Projeto                                                                          “Caminhos para o fortalecimento da parcer...
Projeto                                                                                                      Sumário      ...
Editorial                                                                                                                O...
Entrevistas & Artigos                                                                                             Entrevis...
Entrevistas & Artigos                                                                                              Entrevi...
Entrevistas & Artigos                                                                                                Entre...
Entrevistas & Artigos                                                                                              Entrevi...
As Experiências do                                                                                               As Experi...
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Caderno pedagógico 4
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Caderno pedagógico 4

1.800 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.800
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
21
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Caderno pedagógico 4

  1. 1. Projeto “Caminhos para o fortalecimento da parceria Universidade - Escola” CADERNO nº 4/ 2º semestre de 2009 Ponte...Fonte...Horizonte Ponte que é fonte Fonte de conhecimento Que simplifica Ponte que é atalho Atalho entre a teoria e a prática Que aproxima A ponte Ponte que leva ao horizonte Horizonte de sabedoria Que eleva Ponte que é ligação Ligação entre a escola e a universidade Que soma, aumenta, Proponente: Executor: Ponte que é fonte Fonte no horizonte Ponte que leva Ao horizonte Do saber Autor: Sandro José Celeste Co-executores: Parceiro: Diretoria de EnsinoRegião de Piracicaba Apoio Financeiro:
  2. 2. Projeto Sumário EDITORIAL .......................................................................................................................................................................................................... 03 O PROJETO PONTE ...................................................................................................................................................................................... 04 Agradecimentos ENTREVISTAS E ARTIGOS ..................................................................................................................................................................... 05 Projeto Ponte Agradecemos a todos os nossos parceiros que contribuíram para Como fortalecer os caminhos da parceria Universidade e a Escola. .......................................................................... 05 o desenvolvimento pleno do Projeto Ponte. A Relação da EscolaBásica com a Universidade......................................................................................................................... 06 Coordenador geral: Nesse 2º semestre de 2009 gratificamos especialmente: Gerd Sparovek Profa. Dra. Vânia GAlindo Massabi e aos estudantes estagiários Uma ponte com tráfego nos dois sentidos. .................................................................................................................................. 06 da Licenciatura Rodrigo Prado dos Santos, Felipe Antonio Gibim, Entrevista com a Equipe da Oficina Pedagógica da Diretoria de Ensino na Área de Ciências e Geografia....... 08 Professores da ESALQ/USP Vivyan Justi Conceição; Participantes: Ao Sr. José Rodolfo Penatti – Gerente do Departamento Uma Visão geral do projeto....................................................................................................................................................................... 09 Antonio Roberto Pereira Técnico da AFOCAPI, e a toda equipe da COPLACANA; Flávio Bertini Gandara Aos estagiários do Museu da Energia de Rio Claro. Antonio Carlos Azevedo AS EXPERIÊNCIAS DO PROJETO PONTE................................................................................................................................... 13 Mª Angélica P. Pipitone Marcos Vinicius Folegatti RELATOS DAS ATIVIDADES ................................................................................................................................................................. 24 Marcos Y. Kamogawa Sergio Oliveira Moraes Tarlei Ariel Botrel DIFUSÃO E DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES ....................................................................................................................... 26 Vânia Galindo Massabni Walter de Paula Lima Mário Massayuki Inomoto CALENDÁRIO DAS ATIVIDADES REALIZADAS .................................................................................................................. 28 Apoio Técnico/Administrativo Célia Regina Vello Maria Lídia Romero Meira Sueli Pereira Nunes Silva Colaboradores desta Edição Equipe Executora: Alberto Barreto Jane Mara Moroni Fracassi Daniely Crespi Alef Henrique Tegon Jane Siqueira Lino Karen Leyton Anderson Marcelli Palmieri João Humberto Venturini Maria Antônia R. de Azevedo Angélica de Oliveira Silva José Reinaldo Peres Campestrini Patrícia Pâmella de Lima Antonio Adilson Fernandes Lais Fernanda Correia Raquel Fernanda Estagiários: Antonio Carlos de Azevedo MarcosYassuo Kamogawa Sandro José Celeste Gustavo C. da Rocha Celia Regina Vello Maria Lídia Romeiro Sérgio Oliveira Moraes Aline Carvalho Davi Andrade Pacheco Maria Roseli Novello Silvia Davanzo Dionisio Gabriel Braga Martone David Cardelli Gomes Marina Martins Barreto Vagner Ap. Nicolai Hernández Ivan Zaros Eliane Cristina Guimarães Pedro Marisa Sampaio Cerqueira Vera Lucia Alves de Moura Neliton Ricardo Freitas Lara Falta redações Maurício Puitt Brasil Vilmar Cessaricci Rachel Trovarelli Geraldo Brunheira Viana Oldack Chaves Jaime Sepulveda Figueroa Patrícia A. Giacomini Contato: ponte@esalq.usp.br PROJETO PONTE • 1 PROJETO PONTE • 2
