Tcc projeto - texto final

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Tcc projeto - texto final

  1. 1. UNIABEU ENFERMAGEMO PAPEL DO ENFERMEIRO NA DETECÇÃO DA SÍNDROME DE EDWARDS EM RELAÇÃO À IDADE DA GESTANTE Helena dos Santos Dias Diniz de Lemos Sueli Pereira da Silva Belford Roxo - RJ
  2. 2. 2Maio – 2011
  3. 3. Maio 2011 UNIABEU ENFERMAGEMO PAPEL DO ENFERMEIRO NA DETECÇÃO DA SÍNDROME DE EDWARDS EM RELAÇÃO À IDADE DA GESTANTE Helena dos Santos Dias Diniz de Lemos Sueli Pereira da Silva Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Uniabeu para obtenção de graduação em Enfermagem. Orientador: Leandro Arantes Moreira Belford Roxo - RJ Maio 2011
  4. 4. A minha filha Sarah Helena, in memoriam, por ter me despertado a realizar este trabalho.Ao meu Pai por me apoiar, incentivar em todo o momento da minha vida acadêmica.
  5. 5. AGRADECIMENTOSA Deus primeiramente por me dar vida e saúde durante essa trajetória.Ao meu marido Diniz por me apoiar, incentivar e compreender.A meus filhos Haniel e Hadiel pela compreensão.Aos meus Pais e irmãos que me apoiaram em todo momento da minha vida acadêmica.A todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para que fosse realizadoeste trabalho.Agradeço aos professores que me aconselharam e incentivaram a não desistir do meusonho.
  6. 6. “Acho que os sentimentos se perdem nas palavras. Todos deveriam ser transformados em ações; em ações que tragam resultados.” Florence Nightingale
  7. 7. SUMÁRIO página1. INTRODUÇÃO............................................................................................................ 62. METODOLOGIA......................................................................................................... 83. REVISÃO DE LITERATURA..................................................................................... 9 3.1. GESTANTES ENTRE 18 E 35 ANOS DE IDADE...................................... 9 3.2. A DETECÇÃO DA SÍNDROME.................................................................. 9 3.3. ENFERMEIRO.............................................................................................. .............................................................................................................................104. CRONOGRAMA.......................................................................................................... 125. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................... 13
  8. 8. 71.0. INTRODUÇÃO O interesse pela pesquisa surgiu devido um relato de caso vivenciado por umadas componentes da dupla. O nascimento de um bebê do sexo feminino, num hospitalde Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que passou todo o seu tempo de vida dentro deuma UTI neonatal, entubada e respirando com a ajuda de aparelhos e, aos 70 dias devida, veio a falecer. A detecção da anormalidade em sua formação determinou atransferência do local do nascimento para outro hospital com condições de dar a devidaatenção que o caso requeria. Após vários exames foi constatado que o nascituro eraportador da Síndrome de Edwards ou trissomia do cromossomo 18. Síndrome pode ser entendida como sendo um conjunto de sinais e sintomas queestão associados a uma mesma patologia. Quando tomados no seu todo, estes sinais esintomas se prestam a definir o diagnóstico e o quadro clínico de uma condição médica,sendo de se ressaltar que a síndrome não é a doença, mas um grupo de doenças damesma patologia. As síndromes genéticas estão ligadas a defeitos dos cromossomosque, quando normais existem aos pares. A anormalidade consiste na monossomia – afalta de um membro de um par de cromossomos – e na trissomia – quando existem trêscromossomos e não dois. Trissomia é, portanto, um dos vários termos usados para acompreensão dos defeitos associados a anomalias no número de cromossomos que é apresença em uma célula somática de uma cópia extra de um cromossomo normalmentepareado. Na maioria dos casos os indivíduos com monossomia não sobrevivem.Entretanto, há casos de sobreviventes com monossomia do cromossoma sexual, como éo caso dos portadores de Síndrome de Turner (CLARICE, et al, 2005). Por outro lado,constata-se ser mais comum a ocorrência de trissomias, das quais a mais conhecida é ado cromossomo 21 ou Síndrome de Down (RUBIN, 2007). Pois bem, a Síndrome deEdwards, tema deste trabalho, é a trissomia do cromossomo 18, como dito alhures. Apresença de uma cópia extra do autossomo 18 foi descrita em 1960 por Edwards et al,estando presente em todas as raças e áreas geográficas. Existem apenas dois fenômenos documentados como tendo importância naorigem das anomalias numéricas dos cromossomos: a) a não-disjunção durante a meioseocorre mais comumente em pessoas com cromossomos estruturalmente anormais. Isto éuma falha de cromossomos ou cromátides pareadas em se separar e mover-se para pólosopostos no fuso durante a anáfase, seja na mitose ou meiose. b) as crianças que nascem
