LOGOSeca no Nordeste
Polígono das Secas
ZCIT
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ZCIT
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ZCIT ZONA DE CONVERGÊNCIA PROVOCA CHUVAS EMFORTALEZA E MAIS 27 MUNICÍPIOS Uma ramificação da Zona de Convergência Intert...
http://www.youtube.com/watch?v=bf6gfRUwRQY
A Indústria da Seca no BrasilProfª Isabel Aguiarhttp://profisabelaguiar.blogspot.com.br/
Origem do termo “Indústria da seca” é um termo utilizado para designar a estratégiade alguns políticos que aproveitam a t...
Os problemas sociais no chamado “polígono daseca” são bastante conhecidos por todos, masnem todos sabem que não precisava ...
Fonte dos dados de precipitação: FUNCEME (Fundação Cearense de
Países como EUA que cultivam áreas imensas e comsucesso em regiões como a Califórnia, onde chove setevezes menos do que no...
Palmeiras que crescem noDeserto de Arava no sul deIsrael(Tecnologias israelenses em aquicultura podem teraplicação imediat...
A seca é um fenômeno natural periódico que pode sercontornada com o monitoramento do regime de chuvas,implantação de técni...
Os “industriais da seca” se utilizam da calamidade paraconseguir mais verbas, incentivos fiscais, concessõesde crédito e p...
Enquanto isso, o pouco dos recursos que realmente sãoempregados na construção de açudes e projetos deirrigação, torna-se i...
O Açude do Cedro, em Quixadá (CE), é frequentemente utilizadocomo referência para descrever este tipo de empreendimento da...
E a história se repete. A transposição do Rio SãoFrancisco é um dos pontos principais da campanha dogoverno atual e é uma ...
A seca e a Copa
Como mudar essa situação?
Dicas de leituraUm outro livro importante: HISTÓRIAS DASSÊCAS - Séculos XVII a XIX autor: JoaquimAlves
LOGORegionalismo
ConceitoA obra literária regionalista tem sido definida como“qualquer livro que, intencionalmente ou não, traduzapeculiari...
Dois tipos de regionalismo Regionalismo romântico (na temática) Regionalismo naturalista (na linguagem - variaçãodiatópi...
Autores em que se encontra a marca doregionalismo José de Alencar, Franklin Távora, João Cabral de Melo Neto, Raquel d...
Trecho de Os Sertões"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos dol...
Caipiras negaceando – 1888 – Almeida Júnior
Caipira picando fumo – 1893 – AlmeidaJúnior
Amolação Interrompida – 1894 – Almeida Júnior
O violeiro – 1899 – Almeida Júnior
Retirantes – Cândido Portinari
Enterro na rede – Cândido Portinari
Menino morto – 1944 – Cândido Portinari
Cangaceiro – 1951 – Cândido Portinari
Boi e o espantalho – 1940 – CândidoPortinari
Competência de área 5Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos daslinguagens, relacionando textos com seus cont...
O SERTÃO E O SERTANEJOAli começa o sertão chamado bruto. Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capimcrescido...
O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação.Considerando o trecho acima, é possível rec...
O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação.Considerando o trecho acima, é possível rec...
TEXTO IO meu nome é Severino,não tenho ouro de pia.Como há muitos Severinos,que é santo de romaria,deram então de me chama...
Com base no tracho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (TextoII), observa-se que a relação entre o tex...
Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nemos pássaros de rios e lagos. O senhor vê: o Zé-Z...
Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma desigualdade socialtípica das áreas rurais brasileiras m...
Competência de área 4Compreender a arte como saber cultural e estético gerador designificação e integrador da organização ...
O modernismo brasileiro teve forteinfluência das vanguardas europeias. Apartir da Semana de ArteModerna, esses conceitos p...
Competência de área 3Compreender e usar a linguagem corporal como relevante paraa própria vida, integradora social e forma...
A dança é um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro érico em danças que representam as tradiç...