  3. 3. Editorial O ProjetoEstou muito feliz de poder voltar a este espaço e abrir o terceiro caderno do Projeto Ponte em seu editorial. Aliviado A Ponte foi construída, e o mais bonito de tudo isso foi perceber que ela foi feita junto... mãos se entrelaçaram,também pelo empenho, dedicação e qualidade com que a equipe conduziu o projeto durante meu afastamento idéias e intenções foram surgindo. Essa Ponte tem cor, forma, tamanho e o mais importante ela tem sentido eque me impediu de abrir o segundo caderno. Estas qualidades a equipe e os parceiros do projeto mantiveram e os sentimentos.resultados alcançados estão em parte refletidos neste caderno. Foram dias, semanas, meses e anos projetando, construindo, fazendo, avaliando os passos as ações e osQuero apenas ressaltar alguns pontos: sonhos.O tema do caderno reporta ao papel da extensão para (ou na) Universidade. Com certeza, das diversas atividades Posso afirmar com absoluta certeza que valeu a pena!realizadas nas universidades públicas brasileiras, a extensão é uma das mais incompreendidas e por isto, mal Construir a Ponte que integrou a Universidade e as escolas publicas de Piracicaba foi o caminho que possibilitouresolvidas. O ensino de graduação, a pós-graduação e cada vez mais a pesquisa de ponta visando inserção a interligação entre conhecimentos; a interação entre professores e alunos e a inserção de todos nos diferentesinternacional são os carros-chefe das nossas atividades. Nestas áreas há compreensão exata de significados, espaços formativos.valores além de apoios institucionais claros. Nestas atividades certamente há componentes de relevância e O Projeto Ponte, durante dois anos, possibilitou que professores da ESALQ/USP e professores das escolasresponsabilidade social, mas estas, nos casos da pesquisa e ensino assumem, muitas vezes, dimensão indireta. Não publicas pudessem pensar formas de correlacionar os conhecimentos acerca da engenharia com as questões sócio-interagem diretamente com o público externo; que será beneficiado, quando for, indiretamente. Este fato, sem ambientais.entrar no mérito da quantificação de benefícios, não gera percepção imediata por quem está do lado externo do Desafios foram muitos, mas a vontade de que a Ponte em nenhum momento ruisse foi a grande motivadoraprocesso. Sem percepção direta, é difícil esperar que exista reconhecimento. A extensão tem outro caráter, ela se para que professores e alunos pudessem aprender. As equipes do projeto Ponte trabalharam de forma articulada eocupa diretamente e interage com o público externo. Traz a vantagem do contato direto, da troca de vivências, séria e junto com o trabalho árduo e intenso da Diretoria de Ensino e dos professores e equipe gestora das escolasvisões e contextos. Os reflexos disto podem ser vistos no vídeo documentário sobre o Ponte, que pode ser assistido o processo foi verdadeiramente vivenciado por todos.no site do projeto (HTTP://ponte.esalq.usp.br). Ele fala por si, vale à pena conferir! Acredito que todos de certa forma aprenderam o sentido da formação para a cidadania pois cada um foi eO caderno também traz a novidade do Observatório da Água, financiado pelo CNPq, iniciativa que dará fôlego ao se percebeu cidadão co-responsável pela educação integra de outro ser humano.Ponte quando a atual parceria com a Finep terminar. Agradecemos a confiança depositada em nossa equipe em Agradeço em particular ao professor Gerd ESALQ/USP, coordenador geral do projeto Ponte, por acreditarmais esta atividade que pretendemos realizar com o mesmo esforço, determinação e empolgação. Contamos com que a educação superior pode ser parceira e ser presente na vida dos alunos e professores da educação básica ea parceria valiosa do já experiente Águamiga, promovido pelo SEMAE e coordenado por José Carlos Esquierro, para que a Universidade precisa urgentemente entender o sentido da extensão corelacionando - a com o ensino e anos guiar em mais este eixo temático. pesquisa que lá é produzido.Por último o eixo da agricultura aparece mais claramente inserido nos temas abordados nas intervenções. Com isto Que todos nós possamos cuidar da Ponte que junto construimos e que saibamos, também, mantê-la vivaaproveitamos melhor os recursos e saberes da Esalq, que trata das questões ligadas à agricultura com prioridade. e iluminada por ideias, pessoas e ações.Agradeço aos egressos da equipe do Ponte pela dedicação durante o tempo em que conviveram diretamente com Muito Obrigada à todos que a construiram e obrigada por eu poder ter feito parte disso!o projeto e os convido a voltar para dar uma olhada como andam as coisas a qualquer momento. Saúdo tambémaos ingressos e reforços de nossa equipe. Fico feliz das idéias e propostas do Ponte terem motivado sua decisão departicipar. Aos de sempre, um enorme muito obrigado!Gerd SparovekCoordenador Geral do Projeto Ponte Equipe Executora do Projeto Ponte*Professor do Depto. de Ciência do Solo (ESALQ/USP) da esquerda para direita (Gustavo, Ivan, Gabriel, Neliton, Aline, Antonia, Karen, Rachel e Danielly) PROJETO PONTE • 3 PROJETO PONTE • 4
  4. 4. Entrevistas & Artigos Entrevistas & ArtigosComo fortalecer os caminhos da parceria Universidade A Relação da Escola Uma ponte com tráfegoe a Escola. Básica com a Universidade nos dois sentidos Oldack Chaves em contrapartida, ao inserir seus professores e Vagner Ap. Nicolai Antonio Carlos de seus alunos no contexto escolar amplia-se, pois a Hernández Azevedo Dirigente de Ensino – extensão universitária é de suma importância para Regional de Piracicaba que os sujeitos sejam sensibilizados para as demandas Professor da E.E. Prof. Coordenador do educacionais da rede pública estadual de ensino. Catharina Casale Programa Solo na Escola Padovani – Dpto de Solos ESALQ/ Assim, o fortalecimento dos caminhos que levam USP à construção da parceria Escola e Universidade depende de incentivos das agências de fomento à pesquisa, aos projetos de extensão, ou ainda, aosCulturalmente, há uma ampla aceitação de que cada programas de iniciação científica júnior que hoje Houve uma época em que a relação entre a escola Nada melhor que