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 Mas, desde logo, a oposição percebeu que esta luta era difícil, pois foi-lhe dificultando oacesso aos meios de comunicaç...
 Em 1958, houve outro movimento de forte oposição ao regime. O General HumbertoDelgado, candidato da oposição ás presiden...
 A oposição era, assim, continuamente silenciada. As pessoas tinham medo, nãoapenas de falar de política, mas também de s...
O TARDIO DESENVOLVIMENTO        ECONÓMICO
 Portugal na segunda guerra mundial conseguiu ter alguma propriedadeeconómica devido à sua neutralidade. Portugal depois ...
 Puseram em prática Planos de Fomento (1953-1958 e 1959-1964) para odesenvolvimento industrial do país e para a criação d...
O CAMPONÊS DE PORTUGAL VISTO POR UM FRANCÊS:  “O camponês português é pobre, mas não se queixa é extremamente fácil de go...
EMIGRAÇÃO
 Devido às difíceis condições de vida, os portugueses eram obrigados a ir paraoutros países (Alemanha e França) e também ...
Vantagens:                           Desvantagens O envio de somas avultadas de          A saída de milhares de homens e...
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 Em angola, o conflito iniciou-se em 1961 com a UPA e depois com trêsmovimentos de libertação (MPLA, UNITA e FNLA), na Gu...
Principais líderes dosmovimentos deindependência :
ANGOLA:AgostinhoNeto    Holden    Roberto
GUINÉAmílcarCabral    Luís    Cabral
MOÇAMBIQUESamoraMachel
O MARCELISMO: A        LIBERTAÇÃO FRACASSADA Em 1968, Salazar foi substituído por Marcello Caetano. Este pôs em prática u...
 Este clima de mudança ficou conhecido por “Primavera Marcelista”, mas foimarcada por grandes hesitações e contradições, ...
MARCELLO CAETANO
PORTUGALDEMOCRÁTICO
 Após 48 anos de ditadura, com arevolta de largos setores das ForçasArmadas contra o regime, dá-se arevolução do 25 de Ab...
A REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL E O   PROCESSO REVOLUCIONÁRIO    Face à crise social, económica, política e militar, à insistê...
MFA O MFA, numa conspiração foiorganizado por Otelo Saraiva de Carvalho ecomandada pelo capitão Salgueiro Maia, pôsfim ao...
 O golpe conheceu o seu momento mais graveem frente ao Quartel do Carmo, onde MarcelloCaetano se refugiara. Salgueiro Mai...
A DEMOCRATIZAÇÃO DA            SOCIEDADE PORTUGUESA A revolução provocou mudanças significativas na política e na socieda...
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 O 25 de abril de 1974 instituiu um regime                                                     CONQUISTASlivre e democrát...
A INDEPENDÊNCIA DAS             COLÓNIAS  A questão colonial foi uma das razões que contribuíram para o eclodir darevoluçã...
Ela foi-lhes concedida apenas na    sequência da Revolução, em pouco mais de    um ano nasceram em África cinco nações    ...
A DEFESA DA           INDEPENDÊNCIA                             “O que queremos nós?Uma vida independente como nação, uma ...
O QU E AC O N T E C E U AO SP O RT U G U E S E S QU E V I V I A M N A S              COLÓNIAS?  Muitas pessoas no process...
Grupo de “retornados” noaeroporto de Lisboa, 1975
O S P RO B L E M A S D OD E S E N VO LV I M E N T O E C O N Ó M I C O    Aquando da Revolução do 25 de Abril, Portugal at...
A INTEGRAÇÃO EUROPEIAQuando se iniciou o 25 de Abril de 1974, exigiu-se uma redefinição da politicaexterna portuguesa, de ...
 Em 1985, o pedido de adesão foiaceite. Após o tratado deMaastricht, em Novembro de 1993, aCEE passou a designar-se UE – ...
INTEGRAÇÃO DE         PORTUGAL NA UNIÃO              EUROPEIA “Ser participante de pleno direito na construção de uma « ca...
BIBLIOGRAFIA: Descobrir a Terra 9 (livro e CD) www.historiadeportugal.info/guerra-colonial-portuguesa/ abril25.paginas....
