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Na mesosfera, a temperatura novamente diminui. Esta camada vai até cerca de 80 km. A esta altura, a 
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Informações Complementares: I - Para localizar com maior precisão um ponto na superfície terrestre, 
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Fusos - Limites Políticos No interior dessas faixas (fusos), todos os lugares possuem a mesma hora. Para não 
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  1. 1. Elpidio da Silva Centro Educacional Elpidio da Silva – Educação de Jovens e Adultos CNPJ 27.796.853/0001-38 Tel. 2401-3341/3336-6219 (Noite) Portaria de Reconhecimento 2281 Apostila de Geografia Turma: P1-A Professor: Jose Claudio Aula 1 Panjea A Terra tem a idade geológica calculada entre 4,5 e 5 bilhões de anos. A geologia, ciência que se dedica ao estudo do planeta, divide a idade geológica em eras, épocas, períodos, idades e fases. No início a Terra apresentava sobre a sua superfície um material derretido quente, muito quente, formado em grande parte por ferro, níquel e outros metais pesados, que com o decorrer do tempo foram se concentrando em seu núcleo. Há cerca de 3,9 bilhões de anos, o resfriamento permitiu a solidificação das rochas, dando origem a uma camada sólida externa sobre a superfície terrestre, que é a crosta. Até o começo do século 20, era consenso entre os cientistas de que, desde que a superfície terrestre se solidificou, os continentes estiveram sempre na mesma posição em que estão até hoje. No entanto evidências científicas mostraram que isto não é verdade. Panjea-Super Continente ! Após estudar muito o assunto o meteorologista alemão Alfred L. Wegener lançou uma hipótese diferente, afirmando que, no passado (200 milhões de anos ) os continentes formavam um único bloco, denominado de Pangeia e um só imenso oceano, Placas que se movem (Teoria da Tectônica de Placas) Hoje sabe-se que a superfície terrestre não é fixa, e sim estamos sobre placas (continentes) que flutuam sobre o magma. Portanto a teoria desenvolvida por Alfred Wegener, a teoria de Tectônica de Placas ou da Translação dos Continentes, é que explica a movimentação dos continentes flutuando sobre o magma. A Teoria afirma que continentes ou terras emersas flutuam sobre magma ou astenosfera. Em razão dos movimentos tectônicos, a placa Sul-americana afasta-se da Africana a velocidade de 2 cm por ano. Verifica-se também um afastamento entre a África e a Ásia, na região da península arábica, com a tendência do mar Vermelho aumentar de largura, originando um oceano. Além disso, as zonas sísmicas ou de terremotos e de vulcanismo encontram-se na faixa de contato entre as placas que são áreas de instabilidade geológica. Principais Placas Tectônicas da Crosta Terrestre Principais Placas: Placa Sul Americana - onde situa-se o Brasil e quase toda a América do Sul. Placa de Nazca, Placa Norte- Americana, Placa Africana, Placa Euroasiática, Placa do Pacífico, Placa Indo-Australiana, Placa Antártica. Terremotos Os terremotos são tremores ou abalos causados pela liberação repentina da energia acumulada durante longos intervalos de tempo em que as placas tectônicas sofreram esforços para se movimentar. Os maiores terremotos já registrados no planeta ocorrem em áreas de subducção, onde uma placa afunda abaixo de outra. Entre esses incluem-se o o maior de todos os terremotos, ocorrido no Chile em 1960, que alcançou a marca de 9.5 graus Richter, o terrremoto de 9.2 graus, em Prince William Sound, Alaska, em 1960, o de Andreanof, também no Alaska, em 1957, com 9.1 graus e o de magnitude 9.0 graus, ocorrido na península de Kamchatka, na Rússia, em 1952. O devastador terremoto do dia 26 de Dezembro de 2004, que alcançou a marca de 9 graus na escala Richter , provocando as ondas gigantes na Ásia, ocorreu na interface entre as placas da Índia e Burma e foi causado pela liberação de energia que se desenvolve na subducção da placa Índica sobre a placa de Burma. Que Poderosa Energia Moveria Estas Placas ? A principal explicação para o movimento das placas tectônicas é que em função da desintegração radioativa de átomos que ocorre no interior do planeta gerando o calor, que mantém o magma em estado fluido e um 1
