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Jornal Cidade - Ano II - Nº 37 - 08 de Novembro de 2014

Principais notícias das cidades do centro-oeste mineiro. Notícias de Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte, Moema, Pedra do Indaiá e Japaraíba.

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Jornal Cidade - Lagoa da Prata, Santo Antônio do Monte e região - Ano II Nº 38

  1. 1. LAGOA DA PRATA POLÍTICA CIDADES POLÍTICA CIDADES SAÚDE Página 08 Página 06 Página 07 Página 11 Gerente do INSS assume responsabilidade por agência fechada em Santo Antônio do Monte Página 12 Japaraíba destaca-se entre as 50 melhores do Brasil em responsabilidade social Contemplados com casas populares são convocados para assinar termo de adesão em LP 1ª Ágora Cultural agrada população em S. A. do Monte Lagoa da Prata está em alerta contra a dengue Vereadores rejeitam projeto que proibia lançamento de vinhaça nos canaviais S. A. DO MONTE “Lixo tem sido jogado no rio Gandu” Página 09 Página 05 Movimento Salve a Nossa Água cobra atitude para a preservação e manutenção dos rios e mananciais de S. A. do Monte Pressionados por cerca de 300 trabalhadores da usina, cinco parlamentares mudaram de posicionamento FOTOS: EMERSON ALENCAR
  2. 2. 2 PUBLICAÇÕES OFICIAIS www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014
  3. 3. 4 OPINIÃO www.jornalcidademg.com.br CARTA AO LEITOR Todo dia, sem demoras Juliano Rossi | Jornalista e Diretor do Jornal Cidade juliano@jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 Elias Costa é jornalista e assessor de imprensa na Câmara dos Deputados elias.costa@gmail.com ll Faz 10 meses que mi-nha vida foi sacudida com o diagnóstico de um cân-cer. Pais, irmãos, namora-da e amigos confessaram- -se incrédulos diante da no-tícia que repassei. O fato de estar longe de casa, moran-do a quase mil quilômetros de distância, reforçou ainda mais o sentimento de im-potência. Em nome da se-gurança emocional e pes-soal, retornei ao meu estado natal, me recolhi às pessoas mais próximas e iniciei uma batalha silenciosa e aflitiva. Passados esses meses, ninguém tira da minha ca-beça o quão duro e teimoso fui em sacrificar minha qua-lidade de vida em função de um ideal de satisfação pes-soal e profissional que hoje não faz tanto sentido. Não fosse o acaso de um diag-nóstico precoce, uma vez que descobri o tumor por “acidente”, o sentimento de energia e alívio que sinto ho-je por ter superado esse pro-blema de saúde, seria uma fantasma alimentado pelo descuido, desconhecimen-to e, confesso, sentimento de ser invencível. “Outubro Rosa”, “Novem-bro Azul”, campanhas de mobilização popular com o objetivo claro da preven-ção de vários tipos de cân-cer masculinos e femini-nos, tem obtido bons resul-tados e, pelo bem dos descui-dados, salvado muitas vidas. Acontece que vivemos dias tão corridos e focados em re-sultados financeiros e pes-soais que esquecemos mui-tas vezes de cuidar do nosso bem mais precioso: a saúde. Sem ela, pouca coisa é pos-sível. Daí que as chances de cura de um câncer quando diagnosticado no início são enormes e é isso que essas campanhas estampadas em azul e rosa buscam: sal-var vidas de homens e mu-lheres, em sua grande maio-ria, desatentos de seus pró-prios corpos. A dura experiência de enfrentar um câncer me abriu os olhos de forma mar-cante que o diagnóstico pre-coce faz total diferença. En-tão é melhor não perder tem-po e se cuidar. Todo dia, sem demoras. As campanhas são bem-vindas, mas eu garanto que não é preciso esperar os meses coloridos para lem-brar que sua saúde, sua vida é importante. A dura experiência de enfrentar um câncer me abriu os olhos de forma marcante que o diagnóstico precoce faz total diferença. Então é melhor não perder tempo e se cuidar. Biosev sinaliza mais diálogo com a sociedade A importância econô-mica da Biosev para La-goa da Prata é inegável. São gerados 1.500 empre-gos diretos. A empresa pagou de janeiro a outu-bro deste ano 26 milhões de reais em salários. Fo-ram mais de 2,5 milhões de reais por mês injetados na economia do municí-pio. Por outro lado, a in-dústria da cana tem uma dívida enorme com a po-pulação. Ao longo de sua história, provocou o maior dano ambiental de toda a extensão do Rio São Fran-cisco, drenou dezenas de lagoas para beneficiar o plantio de cana. A maior lagoa, a do Brejão, tinha o tamanho de 295 campos de futebol. Ao contrário de ou-tras grandes empresas, a Biosev tem uma parti-cipação social ínfima, se comparada ao seu poten-cial. Além disso, de acor-do com um dirigente da Apae, não abriu vagas em seu quadro de funcio-nários para pessoas com deficiência e também re-jeitou o programa Menor Aprendiz, que oferece oportunidade de qualifi-cação e trabalho a jovens e adolescentes que procu-ram o primeiro emprego. Se o projeto apresen-tado pelo vereador Adria-no Moraes para proibir o lançamento da vinhaça foi criticado pela falta de consistência técnica, pe-lo menos serviu para um propósito: alertar a dire-ção da empresa de que a comunidade deseja, além de trabalho e renda (o que é extremamente essen-cial), diálogo, transparên-cia e qualidade de vida. O superintendente da Biosev, Leandro Kasper, reconheceu que falta di-álogo por parte da em-presa e planeja uma nova estratégia de relaciona-mento com a comunida-de. Isso é um bom sinal. E que a teoria se torne uma prática cotidiana. Lagoa da Prata reconhece o va-lor da empresa. E os exe-cutivos precisam enten-der que a razão social da Biosev S.A não represen-ta apenas a nomenclatu-ra formal do contrato da empresa, mas sim, uma razão social para a qual a mesma deve existir. “HOJE VOTO CONTRA” “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Essa frase é de Albert Einstein, o autor da Teoria da Relativida-de. Mudar de opinião, ser convencido de que existe um argumento melhor, é uma virtude. Isto posto, espera-se que o homem e a mulher que ocupam cargos pú-blicos, principalmente os eletivos, tenham sabe-doria e consistência em seus posicionamentos. E exerçam o seu ofício com seriedade e distinção. Durante a primeira vo-tação do projeto polêmi-co que pretendia proibir o lançamento de vinho-to nos canaviais, cinco vereadores votaram fa-voráveis ao texto sem ao menos apresentarem a sua argumentação com relação à matéria. São eles: Adriano Moreira, Nego da Ambulância, Ed-mar Nunes, Di-Gianne e Quelli Cássia Couto. Ape-nas o autor da iniciativa, Adriano Moraes, defen-deu a sua tese. Quando um vereador vota determinado projeto, nós, cidadãos, esperamos que ele tenha estudado a ma-téria, avaliado os pontos positivos e negativos, pa-ra então se posicionar. Mas não é isso que acon-tece. Durante a segunda vo-tação do projeto, o verea-dor Iraci Antônio dos San-tos (Nego da Ambulância) afirmou: “Hoje eu tive a oportunidade de conver-sar com técnicos da área e me disseram que a vi-nhaça não provoca cân-cer”. Ora, vereador! Por-que somente na segunda votação o senhor foi estu-dar a matéria que estava sendo analisada? O questionamento vale para os outros quatro ve-readores e dá margem ao cidadão de questionar se, em alguns momentos, as decisões deles devam ser levadas a sério. Considerando que não houve alteração no texto do projeto entre as duas votações, e considerando que na primeira votação o plenário estava vazio e não tinha 300 funcioná-rios da empresa a pres-sionar, fica a pergunta: - Os senhores não de-veriam ter estudado a matéria antes da primei-ra votação para então se posicionarem? - Quem nos garante se o plenário da Câmara es-tivesse vazio na segunda votação, o projeto não se-ria aprovado, sem ressal-vas, como na primeira vo-tação? Para finalizar, acredi-tamos que esse impasse foi importante para abrir os olhos dos executivos da empresa com relação à necessidade do diálogo com a comunidade. Tam-bém acreditamos que, se aprovado, o projeto pode-ria dificultar os trabalhos da empresa ao ponto de torná-la inviável. Mas fica a dica aos ve-readores que mudaram de opinião. Se tivessem estudado o projeto antes da primeira votação, se tivessem se aprofunda-do sobre as especificida-des da vinhaça, essa polê-mica toda não tinha vin-do à tona. OBS: Às vezes as vo-tações são levadas tão a sério que nesta legisla-tura já teve uma situação em que um vereador dis-cursou favorável a um de-terminado projeto e, logo em seguida, votou contra o mesmo. Ele foi alertado pelos colegas e aprovou o texto. LAGOA DA PRATA
  4. 4. ANO ii • EdiçãO 38 21/11/2014 A 05/12/2014 FACEBOOk.COM/JORNALCIDADEMG POLÍTICA 5 LAGOA DA PRATA Vereadores rejeitam projeto que proibia lançamento de vinhaça nos canaviais Pressionados por cerca de 300 trabalhadores da usina, cinco parlamentares mudaram de posicionamento ll Os vereadores de Lagoa da Prata rejeitaram por 8 votos a 1, em segunda votação, rea-lizada na última segunda-fei-ra, uma proposta de alteração na Lei Orgânica do Município, de autoria de Adriano Moraes/ PV, que proibia o lançamento de vinhaça nos canaviais e em todos os terrenos agríco-las. Com a argumentação de que a proposta iria trazer con-seqüências para a empresa, com risco até de fechamento da unidade em Lagoa da Pra-ta, a Biosev mobilizou cerca de 300 funcionários, que partici-param da sessão e pressiona-ram os vereadores a derruba-rem o projeto, que já havia si-do aprovado em primeira vo-tação por 6 votos a 3, realiza-da no último dia 5. Os parlamentares Adria-no Moreira, Quelli Couto, Di- -Gianne Nunes, Edmar Nu-nes e Iraci Antônio (Nego da Ambulância), votaram favorá-veis ao projeto na primeira vo-tação sem nenhuma ressalva ou questionamento. Na oca-sião, os legisladores sequer explicaram os motivos pelos quais aprovaram a proposta. Já na última segunda-feira, pressionados pelo plenário da Câmara completamente lotado, os vereadores muda-ram de opinião e reprovaram o projeto. (Leia análise da no- Superintendente da Biosev Como o senhor avalia a rejei-ção desse projeto? É um projeto que iria prejudi-car Leandro dos Santos kaster Lagoa da Prata. Inviabili-zaria, com certeza, a usina. O setor inteiro está em dificul-dades. E não podemos res-tringir mais ainda essa situ-ação de mercado. Se o projeto fosse aprovado, existia mesmo a possibili-dade de fechar a indústria em LP? Geramos de 5 mil a 10 mil metros cúbicos de vinhaça por dia. Teríamos realmen-te a inviabilidade da empre-sa. Estamos passando