TRABALHO REALIZADO       POR:    Catarina Gaspar, nº3   Ricardo Gonçalves, nº12      Sara Costa, nº13    Silvana Campos, n...
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  • Obrigado... graças a ti tenho o trabalho feito sem mexer uma palha :) o brazil tá contigo e a Marmita GourmÊ também! Continua assim cara
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Portugal:Do autoritarismo à democracia

  1. 1. Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena PORTUGAL: DO AUTORITARISMO À DEMOCRACIATrabalho realizado no âmbito da disciplina de História
  2. 2. A P E R P E T UA Ç Ã O D OAU T O R I TA R I S M O E A LU TA C O N T R A O REGIME :  Portugal manteve o regime autoritário e repressivo do estado Novo. Após a 2º guerra Mundial, a maioria dos países da Europa ocidental que vivia em regimes autoritários substituiu os ditadores por democracias. Em Portugal, o governo do Estado Novo manteve-se até á Revolução do 25 de Abril de 1974.
  3. 3. VO Z E S C A L A DA S P E L O M E D O : A R E C U S A D E DEMOCRATIZAÇÃO E A OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA: Com a vitória dos Aliados na 2º Guerra Mundial e face às pressões políticas externas após1945, sobretudo da Inglaterra e dos Estados Unidos da Américas, Salazar simulou uma certa aberturado regime: aligeirou a censura; autorizou manifestações populares; libertou presos políticos e prometeueleições livres, “tão livres como na livre Inglaterra”. Foi neste contexto, de aparente abertura política, que surgiu o MUD.
  4. 4.  Mas, desde logo, a oposição percebeu que esta luta era difícil, pois foi-lhe dificultando oacesso aos meios de comunicação social e não lhe foi dado tempo suficiente para preparar acampanha. Os candidatos do MUD acabaram por desistir. Mais uma vez, a União Nacional“ganhou” as eleições e, logo depois, os que se haviam alistado no MUD foram perseguidos. Em 1949, a oposição ao regime apoiou Norton De Matos na eleições presidenciais. Estecandidato obteve grande apoio dos populares, reivindicou liberdade de propaganda eleitora, umrecenseamento honesto e a fiscalização do voto pela oposição. O regime recusou satisfazer estascondições e Norton de Matos, depois de grande comícios, desistiu “à boca da urnas”. Foi entãoreeleito General Craveiro Lopes.
  5. 5.  Em 1958, houve outro movimento de forte oposição ao regime. O General HumbertoDelgado, candidato da oposição ás presidenciais, parecia ter apoio de uma grande massa depopulação que se manifestava em seu favor. Contudo, segundo os resultados oficiais, obteveapenas 25% dos votos. A Presidência da República seria, mais uma vez, entregue a um candidatodo regime, Américo Tomás. Entretanto, Humberto Delgado passou a ser perseguido pelaPIDE, fugiu para o exílio e, em 1965, foi assassinado próximo da fronteira Espanhola.
  6. 6.  A oposição era, assim, continuamente silenciada. As pessoas tinham medo, nãoapenas de falar de política, mas também de se queixarem das dificuldades e das máscondições em que viviam, pois tudo isso era proibido. Os relatos ou mesmorumores sobre prisões como o Tarrafal(Cabo Verde), sobre tortura e perseguiçãocontribuíam para calar os descontentes.
  7. 7. O TARDIO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
  8. 8.  Portugal na segunda guerra mundial conseguiu ter alguma propriedadeeconómica devido à sua neutralidade. Portugal depois da guerra não acompanhou odesenvolvimento económico. Salazar recusou o apoio do plano Marshall e afirmou a ideia de “orgulhosamentesós”. Foi uma forma de evitar a liberação do país. A sua balança era desfavorável, tinha de importar géneros alimentícios, matérias-primas e meios técnicos para executar o programa industrial. A sua mão de obra erapouco quilificada e elevadas altas taxas de analfabetismo.
  9. 9.  Puseram em prática Planos de Fomento (1953-1958 e 1959-1964) para odesenvolvimento industrial do país e para a criação de infra estruturas. Portugal aderiu a EFTA e possibilitou um desenvolvimento Industrial voltadopara a exportação. O país tinha pouca produtividade. Os camponeses saíam para a guerras coloniaise emigravam.
