Fragmentos de versos

281 visualizações

Publicada em

Livro de poesias de Ataídes Braga.

Publicada em: Arte e fotografia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
281
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
25
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fragmentos de versos

  1. 1. c! ? x w à . . s 7. . _ R _ _. _. . K/ a / a . , t! ! . .t ly x. . . Paíl x s. ., a . 1 , . _ . x i Il ax ÍV u f_ . k WA ; W x . m. . , _ a r L . .il r xx . ,. , J I I . A. _ . › 1 1 _ a L, I. v Y /4.n. LL.
  2. 2. D: Poeta D Paul¡ ; xxwlxx (Ixxxxxxrxxxx x Ix x'x x xrxxrlxxr xxxxnxx xx ! x x alravr". x lxx Vnlxwxxxxx *J x ax nu xxx -~x. xxx. xx xx lx x xx I'x xx-(xx Mxx-x x x xxx 'xx-mx xxx' x x ¡ xx xrxxxxx, nxwxrxxx x I ›x xxx xx xxx . xrxxxxxx xxx xmxx x ixx ¡xx xx-'xx-x Nm( rw. xxxx x* xxxx vxxxx x x xxxxxx h-Ilatxx xx-. x' x xx xxxlxx Ix1x lx", l" xx x x xxxx xxxxx x x lx x | xx xx xxxxx rxlxxvvrxx ›, por-xxx¡ xw xxxxx vxxlx xx x- ›_ x- rqHWH-xxxx xxxx . x Ixxlxxx, x' -xxrxlx--xxç 9" ~ a Ixmpxx ix-. x xixx ! r-Ix x xxxxxxx ! xxxnx- x xxxxx-Ixx e Ixmpxr x lx* rrMuülxx x ¡xxx xxxx1xxx'¡x-x hrrxx xx Hxmxrxx, 3" - a vxxxlrx Ixxx ix x I- xx x . xxxxIx . x x | x'rxxrr'. ,rxx1 lzntnlxvxx x 1x' xx¡ xxx-x xxx xx x x 1x xxrx- xxxxxvnxxr quovxxíxxxxxxx xxIx xxuxx¡ xixxxxx Ixxx 1x x -. x~ *xuIHñ x xxxxxxx rxprr". xxxx x x Ixx vu xxx, 4° › Hxxx x cíx-xuxlx- 4 r. px xrlnxx'. x xxxx rx^| xxx_. ñxx aos (iuxlxys, n tlmlxx x'- uvnx¡ m' ¡Illxx'| x'1H('lI! (1 "dxdíxtxx o". txzxxln vxxxxxx nx xx ¡xxx-xxxxx, xx-xxmxxxr a sua xxxenrxugxzxxx, x10Ixxr". rrI(›tx'IlI; .-x x, xwdxx¡ a leitura v: Inlerprxrlrxçhr) doe. xx-xxx ›rx'! . Acho Ataíde», nur vox O tx-xxm x ix-x xlmx os “claros enigmas" do catar no xnuxxx lx x 0 poem é "un hoxnxxxe parxrxx les hoxxxxxxcs" (George Jean - La Pcéxxxê › Edu › du Svxxxl _ 1966 - págb7) , xxxa-x xoxxx sua visao nxaxr. 3 profunda, mais penetrante e nxnxs xntuxtxvu Poeta e Poesia - é a nossa e-. xperança “ vxveront parmx nous “ Vxverao sempre entre nós E a poesxa salvam o mundo x (idem xb. 194) Dvknrx Gn¡ xqnrvw; Fprrvrm 'x Í ' x c k 3 c** xx _ " 'f ' 'x Í 2 x ' ' x(inl. .l › . .-. _
  3. 3. FRAGBIENÍU S DE VER S O S Ataídes Braga FRACMENTOS DE VERSOS
  4. 4. Copyright: 2007 Ataídes Braga Capa: llusvação: Ferruccío Verdolin Filho Hnalização: da editora Foto: Marcello AAarques ara minha familia e amÍSOSx Para todas as mulheres Que em algum momento ¡nspuaram esses versos. m vida aos Poemas' para Roberta e So¡ por dare Todos os direitos rmervados e protegidos pela Lei 5.988 de 1 4/1 9/73. É proíbida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorização prévia, por escrito do Editor e/ ou Autor. EDITORA PLURARTS Rua Conceição Pinto Ferreira, 209 - Caiçara - Beio Horizonte - Minas Gerais CEP 30750420 › Fones (31) 3072-1913 - 9947-6695 Prhted in Brazü - lrrpresso no Brasil Correio Eletrônico: wagnertorresplurars@yahoo. com. br
