Art. 6.0 learn with the worst

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Art. 6.0 learn with the worst

  1. 1. Hugo S. Pensamentos de Motivação Learn with the worst Li num livro que um presidente de uma empresa enviou uma ordem de serviço interna dizendo mais ou menos isto: “procurem na organização líderes jovens, empreendedores e eficazes e quando os encontrarem demitam-nos!” Uma abordagem talvez um pouco agressiva, mas a ideia é mostrar que também se aprende com maus líderes... o que não se deve fazer. Um líder tem a responsabilidade de trazer ao de cima o melhor das pessoas, envolver e desenvolver as performances individuais da equipa no contexto da visão da empresa, não apenas certificar-se que o trabalho seja feito ou os “budgets” atingidos. Se um líder não se preocupa com as pessoas, então encontra-se na posição errada. Afonso V. Batista, diretor e escritor na área de gestão de pessoas descreve - “Só se é líder de facto quando se é reconhecido como tal, e essa é uma realidade que cabe exclusivamente aos outros. Em liderança, as pessoas são o meio e a finalidade. O meio porque é com elas que conseguimos alcançar os objetivos e a finalidade porque os resultados atingidos são postos sempre ao serviço das pessoas. As pessoas são o meio, o saber transformado em ação, as competências disponíveis, os ativos intelectuais vivos, criativos, empreendedores, imaginativos que o líder tem de saber gerir para atingir os resultados e as metas propostas.” 1 Dizem que a experiência de vida é a mais sábia, mas isso só significa que caíram nos erros mais vezes - pois quem mais erra mais aprende... Com o mau líder é mesma coisa, mas aprende-se com os erros dele, sucessivamente, e só tem que se conseguir ler para perceber que aquele não é o caminho a seguir. Mas, voltando ao mencionado título, quando um líder se acha inabalável, firme como um rochedo, confiança o seu forte, as suas credenciais um estatuto lendário, deus de artes marciais, ninguém chega aquele nível, sempre pronto para derrubar os rivais, um gladiador indestrutível, convicto de que ninguém consegue fazer melhor, então, mais cedo que espera o excesso de confiança, essa sua vantagem, transforma-se em suspeição de tudo e de todos, o ego aumenta, a sua voz é a lei, e não tarda o respeito dos outros é apenas fruto do seu estatuto no seio da organização. 1 Descubra o Líder que há em si. Afonso Valente Batista. Grupo Leya, 2011
  2. 2. A mensagem passada não pode ser – “o final da noite sempre chega, sobrevivemos", porque trabalhar num espaço de elite não basta para demostrar que se é bom, que somos os melhores profissionais da área. A mensagem tem sim de ser a de mostrar ambição para alcançar a excelência, em honrar o espaço sem hipocrisias e com vontade de aprender ou evoluir a cada dia. De agradecer ao cliente mas também ao colaborador. Mensagens de esforço e de dedicação, por cuidarem de um espaço que não sendo património seu é da sua preocupação como se o fosse. Líderes inseguros estão centrados em si próprios e esse egocentrismo influencia tudo o que dirigem, levando a um cansaço psicológico diário da equipa antes sequer de esta entrar ao serviço. Muitas vezes o problema está na sincronização da visão com os ideais do líder. Quando estes perdem a visão não conseguem direcionar ou incentivar a equipa a seguir em frente. Focando-se assim apenas naquilo que os superiores lhe pedem – números, ratings, budgets, orçamentos. Isso não cria de todo o tipo de ambiente positivo no qual é estimulante trabalhar. Perder a visão quase sempre equivale a perder a paixão. As duas estão interligadas quer para o sucesso profissional quer para a realização pessoal, no sentido que devem estar sempre presentes. A visão tem que ser incutida continuamente para que os objetivos da equipa estejam em uníssono, assim como a paixão deve ser um estímulo constante. Pois sem paixão de que vale o esforço? À chegada de novos quadros a visão deve ser novamente passada, porque estas pessoas desconhecem a missão e os valores da instituição. É necessário incutir nos novos membros esta mensagem, reforçando-a nos restantes colaboradores. A visão não pode constar ela deve ser transmitida continuamente de forma objetiva e criativa. Todo o cargo tem valor embora nem sempre seja valorizado. Colocar a equipa acima do seu sucesso pessoal, criar no grupo um sentimento de entreajuda, de apoio, de incentivo, de passagem de conhecimento, disse uma vez um grande profissional e mentor – “that’s a hell of a job! Só para alguns!”. Mas o seu resultado vai ser de grande gratificação. Não existirá melhor recompensa do que ver os outros a brilhar, sabendo que foi com o seu apoio e “mentoria”. “Quem se preocupa em ajudar os que estão abaixo não tem tempo para sentir inveja dos que estão acima” – Henrietta Mears Surge então uma questão – um individuo sem experiência consegue fazer passar a visão, consegue liderar? O conhecimento não tem preço, essa é a única verdade seja qual for a área. Um líder também tem que estar atualizado, tem que estudar, ler não só as pessoas mas a literatura e temas atuais sobre o âmbito ou campo de ação em que se encontra. Para