  10. 10. O CAMPONÊS DE PORTUGAL VISTO POR UM FRANCÊS:  “O camponês português é pobre, mas não se queixa é extremamente fácil de governar.”  Gonzague de Reynold (1936) cit.em Jacques George, Le Salazarisme: Histoire et Bilan 1926-1974, Paris, 1981.
  11. 11. EMIGRAÇÃO
  12. 12.  Devido às difíceis condições de vida, os portugueses eram obrigados a ir paraoutros países (Alemanha e França) e também fugiam a guerra, devido às melhorescondições (salários). A emigração agravou a crise ao levar para fora a mão de obra sobretudo oriundodo mundo rural, mas também acabou por permitir a entrada de importantes divisasestrangeiras no país, devido às remessas dos emigrantes.
  13. 13. Vantagens: Desvantagens O envio de somas avultadas de  A saída de milhares de homens emoeda estrangeira; mulheres que teriam contribuído para o A aceleração da mecanização da desenvolvimento do país.agricultora devido à falta de mão-de-obra; O aumento doa salários: A modernização gradual de aldeiase vilas.
  14. 14. A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA“Com um solo inteiramente ocupado, uma agricultura pobre e uma indústria reduzida, a pressão demográfica é muito forte e a emigração aparece como inevitável remédio.” Fonte: Orlando Ribeiro, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, Coimbra Editora, 1945
  15. 15. OS MOVIMENTOS DE INDEPENDÊNCIA E A GUERRA COLONIAL  A ONU defendia o direito dos povos à autodeterminação e à independência. Quando Portugal se tornou membro na ONU, foi aconselhado, e mais tarde pressionado a conceder a independência as suas colónias em África. O regime de Salazar opôs-se à descolonização das colónias dizendo que Portugal não tinha colónias, mas sim províncias ultramarinas, e que os seus habitantes eram portugueses, dando-se a guerra colonial. O que levou à formação de movimentos de libertação em todas a colónias. Estes movimentos iniciaram lutas armadas. Forças Armadas Portuguesas e os movimentos de defesa da independência colonial de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique levaram a uma guerra colonial de 13 anos.
  16. 16.  Em angola, o conflito iniciou-se em 1961 com a UPA e depois com trêsmovimentos de libertação (MPLA, UNITA e FNLA), na Guiné, iniciou-se em 1963com o PAIGC, em Moçambique, a guerra começou em 1964 com a FRELIMO.Esta guerra aumentou o isolamento internacional do regime, o descontentamentoda população e a crise na economia. O arrastamento destas guerras e o elevadonúmero de vítimas contribuíram decisivamente para a queda do regime em 1974.
  17. 17. Principais líderes dosmovimentos deindependência :
  18. 18. ANGOLA:AgostinhoNeto Holden Roberto
  19. 19. GUINÉAmílcarCabral Luís Cabral
  20. 20. MOÇAMBIQUESamoraMachel
  21. 21. O MARCELISMO: A LIBERTAÇÃO FRACASSADA Em 1968, Salazar foi substituído por Marcello Caetano. Este pôs em prática uma políticaque, inicialmente, parecia seguir no sentido de uma mais liberdade e democratização. A suaacção pode ser dividida em dois blocos: Uma “maquilhagem” das instituições repressivas, substituindo a expressão Estado Novopor Estado Social, PIDE por DGS, a censura pelo exame prévio” e a União Nacional(partido único) pela Acção Nacional Popular. Apesar disso, autorizam o regresso ao país dealguns exilados políticos, como o bispo do Porto, D.António Ferreira Gomes e Mário Soares. Uma política social, tendo fundado a ADSE, instituído os subsídios de natal e de férias eatribuição de pensões aos trabalhadores rurais e de profissões mais modestas e criado umanova legislação sindical.
  22. 22.  Este clima de mudança ficou conhecido por “Primavera Marcelista”, mas foimarcada por grandes hesitações e contradições, por exemplo, continuou a serproibido discutir a questão da guerra colonial. Marcello Caetano governou segundoo princípio da “evolução na continuidade”. Nas eleições de 1969, a oposição voltoua participar nas eleições depois 44 anos sem “ir a votos”, mostrando algumaabertura politica, contudo, uma vez mais, as eleições foram manipuladas dando avitória União Nacional.
