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Esferúlas Plásticas “Pellets” em praias de
Imbituba e Laguna – Santa Catarina
Jean Carlos R. Dos Santos
Orientador : ...
Introdução
Atualmente, os resíduos sólidos são reconhecidos como uma das mais
importantes formas de poluição marinha (Lais...
 Há décadas os ambientalistas apontam que os materiais plásticos
descartados no mar representam uma das maiores ameaças a...
 Segundo a classificação proposta pela IOC/FAO/UNEP
(1989), resíduos sólidos são matérias que podem ser
subdivididas em c...
Esférulas Plásticas
As esférulas plásticas são pequenas pastilhas mais ou menos achatadas,
arredondadas e ovóides, que var...
Figura - Esférulas plásticas
Fonte: Elaboração do autor, 2012.
Fonte: Elaboração do autor, 2012.
Figura - Esférulas plásti...
 As publicações que primeiro apontaram para as esférulas plásticas
no ambiente datam da década de 1970 e referiam-se à pr...
 No Brasil são relativamente recentes e ainda escassos os estudos
relativos as esférulas plásticas no ambiente costeiro, ...
Gráfico: Quantidades de estudos por década
Fonte: Elaborado por Falcão, Plínio (2011)
Figura: Abordagens metodológicas no ...
A presença das esférulas esta fortemente documentada e é citada em
inúmeros artigos científicos, assim como sua capacidade...
 A resistência destes materiais no ambiente devido às cadeias de
polimerização leva a uma degradação lenta. Associada à e...
Fonte: Elaboração do autor, 2012.
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Vida Marinha
Os detritos tornaram-se um problema de poluição persistente e difuso afetando
todos os oceanos do planeta, ca...
Segundo (GREGORY, 1978; SHIBER, 1987) as
esférulas plásticas aparecem no meio ambiente
devido a derramamentos acidentais ...
Dispersão
As perdas de grânulos plásticos para o ambiente
ocorrem nas indústrias (produtora e
transformadora), no transpor...
Objetivo Geral
Realizar um estudo sobre a presença e a abundância de esférulas
plásticas em 8 (oito) praias dos municípios...
Metodologia
Amostragem foi realizada nos meses de Março,Abril e Maio nas regiões da
antepraia das praias do litoral de Imb...
 A definição das praias supracitadas deu-se pela
verificação prévia de relativa concentração das esférulas
plásticas nos ...
Em cada malha amostral foram coletadas 8 amostras , com um
quadrante de PVC de 1m2, em cada praia pesquisada . Os locais d...
Figura – esférulas em dunas embrionárias
Fonte: Elaboração do autor, 2012
REVISÃO BIBLIOGRAFICA
Foram lidos artigos e trabalhos sobre o tema:
Esférulas Plásticas
 Lixo marinho
 resíduos sólidos...
Resultado e discussão
Os resultados obtidos foram analisados de forma a facilitar a visualização dos
padrões existentes pa...
Praia do Gi
PRAIA DE ITAPIRUBÁ SUL
A praia de Itapirubá sul foi a praia com a segunda maior concentração de
esférulas plásticas na som...
PRAIA DO PORTO (AGUADA)
A Praia do porto foi a praia com a terceira maior concentração de esférulas
plásticas na soma tota...
PRAIA DO MAR GROSSO
 A praia do Mar Grosso foi a praia que apresentou a quarta maior concentração de
esférulas plásticas ...
PRAIA DO SOL
 A Praia do Sol foi a praia com a quinta maior concentração de esférulas
plásticas na soma total de itens, c...
PRAIA DA VILA
 A Praia da Vila foi a praia com a sexta maior concentração de esférulas
plásticas na soma total de itens, ...
PRAIA DE ITAPIRUBÁ NORTE
 A Praia de Itapirubá Norte foi a praia com a sétima maior concentração de
esférulas plásticas n...
PRAIA DA RIBANCEIRA
 A Praia da Ribanceira foi a praia com a oitava maior concentração de
esférulas plásticas na soma tot...