  2. 2. processo denominado correntes de convecção tenderia a levar o magma para a superfície, pressionando as placas , explicando também a origem do vulcões. Ambientes da Terra - Introdução É de fundamental importância compreender como nossa morada "funciona". Este sistema, formado pelo Sol e inúmeros astros que giram ao seu redor (Sistema Solar), constitui, enfim, nossa morada. A terra é um planeta vivo, caracterizado por uma dinâmica envolvendo vários processos interligados, é o terceiro planeta na ordem de afastamento do Sol, o que lhe permite receber quantidade de energia suficiente para o desenvolvimento de ambientes que dão sustentação a vida. Esses ambientes se interpenetram, e se, inter-relacionam, através da superfície da Terra que é a camada de contato e inter-relacionamento entre a Atmosfera, Hidrosfera e Litosfera, dando origem a Biosfera. Esta camada permite através de seu equilíbrio natural o surgimento de minerais, água, solos diferentes, vida animal, vida vegetal e uma série quase infinita de outros acontecimentos que tendem a mudar com o tempo. É de essencial importância para a geografia o estudo destes fenômenos no espaço, no tempo, seu inter-relacionamento e agrupamento em padrões e funções. Uma Fina e Delicada Película A biosfera, ou esfera da vida, resulta das relações existentes entre a atmosfera, a hidrosfera e a litosfera. Tais relações são muito antigas, na realidade, sua origem é de vários milhões de anos. Contudo, o termo biosfera é recente, assim como a compreensão da necessidade de sua preservação para o futuro da humanidade. Sua espessura não ultrapassa os 50 km e, quando comparada ao diâmetro da Terra, percebemos quão frágil é. Porém, sua fragilidade vem do fato de ela manter-se graças a um jogo de forças muito sensível que se autorregula e se auto-preserva. Nesse jogo, os diversos elementos que compõem a biosfera se influenciam mutuamente. A alteração de um deles pode desencadear uma série de reações que atingirão alguns dos elementos do sistema, além do sistema como um todo. O homem integra e depende diretamente das relações que se desenrolam no interior da biosfera. Sua ausência significa o fim da própria humanidade. Há milhares de anos o homem se encontra adaptado à biosfera terrestre. A litosfera – ou crosta terrestre a camada sólida mais externa da Terra, e seu interior é constituído de materiais em estado pastoso. A litosfera tem cerca de 200 km de espessura. A parte interna do globo terrestre é composta por diversas camadas, com diferentes materiais. Cada uma delas possui temperatura e densidade próprias, o que traz implicações sobre a dinâmica interna da Terra, como as erupções vulcânicas e os terremotos. Hidrosfera - A esfera das águas - rios, lagos e mares - que formam uma camada descontínua sobre a superfície da Terra Da hidrosfera da Terra que compreende os lagos, mares, rios e as águas subterrâneas as águas marinhas e salobras correspondem a 97,4% e os restantes 2,6% são água doce, o que mostra a imensidão das águas marinhas e consequentemente sua importância sob vários aspectos como fonte alimentar, meio de transporte, depósito petrolífero e de minerais, por exemplo. Atmosfera - Camada de gases que envolve um planeta ou um satélite. A atmosfera (do grego atmós, gás; sphaîra, esfera) da Terra tem espessura estimada em 800 km. É formada por gases, principalmente o nitrogênio (78%), o oxigênio (21%) e o argônio (0,9%), e por gases menores, entre eles o vapor de água e o dióxido de enxofre, que totalizam apenas 0,1% do volume do ar atmosférico. A atmosfera contém também microrganismos e partículas sólidas, como cinzas vulcânicas e