Manual.fpif modulo 1 fisoot

1.975 visualizações

Publicada em

Publicada em: Internet
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.975
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
88
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Manual.fpif modulo 1 fisoot

  1. 1. Ana Isabel Correia Fevereiro de 2014 FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE FORMADORES Módulo 1. Formador: Sistema, Contextos e Perfil “Não dê o peixe, ensine a pescar. Provérbio chinês
  2. 2. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 2 Perfil de entrada Módulo 1. Formador: Sistema, Contextos e Perfil 10 horas Destinatários: Indivíduos que pretendam adquirir o Certificado de Competências Pedagógicas (CCP) para exercer a actividade de formador. Objectivos  Caracterizar os sistemas de qualificação com base nas finalidades, no público-alvo, nas tecnologias utilizadas e no tipo e modalidade de formação pretendida;  Identificar a legislação, nacional e comunitária, que regulamenta a Formação Profissional;  Enunciar as competências e capacidades necessárias à actividade de formador;  Discriminar as competências exigíveis ao formador no sistema de formação;  Identificar os conceitos e as principais teorias, modelos explicativos do processo de aprendizagem;  Identificar os principais factores e as condições facilitadoras da aprendizagem;  Desenvolver um espirito critico, criativo e empreendedor. Conteúdo 1.1 – Formador: contextos de intervenção 1.2 – Aprendizagem, criatividade e empreendedorismo
  3. 3. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 3 Indice MÓDULO 1. FORMADOR: SISTEMA, CONTEXTO E PERFIL ...................................5 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................5 POLÍTICAS EUROPEIAS E NACIONAIS DE EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO ..................6 O SISTEMA NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES ............................................................8 CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES ...........................................................................8 EIXO PRIORITÁRIO 1 – QUALIFICAÇÃO INICIAL ...................................................................10 EIXO PRIORITÁRIO 2 – ADAPTABILIDADE E APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA..................10 EIXO PRIORITÁRIO 3 – GESTÃO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL .................................11 EIXO PRIORITÁRIO 4 – FORMAÇÃO AVANÇADA....................................................................11 EIXO PRIORITÁRIO 5 – APOIO AO EMPREENDEDORISMO E À TRANSIÇÃO PARA A VIDA ATIVA12 EIXO PRIORITÁRIO 6 – CIDADANIA, INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL .....................12 EIXO PRIORITÁRIO 7 – IGUALDADE DE GÉNERO..................................................................13 EIXO PRIORITÁRIO 8 – ALGARVE ........................................................................................13 EIXO PRIORITÁRIO 9 – LISBOA ...........................................................................................14 EIXO PRIORITÁRIO 10 – ASSISTÊNCIA TÉCNICA ..................................................................14 CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ......................16 LEGISLAÇÃO DE ENQUADRAMENTO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ...........20 LEGISLAÇÃO DE ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE DE FORMADOR............23 REQUISITOS DE ACESSO AO CERTIFICADO DE APTIDÃO PEDAGÓGICA DE FORMADOR (CCP):..23 PERFIL DE FORMADOR................................................................................................28 COMPETÊNCIAS PSICO-SOCIAIS................................................................................28 COMPETÊNCIAS TÉCNICAS ........................................................................................29 COMPETÊNCIA PEDAGÓGICA.....................................................................................30 ATIVIDADES DO FORMADOR ......................................................................................30 CLASSIFICAÇÃO DO FORMADOR................................................................................31 CÓDIGO DEONTOLÓGICO: DIREITOS E DEVERES DO FORMADOR.......................32 TIPOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL.....................................................................33 FORMAÇÃO PROFISSIONAL INICIAL:........................................................................33 FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONTÍNUA: ..................................................................34 EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE JOVENS:.................................................................................36 EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS: ..............................................................................36 FORMAÇÃO PARA PÚBLICOS DIFERENCIADOS: ....................................................................37 FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO:..........................................................................37 MODALIDADES DE INTERVENÇÃO FORMATIVA...................................................38 PRESENCIAL: .....................................................................................................................38 E-LEARNING: .....................................................................................................................38 B-LEARNING: .....................................................................................................................38 PROCESSOS DE RVCC ...................................................................................................39 PRINCIPIOS DA TEORIA DA APRENDIZAGEM........................................................40
  4. 4. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 4 PEDAGOGIA, ANDRAGOGIA, DIDÁTICA E PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM .............................................................................................................................................42 Princípios da Andragogia:......................................................................................42 PROCESSOS, ETAPAS E FATORES PSICOLÓGICOS DA APRENDIZAGEM.......45 CONCEITOS, CARACTERISTICAS E PERCURSOS DE APRENDIZAGEM...........48 FATORES COGNITIVOS DA APRENDIZAGEM..........................................................50 APRENDIZAGEM DISRUPTIVA COMO METODOLOGIA DE FACILITAÇÃO......52 ESPÍRITO EMPREENDEDOR NA FORMAÇÃO .........................................................57 PEDAGOGIA DIFERENCIADA E DIFERENCIAÇÃO PEDAGÓGICA: DIFERENCIAR PORQUÊ?..............................................................................................59 Princípios De Diferenciação Pedagógica: .....................................................................60 A APRENDIZAGEM ATRAVÉS DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA (PNL) ..................................................................................................................................62 PRINCÍPIOS DA CRIATIVIDADE PEDAGÓGICA......................................................64 CONCLUSÃO.....................................................................................................................67 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................68
  5. 5. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 5 MÓDULO 1. FORMADOR: SISTEMA, CONTEXTO E PERFIL INTRODUÇÃO Todos nós, ao longo da vida, desempenhamos com maior ou menor frequência, mais ou menos conscientemente, a função de “formador”. Seja de forma perfeitamente consciente, como no contacto com os nossos jovens, ou simplesmente no contacto e convívio com os nossos amigos, procuramos com as nossas palavras e ações influenciar, num certo sentido, as ações dos outros, procurando ajustá-las aos nossos próprios padrões, seja de pensamento ou de comportamento, que consideramos, inevitavelmente, os mais corretos. Nessa acção, formar corresponde, de certa forma, a “enformar”, colocar os indivíduos dentro de uma “forma”, por nós idealizada, pretendendo incutir-lhes os nossos princípios e retirar-lhes parte da sua autonomia e capacidade de idealização próprias. Este não deve constituir o Objetivo da Formação. A verdade é que os formadores têm a missão de instruir, esta só terá pleno significado se simultaneamente tentarmos “desenvolver”. Só assim desenvolveremos uma atividade verdadeiramente formativa. Sendo que o aproveitamento no curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores certifica o indivíduo para o exercício profissional de funções de formador, o formando deverá conhecer os potenciais contextos onde poderá vir a desenvolver a sua atividade, bem como o enquadramento legal e princípios deontológicos que regem a profissão. Assim, o módulo de Formador: Sistema, Contextos e Perfil irá conferir-lhe as bases para uma integração informada e esclarecida no mercado de trabalho, salientando o âmbito das suas competências e das suas responsabilidades para com os grupos de formação, as entidades promotoras e a sociedade, no geral.
  6. 6. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 6 POLÍTICAS EUROPEIAS E NACIONAIS DE EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO O papel da educação e formação no contexto das políticas europeias tem vindo a conhecer uma crescente importância, desde a implementação da Estratégia de Lisboa e do Programa «Educação e Formação 2010». O lançamento da nova Estratégia Europa 2020, para o crescimento e emprego, veio confirmar essa importância e consolidar os esforços até agora empreendidos nesta área, que se encontra assente num quadro estratégico que engloba os sistemas e níveis de educação e formação no seu todo, numa perspetiva de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV). Em 12 de maio de 2009, foram aprovadas as conclusões do Conselho sobre um novo quadro estratégico para a cooperação europeia nas áreas da educação e formação (“EF 2020”), para o período 2010-2020. Tendo sido estabelecidos os seguintes novos objetivos para 2020:  Uma média de pelo menos 15 % de adultos deverá participar na aprendizagem ao longo da vida;  A percentagem de alunos de 15 anos com fraco aproveitamento em leitura, matemática e ciências deverá ser inferior a 15 %;  A percentagem de adultos de 30-34 anos com nível de ensino superior deverá ser de pelo menos 40 %;  A percentagem de alunos que abandonam o ensino e a formação deverá ser inferior a 10 %;  Pelo menos 95 % das crianças entre 4 anos e a idade de início do ensino primário obrigatório deverão participar no ensino pré-escolar. Foram, igualmente, estabelecidos quatro importantes objetivos: 1. Tornar a ALV e a mobilidade em realidade; 2. Melhorar a qualidade e eficiência da educação e formação; 3. Promover a equidade, coesão social e cidadania; 4. Promover a criatividade, inovação e empreendedorismo.
  7. 7. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 7 As atividades no contexto deste programa contribuem também para a parte intergovernamental do Processo de Bolonha na área do Ensino Superior. Retirado de: http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Reconhecimento/Uni%C3%A3o+Europeia/Educa% C3%A7%C3%A3o+e+Forma%C3%A7%C3%A3o+2020/
  8. 8. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 8 O SISTEMA NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES Este promove uma articulação efetiva entre a formação profissional inserida, quer no Sistema Educativo, quer no Mercado de Trabalho, estabelecendo objetivos e instrumentos comuns no contexto de um enquadramento institucional renovado. No âmbito do Sistema Nacional de Qualificações são criados: 1. Quadro Nacional de Qualificações, que define a estrutura de níveis de qualificação, tendo como referência os princípios do Quadro Europeu de Qualificações, no que diz respeito à descrição das qualificações nacionais em termos de resultados de aprendizagem, de acordo com os descritores associados a cada nível de qualificação; 2. Catálogo Nacional de Qualificações, que se apresenta como um instrumento dinâmico, integrando as qualificações baseadas em competências e identificando, para cada uma, os respetivos referenciais de competências de formação e o nível de qualificação de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações. 3. Caderneta Individual de Competências, onde se registam as competências adquiridas ou desenvolvidas pelo individuo ao longo da vida, referidas no Catálogo Nacional de Qualificações, bem como as ações de formação concluídas com aproveitamento que não correspondam às que deram origem às competências registadas. Catálogo Nacional de Qualificações O Catálogo nacional de Qualificações (CNQ) é um instrumento de gestão estratégica de qualificações de nível superior que integra o Sistema Nacional de Qualificações. Este instrumento encontra-se disponível em www.catalogo.anqep.gov.pt. O CNQ organiza-se por áreas de educação e formação, de acordo com a Classificação Nacional de Áreas de Educação e Formação, e define para cada qualificação os respetivos referenciais: Perfil Profissional, Referencial de Formação e Referencial de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.
  9. 9. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 9 A obtenção de uma qualificação prevista no Catálogo Nacional de Qualificações é comprovada por Diploma de Qualificação, o qual deve referir o nível de qualificação correspondente, de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações, bem como a atividade profissional para a qual foi obtida a qualificação. A conclusão com aproveitamento de uma ou mais unidades de formação desenvolvidas com base nos referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações, que não permitam de imediato a obtenção de qualificação ou a conclusão de um processo de reconhecimento e validação de competências, são comprovadas por Certificado de Qualificações. A conclusão com aproveitamento de uma ação de formação não inserida no Catálogo é comprovada por Certificado de Formação Profissional e efetuado registo na caderneta individual de competências, para efeitos de progressão escolar e profissional, através dos Centros de Novas Oportunidades.
