Problemas comuns da infancia22 04 2014

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Problemas comuns da infancia22 04 2014

  1. 1. PROBLEMAS COMUNS DA INFÂNCIA Alessandra Marques- CFBS Gleida Pêgo -CFAAN
  2. 2. IDENTIFICANDO A CRIANÇA GRAVE AIDIPI neonatal (2m) : -Está mamando no peito? Está vomitando? -Febre? -Letargia ou Irritabilidade? -Apresentou convulsao? -Gemido ou Sibilancia? -Distensao abdominal - Sangramento? Equimose, Petéquia ou Hemorragia -Enchimento capilar >2s -Peso < 2000g -Ictericia < 24hs de vida -Secrecao purulenta do ouvido, conjuntiva (edema) ou umbigo?
  3. 3. IDENTIFICANDO A CRIANÇA GRAVE -Ha sinais de esforço espiratorio? Tiragem subcostal Retracao furcula esternal Batimento de asa de nariz Cianose central -Frequencia respiratoria: 2m: 60 2m-1a: 50 1a-4a:40 5a: 20 -Frequencia cardiaca (bpm): Rn: 160 2m a 2a: 120 3a a 6a: 100 7a a 11a:90
  4. 4. OTITES OMA -30% IVAS em <3a -Diferenciar entre OMA e OME. -Febre+ otalgia irritabilidade IVAS - Uso de ATB: otite bilateral, <6m, Tax >39, sem possibilidade de follow up, (Dose dobrada de ATB) Amoxacilina- 50mg/kg/dia, 12/12hs, 7d. Clavulin- 50-90mg/kg/dia, 12/12, 7d.
  5. 5. DOENCAS RESPIRATÓRIAS O meu filho está com... -Nunca banalizar a queixa!!! -Proceder a coleta de dados e ex. fisico sistemático ‘’ muita tosse`` ``ta resfriado`` ``cheio de catarro no pulmão’’ `` o nariz ta entupido`` ``o catarro ta verde!``
  6. 6. SISTEMATIZANDO O MEU EXAME -Dados da história: quais sintomas;início; tempo de duração; entender bem a evolução; presença de febre; padrão alimentar; hábitos fisiológicos -NÃO examinar: ao choro, em decubito, enquanto mama - Criança maior: pedir para tossir! - Frequências respiratória e cardíaca -Saturação O2: >92% cianose - Esforco batimento de asa de nariz, retracao furcula tiragem subcostal -AR estertoracao roncos grosseiros sibilos ronco de transmissao
  7. 7. MINHAS PRINCIPAIS HIPÓTESES PNEUMONIA Febre,taquipneia, sinal de esforco, tosse,taquicardia,estertor (roncos) ATB (idade) :amoxacilina ou macrolideo (>5a) Atencao aos a criterios de internação Intervalo curto entre revisões BRONQUIOLITE Sazonal, Febre, tosse, sibilancia, Tto suporte: antitermico, O2, Controverso- NBZ fenoterol corticoesteroide Intervalos entre revisões AVAL. NIVEL SECUNDARIO/ INTERNAÇÃO: <6m, Sat O2 < 92%, taquipneia, sinal de esforco, letargia, desidratacao, falha a terapeutica, imunodeficiencia, dificuldade de organizacao familiar (BQL- prematuro, dca cardiopulmonar)
  8. 8. FEZES DO RECÉM NASCIDO -Mecônio: ate o 3º dia de vida -Frequencia >10x/dia -Consistencia: Amamentada X Leite de vaca Como diferenciar da diarréia? Nesta idade, diarréia costuma ser bacteriana. Além dela tambem haverá: febre, distensao , perda de peso, desidratacao, odor fetido.