este último número dossetor da sociedade deve cumprir com a sua função, são destaques na rede pública estadual de ensino pública de ensino básico e as universidades públicas cadernos pedagógicos PONTE para uma reflexãode forma individualizada. De maneira gradativa, na cidade de Piracicaba e também da aceitação (ensino superior) era muito mais estreita. Naqueles sobre a contribuições para o Programa Solo naestamos – Setores Públicos – redescobrindo tempos os “bons alunos” estudavam nos colégios Escola (SNE) nestes dois anos de trabalho. Os relatos democrática e do desenvolvimento pedagógico dos dos professores das escolas, dos estudantes, dosoutros caminhos nas parcerias, interagindo com a profissionais desta rede em seus vários segmentos. públicos que, em geral, mantinham alto padrão de monitores são abundantes nos números anterioressociedade mais intensamente. menos ainda concluíam o ensino básico. Imagine então qualidade. Alguns alunos que não se enquadravam dos cadernos, e literalmente falam por si só no beloCriavam-se expectativas, hoje obsoletas, de que a às propostas da escola públicas eram “convidados” a trabalho feito com o vídeo da PONTE, distribuído quantos jovens chegavam até a universidade. Nossoescola deveria desenvolver seu projeto pedagógico se retirarem e acabavam em algum colégio particular. às escolas e aos colaboradores. Então talvez reste atual governador foi um dos alunos daquela escolaisoladamente, e por meio dele dar solução às Claro que já existiam colégios particulares de relatar o que eu, como coordenador do SNE, aprendi pública. Depois, durante a graduação, este ex-aluno da com esta interação. Seguem então algumas destasquestões do mundo ao redor, sem solicitar a ajuda orientação religiosa ou de pedagogias alternativas, escola pública foi muito atuante na UNE, exemplo do por exemplo. Mas, via de regra, a escola pública era lições:de ninguém. engajamento da época. Bons tempos dos movimentos 1) A arrogância acadêmica é uma armadilha. referência. E dos colégios públicos saiam os alunosOs estudantes que ingressavam na universidade, estudantis. Havia mais contato entre secundaristas Nosso desafio é adaptar o conhecimento para que das universidades públicas.por sua vez, deixavam para trás toda uma história faça sentido no contexto a que se destina; e graduandos. De maneira desafortunada, também Infelizmente, naqueles tempos poucas crianças 2) Para colaborar no Ensino Fundamental ede vida representada pela escola que os formou e, houve equívocos em todo aquele contexto de críticas brasileiras iam às escolas e aquela realidade Médio, é preciso entender e respeitar o cotidianonesse sentido, essa atitude colaborava para o que dos movimentos sociais de então. Por exemplo, muitos nacional que provocou a mudança na escola escolar, e identificar oportunidades de trabalhotemos em pauta, ou seja, uma sociedade altamente “teóricos de esquerda” passaram a criticar pra valer o básica está batendo às portas da universidade conjunto;especializada, sem que os setores estabelecessem pública brasileira. As universidades particulares já a 3) Existem algumas escolas que não modelo “quadrado e careta” da “escola tradicional”.qualquer relação direta. conhecem melhor. Nossos campi estão literalmente estão preparadas para interagir com iniciativas Aquele modelo não serviria mais para as crianças que universitárias. Da mesma forma, existem algumasA realização de parcerias entre as escolas e a cada vez mais eram matriculadas e permaneciam na envolvidos (cercados mesmo) por um contexto iniciativas universitárias que não estão preparadasuniversidade cria a possibilidade de uma nova socioambiental cruel. Algo parecido com o que diz para interagir com as escolas. Frustrações são escola. Por fim, “jogamos a criança junto com a águaconcepção de produção do conhecimento. É o Prof. Gerd ao lembrar que há algo como ilhas de inevitáveis. É preciso estar preparado para aceitá-las. do banho”.inegável que a parceria a que nos referimos deve excelência envoltas por um mar difícil de singrar. O São também oportunidades de aprendizado, não se Os pais, percebendo as mudanças na escola pública,fortalecer as práticas educativas, tanto aquelas conflito está estabelecido e a retomada das relações deve perdê-las. e tendo condições, passam a matricular seus filhos entre secundaristas e graduandos é uma estratégia 4) O estudante universitário/profissional doque são construídas na escola, bem como, e como nas escolas particulares que se dispuseram a manter o presente precisa de formação técnica e humana. A interessante para pôr em contato estes atoresnão poderíamos deixar de considerar, aquelas que esquema “quadrado e careta” que continuou enviando comunidade universitária, de modo geral, está focada sociais que não se encontram mais nesta ou naquelapossibilitam o desenvolvimento do conhecimento alunos para a universidade pública, via vestibular. A apenas na formação técnico - cientifica. Não há foco escola apenas; estão em todas, protagonistas entrecientífico, porque, apesar da pesquisa visar, de da política universitária atual na construção de um escola pública assumiu a missão de formar cidadãos coadjuvantes e figurantes. Projetos que exponham currículo que integre ensino, pesquisa e extensãomaneira geral, a melhoria da qualidade de vida, este “críticos e conscientes” enquanto as particulares estes atores secundaristas aos palcos da graduação de maneira equilibrada e efetiva. Por enquanto, oprocesso se dá também em função da educação. passaram a formar os “futuros patrões” simplesmente. e ainda lancem um pouco das luzes deste cenário que pode ser feito são iniciativas individuais, queA política da Secretaria de Educação do Estado de Neste contexto, muito se perdeu na relação entre sobre a comunidade em geral são fundamentais. A ofereçam esta oportunidade aos estudantes que jáSão Paulo é, acertadamente, coerente ao avaliar os relação entre a escola básica e a universidade está possuem maturidade para identificá-las e usufruí- secundaristas e graduandos. Simplesmente seprojetos que ocorrem nesse âmbito, e entende que em crise e isso é bom. Neste conflito socioambiental las. “decoravam” o que era necessário para passar pelo Obrigado a toda equipe do PONTE e das escolas comas escolas aumentam as suas chances de acesso no estabelecido podemos dar vez e voz aos mais vestibular. Não havia crises. as quais tive oportunidade de interagir e aprenderque concerne à tecnologia e ao saber que é gerado variados atores sociais envolvidos e não somente Hoje temos vivenciado uma crise generalizada nos minhas pequenas lições. Quem sabe também nós donos pólos de desenvolvimento e aperfeiçoamento aos tradicionais “tomadores de decisão”. São novas SNE, no futuro, possamos nos aventurar a construir sistemas de ensino.técnico-científico. Mas, ressalta que a universidade, pontes sobre águas revoltas. pontes assim, que por mais estreitas que sejam, permitam o tráfego nos dois sentidos. PROJETO PONTE • 5 PROJETO PONTE • 6