  23. 23. MARCELLO CAETANO
  24. 24. PORTUGALDEMOCRÁTICO
  25. 25.  Após 48 anos de ditadura, com arevolta de largos setores das ForçasArmadas contra o regime, dá-se arevolução do 25 de Abril de 1974que possibilitou o processo dedemocratização do país, aindependência das colónias e aintegração de Portugal na CEE.
  26. 26. A REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO  Face à crise social, económica, política e militar, à insistência do regime de Salazar e Caetano em manter a situação de guerra colonial, à falta de liberdade e às dificuldades que Portugal atravessava, os setores liberais e a oposição intensificaram a sua luta. Mas foi no seio do exército que se formou, clandestinamente, em 1973, um movimento que preparava um golpe de Estado: o MFA (Movimento das Forças Armadas).
  27. 27. MFA O MFA, numa conspiração foiorganizado por Otelo Saraiva de Carvalho ecomandada pelo capitão Salgueiro Maia, pôsfim ao regime do Estado Novo, no dia 25 deAbril de 1974. O que inicialmente sepretendia que fosse um golpe exclusivamentemilitar, transformou-se numa festa popularde libertação. O povo invadiu as ruasapoiando os militares, enfeitando-os comcravos e gritando slogans que se tornarammuito populares: “ O povo está com o MFA”ou “O povo unido jamais será vencido”.
  28. 28.  O golpe conheceu o seu momento mais graveem frente ao Quartel do Carmo, onde MarcelloCaetano se refugiara. Salgueiro Maia, arriscando avida, controlou as tropas fiéis ao regime eenfrentou o presidente do Conselho, exigindo asua imediata rendição. Marcello Caetano eAmérico Tomás foram depostos, sendo o poderentregue à Junta de Salvação Nacional, presididopelo General Spínola. Esta Junta deveria zelarpara que o Governo Provisório cumprisse oPrograma do MFA. Spínola foi nomeadoPresidente da República.
  29. 29. A DEMOCRATIZAÇÃO DA SOCIEDADE PORTUGUESA A revolução provocou mudanças significativas na política e na sociedade. Desencadeou-se um processo dedemocratização da sociedade portuguesa, em que: Foram imediatamente repostas a liberdades individuais, libertados os presos políticos e extintas as instituições dosalazarismo: a Mocidade Portuguesa, a Legião Portuguesa, a PIDE/DGS e a Ação Nacional Popular; Foram legalizados os partidos políticos que haviam sido proibidos, como o Partido Comunista Português e oPartido Socialista; A censura foi abolida; Foram libertados os presos políticos e os exilados; O multipartidarismo renasceu, com o aparecimento de novos partidos como o PPD – Partido PopularDemocrático e o CDS – Centro Democrático Social e foram autorizados os sindicatos para a função pública; Foi negociada a independência das colónias; Foram organizadas eleições livres para a formação de uma Assembleia Constituinte (1975), que aprovou a novaConstituição da República de 1976.
  30. 30. P R I N C I PA I S P RO TAG O N I S TA S DA R E VO L U Ç Ã O D O 2 5 D E A B R I L : Capitão Salgueiro Maia Major Otelo Saraiva de Carvalho Major Ernesto Melo Antunes General António de Spínola
  31. 31. D I R I G E N T E S P O L Í T I C O S D E PA R T I D O S CONCORRENTES ÀS PRIMEIRASE L E I Ç Õ E S L I V R E S PA R A A A S S E M B L E I A CONSTITUINTE:  Mário Soares (PS)  Francisco Sá Carneiro (PPD)  Álvaro Cunhal (PCP)  Freitas do Amaral (CDS)
  32. 32.  O 25 de abril de 1974 instituiu um regime CONQUISTASlivre e democrático em Portugal, ao fim de 48 DEMOCRÁTICAS DO 25anos de autoritarismo. A nova Constituição DE ABRILpermitiu uma organização democrática epluralista do Estado e consagrou importantesdireitos e liberdades. Com diversas alterações que, desde1976, têm sido aprovadas, a ConstituiçãoPortuguesa estabelece atualmente quatro órgãosde soberania caracterizados na seguinte tabela:
  33. 33. A INDEPENDÊNCIA DAS COLÓNIAS A questão colonial foi uma das razões que contribuíram para o eclodir darevolução do 25 de Abril. No que respeita às colónias, o Programa do Movimentodas Forças Armadas apresentava princípios como: O reconhecimento de que a solução das guerras no Ultramar era política e nãomilitar; O lançamento dos fundamentos de uma política ultramarina que conduzisse àpaz. No entanto, os movimentos de libertação das colónias em guerra que lutavamcontra as forças armadas portuguesas, ainda que apoiados por outras nações, nãoconseguiram por si próprios obter a desejada independência.