  5. 5. Sigilo, 9 Anti-poética, 10 Poética 1, 11 Poética 2, 12 Afasía, 1 3 Febre, 14 Cegueira, 1 5 Santa Inquisição, 16 Lar, 17 Desüno, 18 Nascimento, 19 Infância, 20 Herança, 21 Formação, 22 Divórcio, 23 Anistia, 24 Azhhança 25 Ausência, 26 Honoris Causa, 27 Fragmentos, 28 Ocorrência, 29 Rima / Solução, 30 Inventário, 31 Agonia, 32 Evolução, 33 Diálogo, 34 Prostituição, 35 História, 36 Cotidiano, 37 Relação, 38 sersação, 39 Cidade Histórica, 40 Bazar, 41 São Paulo, 42 Juventude, 43 Alienação, 44 Progresso, 45 Minas, 4a Status Quo, 47 Índice inocência, 48 Hospital, 49 Pós-moderno, 50 Conclusão, 5l Anoniirxcito, 52 Critica, 53 rvieriwória e Solidão, 54 Maternidade, 55 Santa inquisiçáo, 1o Lar, 17 Destino, 18 Nascimento, 19 infância, QO Herança, 521 Formação, 22 Divórcio, 23 Anistia, 24 Vizinhança, 25 Ausência, 2a i ÍUHUHS Causa, 27 lniqixientos, 98 i' ix xxi r<'iix; ix'i, '.79 Riiiixi 11.( xliix, ax›, 3o lllvtililxillii, il “víillllld, J? ivuliinxúo, .i à [Mxálogo, .i4 Prostituxcao, 35 Historia, 3o Cotidiano, 37 Relação, 38 Sensação, 39 Cidade Histórica, 40 Bazar, 41 São Paulo, 42 Juventude, 43 Alienação, 44 Progresso, 45 Minas, 4o Status Quo, 47 lixocçârwcia, 48 Hospital, 49
  6. 6. Fragmentos de Versos 11 O poema é navalha, Que talha a carne crua. Lágrimas silenciosas cheias de amor. O poema é o silêncio contido no seu ventre. Soluços de desespero. Agradecimentos Cristina Marinho Delson Gonçalves Ferreira SIGILO Edna Arcanjo Elinor de Oliveira Carvalho Ferruccio Verdolin Filho Gisela Resende Garcia Hebe Maria Rolla Santos José Maria Braga Leda Maria Martins Sirlei da Conceição Gomes
  7. 7. W AM3 Brg* Fragmentos de Versos 13 Etiópia, Poesia é difícil como perdoar. Ruarwa/ B _I E um circo. rasi. os poetas fabm de ñores. O poeta, o acrobata. ANTI-POÉTICA POÉTICA 1
  8. 8. l l In ll l' w POÉTICA 2 Poesia como choro. Rosto molhado em versos. Poesia como morte. Verso esmagado pela critica. AFASlA Fragmentos de Versos l : - Sou um poeta perdido na semântica. Faço versos metafísicos. Teço rimas pobres, podres, raras, vagas, e me perco na gramática logomáquica.
  9. 9. If' Alm-Am lima" Fragmentos oie Versos 17 Pus no meu verso sobre a mesa. Escárnio. Poesia não é um resto de cachaça na goela. Sufocaria o poeta. Não é o desejo de beijar a rosa proibida. Nem comprimir o nojo. Vomitaria o poeta. Não é uma lente de contato. O olhar é cego. FEBRE CEGUEIRA
  10. 10. Ia Ambas IMS” Fragmentos de Versos 19 P035? é “CVCSIÕ- O tédio acumulado na parede. A lâmina corta a rima. Os quartos assombrados. O poeta perde a cabeça» o retrato da família é o esboço. SANTA INQUISIÇÃO
  11. 11. S20 AI Hc. l d( ç M80 Fragnentosdeversos 91 OS tfopelrosfm Seusiesues sobem a serra. Nasci, Meus irmaos esperam a chuva. tudo era alegria. M90_ Dô¡ CõVõISô Dfümessas. Nem as palmadas no bumbum Minha mae me carrega no ventre. me ñzeram chorar. No primeiro aniversário joguei fora a velinha e comi todo o bolo. Nunca mais me fizeram festa. DESTINO NASCIMENTO
  12. 12. x m. II ira llmgu lragiiwiiii ~ «l- vu ~ Lá vem ' ~ , dada drglnha mae' A Abriram o testamento. Um ra¡ amor por mim. Ao irmão mais velho de tããão em” PÕSSOU, a fazenda, Penn m' a fábrica, aneço entre as grades do berço. o capital. s Ao outro irmão U 3 a casa (É É os carros | -I- e Z IÍJ o escambau. Aos menores a creche.