  5. 5. Entrevistas & Artigos Entrevistas & Artigos Entrevista com a Equipe da Oficina Pedagógica daMaurício Puitt Brasil assim, espaços de aprendizagem. Diretoria de Ensino na Área de Ciências e Geografia. Junto a isso é pertinente percebermos que ambasCoordenador do Ensino Médio – E.E. Profa. OlíviaBianco instituições cresceram porque : vir a reconhecer o verdadeiro valor da extensão * Foi oportunizado a realização de projetos-pedagógicos Davi Andrade Pacheco Jaime Sepulveda Figueroa universitária, na melhoria da aprendizagem dos escolares em colaboração com os professores da alunos da rede pública estadual de ensino. OutraPor décadas, busca-se implantar uma educação universidade; professores do sistema escolar nos quais possibilidade seria a inclusão do projeto Ponte nopró-qualidade, com acesso universal, embasada em eles sentirão práticas pedagógicas com inovações 1. Que aspectos podem ser considerados relevantes programa de Iniciação Científica Júnior.práticas pedágogicas diferenciadas, construtivismo, metodológicas e curriculares que ajudaram a melhorar do trabalho desenvolvido pelo Projeto Ponte juntodidáticas diferenciadas pautadas em ações sensivelmente a prática pedagógica e metodológica 4. Quais são os maiores desafios que vocês enfrentam às escolas publicas de Ensino Médio de Piracicabainterdisciplinares e em outras metodologias de no ensino-aprendizagem. Deste modo, a escola durante esses dois anos? na parceria entre a ESALQ/USP e as escolas?ensino que são fundamentadas em investigações e transforma-se em uma comunidade de aprendizespesquisas. que contou com o apoio dos recursos intelectuais e R: O planejamento das ações a serem desenvolvidas Dos desafios que visualizamos, podemos apontar:Atualmente, o grande desafio, para a secretaria materiais que são oriundos da parceria; oportunidade nas unidades escolares, constitui um aspecto que 1. A necessidade de aperfeiçoar as demandasda educação e outros orgãos governamentais, é para que o professor tivesse mais um profissional diferencia o projeto Ponte de outros projetos. do projeto ao cotidiano escolar (calendário e rotinatransformar o sistema de educação pública num Também a integração dos estagiários com a escolar); em sala de aula (o monitor ou aluno-professor) quesistema educacional no qual cada aluno, tenha nas comunidade escolar (professores, alunos e 2. Manter os financiamentos para a também possuisse um conhecimento essencial desalas de aula, professores com formação de alta equipe gestora) tem sido um dos destaques no implementação do projeto; como agir efetivamente em sala de aula. desenvolvimento das ações educativas do projeto. 3. Garantir a efetivação de mudanças quequalidade. * Foi oportunizado um espaço em que a universidade Além disso, o envolvimento de todos os alunos resultem da aquisição do conhecimento gerado emPerante esta temática, sabemos que as escolas e pode, de fato, se envolver e participar com mais afinco de uma mesma série na vivência com o programa função do desenvolvimento do projeto, bem comoas universidades têm objetivos importantes em na vida cotidiana escolar. Para isso, foi necessário a das atividades do projeto, leva os mesmos a uma assegurar sua autonomiacomum. Portanto, para fortalecer e enriquecer participação ativa dos professores pesquisadores nas experiência ímpar na sua formação, uma vez quea sociedade democrática contemporânea, é dinâmicas, nos desafios, nos casos bem-sucedidos e podem ampliar o seu acesso à universidade pública.necessario que o acesso à universidade seja amplo nos dilemas que estão presentes nas salas de aula. Estae ofereça oportunidades de estudo para os jovens participação envolveu aspectos relacionados com a 2. Que aspectos poderiam ter sido melhorados paraprocedentes de diferentes classes sociais e de construção de conhecimentos, que estão relacionadas que o Projeto Ponte tivesse uma maior repercussãodiversos grupos culturais, através das parcerias entre com as teorias pedagógicas presentes, no currículo no contexto escolar?a universidade e a escola. da universidade, para a comunidade escolar. EstaFirmada parceria entre a universidade (ESALQ-USP) interação universidade-escola otimiza a possibilidade R: Os eixos temáticos do projeto devem contribuire a escola (Olívia Bianco) teve a preocupação para de criação de projetos de pesquisa que têm como cada vez mais para o enriquecimento das situaçõesque fossem atingidas as seguintes metas: objetivo capacitar os professores, possibilitando-os de aprendizagem apresentadas nos cadernos que• Aumentar o rendimento escolar e a conhecer as teorias pedagógicas atuais, o que pode compõem a proposta curricular do estado de Sãoaprendizagem dos alunos. resultar em transformações na prática-pedagógica Paulo, para que o projeto apresente nos próximos• Aprimorar a prática pedagógica do corpo anos, resultados ainda melhores. escolar.docente. Por esses beneficios e outros mais nossos governantes• Criar uma cultura escolar que privilegiasse a 3. Que sugestões a Diretoria de Ensino aponta para não deveriam deixar acabar as parcerias mas sim que a parceria da ESALQ/USP com as Escolas nãoreflexão, a pesquisa e a inovação. articular e otimizar essas parcerias que benefeciam termine?• Despertar o olhar critico para situações do diretamente toda a sociedade.cotidiano em frente um fato real. R: Para dar continuidade a parceria, é de suma• Sensibilizar sobre a necessidade de serem importância dar maior visibilidade ao projeto, a fimsolidários uns para com os outros potencializando, de que as agências de fomento à pesquisa possam PROJETO PONTE • 7 PROJETO PONTE • 8