  9. 9. 8de mulheres com mais idade têm anomalias numéricas mais frequentes do que as quenascem de mulher mais jovens (RUBIN, 2007). A trissomia do cromossomo 18 é asegunda anormalidade cromossômica mais frequente em recém-nascido com índice de 3por 10.000 nascidos vivos com predomínio no sexo feminino (EDWARD ARAÚJOJUNIOR, 2006), ou, como em outros autores, 1 caso para 8.000 nativivos, uma ordemde magnitude menos frequente que a Síndrome de Down (RUBIN, 2007). Oprognóstico de fetos com trissomia do cromossomo 18 é altamente desfavorável, umavez que aproximadamente 90% dessas crianças sucumbem antes do final do primeiroano de vida (HELIO A. GUIMARÃES; CLÁUDIO R. ALVES, 2006). Diante do exposto, surge o questionamento: Qual o papel do enfermeiro nadetecção da Síndrome de Edwards em sua relação com a idade da gestante? Compreender melhor as causas das más formações e, consequentemente, asinterferências dos fatores ambientais, como drogas e vírus, assim como os fatoresgenéticos como anormalidades cromossômicas, constitui o objeto do presente estudo. Entende-se que a ocorrência dos casos de Síndrome de Edwards tende a incidirna população de mulheres com idade inferior a 18 anos e acima de 35 anos. Regra geralos riscos aumentam à medida que a idade da gestante avança (MOORE, 2008). Surge, ainda, outro questionamento. Estaria o enfermeiro preparado para exercero seu papel diante da apresentação de um quadro clínico da Síndrome de Edwards? Portanto, esta pesquisa contribuirá como conscientização das mulheres a respeitoda importância do comparecimento às consultas do pré-natal, assim como demonstrar ascaracterísticas da presença da Síndrome a fim de que os enfermeiros proporcionematendimento diferenciado na eventualidade do surgimento de casos – preparaçãopsicológica, orientação quanto aos riscos relacionados com a idade, etc. Comoacadêmica de enfermagem, a pesquisa há de contribuir para o conhecimento dasanomalias congênitas.
  10. 10. 92.0 METODOLOGIA Trata-se de um estudo do tipo bibliográfico, de abordagem qualitativa. Nessesentido, buscou-se identificar, numa parte da produção bibliográfica, constituídaprincipalmente de livros e artigos científicos, os sentidos atribuídos à temática dapesquisa para que se possa ampliar o debate no campo da saúde materno-infantil e, maisespecificamente, na gestação em que se constate a existência da Síndrome de Edwards. A pesquisa bibliográfica abrange a leitura, análise e interpretação de livros,periódicos, mapas, fotos, manuscritos, submetidos a uma triagem e sistematização,objetivando conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre o temaem estudo, para os fins de definir o problema, determinar os objetivos, construir ashipóteses, fundamentar a justificativa da escolha do tema e, por fim, elaborar o relatóriofinal. A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir aoinvestigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquelaque poderia pesquisar diretamente. (GIL, 2006). .A técnica de coleta classifica-se como abordagem qualitativa, vez que referidacoleta de dados se dá, como mencionado alhures, através da leitura do materialselecionado seguida de descrição e relatos resultante de análise pormenorizada. Aabordagem qualitativa é descritiva e compreende-se por atividades de investigação quepodem ser denominadas especificas, e também por traços em comum. (TRIVIÑOS,2010 )
  11. 11. 103.0. REVISÃO DE LITERATURA3.1 GESTANTES ENTRE 18 E 35 ANOS DE IDADE Na trissomia do cromossomo 18, bem como nas trissomias dos cromossomos 21e 13, há uma relação bem definida entre o aumento da idade materna e a ocorrência detrissomias. Dados epidemiológicos demonstram uma relação direta entre a idade damulher na ocasião do parto e o nascimento de crianças portadoras de anomaliascromossômicas. Verifica-se que 63% dos fetos portadores de trissomias são de mãescom idade acima dos 35 anos. Estes nascimentos são apenas a ponta de um iceberg, já que sabemos que agrande maioria dos fetos com cromossomopatias evolui para o óbito intra-uterino.Embora não exista nenhuma idade materna isenta de riscos para cromossomopatias, temsido aceito, cientificamente, que a idade igual ou superior a 35 anos por ocasião doparto caracteriza uma situação de risco aumentado. A escolha desta idade foi baseada naavaliação de riscos e benefícios clínicos e econômicos dos métodos empregados. Entretanto, em