Esferúlas Plásticas “ Plastic Pellets” nas Praias de Imbituba e Laguna - Santa Catarina
Grosso Gi Sol Norte Sul Vila Porto...
CONCLUSÃO
 Conclui-se, como mostrado nos resultados, que em todas as praias
pesquisadas foi encontrada a presença das esf...
CONCLUSÃO
 É importante se destacar que as esférulas plásticas se enquadram na
categoria “plástica”, isto é, possuem um a...
Bibliografia
 ANANTHASWAMY, A. Junk food - A diet of plastic pellets plays havoc with animals immunity. New Scient., v.
1...
 CUNHA, Ícaro. Desenvolvimento sustentável na costa brasileira.Máster en Gestão de Negócios – Coordinadora
de Pós Graduaç...
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Esferulas plásticas

  1. 1. LOGO Esferúlas Plásticas “Pellets” em praias de Imbituba e Laguna – Santa Catarina Jean Carlos R. Dos Santos Orientador : Profº Adilson Tibúrcio
  2. 2. Introdução Atualmente, os resíduos sólidos são reconhecidos como uma das mais importantes formas de poluição marinha (Laist, 1997).
  3. 3.  Há décadas os ambientalistas apontam que os materiais plásticos descartados no mar representam uma das maiores ameaças ao meio ambiente. Cerca de 90% do lixo nos oceanos é composto de plástico. (GALGANI et al., 1995a; COE e ROGERS, 1997; DERRAIK, 2002). As alterações ambientais atingem hoje proporções preocupantes, envolvendo não somente as regiões continentais como também os ambientes de água doce e marinhos do planeta, especialmente aqueles próximos a regiões de grande adensamento humano, como as zonas litorâneas.
  4. 4.  Segundo a classificação proposta pela IOC/FAO/UNEP (1989), resíduos sólidos são matérias que podem ser subdivididas em categorias como plástico, material de construção, material de pesca, papel, vidro, borracha, espuma, metal, tecido, isopor e madeira antropogênica. Usando como base esta classificação, dentro da categoria plástica, pode ser criada uma subcategoria para as esférulas de plástico virgem, comumente chamadas de nibs (GREGORY, 1978) ou pellets.
  5. 5. Esférulas Plásticas As esférulas plásticas são pequenas pastilhas mais ou menos achatadas, arredondadas e ovóides, que variam entre 2 a 5 mm de diâmetro, possuem várias cores, principalmente brancas e translúcidas que são as de estado virgem. Surgem como resultado da degradação dos vários plásticos, mas na forma inicial de produção é a matéria-prima granulada que serve, por exemplo, para a fabricação de embalagens, cabos de ferramentas, utensílios de cozinha e revestimentos. Pellets de polipropileno recolhidos no Japão (Takada, 2001). Figura - Esférula plástica (pellets) em lupa microscópica Fonte: Elaboração do autor, 2012.
  6. 6. Figura - Esférulas plásticas Fonte: Elaboração do autor, 2012. Fonte: Elaboração do autor, 2012. Figura - Esférulas plásticas
  7. 7.  As publicações que primeiro apontaram para as esférulas plásticas no ambiente datam da década de 1970 e referiam-se à presença destes em águas oceânicas, baías, estuários e praias ( Carpenter, et. al., 1972; Cundell, 1973; Kartar, et. al., 1973; Colton, et. al., 1974; Morris, et.al., 1974). Em seguida, estudos realizados especificamente sinalizavam a contaminação por pequenas esférulas plásticas em praias e em águas costeiras da Nova Zelândia, defendendo a idéia de que estes eram provenientes das regiões industrializadas do hemisfério norte (Gregory, 1977;1978).
