Peronismo

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Peronismo

  1. 1. Evita PeronEvita PeronProfª Isabel AguiarProfª Isabel Aguiar
  2. 2. PERONISMO• No começo do século 20 a Argentina era o país que mais reproduzia osvalores europeus. Após os vinte três anos de repressão da ditadura deJuan Manuel Rosas, o país se transformara em um Estado Liberal. O poderestava concentrado, principalmente, na mão dos senhores de estâncias emembros dos setores comerciais e financeiros (ligados ao mercadointernacional).A maioria da população mestiça de índios e brancos (os gaúchos) eramarginalizada e sem acesso a política nacional. O desejo de formar umanação de brancos, tipicamente europeia é o que estimula a imigração nopaís, sendo grande parte deste contingente era formado por italianos.A indústria de bens de consumo se desenvolve na década de 1910 com oauxílio do capital interno e norte-americano. Á exemplo de outros países daAmérica Latina, a eclosão da Primeira Guerra Mundial possibilitou umgrande surto industrial na Argentina, e com isso o crescimento dooperariado urbano.O Partido Nacional, que até então controlava todo o cenário político dopaís, passava por sucessivas crises. Nesse contexto é criada a UniãoCívica Radical, partido composto pelos setores sociais até entãomarginalizados: setores médios e urbanos e o operariado.
  3. 3. • Juan Domingo Perón surgiu pela primeiravez na política argentina com o fim daConcordância em 1937, como Secretáriodo Trabalho e Presidência do então eleitoRoberto Ortiz. Perón realiza medidas queatraíram o operariado à tutela do Estado,como a criação de novos sindicatos,melhores condições de trabalho, aumentodos salários e uma nova legislaçãotrabalhista e previdenciária.
  4. 4. Juan Peron
  5. 5. • Nas eleições de 1946, Perón é eleito com a maioriados votos (52%). Até 1951, o peronismo passa a ser oelemento fundamental da política argentina: o Estadopassa a intervir na economia e a nacionalizarferrovias, comunicação, gás e transporte urbanos. Operonismo tem como principais características apolítica de culto à personalidade, paternalismo e deautoritarismo.A partir de 1951 o cenário da economia argentinamodifica-se: a prosperidade dá lugar à crise. Com oaumento da concorrência internacional, do capitalnorte-americano impossibilitando o crescimentointerno e o baixo investimento em industrialização, odesemprego e a inflação se alastra pelo país.
  6. 6. • Nesse contexto, o governo perde o apoio da Igreja e enfraquece oslaços com as forças armadas. Em setembro de 1955, um golpemilitar afasta Perón da presidência, o qual passa a viver no exílio.O peronismo foi um fenômeno típico do que se chamade populismolatino-americano, na definição do cientista políticoargentino Torcuatto di Tella, ?uma aliança de parte da elite,incluindo industriais e militares nacionalistas, e trabalhadores, paraenfrentar outro segmento da elite?, o mais conservador.Antes de se casar com Perón, Evita era um simples cantora e atrizde radio teatro. Eles se formaram em um casal diferente de todo ocenário político latino-americano.Famosa por sua elegância e carisma, Evita era considerada pormuitos a mãe dos pobres, a protetora dos descamisados(trabalhadores rurais), a chefe espiritual da nação. Como Secretáriado Trabalho a primeira dama realiza medidas que vão de acordocom o regime populista, procurando agradar o proletariado:
  7. 7. • Para mim os trabalhadores são por isso, antes de mais nadadescamisados. Todos estiveram na Praça de Maio naquela noitememorável. Muitos, materialmente, todos de espírito.(...) E nãoesquecerei jamais o que devo a cada descamisado em particular avida de Perón.(PERÓN, Eva)As principais mudanças sociais no país ocorreram graças à atuaçãode Evita: o maior investimento em segurança social, reformas,cuidados médicos estatais, pensões e, sobretudo, o voto para asmulheres. Deve-se, também a ela, a expulsão de multinacionais dopaís e as nacionalizações.Aos 33 anos Evita morre vítima de um câncer. De amada a odiadaa ex- primeira dama transformou-se em um mito no imagináriopolítico do país.Perón volta do exílio a Argentina em 1973, com o fim do governomilitar. Ele é reeleito presidente com 60% dos votos, tendo comovice a sua terceira mulher Isabelita.
  8. 8. • O mito EvitaA eleição da ex- primeira dama Cristina Fernández de Kirchner a presidência daArgentina, com 44,86% dos votos, marca a história argentina como a segunda mulher aocupar um cargo tão importante.Cristina possui semelhanças com Evita Perón ao passo que, conquistou a confiança dostrabalhadores (a maioria de seu eleitorado) e possui um cuidado com a personalidade.Assim, a atual presidente seria uma visão pós-moderna de Evita, como afirma o RaúlAragon, professor e diretor do Centro de Pesquisas de Opinião Pública da UniversidadeAberta Interamericana (UAI).Contudo, para Juan Carlos Martínez Lázaro, professor do Instituto de Empresa (IE), avitória na eleição não se deve apenas pela maquiagem e o discurso populista realizadopor Cristina, mas também pelo apoio do eleitorado de seu esposo, Néstor Kirchner.?Se há quatro anos a pobreza, a desigualdade social e o emprego eram as maiorespreocupações dos argentinos, hoje são a corrupção, a insegurança e a falta detransparência política.Os méritos da recuperação econômica são de Kirchner, porque eleficou identificado com a chefia do país, por mais que Lavagna, ex-ministro da Economia eum dos candidatos à presidência, tenha sido seu verdadeiro artífice?.O fato é que o mito de Evita Perón está enraizado na cultura e no imaginário argentino.Ela conquistou a popularidade e o carisma necessário para conquistar as classes maispobres e, assim, beneficiar o governo de Perón. Até hoje, vê-se na política argentina umaparecimento de novas Evitas.