que pese o fato de a escolha não deixar de ser arbitrária, amagnitude do efeito é extraordinária: entre mulheres abaixo da idade de 25 anos,aproximadamente 2% de toda gravidez clinicamente reconhecida é trissômica, masentre mulheres acima de 40 anos este valor aproxima-se de 35%. Apesar de suaimportância, sabe-se muito pouco sobre a base do efeito da idade materna. (PAULOZEN, 2008, IN SCIELO)3.2. A DETECÇÃO DA SÍNDROME Uma vez que a genética e os dados epidemiológicos vêm concluindo pela íntimarelação entre a idade materna e a incidência de casos de síndromes, em especial aSíndrome de Edwards, há que se recomendar que o diagnóstico pré-natal seja oferecidoa toda gestante que tiver idade igual ou superior a 35 anos na data provável do parto. O diagnóstico pré-natal é um exame simples, seguro e confiável que permite odiagnóstico da Síndrome de Edwards e de outras doenças cromossômicas ainda durantea gravidez.
  12. 12. 11 A indicação de um diagnóstico pré-natal deve ser baseada na avaliaçãocuidadosa dos benefícios naquela situação específica. Os principais procedimentos dediagnóstico pré-natal (amniocentese, coleta de vilos coriais e cordocentese) são muitoseguros, mas não estão 100% isentos de riscos de perda fetal. Entretanto, os riscos sãomuito baixos, permitindo que a ênfase maior seja no risco genético fetal aumentado. Em algumas situações a identificação do risco aumentado do feto ter anomaliasgenéticas é simples e o obstetra/ginecologista não necessita recorrer a um geneticista.Estes são principalmente os casos de idade materna elevada e anormalidade fetalidentificada ao ultrassom. Em outras ocasiões, a identificação correta dos riscosdepende de uma consulta de aconselhamento genético. Os vilos coriais ou vilosidades coriônicas (biópsia da placenta) sãogeneticamente representativos do feto e podem ser obtidos por via transabdominal apartir de 10-11 semanas de gestação. Após a biópsia, os vilos coriais passam por umabreve cultura de 24h e o resultado é fornecido em apenas 2 dias. Nos raros casos em quese encontra mosaicismo cromossômico (mistura de células cromossomicamente normaise anormais) é necessário o esclarecimento do diagnóstico através de uma amniocentesea partir de 15 semanas de gestação. (REZENDE, 2005) A Amniocentese é um tipo de exame que pode ser realizado a partir de 15semanas de gravidez, e consiste na obtenção do líquido amniótico que banha o fetoatravés da punção da cavidade amniótica. As células presentes no líquido amnióticopodem ser analisadas rapidamente a nível de DNA (citogenética molecular) oucultivadas por alguns dias para a realização de estudos cromossômicos (REZENDE,2005). A Cordocentese é um método invasivo no qual uma amostra do sangue fetal éobtida através da punção do cordão umbilical guiada por ultra-som por via abdominalmaterna após a 17a. semana de gestação. Com a amostra de sangue, o cariótipo fetal éobtido em 3 dias. Os riscos maternos são pequenos, mas o risco de perda fetal após umacordocentese propedêutica é maior do que o da coleta de vilos coriais ou daamniocentese, tendo sido estimado em aproximadamente 2%.3.3. ENFERMEIRO A legislação brasileira considera Enfermeiro (a) o titular de diploma oucertificado de Enfermeiro (a) ou certificado de Enfermeiro (a) Obstétrico ou de
  13. 13. 12Obstetriz, sejam tais diplomas ou certificados, oriundos de entidades de ensino pátriasou de escola estrangeira, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou ainda aquelesrevalidados no país (Lei 76498/1986). Cabe ao profissional Enfermeiro, ainda de acordo com a precitada lei, a consultade enfermagem, a prescrição da assistência de enfermagem, prevenção e controlesistemático de danos eu possam ser causados à clientela durante a assistência deenfermagem, assistência de enfermagem à gestante, parturiente e puérpera,acompanhamento de evolução e do trabalho de parto e execução do parto sem distocia. No que concerne ao atendimento pré-natal visando a detecção da existência, ounão, de síndromes, em especial à Síndrome de Edwards, cabe ao Enfermeiro (a)planejar, coordenar, executar e avaliar as ações de assistência de enfermagem em todasas fases da gravidez, parto e puerpério, cabendo-lhe supervisionar as ações deimunização, preparo e esterilização de material, administração de medicamentos ecurativos, assim como o procedimento de coleta de material para exame e dispensaçãode medicamentos, observando sempre as disposições legais. (Resolução COFEN159/1993). O Enfermeiro (a) está respaldado para solicitar exames complementares e aprescrição de medicamentos, após avaliação do estado de saúde da gestante (COFEN,Resoluções 159/1993 e 271/2002).
