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QUINTA DE LEMOS
MESA DE LEMOS
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Tel.: 232951748
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Dão-Evasões Outubro 2014

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Dão-Evasões Outubro 2014

  1. 1. 56 ROTEIRO Em Portugal, como noutras partes do mundo, a história do vinho anda muitas vezes de mãos dadas com a trajetória familiar. No Dão, onde a tradição levou à divisão das terras, essa ligação está escrita no ADN da região. Por isso, falar dos vinhos do Dão é também falar dos «seus». 56-67_Dão_CC AP.indd 56 19-09-2014 18:03:37
  2. 2. D A ~ A S S U N T O D E F A M Í L I A TEXTO DE JOÃO MIGUEL SIMÕES FOTOGRAFIAS DE FERNANDO MARQUES 56-67_Dão_CC AP.indd 57 19-09-2014 18:03:51
  3. 3. 58 ROTEIRO DÃO A 23.ª edição da Feira de Vinhos de Nelasaconteceuemsetembro.No Dão,nãoháoutroeventoigual.Não só porque reúne a maior concen- traçãodeprodutoresmasporquetambémé umamontracomopoucasparadaraconhe- cer tudo o que está direta ou indiretamente relacionado com o setor vitivinícola – da gastronomia ao artesanato e ao turismo. Nunca como agora os vinhos do Dão estiveram tão em alta, mas ainda assim precisam de se dar mais a provar. E de uma maior união na promoção. Uma das castas nacionais mais unânimes, a Touriga Aqui, nos vinhos como na comida, impera a tradição, a terra e os valores seguros. CASA AROUQUESA Nacional,éorigináriadaqui,bemcomooutra, mais particular, o Encruzado. A seu favor, um solo granítico com ótima drenagem, uma conjugação de vários tipos de clima e altitude considerável, garantia de muita chuva no inverno e sol no verão; além de uma amplitude térmica diurna na época de maturaçãoquefavoreceaproduçãodebons vinhos.Adesfavor,atradiçãodeminifúndios edapartilhadaterraquelevouàprevalência de parcelas de vinha muito reduzidas, o que dificulta a exploração comercial. E também umacertaapetênciaparaousarpouco,oque implicafazertintosquasesempreàbasede Touriga Nacional e brancos de Encruzado, deixandoparatrásapotencialidadedeoutras boascastas–comoéocasodainjustamente subestimada Baga, que se julgou ser da Bairrada e, afinal, é do Dão. Porque importa sair do óbvio, também neste roteiro não nos ficámos pelos gran- des produtores, que têm os seus devidos méritos, mas antes elegemos produtores mais recentes que, até pelo seu potencial e pelaenvolvênciaturística,podem(ejáestão a) fazer a diferença. ARQUITETURA DO VINHO Os primeiros vinhos com o selo Quinta de Lemos só foram para o mercado em 2010, mas a história não começa aí. Português de gema radicado na Bélgica desde muito jovem, Celso de Lemos nunca esqueceu as raízes. Foi sobretudo por isso que, há várias décadas, escolheuo Dão,de onde é natural, para implantar as fábricas da Abyss e da Habidecor. Destas saem, convém explicar para que não se perca o fio à meada, as toalhas e a roupa de cama de fama mundial quearmazénscomooHarrods,emLondres, ou o Bloomingdale’s, em Nova Iorque, bem como hotéis de luxo, do Dubai a Hong Kong, já não dispensam. Voltandoàquinta,Celsoqueriaaumentar a ligação à terra, pelo que esta acabou por surgir como uma forma natural de ter em solo nacional um showroom e um lugar de exceção para receber amigos, clientes e fornecedores. Uma coisa levou à outra e, 56-67_Dão_CC AP.indd 58 19-09-2014 18:03:56