  8. 8.  No Brasil são relativamente recentes e ainda escassos os estudos relativos as esférulas plásticas no ambiente costeiro, não sendo possível,ainda, traçar um panorama que favoreça diagnósticos, monitoramento e planejamento sobre as mesmas. As principais contribuições, até então, registraram o tema em algumas praias do Rio Grande do Sul (Pianowski, 1997), Pernambuco (Costa, et al., 2009; Silva-Cavalcanti, et.al., 2009), Rio Grande do Norte (Ivar do Sul, et.al., 2009) e São Paulo (Turra, et al., 2008; Manzano, 2009), demonstrando a necessidade de novas investigações, a fim de se ampliar o conhecimento sobre as esférulas plásticas, sua distribuição e conseqüências ao ambiente.
  9. 9. Gráfico: Quantidades de estudos por década Fonte: Elaborado por Falcão, Plínio (2011) Figura: Abordagens metodológicas no estudo das esférulas Fonte: Elaborado por Falcão, Plínio (2011)
  10. 10. A presença das esférulas esta fortemente documentada e é citada em inúmeros artigos científicos, assim como sua capacidade de adsorção de poluentes orgânicos. Revelou-se a existência de vários micropoluentes orgânicos (ou seja, bifenilos policlorados: PCBs,DDE, e nonilfenol) em esférulas plásticas recolhidas em praias (Mato ET AL, 2001). Principais poluentes orgânicos adsorvidos ao plástico (adaptado de International Pellet Watch, 2008). Adsorção de POPs
  11. 11.  A resistência destes materiais no ambiente devido às cadeias de polimerização leva a uma degradação lenta. Associada à elevada persistência, a baixa densidade dos plásticos relativamente à água faz com que estes consigam flutuar, ficando visíveis nas massas de água. Em nível de microfauna aquática, as esférulas plásticas são também um sério problema, pois a sua degradação leva a que estes atinjam dimensões reduzidas, fazendo com que integrem as cadeias alimentares aquáticas, conduzindo à morte de muitos organismos. (DERRAIK, 2002).
  12. 12. Fonte: Elaboração do autor, 2012.
  13. 13. Fonte: Elaboração do autor, 2012.
  14. 14. Vida Marinha Os detritos tornaram-se um problema de poluição persistente e difuso afetando todos os oceanos do planeta, causando lesões e, em casos extremos, a morte de um amplo número de animais marinhos e aves. As causas de morte devem-se ao aprisionamento de animais por detritos e pela ingestão de partículas, que facilmente são confundidas com alimento (Allsopp, 2006).
  15. 15. Segundo (GREGORY, 1978; SHIBER, 1987) as esférulas plásticas aparecem no meio ambiente devido a derramamentos acidentais durante o manuseio, transporte marítimo ou terrestre ou pelas perdas ocasionadas pelas indústrias de produção de plástico e pela lavagem da superfície costeira proveniente das águas pluviais e de despejo de tratamento de esgoto.
  16. 16. Dispersão As perdas de grânulos plásticos para o ambiente ocorrem nas indústrias (produtora e transformadora), no transporte ou durante seu uso em processos de limpeza e outros em navios ou plataformas de petróleo
  17. 17. Objetivo Geral Realizar um estudo sobre a presença e a abundância de esférulas plásticas em 8 (oito) praias dos municípios de Imbituba e Laguna, Santa Catarina, identificando-as quanto à cor, peso. Objetivos específicos Realizar coleta de esférulas plásticas nas praias dos municípios de Imbituba e Laguna, Santa Catarina;  Avaliar a presença e abundância de esférulas plásticas em 8 (oito) praias do litoral sul de Santa Catarina, localizadas nos municípios de Imbituba e Laguna;  Identificar a cor, peso das esférulas plásticas , nas areas de estudo;  Gerar dados para incentivar futuros estudos e programas de monitoramento das esférulas plásticas em todo o litoral de Santa Catarina.
  18. 18. Metodologia Amostragem foi realizada nos meses de Março,Abril e Maio nas regiões da antepraia das praias do litoral de Imbituba e Laguna - Santa Catarina, Localizadas na região sul : Praia do mar grosso / Laguna Praia do Gi / Laguna Praia do Sol / Laguna Praia de Itapirubá Norte / Imbituba Praia de Itapirubá Sul / Imbituba Praia da Vila / Imbituba Praia do Porto (Aguada) / Imbituba Praia da Ribanceira / Imbituba
  19. 19.  A definição das praias supracitadas deu-se pela verificação prévia de relativa concentração das esférulas plásticas nos locais de estudo. Foi estabelecida uma malha amostral de 50 metros, perpendicular à linha da água, a partir da última maré mais alta e a região inicial das dunas embrionárias. Por 100 metros, paralelos à linha da água, em cada praia, definida por GPS.