  9. 9. A CRIANCA ESTÁ COM DIARRÉIA? Há quanto tempo? N episodios? (>4) Há sangue ou muco nas fezes? OBSERVAR: -Condição geral da criança: Letargia ou Irritabilidade - Avaliar hidratação: olhos, língua, sinal da prega -Oferecer líquidos à criança ⚫ Não consegue beber. ⚫ Bebe avidamente, com sede? HIDRATACAO (EV ou VO) + AMAMENTAÇÃO
  10. 10. CONSTIPAÇÃO INTESTINAL IMPORTANTE: • Desvincular a ideia de Intervalo • Associar ao aspecto das fezes • Hábito Intestinal • Entender o que é Constipacão Funcional COMO AVALIAR: • Exame fisico detalhado • Distensão abdominal • Fezes endurecidas no abdome • Fissuras anais • Localizacao do anus • Toque retal (5º dedo ou sonda) • Avaliar Crescimento: mostrar a familia no cartão - ganho de peso e altura. • Alimentacão Mista: incentivar suco de fruta (ameixa, pera ou maca • NÃO orientar uso de óleo mineral, laxativo ou enema • Preservar uso de supositório de glicerina Atenção : AM + fezes duras+ volumosas +distensão
  11. 11. CÓLICAS DO LACTENTE Quando pensar em cólica? ``Episódios repetidos de choro e irritação em intensidade suficientes para causar dificuldade e apreensao familiar`` →Comum! Mas, sem causas estabelecidas! 1) alergia ao leite de vaca? intolerancia a lactose? excesso de gases? 2) Pouco vínculo mãe- bebe? 3) choro extremo da criança? 4)entidades clinicas de dificil diferenciacao
  12. 12. CÓLICAS DO LACTENTE Tratamento: Empirico. Retirar leite de vaca da mae (complementacao calcio) Retirar ovos, trigo, nozes e frutas citricas Indicar uso de chá (cuidado com amamentacao exclusiva) Nao esta indicado: antiespasmódico, analgesico, supositorio. IMPORTANTE: Orientação aos pais- desaparecem nos primeiros meses, não deixam sequelas! Anamnese e exame fisico detalhados: diagnostico de exclusao! Afastar: ITU, RGE, otoscopia, lesões cutâneas…
  13. 13. MONILÍASE ORAL • “Sapinho”: placas esbranquicadas, halo hiperemiado. • Contaminação: canal do parto, mãos contaminadas, bicos de mamadeira e chupetas- C. albicans • Área acometida: língua, lábios, gengiva, bochechas • Diagnostico clinico. • Tratamento: nistatina- 1ml/ 6hrs, 7dias. miconazol gel- 4x/dia, 7dias ( se resistência) • Tratar a mãe?- Inspecionar as mamas • Recorrencia ou dificil tratamento: imunodeficiencia?
  14. 14. PROBLEMAS DA PELE -Descamação da pele do Rn : furfuracea. - pós maduro -resolução espontânea (2 semanas) - Atentar a bolhas e exsudacao MILIÁRIA: ‘’brotoejas’’ -Áreas de calor -Protejer do calor solucao acetato de aluminio (maceração) tratar infecção secundária (bact. ou fungo)
  15. 15. DERMATITE SEBORREICA - Fungo Malassesia furfur -Em geral ocorre no 1 ano de vida -Exantema eritematoso oleoso: areas com concentracao de gl. sebaceas - Inicia em couro cabeludo, dispersando por face, retroauricular - Conduta expectante- autolimitada -Recorrência: oleo vegetal pela noite - remocao das crostas pela manha
  16. 16. IMPETIGO BOLHOSO S. aureus Rn face e periumbilical Pouco sinal sistemico Cefalexina ou clavulin- 90mg/kg/dia,12/12,10d NAO BOLHOSO S. pyogenes MMII Precedido por cocadura, picada Pen.benzatina 50.000UI Contagioso Macula eritematosa- bolha ou vesicula- secrecao amarela- crosta 15 dias: remissao espontanea Tto Topico: tirar bolhas e vesiculas- agua quente e sabao + neomicna- ate cicatrizacao Higiene do cuidador Tto sistemico: lesao extensa ou sinal sistemico
  17. 17. BOLHOSO E NÃO BOLHOSO
  18. 18. DERMATITE DAS FRALDAS - Área acometida: úmida e quente! -Como ocorre? contato com urina e fezes + maceração da pele + infecção secundária (C.albicans) -Dermatite em ‘’W’’ -Afecções: irritação primária dermatite de contato alérgica dermatite atópica dermatite seborréica impetigo bolhoso psoríase sifilis congênita
  19. 19. SÍFILIS CONGÊNITA IRRITATIVA PRIMÁRIA -Deixar sem fralda -Trocar com frequência -Sabão Neutro -Acetato de alumínio 1:30 Eritema -Principal diag diferencial! -Lesoes que nao melhoram -Mácula, papula, bolha + erosões -Palma da mão, planta dos pes
  20. 20. CANDIDOSE CONTATO ALÉRGICA Descamação leve Incomum <2a Creme de barreira+ retirar alérgeno Borda bem delimitada Miconazol- 10d
  21. 21. DERMATITE SEBORRÉICA DERMATITE POR PSORÍASE Lesao gordurosa Couro cabeludo, face, pescoco CE tópico 1a de vida: inicia em area da fralda Descamacao intensa Cotovelo, joelho
  22. 22. RGE- REFLUXO GASTROESOFAGICO • Caracterizado por retorno de conteúdo gastrico para o esôfago, com ou sem regurgitação (sem esforco, pós prandial, ruminacao). • Como se apresenta? Lactente: refluxo e/ ou vomito. Pre escolares e Escolares: epigastalgia e pirose • 50% : epsiodio diario ate os 3m. • Ansiedade dos pais = maior N de consultas. • 100% resolucao espontanea ate os 18m (sem sequelas).
  23. 23. DRGE -IMPORTANTE: sempre diferenciar →DRGE. -DRGE (1:300) : refluxo + baixo ganho pondero- estatural esofagite sintomas respiratorios persistentes -Condicoes clinicas associadas: prematuridade, hernia hiatal, hist. familiar, acalasia, dca respiratoria cronica.