por um momento difícil no setor. Em Lagoa da Prata, não temos um solo de alta produtivida-de, diferentemente de regi-ões de São Paulo, Mato Gros-so do Sul e Goiás. Se hoje nós temos um prejuízo no grupo Biosev, Lagoa da Prata repre-senta 60% desse prejuízo. Por que a empresa descum-pre a legislação municipal? Com relação ao não cumpri-mento de uma lei munici-pal, vamos verificar isso. De qualquer forma, a Biosev é um grupo que cumpre as leis. E como será o relacionamen-to da empresa com a cidade de agora em diante? Reconhecemos falhas por parte do grupo com relação a esse relacionamento. Com certeza vamos abrir pautas tícia na Carta ao Leitor). Paulo Roberto Pereira, Cida Marceli-no e Fortunato do Couto (Na-tinho) mantiveram o posicio-namento da primeira votação. Durante a discussão da matéria, todos os parlamen-tares foram unânimes em re-conhecer que, mesmo rejei-tando a proposta de Adriano Moraes que pretendia proi-bir o lançamento de vinhaça nos canaviais, a Biosev preci-sa melhorar o relacionamen-to com a comunidade, com os poderes constituídos, ser mais transparente e investir em ações sociais. VINHAÇA A vinhaça é um resíduo pastoso e malcheiroso que sobra após a destilação fra-cionada do caldo de cana-de- -açúcar fermentado para a ob-tenção do etanol. Para cada li-tro de álcool produzido, a em-presa gera 12 litros de vinha-ça, que posteriormente é lan-çada nos canaviais como fer-tilizante. A proposta de emenda do vereador Moraes foi criticada durante as discussões por não apresentar consistência téc-nica acerca dos perigos que a vinhaça poderia trazer à saú-de pública e também por não oferecer soluções com rela-ção à destinação dos resídu- os, uma vez que o lançamen-to da vinhaça em rios e córre-gos é proibido por lei. DESCUMPRIMENTO DE LEI Em Lagoa da Prata, exis-te uma lei municipal, de 2011, também de autoria do verea-dor Adriano Moraes, que proí-be o lançamento da vinhaça a uma distância mínima de mil metros de núcleos populacio-nais, do distrito de Martins Guimarães, da localidade dos Mirandas e das rodovias MG- 170 e MG-429. Segundo Mora-es, a empresa nunca cumpriu essa lei. “Chegamos a esse projeto atual por dois fatores. O não cumprimento de uma lei que nos protege, sobre a distância mínima para se lan-çar vinhoto, e a drenagem de quase todas as nossas lagoas. Se não estivessem drenando as nossas lagoas atualmen-te não teríamos esse proble-ma do mau cheiro. Ninguém quer fechar a empresa. Isso é uma chantagem que sempre fazem quando tem um proje-to polêmico. Isso aí é politica-gem. Eles falam que só políti-cos fazem politicagem, mas empresários também fazem, fazendo pressão nos funcio-nários. Se quiserem resolver o problema definitivamente de mau cheiro em Lagoa da Pra- ENTREVISTA de conversação e manter um contato melhor. A empresa vai se compro-meter a diminuir o odor da vinhaça? Vamos aumentar a dosagem de um produto que utilizamos para a redução de odores. Va-mos fazer um teste, mas não sabemos como será o resul-tado. A usina drenou diversas la-goas na região e hoje existe uma iniciativa popular que deseja a revitalização da la-goa do Brejão, manifesta-da por um abaixo-assinado com 1700 assinaturas. A em-presa vai apoiar essa vonta-de da população? Existe uma proibição de plan-tio nessa área. Hoje, o cana-vial que está lá é antigo e defi-ciente. Porém, não temos um posicionamento claro por fal-ta de embasamento técnico. Já tivemos em mãos relató-rios que não são favoráveis à recuperação do Brejão como lagoa, porém, muitas pesso-as falam que isso é totalmen-te possível. Acreditamos que esse é um tema que deve ser melhor estudado por todos que estão se posicionando. Mas havendo um estudo téc-nico que comprove a viabili-dade da revitalização da la-goa, a empresa vai apoiar? Acredito que sim. Não temos nada contra. ta é só voltarem com as lago-as do Brejão, dos Patos, dos Porcos, das Batatas e fecha-rem os drenos que estão ma-tando as lagoas. O mau cheiro significa que nosso ar não es-tá saudável”, argumenta Mo-raes, autor do projeto. DINHEIRO E EMPREGO Os executivos da Biosev argumentam que se o projeto fosse aprovado haveria a pos-sibilidade da empresa encer-rar suas atividades, gerando desemprego e diminuindo a receita do município. An-tes da discussão e votação da matéria, o diretor Lindomar Ribeiro dos Santos usou a tri-buna popular para falar da im-portância econômica da em-presa para a cidade. “A usina emprega 1500 trabalhadores e gera 300 empregos indiretos. Cerca de 7 mil pessoas vivem a partir da atividade produti-va da empresa. Nos primei-ros dez meses do ano paga-mos mais de 26 milhões de reais em salários aos traba-lhadores. Foram desembol-sados mais de 2 milhões de reais em cartão-alimentação. Até o mês de outubro a usina recolheu mais de 550 mil re-ais aos cofres do município. Embora o nosso setor esteja passando por uma forte cri-se nacional, a usina partici-pou no ano de 2013 com mais de 3,5 milhões de reais no re-passe de ICMS feito pelo Es-tado à Prefeitura de Lagoa da Prata”. O superitendente da Bio-sev, Leandro Kaster, disse que não tinha conhecimento da legislação municipal e se comprometeu a verificar a si-tuação. MUDARAM DE OPINIÃO E REJEI-TARAM A PROPOSTA NA SEGUN-DA VOTAÇÃO: •edmar nunes: Antes de decidir o voto, tem que se buscar emba-samento e informações. Vamos aproveitar para cobrar o lado social da empresa com Lagoa da Prata. •quelli couto: Em minha primei-ra votação fui favorável ao projeto. Na semana passada tivemos uma reunião aqui com representantes da Biosev. Foi muito oportuna para ver qual é a preocupação da Biosev com relação ao município nas áre-as de meio ambiente, saúde e so-cial. A empresa se comprometeu a tentar diminuir esse odor. Hoje mudarei meu voto. •Iraci Antônio (Nego da Ambulân-cia): Na primeira votação, votei fa-vorável. Hoje tive a oportunidade de conversar com técnicos da área e pessoas que trabalham há mais de 30 anos na empresa. Me disse-ram que a vinhaça não provoca câncer. Hoje votarei ao contrário. •Adriano Moreira: Sou assistente social. Temos problemas para se-rem resolvidos. Temos que defen-der principalmente o trabalhador. Hoje o grande patrimônio da em-presa é o trabalhador. Teria de tra-zer nesse projeto alternativas para a destinação da vinhaça. •Di-Gianne Nunes: Falaram que o projeto iria fechar a usina. O vere-ador não tem poder de fechar usi-na. O projeto é radical, uma vez que não apresenta soluções e não dá tempo para a empresa se adaptar. Fiz alguns requerimentos (à Bio-sev) e não foram respondidos. A Biosev peca por não esclarecer à população sobre a quantidade de vinhaça que é aplicada nos cana-viais. Uma coisa é inegável. O pro-jeto do vereador Adriano Moraes teve uma conquista: estreitou o re-lacionamento da empresa com a Câmara. VOTARAM CONTRA O PROJETO NAS DUAS SESSÕES: •paulo roberto pereira: Existe uma normativa do Copam que im-põe várias exigências para a usi-na utilizar a vinhaça como fertili-zante. O projeto como foi coloca-do não se discutiu uma solução. Fazer o quê com o vinhoto? A usi-na hoje faz parte de uma multina-cional, onde as decisões são toma-das de forma racional, sem paixão. Fechar ou não fechar é questão de uma canetada. Acredito no fecha-mento caso a empresa seja invia-bilizada. •Fortunato do couto (natinho): É humanamente impossível, de uma hora para a outra, acabar com o lançamento do vinhoto nos cana-viais. Essa empresa é muito impor-tante para Lagoa da Prata. •Cida Marcelino: Meu voto foi con-trário. Jamais vou mudar de posi-ção. A Biosev realmente deixa a de-sejar no lado social. Mas creio que depois desse grande impasse va-mos ter muito diálogo. VOTOU FAVORÁVEL •adriano moraes: Pelo posiciona-mento dos vereadores, uma coisa ficou clara: o distanciamento da empresa com os poderes Executi-vo e Legislativo. Como não cum-priram a lei em 2011, chegamos a esse ponto. o que disseram os vereadores:
  5. 5. 6 CIDADES ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 www.aacddegijlmnor.cmo.br s. a. do monte s. a. do monte 1ª Ágora Cultural na cidade agrada população Patrícia Borges busca parcerias para fazer programação mensal em 2015 ll Abrindo as comemora-ções de 139 anos de emanci-pação política de Santo An-tônio do Monte, no domin-go, dia 9 de novembro, a “1ª Ágora Cultura em Samon-te” teve como principais ob-jetivos formar público cul-tural e mostrar as várias ini-ciativas e talentos artísticos da cidade. Para a idealizado-ra, Patrícia Borges, a emanci-pação de um povo passa pe-lo desenvolvimento humano e embora os santoantonien-ses tenham melhorado muito seu poder aquisitivo, os inves-timentos de tempo e dinheiro em formação cultural ainda são pequenos. “É importante ressaltar que este não foi um projeto só da Prefeitura e da Revista Ágora, mas de inúme-ras pessoas que doaram um pouco de seu trabalho para torná-lo possível. Graças a Deus, muitos pensam como nós e não se contentam com o discurso que aqui não valo-rizamos ‘essas coisas’. Para valorizar nós temos que ter acesso a ela e esse é o propó-sito de momentos como esse, despertar e oferecer possibili-dades às nossas crianças, pa-ra que elas se tornem agentes e futuramente produtoras das mais variadas artes no muni-cípio. Só enxergamos o que conhecemos e acreditamos que somente através da pe-riodicidade e qualidade dos eventos conseguiremos for-mar verdadeiros consumi-dores de cultura”, enfatizou Patrícia. A Revista Ágora, a Editora Gulliver e a Secretaria Muni-cipal de Cultura reuniram de 8h30 às 12h, na avenida Tan-credo Neves, em frente ao CE-TUC, manifestações artísticas variadas. Gê Lara “estava na rua” para lançar o Livro “Tun-dé, no mundo da Lua”. Desta-que para os lançamentos dos livros de dois autores mirins: Planeta Arthur – “A guerra inesquecível” escrito por Ar-thur Meneses Silva e “Sésar e os Olimpianos” por Alexandre Sousa Pereira. Dezenas de crianças e artistas locais passaram pe-lo palco que foi montado ex-clusivamente para valorizar a comunidade. “O que cultua-mos no nosso dia a dia? Mui-tas É importante ressaltar que este não foi um projeto só da Prefeitura e da Revista Ágora, mas de inúmeras pessoas que doaram um pouco de seu trabalho para torná-lo possível. vezes dizemos, de forma generalizada, que Santo An-tônio do Monte não tem cul-tura, ignorando que existem inúmeras manifestações es-palhadas pela cidade em