poeira. Litosfera A litosfera ou crosta terrestre é a porção externa rochosa da Terra e seu interior não é constituído de materiais solidificados. A parte interna do globo terrestre é composta por diversas camadas, com diferentes materiais. Cada uma delas possui temperatura e densidade próprias, o que traz implicações sobre a dinâmica interna da Terra, como as erupções vulcânicas e os terremotos. Com a profundidade, a temperatura e a densidade aumentam. A elevação da temperatura é percebida a partir dos 20 metros iniciais e seu aumento é contínuo a partir daí. Assim, para a exploração mineral a grandes profundidades, como, por exemplo, do carvão e do ouro, há necessidade de dois sistemas: um de refrigeração artificial e outro de ventilação, para que os trabalhadores realizem suas atividades. Na Mina de Morro Velho, em Minas Gerais, a uma profundidade de 2500 metros, teríamos uma temperatura por volta de 64ºC se não houvesse sistema de refrigeração. A densidade das camadas aumenta progressivamente para o 2
  3. 3. interior, assim, a crosta desliza sobre a camada inferior, ou seja, não podemos considerar a litosfera como algo estático, sem influenciar e ser influenciada por outros elementos da esfera geográfica. A idade da Terra é de aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Uma das teorias de sua origem, a mais aceita, afirma que o Sol e os planetas condensaram-se a partir de gás e poeira interestelar, que se transformaram lentamente nos principais astros do Sistema Solar. Entretanto, durante muito tempo, aceitou-se uma outra teoria, segunda a qual os planetas, satélites e demais astros teriam se originado a partir do próprio Sol e, sua quase colisão com uma outra estrela teria "arrancado" matéria solar na forma de anéis, os quais condensaram-se, formando os planetas. Assim, compreendemos melhor o porquê de as camadas mais internas do planeta serem mais quentes que as mais externas e fica evidente que a litosfera resultou do resfriamento (de fora para dentro) e da consolidação dos materiais ígneos da Terra. A desintegração radioativa do urânio, do tório e de outros elementos nas profundezas da Terra libera energia térmica. Tal energia é 200 vezes menor que a energia solar absorvida pela superfície terrestre e pela atmosfera. Ela é consumida pelos processos do interior da Terra e para a manutenção das elevadas temperaturas do núcleo terrestre (2 000 a 5 000ºC). A crosta terrestre possui uma espessura que varia de 5km sob o fundo dos oceanos (crosta oceânica - SIMA) a 70 km abaixo dos continentes (crosta continental ou ciática SIAL). Apesar de a crosta terrestre ser relativamente fina, foram necessários alguns bilhões de anos para que ela começasse a se consolidar. Na litosfera encontram-se recursos minerais, fontes de energia, águas de superfície e subterrâneas e os solos. A compreensão de determinadas partes da natureza, como os solos, as águas correntes, a estrutura e as formas do relevo, são importantes para o planejamento territorial, pois para o crescimento da cidade, a construção de uma hidrelétrica, a abertura de uma estrada e até mesmo para que a edificação de conjuntos residenciais ocorram de maneira favorável, é fundamental que se conheçam os tipos de rochas e a forma como ocorre a sua disposição no subsolo. Atmosfera Atmosfera é o nome dado à camada gasosa que envolve os planetas. No caso da atmosfera terrestre ela é composta por inúmeros gases que ficam retidos por causa da força da gravidade e do campo magnético que envolve a Terra. No início da formação do planeta Terra a atmosfera era composta basicamente por gases (Metano, amônia, nitrito, vapor de água e dióxido de carbono) resultantes das constantes erupções e colisões na superfície inóspita da terra primitiva, além dos que eram expelidos por rachaduras na crosta terrestre. Então, em uma segunda fase, surgem os primeiros organismos vivos que realizam fotossíntese (processo bioquímico que transforma dióxido de