  34. 34. Ela foi-lhes concedida apenas na sequência da Revolução, em pouco mais de um ano nasceram em África cinco nações independentes: • A Guiné – Bissau, em 23 de Agosto de 1974; • Moçambique, em 26 de Julho de 1975; • Cabo Verde, em 5 de Julho de 1975; • S. Tomé e Príncipe, em 12 de Julho de 1975; • Angola, a 11 de Novembro de 1975. Em 1999, Macau foi entregue à China, cumprindo um acordo preexistente. Timorfoi ocupado, em 1975, pela Indonésia, tornando-se em 2002 completamente independente.
  35. 35. A DEFESA DA INDEPENDÊNCIA “O que queremos nós?Uma vida independente como nação, uma existência em que as relações económicas sejam justas entre os países e dentro do país, um reviver dos valores culturais ainda válidos para a nossa época.” Fonte: Agostinho Neto, Quem é o inimigo? Qual o nosso objetivo?, Lisboa, Maria da Fonte, 1974
  36. 36. O QU E AC O N T E C E U AO SP O RT U G U E S E S QU E V I V I A M N A S COLÓNIAS?  Muitas pessoas no processo de colonização, foram obrigadas a fugir deixando todos os seus bens e regressando a Portugal em condições muito difíceis. O processo de descolonização levou cerca de 500 000 portugueses que viviam nas suas colónias a abandonarem as terras que tinham adotado como suas e a regressarem a Portugal.
  37. 37. Grupo de “retornados” noaeroporto de Lisboa, 1975
  38. 38. O S P RO B L E M A S D OD E S E N VO LV I M E N T O E C O N Ó M I C O  Aquando da Revolução do 25 de Abril, Portugal atravessava uma grave crise económica. A agricultura continuava pouco produtiva, e as experiências de reforma agrária postas em prática não trouxeram os resultados esperados.  Com a perda dos mercados coloniais, a situação da economia portuguesa agravou-se.
  39. 39. A INTEGRAÇÃO EUROPEIAQuando se iniciou o 25 de Abril de 1974, exigiu-se uma redefinição da politicaexterna portuguesa, de acordo com o espirito do Programa do Movimento dasForças Armadas que defendia a fórmula: “democratizar; descolonizar;desenvolver”. De fato ao integrar-se num espaço democrático, Portugal, daria o seucontributo para a construção da unidade europeia e para o reforço do seu papel edo da europa na cena internacional. Em Março de 1977, o governo portuguêsapresentou o seu pedido de adesão á CEE.
  40. 40.  Em 1985, o pedido de adesão foiaceite. Após o tratado deMaastricht, em Novembro de 1993, aCEE passou a designar-se UE – União-Europeia. Este tratado permitiu umamaior participação dos cidadãos na vidacomunitária.
  41. 41. INTEGRAÇÃO DE PORTUGAL NA UNIÃO EUROPEIA “Ser participante de pleno direito na construção de uma « casa comum europeia», baseada nos valores da liberdade, da tolerância, do respeito dos Direitos Humanos anunciados háduzentos anos atrás pela Revolução Francesa, é, num tal contexto histórico, a melhor defesa e a melhor resposta face a um Mundo em busca de novos equilíbrios e de uma nova ordem internacional.” Fonte: António Reis, Portugal Contemporâneo, vol.6, Publicações Alfa, 1990
  42. 42. BIBLIOGRAFIA: Descobrir a Terra 9 (livro e CD) www.historiadeportugal.info/guerra-colonial-portuguesa/ abril25.paginas.sapo.pt/
  43. 43. TRABALHO REALIZADO POR: Catarina Gaspar, nº3 Ricardo Gonçalves, nº12 Sara Costa, nº13 Silvana Campos, nº14 9ºC

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