Defeitos pintura

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Defeitos pintura

  1. 1. CURSO: INSPETOR DE PINTURA N1 INSTRUTOR: FERNANDO FERNANDES
  2. 2. Exames de qualificação - PROVAS PRÁTICAS - Nível 1 1. Inspeção Visual de superfícies de aço para pintura ou repintura 2. Estados iniciais de corrosão e preparo de superfície 3. Análise de abrasivos 4. Medição de perfil de rugosidade 5. Medição de espessura 6. Teste de aderência 7. Teste de descontinuidade de película 8. Análise de falhas de aplicação e defeitos de pintura
  3. 3. E – QP – EIF – 076 Análise de Falhas e Defeitos de Pintura: 1. São entregues ao candidato, 3 (três) corpos de prova, com falhas de aplicação e o formulário do Relatório de Inspeção. 2. O candidato deve avaliar os CPs, identificar as falhas (se houver) e anotar no Relatório de Inspeção. Deve também informar as causas das falhas ou defeitos. 3. É permitido o uso da pasta de Normas. 4. O tempo de realização da prova é de 30 minutos. 5. Ao terminar, entregar o relatório e os CPs ao Examinador. 6. Preencher o nome, número, data e assinar o Relatório de Inspeção.
  4. 4. Falhas durante a aplicação da tinta a) ESCORRIMENTO (“Sagging”) Outra denominação: Descaimento Descrição: Excessiva fluidez da tinta em superfícies verticais. Ocorre sob a forma de cordões (leve) ou de cortina (pesado)
  5. 5. Falhas durante a aplicação da tinta a) ESCORRIMENTO Causas: Excesso de espessura na aplicação Diluição excessiva da tinta Tixotropia insuficiente da tinta Correção: Antes da Secagem: Remova o excesso de tinta com trincha Técnica de aplicação Reformular a tinta Após Secagem: Lixar e aplicar outra demão Importante: O controle da espessura úmida é um dos melhores métodos para evitar este defeito.
  6. 6. Falhas durante a aplicação da tinta b) Empolamento / Bolhas Outra denominação: Bolha Descrição A pintura apresenta protuberâncias semi-esféricas que variam de tamanho e intensidade. Causas: a) Empolamento Seco: Ocorre em condições secas; Oclusão de solvente ou ar no filme; Tintas incompatíveis ; Superfícies muito quentes. b) Empolamento com líquido no interior: Ocorre em condições de imersão; Incompatibilidade com proteção catódica ou excesso de proteção catódica; Pintura sobre sal solúvel.
  7. 7. Falhas durante a aplicação da tinta Bolhas provocadas pelo uso de diluente muito volátil na tinta de acabamento, em ambiente quente
  8. 8. Falhas durante a aplicação da tinta Correções (Empolamento / Bolhas): Antes da secagem: Remover a pintura com pano e solvente. Após a secagem: Dependendo da intensidade lixar e retocar ou lixar e aplicar outra demão. Drenar e limpar os equipamentos contaminados com água e a superfície; Não aplicar tintas incompatíveis entre si nem as que sejam inadequadas para proteção catódica; Evitar pintar sobre superfícies muito quentes.
  9. 9. Tinta Sal solúvel Cl ; NO3 ; SO4 A umidade/água é absorvida pelo filme de tinta. A velocidade de absorção é causada pela presença de sais solúveis (cloretos, sulfatos e nitratos) na superfície de aço. Os sais solúveis são dissolvidos. Isto cria uma “pressão osmótica” Mais umidade é absorvida, aumenta a pressão osmótica para um nível que causa formação de bolhas. Empolamento Solução Salina CorrosãoCorrosão Nota: A principal dificuldade da confirmação de contaminação por sal solúvel, é que ele não é visível, e requer testes de salinidade. Contaminante NÃO VISÍVEL
  10. 10. Terminologia das falhas c) Enrugamento (“Wrinkling”) A película com aspecto de pele ou couro enrugado. Esta ocorrência, quando não intencional é conseqüência da forte contração superficial da película de tintas alquídicas e principalmente óleo resinosas com óleo de tungue, mal formulada. A configuração da película enrugada pode se assemelhar a de couro de jacaré, recebendo o nome inglês de “alligatoring”, ocorrência comum em tintas de piche de alcatrão expostas ao desabrigo.
