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Empurrou a pesadaEmpurrou a pesada
porta de madeira queporta de madeira que
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E custou a localizá-lo na densa penumbra,E custou a localizá-lo na densa penumbra,
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E o discípulo o inquiriu:E o discípulo o inquiriu:
- Mestre, qual o sentido da vida?- Mestre, qual o sentido da vida?
O idoso monge,O idoso monge,
permanecendo em silêncio,permanecendo em silêncio,
apenas apontou um pedaçoapenas apontou um ...
O discípulo pegou o panoO discípulo pegou o pano
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O sol inundou o aposento, banhando com sua luz estranhosO sol inundou o aposento, banhando com sua luz estranhos
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- Devemos nos livrar de tudo que ATRAPALHE- Devemos nos livrar de tudo que ATRAPALHE
nosso aprendizado...nosso aprendizado...
Retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões queRetirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que
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O jovem discípulo fez então uma reverência,O jovem discípulo fez então uma reverência,
e deixou o aposento, agora iluminad...
O velho monge, o rosto enrugado ainda encobertoO velho monge, o rosto enrugado ainda encoberto
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Deixou escapar um tênue sorriso e pensou:Deixou escapar um tênue sorriso e pensou:
- Mais importante do que aquilo que alg...
E murmurouE murmurou
baixinho:baixinho:
- Eu só queria que ele colocasse o pano- Eu só queria que ele colocasse o pano
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  1. 1. As sandálias do discípuloAs sandálias do discípulo ressoavam surdamente nos degrausressoavam surdamente nos degraus de pedra que levavam aosde pedra que levavam aos porões do velhoporões do velho mosteiro.mosteiro. A LIÇÃOA LIÇÃO Autor do Texto: Hugo Pinto HomemAutor do Texto: Hugo Pinto Homem
  2. 2. Empurrou a pesadaEmpurrou a pesada porta de madeira queporta de madeira que cerrava os aposentos docerrava os aposentos do ancião.ancião.
  3. 3. E custou a localizá-lo na densa penumbra,E custou a localizá-lo na densa penumbra, o rosto velado por um capuz,o rosto velado por um capuz, sentado atrás de enorme escrivaninha, onde,sentado atrás de enorme escrivaninha, onde, apesar do escuro, fazia anotações num grande livro,apesar do escuro, fazia anotações num grande livro, tão velho quanto ele.tão velho quanto ele.
  4. 4. E o discípulo o inquiriu:E o discípulo o inquiriu: - Mestre, qual o sentido da vida?- Mestre, qual o sentido da vida?
  5. 5. O idoso monge,O idoso monge, permanecendo em silêncio,permanecendo em silêncio, apenas apontou um pedaçoapenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseirode pano, um trapo grosseiro no chão junto à parede.no chão junto à parede. Logo após, seu indicador ossudo e encarquilhado mostrou,Logo após, seu indicador ossudo e encarquilhado mostrou, no alto do aposento, o vidro da janela, opaco sobno alto do aposento, o vidro da janela, opaco sob décadas de poeira e teias de aranha.décadas de poeira e teias de aranha.
  6. 6. O discípulo pegou o panoO discípulo pegou o pano e subiu em algumase subiu em algumas prateleiras de umaprateleiras de uma pesada estante forradapesada estante forrada de livros.de livros. Conseguiu alcançar a vidraça e começou entãoConseguiu alcançar a vidraça e começou então a esfregá-la com vigor, retirando a sujeiraa esfregá-la com vigor, retirando a sujeira que impedia sua transparência.que impedia sua transparência.
  7. 7. O sol inundou o aposento, banhando com sua luz estranhosO sol inundou o aposento, banhando com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros e dezenas de papiros e pergaminhosobjetos, instrumentos raros e dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações e signos cabalísticos.com misteriosas anotações e signos cabalísticos.
  8. 8. O discípulo, sem caber em si de contentamento, a fisionomiaO discípulo, sem caber em si de contentamento, a fisionomia denotando o brilho da satisfação, declarou:denotando o brilho da satisfação, declarou: - Entendi, mestre.- Entendi, mestre.
  9. 9. - Devemos nos livrar de tudo que ATRAPALHE- Devemos nos livrar de tudo que ATRAPALHE nosso aprendizado...nosso aprendizado...
  10. 10. Retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões queRetirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem O RECEBER da luz do conhecimento e entãoimpedem O RECEBER da luz do conhecimento e então enxergaremos A VERDADE, com mais nitidez.enxergaremos A VERDADE, com mais nitidez.
  11. 11. O jovem discípulo fez então uma reverência,O jovem discípulo fez então uma reverência, e deixou o aposento, agora iluminado, a fim de dividire deixou o aposento, agora iluminado, a fim de dividir com os outros a lição recém aprendida.com os outros a lição recém aprendida.
  12. 12. O velho monge, o rosto enrugado ainda encobertoO velho monge, o rosto enrugado ainda encoberto pelo largo capuz, os raios do sol da manhã banhando-opelo largo capuz, os raios do sol da manhã banhando-o com uma claridade a que se desacostumara,com uma claridade a que se desacostumara, olhou o discípulo se afastando.olhou o discípulo se afastando.
  13. 13. Deixou escapar um tênue sorriso e pensou:Deixou escapar um tênue sorriso e pensou: - Mais importante do que aquilo que alguém mostra- Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga!é o que o outro enxerga!
  14. 14. E murmurouE murmurou baixinho:baixinho: - Eu só queria que ele colocasse o pano- Eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.no lugar de onde caiu. Autor do Slide: Ria Ellwanger riaellw@globo.com Autor do Texto: Hugo Pinto Homem Música: Zamfir e Sissel Kyrkjobo - Prayer Song Imagens: Guetty Images e Google Este slide é exclusivo de:

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