  10. 10. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 10 PRINCIPAIS OFERTAS FORMATIVAS DISPONÍVEIS As principais ofertas formativas disponíveis podem ser consultadas em http://www.iefp.pt/formacao/Paginas/OfertaFormativa.aspx e neste poderá fazer uma pesquisa da oferta de formação proporcionada pelo IEFP, I.P. na sua rede de centros. A oferta poderá ainda ser consultada no site do POPH (Programa Operacional de Potencial Humano) segundo os 10 eixos de intervenção. Fazemos aqui uma breve alusão a essa formação: Eixo Prioritário 1 – Qualificação Inicial O eixo de intervenção Qualificação Inicial tem como objetivo elevar a qualificação dos jovens, promovendo a sua empregabilidade e a adequação das suas qualificações às necessidades do desenvolvimento sustentado, de aumento da competitividade e de coesão social da economia portuguesa. Esta intervenção assume uma articulação direta com os objetivos e a estratégia da iniciativa Novas Oportunidades no que concerne à qualificação dos jovens, distinguindo a opção de fazer do 12º ano o referencial mínimo de escolaridade para todos e de assegurar que as ofertas profissionalizantes de dupla certificação passem a representar metade das vagas em cursos de educação e de formação que permitam a conclusão do secundário. Eixo Prioritário 2 – Adaptabilidade e Aprendizagem ao Longo da Vida O Eixo 2 tem como principal objetivo o reforço da qualificação da população adulta ativa - empregada e desempregada, contribuindo para o desenvolvimento de competências críticas à modernização económica e empresarial e para a adaptabilidade dos trabalhadores. À semelhança do Eixo 1, também este Eixo de intervenção se insere na estratégia delineada no quadro da Iniciativa Novas Oportunidades, que expressa a ambição
  11. 11. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 11 de possibilitar aos adultos que já estão no mercado de trabalho sem terem completado o 9º ano ou o 12º ano de escolaridade, uma nova oportunidade. Eixo Prioritário 3 – Gestão e Aperfeiçoamento Profissional O Eixo de intervenção Gestão e Aperfeiçoamento Profissional tem como objetivo geral o desenvolvimento de um conjunto de formações associadas a processos de modernização organizacional, reestruturações e reconversões produtivas que contemplem a promoção da capacidade de inovação, gestão e modernização das empresas e outras entidades - nomeadamente da administração pública - enquanto condição fundamental de modernização do tecido produtivo, da melhoria da qualidade do emprego e do aumento da competitividade. Pretende-se, desta forma, reforçar a relevância do investimento a realizar no domínio da formação contínua, tendo presente, a necessidade de estimular o desenvolvimento de uma cultura de procura de formação por parte das empresas e dos trabalhadores. O apoio ao desenvolvimento de formações estratégicas e especializadas para a gestão e inovação na Administração Pública, constitui igualmente uma das prioridades a considerar no âmbito das intervenções enquadradas neste Eixo. Eixo Prioritário 4 – Formação Avançada O Eixo 4 tem como objetivo o reforço da capacidade científica e tecnológica nacional através, nomeadamente, da formação e integração profissional de recursos humanos altamente qualificados e do apoio ao alargamento da própria base de recrutamento do ensino superior. As ações integradas neste Eixo de intervenção visam a superação do atraso científico e tecnológico português, como condição essencial ao progresso económico e social, pela aposta no conhecimento e na competência científica e técnica, bem como na elevação dos níveis de qualificação e de desempenho dos quadros superiores e dirigentes das empresas e das instituições públicas, promovendo a convergência das qualificações científicas dos recursos humanos em Portugal para os níveis que se observam na generalidade dos países da União Europeia, em particular no que respeita à formação pós-graduada.
  12. 12. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 12 Eixo Prioritário 5 – Apoio ao Empreendedorismo e à Transição para a Vida Ativa O Eixo de intervenção apoio ao empreendedorismo e à transição para a vida ativa compreende diferentes instrumentos que visam promover o nível, a qualidade e a mobilidade do emprego, privado e público, nomeadamente, através do incentivo ao espírito empresarial, do apoio à integração no mercado de trabalho de desempregados e do apoio à transição de jovens para a vida ativa e do incentivo à mobilidade. Pretende-se, deste modo, facilitar os processos de inserção e reinserção profissional, assegurando uma abordagem integrada aos fatores que podem promover o desenvolvimento de uma cultura empreendedora na sociedade portuguesa. Eixo Prioritário 6 – Cidadania, Inclusão e Desenvolvimento Social Este Eixo do Programa Operacional Potencial Humano reúne um conjunto de instrumentos de política que visam criar condições de maior equidade social no acesso a direitos de participação cívica, à qualificação e educação e ao mercado de trabalho. As políticas de apoio à inserção social e profissional de pessoas em situação de desfavorecimento e de promoção de uma cidadania mais ativa e alargada constituem prioridade deste Eixo que contempla ações de prevenção e reparação de fenómenos de exclusão social. O combate à pobreza e exclusão social é então uma das principais áreas de intervenção contempladas, privilegiando-se o desenvolvimento de respostas integradas no domínio da formação e emprego que permitam uma estreita articulação entre o conteúdo das ações propostas e as especificidades dos públicos visados, em particular os desempregados de longa duração e os imigrantes, bem como os reclusos, ex-reclusos, jovens sujeitos a medidas tutelares educativas e cidadãos sujeitos a medidas tutelares executadas na comunidade. A integração social e profissional da população imigrante, através de medidas de políticas específicas, constitui, igualmente, uma das vertentes de intervenção deste Eixo, que confere ainda, especial ênfase, à integração no mercado de
  13. 13. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 13 trabalho e ao acesso a bens e serviços socialmente relevantes das pessoas com deficiência e incapacidade. Eixo Prioritário 7 – Igualdade de Género O Eixo 7 tem como objetivo fundamental, difundir uma cultura de igualdade através da integração da perspetiva de género nas estratégias de educação e formação, a igualdade de oportunidades no acesso e na participação no mercado de trabalho, a conciliação entre a vida profissional e familiar, a prevenção da violência de género e a promoção da eficiência dos instrumentos de política pública na promoção da igualdade de género e de capacitação dos atores relevantes para a sua prossecução. Assim, o POPH combina a mobilização de medidas de ação positiva, que se incluem no seu Eixo Igualdade de Género, com um conjunto de medidas que modelam a intervenção de outros instrumentos de política contemplados no Programa assegurando, desse modo, o aprofundamento da abordagem transversal no novo ciclo de programação de apoios FSE. Eixo Prioritário 8 – Algarve A região do Algarve, para o período de programação 2007-2013, integra as regiões elegíveis para financiamento pelos Fundos Estruturais a título do Objetivo da Convergência, ao abrigo do regime de apoio transitório e específico, facto determinado pela posição que esta região ocupa em termos da sua situação de desenvolvimento económico no contexto da União Europeia, e que determinou a fixação de um pacote financeiro consonante com a sua posição em termos dos critérios da elegibilidade regional. A estruturação do Eixo 8 do Programa Operacional do Potencial Humano, quanto à programação temática e financeira, sustentou-se, primariamente e em termos de opção estratégica, no diagnóstico da situação regional, opção esta que foi conjugada com uma avaliação rigorosa e prudente das potencialidades de cobertura e abrangência viabilizadas pela articulação e complementaridade dos recursos nacionais e comunitários.
  14. 14. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 14 A estruturação deste eixo espelha, assim, as prioridades consideradas estratégicas para colmatar as deficiências e debilidades que ainda persistem, no sentido de incrementar a equidade territorial, potenciar a valorização do território e viabilizar a continuidade e cobertura territorial das prioridades de desenvolvimento nacional, e reflete de forma particular a articulação e complementaridade dos recursos nacionais, públicos e privados, e comunitários. Eixo Prioritário 9 – Lisboa A região de Lisboa, para o período de programação 2007-2013, integra as regiões elegíveis para financiamento pelos Fundos Estruturais a título do Objetivo da Competitividade Regional e do Emprego, uma vez que esta região, pelo seu padrão de desenvolvimento socioeconómico no contexto da União Europeia, deixou de cumprir os critérios de elegibilidade regional do Objetivo da Convergência, determinando, por conseguinte, que no próximo período de programação, Lisboa irá apenas beneficiar de uma ajuda transitória, a qual foi fixada por Decisão da Comissão. A estrutura do Eixo 9 - Lisboa, do Programa Operacional do Potencial Humano, sustenta-se numa escolha criteriosa e estratégica das tipologias de intervenção com maior impacto espectável na erradicação das debilidades que a análise do diagnóstico regional ainda revela. Por outro lado, a estratégia do Eixo de Lisboa reflete, de forma particular, a articulação e complementaridade dos recursos nacionais, públicos e privados, e comunitários. Eixo Prioritário 10 – Assistência Técnica Este Eixo destina-se a suportar um conjunto de atividades associadas à gestão, acompanhamento e controlo interno, avaliação e informação do Programa Operacional do Potencial Humano relativas às regiões do Objetivo Convergência, excluindo a região abrangida pelo regime transitório Phasing Out. Para tal, este Eixo prevê o desenvolvimento de um conjunto de ações diversificadas integradas numa lógica de criação de um sistema de apoio à gestão, que lhe permita assegurar de forma eficaz e com a qualidade desejável o cumprimento dos objetivos definidos para o Programa Operacional.
  15. 15. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 15 De relembrar que a formação no âmbito do POPH está sujeita a abertura de candidaturas e respetiva aprovação. Retirado de: http://www.poph.qren.pt/
  16. 16. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 16 CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL É reconhecida à formação profissional uma importância estratégica, enquanto espaço privilegiado para aquisição de conhecimentos e contempla-se a obrigatoriedade da certificação dos formadores como forma de atingir os objetivos de qualidade essenciais ao êxito da Formação Profissional. A formação profissional pode ser vista de diferentes pontos de vista. Assim: Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP): “Processo global e permanente através do qual jovens e adultos, a inserir ou inseridos na vida ativa, se preparam para o exercício de uma atividade profissional.” Organização Internacional do Trabalho (OIT): “Um processo organizado de educação graças ao qual as pessoas enriquecem os seus conhecimentos e melhoram as suas atitudes ou comportamentos, aumentando deste modo as suas qualificações técnicas ou profissionais, com vista à felicidade e realização, bem como à participação no desenvolvimento socioeconómico e cultural da sociedade.” A qualidade dos formadores é unanimemente considerada como um pilar fundamental no desenvolvimento de ações de formação. Como tal, tornou-se imperativo regulamentar esta atividade no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Profissional, ou seja, a certificação passa a ser obrigatória na profissão de Formador. Com base nesta regulamentação torna-se necessário, em primeiro lugar esclarecer o conceito de Formação, nomeadamente por algumas das entidades implicadas no processo de organização e certificação da atividade de Formação.