pro-jetos voluntários de grupos, igrejas, famílias. Isso é cultu-ra! As escolas também são ho-je uma das grandes responsá-veis em fomentar o interesse das crianças sendo, muitas vezes, o espaço onde elas des-cobrem seus gostos, talentos e aptidões. Assim, passaram pelo palco a Orquestra de Cor-das Acordes do Monte, proje-to do professor Igor Silva; os alunos de música do profes-sor Moisés Nascimento; alu-nos de flauta do projeto “Mú-sica na Escola”, desenvolvi-do pelo professor Júnior na Escola Municipal Juca Pin-to e grupo de dança da Igreja Emanuel desenvolvido de for-ma voluntária pela bailarina Ana Cláudia Santos”, esclare-ceu Patrícia. Teve ainda “contação” de história, oficinas de xadrez gigante, desenho e pintura no rosto, praça de recreação Layle Brinquedos e tendas de projetos e serviços das secre-tarias municipais da Admi-nistração 2013/2016. A entra-da do evento era franca e fo-ram oferecidos pipoca e algo-dão doce a vontade. “Mais do que a cidade que sabemos, temos que enxergar a Samonte que queremos. Al-guns títulos da Editora Gulli-ver acabaram no evento, cen-tenas de pessoas prestigia-ram a 1ª Ágora Cultura e por isso nossa intenção é fazer um projeto mensal para 2015”, disse Patrícia, destacando que o evento só foi possível pela união de forças público/pri-vado assim como, de muitos voluntários. A organização agradece de forma especial ao apoio da Câmara Munici-pal, de Márcio Alaor (Banco BMG), Vanusia Leão (Abraca-dabra), Geraldo Cabral (Casa do Estudante), Ângela Santos e Ademar de Oliveira (Gaze-ta Montense), Juliano Rossi e Everton Costa (Jornal Cidade), Kelen Miranda e a Paula Bor-ges (Sicoob Lagoacred Gerais / Cartão Samonte Card), Oza-mar Santos e João Henrique Bessa (Fashion Cosméticos). FOTOs: Patrícia Borges Vereador Martim Rodrigues será o próximo presidente da Câmara FOTO: Divulgação Câmara O vereador Martim Rodrigues assumirá, pela segunda vez, a presidência da Câmara de Samonte ll No dia 10 de novembro foi realizada a eleição pa-ra a nova mesa diretora da Câmara de Santo Antô-nio do Monte para os próxi-mos dois anos. O vereador Martim Rodrigues foi eleito presidente, tendo como vi-ce Luís Antônio Resende, 1º secretário Américo Libério da Silva e 2º secretário An-tônio Sebastião de Miran-da. Em entrevista ao Jor-nal Cidade, Martim falou de sua trajetória profissional e destacou os projetos que pretende realizar durante o seu mandato na presidên-cia da casa. O santoantoniense Mar-tim Rodrigues tem qua-se quinze anos de vida pú-blica. Na área profissional, atua como farmacêutico, empresário e bioquímico. Martim diz que colocou-se à disposição para presidir a Câmara para dar continui-dade a alguns objetivos. “Eu já fui presidente no manda-to de 2011/2012 e gostaria de realizar alguns projetos que não tive tempo para realizar naquele momento. Quero rever todo o regimento in-terno do Legislativo, pois o mesmo foi criado em 1990 e de lá para cá foram acres-cidas somente duas emen-das. Também quero rever e atualizar a Lei Orgânica Municipal, promover ações sociais e melhorias para a população dentro dos ser-viços prestados pela Câma-ra”, afirmou. Martim ainda destacou que o seu principal projeto é levar à população informa-ções sobre o Poder Legisla-tivo. “A população precisa entender como é o processo dentro de uma Câmara, para tanto, o nosso desejo é nos aproximar da comunidade através de diversos canais de comunicação e também trazer o povo para as reuni-ões”, destacou. O presidente eleito res-saltou que pretende dar con-tinuidade aos projetos ini-ciados pelo atual mandatá-rio, o vereador Luís Antônio Resende. “Tivemos a bri-lhante construção do atual prédio da Câmara, que tem condições de ofertar vários serviços extras para a popu-lação. Quero comungar mi-nhas ideias com as dos ou-tros vereadores”, disse. Na segunda-feira (10/11) ocorreu a eleição da nova mesa diretora da Camara Samonte para o período 2015/2016. Confira como ficou a nova composição: PRESIDENTE: Martim Rodrigues VICE-PRESIDENTE: Luís Antônio Resende 1º SECRETÁRIO: Américo Libério da Silva 2º SECRETÁRIO: Antônio Sebastião de Miranda
  6. 6. ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 facebook.com/jornalcidademg POLÍTICA 7 lagoa da prata Contemplados com casas populares são convocados para assinar termo de adesão Prefeitura e construtora convocam os 60 primeiros mutuários. Os outros 182 beneficiados serão chamados em outras três etapas llAs 60 primeiras famílias beneficiadas pelo progra-ma “Minha Casa, Minha Vi-da” foram convocadas pe-la prefeitura e construtora Valadares Gontijo para uma assembleia e assinatura do termo de adesão com a em-presa. O evento foi realiza-do no último dia 10, no Tea-tro Fausto Rezende. Ao todo, serão construídas 242 mo-radias populares no futuro Conjunto Habitacional Ân-gelo Teodoro. Os outros 182 mutuários serão convoca-dos em outras três etapas. A construção das casas é uma iniciativa da prefeitura de Lagoa da Prata em parceria com o governo federal e Cai-xa Econômica Federal. O processo de seleção dos beneficiados pelo pro-grama teve início em 23 de setembro de 2013 pela em-presa 2MD, que faz a inter-mediação entre a prefeitura, construtora, banco e mutu-ários. “Apuramos um déficit habitacional de 3.700 mora-dias em Lagoa da Prata”, ex-plicou Edi Júnior, represen-tante da 2MD que participou da assembleia. ATRASO NAS OBRAS A gerente da Caixa Eco-nômica Federal, Avelina Fer-reira, explicou aos mutuários os motivos que ocasionaram a demora na tramitação da papelada. “Começamos o processo deste conjunto ha-bitacional de uma forma e o Ministério Público Federal mudou a maneira de contra-tação dos financiamentos. Então tivemos que começar tudo outra vez. Tivemos que ir a Divinópolis várias vezes para resolver o mais rápido possível este entrave. Entre-garemos todas as 242 mora-dias, mas a intenção da ad-ministração municipal é fa-zer mais 500 casas. Sabemos que o processo é burocrático, mas vale a pena quando vo-cê pega e chave, fecha a por- ta e diz: esta casa é minha”, afirmou. O proprietário da Cons-trutora Valadares Gontijo, Roberto Gontijo, garantiu aos mutuários que vai entregar as 60 primeiras moradias no prazo de até 12 meses. “O iní-cio das obras sofreu um atra-so de até seis meses devido às novas exigências do Mi-nistério Público, que solici-tou a criação de uma coope-rativa, que nós já fizemos. A intenção era construir as ca-sas em até 18 meses, mas vou assumir o compromisso de entregá-las em um ano”, ga-rantiu Gontijo. SONHO REALIZADO O publicitário Eduardo Oliveira é um dos mutuários que foram contemplados nessa primeira etapa e sairá do imóvel alugado quando estiver com a chave de sua casa própria em mãos. “Moro de aluguel há quatro anos e não tinha nenhum plano fu-turo para obter uma casa. A prefeitura doou o lote, retirou alguns impostos, o governo federal concedeu os subsí-dios e tivemos todo o apoio. Queremos que o bairro Ân-gelo Teodoro seja um local bom para se viver e que não seja esquecido”, destacou. Oliveira ainda ressaltou que mesmo com a demo-ra na parte burocrática, o fi-nanciamento trará benefí-cios para a sua família. “Es-tou muito feliz, pois teremos vinte e cinco anos para pa-gar o imóvel sobre o valor Cali (Sec. Assistência Social), Edi Junior, vereador Edmar Nunes, prefeito Paulo Teodoro e Avelina, gerente da Caixa mensal de R$ 450 a R$ 500, e as prestações irão diminuin-do a cada ano, chegando ao valor mínimo de R$ 250. Para uma casa de 44 metros qua-drados eu acho um valor al-to, porém, a ideia é dar conti-nuidade à nossa vida de um modo mais acessível”, afir-mou. O prefeito Paulo César Teodoro participou do even-to e falou aos mutuários so-bre o investimento feito pela prefeitura na realização des-se projeto. “Doamos o terre-no e a infraestrutura. Este é o primeiro passo e acredito FOTO: Ascom PMLP que logo mais teremos ou-tros projetos. A ideia é en-tregar as chaves das casas o mais rápido possível para os primeiros sessenta selecio-nados”. A Assessoria de Comuni-cação da prefeitura informou que outros programas habi-tacionais estão sendo ava-liados para serem implanta-dos. Quatro representantes dos beneficiários, indicados e aprovados na assembleia, acompanharão todo o pro-cesso juntamente com os ór-gãos responsáveis pela exe-cução da obra. FOTO: juliano rossi Eduardo Oliveira não tinha expectativa de construir uma casa própria
  7. 7. 8 CIDADES ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 www.aacddegijlmnor.cmo.br Gerente s. a. do monte do INSS assume responsabilidade pela agência fechada Executivo afirma que município tomou todas as providências necessárias e Santo Antônio do Monte é “privilegiada por possuir diversas agências ao seu redor (Itapecerica, Arcos, Lagoa da Prata e Bom Despacho)” llO gerente-executivo do INSS Alexandre Alves Go-mes, da regional em Divi-nópolis, assumiu a incom-petência do órgão em inau-gurar a agência em Santo Antônio do Monte, que foi construída há mais de dois anos. Em ofício enviado à Câmara Municipal, Gomes informa que o prédio pos-sui todo o mobiliário, ins-talação da rede de acesso aos sistemas e contrata-ções dos serviços de con-servação e vigilância. “Po-rém, estamos sem condi-ções de inaugurar por falta de pessoal. Essa situação não é única, existem deze-nas de agências concluí-das em todo o país aguar-dando a admissão de pes-soal para serem inaugu-radas. Esclareço que em breve o INSS deverá abrir concurso e temos a certe-za que Santo Antônio do FOTO: Maurício Costa Monte será contempla-da com vagas de tal forma que não só teremos con-dições de inaugurar, mas também de prestar servi-ços de boa qualidade à po-pulação”, afirma. De acor-do com o executivo, a agên-cia precisa de oito funcio-nários para prestar o aten-dimento. “O ideal são cin-co servidores administra-tivos, dos peritos médicos e um estagiário”, afirma. No dia 7 de novembro, Gomes recebeu a visita do prefeito de Pedra do Indaiá, Cláudio Gonçalves Coelho, do presidente da Câmara de Samonte, Luis Antônio Resende e do vice-prefei-to Edmilson Aparecido da Costa (Dinho do Braz), para tentarem resolver o impas-se em relação à abertura e funcionamento da agên-cia. Gomes esclareceu que a Previdência Social pos-sui uma meta de expansão de sua rede de atendimen-to. A gerência-executiva do INSS em Divinópolis rece-beu a incumbência de inau-gurar cinco unidades, das quais quatro já foram inau-guradas (em Arcos, Cláudio, Mateus Leme e Monte San-to de Minas). O executivo explicou também que houve atrasos em procedimentos buro-cráticos na documentação da edificação com a Advo-cacia Geral da União (AGU) e Assembleia de Minas Ge-rais, que precisou aprovar uma lei liberando o imó-vel ao município para doa-ção. “Concluído o processo de liberação do terreno, ti-vemos que esperar o orça-mento do ano seguinte pa-ra obtenção dos recursos, licitação e contratação da empresa que fez a edifica-ção. Paralelo a esses atra-sos, o INSS fez concurso, e considerando que a agên-cia em Santo Antônio do Monte não estava conclu-ída, não houve previsão de vagas”, finaliza Gomes. FOTO: assessoria decomunicação câmara samonte Políticos foram recebidos pelo gerente-executivo do INSS para tentarem resolver o impasse