  20. 20. Em cada malha amostral foram coletadas 8 amostras , com um quadrante de PVC de 1m2, em cada praia pesquisada . Os locais das coletas foram escolhidos aleatoriamente dentro do espaço de cem metros, segundo método de Wetzel (1995) adaptado de IOC/FAO/UNEP (1989). Figura - Amostras de 1m2 Fonte: Elaboração do autor, 2012. Figura - Malha amostral Fonte: Elaboração do autor, 2012.
  21. 21. Figura – esférulas em dunas embrionárias Fonte: Elaboração do autor, 2012
  22. 22. REVISÃO BIBLIOGRAFICA Foram lidos artigos e trabalhos sobre o tema: Esférulas Plásticas  Lixo marinho  resíduos sólidos Poluição Marinha por esférulas  Plástico  Áreas costeiras
  23. 23. Resultado e discussão Os resultados obtidos foram analisados de forma a facilitar a visualização dos padrões existentes para cada área de estudo. Para tanto os dados estão dispostos em tabelas. A praia do Gi foi a praia que apresentou a maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 81,25 itens/m e 7,72 g no total geral de itens. Uma vez que a praia localiza-se na parte central da area de estudo longe do porto de Imbituba e dos molhes de Laguna, eu acredito que a alta concentração das esférulas plásticas se deve as correntes e mares. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 13 107 120 2 11 52 63 3 9 82 91 4 9 70 79 5 10 78 88 6 6 51 57 7 8 68 76 8 6 70 76 Total 72 578 650 Tabela 1 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia do Gi Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia do Gi em Laguna-SC, 2012.
  24. 24. Praia do Gi
  25. 25. PRAIA DE ITAPIRUBÁ SUL A praia de Itapirubá sul foi a praia com a segunda maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 58,75 itens/m e 3,61 g no total geral de itens. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 22 119 141 2 15 18 33 3 6 15 21 4 4 20 24 5 19 9 28 6 4 10 14 7 34 115 149 8 10 50 60 Total 114 356 470 Tabela 2 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia de Itapirubá Sul Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia de Itapirubá Sul em Laguna-SC, 2012.
  26. 26. PRAIA DO PORTO (AGUADA) A Praia do porto foi a praia com a terceira maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 36,62 itens/m e 6,14 g no total geral de itens. Apresentou maior quantidade de itens da cor branca, ou seja, as esférulas plásticas virgens, o que pode estar relacionado com o porto de Imbituba. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 37 2 39 2 32 0 32 3 31 1 32 4 28 4 32 5 49 2 51 6 36 3 39 7 41 1 42 8 25 1 26 Total 279 14 293 Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia do Porto em Imbituba-SC, 2012. Tabela 3 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia do Porto
  27. 27. PRAIA DO MAR GROSSO  A praia do Mar Grosso foi a praia que apresentou a quarta maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com média de 32,62 itens/m e 4,22 g no total geral de itens, sendo a segunda a apresentar o maior número de esférulas plásticas brancas, portanto, não apresenta porto em sua localidade, assim se pode deduzir que a presença das esférulas plásticas se deve ao aporte marinho e continental. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 33 3 36 2 29 0 29 3 76 3 79 4 65 5 70 5 10 2 12 6 2 10 12 7 5 5 10 8 9 4 13 Total 229 32 261 Tabela 4 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia do Mar Grosso Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia do Mar Grosso em Laguna-SC, 2012.