  24. 24. RGE- Como abordar? - Explorar preocupacoes dos pais; experiencia com sintomas; esclarecer carater benigno e evolucao autolimitada. - Dados importantes da entrevista: -Historia alimentar: tipo, quantidade, frequencia, posicao, comportamento da crianca. -``Diario de sintomas``: correlacionar sintomas com alimentacao. -Sintomas respiratorios: sibilancia? estridor laringeo? PNM aspiracao? apneia?
  25. 25. RGE- O que fazer? • Exame fisico, em geral sem alteracoes. • Buscar sempre por sinais de alerta. -Tecnica aleitamento :posicao e quantidade. -Sinais vitas (Tax e Fr) -Graficos: peso e altura -Irritabilidade e Choro: Esofagite? -Opistotono ou Torcicolo: SINAIS ESPECIFICOS -Sinais cutaneos de atopia: alergia alimentar • Investigacao Complementar: 1) pHmetria: frequencia e duracao episodios, resposta ao tratamento medicamentoso. 2) Rx do trato digestivo superiror: hernia hiatal, estenose piloro, acalasia. Baixa sensibilidade e especificidade- DRGE. 3) EDA: nenhum achado endo ou histo e especifico.
  26. 26. RGE- Tratamento NAO MEDICAMENTOSO *Quem tem bom crescimento e ausencia de sinais de alerta. -Espessamento da dieta, nao amamentado. - Alimento Frequencia - Ambiente tranquilo - Posicao vertical apos - Decubito Lateral ou pronacao para dormir - Nao alimentar no choro MEDICAMENTOSO E ENCAMINHAMENTO *TTO: Sem beneficio para RGE nao complicado *ENCAMINHAMENTO : - suspeita DRGE -persistencia do RGE apos 18m -recorrencia apos 18m, mesmo com medidas nao farmacologicas
  27. 27. FIMOSE E PARAFIMOSE FIMOSE • Dificuldade na exposicao da glande (anel prepucial) • 96% nasce com fimose • Descolamento fisiologico: • -25%- 6m • -50%-1a • -80%- 2a • -94%- 5a • 6%: correcao cirurgica Massagem no penis??? PARAFIMOSE -Quando o prepucio nao recobre a glande -Perigo: comprometer retorno venoso e linfatico da glande -Tto: reducao manual com anestesico topico ou reducao cirurgica
  28. 28. ICTERICIA -Hiperbilirrubinemia -98%>1mg/dL nas 1as semanas- adaptacao ao metabolismo Bb -Principal complicacao: Kernicterus- sequela neurologica permanente - Periodo neonatal: pre termo e termo sadios -Nosso papel: estar atento a identificacao da ictericia neonatal avaliacao de sua gravidade. Sinais de alerta: ictericia nas primeiras 24 hs, Bb> 12mg/dl.
  29. 29. UMBIGO DO RN -Queda entre a 2 e 3 semana de vida -potencial porta de entrada -manter limpo: alcool 70% -apos queda: agua + sabao -lesao vegetante, umida, rosa- palido -sol nitrato de prata 10% -S. pyogenes e estafilo- grave -edema, hiperemia, calor local, sinais sistemicos- ao redor umbigo -requer internacao -ausente ao nascer, surge 1-2m -remissao espontaneo 4 m -correcao:apos 3-4 ano de vida -NAO: moeda, faixas e cintos Cuidados com o coto: Granuloma umbilical: Onfalite: Hernia:
  30. 30. HERNIA INGUINAL E HIDROCELE -Presente ao nascimento ou surgir apos. -Abaulamento, massa ou nodulo em regiao inguinal com esforco ou choro. -Correcao cirurgica imediata: 17% encarceramento Cirurgia + comum da infancia! - Dificuldade para palpar testiculo - Lanterna em ambiente escuro: tranluminacao do escroto -Correcao cirurgica, se: esvaziamento do escroto durante a compressao- comunicacao com peritoneo. -Expectante- remissao aos 12m.
  31. 31. TESTICULO RETIDO -Uni ou bilateral, D>E (70%) -Por onde procurar: canal inguinal (72%), pre escrotal (20%), intra abdominal (8%) -Descida espontanea: ate 3m- a termo e ate 6m- prematuros (pode estender ate 1a) -Potencial para tumor testicular -Apos prazo: avaliacao cirurgia pediatrica
  32. 32. DISPLASIA DO QUADRIL -Cabeca do femur esta fora da fossa acetabular -Fatores de risco: cesariana, apresentacao pelvica, macrossomia -Pesquisa atraves da manobra de Ortolani : abducao do quadril repetir ao longo do 1 semestre: pode manifestar se tardiamente estar atento a correta posicao das maos -Suspeita: USG- <6m ou Rx- >6m → Avaliacao Ortopedica
  33. 33. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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