  17. 17. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 17 Ordenamento jurídico Nacional: Educação e Formação Profissional ou Formação Profissional “a formação com objetivo de dotar o indivíduo de competências com vista ao exercício de uma ou mais catividades profissionais”. Retirado: alínea d) do arte.º. 3.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro Formação certificada “a formação desenvolvida por entidade formadora certificada para o efeito ou por estabelecimento de ensino reconhecido pelos ministérios competentes” Retirado: alínea f) da arte. 3.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro Finalidades da formação profissional: A. Integração e realização socioprofissional dos indivíduos; B. Adequação entre trabalhador e o posto de trabalho; C. Promoção da igualdade de oportunidades, no acesso à profissão, ao emprego e da progressão de carreira; D. Modernização e desenvolvimento integrado das organizações, da sociedade e da economia; E. Fomento da criatividade, da inovação e do espírito. Objetivos da formação profissional:  Fator Potencial de Desenvolvimento para as Pessoas;  Fator Potencial de Desenvolvimento para as Organizações. Potencial de desenvolvimento para as pessoas:  Motivação;  Aptidões técnicas;  Relacionamento;  Conhecimentos;  Disponibilidade para a mudança;  Capacidade para tomar decisão;  Autoconfiança;
  18. 18. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 18  Realização pessoal;  Sentimento de pertença em relação à organização;  Controlo de tensões e conflitos;  Sentimento de progresso na aprendizagem;  Eliminação da frustração. Potencial de desenvolvimento para as organizações:  Melhoria do desempenho;  Aumento de produtividade;  Maior desenvolvimento organizacional;  Maior identificação com os objetivos da organização;  Facilita a comunicação e resolução de divergências;  Melhor relacionamento entre níveis hierárquicos;  Mais motivação e participação;  Melhor imagem da organização. Entidades implicadas:  Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social;  Autoridade Para as Condições de Trabalho;  Ministério da Educação;  Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;  Ministério da Economia. Agência Nacional para a Qualificação, I. P, a quem compete:  Definir e publicitar os critérios de ordenamento da oferta de formação inicial a aplicar pelas entidades competentes pela promoção e apreciação de cursos e em articulação com estas;  As ações de formação a desenvolver no âmbito do Catálogo Nacional de Qualificações, inscritas no SIGO. Art.º 11.º Do decreto-lei nº 396/2007 de 31 de dezembro
  19. 19. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 19 Entidade Gestora: IEFP:  Gestão das intervenções operacionais; necessidades e oferta de formação;  Assegurar os serviços de apoio e coordenação. Entidade Promotora: Titular do pedido de cofinanciamento e que reúne condições estruturais e financeiras para apresentar a sua candidatura. Entidade Formadora: A entidade dos setores público, cooperativo ou privado, com ou sem fins lucrativos, que, encontrando-se obrigatoriamente certificada nos domínios para os quais se candidata ao financiamento, desenvolva ações em favor de pessoas coletivas ou singulares, que lhe sejam externas. Art.º 13.º do decreto regulamentar nº 84 – A/2007 de 10 de dezembro de 2007 Entidade Formadora Certificada: A entidade com personalidade jurídica, dotada de recursos e capacidade técnica e organizativa para desenvolver processos associados à formação, objeto de avaliação e reconhecimento oficiais de acordo com o referencial de qualidade estabelecido para o efeito. Retirado: alínea. E) do arte. 3.º do decreto-lei nº 396/2007 de 31 de dezembro
  20. 20. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 20 LEGISLAÇÃO DE ENQUADRAMENTO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Decreto-Lei n.º 95/92, de 23 de maio: Tendo como pontos de partida o Decreto-Lei n.º 401/91 e o Decreto-Lei n.º 405/91 (ambos revogados pelo Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro), o Decreto-Lei n.º 95/92 estabelece o regime da certificação profissional baseada em formação inserida no mercado de emprego ou em experiência profissional. Regulamenta o estabelecimento de dois tipos de certificação: o de formação e o de aptidão. Decreto Regulamentar n.º 68/94, de 26 de novembro: Estabelece as condições gerais de emissão de certificados de formação e de aptidão, baseados na formação inserida no mercado de emprego, na experiência profissional e em certificados ou títulos afins emitidos noutros países. Portaria n.º 1119/97, de 5 de novembro: Estabelece normas específicas de certificação respeitantes à caracterização das condições de homologação da formação pedagógica, necessária à obtenção do certificado de aptidão de formador, e das condições de renovação daquele certificado. Revogada com a entrada em vigor da Portaria 214/2011, que escabele o regime da formação e certificação de competências pedagógicas dos formadores que desenvolvem a sua atividade no âmbito do Sistema Nacional d Qualificações (SNQ). Decreto-Lei n.º 396/2007, DR nº 251, I Série, de 31 de dezembro; Estabelece o Regime Jurídico do Sistema Nacional de Qualificações e define as Estruturas que Regulam o seu Funcionamento.
  21. 21. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 21 Decreto Regulamentar n.º 84-A/2007 de 10 de dezembro; Estabelece o regime jurídico de gestão, acesso e financiamento no âmbito dos programas operacionais financiados pelo Fundo Social Europeu. As alterações efetuadas visam garantir a adequação de novos regulamentos comunitários e reforçar os níveis de relevância, qualidade, eficácia e eficiência das ações apoiadas por fundos públicos, nacionais ou comunitários. Portaria 230/2008 na redação atual: Define o regime jurídico dos cursos de educação e formação de adultos (cursos EFA) e formações modulares previstos no Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, e revoga a Portaria n.º 817/2007, de 27 de julho. Portaria 370/2008: Regula a criação e o funcionamento dos Centros Novas Oportunidades. Portaria 782/2009: Regula o Quadro Nacional de Qualificações e define os descritores para a caracterização dos níveis de qualificação nacionais. Despacho Normativo n.º 4-A/2008, de 24 de janeiro: Alterações introduzidas pelo despacho normativo n.º 12/2009, de 17 de março, pelo despacho normativo n.º 12/2010, de 21 de maio e pelo despacho normativo n.º 2/2011 de fevereiro de 2011. Fixa a natureza e os limites máximos dos custos considerados elegíveis para efeitos de cofinanciamento pelo Fundo Social Europeu. Portaria n.º 474/2010: Estabelece o modelo de certificado de formação profissional que, no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações aprovado pelo Decreto-Lei n.º 396/2007 de 31
  22. 22. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 22 de dezembro, se destina a certificar a conclusão com aproveitamento de uma ação de formação certificada não inserida no Catálogo Nacional de Qualificações. Em virtude da publicação desta Portaria e respetiva entrada em vigor, verifica-se o previsto no n.º 3, do art.º 25º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, ou seja, é revogado o Decreto Regulamentar n.º 35/2002, de 23 de abril. Portaria n.º 475/2010: Aprova o modelo da caderneta individual de competências e regula o respetivo conteúdo e o processo de registo previsto no regime jurídico do Sistema Nacional de Qualificações, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro. Portaria 994/2010: Refere, de uma forma geral que, as competências necessárias ao exercício de formador devem continuar a ser reconhecidas como válidas a partir do momento da respetiva certificação, nada impedindo que os formadores possam e devam continuar a desenvolver as suas competências através do exercício da atividade profissional e de formação contínua.
  23. 23. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 23 LEGISLAÇÃO DE ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE DE FORMADOR Requisitos de acesso ao certificado de aptidão pedagógica de formador (CCP): Desde janeiro de 2012, a candidatura ao Certificado de Competências Pedagógicas de Formador, deve ser formalizada através do NetForce – Portal para a formação e cerificação de formadores e outros profissionais, que se encontra disponível no seguinte endereço: http://netforce.iefp.pt/, sendo automática no caso de o candidato ter frequentado a formação pedagógica inicial e ter obtido aproveitamento na mesma. 1 — Pode exercer a atividade de formador quem for titular de certificado de competências pedagógicas (CCP). 2 — O certificado de competências pedagógicas de formador pode ser obtido através de uma entidade formadora certificada, nos termos da Portaria n.º 851/2010, de 6 de setembro, mediante uma das seguintes vias: a) Frequência, com aproveitamento, de curso de formação pedagógica inicial de formadores; b) Reconhecimento, validação e certificação de competências pedagógicas de formadores, adquiridas por via da experiência; c) Reconhecimento de diplomas ou certificados de habilitações de nível superior que confiram competências pedagógicas correspondentes às definidas no perfil de referência, mediante decisão devidamente fundamentada por parte do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.). 3 — O formador deve ter uma qualificação de nível superior. 4 — Em componentes, unidades ou módulos de formação orientados para competências de natureza mais operativa, o formador pode ter uma
  24. 24. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 24 qualificação de nível igual ao nível de saída dos formandos, desde que tenha uma experiência profissional comprovada de, no mínimo, cinco anos. 5 — A título excecional, em casos devidamente fundamentados, pode ser autorizado pelo IEFP, I. P., o exercício da função de formador a pessoas que: a) Não sejam titulares do certificado referido no n.º 1 do presente artigo, mas possuam uma especial qualificação académica e ou profissional não disponível ou pouco frequente no mercado de trabalho; b) Não detenham uma qualificação de nível igual ou superior ao nível de qualificação em que se enquadra a ação de formação, mas possuam uma especial qualificação profissional não disponível ou pouco frequente no mercado de trabalho. Certificado de aptidão pedagógica de formador (CCP): 1 — O certificado de competências pedagógicas de formador é emitido quando o candidato conclui com aproveitamento um percurso de formação (90h) e ou um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências pedagógicas, ou no caso em que o candidato seja possuidor de um diploma ou certificado de habilitações reconhecido como equivalente. 2 — Sempre que um candidato conclui com aproveitamento um ou mais módulos de formação deve ser emitido um certificado de frequência que capitaliza para efeitos de acesso ao certificado de competências pedagógicas de formador. 3 — Os certificados de competências pedagógicas são emitidos de forma automática e por via eletrónica, através do Sistema de Informação da Formação e Certificação de Formadores, após:
  25. 25. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 25 a) O registo e validação das classificações finais dos candidatos que obtiveram aproveitamento, pela entidade onde se realizou a formação ou o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências pedagógicas; b) O registo da equivalência dos diplomas ou certificados de habilitação de nível superior, sempre que seja essa a via de acesso à certificação; c) O pagamento dos encargos procedimentais previstos no artigo 11.º. 4 — O certificado de competências pedagógicas dispensa a emissão pelas entidades formadoras de qualquer outro documento de certificação, e consiste na atribuição de um código de validação, enviado eletronicamente a cada formador, que permite o seu acesso e ou de terceiros autorizados, através da Internet, aos dados que comprovam a respetiva certificação e que constam do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante. 5 — O IEFP, I. P., pode intervir de forma supletiva na análise e decisão dos processos relativos à certificação de competências pedagógicas, no caso de eventuais conflitos ou na ausência de uma entidade formadora competente para o efeito. Encargos procedimentais: Desde 15 de maio de 2007 (inclusive), estão em vigor encargos procedimentais aplicáveis a todas as candidaturas à certificação da aptidão profissional. A Portaria 214/2011, de 30 de maio, prevê o pagamento de taxas relativas aos encargos procedimentais da emissão do Certificado de Competências Pedagógicas de Formador, mantendo-se, até à publicação do Despacho Conjunto nela previsto, os valores apresentados na tabela seguinte:
  26. 26. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 26 Serviços Encargos Procedimentais Emissão do Certificado de Competências Pedagógicas Via da Formação € 50 Emissão do Certificado de Competências Pedagógicas Via da Experiência € 100 Aplicação do Regime excepcional € 25 Emissão de 2ª via do Certificado de Competências Pedagógicas € 25 Autorização de funcionamento de curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores € 250 Condições de Renovação/validade da certificação: Com a entrada em vigor da Portaria n.º 994/2010, de 29 de setembro, os Certificados de Aptidão Pedagógica de Formador deixam de ter validade, não carecendo legalmente de ser objeto de renovação. A mesma Portaria estipula que os CAP de Formador que a 30 de setembro se encontrem caducados passam a estar em vigor daquela data em diante. A possibilidade de acesso ao antigo CAP (atual CCP), por via da experiência, para candidatos com um mínimo de 180 horas de experiência formativa, desenvolvida entre 1 de janeiro de 1990 e 1 de janeiro de 1998, deixou de estar disponível com a revogação dos Decretos Regulamentares nº. 66/94, de 18 de novembro, e nº. 26/97, de 18 de junho. O Certificado de Competências Pedagógicas de Formador estabelecido através da Portaria 214/2011, de 30 de maio, também não apresenta prazo de validade nem é passível de renovação, o que não dispensa os titulares da necessidade de manterem atualizadas as respetivas competências. Com a publicação e entrada em vigor da Portaria 214/2011, é revogada a Portaria 119/97, de 5 de novembro, devendo por isso, além do que já se referiu anteriormente, ter-se em consideração o seguinte : 1 - Os cursos ao abrigo da legislação revogada ( Portaria n.º 1119/97, de 5 de novembro) que se encontravam a decorrer à data da entrada em vigor da
  27. 27. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 27 presente portaria mantêm a validade e os efeitos previstos no respetivo regime legal.(art.13.º); 2 - Os certificados de aptidão pedagógica de formador já emitidos pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.), ao abrigo da legislação revogada e os que venham a ser emitido ao abrigo do n.º 1 manter-se-ão válidos após a entrada em vigor desta portaria, produzindo os mesmos efeitos que o certificado de competências pedagógicas de formador. Recorde-se que anteriormente, os Certificados de Aptidão Profissional (CAP) tinham uma validade de 5 anos, após o que caducavam. Se o formador estivesse interessado em permanecer apto a dar formação via-se obrigado a frequentar um curso de formação contínua de formadores, com a duração de 60 horas (formação de atualização pedagógica ou outras experiências significativas na área pedagógica, consideradas relevantes pela entidade certificadora), e ter 300 horas de experiência formativa ministradas. Caso não tivesse horas suficientes para a renovação, via-se obrigado a frequentar novamente o curso de formação pedagógica inicial de formadores. Bolsa nacional de formadores: Os formadores que obtiverem o Certificado de Competências Pedagógicas podem, se explicitamente o solicitarem, vir a integrar uma Bolsa Nacional de Formadores. Esta Bolsa organiza-se por regiões e por setores de atividade/áreas de formação e está disponível para as entidades gestoras, formadores e beneficiários de formação.
  28. 28. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 28 PERFIL DE FORMADOR COMPETÊNCIAS PSICO-SOCIAIS 1.Saber-estar em situação profissional no posto de trabalho, na empresa/organização, no mercado de trabalho, implicando, nomeadamente:  Assiduidade e pontualidade;  Postura pessoal e profissional;  Aplicação ao trabalho;  Co-responsabilidade e autonomia;  Boas relações de trabalho;  Capacidade de negociação;  Espírito de equipa;  Autodesenvolvimento pessoal e profissional. 2. Possuir capacidade de relacionamento com os outros e consigo próprio, implicando, nomeadamente:  Comunicação interpessoal;  Liderança;  Estabilidade emocional;  Tolerância;  Resistência à frustração;  Autoconfiança;  Autocrítica;  Sentido ético pessoal e profissional; 3. Ter capacidade de relacionamento com o objeto de trabalho, implicando, nomeadamente:  Capacidade de análise e de síntese;  Capacidade de planificação e organização;  Capacidade de resolução de problemas;  Capacidade de tomada de decisão;  Criatividade;  Flexibilidade;
  29. 29. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 29  Espírito de iniciativa e abertura à mudança. COMPETÊNCIAS TÉCNICAS 1. Ser capaz de compreender e integrar-se no contexto técnico em que exerce a sua atividade:  a população ativa;  o mundo do trabalho e os sistemas de formação;  o domínio técnico-científico e/ou tecnológico, objeto de formação;  a família profissional da formação;  o papel e o perfil do Formador, os processos de aprendizagem e a relação pedagógica;  a conceção e organização de cursos ou ações de formação. 2. Ser capaz de adaptar-se a diferentes contextos organizacionais e a diferentes grupos de formandos. 3. Ser capaz de planificar e preparar as sessões de formação, nomeadamente:  Analisar o contexto específico das sessões: objetivos, programa, perfis de entrada e saída, condições de realização da ação;  Conceber planos das sessões;  Definir objetivos pedagógicos;  Analisar e estruturar os conteúdos de formação;  selecionar os métodos e as técnicas pedagógicas;  Conceber e elaborar os suportes didáticos;  Conceber e elaborar os instrumentos de avaliação. 4. Ser capaz de conduzir/mediar o processo de formação/aprendizagem em grupo de formação, nomeadamente:  Desenvolver os conteúdos de formação;  Desenvolver a comunicação no grupo;  Motivar os formandos;  Gerir os fenómenos de relacionamento interpessoal e de dinâmica do grupo;  Gerir os tempos e os meios materiais necessários à formação;
  30. 30. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 30  Utilizar os métodos, técnicas, instrumentos e auxiliares didáticos. 5. Ser capaz de gerir a progressão na aprendizagem dos formandos, nomeadamente:  efectuar a avaliação formativa informal;  efectuar a avaliação formativa formal;  efetuar a avaliação final ou sumativa. 6. Ser capaz de avaliar a eficiência e eficácia da formação, nomeadamente: Avaliar o processo formativo; Participar na avaliação do impacto da formação nos desempenhos profissionais. COMPETÊNCIA PEDAGÓGICA Preparar, desenvolver e avaliar ações de formação em sistemas de qualificação profissional e ou de formação de ativos. ATIVIDADES DO FORMADOR 1.Planear/preparar a Formação  Analisar/caracterizar o projeto da ação de formação em que irá intervir, definindo nomeadamente objetivos, perfis de entrada e de saída, programa e condições de realização;  Constituir o dossier da ação de formação;  Conceber e planificar o desenvolvimento da formação, definindo, nomeadamente, objetivos, conteúdos, atividades, tempos, métodos, avaliação, recursos didáticos e documentação de apoio;  Elaborar os planos das sessões de formação.  Desenvolver/animar a Formação:  Conduzir/mediar o processo de formação/aprendizagem, desenvolvendo os conteúdos, estabelecendo e mantendo a comunicação e a motivação dos formandos, gerindo os tempos e os meios materiais necessários, utilizando auxiliares didáticos;
  31. 31. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 31  Gerir a progressão na aprendizagem realizada pelos formandos, utilizando meios de avaliação formativa e implementando os ajustamentos necessários. 3. Avaliar a Formação:  Proceder à avaliação final da aprendizagem realizada pelos formandos;  Avaliar o processo formativo;  Reestruturar o plano de desenvolvimento da formação. O formador é um profissional devidamente certificado que deverá possuir o seguinte perfil:  Comunicar com clareza;  Dominar e conhecer os objetivos a atingir;  Saber escolher os métodos, técnicas e meios mais adequados;  Gerir de forma eficaz os fenómenos de grupo;  Procurar, constantemente, o seu aperfeiçoamento;  Preparar as sessões e avaliá-las;  Utilizar a sua capacidade e dinamismo para motivar. CLASSIFICAÇÃO DO FORMADOR Interno/a: Quando tem vínculo laboral à entidade promotora da ação de formação. Externo: Quando não possui vínculo laboral com a entidade promotora da ação de formação. Eventual: Quando desempenha as funções de formador/a como atividade secundária. Permanente: Quando desempenha as funções de formador/a como atividade principal. Despacho Normativo n.º 4-A/2008 com todas as alterações posteriores (com as alterações introduzidas pelo despacho normativo n.º 12/2009, de 17 de março, pelo despacho normativo n.º 12/2010, de 21 de maio e pelo despacho normativo n.º 2/2011 de fevereiro de 2011), artigo 15.º, alíneas b) e c).