  28. 28. PRAIA DO SOL  A Praia do Sol foi a praia com a quinta maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 27,25 itens/m e 2,93 g no total geral de itens. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 2 32 34 2 8 29 37 3 6 14 20 4 8 23 31 5 5 21 26 6 5 9 14 7 9 9 18 8 5 33 38 Total 48 170 218 Tabela 5 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia do Sol Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia do Sol em Laguna-SC, 2012.
  29. 29. PRAIA DA VILA  A Praia da Vila foi a praia com a sexta maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 15,87 itens/m e 2,44 g no total geral de itens. A praia da Vila, pela sua localização ao lado do porto, deveria ter apresentado uma concentração igual ou maior do que a praia do Porto, o que não ocorreu. Isto se deve acredito eu à grande atividade turística da praia, práticas esportivas e que, devido ao pisoteio, pode ter soterrado as esférulas plásticas no sedimento, camuflando-as. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 9 0 9 2 8 2 10 3 10 8 18 4 8 6 14 5 11 10 21 6 10 15 25 7 9 8 17 8 6 7 13 Total 71 56 127 Tabela 6 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia da Vila Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia da Vila em Imbituba- SC, 2012.
  30. 30. PRAIA DE ITAPIRUBÁ NORTE  A Praia de Itapirubá Norte foi a praia com a sétima maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 10,37 itens/m e 1,76 g no total geral de itens. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 9 3 12 2 10 4 14 3 5 6 11 4 2 1 3 5 8 6 14 6 2 1 3 7 7 0 7 8 15 4 19 Total 58 25 83 Tabela 7 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia de Itapirubá Norte Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia de Itapirubá Norte em Imbituba-SC, 2012.
  31. 31. PRAIA DA RIBANCEIRA  A Praia da Ribanceira foi a praia com a oitava maior concentração de esférulas plásticas na soma total de itens, com a média de 8,12 itens/m e 2,43 g no total geral de itens. Amostra Quantidade de esférulas brancas Quantidade de esférulas coloridas Total 1 10 0 10 2 9 2 11 3 8 3 11 4 16 4 20 5 2 0 2 6 1 3 4 7 4 0 4 8 3 0 3 Total 53 12 65 Tabela 8 - Abundância e classificação de esférulas plásticas na Praia da Ribanceira Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos na Praia da Ribanceira em Imbituba-SC, 2012.
  32. 32. Esferúlas Plásticas “ Plastic Pellets” nas Praias de Imbituba e Laguna - Santa Catarina Grosso Gi Sol Norte Sul Vila Porto Riba Brancas 229 72 48 58 114 71 279 53 Coloridas 32 578 170 25 356 56 14 12 Total 261 650 218 83 470 127 293 65 Peso total 4.2264g 7.7256g 2.9354g 1.7613g 3.6158g 2.4440g 6.1438g 2.4387g Tabela 9 - Resultado geral da análise quantitativa esférulas plásticas brancas, coloridas e massa total Fonte: Dados obtidos pelo pesquisador Jean Carlos Rodrigues dos Santos em praias de Imbituba-SC e Laguna-SC, 2012. A tabela 9, abaixo apresenta os resultados da abundância das esférulas plásticas nas Praias de Imbituba e Laguna, considerando a massa total e a coloração das esférulas encontradas, constatando-se que a Praia com a maior abundância em massa de esférulas plásticas foi a Praia do Gi com 7.72g e aquela que apresentou menor abundância em massa foi a Praia de Itapirubá do Norte com 1.76g.
  33. 33. CONCLUSÃO  Conclui-se, como mostrado nos resultados, que em todas as praias pesquisadas foi encontrada a presença das esférulas plásticas, principalmente na praia do Gi e praia de Itapirubá Sul, que são praias com grandes atividades turísticas, onde há maior nível de adensamento humano.  Embora as praias estudadas tenham apresentado concentrações menores de esférulas plásticas em comparação a outros lugares – como em Santos/SP e no Rio Grande/RS – as mesmas se mostraram contaminadas com este material, em função das atividades portuária e industrial.
