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Bem-Estar Subjetivo de Idosos de ILPI

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Pesquisa realizada em duas Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPI), acerca do bem-estar subjetivo (percepção de felicidade). A frequência de visitas se mostrou uma variável importante.

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Bem-Estar Subjetivo de Idosos de ILPI

  1. 1. '; ";', .rw_ VAL-mountain* , _ _ , .. n , , : L.
  2. 2. VA? PÁ @a : :wenn DIRETOR GERAL Wílon Mazalla Jr. COORDENAÇÃO EDITORIAL Willian F. Mighlan COORDENAÇÃO DE REVISÃO Helena Maysés REVISÃO DE TEXTOS Vem Luciana Morandini R. da Silva, EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Fabio Diego da Silva Tatiane de Lima CAPA Ivan Grilo Dados Internacionais de Catalogaçio na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Psicologia do envelhecimento: relações sociais, bem-estar subjetivo e atuação profissional em contextos diferenciados/ organizadores Deusivania Vieira da Silva Falcão, Ludgleydson Femandes de Araújo. e Campinas. sv; Editora Alinea, 2009. r (Coleção Velhice e sociedade) Varios autores. Bibliografia. l. Envelhecimento 2. Envelhecimento - Aspectos psicológicos 3. Gerontologia 4. Velhice s. Velhice . Aspectos sociais l. Falcão. Deusivania Vieira da Silva. ll. Araújo, Ludgleydson F emandes de. lll. Série. 09410401 CDD-l5S.67 Índices par¡ Catálogo Sistemitico 1. Envelhecimento: Aspectos psicológicos 155.57 2, Psícogernnlologia 155.67 ISBN 978-115-7516-315-3 Todos os direitos reservados à Editora Alínea Rua Tiradentes, 1053 - Guanabara - Campinas-SP CEP 13023-191 v PABX: (19) 3232.9340 c 3232.2319 WWWJKOIIIOERIÍIIEJLCBMJJF lmprexso rw Brasil Colegio Velhice e Sociedade Coordenadora Anita Liberalesso Nem' Programa de Pós-graduação em Gerontologia da UNICAMP Membros Elizabeth Frõhlich Mercadante Programa de Estudos Pós-graduados em Gerontologia da PUC-SP Emilio Antonio Jeckel-Netto Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica da PUC-RS Luis Enrique de Aguilar Programa de Pós-graduação em Educação da UNICAMP Maria José D'É1boux Diogo Programa de Pós-graduação em Gerontologia da UNlCAMP Neusa Maria Mendes de Gusmão Programa de Pós-graduação em Gerontologia da UNICAMP Olga Rodrigues de Moraes Von Simson Programa de Pós-graduação em Gerontologia da UNICAMP Ruth G. da Costa Lopes Programa de Estudos Pósgraduados em Gerontologia da PUC-SP Suzana A. Rocha Medeiros Programa de Estudos Pós-graduados em Gerontologia da PUC-SP Valdemarina Bidone de Azevedo e Souza Programa de Pós-graduação em Gerontologia Biomédica da PUC-RS
  3. 3. [02 Simone Soum da Costa Silva et al. Neri, A. L. (Org. ). (1993). Qualidade de vida e idade madura. Campinas/ SP: Papirus. Neri, A. L. (org). (1995). Psicologia do envelhecimento: Tema: selecionados na perspectiva de curso de vida. Campinas/ SP: Papims. Neri, A. L. (2006). Crenças de auto-eficácia e envelhecimento bem-sucedido. ln E. V. Freitas, L. Py, F . A.X. Cancado, J. Doll, & M. L. Gorzoni (Orgsj, Tratado de geriatria e gerantolngia (2' ed. , pp. l267-l276). Rio de Janeiro/ RJ: GuanabarwKoogan. Neri, A. L. , & Freire, S. A. (Orgs. ). (2000). E por falar em boa velhice. Campinas/ SP: Papirus, Neri, A. L. , Yassuda, M. S. , & Cachioní, M. (Orgs. ) (2004). Velhice bem-sucedida: aspectos afetivas e cognitivos. Campinas/ SP: Papirus. OMS - Organimção Mundial da Saúde. Acessada em 09/09/2004, a partir de http: www. who, int Rothbaum, F. , Weisz, J. R. , & Snyder, S. S, (1982). Changing the world and changing the self: A two-process model of perceived control. Journal af Personality and Social Psychology, 42 (l), 5-37. Santos, A. S. R. (n. d.). Programa