Seca: História, Geografia e Literatura
Seca: História, Geografia e Literatura
Seca: História, Geografia e Literatura
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  1. 1. LOGOSeca no Nordeste
  2. 2. Polígono das Secas
  3. 3. ZCIT
  4. 4. ZCIT
  5. 5. ZCIT
  6. 6. ZCIT
  7. 7. ZCIT
  8. 8. ZCIT
  9. 9. ZCIT
  10. 10. ZCIT
  11. 11. ZCIT ZONA DE CONVERGÊNCIA PROVOCA CHUVAS EMFORTALEZA E MAIS 27 MUNICÍPIOS Uma ramificação da Zona de Convergência Intertropicalprovocou as chuvas na manhã da quinta-feira (10) emFortaleza e em outros 27 municípios cearenses. Este é osistema meteorológico característico da quadra chuvosa,que começou oficialmente neste mês http://jmjornaldomunicipio.blogspot.com/2011/02/as-chuvas-da-quinta-feira-alagaram.html
  12. 12. http://www.youtube.com/watch?v=bf6gfRUwRQY
  13. 13. A Indústria da Seca no BrasilProfª Isabel Aguiarhttp://profisabelaguiar.blogspot.com.br/
  14. 14. Origem do termo “Indústria da seca” é um termo utilizado para designar a estratégiade alguns políticos que aproveitam a tragédia da seca na regiãonordeste do Brasil para ganho próprio. O termo começou a serusado na década de 60 por Antônio Callado que já denunciava noCorreio da Manhã os problemas da região do semiárido brasileiro. MORTOS DA SECA DE 1932
  15. 15. Os problemas sociais no chamado “polígono daseca” são bastante conhecidos por todos, masnem todos sabem que não precisava ser assim.
  16. 16. Fonte dos dados de precipitação: FUNCEME (Fundação Cearense de
  17. 17. Países como EUA que cultivam áreas imensas e comsucesso em regiões como a Califórnia, onde chove setevezes menos do que no polígono da seca, e Israel, queconsegue manter um nível de vida razoável em umdeserto (Negev), são provas disso.
  18. 18. Palmeiras que crescem noDeserto de Arava no sul deIsrael(Tecnologias israelenses em aquicultura podem teraplicação imediata no Brasil Publicado em Terça, 11Junho 2013 - Fonte: MPA
  19. 19. A seca é um fenômeno natural periódico que pode sercontornada com o monitoramento do regime de chuvas,implantação de técnicas próprias para regiões comescassez hídrica ou projetos de irrigação e açudes,porém, são essas medidas são frequentementeutilizadas para encobrir desvios de verbas em projetossuperfaturados ou em troca de favores políticos.
  20. 20. Os “industriais da seca” se utilizam da calamidade paraconseguir mais verbas, incentivos fiscais, concessõesde crédito e perdão de dívidas valendo-se dapropaganda de que o povo está morrendo de fome.
  21. 21. Enquanto isso, o pouco dos recursos que realmente sãoempregados na construção de açudes e projetos deirrigação, torna-se inútil quando estes são construídos empropriedades privadas de grandes latifundiários que os usam parafortalecer seu poder ou então, quando por falta de planejamentoadequado, se tornam imensas obras ineficazes.
  22. 22. O Açude do Cedro, em Quixadá (CE), é frequentemente utilizadocomo referência para descrever este tipo de empreendimento daindústria da seca: com capacidade para aproximadamente 126milhões de m³, foi construído em pedra talhada à mão, comesculturas e barras de ferro importadas, mas que chegou a secarcompletamente no período de 1930 a 1932, durante um dos pioresperíodos de seca enfrentados pela região, ou seja, quando maisse precisava dele. Mais uma obra faraônica, na longa história deprojetos faraônicos da indústria da seca. É claro que hoje a obraconstitui um patrimônio histórico e cultural importante, mas écomo distribuir talheres de prata para quem não tem o que comer.
  23. 23. E a história se repete. A transposição do Rio SãoFrancisco é um dos pontos principais da campanha dogoverno atual e é uma questão mais que polêmica.
  24. 24. A seca e a Copa
  25. 25. Como mudar essa situação?