  32. 32. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 32 CÓDIGO DEONTOLÓGICO: DIREITOS E DEVERES DO FORMADOR O Código de Deontológico do Formador, define como parâmetros de conduta do formador os princípios e regras seguintes (passamos a enumerar os mais relevantes): Artigo 3º Ética profissional do formador 1. No exercício da atividade de formação profissional, o formador deve respeitar e fazer respeitar os princípios éticos da sua função, nomeadamente os seguintes: a) Respeitar a legislação e as regras aplicáveis à formação profissional, prestando a melhor colaboração às entidades promotoras e gestoras da formação, para as quais trabalha; b) Preservar o bom nome das entidades promotoras ou gestoras de formação profissional para as quais trabalhe; c) Colaborar, como formador, na realização de programas e ações de formação que respeitem as regras em vigor para a formação profissional; d) Zelar pela qualidade científica e técnica da formação profissional, bem como pelos processos, meios, métodos e técnicas pedagógicas utilizadas; e) Cooperar com todas as ações que visem conferir maior dignidade à função e formador; f) Prestar toda a colaboração nas ações de avaliação da sua performance e exigindo- as sempre que não existam; g) Respeitar os direitos de autor; h) Obter a respetiva autorização se utilizar qualquer material que não seja da sua autoria. Artigo 4º Prática Profissional 1. No âmbito da atividade profissional o formador deve: a) Desenvolver todos os esforços para se atualizar profissionalmente, em particular nas matérias em que ministra a formação, tanto no domínio teórico como prático; b) Preparar as matérias a tratar com rigor e atualidade;
  33. 33. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 33 c) Utilizar métodos de trabalho que dignifiquem o formador e respeitem o formando no processo de aprendizagem, evitando abusos manipulativos; d) Desenvolver uma postura valorizadora das funções que desempenha; e) Manter com os formandos uma relação de respeito mútuo, compreensão e ajuda; f) Assumir a responsabilidade pela gestão dos acontecimentos ocorridos em sala de formação, de modo a garantir os resultados que lhe foram propostos e que aceitou; g) Exercer a função de formador com profissionalismo. Artigo 5º Direitos do formador No exercício da sua função o formador tem direito a: a) Remuneração pela função exercida, de acordo com critérios ou tabelas estabelecidas; b) Participar na elaboração dos programas dos cursos que ministra; c) Sigilo sobre os resultados das suas atuações e as respetivas avaliações a que for sujeito; d) Recusar ações de formação que lhe sejam propostas, desde que para o efeito apresente razões válidas e como tal aceites; e) À informação das condições de funcionamento dos cursos (salas, meios materiais de apoio, participantes). Artigo 6º Disposições finais 1. Os encargos económicos ou financeiros decorrentes das alíneas g) e h) do artigo 3º do presente Código deverão ser suportados pela entidade organizadora/promotora da ação de formação; 2. A infração aos princípios e regras contidas no presente Código referentes à atividade profissional deverá ser comunicada ao Conselho Deontológico do Núcleo de Formadores. TIPOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL FORMAÇÃO PROFISSIONAL INICIAL:
  34. 34. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 34 A atividade de educação e formação certificada que visa a aquisição de saberes, competências e capacidades indispensáveis para poder iniciar o exercício qualificado de uma ou mais atividades profissionais (Al. j) do Art.º. 3.º do Decreto- Lei n.º 396/2007 de 31 de dezembro de 2007).  É o primeiro programa completo de formação que habilita ao desempenho de tarefas que constituem uma função ou profissão. FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONTÍNUA: A atividade de educação e formação empreendida após a saída do sistema de ensino ou após o ingresso no mercado de trabalho que permita ao indivíduo aprofundar competências profissionais e relacionais, tendo em vista o exercício de Cidadãos com idade igual ou superior a 18 anos, não qualificados ou sem qualificação adequada para efeitos de inserção no mercado de trabalho, e que não tenham concluído a escolaridade de 4, 6, 9 ou 12 anos. Prévia ao início de desempen ho da profissão Competências requeridas para acesso à profissão Educação e Formação de Adultos Jovens em risco de abandono escolar ou que entram precocemente no mercado de trabalho, sem ou com insuficiente qualificação profissional Prévia ao início de desempenho da profissão Competências requeridas para acesso à profissão Educação e Formação Jovens entre os 16 e 25 anos, candidatos ao 1º emprego com: 1º ciclo do ensino básico (4º ano) 2ºciclo do ensino básico (6ºano) Ensino básico (9ºano) Ensino secundário (12º ano) Prévia ao início de desempen ho da profissão Competências requeridas para acesso à profissão Aprendizagem Jovens e adultos candidatos ao 1º emprego, com a escolaridade obrigatória, não qualificados ou sem qualificação adequada ao mercado de trabalho Prévia ao início de desempen ho da profissão Competências requeridas para acesso à profissão Qualificação FORMAÇÃOINICIAL DestinatáriosTemposCompetências visadas CursoModalidade
  35. 35. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 35 uma ou mais atividades profissionais, uma melhor adaptação às mutações tecnológicas e organizacionais e o reforço da sua empregabilidade (Al. g) do Art.º. 3.º do Decreto-Lei n.º 396/2007 de 31 de dezembro de 2007). MODALIDADES DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Desempregados e ativos empregados ou em risco de desemprego Semiqualificados ou sem qualificação adequada para inserção no mercado de trabalho Com ou sem escolaridade Mudança de profissão Nova profissão Competências técnicas, sociais e relacionais, completando qualificação nível II ou III Reconversão Ativos qualificados empregados que pretendam progredir na carreira Ao longo do exercício da profissão Progressão profissional Promoção Ativos qualificados empregados que pretendam desenvolver competências específicas Ao longo do exercício da profissão Consolidação capacidades, conhecimentos e competências em áreas específicas Suporte à inovação organizacional Especialização Desempregados, ativos qualificados empregados ou em risco de desemprego, que careçam de atualização das suas competências Ao longo do exercício da profissão Aquisição novas competências / evolução Adequação exigências das organizações Atualização Desempregados, ativos qualificados empregados ou em risco de desemprego, que careçam de reciclagem das suas competências Ao longo do exercício da profissão Reaquisição de competências anteriores Adequação exigências das Reciclagem Desempregados, ativos qualificados empregados ou em risco de desemprego, que careçam de aperfeiçoamento das suas competências Ao longo do exercício da profissão Melhoria competências anteriores Adequação exigências das organizações Aperfeiçoamento FORMAÇÃOCONTÍNUA
  36. 36. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 36 Educação e Formação de Jovens: Entendendo-se como tais os cursos de formação profissional inicial para jovens que abandonaram ou estão em risco de abandonar o sistema regular de ensino, privilegiando a sua inserção na vida ativa e permitindo o prosseguimento de estudos (Al. c) do n.º 1 do Art. 9.º do Decreto-Lei n.º 396/2007 de 31 de dezembro de 2007). Educação e Formação de Adultos: Entendendo-se como tais os cursos que se destinam a indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, não qualificados ou sem qualificação adequada, para efeitos de inserção, reinserção e progressão no mercado de trabalho e que não tenham concluído o ensino básico ou o secundário (Al. d) do n.º 1 do Art.º. 9.º do Decreto- Lei n.º 396/2007 de 31 de dezembro de 2007 e Art.º. 2.º da Portaria n.º 230/2008 de 7 de março “na sua redação atual”). 1 — Os Cursos EFA e as formações modulares destinam-se a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos à data do início da formação, sem a qualificação adequada para efeitos de inserção ou progressão no mercado de trabalho e, prioritariamente, sem a conclusão do ensino básico ou do ensino secundário. 2 — Os Cursos EFA de nível secundário, ministrados em regime diurno ou a tempo integral, só podem ser frequentados por adultos com idade igual ou superior a 23 anos. 3 — A título excecional e sempre que as condições o aconselhem, nomeadamente em função das caraterísticas do candidato e da distribuição territorial das ofertas qualificantes, o serviço competente para a autorização do funcionamento do curso EFA pode aprovar a frequência por formandos com idade inferior a 18 anos, à data do início da formação, desde que comprovadamente inseridos no mercado de trabalho. 4 — A formação modular pode ainda abranger formandos com idade inferior a 18 anos, que pretendam elevar as suas qualificações, desde que, comprovadamente inseridos no mercado de trabalho ou em centros educativos, nos termos da legislação aplicável a estes centros.”.
  37. 37. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 37 (Art.º 2.º da Portaria n.º 230/2008 de 7 de março “na sua redação atual”) Formação para Públicos Diferenciados: A Reabilitação Profissional é uma formação profissional destinada às pessoas com deficiência com o objetivo de prepará-las para uma (eventualmente nova) profissão ajustada às suas aptidões e capacidades físicas. Formação em Contexto de Trabalho: A formação inserida no mercado de emprego tem como destinatários a população ativa empregada ou desempregada – aqui estão incluídos os candidatos ao primeiro emprego (o Decreto-Lei nº 396/2007, de 31 de dezembro estabelece e regulamenta o quadro legal da formação profissional inserida quer no sistema educativo quer no mercado de emprego). A formação inserida no Mercado de Emprego tem como base de referência a Empresa e tem como destinatários a população ativa empregada ou desempregada, incluindo candidatos ao primeiro emprego. Apesar de esta ser a principal diferença, podemos enunciar outras igualmente importantes e que o transformam cada vez mais num domínio de sucesso. Ao contrário da formação inserida no Sistema Educativo, esta baseia-se na relação pedagógica Formador – Formando (já a nomenclatura é diferente) e as competências a desenvolver são mais abrangentes e vocacionadas para o exercício de uma profissão:  Preparar para...  Integrar para...  Aperfeiçoar o desempenho para... A disposição nas salas transforma-se (torna-se mais acolhedora, menos ameaçadora e mais propícia à participação e aprendizagem), bem como a formação é “transportada” para os locais de emprego, o posto de trabalho ou empresas especializadas em formação.
  38. 38. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 38 MODALIDADES DE INTERVENÇÃO FORMATIVA Presencial: Formação que se realize mediante o contato direto entre o formando e o formador. E-learning: É uma modalidade de ensino à distância que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculado através da Internet. B-learning: O blended learning, ou b-learning, é um derivado do e-learning, e refere-se a um sistema de formação onde a maior parte dos conteúdos é transmitido em curso à distância, normalmente pela Internet, entretanto inclui necessariamente situações presenciais, daí a origem da designação blended, algo misto, combinado. Pode ser estruturado com atividades síncronas, ou assíncronas, da mesma forma que o e-learning, ou seja, em situações onde o formador e formandos trabalham juntos num horário pré-definido, ou não, com cada um a cumprir as suas tarefas em horários flexíveis. Entretanto o b-learning em geral não é totalmente assíncrono, porque exigiria uma disponibilidade individualizada para encontros presenciais, o que dificulta o entendimento.
  39. 39. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 39 PROCESSOS DE RVCC O processo que permite a indivíduos com, pelo menos, 18 anos de idade o reconhecimento, a validação e a certificação de competências adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida (Al. q) do Art.º. 3.º do Decreto-Lei n.º 396/2007 de 31 de dezembro de 2007). Escolar: - Equivalência ao 4º, 6º, 9º ou 12º ano de escolaridade; - Efetuado em cerca de 500 centros. Profissional: - Reconhecimento de competências profissionais; - Exclusivamente dos centros de gestão direta e participada do IEFP.
  40. 40. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 40 PRINCIPIOS DA TEORIA DA APRENDIZAGEM Segundo Monteiro & Santos (1995) a Aprendizagem pode ser definida como: “…uma mudança relativamente estável e duradoura do comportamento e do conhecimento. Esta mudança do comportamento relaciona-se com as experiências e exercícios, podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente, num processo individual ou interpessoal”. A ideia de mudança está inerente ao conceito de aprendizagem. Na interação com o meio, o indivíduo recebe múltiplos estímulos que, através de mecanismos internos de aprendizagem, se traduzirão em mudanças ao nível das estruturas cognitiva, emocional, motivacional e em novas respostas na sua relação com o meio, ou seja, novas atitudes e comportamentos. Contudo, a aprendizagem não deriva apenas dos mecanismos cognitivos. As experiências e vivências pessoais e a herança sociocultural interagem com as características biológicas e psicofisiológicas do indivíduo. É assim que “… o Homem constrói o futuro a partir do passado. Reexperimentando e generalizando novos processos de aprendizagem a Humanidade vai edificando novos horizontes culturais, acrescentando sempre algo mais à própria natureza e cultura. A aprendizagem visa uma adaptação a situações novas, inéditas, imprevisíveis, isto é, uma disponibilidade adaptativa a situações futuras” (Fonseca, 1997). Praticamente todo o processo de pensamento e comportamento foram aprendidos. A aprendizagem pode ser adaptativa ou desadaptativa, consciente ou inconsciente, manifesta ou não-observável. Sentimentos e atitudes são certamente aprendidos como o são factos e competências.” Sprinthall, N. A. & Sprinthall, R. C., Psicologia Educacional, MacGraw Hill, 1993, p.223 Tendo em conta o contexto da Formação devem ainda acrescentar-se aspetos que podem influenciar a Aprendizagem como, as condições ambientais onde esta se processa ou a forma como as atividades de ensino e formação são organizadas.
