Anais simbio 2013

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XV Semana da Biologia Unimontes - 03 a 07 de Junho 2013

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Anais simbio 2013

  1. 1. ANAIS III SIMPÓSIO DO MESTRADO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS XV SEMANA DE BIOLOGIA X ENCONTRO NORTE MINEIRO DE BIÓLOGOS MONTES CLAROS, MG 03 – 07 | junho | 2013
  2. 2. ORGANIZAÇÃO PPGCB e 5º e 6º Período de Ciências Biológicas da Unimontes APOIO ii
  3. 3. III SIMPÓSIO DO MESTRADO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, XV SEMANA DE BIOLOGIA E X ENCONTRO NORTE MINEIRO DE BIÓLOGOS Montes Claros, 03 a 07 de junho de 2013 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Reitor -Professor João dos Reis Canela Vice-reitora - Maria Ivete Soares de Almeida Chefe de Departamento de Biologia Geral - Maria Orminda Santos Oliveira Coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas - Anderson Medeiros Santos Coordenadores do Curso de Ciências Biológicas - Ana Paula Glinfskol Thé Rodrigo Oliveira Pessoa COMISSÃO ORGANIZADORA Presidente – Marcílio Fagundes Amanda Mendes Fernandes Deborah de Faria Lelis Hugo Neri de Matos Brandão Juliana Oliveira Abreu Narciso Larissa Danielle de Carvalho Barros Lorenzo Patrício Paredes Lucas Avelino Evangelista Luciana Figueiredo Silva Marisa Soares dos Santos Pedro Fonseca de Vasconcelos COMISSÃO CIENTÍFICA Camila Rabelo Oliveira Leal Cleandson Ferreira Santos José Bento Sampaio Júnior Lemuel Olívio Leite Magnel Lima de Oliveira Raissa Maria Mattos Gonçalves Rodrigo Oliveira Pessoa Ronaldo Reis Júnior Vanessa Sales Carvalho iii
  4. 4. PALESTRAS Segunda-feira, 03 de Junho “Fabricação da ciência” - Dr. Maurício Faria (Unimontes) Terça-feira, 04 de Junho “Gestão de UC's: legislação e realidade” – MSc. Lucas Neves Perillo (UFMG). “Sítio espeleológico em cangas no norte de Minas Gerais: desafios de estudo e uso do conhecimento científico para a preservação” – MSc. Felipe Fonseca do Carmo (Instituto Prístino). “Regaste e reintrodução de animais silvestres - qual a contradição?” – Dra. Cláudia Guimarães Costa (PUC-MG). “Manejo e conservação da biodiversidade de Plantas do Cerrado” – Dr. Aldicir O. Scariot (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia - Cenargen). Quarta-feira, 05 de Junho “Gangliosidose GM1: desafios de estudo da cura de uma doença degenerativa recessiva” – Adolfo Celso Guidi (Associação Ruth Schrank). “História da colonização de uma ave endêmica de galápagos e de seus parasitas” – Dra. Eloisa Sari (UFMG). “A política da boa vizinhança na formiga Pachycondyla verenae: reconhecimento, limites de tolerância e comportamento ritualizado entre colônias vizinhas” – Dra. Ronara de Souza Ferreira (UFLA). "Evolução biológica no século XXI" – Dr. Fabrício Rodrigues dos Santos (UFMG). Quinta-feira, 06 de Junho SINDIBIO-MG – Fabiano Assunção. “Doenças emergentes transmitidas por vetores” – Dr. Magno Augusto Zazá Borges (Unimontes). CRBio-04 – Dra Aneliza de Almeida Miranda Melo. "Besouros rola-bostas como bioindicadores: estudos de caso e perspectivas na era da crise da biodiversidade" – MSc. Rafael Vieira Nunes (UFMT) iv
  5. 5. Sexta-feira, 07 de Junho “Desafios da produção científica na área da saúde” – Dra. Marise Maleck (Universidade Severino Sombra). "Manejo participativo da (agro)biodiversidade" – Anna Crystina Alvarenga (CAA Norte de Minas) “Qualidade e quantidade na produção do conhecimento científico” – Dr. Sidinei Magela Thomaz (UEM). “Sobrevivendo na ciência: desafios e perspectivas da vida acadêmica” – Dr. Marco Aurélio Ribeiro Mello (UFMG). v