  8. 8. ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 facebook.com/jornalcidademg MEIO AMBIENTE 9 “Lixo tem sido jogado no rio Gandu” Movimento Salve a Nossa Água cobra atitude para a preservação e manutenção dos rios e mananciais de Samonte Iniciado o período de Piracema ll De novembro a fevereiro acontece o período de defe-so, mais conhecido por pi-racema. Nesta época os pei-xes migradores fazem um esforço físico intenso para subir o leito do rio em busca do local de desova. Alguns chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias. Assim, os governos fe-deral e estadual instituí-ram durante a piracema o período de defeso para rios e águas continentais. Em Minas Gerais é permitida apenas a pesca com limi-te de quantidade para es-pécies exóticas (de outros países), alóctones (de ou-tras bacias brasileiras), hí-bridos (produzidos em labo-ratório), além de poucas es-pécies autóctones (nativas da bacia). De acordo com o coman-dante da Polícia Militar do Meio Ambiente de Lagoa da Prata, Edimilson Lage, aqueles que cometerem in-frações no período da Pira-cema sofrerão as penali-dades previstas no Decre-to nº 44.844, de 25 de junho de 2008, na Lei 14.181, de 17 de janeiro de 2002 e, no que couber o contido na Lei Fe-deral nº 11.959, de 29 de ju-nho de 2009 e nas demais regulamentações pertinen-tes, sem prejuízos das san-ções penais previstas na Lei 9.605/98. Lage ainda destacou que a Polícia Militar de Meio Ambiente irá cumprir ações e operações durante o perí-odo de piracema com o ob-jetivo de prevenir e repri-mir atos ilícitos ambientais de pesca, comércio e trans-porte de pescado duran-te o período de defeso. “Ire-mos priorizar a realização de ações de divulgação do período de Piracema junto à imprensa, visando à pre-venção aos ilícitos contra a fauna ictiológica e estabe-lecer os contatos necessá-rios com os demais órgãos ambientais para execução de ações integradas ou con-juntas de cunho preventivo e repressivo”. Para o comandante, a participação da população é de suma importância. “A Po-lícia de Meio Ambiente con-ta com o apoio da população com o intuito de identificar os autores de crimes am-bientais nos municípios da região, repassando as infor-mações para a Polícia Mili-tar de Meio Ambiente de La-goa da Prata, ou através do disque-denúncia 181”, des-tacou. Para saber mais infor-mações sobre a Piracema, acesse a portaria de normas para a pesca no período de defeso em: www.jornalcida-demg. com.br lagoa da prata comandante da Polícia Militar do Meio Ambiente de Lagoa da Prata, Edimilson Lage llMembros do movimen-to “Salve a Nossa Água” esti-veram na Câmara Municipal de Santo Antônio do Monte e fizeram uso da tribuna para esclarecer questões relativas ao uso consciente da água e a preservação do meio am-biente. De acordo com o en-genheiro agrônomo da Ema-ter, Cléber Monteiro, o traba-lho de conscientização teve início com a análise do en-torno dos rios e córregos que cortam o município. “Estive-mos no entorno dos rios pa-ra ver como os agricultores têm contribuído para a ma-nutenção dos mesmos. Tam-bém fomos em escolas mu-nicipais, estaduais e rurais para falarmos sobre a bacia hidrográfica do córrego Bu-ritis, e assim pretendemos continuar através da Emater, ofertando assistência téc-nica para o descarte de lixo, cuidados com os rios, e tudo mais que envolve o meio am-biente”, afirmou. Monteiro ainda destacou a importância da preserva-ção da água dos rios perten-centes ao município. “A nos-sa água banha quase todas as cidades vizinhas, por is-so precisamos unir forças, criar projetos e fazer aconte-cer. Precisamos que as coi-sas aconteçam aqui em San-to Antônio do Monte e não que nosso dinheiro vá para outras cidades”, destacou. Para o vereador Martim Rodrigues, a Secretaria Mu-nicipal de Meio Ambiente deveria fazer uma parceria com o movimento para agre-gar valor às ações. “É lamen-tável vermos pessoas que têm boa vontade e que que-rem preservar o meio am-biente, e no final não tem apoio. Precisamos agir rá-pido”, frisou. Segundo o professor Emerson Alencar, o proble-ma de abastecimento de água no município já preju-dicou e muito a população. “Estivemos quase à beira do colapso. Por isso devemos agir com atitudes preserva-doras e reparatórias . Nossa cidade precisa de uma segu-rança hídrica”, afirmou. Emerson ainda destacou que o rio Gandú, que abas-tece o município, tem sido contaminado diariamente. “Há locais em que o lixo não está sendo coletado e tem sido jogado em locais proi-bidos, como é o caso do rio Gandú. Será que vale a pe-na colocar em risco o rio pa-ra construir mais casas? En-tendemos que a população precisa de moradia, mas te-mos que levar em conta que o rio que está lá é o que abas-tece o município. Precisa-mos nos mobilizar e cons-cientizar”, afirmou. s. a. do monte professor Emerson Alencar
  9. 9. Insetos e pequenos animais oferecem riscos à saúde das pessoas ll Eles são pequenos e aparen-temente inofensivos. As pragas urbanas, como são conhecidas as aranhas, formigas, baratas, ratos, escorpiões, moscas, cara-mujos, grilos, abelhas, pombos, cobras, lacraias, cupins, entre outros insetos e animais, são capazes de causar grandes pre-juízos financeiros e à saúde das pessoas. Eles insistem em con-viver nos mesmos ambientes que o ser humano e se prolife-ram desordenadamente. Nesta edição do caderno es-pecial “Mais Saúde”, a reporta-gem do Jornal Cidade procurou o engenheiro agrônomo Gusta-vo Silveira Borges Carvalho, di-retor da Desinsecta. Ele expli-ca que algumas pragas podem causar incidentes com riscos de morte e faz um alerta: “Em La-goa da Prata um homem ficou paralítico após contaminação da ‘doença do pombo’ e existe o risco de infestação de perceve-jos”. PERIGOS A Desinsecta é uma empre-sa especializada no controle de pragas urbanas. Atua há 10 anos nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A unidade mineira, com escritório em La-goa da Prata, é responsável pe-lo atendimento em indústrias, comércios, estabelecimentos de saúde e residências em mais de 40 cidades do interior do estado. Carvalho destaca quais são as principais pragas urbanas registradas na cidade. “Ratos, morcegos e pombos causam grandes prejuízos econômi-cos, contaminação de alimen-tos e podem ser reservatórios de doenças como leptospiro-se, peste bubônica, hantaviro-se, entre outras”, diz. Dentre as pragas que ofere-cem risco de morte, o agrônomo destaca as cobras, escorpiões e abelhas. “A picada do escorpião causa muita dor e pode levar a óbito, principalmente se a víti-ma for crianças menores de dez anos de idade. A picada de abe-lha também pode levar à morte se a vítima tiver alergia”, avisa. DOENÇA DO POMBO Os pombos estão relaciona-dos na categoria de animais que causam prejuízos econômicos, mas, de acordo com Carvalho, um homem em Lagoa da Pra-ta ficou paralítico ao limpar re-síduos de aves contaminadas. “Ele provavelmente foi limpar o forro da casa dele, onde havia carcaça, fezes de pombo morto e bactérias em decomposição. Os pombos transmitem uma doen-ça chamada criptococose, que é causada pela inalação de fezes secas. Ao fazer a limpeza, é ne-cessário utilizar equipamentos de proteção individual e másca-ras antipó”. PERCEVEJOS De acordo com o agrônomo, as pessoas também devem fi-car atentas com relação aos col-chões. De acordo com Carvalho, há alguns meses a Desinsecta re-gistrou em Lagoa da Prata um ca-so de uma mulher que solicitou um atendimento após o seu filho apresentar o corpo todo mancha-do com picadas. “Chegando na casa dela percebemos que eram percevejos. Então notificamos a Vigilância Sanitária. Os perce-vejos foram exterminados, mas estão voltando. A Europa e os Es-tados Unidos já apresentam ín-dices de infestação preocupan-tes. Com as viagens rotineiras, as pessoas estão trazendo-os para o Brasil. O colchão foi doado por um homem que se mudou de São Paulo para cá. No dia seguinte, fa-lei para ela que iríamos recolher o colchão. Ela disse que ficou com medo e jogou-o na rua. Fomos ao local mas alguém já tinha pega-do. Esse colchão está circulando por aí”, lamenta. CONTROLE DE PRAGAS Carvalho explica que as pra-gas urbanas precisam de ali-mento, água, abrigo e acesso. “É o que chamamos de 4 ás. A pes-soa precisa observar se sua resi-dência ou comércio oferece lo-cais e condições que favoreçam à proliferação das pragas e, prin-cipalmente, solicitar uma assis-tência especializada no contro-le de pragas”. Ao contratar o serviço, o cliente deve buscar informações sobre a idoneidade da empresa junto ao Procon e órgãos fiscali-zadores. TAMBÉM É IMPORTANTE: •Solicitar o registro da empre-sa; •Perguntar o nome e a forma-ção do responsável técnico; •Desconfiar de anúncios “mi-lagrosos”; •Se informar sobre o produto a ser utilizado; •Obter informações sobre a to-xidade dos inseticidas usados; •Exigir preço fechado; •Observar asseio dos funcio-nários e cumprimentos dos horários. Saiba como controlar as pragas urbanas e oferecer mais qualidade de vida à sua família