carbono em oxigênio com o auxílio da luz solar, realizado pelos vegetais e algumas algas), absorvendo o gás carbônico da atmosfera e transformando-o em oxigênio. Com isso acontece uma das maiores transformações causadas no planeta por algum organismo vivo: a atmosfera torna-se saturada de oxigênio. Ironicamente, os primeiros organismos a realizar a fotossíntese eram anaeróbios (organismo que vivem sem oxigênio e morrem na presença dele), e são extintos. Alguns organismos, entretanto, continuam evoluindo e se adaptam a nova atmosfera cheia de oxigênio. Atualmente, o nitrogênio e o oxigênio juntos, somam cerca de 99% dos gases que compõem a atmosfera terrestre. O oxigênio é consumido pelo seres vivos através do processo de respiração e transformado em dióxido de carbono e vapor de água que serão depois reabsorvidos pelos organismos. O dióxido de carbono será consumido no processo de fotossíntese, e o vapor de água, responsável, por redistribuir a energia na terra através da troca de energia de calor latente, produzir o efeito estufa e causar as chuvas, será novamente consumido pelos organismos vivos na sua forma líquida. Outros gases que compõem a atmosfera terrestre são: dióxido de carbono, argônio, metano, óxido nitroso, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, óxido e dióxido de nitrogênio, os clorofluorcarbonos, ozônio, e outros que integram o 1% restante da atmosfera. Para fins de estudos a atmosfera terrestre é dividida em algumas camadas de acordo com a variação das transições de temperatura: A troposfera, que geralmente se estende a 12 km (entre 20 km no equador e 8 km nos polos). É nesta camada que acontecem praticamente todos os fenômenos que influenciam o tempo. A estratosfera, estende-se até aproximadamente 50 km com temperaturas parecidas com as da troposfera até o limite de 20km. Esta camada é mais quente por causa do ozônio que se acumula e que absorve os raios ultravioletas. 3
  4. 4. Na mesosfera, a temperatura novamente diminui. Esta camada vai até cerca de 80 km. A esta altura, a temperatura chega a -90ºC! E a termosfera, que não possui um limite inferior muito bem definido. Aqui as moléculas se agitam com uma velocidade enorme, o que significaria uma temperatura altíssima. Entretanto, a concentração dessas moléculas é muito baixa o que diminui drasticamente a quantidade de energia que essas moléculas poderiam transmitir para qualquer corpo que se encontrasse ali, anulando, de certa forma, a temperatura. A termosfera, por sua vez, compreende uma camada situada entre 80 a 900 km, chamada de ionosfera. A ionosfera, como o próprio nome já diz, é composta por uma infinidade de íons criados a partir da radiação solar que incide nas moléculas de oxigênio e nitrogênio, liberando elétrons. A ionosfera é composta por três camadas (da mais próxima a mais distante) D, E e F que possuem concentrações diferentes de íons. Durante a noite as camadas D e E praticamente desaparecem, porque não há incidência de raios solares e, consequentemente, não há formação de íons. Ou seja, durante a noite, os íons se recombinam formando novamente as moléculas de oxigênio e nitrogênio. Mas, à noite ainda há incidência de raios solares, mesmo que de menor intensidade, o que explica porque a camada F não se extingue também. Hidrosfera A hidrosfera corresponde a toda parte líquida contida no planeta. Os oceanos são responsáveis por 97,2% de toda a água, isso significa que cerca de 2/3 da superfície do planeta são cobertos por oceanos. Já as águas continentais possuem um percentual bem inferior, sendo encontradas nos rios, lagos (estado líquido), nas geleiras (estado sólido, que por sinal é a maior reserva de água doce), os aquíferos e lençóis freáticos. Por fim, as águas contidas na atmosfera, que se apresentam em forma de vapor, dão origem às precipitações. Aula 2 Coordenadas Geográficas - Latitude e Longitude São os elementos geográficos que nos dão condições para localizar qualquer ponto