  3. 3. que a tal experiência de vida não esteja sujeita apenas ao erro-aprendizagem mas à preparação da reação na solução dos problemas. Não existe líder sem grupo de pessoas para liderar, o que coloca a importância nas pessoas, elevando enquanto elementos de pertença de um grupo e encaminhar de forma articulada e em conjunto a obter determinados resultados. Sim. Um individuo sem experiência pode ser um bom líder. Vai exigir mais dedicação. Mas comprometendo-se e aliando-se com alguns dos Princípios Fundamentais da Liderança que suportam a sustentabilidade e sucesso das organizações, o trilho para o sucesso poderá estar mais perto. Estes princípios são: - Estabelecer confiança - Demonstrar afetopreocupação - Procurar disponibilidade – “Servant Leadership” Regularmente líderes falham em adotar esta poderosa combinação de princípios. Estabelecer confiança: Todas as relações saudáveis na vida requerem confiança. Se não tens confiança nas pessoas, parceiros, superiores ou mesmo na missão da organização em fazer o que eles dizem ou pedem ou não agem com transparência e integridade, é impossível de beneficiar ao máximo dessa relação. Do mesmo modo que se não mostrarmos confiança, a mesma não será retribuída. A confiança é a pedra basilar da Liderança e de uma cultura organizacional, social ou familiar próspera. Se os colaboradores não confiam, então não respeitam, vão simplesmente fazer os mínimos para garantir o posto de trabalho. Esse tipo de comportamento não leva equipas de alto rendimento ao encontro com os resultados desejados. Demonstrar preocupação: Líderes devem expressar com sinceridade preocupação para com as pessoas, criando uma cultura de afeto. É fácil cair na armadilha de apenas se preocupar ou focar naquilo que os colaboradores fazem por si durante o serviço. Existe vida social fora do trabalho, mas tem que haver um respeito e um balanço estabelecido entre os dois. Abordar temas fora do trabalho que sejam importantes para eles, com autêntico interesse, progresso escolar, planos futuros, festas ou mesmo um simples afeto depois de um dia em casa por se ter sentido mal. A maior parte reconhecerão mais rápido quem lhes mostrou afetopreocupação do que quem lhes entregou um bónus monetário ou um certificado. Quanto mais preocupação para com os colaboradores, melhores resultados vão aparecer.
  4. 4. Procurar disponibilidade - “Practicing Servant Leadership”: As necessidades dos outros vêm em primeiro. O sucesso deve ser medido nas vezes que se foi capaz de ajudar os outros a progredir. Na vida, quanto mais se ajudar os outros mais sucesso e enaltecimento vai prezar. É uma regra básica da humanidade, o mesmo se passa quando está a liderar. Como indivíduo empregador, assegura-se a própria performance. Quando se lidera, tem que se mudar o foco para que os outros possam com sucesso desenvolver o seu trabalho. Na prática, o envolvimento do líder tem que estar em “servir” os outros e não o contrário. “Simplicity is the key to brilliance” – Bruce Lee Na realidade não há mudança sem a nossa contribuição, há sempre alguém que nos segue quando nos preocupamos de verdade. Mas quando o líder não se preocupa com as pessoas, e a desmotivação, a falta de interesse, a despreocupação, e a vontade de faltar ao trabalho, são sentimentos que já perduram há muito no local de trabalho, então tudo o que de bom tem aquele espaço físico, as relações, amizades, a excelência do serviço, contribuição, sentimento de pertença vão aos poucos desaparecendo. E aí o esforço deixa de ser uma paixão. Passando a uma rotina enganosa, uma realidade ilusória, contrária que em nada favorece o estado físico, psicológico, social, familiar, profissional, não sabendo ao certo o porquê de continuar a insistir nessa fraude. Por vezes por falta de apoio dos colegas. Outras pelas sensações que o local lhe transmite. Outras por falta de ambição! A solução? É complicado. Demasiados fatores lhe estão associados. A minha opinião? Até ao momento em que nos sentimos bem com nós próprios e com os que nos rodeiam, em que nos preocupamos com o espaço e nos sentimos em concordância com a visão da organização, então todo o negativismo bate nessa barreira, não permitindo afetar a nossa performance. Assim, ao invés de nos derrubar, as falhas dos outros ajudam-nos a perceber que aquele não é de todo o caminho a seguir. E quando nos tocar a nós aquela posição, a nossa aprendizagem através dos erros dos líderes precedentes vão ser uma mais-valia. “The first responsibility of a leader is to define reality. The last is to say thank you. In between, the leader is a servant.” - Max DePree

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