  6. 6. MESAS REDONDAS Quarta-feira, 05 de Junho Mesa redonda I: “Etnoecologia”. Coordenadora: Dra. Ana Paula Glinfskoi Thé (Unimontes) Dr. Emmanuel Duarte Almada (Grupo Aroeira) Dr. Reinaldo Duque Brasil (UFJF) Quinta-feira, 06 de Junho Mesa redonda II: “O Processo de proteção de patentes no Brasil” Coordenadora: Sandra Malveira (Ágora/Unimontes) MSc. Carla Soares Godinho (Ágora/Unimontes) MSc. Maria Aparecida de Castro Monteiro Sant'anna (CPPI/UFV) MSc. Flávia Ferreira Alves (CPPI/UFV) Sexta-feira, 07 de Junho Mesa redonda III: “A taxonomia como ferramenta para o desenvolvimento da ciência" Coordenador: Dr. Mirco Solé (UESC) Dr. Paulo Henrique Costa Corgosinho (UEMG) Dr. Marcos Sobral (UFSJ) Mesa redonda IV: “Interações ecológicas” Coordenador: Dr. Marcílio Fagundes (Unimontes) Dr. Marco Aurélio Ribeiro Mello (UFMG) Dr. Tadeu Guerra (PUC-MG) vi
  7. 7. ÍNDICE ABUNDÂNCIA DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM SOLOS ONDE SE ENCONTRAM À [Acrocomia aculeata (JACQ.) LODD. EX MART.] (MACAÚBA) NO NORTE DE MINAS Fabiana Rodrigues FONSECA, Adriana Martins PEREIRA, Pollyana Santos QUEIROZ, Fernanda Simões LACERDA & Henrique Maia VALÉRIO.............................................................................. 1 A CONSERVAÇÃO DO SOLO E DO MEIO AMBIENTE ATRAVÉS DE MATERIAIS SUCATEADOS Aline Fonseca MARTINS & Silvana Fonseca SANTANA................................................................ 2 A ILUSÃO DO ECOTURISMO NA SERRA DO CIPÓ: DOS IMPACTOS AMBIENTAIS À QUESTÃO SOCIAL Thamyres Sabrina GONÇALVES, Izabel Beatriz de MOURA & Bernardo Machado GONTIJO... 3 ANÁLISE FITOQUÍMICA QUALITATIVA DAS FOLHAS DE Magonia pubescens St. Hil. OCORRENTE EM MONTES CLAROS – MG Daiane Maia de OLIVEIRA, Vanessa de Andrade ROYO, Maria Olivia MERCADANTESIMÕES, Priscila de Jesus PESSOA, Ariadna Conceição dos SANTOS & Mayara Pereira GONÇALVES..................................................................................................................................... 4 ANÁLISE in silico DA SIMILARIDADE EM GRUPOS VEGETAIS DISTINTOS EM FUNÇÃO DO GENE DA MALATO DESIDROGENASE Higor Fernando SALVADOR, Guilherme Araújo LACERDA, Ludmila Nayara de Freitas CORREIA & Cleidiana de Oliveira AGOSTINHO............................................................................ 5 ANATOMIA COMPARADA DA LÂMINA FOLIAR DE Butia archeri (Glassman) Glassman E B. capitata (Mart.) Becc. (ARECACEAE) Samuel Alves dos SANTOS, Bruno Francisco SANT’ANNA-SANTOS, Wellington Geraldo Oliveira CARVALHO-JUNIOR, Francisco Andre Ossamu TANAKA & Dayana Maria Teodoro FRANCINO......................................................................................................................................... 6 vii
  8. 8. ANATOMIA DA CASCA DA RAIZ DE Solanum lycocarpum A.St.-Hil. E S. paniculatum L. (SOLANACEAE) Laudineia de Jesus MATIAS, Maria Olívia MERCADANTE-SIMÕES, Vanessa de Andrade ROYO, Leonardo Monteiro RIBEIRO, Mayara Pereira GONÇALVES & Ariadna Conceição dos SANTOS.............................................................................................................................................. 7 ANATOMIA DA FOLHA DE Solanum lycocarpum A.St.-Hil. E S. paniculatum L. (SOLANACEAE) Laudineia de Jesus MATIAS, Maria Olívia MERCADANTE-SIMÕES, Vanessa de Andrade ROYO, Leonardo Monteiro RIBEIRO, Mayara Pereira GONÇALVES(3) & Ariadna Conceição dos SANTOS.............................................................................................................................................. 8 ANATOMIA DO CAULE DE Hancornia speciosa Gomes (APOCYNACEAE) Mayara Pereira GONÇALVES, Maria Olívia MERCADANTE-SIMÕES, Ariadna Conceição dos SANTOS, Vanessa de Andrade ROYO, Daiane Maia de OLIVEIRA & Priscilla de Jesus PESSOA ............................................................................................................................................................. 