sobre a superfície terrestre. As coordenadas geográficas foram determinadas por meio de observações astronômicas e satélites geodésicos. Suas informações são expressas em grau, minuto e segundo. Paralelos e Meridianos Para determinar a posição, ou localização, de um ponto situado na superfície da Terra, utilizamos como referência linhas imaginárias denominadas de paralelos e meridianos, essas linhas na realidade não existem na superfície da Terra, elas são imaginárias e estão presentes nos mapas, apenas para orientar seus usuários. Os paralelos são as linhas de referência para a obtenção da latitude, e os meridianos são as linhas de referência para obtenção da longitude. Para entender melhor acompanhe a explicação do professor que deverá fazer uso de recursos pedagógicos como um globo terrestre, mapa-múndi ou multimídia. Entendendo o conceito de Latitude já sabemos que a Terra tem uma forma quase esférica, com achatamento nos polos (geoide), e, é apresentada nos mapas dividida em duas metades por uma linha horizontal imaginária , denominada Linha do Equador ( palavra de origem latina a equatore, que significa " o que iguala " ). A linha do Equador , esta situada a igual distância dos polos, divide a terra em duas metades: o Hemisfério Norte ou Setentrional e o Hemisfério Sul ou Meridional. As linhas imaginárias posicionadas paralelamente ( paralelos) ao equador, determinam A latitude, que é definida como; a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até a linha do equador. A distância em graus será de 0° na linha do equador até 90° para o norte ou 90° para o sul. Concluindo que, se a posição em análise estiver acima da linha do equador - latitude norte, e ao contrário, se abaixo da linha do equador - latitude sul. Entendendo o conceito de Longitude A longitude também vai requerer para sua determinação uma linha de referência, neste caso é o 1º meridiano ou Meridiano de Greenwich localizado no mapa-múndi e globo terrestre na posição vertical, também dividindo a superfície terrestre em dois hemisférios, o oriental ou leste, e a ocidental ou oeste. As linhas imaginárias posicionadas verticalmente (meridianos) determinam a longitude, que é definida como a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até o 1º meridiano ou Meridiano de Greenwich A longitude varia de 0° ( no meridiano de Greenwich ) a 180° para leste e 180° para oeste. Por que Greenwich ? Ele tem esse nome porque é o meridiano que passa sobre um observatório astronômico da localidade de Greenwich, na periferia de Londres, na Inglaterra. 4
  5. 5. Informações Complementares: I - Para localizar com maior precisão um ponto na superfície terrestre, além das coordenadas geográficas, podemos utilizar uma outra informação, a Altitude, que é altura ou a dimensão vertical de um ponto qualquer da superfície terrestre em relação ao nível do mar. Altitude é diferente de altura, que é a dimensão vertical de um corpo da base até seu ponto extremo. Informações Complementares: II -Aparelho põe coordenadas dentro do bolso: um aparelho do tamanho de uma calculadora de bolso é atualmente o grande recurso para se localizar um ponto na superfície da Terra. É o GPS, sigla em inglês para sistema de posicionamento global. No mostrador do aparelho aparecem as coordenadas e a altitude do local, obtidas através de sinais enviado por um conjunto de satélites ( 24 satélites ). É esse sistema acoplado aos aviões de combate, que permite atingir o alvo desejado com grande precisão, como por exemplo na Guerra dos EUA, contra o Afeganistão. No Brasil este sistema é utilizado pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ), para orientação aérea e marítima, passando também a equipar veículos para navegação terrestre. Tecnologia Atualmente, a tecnologia para localização de qualquer ponto no espaço geográfico atende pelo nome de GPS - Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global. O GPS é considerado uma das tecnologias mais