ambiental: a ultima arca de Noé. Acessado em 29/02/2008, a partir de httpM/ wwwaultimaarcadenoecom/ bmsilhun Silva, S. S. C. (2006). Estrutura e dinâmica das relações familiares de uma comunidade ribeirinha da região amazônica. Tese de Doutorado não-publicada, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasilia, Brasilia. Schulz, R. , GL l-leckhausen, J. (1996). A life-span model of successful aging. American Psycholagixt, 5] (7), 702-714. Veras, R. (2006). Envelhecimento humano: Ações de promoção à saúde e prevenção de doenças. ln E. V. Freitas, L. Py, F. A.X. Cançado, J. Doll, & M. L. Gorzoni (0rgs. ), Tratado de geriatria e gerontalogia (2' ed. , pp. 140-146). Rio de Janeiro/ RJ: GuanabaraKoogan. Bem-estar Subjetivo deldosos Residentes em Instituiçoes de Longa Permanência Hilma lema limas lllmurt llalaaIIa Cristina Bampi: Salgada llégn Jaqueline lhina Silva' Alniane de lima Silva leia lllllEllH llnvaas latiane lludriguas lancha: Juisiana ln: Samu: lima ltliany lupa: de Canin Marilani Alves [lamas lllllillíl O crescente aumento da população de idosos aliado a mudanças sociais como a nova configuração familiar e o papel da mulher tomaram atuallssima a questão dos estabelecimentos residenciais para idosos, populamietlle conhecidos como asilos. Os asilos são lugares temidos e diñcilmenlê S6 1111391113 que alguém possa escolher momr em um lugar desses, muito menos ser feliz lá. Este capítulo apresenta resultado de pesquisa realizada com idosos residentes em duas instituições na cidade de Belém do Para, Brasil. O objetivo consistiu em investigar a percepção de benreslaf. COWNHMO-Se algumas Vmávels sociodemogxáiicas pertinentes ao contexto asilar. Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) é uma denominação adotada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia l. Bolsista PIBEX de Projeto de Extensão coordenado pela primeira autora: Esta e todas as demais autoras são almas da graduaçao em Psicologia na Universidade Federal do Para (UFPA), tendo realizado atividades para esta pesquisa como pane da disciplina Teoria e Prática de Pesquisa em Psicologia Social, ministrada pela primeira autora,
  4. 4. 104 Hilma Tereza Tôrres Khoui-y e¡ ai_ . (5366) nos debates de suas co ' ' _ missoes especial¡ d ejomadas, como correspondente a [img-term c: : : s íetm seus : ingressos de um termo substituto ns l 'man' ão se uma Para 0 o l - - . . de Longa Permanência pan¡ ldis: : 371411115?! asilo, expressao Instituição de residência Pam Pessoas ac. d 6)Oraz consigo um novo paradigma *m3 e anos que extra l memm t - - P0 a o caráter en e assistencial (Bom & Boechat, 2006). De acordo com doc umento elaborado pela Comissã . o de Assessona Í' ' . a 'Vldafts que _lhes garantam qualidade de vida. _ arece implícito na proposição da SEG . . _ pemanéncm para Idosos não são insmu G que lnstiturçoes de Longa ¡Ções dest' - carentes de recursos fi 'nadas Somente a M0505 nanceíms ou de Sum” familiar. como é habitual nos se constitui em um l ' ~ ma] Cm" “mdlçües para atender às necessidades de pesso 'd - . as r osas, proporcionando-lhes qualidade de vida e residencial para idosos ' ' , qurça bem ad uad à › transformações sociais e demcgráñcaseqaconaid atual c/ Iírijuntura de grandes . as nas t ' se possa viver a velhice com dignidade e cidadania u mas decadas, onde idosos e institucionalização no Bras" Na cultura brasíle' ' Ira, os asilos ~ labu. Um Inga¡ de excrusão. de ¡solam Crzstàrmam ser percebidos como um en ' ' ' local temido epara onde niriguém tar¡ c] eposno de 'doses abmdünadw; 80s a eíLAs marcas de ' que os asilos pouco diferiam dos v - . _ uma °P°°a “m l , maniconiios ainda permanece ' memona social Contudo esse te m Vivas na ' ' m” mm alguma razão de ser v' . Isto que nos Bemrestar subjetivo de Idosos Residentes. . 