  6. 6. Entrevistas & Artigos Entrevistas & ArtigosUma Visão geral do projeto Maria Roseli Novello e como é o ambiente de um laboratório onde seEquipe docente da escola E.E. “Prof. Jethro Vaz de Toledo” desenvolve pesquisa e trabalhos científicos. Por isso, Professora de Matemática seria essencial que os alunos entrassem em contato E.E. Juracy com o ambiente acadêmico para auxiliá-los noO Projeto PONTE estabelece uma relação direta quais passam a ver em eixos temáticos a física que embasamento desses conhecimentos. A parceria universidade/escola é necessária,entre o conhecimento científico aprendido na antes parecia jamais ter feito parte de sua vida. No principalmente sendo a ESALQ um ícone no Brasilescola e as situações cotidianas, de modo que os eixo temático Agricultura, por exemplo, isso fica e no exterior. Imaginem, então, em Piracicaba? Umestudantes se deparam com uma nova experiência, evidenciado, pois quantos de nós somos capazes município rico, onde a agricultura canavieira seonde o conteúdo visto em sala de aula encontra- de imaginar alguma física no processo de plantio destaca e que necessita cada vez mais de profissionaisse aplicado diante dos seus olhos em situações ou colheita? Pois é! Mas ela está lá, na radiação solar aptos para o setor. Como não haver essa parceria?comuns do dia-a-dia. Desta forma, o projeto oferece fornecendo energia às plantas que produzem seu Sabemos que a maior fatia dos recursos destinados àa oportunidade aos alunos da rede publica de alimento com a fotossíntese, na umidade do ar que educação vão para as universidades e a universidadeensino, para começarem a entender que existem influência diretamente nos processos de absorção de pública, ao meu ver, tem o dever de estabelecer essaoutras oportunidades e caminhos além dos cursos energia e liberação de vapor d’água pelas plantas e parceria com a Educação Básica.técnicos, despertando seu interesse por novos que necessitam de uma maior ou menor irrigação, ou Além disso, sabemos que o acesso a ela não visa aos alunos egressos da escola pública, o que é umaconhecimentos que se encontram aplicados em ainda a temperatura que permite não só a formação incoerência, apesar das diversas políticas públicassituações cotidianas, podendo despertar assim de ventos chuvas e geadas, mas que também implementadas.o interesse em cursar uma universidade, vendo afetam direta e indiretamente o rendimento de uma Sendo assim, a universidade pública deve contribuir E.E. Pedro Moraes Cavalcantiesta como uma oportunidade viável de formação produção agrícola. Assim, todos estes conceitos com a formação dos professores, para investir na Coordenação e corpo docenteprofissional. que estão presentes em nosso cotidiano, podem ser relação entre os seus formandos e a escola pública, Dentro do eixo agricultura, o Projeto percebidos pelos alunos no Projeto PONTE, pois não para que os mesmos conheçam essa realidade, A parceria Universidade-Escola traz benefício paraPONTE oportuniza aos alunos uma visão mais basta só plantar é necessário saber como e onde adquirindo experiências e conhecimentos, estreitando ambas às partes: À Universidade a possibilidadeampla da relação meio ambiente e agricultura, de plantar para que se obtenha um resultado satisfatório relacionamentos com os estudantes do ensino médio de colocar em prática estudos, teorias e verificarmodo a proporcionar uma vivência dos processos e compense seu trabalho, e isso pode ser obtido a fim de que conheçam as diversas profissões. resultados e à escola a possibilidade de aperfeiçoar eque permeiam o processo de plantio e colheita através do conhecimento científico. Portanto, os projetos de extensão devem continuar atualizar o conhecimento dos professores, avançar ede determinada cultura, relacionando estas com por todos os motivos já expostos. Vera Lúcia Alves de ampliar os conhecimentos adquiridos em sala de aula.conceitos de física, química, biologia e geografia. Estes despertam a curiosidade dos alunos que Moura vivenciam situações concretas, fortalecem a Essa inter-relação partindo de conhecimentos préviosAssim, é possível entender o uso de novas tecnologias responsabilidade, desenvolvem valores sócio- e pautando-se no cotidiano dos alunos favorececomo o GPS para localização, mecanismos como Professora de Ed. Física culturais e o respeito ao meio ambiente, motivam o desencadeamento de projetos voltados parapivôs de irrigação, além de formas alternativas de E.E. “Prof. Jethro Vaz de as atividades extras e intracurriculares, viabilizam o atuação na resolução de problemas na comunidadeplantio de diferentes culturas, dentre elas o café, que Toledo” contato com as diferentes profissões estimulando escolar, transformando-as em sujeitos ativos defora uma das principais fontes de riqueza do nosso a continuação dos estudos graduados, além depaís. transformação. levantarem sua auto-estima. Tais projetos, quando enriquecidos com esta parceria Anderson Marcelli Dessa forma, o projeto PONTE é imprescindível, Em relação à disciplina Educação Física, posso afirmar pois desenvolve um papel não só pedagógico como levam o aluno a ter contato com outras vivências e Palmieri que o objetivo principal é conscientizá-los sobre a também, social aos nossos professores e alunos. realidades, fazendo com que eles consigam participar, Professor de Física dialogar e por em prática os conhecimentos no seu importância da qualidade de vida no seu dia-a-dia, João Humberto Venturini E.E. “Prof. Jethro Vaz de dia - a - dia, ou seja, conseguem transpôr as páginas Toledo” mas para que isso se torne possível, é necessário Professor de Biologia do livro didático. saber distinguir fatores como, a importância