  11. 11. Enrugamento (“Wrinkling”) S S SS O O O evaporação dos solventes e oxigenação da resina alquídicas Secagem e Cura das tintasSecagem e Cura das tintas
  12. 12. Terminologia das falhas d) Fendimento A ocorrência de fratura, trincas, quebras, fissuras ou fendas na película constitui falha classificável em um dos tipos abaixo: Fendimento Superficial (“Checking”) – A película forma ligeiras fissuras e pouco profundas que não penetram até o substrato. A Norma ASTM D 660-44 apresenta padrões fotográficos relativos ao fendimento superficial (“checking”). Nota: O uso de lupa com 10 aumentos é recomendado para distinguir o fendimento superficial do fendimento até o substrato.
  13. 13. Trincas devidas à aplicação de tinta de acabamento de consistência mais dura sobre tinta de fundo mais macia ou não totalmente curada
  14. 14. Terminologia das falhas Fendimento até o Substrato (“Cracking”) – A película apresenta fendas profundas que penetram até o substrato. A Norma ISO 4628/4 ou ASTM D 661 STANDARD METHOD OF EVALUATING DEGREE OF CRACKING OF EXTERIOR PAINTS apresenta padrões fotográficos de referência para fendimento até o substrato. As rachaduras podem ser provocadas por diversos outros fatores, como a aplicação ou atomização excessiva da tinta, aplicação em clima quente ou sobre substrato aquecido. Não há como corrigir rachaduras, a tinta afetada precisa ser retirada e a pintura refeita. CrackingCracking -- ISO 4628/4, ASTM D661ISO 4628/4, ASTM D661
  15. 15. Terminologia das falhas Fendimento Gretado (“Mud-cracking”) - Fendimento da película até o substrato, caracterizado pela configuração similar a que ocorre em camadas de terra argilosa molhada (barro ou lama) ao secar superficialmente. Este tipo de fendimento é bastante comum em tintas de zinco etil silicato aplicadas com excesso de espessura neste caso a falha poderia ser classificada como de aplicação.
  16. 16. Falhas durante a aplicação da tinta e) Cratera (“Cratering/Crawling”) Outra denominação: Craterização Descrição: Defeito semelhante a pequenas e uniformes crateras que ocorre no filme de tinta e que são formadas de bolhas que após romperem não mais se nivelam. Causas: Oclusão de solvente ou ar durante a aplicação; Água no ar de atomização da pistola; Superfícies quentes; Excessiva atomização: pressão alta; Chuva de respingo d’água sobre a tinta fresca. Correções: Lixar e aplicar outra demão. ANTI-ESPUMANTE Fervura
  17. 17. Falhas durante a aplicação da tinta A formação de crateras, ou “olhos peixe” ou “crawling”, como às vezes é chamada, é uma forte separação do filme de tinta fresca, expondo o substrato ou a camada de tinta subjacente. É geralmente provocada por contaminação com óleo, que pode ocorrer durante a: preparação da superfície mistura da tinta aplicação da tinta
  18. 18. Falhas durante a aplicação da tinta f) Impregnação de Abrasivos e/ou Materiais Estranhos Outra denominação: “Lixa” Descrição: A superfície fica áspera, arenosa como uma lixa. Causas: Pintura sobre superfícies contaminada com poeira e/ou grãos de abrasivo; Contaminação da superfície da tinta ainda úmida pelo abrasivo; Tinta, rolo ou trincha contaminada por areia, terra, abrasivo, etc. Poeira levada pelo vento cobre a tinta fresca. Correções: Antes da secagem: aplicar panos com solventes para remover a pintura contaminada. Após secagem: Dependendo da intensidade, lixar ou remover toda a pintura contaminada e aplicar outra demão. Limpar o equipamento contaminado; Filtrar a tinta contaminada; Limpar a superfície, removendo o pó antes de pintar; Melhorar as condições do canteiro, protegendo a área de pintura contra contaminação.