  13. 13. Resolvi. So . - . u 9mm COm certidao, identidade e carteira assinada, NÕSCÍ, Cresci. Q9917” pisar meu verso, caira no poema_ DIVÓRCIO Fragmentos de Vvrra- i ' ' Arrume¡ uma namorada, fiz planos. O tempo foi passando, ñz economias. Ontem, desmarque¡ o casamento.
  14. 14. .- . ... ., ¡diholl Frases ouvidas ao longe. Gritos pedindo socorro. olhos cegos chorando. Lâminas removendo cabeças. Mães chorando pelos ñlhos. Bocas lacradas pelo tempo. O centro do silêncio Marcado pelo corpo. ANISTIA viziNHANÇ^ Fragmentos de Versos 97 Moro numa casa velha no meio de prédios. sabem quem souiué não conheço ninS rm; Não me importa o tedio dos outros.
  15. 15. Fragmentos CIC Vera¡ Procuro seu retrato Uma pequena mancha. oáquitos e baratas disput a O mesmo 'usa' “a parede. m Minha medalha de honra em estupidez não interessa às baratas. Não reconhecem as glórias de imbecil. AUSÊNCIA HONORIS cAusA
  16. 16. 'lr v~ nn_ iragmeriios rIe Vwx-. i l D . as COISÕS que me restaram, Só nã ~ . O O abro mao de uma; Dentro do banheiro, seu retrato na c b ' Pedaços ô eceira da cama. na loucura da espuma, * do sabonete no chão, pasta de dente na pia e algumas peças intimas. Me encontro nu sobre o vaso OCORRÊNCIA cn i9 Z “s” O . ê com um revista pornô na mão.
  17. 17. -- numas Ego Fragmentos de V975” 33 Resolvi dividir meus ben# Levantar cedo, Versos tristes para Doralice- tomar café com pão Não e rima, seria uma referçao Líricos para 05 ãcadmicw' Sair para o trabalho, enfrentar o lotação. ' lina para Carolina. A estrofe crista Não é rima, e' a solução. Para Estela, Um** ma” Singh' RIMA / SOLUÇÃO O ouuaironiçu r' " i. e NH; ' Sair com a namorada para o motel. i Não é rima, nem solução. i¡ Mas ninguém é de ferro. _ i para ClUC 5 Em” u
  18. 18. ^i II lu- ! liiirii AGONIA No auge do tédio vou ao cemitério falar com os mortos. Os vivos não falam. A visão da vida me cega. Às vezes esqueço a dor, e vejo um velho solitário que passa lentamente na calçada. EVOLUÇAO ciqgmeritñ< i 54' V' ' lçadai Um velho sentado na Ca ssam. dm para as pessoas que Da - d bonde. O velho olha para Os trilhos O rO resso. O velho olha assustado o P 3
  19. 19. 36 Alcides Braga Fragmentos de Versos 37 U - m velho fala, sem noçao das paiawas/ para Um público surdo. Na esquina' entre ratos e latas de lixo, O amor e' um problema social. DIALOGO PROSTITUIÇAO
  20. 20. 35 Helda Evga Fragmentos de Versos 39 Na Praça da revolução, mendgos brincam de Socialismo! Cama ôÍfôpÕÍhôdõ. Escrivaninha anpoeirada. . Velhice estampada no espelho. Tédio. Dias de angústia jogados no tapete. HISTÓRIA COTIDIANO
  21. 21. 40 Alaldes Braga RELAÇÃO O homem e a mulher arrumam seu leito conjugal para o amor. O homem vai ao banheiro lavar-se. A mulher vaidosa se penteia. SENSAÇAO Fragmentos de Verso-a 41 Choro de criança. Sombra e luz. Pele enrugada. Folhas pávídas murchando.
  22. 22. lragmentos de Versos 43 um 1. lu N, Na Praça vazia, Na esquina do bazar, homens atrofiados, anjos ÕÍSDUÍõm os olhares dos turistas Corpos dllacerados, cegos extravagantes. Feridas expostas nas lojas. CIDADE HISTÓRICA BAZAR
  23. 23. . . ¡uuvurcs uma Fragmentos de Versos 45 Placas iluminadas de coágulos cristalinas Pirulito esboçam um ¡nfemo bola de gude de blocos e vítimas. DõDÕSHÍO balão 9 mamadeira 3 bicicleta. ã *à* O 3 Coisas de criança! |- ' lg Z Miséria É fome ñ roubo 7 . morte estupro violência. Cresceram os meninos!