9 ARTICULAÇÃO ENTRE O CONTEÚDO E O LÚDICO PARA O ENSINO DE MICROBIOLOGIA Cirilo Henrique de OLIVEIRA; Ariadne Miranda CARDOZO; Jéssica Coutinho SILVA & Giuliana de Sá Ferreira BARROS.................................................................................................................... 10 A UTILIZAÇÃO DO JOGO DIDÁTICO SOBRE MICROBIOLOGIA “MICROLUDO” EM TURMAS DE ENSINO MÉDIO DO IFNMG- CAMPUS SALINAS Lêda Naiara Pereira COSTA, Vanessa Rodrigues SANTANA, Lauany Matos de Novais SILVA & Giuliana de Sá Ferreira BARROS..................................................................................................... 11 AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA E CANINA NA REGIÃO DO GRANDE MARACANÃ NA CIDADE DE MONTES CLAROS, MINAS GERAIS, EM 2012 Olívia Rivane DAYRELL, Anamaria de Souza CARDOSO & Otávio CARDOSO-FILHO.......... 12 AVALIAÇÃO in silico DA FREQUÊNCIA DO GENE SERK EM DIFERENTES ESPÉCIES VEGETAIS Cleidiana de Oliveira AGOSTINHO, Guilherme Araújo LACERDA, Higor Fernando SALVADOR & Ludmila Nayara de Freitas CORREIA.......................................................................................... 13 viii
  9. 9. CARACTERES ANATÔMICOS QUALITATIVOS NA DIAGNOSE DE ESPÉCIES DE Butia (Becc.) Becc. (Arecaceae) DO BRASIL Samuel Alves dos SANTOS, Bruno Francisco SANT’ANNA-SANTOS, Dayana Maria Teodoro FRANCINO & Wellington Geraldo Oliveira CARVALHO-JUNIOR............................................. 14 CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS PARA O SUBSÍDIO DE MELHORAMENTO GENÉTICO DE VARIEDADES DE FEIJÃO EM UNAÍ-MG Heloiza Navarro de NOVAES, Clênia Mara Gomes de MORAIS, Daniel Alves SANTIAGO, Gabriela Mendes FERNANDES, Guilherme Victor Nippes PEREIRA & Guilherme Araújo LACERDA........................................................................................................................................ 15 CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS DE RESIDÊNCIAS POSITIVAS PARA A PRESENÇA DO MOSQUITO Aedes aegypti (LINNEAUS, 1762), EM DOIS BAIRROS DA CIDADE DE SALINAS – MG Felipe Augusto SOARES, Jefferson Bruno Bretas de Souza OLIVEIRA, Jéssica Coutinho SILVA & Filipe Vieira Santos de ABREU.................................................................................................... 16 CRIAÇÃO LEGALIZADA DE AVES SILVESTRES: FATORES CONTRIBUINTES NA PRESERVAÇÃO DA DIVERSIDADE DA FAUNA BRASILEIRA Guilherme Gonçalves Borburema..................................................................................................... 17 EFEITO DO ESTRESSE HÍDRICO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE IPÊ PRETO (Zeyhera tuberculosa) E PAU FORMIGUEIRO (Triplaris brasiliana) Mateus Felipe Quintino SARMENTO, Tiago Reis DUTRA, Hugo Henrique Cardoso SALIS, Rafaela Letícia Ramires CARDOSO, Alice Soares BRITO & Tiago Barbosa SANTOS............ 18 EFEITO DO ESTRESSE SALINO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE CANAFÍSTULA (Peltophorum dubium (SPRENG) TAUB) Jéssica Costa de OLIVEIRA, Tiago Reis DUTRA, Bárbara Mendes OLIVEIRA, Marcos Aurélio Alves de OLIVEIRA & Carlos Henrique Soares SILVA................................................................. 19 ESTRUTURAS FOLIARES DE Aristolochia esperanzae (ARISTOLOCHIACEAE) RELACIONADAS COM A PROSPECÇÃO DE SUBSTÂNCIAS COM POTENCIAL MEDICINAL Flávia de Matos SILVA, Anna Luiza Nunes CARREIRO, Darlê Martins B. RAMOS & Guilherme Araújo LACERDA ........................................................................................................................... 20 ix