  41. 41. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 41 Na Formação há aprendizagem sempre que surjam cognições, emoções, comportamentos novos ou sempre que se verifiquem alterações no repertório comportamental, cognitivo ou emocional já existente, provocadas pela vivência de situações no contexto da formação.
  42. 42. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 42 PEDAGOGIA, ANDRAGOGIA, DIDÁTICA E PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM Atualmente a pedagogia é considerada como sendo um conjunto de saberes que compete à educação enquanto fenómeno tipicamente social e especificamente humano. É importante distinguir a pedagogia como sendo a ciência que estuda a educação e a didática como sendo a disciplina ou o conjunto de técnicas que facilitam a aprendizagem. Como tal, pode-se dizer que a didática é apenas uma disciplina dentro da pedagogia. A pedagogia também tem sido relacionada com a andragogia. É necessário constatar que os adultos constituem uma população com características diferentes das crianças e dos jovens o que levou ao desenvolvimento da ANDRAGOGIA, bem como à constituição de um sistema de ensino diferente do da escola-tradicional. Com o avançar da idade vão-se deteriorando mais ou menos lentamente as capacidades sensoriomotoras, como a audição, tempos de reação… No entanto, ao contrário do que possa parecer ao senso comum, as capacidades intelectuais tendem a melhorar (capacidade de resolução de problemas, racionalização, vocabulário…). O desenvolvimento de programas de ensino para adultos deve pois contemplar alguns aspetos fundamentais. Princípios da Andragogia:  O adulto aprende desde que esteja ativo e motivado;  Os métodos utilizados devem obrigar à implicação total do indivíduo no processo de aprendizagem (aprender fazendo);  O adulto possui uma experiência de vida rica que aproveitada permite-lhe aprender novas informações;
  43. 43. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 43  O adulto precisa de saber os motivos da aprendizagem e não aprender por aprender;  O adulto é autónomo, independente e rico, pelo que tem o poder de aderir ou não à formação;  Orientação para a aprendizagem: a aprendizagem/formação para o adulto tem essencialmente como objetivo resolver problemas do seu quotidiano (pessoais, profissionais…);  Em formação é necessário ter em consideração as características individuais de cada adulto e as suas diferentes histórias de vida. O formador deverá ter em conta a história de vida do formando, a sua vivência pessoal, o contexto social no qual se integra e o seu percurso profissional. A forma como o adulto vai integrar e fazer uso da sua vivência pessoal ao longo do seu processo de formação vai permitir compreender esse mesmo processo;  O ambiente de uma formação de adultos deve ser de sucesso pois, normalmente, estes possuem uma menor resistência ao fracasso do que os jovens. O grau de dificuldade das atividades ou exercícios propostos deve ser desafiante, pois excessivamente alto pode provocar frustração se o formando não conseguir cumprir com os objetivos, principalmente tratando-se de um adulto. Portanto, poderíamos dizer que a grande diferença incide, principalmente, sobre o papel mais responsável do adulto em todo o processo de aprendizagem, mas ao mesmo tempo na utilidade que uma formação terá para um adulto. Espera-se que este seja o principal orientador no seu processo de aprendizagem, isto é, que seja responsável pelas suas próprias decisões. Será igualmente importante salientar que a andragogia implica uma diferente orientação do processo, consequentemente ao nível de métodos e técnicas necessárias ao seu desenvolvimento e ao alcançar dos objetivos de formação. Na andragogia, a aprendizagem deve focar mais no processo do que no conteúdo, sendo que constituem técnicas de sucesso o role-playing, o estudo de casos, simulações pedagógicas e a autoavaliação. O formador deverá, por isso, exercer um papel de animador, mais do que mero expositor da matéria.
  44. 44. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 44 Para tudo isto é necessária a Psicologia da Aprendizagem que se centra no processo de ensino/aprendizagem em diversas vertentes: os mecanismo de aprendizagem nas crianças e adultos, a eficiência e eficácia das táticas e estratégias educacionais, bem como o estudo do funcionamento da própria instituição escolar enquanto organização.
  45. 45. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 45 PROCESSOS, ETAPAS E FATORES PSICOLÓGICOS DA APRENDIZAGEM São várias as teorias que tentam explicar o processo, e as etapas da aprendizagem:  Perspetiva Comportamentalista;  Perspetiva Cognitivista;  Perspetiva Humanista. Teorias Comportamentais: Estas teorias atribuem ao indivíduo um papel passivo no processo de aprendizagem. A aprendizagem equivale ao comportamento expresso, valorizando- se o produto final, por exemplo, se o problema está certo, houve aprendizagem. Aqui salientamos o condicionamento clássico, operante e aprendizagem social. Condicionamento Clássico – Pavlov A aprendizagem define-se como a resposta a um estímulo em que há associação/ condicionamento entre eles para que a resposta possa ser mantida e generalizada (Ex: experiência de Pavlov) Condicionamento Operante – Skinner Skinner vem acrescentar que a resposta é também resultado do meio, especificamente das consequências que a própria resposta acarreta. São as consequências que influenciam a repetição ou não da resposta. Aprendizagem Social – Bandura Com Bandura, o Comportamentalismo avança mais um passo na explicação dos processos que interferem na aprendizagem ao incluir o papel da imitação e da modelagem – a isto chamou-se a aprendizagem por observação de um modelo.
  46. 46. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 46 Esta teoria advoga que o sujeito desenvolve determinadas respostas em função do socialmente aceite e desejável. O exemplo mais evidente é o da criança ao imitar o comportamento dos adultos. (Bandura reconhece que, na aquisição de novos comportamentos, interferem aspectos inerentes ao funcionamento psicológico individual e, por isso, se considera que esta é uma teoria de transição do Comportamentalismo para o Cognitivismo). Teorias Cognitivas: As Teoria Cognitivas surgem a partir dos anos 60 e representam um passo qualitativo importante no estudo da Aprendizagem Humana. Colocam a tónica nos processos cognitivos que medeiam a relação estímulo-resposta, estudada pelos comportamentalistas. O fundamento desta perspetiva consiste numa mudança na estrutura cognitiva do sujeito ou na maneira como ele percebe, seleciona e organiza os objetos e acontecimentos, atribuindo-lhes significado. A aprendizagem constitui, assim, um processo interno que envolve o pensamento e que, portanto, não é diretamente observável. As mudanças externas e observáveis são resultado de alterações internas, reestruturações mentais ao nível dos significados, emoções e crenças, confundindo-se muitas vezes com o próprio processo de compreensão. Esta conceção de aprendizagem pressupõe que esta se constitua como um processo sistemático e ativo (mais do que meras associações), na qual o sujeito articula a nova informação adquirida com a anteriormente aprendida. Teorias Humanistas: Estas teorias centram-se no estudo da especificidade do ser humano perante uma determinada tarefa. Segundo esta perspetiva, a aprendizagem é um processo cognitivo, mas o formando cresce e adquire experiência com uma atitude livre, num processo de autorrealização ativo e pessoal. Para que a aprendizagem se dê é necessária a implementação de um clima social propício ao desenvolvimento do
  47. 47. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 47 trabalho. É necessário estimular o trabalho em conjunto e o desenvolvimento afetivo do grupo, para assim favorecer a aprendizagem. Para isso, será igualmente necessário que o formando aceite as suas diferenças inter-individuais, compreendendo e aceitando realidades diferentes das suas.
  48. 48. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 48 CONCEITOS, CARACTERISTICAS E PERCURSOS DE APRENDIZAGEM O processo de aprendizagem é tido como sendo: Global - O reportório de conhecimentos, as expectativas, as crenças e valores, as atitudes, as necessidades, enfim, a personalidade em todas as suas facetas, interagem no processo de aprendizagem. A aprendizagem é um processo global cuja eficácia exige interação entre os diferentes tipos de saberes: conhecimentos, capacidades e atitudes. Gradativo - Porque deverá caminhar no sentido crescente da complexidade de saberes, habilidades e comportamentos, ou seja, do mais simples ao mais complexo, para que não haja desmotivação e desistência. A aprendizagem é um processo que se realiza através de operações cada vez mais complexas, porque cada nova situação envolve maior número de elementos. Contínuo - Do nascimento à morte, a capacidade de aprender permite a adaptação às exigências e modificações do meio físico e social. É condição necessária à sobrevivência e satisfação das necessidades humanas (físicas, biológicas, psicológicas e sociais). A aprendizagem acompanha o indivíduo toda a vida. Dinâmico - O indivíduo só aprende se estiver a participar ativamente no processo, quer a nível operatório, quer a nível interno (mental, afetivo, social). A aprendizagem não é um processo de absorção passiva, pois a sua característica mais importante é a atividade daquele que aprende. Cumulativo - Porque os saberes e as atividades se associam no sentido de aquisição de novos conhecimentos. O ato de aprender resulta da experiência individual do sujeito que aprende. Desta forma, podemos afirmar que a aprendizagem constitui um processo cumulativo, em que a experiência atual se
  49. 49. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 49 associa às experiências anteriores na aquisição de novos conhecimentos, de novos comportamentos. Pessoal - O formador só pela apresentação dos conteúdos, não assegura à partida a aprendizagem. O processo formativo deve centrar-se no alvo de aprendizagem: o formando. Variáveis como sexo, idade, cultura, meio socioeconómico, etc. interferem no processo de aprendizagem e o formador deverá ter presente a individualidade de cada um dos formandos, as suas diferentes motivações. O conhecimento prévio dos elementos do grupo permite ao formador rentabilizar a formação e o tempo disponível.
  50. 50. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 50 FATORES COGNITIVOS DA APRENDIZAGEM A motivação, a idade, o momento de vida, a personalidade, a inteligência, os estilos próprios de pensar e de sentir, os aspetos relacionais, a familiaridade com os conteúdos e os projetos de futuro são fatores que podem influenciar a aprendizagem. No contexto da formação sobressaem ainda outros fatores como a experiência anterior, as expectativas depositadas no formando, as estratégias pedagógicas utilizadas, a relação formador - formando, a organização da formação ou as relações interpessoais (clima de grupo). Salientam-se alguns desses fatores, nomeadamente a memória, tendo em conta a progressiva utilização das novas tecnologias da informação e comunicação na formação. Memória e aprendizagem estão intimamente relacionadas. A capacidade de aprender está dependente da capacidade de memorização e vice-versa. Os estudos sobre memória identificam três níveis de recordação das experiências que vivemos:  Memória Sensorial, relacionada com a perceção do indivíduo, ou seja, todas as aquisições sensoriais que fazemos e que podem ser rapidamente esquecidas;  Memória a Curto Prazo retém informações que passam da memória sensorial durante um período mais prolongado, mas que também pode ser esquecida ao fim de um certo tempo;  Memória a Longo Prazo retém as informações percecionadas, selecionadas e codificadas de uma forma permanente. Durante a exposição a estímulos, informações ou experiências, o input sensorial é retido muito brevemente, no respetivo sistema. Esses input são filtrados pelos mecanismos de motivação, da perceção, da atenção, da fadiga, entre outros fatores.