  34. 34. CONCLUSÃO  É importante se destacar que as esférulas plásticas se enquadram na categoria “plástica”, isto é, possuem um alto tempo de resistência no ambiente seja marinho ou continental e que, juntamente com os fragmentos plásticos, permanecem por um longo tempo no ambiente, causam danos à vida marinha e animais costeiros devido à ingestão dos mesmos.  Faz-se necessário incentivar estudos mais detalhados sobre a origem, dispersão no meio marinho e monitoramento deste material no ambiente bem como seu efeito real sobre a vida marinha e costeira.  Também é importante divulgar à comunidade, empresas e órgãos ambientais responsáveis sobre a realidade da contaminação do meio ambiente e da fauna pelas esférulas plásticas a fim de que se tomem medidas que busquem soluções para o problema.
  35. 35. Bibliografia  ANANTHASWAMY, A. Junk food - A diet of plastic pellets plays havoc with animals immunity. New Scient., v. 169, n. 2274, p. 18, 2001.  ARAUJO, M. C. B.; COSTA, M. F. Lixo no ambiente marinho. Ciência Hoje, v. 32, n. 191, p. 64-67, 2003.  BEATLEY, T. Protecting biodiversity in coastal environments: introduction and overview. Coastal Management, v. 19, n. 1, p. 1-19, 1991.  CARPENTER, E. J. eT AL.. Polystyrene spherules in coastal waters. Science, 178(62), 749-750.1972.  COE, J.M.; ROGERS, D.B. Marine Debris: sources, impacts and solutions. SpringerVerlac, v. 8, p. 99-139, 997.  LIMA, A. M. F. Estudo da cadeia produtiva do Polietileno Tereftalato (PET) na Região Metropolitana de Salvador como subsídio para análise do ciclo de vida.  Monografia (Curso de Especialização em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais na Indústria). Escola Politécnica. Departamento de Hidráulica e Saneamento. Rede de Tecnologias Limpas (TECLIM). Universidade Federal da Bahia, Salvador. 2001.  MANO, E. B. Introdução a polímeros. 2. ed. São Paulo: Ed. Edgard Blücher Ltda. 1999. 191 p.  ORMOND, R.F.G.; GAGE, J.D., ANGEL, M.V. Marine biodiversity: patterns and processes. Cambridge: Cambridge University Press, 1997. 449 p.  PETRY, M. V.; FONSECA, V. S. S. Effects of human activities in the marine environment on seabirds along the coast of Rio Grande do Sul, Brazil. Ornitol. Neotrop., v. 13, p. 137-142, 2002.
  36. 36.  CUNHA, Ícaro. Desenvolvimento sustentável na costa brasileira.Máster en Gestão de Negócios – Coordinadora de Pós Graduação. Universidade Católica de Santos, 2005.  D’ALMEIDA, Maria L.; VILHENA, André (Org.). Lixo Municipal: Manual de gerenciamento integrado. 2. ed. São Paulo: IPT/CEMPRE, 2000.  D'ANTONIO et al. Will extreme climatic events facilitate biological invasions? Frontiers in Ecology and the Environment 10(5):!249F257, 2012.  DAY, R. H. The occurrence and characteristics of plastic pollutions in Alaska’s marine birds. Dissertação de Mestrado. University of Alaska, Fairbanks, AK,111 p. 1980.  DERRAIK, J. G. B. The pollution of the marine environment by plastic debris: A review. Marine Pollution Bulletin, v. 44, n. 9, p. 842-852, 2002.  DIXON, T. R. & DIXON, T. J. Marine litter surveillance. Marine Pollution Bulletin, 12: 289-295, 1981.  EPA. Methods to Manage and Control Plastic Wastes. Report to the Congress. Washington: EPA/530-SW-89- 051. Environmental Protection Agency. 1990a.  ______. Plastics Pellets in the Aquatic Environment: Sources and recommendations. Washington: EPA/842-B- 92-010. Final Report. Environmental Protection Agency. 1992a.  FERREIRA, J. A. Resíduos Sólidos e Lixo Hospitalar: Uma Discussão Ética. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 11 (2): 314-320, abr./jun. 1995.
  37. 37. LOGO

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