  9. 9. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaMaria Eva Duarte, como se chamava no começo; Eva Perón, como ficou conhecidaem seus últimos anos; Evita, como o povo a batizou, foi uma figura que rompeu todosos precedentes históricos e definiu uma modalidade política nunca vista até então.Durante o breve período de sua atuação, ao lado de Perón, foi o centro de umcrescente poder e se tornou a alma do movimento peronista, em sua essência e emsua voz. Adorada e ao mesmo tempo odiada por milhões de argentinos, o que jamaisprovocou foi a indiferença.
  10. 10. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaMaria Eva Duarte nasceu em Los Toldos, província de Buenos Aires, em 1919.Ela, sua mãe - Juana Ibarguren - e seus quatro irmãos formavam a famíliairregular de Juan Duarte, que morreu quando Evita tinha seis ou sete anos.Nessa época, mudaram-se para Junín, onde Eva permaneceu até 1935.
  11. 11. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaSentia-se asfixiada pelo ambiente de cidade do interior e então, com apenas 15anos, decide se mudar para Buenos Aires em busca de ser atriz. Sozinha, semrecursos nem educação, enfrenta-se com um mundo hostil e difícil, cujas regrasdesconhece. Mas triunfa: chega a ser atriz de certo nome, apesar de não termaiores dotes teatrais, a sair em capas de revistas e a encabeçar um programade rádio muito escutado
  12. 12. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaMas seu destino era outro. Em janeiro de 1944, Eva Duarte conhece o coronelJuan Domingo Perón num festival que a comunidade artística realizava embenefício das vítimas de um terremoto que havia destruído a cidade de SanJuan poucos dias antes.
  13. 13. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaNo mês seguinte, já estavam morando juntos e dois anos mais tarderegularizam a relação, contraindo matrimônio numa cerimônia íntima eque não transcende ao público
  14. 14. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaMas seu destino era outro. Em janeiro de 1944, Eva Duarte conhece ocoronel Juan Domingo Perón num festival que a comunidade artísticarealizava em benefício das vítimas de um terremoto que havia destruído acidade de San Juan poucos dias antes.
  15. 15. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaNo mês seguinte, já estavam morando juntos e dois anos mais tarderegularizam a relação, contraindo matrimônio numa cerimônia íntimae que não transcende ao público
  16. 16. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaNo seu papel primeira-dama, Eva Perón desenvolveu um trabalho intenso, tanto noaspecto político quanto no social. No que diz respeito à política, trabalhouintensamente para obter o voto feminino e foi organizadora e fundadora do ramofeminino do movimento peronista. Esta organização se formou recrutando mulheresde distintas extrações sociais por todo o país. As dirigentes da nova agrupaçãoreceberam o nome de "delegadas censistas".
  17. 17. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaNo aspecto social seu trabalho se desenvolveu na Fundação Eva Perón, mantidapor contribuições de empresários e por doações que os trabalhadores faziamquando tinham uma melhora em seus salários. Criou hospitais, lares para idosos emães solteiras, dois policlínicos, escolas, uma Cidade Infantil. Durante asfestas de fim de ano distribuía sidra e panettone, socorria os necessitados eorganizava torneios esportivos infantis e juvenis.
  18. 18. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaO outro bastão e talvez eixo principal de sua popularidade foi constituído emtorno dos sindicalistas e da sua facilidade e carisma para conectar-se comas massas trabalhadoras, às quais ela chamava de seus "descamisados".
  19. 19. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaEva Perón faleceu no dia 26 de julho de 1952, sendo ainda muito jovem, porocasião de uma leucemia. A dor popular não a abandonou num velório quedurou 14 dias, e não a abandonaria jamais. No imaginário popular, Evita é paramuitos uma santa.
  20. 20. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaQuando escolhi ser "Evita" sei que escolhi o caminho do meu povo.Agora, a quatro anos daquela eleição, fica fácil demonstrar queefetivamente foi assim.
  21. 21. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaNinguém senão o povo me chama de "Evita". Somente aprenderam a mechamar assim os "descamisados". Os homens do governo, os dirigentespolíticos, os embaixadores, os homens de empresa, profissionais, intelectuais,etc., que me visitam costumam me chamar de "Senhora"; e alguns inclusive mechamam publicamente de "Excelentíssima ou Digníssima Senhora" e ainda, àsvezes, "Senhora Presidenta". Eles não vêem em mim mais do que a Eva Perón.
  22. 22. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaOs descamisados, no entanto, só me conhecem como "Evita". Eu meapresentei assim pra eles, por outra parte, no dia em que saí ao encontro doshumildes da minha terra dizendo-lhes que preferia ser a "Evita" a ser a esposado Presidente se esse "Evita" servia para mitigar alguma dor ou enxugar umalágrima.
  23. 23. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaE, coisa estranha, se os homens do governo, os dirigentes, os políticos, osembaixadores, os que me chamam de "Senhora" me chamassem de "Evita"eu acharia talvez tão estranho e fora de lugar como que se um garoto, umoperário ou uma pessoa humilde do povo me chamasse de "Senhora". Mascreio que eles próprios achariam ainda mais estranho e ineficaz.
  24. 24. Evita Peron Casa Rosada Evita PeronEvita Peron Evita Peron MadonaTúmulo de EvitaAgora se me perguntassem o que é que eu prefiro, minha resposta nãodemoraria em sair de mim: gosto mais do meu nome de povo. Quando umgaroto me chama de "Evita" me sinto mãe de todos os garotos e de todos osfracos e humildes da minha terra. Quando um operário me chama de "Evita" mesinto com orgulho "companheira" de todos os homens.

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