  10. 10. ESTRUTURAS FOLIARES DE Aristolochia melastoma (ARISTOLOCHIACEAE) RELACIONADAS COM A PROSPECÇÃO DE SUBSTÂNCIAS COM POTENCIAL MEDICINAL Guilherme de Souza VELOSO, Danielly Cardoso RAMOS, Ana Paula Gomes de ALMEIDA, Darlê Martins B. RAMOS & Guilherme Araújo LACERDA........................................................... 21 ESTRUTURAS FOLIARES DE Vernonia polysphaera (ASTERACEAE) RELACIONADAS COM A PROSPECÇÃO DE SUBSTÂNCIAS COM POTENCIAL MEDICINAL Marcielly Lima de MORAIS, Thácilla Caroline Cordeiro CARACAS, Darlê Martins B. RAMOS & Guilherme Araújo LACERDA.......................................................................................................... 22 GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO ATERRO DA CIDADE DE MONTES CLAROS- MG. Betânia Guedes de SOUZA &Anamaria de Souza CARDOSO....................................................... 23 IMPORTÂNCIA SOCIOECONÔMICA DE Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. (MACAÚBA) PARA A ASSOCIAÇÃO DE PEQUENOS PRODUTORES RURAIS RIACHO DANTAS E ADJACÊNCIA, MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MINAS GERAIS Wéverton Rodrigues MARTINS....................................................................................................... 24 INTERVENÇÕES AGROECOLÓGICAS EM ESCOLAS RURAIS Alice Soares BRITO & Vinícius Orlandi Barbosa LIMA................................................................. 25 LEVANTAMENTO FLORÍSTICO EM FLORESTA CILIAR COMO SUBSÍDIO A RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÃO DO RIO BANANAL, SALINAS - MG Mariana Caroline Moreira MORELLI, Maria Clara Oliveira DURÃES & Hugo Henrique Cardoso SALIS................................................................................................................................................ 26 METODOLOGIAS UTILIZADAS NO ENSINO DE MICROBIOLOGIA: O QUE EXISTE E O QUE SE PROPÕE PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA Bruna Mendes OLIVEIRA, Cássio de Souza RAMOS & Fernando Barreto RODRIGUES........... 27 NOTIFICAÇÕES DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA NO MUNICIPIO E ZONA RURAL DE JANUARIA/MG Janaina Baldez GOMES, Lucélia Sandra S. Barbosa BRAGA & Maria Rosilene Alves DAMASCENO ................................................................................................................................. 28 x
  11. 11. O AUXÍLIO DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL NA ELABORAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE CONTROLE E COMBATE A EROSÃO DO SOLO Thamyres Sabrina GONÇALVES..................................................................................................... 29 O USO DE RECURSOS EM MULTIMÍDIA NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM DE BIOLOGIA Raquel Soares Lopes RIBEIRO, Lucélia Sandra S. Barbosa BRAGA & Maria Rosilene Alves DAMASCENO.................................................................................................................................. 30 PERCEPÇÃO DA IMPOTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL, POR ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ZONA RURAL DE MONTES CLAROS Iara Veloso RODRIGUES, Aline Silva ALVES & Dalton Rocha PEREIRA.................................. 31 ELATO DA INVASÃO DO CARACOL GIGANTE AFRICANO Achatina fulica (BOWDICH, 1822) DENTRO DO PERÍMETRO URBANO DE UNAÍ – MG Túlio Teruo YOSHINAGA, Bruna de OLIVEIRA, Caroline de Melo SILVEIRA, Jéssica Maiara dos SANTOS, Paulo Guilherme RAIMUNDO & Angelita Aparecida FERREIRA........................ 32 USO DO GEOPROCESSAMENTO NO MAPEAMENTO DO USO E COBERTURA DO SOLO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO BANANAL, SALINAS – MG Mariana Caroline Moreira MORELLI & Nondas Ferreira da SILVA.............................................. 33 xi