  10. 10. lagoa da prata E S. A. DO MONTE Cidade está em alerta contra a dengue Funcionários do setor de saúde e guarda municipal se reúnem para elaborar estratégias de combate à doença llO Ministério da Saúde di-vulgou no dia 4 de novembro os números do Levantamen-to Rápido do Índice de Infes-tação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outu-bro deste ano, em 1.463 cida-des. De acordo com o coorde-nador da Vigilância Sanitá-ria e Epidemiológica de La-goa da Prata, Vicente Amo-rim, o período que vai de no-vembro a maio exige muita cautela. “Em 2013 o índice do LirAa definiu 3,5% de infesta-ção de mosquito, já em 2014 estamos com 1,7%. Mas este dado não me engana, pois es-sa queda ocorreu por causa da estiagem. Para se ter ideia, os ovos podem ficar alojados nos locais escolhidos pela fê-meas por volta de 400 dias, e quando vem a chuva é uma questão de dez dias estes mosquitos já começam a aparecer. Estamos, sim, em estado de alerta”, afirmou. Amorim ainda destacou que dois fatores tem preocu-pado a vigilância epidemio-lógica de Lagoa da Prata. “No município temos um núme-ro altíssimo de terrenos su-jos, mas ao contrário do que muitos pensam, 70% dos fo-cos estão nas casas, o que não minimiza os cuidados com os lotes vagos. Os do-nos não fazem a limpeza e a população ainda joga lixo pa-ra agravar o problema. Outro fator que estamos enfrentan-do é a falta de abertura para receber os agentes. Os pro-fissionais vão até as casas das pessoas uniformiza-dos e são credenciados pa-ra aquele serviço. A dengue não está somente no quintal, pode estar no reservatório de água da geladeira, do ar con-dicionado e em outros locais que as pessoas nem imagi-nam”, destacou. O coordenador ainda destacou que várias reuniões já foram e estão sendo de-senvolvidas para que o mu-nicípio não sofra com a den-gue e nem com a febre chi-kungunya. “Fizemos reuni-ões com o prefeito, secretá-rio de saúde e médicos para desenvolvermos planos de ações que sejam efetivos no controle do mosquito, mas precisamos da ajuda da po-pulação”, frisou. S. A. DO MONTE Em Santo Antônio do Monte o resultado do LIRAa deu 0,5%, o que significa um baixo índice de infestação do mosquito. De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental do município, Fa-biana Gonçalves, apesar do dado ser satisfatório os cui-dados devem permanecer. “Não devemos parar com as ações e sim intensificá-las com combate diário e a ajuda da população em manter os lotes vizinhos limpos”, des-tacou. Gonçalves ainda frisou que devido ao longo perío-do de racionamento de água FOTO: Ascom PMLP no município, muitas pesso-as adquiriram caixas de água e reservatórios, tornando ain-da mais preocupante a situ-ação. “Pedimos apenas para a população se manter vigi-lante quanto ao mosquito e também para que atendam os agentes quando passa-rem nas suas casas”, afirmou. DENGUE X CHINKUNGUNYA Tanto a dengue quan-to a febre chikungunya são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Esta última, no entanto, também tem ou-tra forma de transmissão, por meio de outro mosquito, cha-mado Aedes albopictus, pre-sente majoritariamente em áreas rurais e peri-urbanas (entre o perímetro urbano e área rural). Assim, as formas de prevenção das duas doen-ças são as mesmas: combater os criadouros dos mosquitos, evitando o acúmulo de água parada. Já em relação aos sin-tomas das doenças, é preci-so ficar atento a uma queixa específica da chikungunya: dores fortes nas articulações, principalmente nos pés e nas mãos. “Pacientes com febre chikungunya queixam-se, sobretudo, de problemas nas articulações. Em alguns ca-sos, a dor é tanta que pesso-as têm dificuldade para ficar em pé ou desempenhar as ta-refas diárias”, explica o dire-tor de Vigilância Epidemio-lógica do Ministério da Saú-de, Cláudio Maierovitch. Febre acima de 39 graus centígrados, de início repen-tino, dor de cabeça, nos mús-culos e manchas vermelhas na pele são outros sintomas. No caso da dengue, os sinto-mas mais comuns são dores no corpo e dores de cabeça.
  11. 11. 12 CIDADES ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 www.aacddegijlmnor.cmo.br Alunos concluem curso do Proerd llAlunos das escolas mu-nicipais e do Instituto Maria Augusta Machado (IMAM) de Lagoa da Prata e escolas municipais e estaduais de Japaraíba receberam o di-ploma de conclusão do Pro-grama Educacional de Re-sistência às Drogas e à Vio-lência (PROERD). Em Lagoa da Prata o evento aconteceu no dia 7 de novembro, no Po-liesportivo Francelino Perei-ra, e contou com a presença do prefeito Municipal Paulo César Teodoro, a secretária de Educação Paulene Andra-de, a secretária de Assistên-cia Social Cali Silva, o secre-tário de Administração Ze-zinho Ribeiro, representan-tes da Guarda Municipal, fa-miliares dos alunos, compo-nentes da Polícia Militar e do Tenente Batista. Durante o evento foram sorteadas para os alunos seis bicicletas, além de ou-tros brindes. A solenidade foi acompanhada pela apre-sentação da Banda Lira São Carlos. Em Japaraíba a formatu-ra aconteceu no dia 6 de no-vembro no Ginásio Polies-portivo Municipal, e contou com a presença do prefei-to Municipal Roberto Emí-lio Lopes, o assessor de ga-binete Nivaldo Modesto, di-retoras da escolas munici-pais e estaduais, o secretá-rio de Educação Joaquim Jacinto, a secretária de As-sistência Social Henedina Fernandes, o secretário de Saúde Eugênio Fernandes, a banda da Polícia Militar e da banda Arco de Sol da As-cult. De acordo com o coorde-nador do PROERD, Soldado Cotta, o objetivo do progra-ma é trabalhar com crian-ças de 6 a 17, mas o foco prin-cipal são as de 10 a 11 anos. “Trabalhamos com vários grupos, mas nosso princi-pal objetivo é atuar com os pré adolescentes, pois a in-cidência de adesão ao mun-do das drogas acontece nes-ta fase. Muito se vê falando em clínicas de recupera-ção, mas estamos fazendo o contrário, queremos ins-truir as crianças a não en-trarem no mundo das dro-gas”, afirmou. O projeto é desenvol-vido nas escolas durante o horário de aula e só no ano de 2014 passaram cerca de mil e trezentas crianças. “As crianças adoram, mas pre-cisamos de mais ajuda para manter este projeto, assim gostaria de pedir o apoio de empresários”, destacou o soldado. Cotta ainda frisou que o programa tem conseguido o seu objetivo, minimizan-do o índice de envolvimen-to com drogas. “Sempre fa-zemos este estudo para ver a efetividade de nosso tra-balho, e ao longo do tem-po percebemos que o índi-ce de envolvimento com as drogas lícitas e ilícitas por parte dos alunos que passa-ram pelo PROERD diminuiu e muito”, salientou. lagoa da prata e japaraíba FOTO: divulgação Soldado Cota e aluno formando do Proerd, em Japaraíba Cidade destaca-se entre as cinquenta melhores do Brasil em responsabilidade social ll O município de Japaraíba receberá o prêmio “Respon-sabilidade Social”, por ter fi-cado entre as cinquenta me-lhores do Brasil. A homena-gem acontecerá de 7 a 10 de dezembro, durante o 7º Con-gresso Nacional de Gestores Municipais, na Bahia Nos critérios de avalia-ção foram levados em con-sideração a coordenação de políticas municipais de As-sistência Social, execução das atividades relativas à prestação de serviços so-ciais, ações visando o desen-volvimento social, combate à desigualdade, inclusão so-cial e plano municipal de As-sistência Social. A ordem da premiação não foi divulgada, mas em Minas Gerais foram selecio-nadas somente duas cida-des, que são Japaraíba e Rio Casca, na Zona da Mata. De acordo com a Secre-tária de Políticas Sociais de Japaraíba, Henedina Dias Fernandes, a conquista é fru-to de muito trabalho. “Estou muito feliz e honrada por re-ceber o prêmio e saber que a nossa equipe está entre as 50 melhores do Brasil. Agrade-ço FOTO: assessoria de comunicação a Deus por esta conquis-ta e compartilho esse o me-recimento com toda a equipe aqui da Secretaria Municipal de Políticas Sociais (CRAS, Serviço de Convivência e Fortalecimento De Víncu-los- SCFV, rede de proteção socioassistencial pública e sociedade civil organizada) e a Administração Munici-pal, pois juntos trabalhamos para fazer com que a Assis-tência Social seja um direi-to e um dever, com inclusão e efetividade social, sempre com transparência e respon-sabilidade”, declara. Japaraíba secretária de politicas sociais de japaraíba, henedida dias, desenvolve trabalhos da assistência social
  12. 12. ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 facebook.com/jornalcidademg COLUNISTAS 13 Sob o império Causos e Prosas José Antônio (Rádio Samonte FM) das línguas soltas bandeirantes@isimples.com.br A caixa de Ki Big llNo meu tempo de me-nino usava muito a gente vender Ki Big na rua, o Ki Big era o famoso picolé. E na ocasião eu ia na casa da dona Ilda, esposa do saudo-so Virgílio Loredo, mãe do Valdir e da Ivone, vender geladinha (chup-chup) e Ki Big, entre outros luga-res que o pessoal já me es-perava. Eu ia na fábrica de Ki Big, do famoso Quito do Horácio, que se chamava Picolés Ki Joia, para pe-gar as encomendas para vender; e ali eu chegava e as filhas do senhor Láza-ro do Fubá estavam ali fa-bricando picolés. A fábri-ca ficava perto da Escola Waldomiro de Magalhães Pinto, no bairro Dom Bos-co. Só que a minha vonta-de era pegar um carrinho para vender os Ki Big, mas o senhor Quito não deixa-va porque eu era muito pe-queno, então eu saía ape-nas com a caixinha de iso-por, e assim eu fazia várias viagens buscando e levan-do picolés. Eu vendia muito, e al-gumas pessoas até arre-matavam os picolés que estavam na caixinha, mas vender mesmo eu vendia quando tinha jogo no Cam-po do Flamengo ou do Na-cional. E ali eu tinha que ir e voltar o tempo todo para carregar a caixinha de pi-colé. Um certo dia eu peguei uma caixa de Ki Big e desci para o Centro passando pe-la antiga Estação Ferrovi-ária, indo para a rua Bene-dito Valadares onde fica-va a antiga rodoviária, on-de o senhor Delfino vendia as passagens e também ti-nha o bar do Davi, e ali pas-savam vários turistas que iam para a praia de Lagoa da Prata. E lá estava na ro-doviária um ônibus de tu-rismo preparado para ir à Lagoa da Prata, quando um me chamou de dentro do ônibus querendo comprar picolé. Só que eu deveria ter ido na porta do ônibus e vendido, mas eu apenas coloquei a caixa na cabeça para eles pegarem, e eles limparam a caixeta de pi-colé. E naquele meio tempo o motorista do ônibus co-meçou a arrancar para ir embora, mas eu estava sa-tisfeito porque olhei a cai-xeta de Ki Big e ela estava vazia, mas e para receber? O danado do ônibus foi só subindo, passando próxi-mo à linha de ferro, pas-sando pela rua Dr. Álva-ro Brandão, passando pe-lo bar do João Nhonhoca, pai do Binho do bar, passou também pelo bar do Luís Carlos do Chiquinho Fer-reira, do armazém do sau-doso Olavo Mantiba, do bo-teco do Zagachado, arma-zém do Laninho, do