A Queda dum Anjo - 2ª A - 2011

5.920 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação, Turismo
1 comentário
2 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.920
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
19
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
127
Comentários
1
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A Queda dum Anjo - 2ª A - 2011

  1. 2. <ul><li>Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco ( Lisboa , 16 de Março de 1825 — São Miguel de Seide , 1 de Junho de 1890 ) foi um escritor português . Camilo foi romancista português, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. </li></ul><ul><li>Teve uma vida atribulada que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas . Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para um público, sujeitando-se assim aos ditames da moda , conseguiu ter uma escrita muito original. </li></ul>
  2. 5. <ul><li>Na trama são envolvidos dezoito personagens que giram ao redor de Calisto que é o principal. Os personagens secundários são superficialmente descritos de maneira que o leitor possa imaginá-los fielmente, cada um a seu tipo. </li></ul><ul><li>Teodora: recatada e atrelada aos costumes da vida no campo, ignorante mais que o necessário para ter juízo . </li></ul><ul><li>Adelaide: nova, que despertou o amor em Calisto e o despertou para a realidade. </li></ul><ul><li>Ifigênia: brasileira, bela e que roubou o coração de Calisto. </li></ul>
  3. 6. <ul><li>O boticário: o farmacêutico. </li></ul><ul><li>Lopo: o professor que tinham interesses financeiros. </li></ul><ul><li>O velho Sarmento: outro português que valoriza o bom português dos velhos tempos e o abade ( uma espécie de padre ) de Estevães, que esteve ao lado de Calisto na Câmara. </li></ul><ul><li>Os destaques ficam por conta de Adelaide , Ifigênia , Teodora e Libório de Meireles , além do próprio Calisto . Dois personagens são descritos pelo autor. </li></ul><ul><li>Um deles é Calisto e o autor fez uma descrição fiel do morgado (filho único ou filho mais velho ) , para mostrar como sua educação, por meio das obras clássicas e quais eram os seus valores, mostrando como isso foi evoluindo com o tempo. </li></ul>
  4. 7. <ul><li>O outro é Libório que representa o oposto de Calisto. Era burguês, e defendia o luxo e os costumes franceses requintados, que acompanhavam a industrialização, necessária para o desenvolvimento de uma nação. Aos poucos Calisto foi adquirindo essa opinião. </li></ul>
  5. 8. <ul><li>Calisto Elói, morava na Vila de Miranda e tinha uma formação literária muito boa, estudando latim e grego. </li></ul><ul><li>Era conservador e defensor dos costumes portugueses e sua veste características do interior denunciava isso. Mas sua vocação para orador o levou para a Câmara dos Deputados de Lisboa, depois de uma esmagadora eleição em Miranda. </li></ul><ul><li>Ao chegar em Lisboa, parecia que estava em outra terra, bem diferente daquela descrita nos seus livros. Lisboa estava em decadência ( em ruínas ) e até a água era insalubre ( era prejudicial a saúde ). </li></ul>
  6. 9. <ul><li>Na hora de fazer o juramento Calisto já criou confusão e isso se repetiu durante os discursos, contra o dinheiro desperdiçado no teatro, que só atendia os ricos. </li></ul><ul><li>Seus discursos sempre estavam acompanhados pelo riso dos deputados, frente aquele homem franzino ( fino, delicado ), com sua casaca, barriga e corcunda causada pela leitura exagerada. </li></ul><ul><li>Calisto tinha gênio forte e aliado a seu espírito nacionalista logo arrumou um rival: Libório, um doutor do Porto e um amigo, o abade ( sacerdote ) de Estevães. </li></ul><ul><li>Discursou contra o luxo, que corrompia as nações, contra a opinião de Libório. Durante uma visita a um amigo presenciou uma cena de adultério e graças a sua ajuda a paz foi restaurada. </li></ul>
  7. 10. <ul><li>Mas essa paz veio junto com uma amizade e logo depois o amor por Adelaide. Lembrando que Calisto tinha seus 44 anos e era casado com Teodora, que tinha ficado em Miranda. </li></ul><ul><li>Isso causou um rebuliço ( agitação ) nas idéias e na forma de agir de Calisto e a única solução encontrada pelo pai da garota foi impedir que eles se vissem. Funcionou! </li></ul><ul><li>Na Câmara, seu discurso contra a rigidez e desumanidade no trato de mulheres e presos, novamente contra Libório estremeceram a Câmara. </li></ul><ul><li>Parecia que Calisto já havia esquecido Adelaide e voltado a lembrar de seu dever como esposo. </li></ul>