do E.E. Juracy Cria-se com essa união uma força capaz de meio ambiente, alimentação e hábitos saudáveis romper obstáculos como: transporte, material, de vida, que vão de encontro com o Projeto PONTE, O projeto Ponte ajuda os alunos a desenvolveremDe um ponto de vista físico, muitas vezes não conceitos e relacionarem os fatos do dia-a-dia aperfeiçoamento além de abrir as portas desta pois só é possível obter uma vida de qualidadeimaginamos como esta ciência está presente em com a questão ambiental. Por isso a parceria entre Instituição, favorecendo e estimulando estudos tendo consciência do que é saudável ou nociva a Universidade e escola é de suma importância para o futuros.nosso dia-a-dia, ficando presos apenas a formulase conceitos que parecem não ter nada a ver com saúde humana. Esse projeto oferece essa visão aos desenvolvimento da escola como um todo. O projeto Esperamos que essa parceria se mantenha e seas situações cotidianas, sendo uma ciência difícil educandos que num futuro próximo poderão também poderia também levar os alunos a conhecerem os fortaleça a cada ano para que juntos possamose distante da realidade da realidade vivida em estar fazendo parte de forma direta ou indireta para laboratórios da universidade onde foram analisadas continuar enriquecendo, escola, professores, alunos as amostras de água, pois muitos demonstraramnosso dia-a-dia. Desse modo, o Projeto PONTE uma melhor qualidade de vida em seu meio social. e universidade e colaborando para formação de interesse em saber onde e como eram feitas essasvem beneficiar o aprendizado dos alunos, os cidadãos críticos e atuantes na sociedade. análises. Muitos desconhecem as universidades PROJETO PONTE • 9 PROJETO PONTE • 10
  7. 7. Entrevistas & Artigos Entrevistas & ArtigosO Projeto PONTE estabelece uma relação direta de pessoas, pois permite, sem problema algum aprendizado vivo e interessante. Sandro José Celesteentre o conhecimento científico aprendido na a reflexão, a emoção, a pesquisa e um re-estudo Nos últimos 5 anos, o Museu “Luiz de Queiroz”escola e as situações cotidianas, de modo que os (entender e compreender novamente os fenômenos recebeu em torno de 25.000 visitantes de todas as Prof. de Históriaestudantes se deparam com uma nova experiência, e objetos) do que ali se apresenta. idades. Eles foram alunos de ensino fundamental E.E. Sud Mennuccionde o conteúdo visto em sala de aula encontra- Nem sempre este espaço permitiu os aspectos e médio de escolas públicas e privadas, alunos de mencionados acima, pois eram rígidos em seus graduação e adultos.se aplicado diante dos seus olhos em situações objetivos e só frequentavam, quem de verdade, Com isso acredito que o Museu (espaço) ecomuns do dia-a-dia. Desta forma, o projeto oferece intelectulizavam os temas propostos. principalmente dentro de uma Universidade, ondea oportunidade aos alunos da rede publica de Com a globalização instalada na humanidade, tudo esta permite um livre pensar e criação, com seusensino, para começarem a entender que existem se torna mais acessível para o ser humano, assim, faz- inúmeros itens e atividades, pode contribuir com O Projeto Ponte nos foi apresentado como umoutras oportunidades e caminhos além dos cursos se necessário tomar consciência dos fatos e isso só é a formação de pessoas. Pessoas estas que passem trabalho interdisciplinar, onde os eixos centrais sãotécnicos, despertando seu interesse por novos realmente adquirido, quando o ser humano constrói a pensar e refletir, pois muitas histórias estão aí temas relacionados com o meio ambiente, semconhecimentos que se encontram aplicados em seu próprio pensar, com sua própria emoção e assim concentradas. que nos fosse cobrado qualquer contrapartida osituações cotidianas, podendo despertar assim agir por vontade própria de forma consciente. que deixou o grupo de professores bem à vontade Segundo Jorge Wagensberg diretor do Museu de MarcosYassuo em optar pela participação ou não do projeto.o interesse em cursar uma universidade, vendo Ciências de Barcelona o “estímulo é a principal Kamogawa Decidimos pela participação do projeto, e, logo apósesta como uma oportunidade viável de formação função de um Museu. Criar uma distinção entre escolhemos o eixo principal previamente Existeprofissional. uma série de problemas enfrentados no ambiente o antes e o depois”. Após uma participação das Professor Doutor Dentro do eixo agricultura, o Projeto escolar, que muitas vezes, o professor, por medo de atividades de um museu que a pessoa saia com Departamento dePONTE oportuniza aos alunos uma visão mais fracassar ou não render o esperado, opta pela não mais perguntas do que entrou, estimulando assim, Ciências Exatas participação, cabe salientar que este receio estáampla da relação meio ambiente e agricultura, de Área de Química a busca pela resposta. diretamente ligado à falta de condições de trabalhomodo a proporcionar uma vivência dos processos As propostas de atividades para o Museu “Luiz de ESALQ/USP nas escolas públicas, entre materiais e pessoais.que permeiam o processo de plantio e colheita Queiroz” procuram contribuir para esse processo Quanto à realização do projeto as primeirasde determinada cultura, relacionando estas com cognitivo, com estímulos, para que as pessoas Reflexões sobre a Experimentação no Ensino de impressões que tive foram à seriedade econceitos de física, química, biologia e geografia. responsabilidade dos integrantes do projeto, além possam adquirir a vontade de aprender. Através Ciências de que os temas oferecidos estão atualizados eAssim, é possível entender o uso de novas tecnologias do seu acervo ou temas propostos por diversos pertinentes ao interesse tanto dos professores como O ensino de ciências no Brasil é um desafio paracomo o GPS para localização, mecanismos como profissionais, são organizadas oficinas, palestras, dos alunos. muitos professores, uma vez que a estrutura e ospivôs de irrigação, além de formas alternativas de projetos de extensão, visitas monitoradas, Quanto à realização do projeto, senti um estímulo recursos financeiros das instituições não