Apostila lubrificaçâo

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Apostila lubrificaçâo

  1. 1. INTRODUÇAO A LUBRIFICAÇÃO Para fazer um corpo deslizar sobre outro deve-se ter uma força de resistência. Essa força adversa é conhecida como atrito. Tipos de atritos: Sólidos e fluidos. Atritos sólidos - ocorre quando há o contato de duas superfícies entre si. É subdividido em: Atrito de rolamento - ocorre quando o deslocamento é através da rotação. Atrito de deslizamento - ocorre quando uma superfície desliza sobre a outra. Atritos fluidos - ocorre quando há uma película fluida separando as superfícies. Quase todos os mecanismos possuem peças que deslizam sobre si. Neste caso, há remoção de partículas das superfícies em movimento, o que gera calor , em todo lugar que houver atrito haverá desgaste devido ao grande cizalhamento das rugosidades e deslocamento de partículas, que são rompidas ou há soldas infinitésimas. Em casos mais externos essa solda pode vir a causar o gripamento das partes móveis. Há muito já se sabe, que o atrito entre dois corpos deslizantes diminui gradativamente se os mesmos forem separados pôr um fluido ou pôr uma película evitando contato metal com metal, é o que chamamos de lubrificacão e as substâncias que formam a película são os lubrificantes. A lubrificação se divide em: lubrificação hidrodinâmica e lubrificação hidrostática Lubrificação hidrodinâmica - é aquela em que a película se forma em virtude do movimento relativo entre as superfícies. Lubrificação hidrostática - é o tipo de lubrificação que ocorre quando as superfícies estão imóveis, ela forma uma película espessa devido ao esmagamento do lubrificante. A quantidade de lubrificante é muito importante, podemos dizer que o excesso e tão prejudicial quanto a falta. A quantidade de graxa em volume deve ser de 1 2 a 23 do volume do mancal vazio montado, apenas o rolamento deve estar completamente cheio, a quantidade de óleo deve ser tal, que o seu nível, em repouso, coincida com a metade do diâmetro do elemento rolante situado na parte mais baixa do rolamento, ou na metade dos dentes da engrenagem que estão na parte inferior. CLASSIFICAÇÃO DOS LUBRIFICANTES Os lubrificantes podem ser: Sólidos - são qualquer substância facilmente cizanlhável como: grafite, mica, dissulfeto de molibdênio e o talco. . Semi- sólidos ou pastosos - são as graxas ou composições betuminosas. Líquidos - são os óleos Os óleos podem ser: Óleos minerais - são derivados de petróleo e passam pôr diversos tipos de tratamentos, o que lhe dão suas principais características. Oleos sintéticos - são criados em laboratórios, especialmente para oferecer características
  2. 2. especiais. CARACTERíSTICAS DOS ÓLEOS: Viscosidade - é a resistência que um óleo impõem ao escoamento. Ponto de fulgor - é a temperatura em que um óleo inflama pôr um momento quando em contato com uma chama. Ponto de combustão - é a temperatura que o óleo fica queimando pôr mais de 5 segundos. Ponto de fluidez - é a temperatura em que um óleo, ao ser resfriado, deixa de escoar livremente. Índice de viscosidade - medida comumente usada da mudança de viscosidade de um fluido com a temperatura. Quanto maior for o índice de viscosidade, menor é a mudança relativa da viscosidade com a temperatura. ADITIVOS São agentes químicos que incorporados a um lubrificante, modificam suas características técnicas melhorando seu desempenho e “desempenho” para diversos trabalhos. Os aditivos podem ser: Antiferrugem - impedem a ação do oxigênio e da umidade sobre os metais, Antioxidante - retardam a oxidação ( perda das características) do óleo. Extrema Pressão (EP) - são compostos contendo fósforo, enxofre e cloro que reagem quimicamente com a superfície do metal, formando compostos que agem como eficientes lubrificantes sólidos. Isso ocorre quando há condições de extrema pressão que rompem a película lubrificante, o calor desenvolvido provoca a reação química que libera os compostos. Detergentes I Dispersantes - usados em óleos para motores de combustão interna, onde há queima de combustível e consequentemente acontece formação de carbono (carvão). Quando um lubrificante possui este aditivo, o lubrificante fica pouco escuro poucas horas após ser usado. Antidesgaste - o uso de lubrificantes com este aditivo é importante nos casos de cargas e velocidades tão elevados que não conseguem uma lubrificação permanentemente eficaz. Antiespumante - este aditivo faz com que as pequenas bolhas se juntem formando bolhas maiores que se deslocam para a superfície e se desfaçam. Inibidores de corrosão - estes aditivos impedem que agentes corrosivos (resultantes da própria oxidação do óleo, ou de agentes externos)presente no óleo ataquem as superfícies metálicas. Aumentadores do índice de viscosidade - estes aditivos reduzem a variação de viscosidade em funções da temperatura. Abaixadores do ponto de fluidez - estes aditivos modifica a estrutura dos cristas de parafina que vão se formando no óleo a medida que a temperatura vai baixando. Emulsionantes - este aditivo facilita a emulsão (mistura) do óleo na água. Antigotejante - este aditivo é usado onde é imprescindível que o lubrificante apresente a propriedade de adesividade.