105 dias atuais a maior parte das instituições brasileiras para idosos funciona em situação precária, freqüentemente alvo de denúncia pela imprensa, ou ficam bem aquém do ideal previsto na definição de Instituição de Longa Permanência (Ferrari, 199]; Mazo & Benedetti, 1999; Yamamoto & Diogo, 2002; Davim, Tones, Dantas & Lima, 2004). No Brasil não há dados estatísticos disponiveis acerca do número e tipo de instituições para idosos, assim como do número de idosos institucionalizados e suas caracteristicas. Todavia, sabe-se que muitos asilos funcionam sem registro, são irregulares (Portal do Envelhecimento). Entre as instituições legalizadas predominam as de caráter ñlanuopico ou beneficente; algumas são particulares, com finalidade lucrativa e uma minoria é pública (Davim et al. , 2004; Bom & Boechat, 2006; Scharfstein, 2006) mantida pelos govemos Estaduais ou Municipais. Em Belem do Para, tem-se conhecimento de quatro instituições destinadas a abrigar idosos. Contrariando a realidade nacional retratada na literatura, a maior parte e' pública (duas), mantida pelo Governo do Estado, uma delas é privada, mas tem subvenção do Govemo Estadual por meio de convênio, e outra é ñlantrópica. Entre as caracteristicas dos idosos institucionalizados no Brasil destacam-se a idade e as razões que conduzem à institucionalização. Acompanhando tendência intemacional, tem crescido a procura nas instituições por pessoas cada vez mais idosas e, conseqüentemente, mais dependentes. Os fatores que predispõem à institucionalização variam em função da situação socioeconômica e da região geográfica do Pais (Bom & Boechat, 2006). Entretanto, observa-se preponderância de dificuldade financeira e problemas de saúde, assim como ausência ou dificuldade de apoio social (Bom & Boechat, 2006; Davím et a1., 2004). Há também pessoas que buscam a instituição por opção (Scharfstein, 2006). A Politica Nacional do Idoso estabelece como prioritário quc o idoso seja cuidado pela família (Lei 8842/1994, Artigo 4°, Parágrafo III) e detennina que o atendimento em asilos se destine aos casos de inexistência de vinculo familiar, abandono, ou falta de condição para prover o próprio sustento (Decreto 1948/ 1996, Artigo 3°, Parágrafo único). A despeito do temor em relação aos asilos, bem como das condições precárias de muitos deles e apesar de a legislação brasileira enfatizar os cuidados no âmbito familiar, as mudanças recentes na configuração sociodemográfica do Brasil colocam o tema da institucionalização de idosos
  5. 5. d P . _ › . nos capazes a sicologia Positiva (Seligman & es; de ; ida Entre os tópicos - rsu ' * - se-ia incluir também entflgxgok: otimismo e a « . . _ _A A nomenos que Yunü 2005) as crenças dgccícfnotsltlvíêgeslhencla (DEIPASÍÍD. Koller & ' ro e _ u 2006) e as 0.1- enças de autmefieácia (Ncríros, Khoury & Gumher, As ciências so ' ' ciais e a psicolo ' gia estudados . . autodet S-e deftacm a fehcldadf* ° bem "mlmçao. Poder- 1_Í'I”2 Bem-estar subjetivo de Idosos Residentes. .. 107 Desta fomia, adotou-se para os fins deste estudo a designação bem-estar subjetivo. A literatura não e' consensual quanto ao conceito de bem-estar subjetivo. Com base em uma ampla revisão, Costa e Pereira (2007) classificaram as diversas definições de BES em três categorias: l. Estar no controle de sua vida ~ ligado a atividades e auto-realização; 2. Estado (de felicidade) - resultante de diversos momentos e experiências vividos; 3. Traço - predisposição para interpretar os eventos da vida de forma positiva. Os diferentes conceitos de BES ora enfatizam aspectos da personalidade; ora herdados ou ainda uma