revolucionárias das últimas décadas, um instrumento de precisão que veio trazer grandes benefícios para as mais diversas atividades, produtivas ou de lazer O que é o GPS ? GPS - Sistema de Posicionamento Global é um sistema de navegação (localização) baseado em satélites, composto de uma rede de 24 satélites colocada em órbita (20.200 km) da Terra pelo Departamento Norte- Americano de Defesa. O GPS foi originalmente planejado para aplicações militares sob o nome de 'projeto NAVSTAR', mas a partir de 1980, o governo tornou o sistema disponível para uso civil. Outros Sistemas A Rússia tem o Global Orbiting Navigation Satellite System - GLONASS", e Europa desenvolve o sistema Galileo, no qual o Brasil está estudando a participação. Depois que todos os 30 satélites (três são de reserva) estiverem funcionando, os europeus pretendem, em 2008, declarar independência dos sistemas GPS, norte-americano, e Glonass, russo. Diferentemente desses dois, controlados por militares, o Galileu será o primeiro em escala mundial sob comando de civis. Recepção dos sinais dos satélites Este sistema consiste de um aparelho receptor (cabe na palma da mão), que capta sinais enviados por três ou mais satélites. Estes sinais contêm informações que permitem ao aparelho receptor calcular a posição (latitude, longitude e altitude) exatas de um determinado local, não importando em que parte do mundo esteja, tanto na terra quanto no mar ou no ar. Uma vez que a posição do usuário foi determinada, a unidade de GPS pode calcular outras informações, como: velocidade, distância de viagem, distância ao destino, tempo de viagem, nascer e pôr-do-sol e muito mais. Dependendo na necessidade, o GPS é conectado a computadores que utilizam as informações de localização para as mais diversas aplicações. Satélites Satélites de GPS circundam a terra duas vezes por dia, em uma órbita muito precisa, transmitindo informações para a Terra, são alimentados por energia solar possuindo pequenos propulsores de foguete em cada satélite, que os mantêm na órbita correta. Um receptor de GPS deve receber um sinal de pelo menos três satélites, para calcular uma posição 2D (latitude e longitude) . Com quatro ou mais satélites visíveis, o receptor pode determinar a posição 3D do usuário (latitude, longitude e altitude). Aplicações O GPS é um instrumento que cada vez apresenta mais utilizações práticas em todas as áreas de negócios e atividades de todos os tipos. Foi, inicialmente, desenvolvido para uso militar e desde então sua utilização não parou de crescer em todo o mundo. - A comunicação de dados por GPS, também serve para o rastreamento e o monitoramento de veículos, como forma de localização para empresas de segurança e monitoramento, principalmente em caso de roubos, furtos ou sequestros; - Dirigir até uma cidade ou um país vizinho sem se preocupar com o trajeto já é realidade nos Estados Unidos e na Europa; - Alguns governos estaduais já estão adotando o GPS para ajudar no combate à violência; 5
  6. 6. - Nas competições de rali, como o Rali dos Sertões, no Brasil, ou o rali Paris-Dakar, o co-piloto resolve os principais problemas de orientação com uso do GPS; - Adeptos de GPS também surgem em zonas urbanas e rodovias, à medida que aparecem os primeiros serviços que - associados a mapas de ruas e avenidas - oferecem orientação de trânsito; - Embarcações náuticas e aviões, para o correto posicionamento geográfico e evitar que barcos e aeronaves se "percam". Além disso, permite a localização correta de seus destinos e rotas; - Mapeamento e cartografia de precisão, cálculo de áreas, etc.; - Leitura de cartas náuticas, navegação aérea e cartas topográficas; - Na pesca comercial, para a localização de áreas com maior probabilidade de sucesso na atividade. Desta forma, a produção pesqueira torna-se mais eficiente e rentável; - Na agricultura, com a utilização do instrumento em grandes colheitadeiras automatizadas, maximizando os resultados das