  4. 4. 59evasões outubro quando deu por si, já tinha investido em três milpésdeoliveira,trêscolmeias,umahorta e 25 hectares de vinha. AdmiradorconfessodosvinhosdaBorgo- nha,oempresáriorecorreuaumportuguês radicadoemFrançaparalheplantaravinha. Mas Hugo Chaves, enólogo de serviço, não abre mão de trabalhar apenas com castas autóctones. Quatro dos sete tintos Quinta de Lemos são monocastas: Jaen, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. «Temos um grande trabalho pela frente para dar mais a conhecer as nossas castas, mas o gozoétambémmaiorporisso»,avisaHugo. Depois dos prémios arrecadados pelos tintos, o enólogo prevê que o novo branco, lançadoesteverão,venhaarepresentardez porcentodaproduçãototal.Todososvinhos estagiam em barricas de carvalho e só vão para o mercado cinco anos após a colheita. É ponto assente. Assim como é o método seguido:tendoemcontaaschuvasprecoces queassolamoDãoequefazemauvaperder intensidade,Hugooptou,contrariandoquem insiste em arrastar a vindima até outubro, por fazer uma colheita temporã entre finais de agosto e finais de setembro. Aotodo,sãoproduzidascemmilgarrafas por ano. Mas o patriarca não prescinde de um pormenor: batiza os seus vinhos com o nome das mulheres da família – os topos de gama, Dona Santana, Dona Georgina e Dona Louise, levam o nome da avó, da mãe e da sogra. Paulette, a mulher, deu nome aobranco.Oespumante,produzido,atéver, para consumo interno, leva o nome de uma das filhas, Geraldine. Fazsentido.Esteéumnegóciodemilhões de euros, mas é também um assunto de família.Ostrêsfilhosestãoligadosaoprocesso de uma forma ou de outra, mas a vinda do varão,Pierre,paraPortugalfoideterminante para dar o passo seguinte, que despertou a curiosidade do website Archdaily e deu mediatismoàquinta.Notopodeumacolina da propriedade, com os blocos de granito milenares integrados no projeto, nasceu um anexo de linhas ondulantes em betão, vidroeaçoassinadopeloarquitetoCarvalho >> ARROZ DE PATO NO CORTIÇO, EM VISEU MARIA CHICA, EM VISEU CABRITO DO RETIRO DA MANHOSA 56-67_Dão_CC AP.indd 59 19-09-2014 18:04:05
  5. 5. 60 >> ROTEIRO ARQUITETURA O anexo feito de vidro e aço, desenhado por Carvalho Araújo, é um hotel decorado por Nini Andrade Silva. 56-67_Dão_CC AP.indd 60 19-09-2014 18:04:12
  6. 6. 61evasões outubro A Quinta de Lemos começou pelos têxteis, entrou nos vinhos e tornou-se hotel de charme. 56-67_Dão_CC AP.indd 61 19-09-2014 18:04:20
  7. 7. 62 ROTEIRO DÃO MINIFÚNDIO As vinhas da Quinta dos Três Maninhos são centenárias e estão dispersas: tradição da região. 56-67_Dão_CC AP.indd 62 19-09-2014 18:04:25
  8. 8. 63evasões outubro Araújo. A decoração foi entregue à designer de interiores Nini Andrade Silva, que optou por tons neutros para fazer sobressair as vinhaseasserrasàvoltaerecorreuapeças de desenho contemporâneo e a esculturas em madeira, além de ter usado nas três suites os têxteis produzidos pelos Lemos. A grande novidade desde março é essa: a quinta tornou-se também um pequeno e muito exclusivo hotel com piscina interior e restaurante. DA TERRA Foiadesignerquedeuaosproprietáriosaideia de usar parte do espaço comum do edifício paraabrirumrestaurante.OMesadeLemos, comcapacidadepara20pessoas,estáacargo do chef Diogo Rocha, antigo colaborador de Vítor Sobral, e só abre, mediante reserva, nas noites