combinação de aspectos de personalidade e circunstâncias ambientais. Uma maneira abrangente de definir o bem-estar subjetivo é a apresentada por Rabelo e Neri (2006, p. 17), que entendem o BES como avaliação queaprópria passoafaz sobre suavidaa partir de seus valores e critérios pessoais. Não obstante a diversidade de significados, a maioria dos pesquisadores da área admite que o bem-estar subjetivo possui três componentes: satisfação com a vida, afeto positivo e afeto negativo (Costa & Pereira, 2007). O primeiro elemento é de natureza cognitiva e se refere ao julgamento sobre a satisfação para com a vida em geral. O segundo e o terceiro componentes são de natureza emocional e dizem respeito ao equilibrio entre afetos positivos (emoções prazerosas) e negativos (emoções e sentimentos desagradáveis) na percepção do sujeito (Diener, 2000; Rabelo & Neri, 2006). Assim sendo, uma percepção de bem-estar subjetivo elevada incluiria freqüentes experiências emocionais positivas, rara experiência emocional negativa (depressão ou ansiedade) e satisfação não só com vários aspectos da vida, mas com a vida como um todo (Albuquerque 8: Tróccoli. 2004. p. l54). Que fatores contribuem para que alguém perceba a vida de forma positiva, embora muitas vezes enfrentando situações potencialmente adversas?
  6. 6. 108 Hilma Tereza Tôrres Khoury e¡ a¡ Bem- ' ^ . estar SUlJlBÍIVO e fatores associados Com baseemumae ; e -~ . A em VáÚ°5 Países, Ferraz, Tavlaregscealriíblsao de literatura' lnclumd° Pesquisas 3171131100074). 24 I) concluíram que¡ capazes ou não de predizer el' 'd d . , . Conelacionaram com feliciãêlmlêl ázueinEntre as vanaveis que não se , m- socioeconômico~cvidentemente md . . (Ferraz et ai” 2007, P. 236) 7 ídadfauPeêneo umlimiardesubsistenciacom dignidade › . E ro, estado civil, presença de filhos e aparência fisica Entre os fatores ' ^ associados à fel' ' vv comprometimento com a fé. seia ! cidade ou bem-estar estao: o estar se encontram' nível espiritualidade (p. 237); ter boas mig: da reltgíosiaade, seja por meio a¡ hemadmgenmmem começam” asia. 238). estado de saúde; fatores cognitivos ou emocionais tais como E2238*fatoresdeláersonalídadea autodetemiinação autonomlaeotimismo entre ersao e auto-estima (p_ 235)) ' tros Otta e Fiquer (2004 d ou l literatura com respeito à relaàãu : :Éteisüaáamtque dexiste diversidade na sociodemográficas em ' ' _es ar e etemmadas Vañáveis . particul d . , Na ers e ' ' ' ar a l. lide' confmme a Perspectiva teórica. _ P P f-'twa de indicadores raciais (Rytr 1939 1995 Fiquer, 2004), o bem-estar diminui com o avdnçQ d › _d d apud Otta & também entre as l ~ al 3 e, sendo menor 13955035 que nao têm com h ' - . divorciadas) bem como entr pan em) (soltelms' Vlúvas › eas de I - - ' a ! guria da seletividade saciuemocízflftflfzfdpüfer aquisitivo. De acordo com são mais bem @suma à medida que as e aurarCarslensen, as emoções Pessoas icam mais velhas, proporcionada maior bem-sm» (apud ou¡ s( . Flquer. 2004, p. 145)- as bem~estar aumentaria com a idade. Pa Sim' O 1938 apud Otta & Fiquer 2004 . m“m”d““'P°¡"'(Te1Iegen et al. v )› a Idade seria irrelevante uma l . vez que existem di fercnças individuais he ' ' ' reditarias quanto a emo ' 9955 e Percepções. As autoras mostraram aind a, ue a rel ' ' modulada por gênero: Cl aÇao entre idade e bem-estar pode ser Em Pesquisa reali zada em duas cidade b ' ' 4- geográficas distintas e com pessoas de diferents rfaânwas de 'egwes Jovens até idosos, Otta e Fiquer (2004) descob ' es amas etárias, desde consideraram mais satisfeitos com a Vida d rirarn que os mais velhos se ° que os mais 'ove C “Presents o bem-estar sub' ' J ns' °m° se Jetlvo em pessoas idosas insti ' ' tucionalizadas” Bem-estar subjetivo de Idosos Residentes. .. 