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TEORIA DE RESTAURAÇÃO Pedro enfatiza: “Não se pode tocar o prédio só um pouquinho, sob pena de não se fazer uma boa intervenção. Nossa preocupação foi sempre a de constituir, além do passado, o patrimônio do amanhã ”. 28
  30. 30. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TEORIA DE RESTAURAÇÃO Conceito de Restauração segundo Viollet-le-duc “RESTAURAÇÃO: A palavra e o assunto são modernos. Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento." Posição oposta à de Ruskin: faz pesadas críticas às restaurações e pregava absoluto respeito pela matéria original, que levava em conta as transformações feitas em uma obra no decorrer do tempo, sendo a atitude de tomar simples trabalhos de conservação, para evitar degradações, ou, até mesmo a de pura contemplação. 29
  31. 31. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TEORIA DE RESTAURAÇÃO Conceito de Restauração segundo Viollet-le-duc “RESTAURAÇÃO: A palavra e o assunto são modernos. Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento." Posição oposta à de Ruskin: faz pesadas críticas às restaurações e pregava absoluto respeito pela matéria original, que levava em conta as transformações feitas em uma obra no decorrer do tempo, sendo a atitude de tomar simples trabalhos de conservação, para evitar degradações, ou, até mesmo a de pura contemplação. 30
  32. 32. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TEORIA DE RESTAURAÇÃO Conceito de Restauração segundo Viollet-le-Duc A reutilização do edifício para sua sobrevivência. Restaurar não é apenas uma conservação da matéria, mas de um espírito da qual ela é suporte. Nas restaurações, há uma condição dominante que se deve ter sempre em mente. É a de substituir toda parte retirada somente por materiais melhores e por meios mais eficazes ou mais perfeitos. É necessário que o edifício restaurado tenha no futuro, em consequência da operação à qual foi submetido, uma fruição mais longa do que a já decorrida. 31
  33. 33. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TEORIA DE RESTAURAÇÃO Conceito de Restauração segundo Viollet-le-Duc A reutilização do edifício para sua sobrevivência. Restaurar não é apenas uma conservação da matéria, mas de um espírito da qual ela é suporte. Nas restaurações, há uma condição dominante que se deve ter sempre em mente. É a de substituir toda parte retirada somente por materiais melhores e por meios mais eficazes ou mais perfeitos. É necessário que o edifício restaurado tenha no futuro, em consequência da operação à qual foi submetido, uma fruição mais longa do que a já decorrida. 32
  34. 34. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA CONCLUSÃO Segundo Viollet-le-Duc, o profissional não deve seguir uma conduta rígida e absoluta no que desrespeito às decisões a serem tomadas diante de dificuldades comuns no processo da restauração. Escolhas severas podem apresentar riscos à obras, porém, tais dificuldades não estão limitadas a fatos materiais uma vez que os edifícios restaurados devem ter uma destinação e, o melhor meio de conservação de um edifício é exatamente dar-lhe uma destinação. 33
  35. 35. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA CONCLUSÃO A museografia procurou dialogar com o ambiente construído e com as novas intervenções propostas tirando proveito, por exemplo, das projeções no telhado da praça da língua ou construindo o painel de projeções em toda extensão da grande galeria do segundo pavimento. Do ponto de vista do restauro, o resultado final parece harmonioso, na medida em que se entende que este faz parte da arquitetura em um esforço conjunto de propor o menor impacto possível no bem tombado, mas também de integrar o monumento histórico à nova intervenção, com o objetivo de devolver o patrimônio à sociedade de forma que seja usufruído com as necessidades e expectativas atuais. 34
  36. 36. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA REFERÊNCIAS GOOGLE EARTH. Programa de visualização de imagens via satélite. Europa Technologies 2007 / Digital Globe, 2007. KÜHL, Beatriz Mugayar. Arquitetura do ferro e arquitetura ferroviária em São Paulo: reflexões sobre a sua preservação. São Paulo: Ateliê Editorial: Fapesp: Secretaria da Cultura, 1998. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA, Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz. Disponível em: < www.museudalinguaportuguesa.org.br>. Acesso em abril de 2014. 35
  37. 37. MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA REFERÊNCIAS SPINAZZOLA, Eduardo. Fundação Para a Pesquisa Ambiental – Universidade de São Paulo Graduação em Arquitetura e Urbanismo Universidade Mackenzie. Museu da língua portuguesa - Projeto de adaptação e restauro da estação da luz. Disponível em: <http://arquimuseus.arq.br/anais-seminario_2010/eixo_iii/p3- 15_eduardo_spinazzola.pdf>. Acesso em: 14/05/2014. VIOLLET-LE-DUC, Eugène Emmanuel; DOURADO, Odete (apres. e trad.). Restauro. Salvador: Mestrado em Arquitetura e Urbanismo/UFBA, 1996. VARGAS, Heliana Comin; CASTILHO, Ana Luisa Howard de. Intervenções em Centros Urbanos: objetivos, estratégias e resultados. São Paulo: Manole, 2006. 36

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