de sexta e sábado. Diogo, natural da região, trabalha o que a horta lhe dá e os produtos da terra, mas faz questão de sair da zona de conforto que impera na cozinha local.PeixeemariscofrescosdePenichetêm lugar de destaque nos menus (três pratos comdoisvinhos,35euros;seispratos,quatro vinhos,70euros)efazgalaemencomendar queijos da Serra de 30 quilos, que submete depois a uma cura de seis meses. Há quem estranhe a ousadia, mas até nisso a Quinta de Lemos quer marcar a diferença. Admiradordaformacomoasfábricasde têxteis da família Lemos não se limitaram a criar emprego local, havendo também uma preocupaçãosocial,VítorRodrigues,designer industrial de formação, criou em Viseu a Só Sabão.Especializadanaproduçãoartesanal de sabões a partir de receitas antigas e de produtos cem por cento naturais (como o mel, o leite de cabra, o alecrim), esta jovem empresa abriu uma loja num antigo teatro e acaba de comprar uma velha tipografia. Na segunda vai, entre outras coisas, impri- mir as bonitas embalagens dos sabões e promover workshops para os mais idosos. Naprimeira,àsquatrocoleçõesdesabõesjá disponíveis, totalizando mais de 30 opções, juntam-se agora dois novos produtos: o Vinha (com folha de parreira, grainhas e vinho) e o Dão (à base de vinho). Não é vinoterapia, mas faz muito bem à pele – e à estima da região. >> >> Na Quinta dos Três Maninhos, a tradição vinícola foi herdada dos avós dos atuais produtores que vendiam vinho a granel. O ponto de venda fica nas traseiras da Sé de Viseu. Talvez seja, pelo conceito, a mais interessante, mas não é a única loja digna de atenção nas cercanias. Para quem gosta de ter certas coisas do passado bem presentes, há uma latoaria, mantas feitas à mão na Viriato ou, ainda dentro da oferta local – vinhos e não só –, o Quiosque da Sé. E restaurantes, claro. São vários, mas OCortiçopermaneceincontornável.Porser castiço, mas sobretudo pela cozinha bem executada: dos pratos como o cabrito ou os rojões com morcela, a sobremesas como a pera bêbada. Predomina uma restaura- ção honesta, mas conservadora. Uma das poucas exceções fica por conta do Maria Xica, restaurante e bar, onde quem petisca arriscaumpoucomais–masnãomuito,pois os produtos da terra continuam em força. Fora do eixo central, a competente gar- rafeirae,umavezmais,agastronomiaterra a terra, à base da carne e do pão-de-ló de Arouca,fazemdaCasaArouquesaumaescolha LOJA VIRIATO QUINTA DO TRÊS MANINHOS 56-67_Dão_CC AP.indd 63 19-09-2014 18:04:38
  9. 9. 64 ROTEIRO DÃO segura.Noentanto,onossocoraçãobatemais forte por um outro endereço improvável em Ranhados, onde não é raro encontrar o staff da Quinta de Lemos. Em território de bom cabrito,umdosmelhoreséservidonoRetiro da Manhosa. O lugar, à beira do asfalto, não temoutrapretensãoquenãosejaadeservir um cabrito de primeira, acompanhado por broadaboaebatatasfritascaseiras.E,ounão fossemosprodutoresclientesdacasa,entre osvinhos propostos estão o Dona Santana e o Dona Louise. Que nem ginjas com a carne suculenta e de forte sabor. IN VINO VERITAS Perto de Nelas fica Caldas da Felgueira, que ganhou fama e proveito graças às suas águas, ideais para as vias respiratórias e as afeçõesreumáticasemúsculo-esqueléticas. Na aldeia, tudo ou quase tudo gira à volta das termas, pelo que de março a novembro, quando estão abertas, muitos são aqueles que