  26. 26. Dicas de leituraUm outro livro importante: HISTÓRIAS DASSÊCAS - Séculos XVII a XIX autor: JoaquimAlves
  27. 27. LOGORegionalismo
  28. 28. ConceitoA obra literária regionalista tem sido definida como“qualquer livro que, intencionalmente ou não, traduzapeculiaridades locais”, tais comocostumes, crendices, superstições, modismo; vinculando-as auma área do país: “regionalismo gaúcho”, “regionalismonordestino”, “regionalismo paulista” etc. Tomadoassim, amplamente, pode-se falar tanto de um regionalismo ruralquanto de um regionalismo urbano. No limite, toda obra literáriaseria regionalista, enquanto, com maiores ou menoresmediações, de modo mais ou menos explícito ou mais ou menosmascarado, expressa seu momento e lugar.Historicamente, porém, a tendência a que se denominouregionalista em literatura vincula-se a obras que expressamregiões rurais e nelas situam suas ações epersonagens, procurando expressar suas particularidadeslinguísticas.
  29. 29. Dois tipos de regionalismo Regionalismo romântico (na temática) Regionalismo naturalista (na linguagem - variaçãodiatópica / variação geográfica)
  30. 30. Autores em que se encontra a marca doregionalismo José de Alencar, Franklin Távora, João Cabral de Melo Neto, Raquel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado, José Américo de Almeida, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna...
  31. 31. Trecho de Os Sertões"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos dolitoral.A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plásticaimpecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dosfracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membrosdesarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter dehumildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede queencontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dosestribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilíneae firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandrosdas trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, outravar ligeira conversa com um amigo, cai logo - cai é o termo - de cócoras, atravessando largo tempo numaposição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobreos calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável.É o homem permanentemente fatigado.Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo: na palavra remorada, no gestocontrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e àquietude.Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe odesencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novaslinhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes aclarada pelo olhardesassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos dorelaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o aspectodominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade
  32. 32. Caipiras negaceando – 1888 – Almeida Júnior
  33. 33. Caipira picando fumo – 1893 – AlmeidaJúnior
  34. 34. Amolação Interrompida – 1894 – Almeida Júnior
  35. 35. O violeiro – 1899 – Almeida Júnior
  36. 36. Retirantes – Cândido Portinari
  37. 37. Enterro na rede – Cândido Portinari
  38. 38. Menino morto – 1944 – Cândido Portinari
  39. 39. Cangaceiro – 1951 – Cândido Portinari
  40. 40. Boi e o espantalho – 1940 – CândidoPortinari
  41. 41. Competência de área 5Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos daslinguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante anatureza, função, organização, estrutura das manifestações, deacordo com as condições de produção e recepção.H15 - Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de suaprodução, situando aspectos do contexto histórico, social epolítico.H16 - Relacionar informações sobre concepções artísticas eprocedimentos de construção do texto literário.H17 - Reconhecer a presença de valores sociais e humanosatualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.
  42. 42. O SERTÃO E O SERTANEJOAli começa o sertão chamado bruto. Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capimcrescido e ressecado pelo ardor do sol transforma-se em vicejante tapete de relva, quando lavra oincêndio que algum tropeiro, por acaso ou mero desenfado, ateia com uma faúlha do seuisqueiro. Minando à surda na touceira, queda a vívida centelha. Corra daí a instante qualqueraragem, por débil que seja, e levanta-se a língua de fogo esguia e trêmula, como que acontemplar medrosa e vacilante os espaços imensos que se alongam diante dela. O fogo, detidoem pontos, aqui, ali, a consumir com mais lentidão algum estorvo, vai aos poucos morrendo atése extinguir de todo, deixando como sinal da avassaladora passagem o alvacento lençol, que lhefoi seguindo os velozes passos. Por toda a parte melancolia; de todo os lados tétricasperspectivas. É cair, porém, daí a dias copiosa chuva, e parece que uma varinha de fada andoupor aqueles sombrios recantos a traçar às pressas jardins encantados e nunca vistos. Entra tudonum trabalho íntimo de espanhola atividade. Transborda a vida.TAUNAY, A. Inocência. São Paulo: Ática, 1993 (adaptado).