colheitas, reduzindo perdas e economizando sensivelmente na mão-de-obra empregada na atividade. Por que estudar Fusos Horários Porque a hora não é a mesma em todos os lugares do mundo. Na Copa do Mundo de Futebol de 2006 os jogos aconteciam na Alemanha em um horário, sendo assistidos em tempo real no Brasil em outro horário. Quando são 9 horas da manhã em Brasília, são 21 horas em Tóquio, no Japão. Por que ? Isso acontece porque a definição do tempo esta relacionado com o movimento de rotação da Terra e o movimento aparente do sol, enquanto uma região da Terra esta iluminada a região oposta esta na escuridão. Isto significa que estas regiões estão em diferentes fusos horários e o estudo deste tema permitirá a compreensão destes fenômenos. Tecnologia e Globalização Com o avanço da Ciência e da Tecnologia, junto com o aumento da velocidade dos transportes e das comunicações, acabou impondo a necessidade de unificação da hora em todo o mundo. Para tanto na Conferência Internacional do Meridiano ocorrida em Washington em 1884, foi proposto e aceito pelos representantes de 25 países, inclusive o Brasil, o Sistema de Fusos Horários. Os fusos horários foram criados para por ordem no horário mundial e atender a todos os segmentos da sociedade, como empresas, comércio, comunicações, investidores. Dessa forma passou a ser possível saber que horas são em determinado lugar neste exato momento. Fusos Horários - 15º, 15 meridianos ou 1 hora Imagine uma volta em torno da Terra e estarás dando uma volta de 360°, para dar esta volta sobre si mesma a Terra leva 24 horas, logo 360° ÷ 24 horas = 15° . Portanto cada fuso horário corresponde a uma faixa (de norte a sul) da superfície terrestre que esta entre dois meridianos com 15º entre eles. Passa-se um meridiano pelo ponto médio de cada fuso, onde são numerados desde o fuso zero até o fuso 12 para o leste e 12 para oeste. Meridiano de Greenwich (GMT) O Meridiano de Greenwich ou primeiro meridiano (0°), foi definido na Conferência do Meridiano como referência da hora oficial mundial, ou hora GMT ( Greenwich Meridian Time ). Logo o Meridiano de Greenwich é o que passa no ponto médio (no meio) do fuso , observe que soma de 7,5º a leste de Greenwich com 7,5º a oeste, corresponderá aos 15º ou um fuso, definindo o Meridiano de Greenwich, como fuso zero. Observação: A partir de 1986, a hora GMT foi substituído pelo UTC - Universal Time Coordinated que é uma mensuração baseada em padrões atômicos e não na rotação da Terra . Fuso Zero Com a definição do fuso zero, formado pela soma de 7,5° a leste e 7,5° a oeste do Meridiano de Greenwich, primeiro meridiano ou meridiano inicial, o passo seguinte foi a criação de um sistema de zonas de hora por todo o mundo. Sistema de Fusos Horários - 24 Fusos Horários Foram definidos então 12 fusos a leste do fuso zero, para cada fuso soma-se 1 hora, e 12 fusos a oeste do fuso zero, para cada fuso subtrai-se 1 hora. 12 fusos a leste, somado com os 12 fusos a oeste, do fuso zero (Greenwich), totaliza 24 fusos. 6
  7. 7. Fusos - Limites Políticos No interior dessas faixas (fusos), todos os lugares possuem a mesma hora. Para não causar dificuldades para as pessoas, os limites dos fusos horários estão ajustados, em grande parte, de acordo com os limites políticos dos países. Fusos horários/revisando O que determina a mudança da hora no mundo são as linhas de fuso. Elas "fatiam" o globo verticalmente, em 24 faixas, que acompanham as linhas de meridiano. Cada faixa corresponde a 1 hora, dentro de cada faixa por convenção a hora é a mesma . As faixas estão distribuídas em intervalos de aproximadamente 15º, que corresponde ao ângulo que a Terra gira em uma hora. Conforme se passa de um fuso a outro, deve-se aumentar (se for para o leste) ou diminuir (se for para oeste) uma hora no relógio. O primeiro fuso da Terra e que serve de referência para todos os lugares é o do Meridiano de Greenwich ( Londres ). É a partir dele que sabemos que horas