109 Velhice, bem-estar subjetivo e institucionalização A partir de revisão da literatura nas bases de dados da biblioteca virtual em saúde (bvs-psi), a qual acessa o LILACS, o PEPsic, o SciELO, o Google Acadêmico e outros Index Psi, constatou-se que as pesquisas envolvendo a temática do bem-estar subjetivo em pessoas üfosas, erri sua maioria, tratam da relação entre a percepção de bem-estar ou satisfação com a vida com falem muito especificos, geralmente ligados a situações potencialmente adversas. As questões abordadas nessas pesquisas dizem respeito à amputação de membros (Diogo, 2003; Rmende, Cunha, Silva & Souza, 2007), incapacidade funcional (Rabelo & Neri, 2005), deficiência fisica (Resende, 2006), ocorrência de acidente vascular cerebral (Rabelo & Neri, 2006) ou, ainda, solidão (Capitanini & Neri, 2004), apoio social (Guedea et al. , 2006) e rede de relações sociais (Resende, Bones, Soum & Guimarães, 2006). Estudos sobre bem-estar subjetiva e vida nos asilos são praticamente inexistentes, pelo menos nas bases dc dados averiguadas. O presente artigo relata resultados de uma pesquisa, cujo objetivo consistiu em investigar a percepção de bem-estar em idosos residentes em Instituições dc Longa Pennanência, comparando-se algumas variáveis sociodemogrãficas tais como sexo, tempo de residência na instituição, vinculo familiar, motivo da ida para o asilo e freqüência de visitas recebidas. Trata-sc de estudo descritivo com comparação entre subgrupos, realizado em duas Instituições de Longa Pennanêneia para Idosos, na cidade de Belém, Estado do Para, sendo uma pública c outra de caráter filantrópico. A instituição pública sustenta-se comrecursos do Govemo do Estado, mas também com contribuições mensais dos próprios intemos. Alguns pagam taxa fixa, uma espécie de aluguel (pensionistas), outros contribuem com partes variáveis de seus rendimentos (tutelados). Os primeiros têm um quarto só para si, os tutelados dividem o quarto com mais uma pessoa na mesma condição. Todos os quanos possuem banheiro, camas individuais e amiário; alguns têm mesa com cadeira, ventilador e/ ou televisão. Os pensionistas podem trazer seus próprios móveis; alguns deles possuem geladeira no quarto. Os tutelados utilizam a mobília da instituição, porém podem comprar outros objetos e coloca-los em seu quai1o. Há salão de refeições, sala de TV, capela, duas áreas semi-abertas que funcionam como sala de estar e amplas áreas verdes. Possuem equipe técnica integrada por
  7. 7. ll¡ 110 Hilnra Tereza Tones Khoury e¡ 1 a . P0Ssuem cuidadores_ Fmm ¡nvestigados 71 ' , . d P"b"°“(42›5% homens; 57,4% q”. 47 Pmemáam à ILPI (100% "mlheresl A idade dos . . e “m” “ampmlantrópíca instituição púbhca e de. 61 ; uültrolpantes variou de 60 a 97 anos na . a anos na filantrópma A - amostra foi Bem-Estar subjetivo EB . _ V - ES (Albuqu & . âlsmburdos em duas subescalas. A não: é ciiróccoh) 2004), com 62 itens escrevem diferentes s t' mposta por 47 palawas que (p, ex_ animado . unem” e “Mães - afetos positivos e ne a . , ativo, tnsge_ amedronmdoy g tivos (I : nem umpoucg; 5 = eme ente) 'em . a Pessoa deve julgar o quamo "m" se sentido urumamnte A se - gunda Vida (rxex. "Avalia rrrinha vida . de fomia ' < . tnstcm do que de ale ' - PWUVS , "Tenho mais mome _ _ gxianammvída. . ntos de (l _ dlsc°rd° plmmenlê; 5 concordo glirliiiiijíím uma escala "P0 Likert e . Bem-estar subjetivo de Idosos Residentes. .. Durante o estudo piloto, o instrumento se revelou cansativo para a pornrlação alvo. Desta forma, decidiu-se nesta pesquisa utilizar somente a segunda subescala que mede a satisfação com a vida. Foi utilizado ainda um questionário para dados sociodemográficos