  43. 43. O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação.Considerando o trecho acima, é possível reconhecer que uma das principais e permanentescontribuições do Romantismo para construção da identidade da nação é a:A) possibilidade de apresentar uma dimensão desconhecida da natureza nacional, marcada pelosubdesenvolvimento e pela falta de perspectiva de renovação.B) consciência da exploração da terra pelos colonizadores e pela classe dominante local, o quecoibiu a exploração desenfreada das riquezas naturais do país.C) construção, em linguagem simples, realista e documental, sem fantasia ou exaltação, de umaimagem da terra que revelou o quanto é grandiosa a natureza brasileira.D) expansão dos limites geográficos da terra, que promoveu o sentimento de unidade do territórionacional e deu a conhecer os lugares mais distantes do Brasil aos brasileiros.E) valorização da vida urbana e do progresso, em detrimento do interior do Brasil, formulando umconceito de nação do interior do Brasil, formulando um conceito de nação centrado nosmodelos da nascente burguesia brasileira.
  44. 44. O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação.Considerando o trecho acima, é possível reconhecer que uma das principais e permanentescontribuições do Romantismo para construção da identidade da nação é a:A) possibilidade de apresentar uma dimensão desconhecida da natureza nacional, marcada pelosubdesenvolvimento e pela falta de perspectiva de renovação.B) consciência da exploração da terra pelos colonizadores e pela classe dominante local, o quecoibiu a exploração desenfreada das riquezas naturais do país.C) construção, em linguagem simples, realista e documental, sem fantasia ou exaltação, de umaimagem da terra que revelou o quanto é grandiosa a natureza brasileira.D) expansão dos limites geográficos da terra, que promoveu o sentimento de unidade do territórionacional e deu a conhecer os lugares mais distantes do Brasil aos brasileiros.E) valorização da vida urbana e do progresso, em detrimento do interior do Brasil, formulando umconceito de nação do interior do Brasil, formulando um conceito de nação centrado nosmodelos da nascente burguesia brasileira.
  45. 45. TEXTO IO meu nome é Severino,não tenho ouro de pia.Como há muitos Severinos,que é santo de romaria,deram então de me chamarSeverino de Maria;como há muitos Severinoscom mães chamadas Maria,fiquei sendo o da Mariado finado Zacarias,mais isso ainda diz pouco:há muitos na freguesia,por causa de um coronelque se chamou Zacariase que foi o mais antigosenhor desta sesmaria.Como então dizer quem falaOura a Vossa Senhorias?MELO NETO, J. C Obra completa. Rio deJaneiro: Aguilar, 1994 (fragmento)TEXTO IIJoão Cabral, que já emprestara sua voz aorio, transfere-a, aqui, ao retiranteSeverino, que, como o Capibaribe, tambémsegue no caminho do Recife. Aautoapresentação do personagem, na falainicial do texto, nos mostra um Severinoque, quanto mas se define, menos seindividualiza, pois seus traços biográficos sãosempre partilhados por outros homens.SECCHIN, A. C João Cabral: a poesia do menos. Riode Janeiro: Topbooks, 1999 (fragmento).
  46. 46. Com base no tracho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (TextoII), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele fazreferência aponta para um problema social expresso literalmente pela pergunta “Comoentão dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?”. A resposta à pergunta expressa nopoema é dada por meio da:A) descrição minuciosa dos traços biográficos do personagem-narrador.B) construção da figura do retirante nordestino como um homem resignado com a suasituação.C) representação, na figura do personagem-narrador, de outros Severinos quecompartilham sua condição.D) apresentação do personagem-narrador como ma projeção do próprio poeta, em suacrise existencial.E) descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente docoronel Zacarias.