Tõe de Paula, armazém do Zé Luís Braga, da Cerealista Cabral; e eu correndo atrás do ôni-bus pra esse povo me pa-gar. Gente do céu! Eu fui até na entrada da cidade atrás desse ônibus, mas não adiantou. Eu tive que vender pi-colé o mês inteiro para pa-gar o Quito. Venda igual es-sa... foi boa, mas eu não re-cebi nenhum centavo. FOTO: divulgação ll A imensa maioria de nos-sos políticos, a começar pe-los chefes de Executivo Mu-nicipal, opta por escolher au-xiliares de perfil a que cha-mam de doutrinável, figuras que caminham entre a baju-lação e a transmissão de fo-focas, que alimentam o arre-medo de “serviço de (des)in-teligência” do mandatário. Não temos, portanto, uma es-trutura pública profissional, pois a cada mudança de go-verno o ganhador preenche o leque de cargos de confian-ça com centenas de catequi-záveis dispostos a seguir or-dens ainda que explicita-mente errôneas ou até mes-mo a ser cooptados por ter-ceiros, segundo o espírito de “Macunaíma” que os habita. Quanto menor o municí-pio maior é o movimento dos cidadãos em torno do poder público municipal, que geral-mente é o maior emprega-dor da comunidade, geran-do o exercício de um desre-grado jogo de influência, que nada de produtivo traz à área administrativa da cida-de, transformando-se até em mau exemplo, pois nota-se a presença de pessoas que ocupam cargo comissiona-do exatamente pela capaci-dade de fazer futricas, reche-adas de apimentado destem-pero, ao falar da vida alheia, colocando temor nas acu-adas autoridades, que com elas não bolem nem mes-mo nos casos de necessida-de de cortes na despesa com os servidores. É bastante comum o pre-feito eleito promover uma série de contratações logo no início de seu mandato, pa-ra pouco tempo depois, a fim de atender à lei de responsa-bilidade fiscal, ter que demi-tir, semeando inimigos e, ao mesmo tempo, escancaran-do à sociedade o pavor das tais línguas soltas, que são usadas desabridamente por seus proprietários (os donos da boca e da bocada remu-nerada) como instrumento de manutenção de empre-go, ainda que nada produ-zam em matéria de benefí-cio para a população. Em ambiente assim per-verso, apenas algumas áreas conseguem ser contempla-das com investimento e den-tre elas não está a sempre abandonada cultura. Daí a fá-cil comprovação da existên-cia de tanta gente com diplo-ma, pompa e circunstância, mas completamente despro-vida de sensibilidade e qual-quer preparo para lidar com o público. No vazio cultural, te-mos um contingente de pro-fissionais que indicam trata-mento médico equivocado, que conduzem mal as ações judiciais, que engenham ca-sas com estranhas e inade-quadas divisões, que gover-nam como se não estivem à disposição dos anseios cole-tivos ou como se o ser huma-no fosse um simples detalhe. Fechamos este artigo com frases que andamos crian-do, espontaneamente, dian-te de panorama social tão propício à prosperidade tan-to do mal quanto da desones-tidade, em pronunciamentos no mês de novembro, entre a Pré-bienal do livro de Divi-nópolis (2/11/2014) e outros eventos: 1) Tem gente que ao falar de CULTURA fica com a colhei-ta da mandioca. 2) Sociedade que não cuida de sua cultura toma o aspec-to árido de lavoura de euca-lipto: cresce viçosa, atinge alturas, mas jamais gera um fruto sequer. 3) Há pessoas que só não fa-lam mal das montanhas que as cercam porque elas não lhes viram as costas. Carlos Lúcio Gontijo Poeta, escritor e jornalista | www.carlosluciogontijo.jor.br
  13. 13. 14 CIDADES ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 www.aacddegijlmnor.cmo.br LAGOA DA PRATA E s. a. do monte Tribunal de Justiça divulga lista de jurados convocados para 2015 llO Tribunal de Justiça de Mi-nas Gerais divulgou nesta se-mana a lista de jurados convo-cados, para o ano de 2015, da co-marca de Lagoa da Prata. De acordo com o site do Tri-bunal de Justiça, denomina-se “Jurado” toda pessoa não ma-gistrada, investida na função de julgar no órgão coletivo que é o Tribunal do Júri. Nenhuma qua-lificação profissional é exigida e a função de jurado é obrigatória por imposição constitucional. O jurado representa a sociedade da qual faz parte, decide em no-me dela. Portanto, o Júri é a ex-pressão democrática da vonta-de do povo, competindo aos que o integram agir de forma inde-pendente e magnânima. A vo-tação é secreta e seu veredicto é soberano. O alistamento dos jurados é feito anualmente pelo Juiz Pre-sidente do Júri. Ele irá requisitar às autoridades locais, associa-ções de classe, sindicatos pro-fissionais e repartições públicas a indicação de cidadãos que re-únam as condições legais para exercer essa função (Art. 436, CPP). A Lista Geral, a ser publi-cada no mês de outubro de cada ano, poderá ser alterada de ofí-cio, ou em virtude de reclama-ção de “qualquer do povo”, até a publicação definitiva – novem-bro, com recurso, dentro de 20 dias, para Instância Superior, sem efeito suspensivo. A Lista Geral dos jurados, com a iden-tificação das respectivas profis-sões, será publicada na impren-sa, onde houver e afixada à por-ta do edifício do Fórum. O nome dos alistados, com a indicação de sua residência, será escrito em cartões idênticos, os quais, após conferidos com a presen-ça do Ministério Público, ficarão guardados em uma urna fecha-da a chave, sob a responsabili-dade do Juiz. DIREITOS DOS JURADOS 1º) Nenhum cidadão poderá ser excluído dos trabalhos do júri ou deixar de ser alistado em razão de cor ou etnia, raça, credo, sexo, profissão, classe social ou eco-nômica, origem ou grau de ins-trução (Art. 436, §1º, CPP). 2º) O exercício efetivo da fun-ção de jurado constituirá servi-ço público relevante e estabele-cerá presunção de idoneidade moral (Art. 439, CPP). 3º) Constitui também direito do jurado, na condição do art. 439 do Código de Processo Pe-nal, preferência, em igualdade de condições, nas licitações pú-blicas e no provimento, median-te concurso, de cargo ou função pública, bem como nos casos de promoção funcional ou remo-ção voluntária (Art. 440, CPP). 4º) Nenhum desconto será fei-to nos vencimentos ou salário do jurado sorteado que compa-recer à sessão do júri (Art. 441, CPP). DEVERES DOS JURADOS 1º) O serviço do júri é obrigató-rio. 2º) A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará mul-ta no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado (Art. 436, §2º, CPP). 3º) A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religio-sa, filosófica ou política impor-tará no dever de prestar servi-ço alternativo, sob pena de sus-pensão dos direitos políticos, enquanto não prestar o serviço imposto. Entende-se por servi-ço alternativo o exercício de ati-vidades de caráter administra-tivo, assistencial, filantrópico ou mesmo produtivo, no Poder Judiciário, na Defensoria Públi-ca, no Ministério Público ou em entidade conveniada para es-ses fins. O juiz fixará o serviço alternativo atendendo aos prin-cípios da proporcionalidade e da razoabilidade (Art. 438, CPP). 4º) Ao jurado que, sem causa legítima, deixar de comparecer no dia marcado para a sessão ou retirar-se antes de ser dispen-sado pelo presidente será apli-cada multa de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a sua con-dição econômica (Art. 442, CPP). 5º) Somente será aceita escusa fundada em motivo relevan-te devidamente comprovado e apresentada, ressalvadas as hipóteses de força maior, até o momento da chamada dos ju-rados (Art. 443, CPP). 6º) O jurado somente será dis-pensado por decisão motiva-da do juiz presidente, consig-nada na ata dos trabalhos (Art. 444, CPP). 7º) O jurado, no exercício da fun-ção ou a pretexto de exercê-la, será responsável criminalmen-te nos mesmos termos em que o são os juízes togados (Art. 445, CPP). 8º) Aos suplentes, quando con-vocados, serão aplicáveis os dis-positivos referentes às dispen-sas, faltas e escusas e à equipa-ração de responsabilidade pe-nal prevista no art. 445 deste Có-digo (Art. 446, CPP). JURADOS DE S. A. DO MONTE A redação do Jornal Cidade entrou em contato com o Fó-rum de Santo Antônio do Mon-te, mas até o fechamento desta edição não foram fornecidos os dados solicitados devido o ho-rário de trabalho da servidora. Para ver a lista completa acesse o site: www.jornalcidademg.com.br CONFIRA A LISTA DE CONVOCADOS PARA LAGOA DA PRATA ABAIXO:
  14. 14. ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 facebook.com/jornalcidademg ECONOMIA 15 Embaré recebe o prêmio Ouro na categoria “Competitividade Internacional” O prêmio foi resultado da valorização da brasilidade em seus produtos exportados ll A Embaré Indústria Alimentícia recebeu o prêmio Ouro na catego-ria Competitividade In-ternacional – Produtos para Exportação, promo-vido pela ABRE (Associa-ção Brasileira de Emba-lagem). A empresa se desta-cou com as embalagens que reforçam referên-cias étnicas e culturais que trazem lendas in-dígenas e a linguagem do cordel, valorizando a brasilidade. A linha cha-mada Embaré Brazilian Delights leva ao mercado seis novos sabores típi-cos de balas: açaí, cupua-çu, graviola, manga, ma-mão e pitanga. O projeto foi desen-volvido em 2013 pela As-sociação Brasileira da Lagoa da prata Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Ba-las e Derivados, em par-ceria com a Apex-Bra-sil – Agência Brasileira de Promoção de Expor-tações e Investimentos, e teve por objetivo esti-mular as empresas bra-sileiras a investirem em inovação, fato este que gerou resultado através da Embaré e outras cin-co indústrias. A Associação Bra-s i l e ira da Indús t r ia de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e De-rivados foi fundada em 1957 com o objetivo de responder pela política do setor junto às esferas públicas e privada, tanto no Brasil quanto no exte-rior. Suas diretrizes são voltadas para a valori-zação destas indústrias, que são responsáveis pe-la geração de 31 mil em-pregos diretos e 62 mil indiretos. Atualmente, a ABICAB engloba a ca-deia produtiva brasilei-ra, representando 92% do mercado de chocola-tes, 70% do mercado de balas e confeitos, 80% do mercado de amendoim e 100% do mercado de ca-cau. Dentre as principais atividades desenvolvi-das em prol do fortaleci-mento e desenvolvimen-to do setor, destaca-se o Programa Sweet Brasil, criado em março de 1998, que tem por objetivo pro-mover os produtos brasi-leiros no mercado exter-no, por meio de parceria com a Apex-Brasil.