incluindo informações sobre gênero; vinculo familiar; tempo de residência na lLPI; freqüência de visitas recebidas; e motivos que conduziram a ida para a instituição. Após autorização da direção de cada lLPI para que a pesquisa fosse realizada em suas dependências, realizou-se a seleção dos participantes. A fim de saber quais residentes possuíam algum tipo de demência (critério de exclusão) foram procurados os profissionais disponíveis durante a visita (Assistente Social e/ ou Psicólogo). Na instituição filantrópica, essa infomração foi fornecida pela secretaria. Os residentes foram abordados individualmente pelos pesquisadores. O contato com o potencial participante era realizado ou em seus aposentos ou em áreas coletivas como, por exemplo, a sala de televisão e o salão de estar. Após a leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, caso o residente concordasse em participar, então os instrumentos eram aplicados em fomra de entrevista; não houve recusas. Para analisar o grau de bem-estar subjetivo (BES) foi construído um indice por meio da soma dos pontos obtidos nas respostas (l = discordo plenamente; 5 = concordo plenamente) aos 15 itens da escala. Para tanto, a pontuação dos itens 4, 5, 9, 10, 11, 12 e 13 (insatisfação com a vida) foi invertida. Desta forma, quanto maior o total de pontos obtidos, maior o grau de bem-estar subjetivo (Minimo possivel = 15; Máximo possivel = 75' Ponto Médio = 45). Para comparar os subgrupos da amostra quanto ao grau de BES e verificar a existência de associação entre a percepção de bem-estar e as outras variáveis consideradas (todas elas categóricas), a variável grau de. bem«estar subjetivo foi categorizada em Baixo (Até 42 pontos), Moderado (de 43 a 56 pontos) e Alto (57 pontos e acima). Essa classificação levou em consideração o ponto médio do indice (45), assim como a média da amostra (49,5) no indice de bem-estar subjetivo. A tim de averiguar a existência de relações significativas entre o grau de bem-estar percebido (baixo, moderado e alto) e as variáveis freqüência de visitas recebidas (mais freqüentes - diárias a quinzenal, menos freqüentes - mensais ou em datas comemorativas e não recebe visitas), motivos que
  8. 8. 112 Hilma Tereza Time¡ “ou” e¡ l a . coeficiente de correia ” , _ Cao. Para todas . significância convencional de 0 05 as provas foi adotado o nível de Caracterizando os ^ y' . . Participantes consta o asilo por vontade ' ' ' “'59 que 22 5% foram propria, Outro 22 o , '. Pa"? pela familia, 125% referiram nefessjã / ã ftãram para la devido a abandono . I a e e tratam o . como razoes para terem 91110 e 8,5 / o a 501m5 Procurado a ILPI. c ~ . ° 411% declamram Possuir família › 0m ? lação a vmcuh famhaf. visitas. Quanto ao 15mm de re 'dx porem, 35,2 Az afirmaram não receber s¡ - › . . menos de quatro anos' 13 30/ re faze” 1:¡ msuruiçao, 25,4% moravam há _ a , o siiam álzano . Venñcmse s ou mais. que ° Percentual d 05 que escolheram viver na H3 Bem›estar subjetivo de Idosos Residentes. .. suas vidas? Sentii-»se-iam seguros na instituição por ter os unidades basicos garantidos? A instituição funcionaria com uma grande familia, proporcionandwlhes convívio e apoio social? Não houve diferença significativa quanto ao grau de bem-estar subjetivo (baixo, moderado e alto) na comparação da amostra por tipo de ILPI (pública ou filantropia). A segunda pergunta da pesquisa averiguava a relação entre o grau de bem-estar percebido e variáveis tais como a freqüência de visitas recebidas, o motivo que levou o idoso à ILPI, o tempo de residência na instituição, o fato de possuir/ não possuir familia e o sexo do participante. De acordo com os resultados, somente a variável freqüência