permitem muito grande pelo respeito, atenção e preparaçãoplantio de diferentes culturas, dentre elas o café, que exposições científicas e artísticas, teatro, música, etc. Essas atividades em sua maioria são interativas, adequadas condições. É consenso, a importância que recebi dos integrantes do Projeto, além de sentirfora uma das principais fontes de riqueza do nosso um envolvimento de grande parte dos alunos que abrangendo uma comunicação de objetos com dos trabalhos práticos no aprendizado, entretantopaís. participaram do Projeto, devem citar como causas objetos, objetos e visitantes e visitantes com esta atividade não tem sido utilizada ou empregada dessa empolgação dos alunos, o fato de muitos deles Célia Regina Vello visitantes. de modo profundo. É importante despertar nos nunca terem participado de algum projeto como É importante que as pessoas possam adquirir estudantes a curiosidade diante do desconhecido e este, e muitos nunca tinham saído da própria escola, Educadora do Museu novas formas de pensar o mundo, principalmente o espírito investigativo, pois resultará em cidadãos além disso, outros motivos, não menos importantes, “Luiz de Queiroz” aquelas que as façam mudar de atitudes, e uma mais críticos, com discernimento para realizar foram o respeito em como foram tratados no Escola Superior de delas é interiorizando o conhecimento científico. projeto, a competência e responsabilidade do grupo julgamentos e tomar decisões. Agricultura “Luiz de Com isso, apresentar uma máquina ou um objeto, supracitado anteriormente, e por último, os alunos Aulas práticas empregando Kit de análise tiveram a oportunidade de observarem toda a teoria Queiroz” – USP. com seu nome e para que eles servem, é uma química é um bom exemplo, no qual sua utilização que aprendem na sala de aula em prática, através de Comissão e Serviço coisa, apresentá-los de forma que o visitante possa experimentos, invenções, soluções na universidade pode ser contextualizada em temas como meio de Cultura e Extensão descobrir os mecanismos que ali foram utilizados, é e no mercado de trabalho. ambiente saneamento básico, saúde pública, etc. Universitária – Seção de outra coisa. Pude observar que o Projeto só acrescentou aos Atividades Culturais. Esses espaços (incluindo Museu e Centro de Os resultados das análises químicas podem ser alunos que participaram principalmente em relação Ciências) dentro de uma Universidade se tornam discutidos em função da origem da contaminação, ao aprendizado dos conteúdos em sala de aula,Estar como educadora em um Museu e nele cada vez mais necessários, pois nela, é que se dá causas e consequências. Levando o aluno a refletir verificado no desempenho destes na realização de em como solucionar estes problemas e despertando trabalhos e avaliações, além, é claro, de proporcionarestabelecer um lugar de aprender é desafiador. grande número de produção científica e esta deve aos alunos a chance de conhecer o ambiente deMe deparo a todo instante, com a necessidade de ser conhecida e compreendida pela sociedade, um espírito participativo. Ações concretas podem uma universidade pública, muitas vezes muitoir a busca de atividades que vai muito além das assim de fato vale a pena pesquisar. ser adotadas com parcerias da Universidade com distante da realidade dos alunos, como, também aexposições (de qualquer natureza), e acervo bem Quando isso acontece (esse dinamismo entre o as Escolas. A Universidade pode contribuir com a possibilidade de uma nova forma de aprendizadocuidado e catalogado. científico e entendimento prático) dizemos que montagem dos kits e planejamento experimental fora da sala de aula.No decurso do meu trabalho diário verifico a riqueza ali há extensão e quando nesse acontecimento, Para finalizar e como contrapartida, que não me foi dos temas, contribuindo com os professores do cobrado, mas que sinto prazer em fazer, deixo umdeste espaço e da sua importância como testemunho são envolvidos um número maior de profissionais Ensino Médio que poderão utilizar esta ferramenta agradecimento à toda equipe do Projeto Ponte pelode um sentir e fazer humano e a posteriori o seu com suas especificidades, o trabalho enriquece de para o ensino das ciências, facilitando a discussão dos apoio e estímulo recebido, cujos, não recebo comopensar intelectual na produção científica. tal forma que não há máquinas e objetos de um professor de escola pública, o que me motivouEm geral este espaço, com seus altos e baixos temas e tornando o conteúdo teórico, muitas vezes acervo de museu bem cuidados e catalogados, que a continuar a acreditar que através de projetosmomentos em sua história e agora novamente fiquem apenas parados esperando visitantes, ficam abstrato, mais palpável. Parcerias como esta, com como esse, que ligam à universidade a escola e queem ascensão, é de grande valia para a formação novos e atraentes, por consequência promove um certeza contribuirão para a formação dos estudantes capacitam os professores, que um dia teremos uma e auxiliarão os professores nesta importante tarefa. escola pública de melhor qualidade. PROJETO PONTE • 11 PROJETO PONTE • 12
  8. 8. As Experiências do As Experiências doProjeto Ponte Projeto Ponte3ª Reunião do Conselho participantes, tais como a equipe do projeto, seus monitores, estudantes e professores das escolas sua compreensão e consciência sobre o consumo da água. Nesse momento os alunos se expressavam Eixos TemáticosGestor do Projeto Ponte estaduais, entre outros. A reunião foi finalizada com o espaço Café, e tomavam conhecimento das diferentes utilidades da água no dia a dia do Ser humano, e os diferentes Com cinco roteiros de atividades temáticas desenvolvidos, neste semestre o ponte buscou Prosa e Música, com a apresentação musical de Márcio parâmetros de qualidade da água. diferenciar algumas atividades. Sartório, cantor e compositor de piracicaba que já Neste último caderno trazemos algumas novidades e A Análise da Água (pH, Dureza Total, Ferro, Fósforo, participou do Projeto. Algumas músicas de sua autoria algumas experiências que chamaram muito a atenção