  51. 51. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 51 Num momento seguinte, a informação é reconhecida, apreendida e codificada e só então é encaminhada para armazenamento e retenção temporária (MCP) e/ou permanente (MLP). As informações arquivadas na MLP servem para utilização futura e são recuperadas por associações. As respostas ou as recordações constituem o output. Por outro lado, a atenção pode ser entendida como a focalização dos sentidos num determinado estimulo, em detrimento do outro. É fator preponderante para a aprendizagem visto que, sem o mecanismo de atenção estar ativado – assim como necessitamos de ligar um interruptor para acender a luz – é-nos impossível captar/receber a informação que dará origem à aprendizagem. Sabemos que o Ser Humano não possui a capacidade de absorver todos os estímulos do meio, pelo que apenas presta atenção a alguns deles. Em contexto formativo, torna-se fundamental que o formador saiba direcionar a atenção do formando para os estímulos de maior relevância, de forma a que possa reter a informação com maior interesse ou que permita servir de base para outra informação.
  52. 52. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 52 APRENDIZAGEM DISRUPTIVA COMO METODOLOGIA DE FACILITAÇÃO É notório para todos que há uma necessidade de revitalizar o nosso ensino, saindo do tradicionalismo e adotando as crescentes inovações tecnológicas no contexto formativo. Daqui surgem precisamente o termo e-learning e b-learning já discutidos anteriormente. Com o aumento das novas tecnologias, existem alternativas menos caras, do que a frequência num curso presencial, e igualmente produtivas do ponto de vista da aprendizagem. A mudança é inevitável, por isso uma aprendizagem on-line, baseada em tecnologias disruptivas deverá fazer com que as instituições repensem o seu modelo tradicional daquilo que é a pedagogia. No sentido de facilitar a atuação do formador enquanto “transmissor de conhecimentos” vamos abordar algumas variáveis cuja utilização prática por parte deste poderá facilitar a aprendizagem (FACILITADORES DA APRENDIZAGEM). A aplicação destes fatores (entre outros) implica maior facilidade na descodificação das mensagens, na perceção da sua utilidade, mesmo, na relação interpessoal que o formador deverá manter com os grupos. Motivação: Não nos interessam neste momento os fatores de motivação inerentes aos gostos, necessidades e aspirações de cada um dos elementos do grupo. Interessam-nos, isso sim, os fatores de motivação comuns a todos os indivíduos pois são estes que permitem a estreita ligação entre o formador e o grupo. Atividade: O formador tem de estar preparado, para além de ser um detentor de conhecimentos, para ajudar, controlar, facilitar, animar a sintetizar os trabalhos individuais e em grupo dos participantes.
  53. 53. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 53 Conhecimento dos objetivos Este fator é bastante mais importante nos grupos de adultos do que nos grupos de jovens. Na realidade, enquanto que os jovens, pelo facto de serem mais impulsivos e de não terem tantos planos, objetivos a longo prazo, estão mais disponíveis para irem descobrindo os conhecimentos de forma mais ou menos aleatória, os adultos pelo contrário, sentem necessidade de saber com precisão e clareza quais os objetivos que o formador se propõe atingir. Neste sentido é aconselhável a tradução dos objetivos gerais em objetivos operacionais: em comportamentos esperados. Em conclusão, ao definirmos e comunicarmos os objetivos da formação estamos a aumentar as possibilidades de sucesso dos formandos. Conhecimento dos resultados: Por vezes, os formandos apesar de terem conhecimento concreto dos objetivos da formação têm dificuldades em medir a sua progressão. Na maioria dos casos não estamos perante uma menor capacidade de autoanálise mas sim numa situação de angústia em que o formando questiona a validade da sua análise face à opinião do formador. Sempre que tal acontece o formador deverá informar de forma rigorosa os resultados/objetivos que os seus formandos conseguirem/obtiverem. Desta forma permitimos a compreensão por parte dos formandos, não só do que eles aprenderam, em termos quantitativos, mas também do modo como o fizeram (área comportamental). Esta atitude do formador funciona, inclusivamente, como reforço das respostas adequadas, aumentando, consequentemente o seu número. Reforço Consideramos estímulo as atitudes de aprovação, reprovação ou indiferença que o formador adota face aos comportamentos dos seus formandos e que têm como objetivo a continuidade ou abandono de comportamentos destes últimos.
  54. 54. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 54 Desta forma, o estímulo positivo poderá ser confundido com a recompensa; o estímulo negativo com a punição e, a ausência de reforço com a indiferença. Em termos práticos, e com grupos de adultos, o reforço positivo é o único que aumenta a coesão interna do grupo por identificação. De qualquer forma este tem que ser gerido de forma a não provocar rivalidades ou descontentamentos internos. O estímulo negativo implica sempre uma reação afetiva negativa por parte dos formados. Esta reação por ser duradoura pode provocar instabilidade no seio do grupo. É nossa opinião que o estímulo negativo deverá, sempre que possível, ser dado de forma positiva, isto é, realçando, por muito ténues que sejam os pontos positivos do formando. Ausência de estímulo, por seu lado, é a forma menos aconselhável, do ponto de vista do formador, de reagir aos comportamentos dos formandos na medida em que o sentimento provocado pelo abandono é sempre negativo e pode levar a comportamentos desviados por parte dos formandos. Este tipo (quando o formador dá todos os sinais de ter percebido a mensagem mas não reage) é bastante mais forte do que a ausência de reforço provocada pela não receção da mensagem. Domínio de pré-requisitos Os pré-requisitos são as capacidades ou os conhecimentos prévios indispensáveis aos exercícios e atividades supostas para uma dada aprendizagem. É lógico portanto que para que haja eficácia na formação profissional o formador deverá verificar se os seus formandos dominam os pré-requisitos necessários para a continuidade da aprendizagem.
  55. 55. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 55 Estruturação Estruturar um tema de formação implica ordenar sequencialmente o tema a abordar. Quer relativamente ao programa quer relativamente à sua coerência interna e, ainda à ligação posterior que a aprendizagem terá com a vivência profissional dos formandos. Desta forma a estruturação implica: Progressividade A aprendizagem pode ser feita de forma estruturada mas a sua estrutura deve ser progressiva, isto é, a matéria deve ser apresentada numa sequência crescente relativamente a:  Dificuldade;  Quantidade;  Estruturação;  Atividade;  Expectativa. Por outras palavras, o formador deverá apresentar o tema em quantidades inicialmente pequenas e de reduzida dificuldade. Deverá também apresentar estruturas lógicas simples no início, bem como dosear a quantidade de exercícios a realizar. Neste último ponto (exercícios), o formador deverá apoiar inicialmente os formandos e não criar grandes expectativas relativamente aos produtos finais desses trabalhos. Redundância A repetição de um conceito ou de um comportamento facilita a sua memorização e reprodução diminuindo desta forma o tempo de execução.
  56. 56. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 56 A redundância para ser eficaz deve ser realizada sob formas diferentes ou em contextos novos como forma de tornar mais familiar o aprendido, enriquecer os significados e facilitar a transferência para situações novas. A redundância pode ser utilizada através do recurso a exercícios e trabalhos de grupo, levando desta forma a que seja o próprio formando a reestruturar os conceitos aprendidos.
  57. 57. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 57 ESPÍRITO EMPREENDEDOR NA FORMAÇÃO O termo empreendedor é utilizado para identificar o individuo que dá início a uma organização. O empreendedor não é somente aquele que inova, mas aquele que cria empresas em setores considerados tradicionais. O empreendedor é visto como alguém versátil que possui habilidades técnicas para saber produzir e capitalistas ao reunir recursos financeiros, organiza as operações internas e realiza as vendas da sua própria empresa. O empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento económico e social de um país. Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. Esse é o principal papel do empreendedor. São vários os autores que tentam estabelecer o perfil do empreendedor. Destacamos aqui Leite que em 2000, destaca como qualidades pessoais de um empreendedor: a) Iniciativa; b) Visão; c) Coragem; d) Firmeza; e) Decisão; f) Atitude de respeito humano; g) Capacidade de organização e direção. Estas qualidades ajudam a vencer a competitividade. Em formação, buscam-se profissionais que desenvolvam novas habilidades e competências, com coragem de arriscar e aceitar novos valores, descobrindo e transpondo os seus limites. O futuro é cheio de incertezas, por isso, é preciso refletir sobre as nossas habilidades pessoais e profissionais, criatividade, memória, comunicação… Diferenciar-se dos demais, revalidar as suas competências pessoais e profissionais, rever convicções, incorporar outros
  58. 58. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 58 princípios, mudar paradigmas, sobrepor ideias antigas às novas verdades, este é o perfil do profissional que, trocando informações, dados e conhecimentos, poderá fazer parte do cenário das organizações que aprendem, das organizações do futuro. São mudanças socioculturais e tecnológicas que fazem repensar hábitos e atitudes frente às novas exigências do mercado.
  59. 59. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 59 PEDAGOGIA DIFERENCIADA E DIFERENCIAÇÃO PEDAGÓGICA: DIFERENCIAR PORQUÊ? As pedagogias diferenciadas incluem-se no objetivo da formação, que continua a ser o de oferecer a todos uma cultura básica comum. Sem nunca esquecer a diversificação, o seu desafio vai mais além: conseguir que todos os alunos tenham acesso a essa cultura e dela se apropriem. Considerar as diferenças é, então, colocar cada formando diante de situações ótimas de aprendizagem. Temos de ter em conta que cada formando apresenta características próprias. O formador, que considere as teorias das inteligências múltiplas, deve ter em conta as várias inteligências dos seus formandos. Numa ação em que se valoriza apenas as inteligências linguísticas e lógico-matemáticas, os formandos com maior desenvolvimento noutro tipo de inteligências acabam por ter menos sucesso. Sabemos então, que um ensino eficaz deve conceber estratégias que contemplem as características dos diferentes tipos de inteligência.
  60. 60. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 60 Assim, e como forma de resumir o que vimos até ao momento, torna-se essencial diferenciar porque cada formando é um formando, com características e formas distintas de aprender. Para além disso, diferentes formandos apresentam diferentes interesses e necessidades, isto porque cada individuo está inserido num contexto. Desta forma, podemos dizer que a pedagogia diferenciada é uma pedagogia dos processos, que se desencadeia num ambiente de aprendizagem aberto, onde as aprendizagens são explicitadas e identificadas de modo a que os formandos aprendam segundo os seus próprios itinerários de apropriação dos saberes e do fazer. Por seu lado, a diferenciação pedagógica é a adequação do estilo de ensino aos estilos de aprendizagem. Uma educação baseada na diferenciação dos estilos de aprendizagem tem como ponto de partida a identificação e a valorização das competências mais evidentes dos formandos. Os formadores devem assim recorrer a estratégias diversificadas, materiais e recursos de diferente natureza e de formato diverso. Princípios De Diferenciação Pedagógica: 1. O formador põe em evidência o essencial; 2. O formador tem que reconhecer as diferenças entre os formandos; 3. A avaliação e a instrução são inseparáveis – avaliação deve ser contínua, formativa; 4. Todos os formandos têm de participar na sua própria aprendizagem; 5. As propostas de trabalho devem ser exequíveis, 6. A informação deve ter sentido para o formando; 7. O formador e os formandos colaboram no processo de aprendizagem: planificam, definem objetivos, refletem sobre o progresso, analisam o sucesso e/ou fracasso; 8. O formador estabelece equilíbrio entre as normas individuais e de grupo; 9. O formador muda o conteúdo, o processo e o produto de acordo com: a disponibilidade dos formandos, o seu interesse e o perfil de aprendizagem dos mesmos.