  19. 19. Terminologia das falhas g) Descascamento (“ Detachements”) Perda de aderência caracterizada pela separação de uma ou mais demãos do sistema de pintura do substrato. Quando acontece entre demãos a ocorrência é chamado “descascamento entre demãos”, delaminação ou desfolhamento ou destacamento.
  20. 20. Descolamentos (“ Detachements”) Descolamentos ou delaminações são falhas de aderência evidentes entre o “primer” e o substrato, ou entre duas demãos de tinta. Existem duas causas principais para este tipo de problema: 1. Contaminações superficiais 2. Intervalos máximos de repintura excedidos Descolamentos relacionados à contaminação podem ser provocados por sujeira, poeira, umidade, óleo ou graxa, sais, etc. São evitados através de uma inspeção minuciosa da superfície a ser pintada imediatamente antes da aplicação da tinta, assegurando-se de que a limpeza e o tratamento adequado tenham sido efetuados.
  21. 21. h) Enferrujamento Degradação da película em relação ao meio, com visível deterioração do substrato. Em termos da Norma Internacional ISO 4628/1, adotada pela ABNT sob denominação ABNT NBR – 5770 – determinação do grau de enferrujamento de superfícies pintadas, designa o grau de formação / de ferrugem constatada em superfícies de aço pintadas, tendo como referência padrões fotográficos publicados na Norma. Terminologia das falhas Espessura baixa Falta de manutenção
  22. 22. ASTM D 610 – Avaliação de ferrugem RustingRusting :: ISO 4628/3 , ASTM D610ISO 4628/3 , ASTM D610
  23. 23. Falhas durante a aplicação da tinta i) Inclusão de Pelos Outra denominação: Desconhecemos Descrição: A pintura fica impregnada por pêlos ou fiapos que podem aflorar, tornando-se visíveis ou ocluídos no seio da pintura, marcando a superfície. Causas: Contaminação da superfície a ser pintada ou ainda com tinta fresca por pelos (fios, fiapos, cabelos, etc), originados de trinchas, rolos, trapos, panos, etc.; Pelos levados pelo vento e que caem sobre a tinta fresca; Tinta contaminada por estes tipos de impurezas.
  24. 24. Falhas durante a aplicação da tinta Correções (Inclusão de Pelos): Antes da Secagem: remover as impurezas e retocar; Após a secagem: Lixar e retocar as áreas contaminadas; Descartar trinchas e rolos defeituosos; Limpar os equipamentos contaminados; Filtrar a tinta contaminada; Limpar as superfícies antes de pintar; Evitar o uso de estopa. Use pano; Melhorar as condições do canteiro, protegendo a área de pintura contra contaminação.
  25. 25. Falhas durante a aplicação da tinta j) Porosidade Outra denominação: Poros Descrição: A pintura apresenta diminutas descontinuidades em forma de orifícios, invisíveis a olho nu, somente detectável com aparelho Causas: Oclusão de ar ou solvente no filme Superfície contaminada Atomização deficiente, muito grossa Espessura insuficiente Perfil de Ancoragem: rugosidade muito alta Temperatura da superfície muito quente Falta de habilidade do pintor Falta de controle do filme úmido “Over Spray”
  26. 26. Falhas durante a aplicação da tinta Pequenos furos ou “pinholes” são orifícios profundos encontrados no filme de tinta, visíveis a olho nu, que podem penetrar até o substrato ou até a demão de tinta subjacente. Ocorrem principalmente na pulverização convencional, mas podem ser provocados por diversas causas diferentes. Os “pinhloes” podem se formar quando a pistola está muito próxima da superfície. Bolhas de ar ficam aprisionadas na tinta fresca e criam pequenos orifícios quando estouram. Este furos permanecem na tinta enquanto ela seca, a menos a tinta seja de secagem muito lenta. Os pinholes também são causados pelo ajuste incorreto da pistola convencional, podendo ser provocados tanto pela pressão excessiva do ar quanto pela pressão excessiva do fluido.