Cloreto, Oxigênio, Amônia) da escola foi feita com um dos estudantes e professores. compõem a trilha sonora do vídeo do Projeto. Nesse kit de análise portátil, desenvolvido pelo laboratório momento todos os presentes puderam conversar de de química da ESALQ/USP. Caça ao tesouro: Técnicas de Geoprocessamento forma mais descontraída enquanto apreciavam uma no ensino médio 2. A Coleta de Água para análise em laboratório boa música. foi realizada na escola (torneira e SEMAE) e em cursos Jane e Beto são alunos de pós-graduação em Ecologia d’água próximo à escola. Nesse momento foram Aplicada e no Programa de Solos na ESALQ/ USP. discutidos os fatores observados no entorno dos rios Eles contribuíram muito com o eixo agricultura por que afetam a qualidade da água (erosão, mata ciliar, meio da elaboração, aplicação e real vivência de umaNo dia 3 de novembro de 2009 foi realizada a 3ª esgoto, lixo etc.). Durante o percurso no entorno atividade muito criativa, e inovadora.Reunião do Conselho Gestor do Projeto Ponte. Esta da escola os alunos se orientaram por Materiais Cartográficos (foto aérea, mapa e GPS) para chegarem Alberto Barreto ereunião teve um caráter especial, pois foi realizada aos locais sugeridos para a coleta de água. Jane Siqueira Linona Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”(ESALQ) e nela foi apresentado o vídeo institucional 3. A Discussão dos Resultados foi feita em umdo Projeto. terceiro momento, já com os resultados das análises A reunião teve início com a fala do Prof. de água em mãos. Um Circuito Prático foi aplicadoGerd Sparovek, coordenador do Projeto Ponte, o com os alunos, onde estes puderam vivenciar osqual agradeceu a presença de todos e destacou resultados na prática, compreendendo o que cadaas ações de continuidade do Projeto e o intuito de parâmetro provoca na água (sabor, cheiro, textura,transformá-lo em um Programa. cor, transparência). Os resultados foram apresentados Imaginar que a simples existência de um centro Também estiveram presentes o Prof. NatalAntônio Vello, vice-diretor da ESALQ, o Prof. Fábio, Observatório da Água e comparados com os limiares permitidos por lei para a potabilidade da água. de excelência em pesquisa na agricultura como arepresentante da Diretoria de Ensino de Piracicaba, ESALQ emana automaticamente tal conhecimento, Karen Leyton estabelecendo virtual zona de influência em todabem como, professores e diretores das escolas Os Resultados encontrados nas análises foram muito a cidade, é um imenso erro mas assustadoramenteparticipantes, professores da ESALQ que participam comum. Eng. Agrônoma interessantes, e devem ser de conhecimento dose contribuem com o Projeto e toda sua equipe A percepção desta inverdade se dá na prática, Coordenadora Técnica habitantes da cidade de Piracicaba. São nascentes contaminadas com nitrato, águas salobras, onde é possível perceber a enorme distância da linguagem existente entre quem desenvolve elementos indicativos de esgoto clandestino em pesquisa e a comunidade. É um exercício constante altas quantidades, dentre outros parâmetros que adaptar conteúdos de importância social para uma serão apresentados na publicação do projeto. Um linguagem simples e limpa. Esse é o desafio do Projeto dos maiores trunfos do projeto é contribur para Ponte que, até o desenvolvimento da atividade ampliar os horizontes e proporcionar uma abordagem de geoprocessamento, eu acompanhava a certa O projeto “Observatório da água: Da natureza à ampla e crítica da questão dos recursos hídricos aos distância. torneira” surgiu com o intuito de agregar-se ao Estabelecer as conexões entre o uso de tecnologias de estudantes, para que eles possam refletir sobre sua geoinformação, cada vez mais acessíveis, e o cotidiano programa Ponte: Interligando Conhecimentos. Iniciou ação e a ainterferência humana no meio ambiente dos alunos é foco principal de uma atividade que suas atividades no segundo semestre de 2009, já atualmente e para futuro; e para que esses possam dispõe de pouco tempo para despertar o interesse trabalhando com 4 escolas estaduais. Financiado ser multiplicadores de bons hábitos e de respeito à dos alunos. pelo CNPQ, o projeto deverá ter a duração de dois natureza e à esse bem finito que é a água. Usando GPS, uma proposta lúdica, com mais práticaexecutora. anos, tendo como produto final o livro Atlas da Agradecemos o Prof. Dr. Gerd Sparovek, coordenador que teoria, e fora da sala de aula, foi possível resgatar Esta reunião do Conselho Gestor teve como água de Piracicaba, agregando dados de diferentes geral do projeto, o Jaime e Davi da Oficina Pedagógica alguns conteúdos vistos principalmente nas aulasobjetivo avaliar as atividades desenvolvidas no de geografia, matemática e até física, tornando-os instituições que trabalham com análise e qualidade da - Diretoria de Ensino de Piracicaba e Região, a Profa.semestre, bem como, discutir com todos os atores aplicáveis em determinada situação. água na cidade, caracterizando espacialmente a água Antônia de Azevedo, coordenadora pedagógica do Participar por uma atividade de um projeto embasadoenvolvidos a continuidade e possíveis formas de de Piracicaba. projeto, o Prof. Dr. Prof. Dr. Marcos Yassuo Kamogawa, num conceito de prática de ensino que se permite serperenização do Projeto. No ano de 2009 as atividades nas escolas foram parceiro do projeto, o Laboratório de Ecologia Aplicada diferenciado, fez certamente parte de um crescimento Ainda, foi realizada a estréia do Vídeo desenvolvidas em 3 momentos: da ESALQ, a coordenação das escolas participantes, e de uma mudança de concepção de extensão eInstitucional do Projeto Ponte. O vídeo apresenta de intervenção universitária. Tomara que mais pessoasforma bem autêntica o caráter e o desenvolvimento 1. Dinâmica de Pergunta e Resposta sobre a os professores envolvidos, a equipe do projeto, e água na contemporaneidade, buscando nos alunos que derem sua contribuição possam sentir issodo Projeto nas escolas, trazendo relatos de diferentes especialmente os alunos, objetivo de toda ação. também. PROJETO PONTE • 13 PROJETO PONTE • 14

×