aqui procuram pouso mais ou menos demorado. Habituadas a frequentar a casa dosavósnaaldeiadesdepequenas,asirmãs Catarina, advogada, e Lídia, educadora de infância, não queriam que esse património afetivo se perdesse. Com a ajuda dos pais, arrancaram em 2011 com a intenção de transformar as casas herdadas no projeto Country Houses & Nature Casas do Pátio. Duas casas de granito em mau estado deram lugar a quatro unidades a brilhar de novo. No formato de cubos, elas são de um ou dois quartos, com sala, kitchenette e, nalguns casos, terraço. Comum, o conforto e uma decoração pensada pela dupla para ser charmosa e jovial – as irmãs Minhoto queriam acrescentar algo de diferente, e mais elaborado, à oferta já existente, mas sem excluir ninguém. O propósito é que as pessoassesintamagosto,logoelasmesmo fazem questão de trazer à porta, todas as manhãs, o pequeno-almoço em cestas de piquenique. Mais há mais. Entre as atividades pre- vistas estão quatro programas associados a quatro produtores de vinho da região que proporcionamexperiênciasquevãodavisitaa vinhaseaadegas,comprova,àpossibilidade de apanhar e pisar uva. Nãoporacaso,ejáqueaideiadefamília tem sido denominador comum, um dos parceiros das Casas do Pátio, a Palwines, tem uma trajetória idêntica e um vínculo familiar.CatarinaécasadacomPedroBorges, enólogo na Vinícola de Nelas e, desde 2012, sócio da Palwines juntamente com os seus irmãos Ana e Luís. Como as irmãs Minhoto, também os manos Borges (são eles que insistem na terminologia, tanto que o primeiro vinho foi batizadocomoQuintadosTrêsManinhos)se fixaramnoexemplodosavósparadarconti- nuidadeaumatradição.Pedropodetersido quem levou mais longe o fascínio pelo ofício de fazer vinho, mas toda a família foi tocada por essa ligação ancestral. A prova é que os pais apoiaram (moral e financeiramente) a empreitada dos filhos e incentivaram-nos a formar a empresa. Na base do negócio, o exemplo dado pelo avô, que vendia a granel a sua produção, e várias parcelas de vinha herdadasquenoseutotalnãoperfazemmais do que dois hectares – um deles de Touriga Nacionaleooutro,emtalhõesdispersos,de vinhas muito antigas. Focadosnumaproduçãomuitopequena, que na sua primeira incursão no mercado não foi além das duas mil garrafas, e, ainda que não tenham posto de parte o saber e as possibilidade atuais, os manos Borges querem fazer da componente familiar e do labor quase artesanal a principal marca de >> A sensação de familiaridade assenta na trindade hospitalidade-gastronomia-vinhos e perdura na memória de quem visita. >> RESTAURANTE BEM-HAJA 56-67_Dão_CC AP.indd 64 19-09-2014 18:04:46
  10. 10. FAZER FRASE Noutra letra diferente??????? ????????????? ???????????? ???????????. CASAS DO PÁTIO RESTAURANTE BEM-HAJA ADEGA DA QUINTA DE LEMOS CASAS DO PÁTIO 56-67_Dão_CC AP.indd 65 19-09-2014 18:04:56
  11. 11. 