  14. 14. 134.0. CRONOGRAMAETAPAS FEV. MAR ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET OUT. NOV. DEZIntrodução X X XRevisão de X X XLiteraturaMetodologia X XInicialValidação do XPré-ProjetoApresentação Xdo ProjetoColeta eAnálise de X X XdadosConclusão e X X XRedaçãoApresentação XPúblicaConclusão e XEntrega Final
  15. 15. 145.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASARAÚJO JÚNIOR, Edward, et al. Detecção pré-natal de feto com trissomia docromossomo 18 por meio de ultra-som bidimensional e tridimensional: relato de caso.Revista Imagem, n. 29, p. 5-8, 2007. Disponível em: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=542016&indexSearch=ID Acesso em 17/04/2011COFEN, Conselho Federal de Enfermagem. Resoluções 159/1993 e 271/2002.Disponível em: http://www.portalcofen.gov.br/sitenovo/resolucao. Acesso em17/04/2011.GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4.ed. São Paulo: Atlas,2006.MATUMOTO, Sílvia, et al. A prática clínica do enfermeiro na atenção básica: umprocesso em construção. São Paulo: Revista Latino-Am. Enfermagem, v. 19, 2011.Disponível em: www.eerp.usp.br/rlae. Acesso em: 28/05/2011.MOORE, Keith L., et al. Embriologia Clinica 8 ed. São Paulo: Elsevier, 2008.____________________. Embriologia Básica. 7 ed. São Paulo: Elsevier, 2008.MOURA, Clarice de Meneses Costa, et al. Síndrome de Edwards. 2005, 16 fl.Monografia (Curso de Medicina: especialização em Perinatologia), Fundação deEnsino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Escola Superior de Ciências da Saúde,Brasília, 2005.RUBIN, Emanuel. Bases Clínico Patológicas em Medicina – Rubin. 4 ed. São Paulo:Guanabara Koogan, 2006.
  16. 16. 15REZENDE, Jorge de., et al. Obstetrícia Fundamental. 10 ed. São Paulo: GuanabaraKoogan, 2005.RIBEIRÃO PRETO. Secretaria Municipal de Saúde. Programa de Atenção Integral àSaúde da Mulher. Protocolo para Assistência ao Pré-Natal e Puerpério. 1 ed.Ribeirão Preto – SP, 2009.RIOS, Cláudia Teresa Frias. Ações educativas no pré-natal: reflexão sobre a consulta deenfermagem como um espaço para educação em saúde. Rio de Janeiro: Revista Ciência& Saúde Coletiva, v. 12, n. 2, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232007000200024&script=sci_arttext&tlng=esja.org. Acesso em10/04/2011.SALDANHA, Fátima Aparecida Targino, et al. Anomalias e Prognóstico FetalAssociados à Translulência Nucal Aumentada e Cariótipo Anormal. São Paulo: RevistaAssociação Médica Brasileira, n 55, p. 54-59, 2009.Disponível em:www.scielo.br/pdf/ramb/v55n1/v55n1a16.pdf. Acesso em: 14/05/2011.TRIVIÑOS, Augusto Nibalco Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: apesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2010.WINK, Daniel Vitiello, et al. Síndrome de Edwards. 2001, 29 fl. Monografia (Cursode Medicina: especialização em Genética Humana), Departamento de CiênciasMorfológicas, Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, PortoAlegre, 2001.ZEN, Paulo Ricardo G., et al. Apresentações clínicas não usuais de pacientes portadoresde síndrome de Patau e Edwards: um desafio diagnóstico? São Paulo: Revista Paulistade Pediatria, n. 26, p. 295-299, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822008000300015&script=sci_arttext . Acesso em 17/04/2011.

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