  47. 47. Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nemos pássaros de rios e lagos. O senhor vê: o Zé-Zim, o melhor meeiro meuaqui, risonho e habilidoso. Pergunto: Zé-Zim, por que é que você não criagalinhas-d´angola, como todo o mundo faz? Quero criar nada não… medeu resposta: Eu gosto muito d emudar… […] Belo dia, ele tora. Ninguémdiscrepa. Eu, tantas, mesmo digo. Eu dou proteção. […] Essa não faltoutambém á minha mãe, quando eu era menino, no sertãozinho de minha terra.[…] Gente melhor do lugar eram todos dessa família Guedes, Jidião Guedes;quando saíram de lá, nos trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindoem território baixio da Sirga, da outra banda, ali onde o de-Janeiro vai no SãoFrancisco, o senhor sabe.ROSA, J. G. Grande Sertão: Verderas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento)
  48. 48. Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma desigualdade socialtípica das áreas rurais brasileiras marcadas pela concentração de terras e pela relação dedependência entre agregados e fazendeiros. No texto, destaca-se essa relação porque opersonagem-narrador:A) relata a seu interlocutor a história de Zé-Zim, demonstrando sua pouca disposição emajudar seus agregados, uma vez que superou essa condição graças à sua força de trabalho.B) descreve o processo de transformação de um meeiro espécie de agregado em proprietáriode terra.C) denuncia a falta de compromisso e a desocupação dos moradores, que pouco se envolvemno trabalho da terra.D) mostra como a condição material da vida do sertanejo é dificultada pela sua dupla condiçãode homem livre e, ao mesmo tempo, dependente.E) mantém o distanciamento narrativo condizente com sua posição social, de proprietário deterras.
  49. 49. Competência de área 4Compreender a arte como saber cultural e estético gerador designificação e integrador da organização do mundo e da própriaidentidade.H12 - Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho daprodução dos artistas em seus meios culturais.H13 - Analisar as diversas produções artísticas como meio deexplicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.H14 - Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestaçõesde vários grupos sociais e étnicos.
  50. 50. O modernismo brasileiro teve forteinfluência das vanguardas europeias. Apartir da Semana de ArteModerna, esses conceitos passaram afazer parte da arte brasileiradefinitivamente. Tomando comoreferência o quadro Omamoeiro, identifica-se que, nas artesplásticas, a:AMARAL, Tarsila do. O mamoeiro. 1925, óleo sobre tela, 65x70, IEB//USP.A) Imagem passa a valer mais que as formas vanguardistas.B) Forma estética ganha linhas retas e valoriza o cotidiano.C) Natureza passa a ser admirada com um espaço utópico.D)Imagem privilegia uma ação moderna e industrializada.E) Forma apresenta contornos e detalhes humanos
  51. 51. Competência de área 3Compreender e usar a linguagem corporal como relevante paraa própria vida, integradora social e formadora da identidade.H9 - Reconhecer as manifestações corporais de movimento comooriginárias de necessidades cotidianas de um grupo social.H10 - Reconhecer a necessidade de transformação de hábitoscorporais em função das necessidades cinestésicas.H11 - Reconhecer a linguagem corporal como meio de interaçãosocial, considerando os limites de desempenho e as alternativasde adaptação para diferentes indivíduos.
  52. 52. A dança é um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro érico em danças que representam as tradições e a cultura de várias regiões do país. Estãoligadas aos aspectos religiosos, fe3stas, lendas, fatos históricos, acontecimentos docotidiano e brincadeiras e caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples epopulares), figurinos e cenários representativos.SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Proposta Curricular do Estado São Paulo: Educação Física. São Paulo: 2009(adaptado).A dança, como manifestação e representação da cultura rítmica, envolve a expressão corporalprópria de um povo. Considerando-a como elemento folclórico, a dança revela:A) manifestações afetivas, históricas, ideológicas, intelectuais e espirituais de um povo,refletindo seu modo de expressar-se no mundo.B) aspectos eminentemente afetivos, espirituais e de entretenimento de um povo,desconsiderando fatos históricos.C) acontecimentos do cotidiano, sob influência mitológica e religiosa de cada região,sobrepondo aspectos políticos.D) tradições culturais de cada região, cujas manifestações rítmicas são classificadas em umranking das mais originais.

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