de visitas recebidas evidenciou associação significativa com 0 grau de bem-estar subjetivo (X2 = 11,1; gl = 4; p S 0,05). O V de Cremer obtido foi de 0,28 indicando que aproximadamente 7,8% da variação na freqüência do grau de bem-estar subjetivo pode ser explicada pela variação na freqüência de visitas recebidas pelos idosos que residem nessas Instituições de Longa Permanência. [l Baixo I Moderado El Al 50.0% 37,5% 37.5% Grau da bom-estar subjetivo (percentagem) 8 se Mais Freqüentes Manos Freqüentes Fnqülncia da vlsltn recebida¡ Figura l. Relação entre bem-estar subjetivo e freqüência de visitas recebidas por idosos residentes em Instituições de Longa Permanência. Como se pode observar na Figura 1, entre aqueles idosos que recebiam visitas mais freqüentes (diárias a quinzenais), 37,5% apresentaram grau de bem-estar percebido alto, enquanto que entre aqueles que recebiam visitas menos freqüentes (mensais ou em datas
  9. 9. H4 Comemorativas) a penas 13.6% se en u Mmreendentemente 52% daqueles qu q~ adm? " nessa “teãmía- ' e nao rece ' ' ' elevado grau de bem-estar subjetivo, mm Vmtas revelaram Nesta anal' ~ ise, a PBFCGPÇHO de bem-estar subjetivo foi avaliada em freqüentes, a diferença e' de quase chao Pon¡ (4 8) Esses dados sugerem os J l que receber visitas com . . . . Pouca ñequcncia pode Hilma Tereza Tôrres Khoury e: a1_ Bem-estar subjetivo de Idosos Residentes. .. 115 foram para a instituição por terem sido abandonados pela familia e mais de 35% não recebiam visitas. Contudo, 67,6% apresentaram grau de bem-estar subjetivo alto ou moderado. Entre os que apresentaram grau de bem-estar subjetivo alto, 36% recebiam visitas freqüentes e regulares, porém, 52% não recebiam visitas. Com base em revisão de literatura, Ferraz et al. (2007, p. 237) apontaram a “presença de filhos” como uma variável não relacionada à felicidade; Deps (1993) demonstrou que o bem-estar emocional de pessoas idosas não está associado à freqüência de interação com seus filhos adultos ou outros parentes, mas que a interação com amigos tem efeitos positivos sobre o bem~estar. Essas infomtações não desmerecem o valor da familia, mas recolocam a discussão da importância da qualidade dos vínculos sociais em contraposição à simples existência ou quantidade dos mesmos. Conclui-se que: ' Viver em instituições para idosos não é necessariamente sinônimo de infelicidade; ' Receber visitas freqüentes e regulares e' um indicador significativo de bem-estar e qualidade de vida para idosos que residem em Instituições de Longa Permanência; ° Receber visitas esporádicas é mais prejudicial ao bem-estar do que não receber visitas; ° A ausência de visitas não impede o intemo de se sentir feliz. O que poderia ser feito para melhorar o bem-estar dc idosos institucionalizados? Do ponto de vista dos resultados obtidos nesta pesquisa, talvez o desenvolvimento de um programa de visitas regulares aos residentes em lLPIs que não dependesse unicamente de seus familiares ou amigos poderia contribuir nesse sentido. Assim como cxistcm os Doutores da Alegria (projeto de um grande Plano de Saúde) que levam conforto aos doentes intemados em hospitais, quem sabe poderiam ser incentivadas espécies de Visitantes da Alegria para os idosos que vivem em lLPIs? Espera-se que esses resultados possam contribuir para orientar politicas públicas visando promoção de saúde e qualidade dc vida para pessoas idosas, em especial as voltadas para a institucionalização. Espera-se também que investigações futuras possam testar estas conclusões, bem como examinar outras variáveis que se revelem importantes para a percepção de bem-estar de idosos institucionalizados.

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