  24. 24. "um ll' ALlENAçÁo Wii Fragmentos de Versos 4 7 O poeta olha a m ontanha deslumbrado Um garoto pede e Uma senhora pula ãndolã Compenetrado E vieram os homens e derrubaram as árvores. E nos seus lugares colocaram edificios . predio co ' . . , Em? @em '926 Com fe' determliwandpuhívamente As crianças que brincavam nas arvores, choraraml milhoes de pessoas morrem a' E eu vagueio sozinho por entre ediñcios estáticos. Sem que e] A es se deem Conta. PROGRESSO
  25. 25. W ›w ; ri-ri MINAS Minas existe. E uma montan ' h . a perdida no anonimato, STATUS QUO lillWlHli" i. Vl Não tenho casa. Às vezes fico sem comer. Mas em compensação, Tenho lindas roupas e Um carro do ano.
  26. 26. rxiiru . nx ltldl/ q lrdgmemrxs lie v: 'l i r * Eu você bra ” _ I ÇOS. desejos, laços_ O barulho ensurdecedor Pele nua, traços. Do silêncio nos hospitais Torna justificável o caos. Palawõs, fracassos. A fragilidade humana e demarcada Pelas paredes branco-fúnebres E a sensatez nervosa Escorre em chão-sangue. lNOCÊNClA HOSPlTAL
  27. 27. -e, ., . . ..au PÓS-MODERNO O verde som do silêncio Oculto em flores sintéticas Espalha o riso concêntrico' Num espaço de aço e zinco. CONCLUSÃO Fragmentos de Versos 53 Arma a poesia no silêncio com versos idilicos. E verás que a crítica padece unânime.
  28. 28. ANONlMATO “Vivi Sou poeta¡ M ° ~ - as 'S50 dz m0 pouco. Fragmentos rio: Ver» w O sol não secará as lágrimas que escorrem do rosto, Nem tampouco palavras imbecis rimarão nos poemas. CRITICA
  29. 29. 56 Alcides Braga MEMORIA E souoÁo Quando nas noites Vazias de você Me bate a saudade. JOSO-me contra as : :gas das Cônivências, O-me nos tapetes do óbvio. ' “' "É “heÇOCSlJJO, entre lençóis, E a 'mp'e55°° de que valeu a pena. MATERNIDADE Fragmentos de Vem : s H/ O ñlho que eu quis Repousa no útero Da mulher que não amei. O ñlho que quero Vive na cabeça da Mulher que não conquistei. Ç ñlho que sem E fruto da obsessão da Mu| her que não conheci.
  30. 30. Obra impresa no ano de rmascimmlo do Nosso Senhor Jesus Cristo de dois mnl e sete, prirrxavera, cento e dez anos de Belo Horizonte, capital deMinas Gaais, Brasil. Capa em papel suaremo 2405 rriolo em panel ato alvura 75g, - liragew¡ de hun mu' aemplam
  31. 31. taídes Braga é graduado em “História pela UFOP e mestre em Cinema pela UFMG. Ator, poeta, roteirista, produtor, ~ professor e pesquisador de cinema. Membro do Centro de Estudos Cinematográficos de - _ Minas Gerais e do Centro de Pesquisadores do Cinema sileiro. Autor do livro O Fim Çâoisas - as salas de cinema f” ' de Belo Horizonte. tu.
  32. 32. taídes Braga, cinéfilo dos mais graduados, têm sua paixão também pela literatura, Por isso não há nenhuma surpresa para os menos desavisados, esse seu livro de estreia em formato de poema. Fragmentos de versos reúne textos de um poeta estreante, podemos dizer assim, mas irrequieto onde declara de viva voz que o poema e navalha, que talha a carne crua. Sem meias palavras e com a sinceridade que lhe e' peculiar, o autor demonstra em seu livro que o jogo de palavras vem, sobretudo, carregado de sutilezas que nos fazem refletir: Poesia como choro/ Rosto molhado em versos/ Poesia como morteNerso esmagado pela critica Na verdade, o leitor terá pela frente a missao de viajar em imagens na forma de versos que o autor nos presenteia, com a visao crítica de um estudioso do assunto. Ele nos passa um pouco da historia em desabafo para todos ouvirem: Na praça da revolucarz/ mendigos brincam de socialismo Brincadeiras à parte Ataides Braga chega para somar, usando uma linguagem simples, direta, própria de sua personalidade. Neste JOSO de palavras onde o autor usa e abusa também da ironia como arma de provocação, pois o olhar critico faz parte da paisagem deste poeta. X/ agner Torres - Editor lili lillilllilllllillliilli Ii lili 9872345678109

×