  27. 27. Falhas durante a aplicação da tinta Outra causa dos pinholes é a formulação inadequada da tinta ou desequilíbrio do solvente. É o que ocorre quando os pintores adicionam solvente errado Os pinholes também podem ser criados por substratos porosos, como primers inorgânicos de zinco.
  28. 28. Falhas durante a aplicação da tinta k) Sangramento Outra denominação: Ressolubilização Descrição: A pintura apresenta mancha grande, de cor diferente. Causas: Ressolubilização de pintura existente do tipo termoplástica pelo solvente da demão subseqüente, independentemente do método de aplicação quando a demão existente é tinta betuminosa ou derivada que migra para a demão superior; Este defeito também ocorre com aplicação a trincha ou rolo de outro termoplástico, por exemplo acabamento branco de borracha clorada aplicada à trincha sobre primer de borracha clorada vermelho. Devido ao método de aplicação a ressolubilização causará manchas róseo-avermelhadas no acabamento. Correções: Após Secagem: No caso das betuminosas, remover toda a pintura, inclusive a betuminosa. No caso de tintas do mesmo tipo aplicar com pistola em vez de rolo ou trincha.
  29. 29. Falhas durante a aplicação da tinta Secagem e Cura das tintasSecagem e Cura das tintas S S S S S S S S S evaporação dos solventes Acrílicas, B.Clorada (lacas) Sangramento
  30. 30. Falhas durante a aplicação da tinta l) Manchas Outra denominação: Manchamento Descrição: O filme apresenta-se manchado Causas: Contaminação da superfície, dos equipamentos de aplicação ou da área de trabalho Tinta mal misturada, heterogênea Tinta defeituosa – Vide nota Respingos de solvente sobre a tinta fresca ou seca
  31. 31. Falhas durante a aplicação da tinta Correções (Manchas): Antes de Secar: Remover com pano embebido em solvente. Aguardar que a área de trabalho fique sem contaminantes, adequada a pintura. Inspecionar os equipamentos de aplicação. Homogeneizar a tinta, agitando-a. Após secagem: No caso de falta de agitação, aplicar outra demão. Demais casos, remover a pintura Importante (Manchas): No caso de alvenaria, poderá estar havendo infiltração. No caso de madeira, poderá estar havendo exsudação ou solubilização de susbtâncias resinosas. No caso de tinta defeituosa, as manchas poderão ocorrer por flutuação dos pigmentos.
  32. 32. Falhas durante a aplicação da tinta m) “Over Spray” (Pulverização Deficiente) Outra denominação: Atomização seca. Descrição : Superfície sem brilho, áspera, porém o pó da tinta não sai ao contato dos dedos. Causas: As partículas da tinta quase secas atingem a superfície devido a evaporação muito rápida do solvente; Pistola muito distante da superfície; Forte calor ambiente; Vento; Pressão de pulverização muito alta.
  33. 33. Pistola convencional: Equilíbrio Ar x Tinta • Camada seca Ar Tinta • Camada áspera • Névoa • Deformação do leque. • Excesso de camada Ar Tinta • Escorrimento • Casca de laranja • Deformação do leque Ar Tinta • Camada uniforme • Pintura ideal
  34. 34. Falhas durante a aplicação da tinta “Overspray” causado por má técnica de aplicação Correções: Antes da Secagem: Aplicar um pano com solvente Após a Secagem: Lixar e aplicar outra demão, corrigindo eventuais ajustes na pistola e/ou na diluição usando solvente mais lento, tipo retardador, adequado ao verão.
  35. 35. Falhas durante a aplicação da tinta Técnicas de aplicação à pistolaTTéécnicas de aplicacnicas de aplicaççãoão àà pistolapistola Movimento

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