  61. 61. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 61 Por último, convém realçar que a diferenciação pedagógica pode ser feita a três níveis: conteúdos, processos e produtos.
  62. 62. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 62 A APRENDIZAGEM ATRAVÉS DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA (PNL) A PNL estuda como o cérebro e a mente funcionam, como criamos os nossos pensamentos, sentimentos, estados emocionais e comportamentos e como podemos direcionar e otimizar este processo. Por outras palavras, ela estuda como o ser humano funciona e como ele pode escolher a maneira como quer funcionar. A PNL estuda a forma como se processa o nosso pensamento. Pensar é usar os sentidos internamente. Pensamos vendo imagens internas, ouvindo sons ou falando internamente e tendo sensações. Também estuda a influência da linguagem que, embora seja produto do sistema nervoso, ativa, direciona e estimula o cérebro e é também a maneira mais eficaz de ativar o sistema nervoso dos outros, facilitando a comunicação. Vamos então aprender através da PNL! Na PNL, considera-se que a aprendizagem ocorre através de programas neurolinguísticos, isto é, a pessoas constrói mapas cognitivos dentro do seu sistema nervoso, conectando-os com observações do ambiente e respostas comportamentais. Os mapas cognitivos são construídos por influência da linguagem e de outras representações que ativam padrões coerentes no sistema nervoso. A aprendizagem acontece através de um ciclo orgânico no qual mapas cognitivos e experiências de referência de comportamento são agregados para formar sistemas maiores de programas coordenados que produzem desempenho competente. Cada um de nós possui um “mapa” ou modelo do mundo e um conjunto de pressuposições a partir das quais comunicamos. Essas pressuposições pessoais são comunicadas pelo nosso comportamento na sala de formação. O tom de voz, os gestos, as frases que usamos, a expressão facial, o contato visual, são comunicações de pressuposições subjacentes e formam um conjunto que determinam como somos percebidos pelas pessoas a quem nos dirigimos.
  63. 63. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 63 É importante ficarmos atentos porque, de alguma maneira, “nós somos a mensagem!”. Assim: a) O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém; b) O que o grupo percebe como tendo sido por você é que importa e não aquilo que você pretendia dizer; c) Estamos sempre a comunicar e a comunicação não-verbal transporta cerca de 90% da mensagem. d) O mapa não é o território. As pessoas reagem ao seu próprio mapa ou representação da realidade e não á realidade; e) Para ter rapport com outra pessoa, é essencial respeitar o seu modelo do mundo. A chave para ensinar e influenciar as pessoas é entrar no seu próprio mundo; f) Ninguém é totalmente errado ou limitado. É uma questão de descobrir como a pessoa funciona e ver o que e como pode ser mudado para se obter um resultado mais útil e desejável; g) As pessoas fazem as melhores escolhas que podem a cada momento; h) As pessoas já possuem os recursos de que precisam ou podem criá-los. A questão é saber como ajudá-las a ter acesso aos seus recursos, quando for adequado; i) Qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa; j) A pessoa que comunica com um maior número de opções, saí a ganhar; k) Não existe fracasso, apenas informação (feedback). Devemos assim, utilizar tudo o que acontecer para aprender, crescer e avançar; l) Não existem formandos incompetentes, apenas formadores com falta de flexibilidade; m)A modelagem de performances de sucesso conduz à excelência;
  64. 64. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 64 PRINCÍPIOS DA CRIATIVIDADE PEDAGÓGICA A educação tem sido questionada por dar enfase à aprendizagem mecânica ou de memorização e por não estimular uma forma autónoma de pensar e de agir. Deste ponto de vista, o sistema educativo deveria preocupar-se em oferecer experiências que promovessem o desenvolvimento da criatividade em todas as áreas de expressão, como forma de construção de conhecimento e de aprendizagem significativa. Entendemos a aprendizagem significativa como a aquisição de conhecimentos em que somos capazes de atribuir significado ao conteúdo aprendido, uma aprendizagem que provoca mudança no comportamento, em atitudes e na personalidade. Isso ocorre quando a aprendizagem possibilita o estabelecimento de relações e vínculos, em quantidade e qualidade, entre o novo conteúdo e as experiências vividas ou com os conhecimentos já adquiridos. Não se aprende no vazio. As situações vivenciadas influenciam as nossas atitudes face às aprendizagens, quer em relação aos conteúdos, quer aos métodos utilizados. Geralmente interessamo-nos por assuntos que nos dão prazer! As aprendizagens anteriores interferem também no processo de transferência dos conteúdos, processos, habilidades para outras situações semelhantes. A transferência pode ser positiva quando favorece a aprendizagem (ex.: aprender a andar de bicicleta ajuda a aprender a conduzir uma moto); ou negativa quando inibe novas aprendizagens (ex.: saber andar de bicicleta dificulta a aprendizagem de andar de barco, porque se queremos virar para a esquerda temos que virar o leme para a direita). Sabemos hoje em dia que é necessário colocar criatividade q.b., de forma a que a aprendizagem surja como atrativa. Ficam algumas sugestões: Crie interesse…
  65. 65. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 65 1. Uma história para começar ou uma imagem visual interessante: Conte uma história pequena, mas relevante, poderá ser de ficção, aos quadradinhos, apresente uma imagem ou um gráfico que captem a atenção dos seus formandos. 2. Um problema para iniciar: Apresente um problema em torno do qual a sessão será estruturada. 3. Uma pergunta prévia: Faça uma pergunta aos seus formandos (mesmo que eles tenham pouco conhecimento prévio) de modo a que fiquem motivados a assistir à sua sessão para obter resposta. Maximize o entendimento e a retenção… 4. Títulos: Reduza os pontos principais da sessão a palavras-chave que ajam como subtítulos ou como ajuda para a memória; 5. Exemplos e analogias: Dê ideias ou explanações da vida real durante a sessão e, se possível, crie uma comparação entre o seu material e o conhecimento e a experiência que os formandos já tenham; 6. Apoio Visual: Use flip-charts, handouts resumidos e demonstrações que possibilitem aos formandos verem e não só ouvirem o que você está a dizer. Envolva os participantes durante a sessão…
  66. 66. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 66 7. Desafios momentâneos: Interrompa a sessão periodicamente e desafie os formandos a dar exemplos dos conceitos apresentados até então ou a responder a perguntas específicas. 8. Atividades ilustrativas: Através da apresentação, entremeie atividades breves que ilustrem pontos que estão a ser abordados. Reforçe a sessão… 9. Aplicações: Apresente um problema ou uma pergunta para os formandos resolverem baseado nas informações apresentadas na sessão. 10. Revisão: Peça aos formandos para reverem o conteúdo da sessão um com o outro ou dê-lhes uma ficha de avaliação.
  67. 67. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 67 CONCLUSÃO Esperemos que de uma ou de outra forma, este manual possa ser útil aos seus utilitários na forma como vão estruturar as suas ações de formação, pensando naquilo que é a formação profissional e na maneira como podem otimizar o processo de aprendizagem.
  68. 68. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 68 BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, Ana Maria de, Da psicologia à pedagogia do conhecimento, in Revista Formar (nº18), IEFP, Lisboa, 1996,p. 4-13. ALTET, Morouerite , As Pedagogias da Aprendizagem, Coleção Horizontes Pedagógicos, Presses Univeritaires de France, 1997. DUARTE, Acácio Ferreira. (1996). Uma nova formação profissional para um novo mercado de trabalho. IEFP: Lisboa. FERRÃO, L.; Rodrigues, M. (2000). Formação Pedagógica de Formadores. LIDEL GAGNÈ, Robert M., (1982) Como se realiza a aprendizagem, Horizontes Pedagógicos, Instituto PIAGET GONÇALVES, O. (1999), Introdução às psicoterapias comportamentais, Coimbra: Quarteto KUPERHOL, J. (1993). Développer de nouvelles formes de formation: les systémes flexibles. Paris : Editions Liaisons. LEITE, Emanuel. O fenômeno do empreendedorismo: criando riquezas. Recife: Bagaço, 2000. MAGER, R., Atitudes favoráveis ao ensino, Rio de Janeiro, Editora Globo, 1989 MANCILA, Jairo. Programação neurolinguística aplicada ao ensino e á aprendizagem. Instituto de Neurolinguística aplicada. MONTEIRO, M. & QUEIRÓS, I. (1995), Psicossociologia 2, Porto, Porto Editora. MORGAN, C. T. (1978), Introdução à Psicologia, S. Paulo, McGraw-Hill. O’ BRIEN, D. (2002), Aprenda a lembrar-se!, Lisboa, Plátano Edições Técnicas. OLIVEIRA, Maria Lucília e PORTO, Maria Manuela, A Aprendizagem e os jovens, Coleção Aprender (nº1), IEFP, Lisboa, 1992.
  69. 69. Módulo 1. Formador: sistema, contexto e perfil 69 PINTO, J. (1992). Psicologia da Aprendizagem: conceções, teorias e processos. Coleção Aprender, nº14. Lisboa: I.E.F.P. PINTO, Jorge, Psicologia da aprendizagem conceções, teorias e processos, Coleção Aprender (nº14), IEFP, Lisboa, 1992. POUPARD, R. (1995). Construire la formation professionnelle en alternance. Paris : Les Éditions d’Organization. RASETH, A. (2000). (5ª Ed.). O perfil e funções do Formador. In Formar Pedagogicamente. Lisboa: IEFP. Revista Dirigir, julho e agosto de 1999. ROCHA, José Eduardo, Condições e fatores de aprendizagem, Coleção Formar Pedagogicamente (nº12), IEFP, Lisboa, 1992 RODRIGUES, Custódio; SERRA, A. Vaz; DIAS, C. Amaral, Motivação e aprendizagem, Coleção Elementos Básicos de Psicologia Científica, Lisboa, Afrontamento, 1986. SANTOS, M. A. (1996). Missão do formador: Ajudar a potenciar competências. In Formar, n.º17, pp. 18-21. SANTOS, M. A. (1996). Missão do formador: Ajudar a potenciar competências. In Formar, n. º17, pp. 18-21. SHAKIAN, Williams, Aprendizagem: sistemas, modelos e teorias, Rio de Janeiro, Interamérica (2ª edição), 1980. SPRINTHALL, N. & Sprinthall, R. (1993). Psicologia educacional: uma abordagem desenvolvimentalista. Lisboa: McGraw-Hill de Portugal Lda. Webgrafia: http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:31985D0368:PT:HTML http://netbolsaformador.iefp.pt/IEFP_bf/ http://www.anq.gov.pt/ http://www.dre.pt http://www.iefp.pt/Paginas/Home.aspx http://www.poph.qren.pt/

×