66 distinção. O seu vinho é feito em lagar com prensa incorporada e manual e depois vai a estagiaremcubasdeinox–parasedistanciar do que já se faz, Pedro optou por dispensar o estágio em barricas de carvalho para não ter a influência da madeira, tendo aberto apenas uma exceção numa porção Reserva do tinto que passou por uma barrica usada. O arranque dificilmente poderia ter sido mais encorajador. Logo de caras, o Quinta dos Três Maninhos, cem por cento Touriga Nacionalcomaromaintenso,taninosfinose aperspetivadeenvelhecerbememgarrafa, arrancoudaComissãoVitivinícolaRegionaldo Dãoaclassificaçãodemelhortintodacolheita de2012,seguindo-se,paraoReserva,oprémio Ouro. Animados, preparam-se para lançar em 2015 o branco Vinhas Centenárias. Para Pedro,essepoderáserocaminhoaseguirpela Palwines.NoDãoforamatribuídossubsídios paradarfimàsvinhasantigas,hojepoucossão osprodutoresqueasmantêm–pelomenos em quantidades expressivas. Com mais de 20castasemfasedeestudoedeclassificação, atéporquealgumasdessascastas,commais de 100 anos, são hoje raridades, a Palwines acredita que elas poderão ser a sua pedra de toque – isso e a abertura da sua vivência familiar, na quinta paterna, à realização de jantares vínicos. Numacasaportuguesa,pãoevinhosobre a mesa – que a generosidade beirã dita que seja farta e genuína. Foi assim no jantar no seio da família Borges. E também na nossa últimaparagem,antesdoregressoaLisboa. Em Nelas, impunha-se uma visita ao Bem- -Haja.RecomendadopeloGuiaMichelin,este restaurante de charme campestre, com algum requinte, não abdica da sobriedade do granito. Nem de uma ementa regional a preceito em que marcam pontos as en- tradas (ou tão-só o queijo da Serra com vários tipos de pão), pratos como o cabrito ou o entrecosto com arroz de carqueja e a mesa de sobremesas. Talvezporisso,mesmoparaquemnãoé daqui,asensaçãodefamiliaridade,assentena trindadehospitalidade-gastronomia-vinhos, perdura na memória e faz-nos sentir em territórionosso,pormaisqueaproximidade geográfica evoque, como definiu Aquilino Ribeiro, as Terras do Demo. Porque quem vê pedras e montes não vê corações. ROTEIRO DÃO Lídia e Catarina Minhoto tornaram as casas da família um turismo rural em Caldas da Felgueira. SABONETE DE VINHO 56-67_Dão_CC AP.indd 66 19-09-2014 18:05:07
  12. 12. ALOJAMENTO QUINTA DE LEMOS MESA DE LEMOS Passos do Silgueiros, Silgueiros (Viseu) Tel.: 232951748 Alojamento: preço sob consulta Preço (rest.): menus a partir de 25 euros (sem vinhos) quintadelemos.com COUNTRY HOUSES & NATURE CASAS DO PÁTIO Travessa do Comércio, Caldas da Felgueira, Canas de Senhorim (Nelas) Tel.: 966540330 Casa T1 a partir de 90 euros por noite (inclui pequeno- -almoço) casasdopatio.pt RESTAURANTES RETIRO DA MANHOSA Rua das Lages, 50, Ranhados, Viseu Tel.: 232461573 De quinta a terça, das 12h00 às 21h30 Preço médio: 20 euros O CORTIÇO Rua Augusto Hilário, 45, Viseu Tel.: 916461576 Todos os dias, das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 23h00 Preço médio: 25 euros corticotradicional.com CASA AROUQUESA Empreendimento Bellavista, Lote 0, Repeses, Viseu Tel.: 232416174 De quarta a segunda, das 12h00 às 14h30 e das 19h00 às 23h00 Preço médio: 20 euros casaarouquesa.pt MARIA XICA Rua Chão do Mestre, Viseu Tel.: 232435391 De terça a domingo, das 11h00 às 02h00 (sexta e sábado, até às 04h00) Preço médio: 20 euros mariaxica.pt BEM-HAJA Rua da Restauração, 5, Nelas Tel.: 232944903 Todos os dias, das 12h00 às 14h30 e das 19h30 às 22h30 Preço médio: 25 euros restaurantebemhaja.pt VISITAS E COMPRAS PALWINES Rua do Mondego, 13, Nelas Tel.: 963263568 palwines.pt SÓ SABÃO Largo São Teotónio, 30, Viseu Tel.: 232458450 Todos os dias, das 10h00 às 22h00 sosabao.pt dão Viseu Nelas Canas de Senhorim 56-67_Dão_CC AP.indd 67 19-09-2014 18:05:13

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