  3. 3. PRINCIPAIS APLICAÇÕES E EXIGÊNCIAS DOS ÓLEOS NOS EQUIPAMENTOS Sistemas hidráulicos O óleo hidráulico, como é chamado, além de sua função principal como transmissor de força, deve lubrificar os componentes do sistema hidráulico, possuindo condições anti- desgaste, antioxidante, antiferrugem e antiespumante. Turbinas Os óleos de turbina devem ter viscosidade adequada, resistência à oxidação e formação de borra, prevenção contra ferrugem, resistência à formação de espuma e fácil separação da água Redutores industriais (engrenagens) Seus óleos são formulados com aditivos de extrema pressão aço. Apresentam estabilidade térmica, possuem inibidor de espuma, características antidesgastante e não corrosiva, além de excelente capacidade de separação da água, Guias e barramentos Esses óleos são formulados a partir de básicos selecionados, enriquecidos com agentes de oleosidade, extrema pressão e adesividade, proteger as partes contra ferrugem. Óleos isolantes Os transformadores utilizam um fluido que além de ser isolante, deve também permitir boa troca de calor com o ambiente. Além dessas características devem possuir estabilidade química, alto ponto de fluidez, ausência de ácidos orgânicos e enxofre corrosivo, ou outros contaminantes que possam afetar os materiais usados nos transformadores. Compressores de refrigeração A principal característica é o baixíssimo ponto de fluidez. Óleos minerais naftenicos e alguns óleos sintéticos e/ou semi sintéticos têm essas características Bombas de vácuo Óleos de bombas de vácuo: precisam apresentar elevada pressão de vapor, para evitar que os seus vapores leves sejam evaporados em serviço. Compressores Óleos de compressores em geral possui apenas antioxidantes e anti-corrosivos. Se quiser é possivel usar um mesmo óleo para compressores e para engrenagens industriais, desde que a viscosidade atenda aos dois equipamentos. Sistemas pneumáticos
  4. 4. Óleos para sistemas pneumáticos necessitam apenas de um aditivo anti-desgaste que em geral atende a aplicação. Graxas São dispersões estáveis de sabões metálicos em óleos. São utilizados em locais , onde não é pratico o uso de óleo . Há graxas de sabão de sódio que trabalham entre 110 á 150°C , possuem uma aparência fibrosa e não resistem a ação da água; As graxas de sabão de lítio são muito estáveis quando em presença de água e ácido diluídos, suportam até 150°C. Componentes das araxas Agente espessante - é o elemento que dá as graxas suas características principais e retem o óleo. Existem graxas nas quais o espessante não é um sabão metálico. Argilas modificadas (bentonita tratada) ou sílica - gel, são os espessantes mais usados normalmente nesses casos. Aditivos - são usados para melhorar a qualidade das graxas. especiais para determinadas aplicações. Seu uso é restrito devido ao seu alto custo. Lubrificante liquido - pode ser um óleo mineral ou artificial é quem realmente lubrifica. Dentre os óleos sintéticos usuais pode-se citar os poliglicóis, os silicones e os diésteres. Características das graxas: Ponto de gota - É a temperatura em que uma graxa passa do estado solido ou semi sol ido para o estado líquido. Consistência - É a resistência de uma graxa a sua deformação plástica (deformação permanente). Bombeabilidade - É a capacidade que tem a graxa de fluir pela ação de bombeamento. Classificação O NLGI (Instituto Nacional de Lubrificação a Graxa - U.S. A), classifica as graxas nos seguintes graus 0, 1, 2,3. 4,5 e 6 . Os graus 0 e 1 correspondem as graxas de menor consistência ( semi - fluida) , os graus2,3 e 4 as graxas de consistência média e os graus 5 e 6 de maior consistência (mais duras) Consistência (NLGI) Penetração Trabalhada (em décimos de mm) 000 445 - 475 00 400 - 430 0 355-385 1 310-340 2 265-295 3 220-250 4 175-205 5 130-160 6 58-115
  5. 5. COMPOSIÇÕES BETUMINOSAS São formulados a base de misturas de óleos minerais com asfalto. São indicados para engrenagens grandes
  6. 6. COMPOSIÇÕES BETUMINOSAS São formulados a base de misturas de óleos minerais com asfalto. São indicados para engrenagens grandes

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