  15. 15. 16 COMUNIDADE ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 Retrato da Vida www.aacddegijlmnor.cmo.br ll Sonhei uma menina! De-verá dançar balé, tocar pia-no, ser uma médica, debu-tar... Deverá ser a moça mais luxenta da cidade, pois a arte de costurar da mãe iria nela resplandecer em amor, bele-za, orgulho e vaidade. Desde o primeiro dia da gravidez eu tinha certeza que ela estava no meu ventre. O meu ser irradiava felicida-de, alegria, entusiasmo. Já era mãe de um lindo meni-no louro de olhos claros, mas agora era a vez dela, a milha filha. A gravidez transcorria normalmente, com cuidados, pré-natal e eu trabalhando na Escola Estadual Dr. Jacinto Campos de manhã e costu-rando a tarde. E ela se formava, amada, acariciada e minha amiga. Quantas vezes no alvore-cer da madrugada, acaricia-va a barriga e dizia: Você será a minha melhor amiga, com-panhia... amor perfeito mãe e filha... filha e mãe. Com que paixão teci suas roupinhas, construí no mais fundo do meu ser a sua vida. Chega o momento espe-rado. Cesariana marcada, 16 de setembro de 1978, um sá- O sentimento de uma família ao ter um filho especial bado, engraçado, como tra-balhei na véspera, arrumei a minha casa, lavei, limpei e jo-guei coisas fora. Como tirei li-xo daquela casa que a pouco tempo morávamos eu, meu marido, meu filho e ela. Na-quela noite não dormi. Orei muito, tinha medo de não ser a hora certa da ce-sariana e pedi tanto a Deus que comecei a ter contra-ções de madrugada. Corre-mos para o hospital, o médi-co já estava lá, pois uma outra senhora iniciava o trabalho de parto e necessitava urgen-te ser operada. E eu tive que esperar. Numa ante-sala do bloco cirúrgico me recordo do quanto me sentia mal, do quanto acariciei minha bar-riga, da ansiedade, falta de ar e a sensação que morria, re-nascia, dormia e acordava.... E quando realmente dei por mim, ouvi um choro e o grito: é uma menina! Lágrimas, êxtase, felicidade, o ápice da realização da mãe: a filha linda, perfeita, more-ninha e muito cabelo. Olha-va para ela e meditava. Obri-gado Senhor! Engraçado, até hoje faço isto! Depois de dois dias fomos pa-ra casa. Nos braços a pérola preciosa, no coração a espe-rança, a realização, a vida... Tudo transcorria normal até o terceiro mês, quando o primeiro sinal do furacão que passaria pela minha vi-da, pelo meu eu começou. Di-go furacão porque, fui explo-dida, queimada, esparrama-da e quase virei cinzas... e ne-las ficaram todos os meus so-nhos, ficou a minha menina. Depois da primeira con-vulsão, começaram as des-cobertas; seus olhinhos tor-tos não eram charme, era al-go mais sério era consequên-cia do que nós pais, nem os médicos enxergavam, só Deus via. Na minha cabeça come-çou a explosão de dúvidas, incerteza, anseios, angústia, dor e muitas lágrimas por ela e por mim. A partir daí, começamos uma caminhada que nos levava a neurologistas, oculistas, ele-troencefalogramas, tomo-grafias, onde me perdia, pois na minha formação de pro-fessora nunca tinha ouvido, a não ser o trabalho lindo que D. Helena Antipoff desenvol-veu no Brasil com crianças retardadas, na Fazenda do Rosário. E no meio deste incêndio de emoções as perguntas si-lenciosas. Quem é minha fi-lha? Surda? Cega? Retarda-da? Por quê eu? Por quê, por quê, por quê??? Mas o diagnóstico veio como um punhal, que se en-costou no meu peito, e deva-garinho, silencioso se mo-via e aprofundava até atin-gir o coração, o cérebro e matar a filha que eu sonhei, que eu abracei, beijei, desde o seu nascimento. Mas na-quele dia saí do consultório médico com outra filha, que tem Má Formação Congêni-ta do SNC, sistema ventricu-lar supratentorial de cavida-de única; dilatação assimé-trica e forma bizarra; agene-sia do corpo caloloso. Meu Deus, aquele voca-bulário era desconhecido, eu não sabia nada daquilo, eu estava nas cinzas, no fun-do do poço, arrasada, destru-ída... Dias, semanas e meses eu me desesperei, chorei... noites e noites em claro... Pe-gava aquela menina nos bra-ços, apertava e pensava: é a minha filha! Nesse turbilhão de emoções, ela crescia, tudo diferente do outro filho. Começaram as expecta-tivas, quando vai andar, falar, estudar? Quando vai realizar isso ou aquilo? Vai ser o quê? Recordo-me da noite que sonhei com ela me chaman-do mamãe e abrindo os seus braços para mim. Como isso demorou a acontecer! O ser humano é obstina-do a olhar somente para a frente, mas quando no sofri-mento, nas grandes transfor-mações por que passa, come-ça a olhar e ver, atrás, do la-do e descobre e busca aque-les com quem se identifica. Aí que descobre, que não é o único, nem está sozinho. Is-to é como recarregar as nos-sas energias, os sonhos, as esperanças. Foi quando per-cebi que aquela era a “minha filha” e sem saber como, deu- -se, o renascimento da filha e da mãe, ela era toda minha e eu era toda dela. Das cinzas surge a brasa, da brasa as chamas que mo-delam, trabalham, transfor-mam, encantam as pesso-as, levando-as a sonhar nor-malmente, trilhar novos ca-minhos, vivendo com inten-sidade cada momento, se en-tregando e se aconchegan-do nos braços de Deus, com a certeza de que Ele é que di-rige os nossos passos. As in-cógnitas se transformam em certezas, e os desafios em ações e realidade. Hoje, trinta e seis anos passados, costumo dizer ser uma mulher abençoada, pois “Mamãe” é a palavra que mais ouço da minha filha querida, que é a minha melhor ami-ga e companheira e uma can-tora que canta e encanta. Te-nho a consciência que não é a Juliana que é a minha filha, mas eu, Isamin Couto, é que fui escolhida para ser a sua mãe. LEO Clube realiza treinamento de liderança distrital ll O LEO Clube de Lagoa da Prata (braço do Lions Clube formado por jovens e adoles-centes) realizou no último fi-nal de semana o treinamen-to de liderança com a parti-cipação de membros de ou-tros distritos. De acordo com o presidente da entidade, Philip Rubens, o clube é divi-dido por distritos que se reú-nem cerca de quatro vezes ao ano. “Cada uma dessas reu-niões tem um propósito de-terminado, e esta em Lagoa da Prata teve como objetivo o treinamento de lideranças, que é um dos principais me-tas do LEO”, afirmou. O encontro contou com a participação de cento e cin-quenta pessoas. “Na sexta- -feira levamos nossos visi-tantes para conhecerem La-goa da Prata. Deixamos a noi-te livre para passearem por al-guns locais indicados . No sá-bado de manhã, fizemos uma caminhada saindo do nosso alojamento, que era na Escola Estadual Virgínio Perillo, até o Centro Cultural, onde tive-mos a primeira reunião. Na parte da tarde nos reunimos na praia, tivemos várias dinâ-micas e uma palestra. À noite tivemos a abertura oficial no teatro da praia”, destacou. Três empreendedores de Lagoa da Prata realizaram palestras e mostraram as su-as experiências de lideran-ça. Paulo Roberto Pereira, di-retor da Sommus, presiden-te da Associação Comercial e vereador, falou sobre ges-tão de pessoas. Nilson Antô-nio Bessas, diretor-presidente da Lagoacred e escritor, pales-trou sobre liderança no em-preendedorismo e o empre-sário Márcio Bento, da Patri-monium Contabilidade reali-zou uma palestra motivacio-nal, estimulando a liderança no mundo dos negócios atra-vés de sua trajetória de vida. lagoa da prata os palestrantes Nilson Bessas e Paulo Roberto
  16. 16. ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 facebook.com/jornalcidademg social 17 michele@«Estrelando« jornalcidademg.com.br llOlá, pessoal!!! Estou chegando... Eu sou a mais no-va colunista. Vou escrever a coluna social. Fui convi-dada pelo diretor deste veiculo de comunicação pa-ra abrilhantar ainda mais o Jornal Cidade. Para as pessoas que não me conhecem, eu sou professora de Artes e fotógrafa nas horas vagas. Nasci e fui criada aqui em Lagoa da Prata. Neste espaço vou contar ba-bados, fofocas, notícias sobre arte, espetáculo, sho-ws, músicas e teatros. E claro não pode faltar fotos de eventos da cidade e região. Porém, com um pouco de pimenta para temperar esses babados... Michele Pacheco NIVER DA CLEIA LOPES Dia 28 de novembro é o aniversário da nossa ami-ga Cleia, que vai soprar velinhas e comemorar no Scoth Bar nesta data. Uma boa filha dedicada aos pais, tem uma linda filha, a Maria Luiza, que pare-ce uma bonequinha mais fofa. Trabalha na empre-sa Embaré com empenho e dedicação. Boa amiga nas horas difíceis, companheira e o que mais te ad-miro é a sua simplicidade e humildade. E além de tudo é bonita essa pessoa. Felicidades e continue sempre assim. PÊSAMES Meus sentimentos à família da criança Ravi, que, por coincidência do destino, eu fotografei no evento que aconteceu na Praça da Matriz durante a Semana do Livro e da Biblioteca. Ele estava presente próximo à Gracinha para fazer tatuagem e todo feliz, como to-da criança naquele local, se divertindo e aproveitan-do as brincadeiras. Foi um anjo que foi para o Céu. FESTIVAIS DE DANÇA Esta aberta a temporada dos festivais de danças dos estúdios da cidade. Desejo boa sorte a todos os bai-larinos e participantes que vão subir ao palco e mos-trar a sua arte. Dedico este espaço também para pa-rabenizar aos pais de todos os alunos que dedicam seu tempo para levar e buscar e incentivam seus fi-lhos a construir um futuro melhor e fazem a diferen-ça. Sem ajuda de todos vocês este evento não aconte-ceriam. Os professores com carinho e dedicação que fazem da dança uma arte de encantar a todos. Para-benizo por este trabalho brilhantemente. MÚSICA DE RAIZ É COM O RECANTO DA CHIBATA Está de volta, o que é bom sempre volta.... O Recanto da Chibata está com nova formação, trazendo um no-vo integrante, o Dênis. Seja bem vindo a essa equipe de sucesso. O grupo esta completo com os integran-tes Daniel, Denis, Bil, Chicão e Francis com novida-de, lançando seu 4º CD. Destacada pelo seu repertó-rio diferenciado, voltado ao sertanejo raiz, presença de palco, carisma, os “Meninos do Recanto da Chibata “ocupam lugar de destaque na imprensa que sempre enaltece a qualidade do grupo e dos shows apresen-tados. Música nova e boa na área gente!!!! EXPÔLAGOA Já foram confirmadas as atrações da ExpoLagoa 2015. Preparem a sola da bota! Fernando e Sorocaba, Bru-no e Marrone, Gustavo Lima e a novidade: dois show em um: Eduardo Costa e Leonardo, com o show Ca-baré. Vale registrar que toda a gravação foi rechea-da de piadas tanto do Eduardo quanto do Leonardo, muitas delas impublicáveis. O repertório é composto de boa parte de músicas conhecidas e naquele estilo bem dramático, que agrada a tanta gente (me incluo nessa). Ambos uniram os gostos e gravaram aquilo que queriam, sem muitas pretensões. Este show tem agradado o grande publico e já esta confirmado pa-ra Lagoa da Prata também. INFORMAÇÕES: VII Festival de Danças Impactus - Data: 13 e 14 de-zembro às 19 horas. Ginásio Poliesportivo Franceli-no Pereira. Festival de dança do Studio Juliana Soares - Data: 20 de Dezembro. Local Poliesportivo Leopoldo Bes-sione( Praça de Esportes) ás 19:30. II Mostra de Dança e Conclusão de Curso - Palco - Centro de Danças - Data: 29 de Novembro ás 19:30. Lo-cal: Centro Catequético.