são, por exemplo, no Rio de Janeiro, em Paris ou em Pequim. Rotação do Planeta Terra - De Oeste para Leste É importante ressaltar que a rotação do planeta Terra ocorre de oeste para leste. Portanto , todas as localidades situadas a leste veem o sol nascer primeiro. Pode-se concluir que essas localidades possuem a hora adiantada. Ex. O Japão esta situado 12 fusos a leste do Brasil, seus habitantes veêm o sol nascer primeiro do que nós. Quando são 14 horas de uma terça feira em São Paulo, significa que já serão 2 horas da madrugada de quarta feira em Tóquio. O Brasil e o Meridiano de Greenwich - texto já adaptado em função da Lei N° 11.662, de 24/04/2008 que modifica a quantidade de fusos horários no Brasil O território brasileiro está localizado a oeste do Meridiano de Greenwich (fuso zero), abrangendo o fuso -2, fuso -3, fuso -4, isto quer dizer que em virtude da sua grande extensão territorial há sob o território brasileiro (continental e oceânico) 3 fusos horários, com regiões apresentando desde 2 horas, até 4 horas de atraso em relação a Greenwich(fuso zero). Portanto todo horário sob território brasileiro é atrasado em relação a hora GMT ou UTC. Aula 3 Meio ambiente O aquecimento global O aquecimento global é uma consequência das alterações climáticas ocorridas no planeta. Diversas pesquisas confirmam o aumento da temperatura média global. Conforme cientistas do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C. Esse aumento pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima de uma região e afetar profundamente a biodiversidade, desencadeando vários desastres ambientais. Consequências do Aquecimento Global As causas do aquecimento global são muito pesquisadas. Existe uma parcela da comunidade científica que atribui esse fenômeno como um processo natural, afirmando que o planeta Terra está numa fase de transição natural, um processo longo e dinâmico, saindo da era glacial para a interglacial, sendo o aumento da temperatura consequência desse fenômeno. No entanto, as principais atribuições para o aquecimento global são relacionadas às atividades humanas, que intensificam o efeito de estufa através do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural. A queima dessas substâncias produz gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), que retêm o calor proveniente das radiações solares, como se funcionassem como o vidro de uma estufa de plantas, esse processo causa o aumento da temperatura. Outros fatores que contribuem de forma significativa para as alterações climáticas são os desmatamentos e a constante impermeabilização do solo. Efeito de Estufa O degelo é outra consequência do aquecimento global, segundo especialistas, a região do oceano Ártico é a mais afetada. Nos últimos anos, a camada de gelo desse oceano tornou-se 40% mais fina e sua área sofreu redução de aproximadamente 15%. As principais cordilheiras do mundo também estão perdendo massa de gelo e neve. As geleiras dos Alpes recuaram cerca de 40%, e, conforme artigo da revista britânica Science, a capa de neve que cobre o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, pode desaparecer nas próximas décadas. 7
  8. 8. O Degelo provocado pelas Alterações Climáticas Em busca de alternativas para minimizar o aquecimento global, 162 países assinaram o Protocolo de Kyoto em 1997. Conforme o documento, as nações desenvolvidas comprometem-se a reduzir sua emissão de gases que provocam o efeito de estufa, em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta tem que ser cumprida entre os anos de 2008 e 2012. Porém, vários países não fizeram nenhum esforço para que a meta seja atingida, o principal é os Estados Unidos. Atualmente os principais emissores dos gases do efeito de estufa são respectivamente: China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Brasil, Japão, Alemanha, Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul. 8

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