  8. 11. <ul><li>Depois de jantar na casa de uma vizinha, Calisto ficou conhecendo um nome, Ifigênia e esta apareceria alguns dias depois, uma prima, vinda do Brasil. </li></ul><ul><li>O amor despontou mais uma vez em seu coração e desta vez Calisto cobriu sua amada de luxo e riqueza, que a condição de fidalgo ( que tem título de nobreza ) lhe dava. </li></ul><ul><li>Mudou seus costumes e passou a fumar charuto e vestir-se com elegância, cuidar da aparência. </li></ul><ul><li>Em três meses de Legislatura mudou tanto em forma e ação, que Brás, vindo de Miranda não lhe reconheceu, mas o viu com Ifigênia e levou a notícia a Miranda. </li></ul>
  9. 12. <ul><li>Ao saber disso, Teodora ficou possessa, mas Calisto foi a Miranda e depois de causar terror por sua aparência acalmou os ânimos. </li></ul><ul><li>Mas a saudade de Ifigênia era tanta que Calisto voltou a Lisboa três dias depois, deixando Teodora entregue a febre e a Lopo, um primo que só queria saber da fortuna da fidalga. </li></ul><ul><li>Calisto tentou esquecer Teodora definitivamente e quando ficou sabendo que ela viria a Lisboa lhe procurar ele foi para a França com Ifigênia. </li></ul><ul><li>Teodora chegou a Lisboa e ao ver todo o luxo que Calisto dava a Ifigênia, decidiu se separar e ficar com Lopo. </li></ul>
  10. 13. <ul><li>Calisto volta da França e ele que abismava a idéia da invasão do luxo francês se viu imerso ( mergulhado ) nele. </li></ul><ul><li>Casou-se com Ifigênia e teve dois filhos. </li></ul><ul><li>Ironia do destino, mas esse português que odiava a corrupção deu dois cargos eclesiásticos ( cargos pertencidos a igreja ) a conhecidos de Miranda para se reeleger deputado. </li></ul><ul><li>O anjo despencou e o simples mortal viveu. </li></ul>
  11. 14. <ul><li>A história de &quot;A queda dum Anjo&quot;, começa com a valorização dos costumes e valores de um autêntico português e termina tragicamente com a desfiguração desse homem perante aos costumes de Lisboa. </li></ul><ul><li>O principal conflito é entre o velho e o novo, o nacionalismo e a dominação estrangeira. </li></ul>
  12. 15. <ul><li>A história se passa perto da metade do século XIX e, durante alguns fatos, o narrador cita exatamente o ano em que se sucede o acontecimento. Sendo assim, o tempo é cronológico, e a história inteira dura aproximadamente cinco anos. </li></ul><ul><li>A mensagem é clara: mesmo uma pessoa conservadora, culta e nacionalista deixa-se levar pelo seu ambiente, se adequando ao novo lugar e mudando sua maneira de pensar e agir, mesmo que para pior. </li></ul>
  13. 16. <ul><li>Quanto ao espaço, a história se passa em seu início na cidade natal de Calisto Elói, Miranda, porém se desenvolve principalmente em Lisboa, nos lugares onde Calisto transitava, como a Câmara de deputados, sua casa, etc. </li></ul><ul><li>Há também pequenas citações a alguns países da Europa, como a França. As ambientações são na maioria internas, porém também há muitas externas. </li></ul>
  14. 17. <ul><li>A narração é majoritariamente ( a maioria ) em terceira pessoa, com apenas alguns pequenos trechos em primeira pessoa, mas que não são relevantes na história. </li></ul><ul><li>Há na trama, uma grande participação do narrador, o próprio autor, que conta a história. Ele é onisciente, ou seja, sabe praticamente tudo sobre todos os personagens ( que, afinal, ele próprio criou ) e além disso conta a história depois que os fatos se sucederam. </li></ul>
  15. 18. <ul><li>Há uma predominância do discurso direto, com muitos diálogos, discursos e cartas. A narração é predominante e quase não há descrição. O narrador emite opiniões, principalmente através dos personagens, e algumas vezes diretamente, através de seus comentários e narração. </li></ul>
  16. 19. <ul><li>Camilo prima pela economia da narração, sendo as poucas descrições presentes um complemento das situações narradas. Camilo utiliza vários níveis de língua, de acordo com as personagens e contextos em que se inserem: nível cuidadoso, ligado a Calisto, no Parlamento, quando se utilizava todos os artifícios da retórica; nível normal, ligado ao narrador, espaço e personagens lisboetas; nível popular, discurso de Teodora, retratando a sua vulgaridade; nível familiar, nas cartas de Calisto e Teodora. Assim, Camilo imprime o ritmo conveniente à ação. É trabalhando sabiamente a Língua que confere um notável dinamismo à sua novela. </li></ul>
  17. 20. <ul><li>A obra pode ser fictícia, mas a coerência dos fatos é tão grande que a trama adquire um caráter real. Um livro que mostrou toda sua habilidade de apresentar temas reais e românticos em uma sátira a sociedade do século XIX. </li></ul>

×