Metas RVCC

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Metas RVCC

  1. 1. Questionário – Metas RVCC Algumas Respostas Ilustrativas
  2. 2. Estes são alguns dos exemplos mais significativos de respostas obtidas no questionário lançado neste Blog sobre as metas relativas ao RVCC. 2007
  3. 3. <ul><li>«Está a tornar-se muito difícil procurar trabalhar com rigor e qualidade com quatro formadores com 6 horas cada um e metas de 200 certificações e 700 inscrições. </li></ul><ul><li>Os CNO's, no contexto ESCOLA, com a restrição de horário dos Formadores não é viável cumprir as metas actualmente exigidas.» </li></ul>
  4. 4. <ul><li>«As metas a nível de Certificações penso que não são demasiado elevadas, no entanto e devido há quantidade de CNO's por área geográfica, o desenvolvimento do processo torna-se complicado devido às diferenças de qualidade dos processos desenvolvidos. A nível de inscrições as metas são intangíveis.» </li></ul><ul><li>«Acerca desta questão, sendo indubitável que o principal objectivo não é instruir mas certificar o maior número possível de formandos, a fim de melhorar a estatística, consequentemente os centros sentem-se obrigados a trabalhar como a panela de pressão, descurando assim a qualidade de trabalho.» </li></ul>
  5. 5. <ul><li>«As metas são bastante elevadas, o que pode ocasionar uma diminuição da qualidade dos adultos certificados.» </li></ul><ul><li>«É difícil fazer um trabalho de qualidade e atingir as metas ao mesmo tempo. A existência e continuidade dos centros dependem do facto de se atingir as metas, o que prejudica o trabalho da equipa, designadamente a qualidade do processo em si.» </li></ul>
  6. 6. <ul><li>«A questão da concorrência tem de ser explicada: o CNO respondente tem um concorrente, a (…), que é o único CNO que está a certificar o 12º ano numa área que abrange os concelhos de (…). Ora no concelho de (…), especificamente, os potenciais candidatos têm sobretudo expectativas ao nível do 12º ano, por dois motivos principais: (i) porque se trata de uma área com uma população que foge eventualmente à estatística global nacional divulgada pelo sistema e que exigiria desagregação por zonas; (ii) porque o esforço publicitário recente poderá ter o efeito perverso de induzir à convicção de que é fácil aceder a esse nível de certificação quando o da escolaridade básica está desvalorizado. Resultado: o CNO está constantemente a ser solicitado para o nível do 12º ano, por diversas vias (pessoal, telefone, correio electrónico, etc.), por potenciais candidatos, sem que lhes possa dar a correspondente contrapartida, o que fragiliza não só o Centro, porque não dá resposta, como o próprio sistema nacional, ao transmitir indirectamente a imagem de que a publicidade não corresponde na prática àquilo que veicula. Concomitantemente, conseguir atingir as metas, só ao nível do 9º ano, exige um esforço muito maior, não só de divulgação como, sobretudo, de procura, angariação e convencimento dos potenciais clientes. Como tal, segunda questão do questionário, impõe-se uma revisão global da quantificação das metas que leve em linha de conta os múltiplos factores que exigem uma desmultiplicação.» </li></ul>
  7. 7. <ul><li>«Para manter a qualidade do processo é necessário rever as metas, uma vez que a realidade dos CNO relativamente ao número de inscritos é bastante diferente desde que aumentou o nº de Centros.» </li></ul><ul><li>«Considero que as metas têm em conta uma perspectiva economicista e não tanto a qualidade e os objectivos do Processo RVCC. Podem criar um sistema facilitista e que surja como uma alternativa à educação e formação, o que não deveria de acontecer. O Processo corre o risco de perder credibilidade...» </li></ul>
  8. 8. <ul><li>«As metas são completamente irrealistas pois não têm em consideração a individualidade de cada adulto mas apenas a certificação de números. As metas são possíveis de atingir se os profissionais deixarem de se preocupar com a qualidade do processo e com os metodologias que estão na base deste processo. Aliás, é o que acontece em muitos centros (exemplos: utilizam fichas para preencher como forma de relatar a sua história de vida, fazem testes nas 4 áreas, etc.). O processo está a ser desvirtuado para que as metas sejam atingidas. É de lamentar que um processo que se pretende de cariz mais individualizado e que tenha em conta os interesses de cada adulto, acaba por ser &quot;chapa 4&quot; para se tornar mais célere. Para além disso as condições de trabalho oferecidas aos Técnicos não têm em consideração as metas nem o bem-estar dos profissionais (exemplo: contrato de prestação de serviços, deslocar-se no seu próprio carro, comportar todas as despesas feitas, não ter direito a férias, não ter direito a estar doente, não ter direito a ter uma vida pessoal, fazer o trabalho de vários profissionais, como por exemplo,Técnico de RVCC, Auxiliar Administrativo, Coordenador, Director e tantas outras). Com estas condições e com as metas estabelecidas, não há profissional que aguente muito tempo a trabalhar nestas condições (pelo menos com saúde...) » </li></ul>
  9. 9. <ul><li>«As metas podem implicar o fecho do centro independentemente da qualidade do trabalho desenvolvido.» </li></ul><ul><li>«Na minha opinião, por um lado o crescimento acelerado de número de Centros NO que entraram em funcionamento nos anos 2006/2007 e, por outro lado, a pressão de ter de cumprir metas as definidas, poderá conduzir a um descrédito do sistema nacional de reconhecimento, validação e certificação de competências, pois alguns Centros NO, poderão preocupar-se apenas com a quantidade de pessoas validadas/certificadas e não com a qualidade do resultado obtido. Na minha opinião, as metas deveriam ser definidas por cada um dos Centros No, de acordo com a sua realidade local.» </li></ul>
  10. 10. <ul><li>«Num processo como este, as metas são de todo contraproducentes... A Educação de Adultos nunca se pode submeter a nenhuma lógica de números.» </li></ul><ul><li>«É inadmissível manter as metas estabelecidas quando tanta coisa está emperrada, particularmente no que respeita aos meios humanos necessários para &quot;dar vazão&quot; aos inscritos. São igualmente inaceitáveis os números-limite de afectação de professores estabelecidos pelo despacho 7794/07.» </li></ul>
  11. 11. FIM

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