  12. 12. ABUNDÂNCIA DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM SOLOS ONDE SE ENCONTRAM À [Acrocomia aculeata (JACQ.) LODD. EX MART.] (MACAÚBA) NO NORTE DE MINAS Fabiana Rodrigues FONSECA(1), Adriana Martins PEREIRA(1), Pollyana Santos QUEIROZ(2), Fernanda Simões LACERDA(1) & Henrique Maia VALÉRIO(3) Os Fungos Micorrízicos Arbusculares (FMAs) são organismos biotróficos que estabelecem associações simbióticas mutualísticas com a maioria das espécies de plantas. No entanto, estudos desses fungos associados a rizosfera da A. aculeata, ainda são escassos. Sendo assim, o objetivo deste estudo é conhecer a abundância dos FMAs em associação a rizosfera da A. aculeata no Norte de Minas Gerais. O estudo foi realizado em cinco áreas do Norte de Minas Gerais, na estação seca (Agosto/2012). Montes Claros, composta por uma vegetação sucessional intermediária, Coração de Jesus, Olhos D’Água e Santa Cruz, ambas constituídas por vegetação sucessional inicial (pasto) e Francisco Sá, com vegetação inicial (pasto) e intermediária. 15 amostras simples de cada população foram coletadas da base do estipe da Acrocomia aculeata na profundidade 0 a 20cm, escolhendo, aleatoriamente, grupos constituídos de três indivíduos que se encontravam próximos (3 a 10m). No laboratório, 50g de solo de cada amostra foram lavados com água, descartando-a em um conjunto de peneiras de malha arranjadas uma sobre a outra, sendo a peneira de 0,42mm sobre a peneira de 0,053mm, depois centrifugado com água destilada por 3 minutos a 3000rpm e em seguida em gradiente com sacarose 45% por 2 minutos a 2000 rpm, vertendo-se, novamente, o sobrenadante na peneira de malha de 0,053mm. Estes foram lavados em água destilada e transferidos para outro tubo de 50 mL. A contagem dos esporos foi feita com o auxílio de agulhas e um contador, e a abundância de esporos foi obtida a partir da média dos esporos encontrados em cada população. A população de Francisco Sá apresentou maior abundância média (1888,26) e Montes Claros a menor (215,6), enquanto que nas demais populações as médias não variaram, o que pode ser explicado pela composição vegetal dessas populações, pois o sistema radicular abundante possibilita maior esporulação. Sendo assim, a composição vegetal dessas populações pode ser um dos fatores que influenciaram na variação da abundância observada de glomerosporos de Fungos Micorrízicos Arbusculares em cada localidade, associado ao fator sazonal. Palavras-chave: Abundância, Micorrizas, Acrocomia aculeata. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Ciências Biológicas da biotecnologia – Unimontes, MG, Brasil. fabinrodrigue@yahoo.com.br (2) Mestranda em Ciências Biologicas – Unimontes, MG, Brasil. (3) Professor Doutor de ensino Superior – Unimontes, MG, Brasil. 1
  13. 13. A CONSERVAÇÃO DO SOLO E DO MEIO AMBIENTE ATRAVÉS DE MATERIAIS SUCATEADOS Aline Fonseca MARTINS(1) & Silvana Fonseca SANTANA(2) Baseando-se nos princípios da contextualização e da interdisciplinaridade, estabeleceu-se relações entre Arte e Ciências como espaço norteador para tratar da conservação do solo, ao mesmo tempo, para capacidade de construção estética e da percepção da natureza ao tratar de vertentes ligadas a ecologia. A oficina teve por objetivo atentar para preservação do solo e de forma geral do meio ambiente através de técnicas de Assemblage, ampliando conceitos em arte e paralelamente em consciência ambiental, através de manifestações de arte contemporânea com materiais sucateados, para que o aluno caminhe como seletor de suas próprias ideias. Foram