  17. 17. 18 ESPORTE ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 www.aacddegijlmnor.cmo.br s. a. do monte Turma do Alto Forno realiza a 16ª arrecadação de alimentos para confecção de cestas básicas Os alimentos serão ofertados para famílias carentes do município durante o jogo entre Cruzeiro e Atlético de S. A. do Monte ll Há 16 anos cruzeiren-ses e atleticanos se reú-nem em prol das famílias carentes do município. O objetivo é arrecadar ali-mentos junto à comuni-dade e com isso montar cestas básicas que serão distribuídas para os mais necessitados. A primeira fase de ar-recadação aconteceu no dia 4 de novembro e an-tes da distribuição, que está prevista para 21 de dezembro, ocorrerá a partida entre os times no Campo do Nacional. As aquisições dos ali- mentos permanecerão até a semana do jogo, e poderá ser feita quando um carro de som passar pelas ruas da cidade, jun-tamente com um “guar-dião da caridade”, ou no Bar do Deca, na rua Aris-tides Cabral. No ano passado a Tur-ma do Alto Forno arreca-dou 245 cestas, e de acor-do com o coordenador da Liga Municipal de Des-portos de Santo Antônio do Monte, Márcio Teixei-ra, a meta este ano é arre-cadar ainda mais. “Nos-so objetivo é conseguir trazer a população pa-ra um momento tão im-portante. Estamos unin-do uma boa ação ao es-porte, e com isso, além de agradecer a todos que se comoveram com a nos-sa ação, quero também convidar e sensibilizar a comunidade de S. A. do Monte para que também nos ajude a fazer o bem para o próximo”, desta-cou. Como forma de arre-cadação os “guardiões da caridade” também estão vendendo camisas do Atlético e do Cruzeiro. lagoa da prata Craques da Seleção Brasileira estarão em quadra na final da Copa Lagoacred Card de futsal Lenísio, em pé, segundo da esquerda para a direita, vestiu a camisa da Farmel para disputar a semifinal. l l Acontecerá hoje à noite, no Ginásio Polies-portivo Leopoldo Besso-ne, a final da Copa La-goacred Card de Futsal 2014 entre Farmel (La-goa da Prata) e Calçados Addan (Itapecerica). A expectativa é que o time lagopratense tenha re-forços na decisão, com atletas que já vestiram a camisa da seleção bra-sileira. Os nomes seriam confirmados apenas ho-je de manhã. Na terça-feira da se-mana passada, na últi-ma rodada da primei- FOTO: Divulgação Copa Lagoacred Card ra fase, a Farmel se re-forçou com o pivô Índio, que já atuou pelo Corin-thians, Palmeiras, Barce-lona (Espanha), Dínamo (Rússia) e seleção brasi-leira. Na quinta-feira 13, quando disputaria a se-mifinal contra a Trans-portadora Pontual (de São Gotardo), o time teria o reforço de Lenísio, ex- -Atlético/MG e camisa 10 da seleção nacional. Mas a partida não aconteceu porque os visitantes in-formaram que se envol-veram em um acidente na BR-262 e não chega-ram a tempo para dispu-tar a partida. A organização da co-pa manteve a derrota do time de São Gotardo por “WO” por não ter registra-do o boletim de ocorrên-cia do acidente e infrin-gir as regras do torneio, que exige a apresenta-ção de documentos com-probatórios quando o ti-me não puder compare-cer à partida. Antes da decisão, a partir das 20h, Transpor-tadora Pontual e Souza Paiol (de Pitangui) dis-putarão o terceiro lugar.
  18. 18. ANO ii • Edição 38 21/11/2014 a 05/12/2014 www.jornalcidademg.com.br INFORMATIVO INSTITUCIONAL Empresários e produtores rurais de Japaraíba participam de palestra ll Para comemorar os 25 anos de fundação da coope-rativa, o Sicoob Crediprata promoveu nos últimos me-ses o seminário “Empreen-dedorismo é Atitude”, mi-nistrado pelo palestrante William Caldas, em parce-ria com o Sebrae. Os eventos foram realizados em Moe-ma, Lagoa da Prata e, no últi-mo dia 12, em Japaraíba, on-de mais de 500 pessoas (em-presários, produtores rurais e trabalhadores) tiveram a oportunidade de conhecer estratégias e ferramentas para obterem melhores re-sultados em seus empreen-dimentos. O evento foi reali-zado no ginásio poliesporti-vo da Praça de Esportes. O presidente do Con-selho de Administração da cooperativa, José Aparecido da Silva, falou, em seu dis-curso na abertura do even-to, sobre a proposta da Cre-diprata para os associados de Japaraíba. “Aqui é uma cidade de grande poten-cial, devido ao empreende-dorismo de sua população. Nosso objetivo é proporcio-nar um momento de capa-citação dos associados, le-vando- os a uma reflexão de seu comportamento e po-sicionamento no mercado. Acreditamos que estimu-laremos o desenvolvimen-to dos negócios e fomenta-remos a economia e o cres-cimento da cidade. É o co-nhecimento que agrega va-lor ao seu negócio”. A agência da Credipra-ta em Japaraíba foi inau-gurada em 1997. O diretor- -executivo Antônio Claret ressaltou em seu pronun-ciamento a importância da cooperativa para a eco-nomia local. “Temos mui- 20aceimnoo Sicoob Crediprata realiza terceiro seminário empresarial em comemoração aos 25 anos da cooperativa ta gratidão às pessoas que acreditaram no projeto lá no começo. Foi com muito trabalho que ganhamos a confiança da comunidade. Hoje temos mais de seten-ta por cento da movimenta-ção financeira do municí-pio. É uma grande respon-sabilidade”. Em entrevista ao Jor-nal Cidade, o gerente de relacionamento Fernan-do Aparecido Lopes proje-ta um crescimento dos ne-gócios em Japaraíba. “Acre-dito que os próximos anos serão de um crescimento Antonio Claret e José Aparecido da Silva e solidez ainda maior. Va-mos trabalhar para crescer com solidez para trazer se-gurança FOTOs: juliano rossi aos nossos asso-ciados e resultados ainda melhores”. CREDIPRATA, 25 ANOS Os gerentes Ledimir, Fernando e mardem acompanhados por Clarisce e William Caldas centenas de pessoas, dentre empresários, produtores rurais e trabalhadores participaram do evento ASSOCIADOS APROVAM Antônio Carlos Martins de Melo, produtor rural, associado desde 1998. “A Crediprata é muito im-portante para nós, pois os produtores rurais cresce-ram financeiramente e melhoraram as condições de trabalho. Facilitou mui-to para obter incentivos e financiamentos”. Regina Maria Arantes de Melo, esposa do Antônio. “Para nós, que moramos na roça, eles são amigos. A Crediprata é assim com to-das as pessoas. Que eles continuem desse jeito, pois nos ajudou muito”. Rosilaine Fernandes Rabelo, vereadora, associada desde 2003. “A Crediprata é muito im-portante para Japaraí-ba. As pessoas tinham que procurar as agências das cidades vizinhas. Gostaria de parabenizar a todos pe-lo bom trabalho e bom de-sempenho. Desejo muita sorte para que todos pos-sam colher muitos frutos”. Sandra Guimarães Bor-ges, proprietária da em-presa Palitos Gabriela. “A Crediprata oferece mui-to apoio às pequenas em-presas, com várias linhas de crédito que nos ajudam a crescer, pois os bancos particulares não ajudam tanto. Torço para que a co-operativa continue cres-cendo e que conte com o nosso apoio”. Arthur Teixeira Rabelo, vereador, primeiro as-sociado em Japaraíba. “A Crediprata transformou a vida de Japaraíba. Quero pa-rabenizar toda a direção da Crediprata, e, em especial, a todos os funcionários da agência em Japaraíba, que conhecem a nossa realida-de, sabem o dia a dia de cada pessoa, e tratam todos com igualdade e competência”. Joaquim Maria Pereira, Comercial Santa Rita, associado desde 1998. “A Crediprata ajuda muita gente, tanto na zona rural quanto no comércio. A Cre-diprata proporcionou um crescimento muito grande na cidade”.

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