entrevistados 10 alunos do 6°ano, sobre a importância do solo para os seres vivos e consequentemente da sua preservação, apresentou-se conceitos e exibiu-se o filme “Lixo Extraordinário de Vick Muniz”, posteriormente os alunos coletaram materiais para integrar sua composição, houve enfoque no potencial poluidor de cada material, tempo gasto para decomposição. O tempo gasto com essa oficina foi de 20 horas, realizadas em uma escola estadual de Engenheiro Navarro, MG, em horário extraclasse. Em consonância com as aulas da professora de ciências, que tratava sobre o solo em sala, inclusive com aulas práticas. Dos alunos questionados apenas um revelou que preservar o solo não é importante, apesar de considerar as técnicas de arte contemporânea um instrumento eficaz de preservação do solo. O momento da confecção caracterizou-se por total descontração, a fim de despertar um ser consciente e socialmente critico através da produção artística realizada pelo aluno. Palavras-chave: solo, materiais sucateados, Assemblage. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG, Montes Claros, MG, Brasil. alinefonseca.m@gmail.com (2) Graduada em Artes Visuais. 2
  14. 14. A ILUSÃO DO ECOTURISMO NA SERRA DO CIPÓ: DOS IMPACTOS AMBIENTAIS À QUESTÃO SOCIAL Thamyres Sabrina GONÇALVES(1), Izabel Beatriz de MOURA(1)& Bernardo Machado GONTIJO(2) A Serra do Cipó está localizada na região central de Minas Gerais e possui importância singular para o estado, pois a exuberância da biodiversidade aliada ao fato de integrar os caminhos da estrada real fez da Serra do Cipó um lugar de grande atratividade turística, turismo que é amplamente divulgado e definido como ecológico. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a relação entre o turismo desenvolvido na região estudada e suas relações com a definição de ecoturismo na perspectiva ecogeográfica a partir de uma base conceitual de turismo ecológico, que pode ser sintetizada como sendo uma relação holística entre homem e natureza. A metodologia adotada na pesquisa foi um estudo exploratório através de trabalhos de campo periódicos na região da Serra do Cipó durante o período de 2010 a 2012, quando a partir da observação direcionada e de entrevistas semi-estruturadas foi feita uma análise dos impactos da atividade turística sobre a biodiversidade e suas influências na vida social da população local. Os resultados mostram que o turismo na região, embora esteja naturalmente integrado á história e ao cotidiano de vida da população local, não pode ser considerado como um turismo ecológico, pois na forma com que se desenvolve tanto traz danos à biodiversidade como gera conflitos ambientais dentre os quais se podem citar: coleta predatória de plantas, construção de pousadas dentro dos rios, conflitos de uso e ocupação do solo e a desconstrução social das relações de pertencimento de comunidades locais. Não se pode afirmar que o turismo na região é uma atividade negativa ou prejudicial, pois faz parte da dinâmica natural do lugar, todavia há necessidade de se repensar a definição e aceitação do turismo praticado ali como ecoturismo, pois é preciso desenvolver políticas públicas de manejo e gestão turística com base em pressupostos que de fato direcionem-no a um turismo verdadeiramente ecológico, que vise à conservação da biodiversidade e o desenvolvimento social da região. Palavras - chave: Serra do Cipó, sociedade e biodiversidade, desenvolvimento regional. ______________________________ (1) Graduandas do curso de Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. sabrinathamy@yahoo.com.br (2) Professor de Biogeografia e Fitogeografia no Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. gontijobm@yahoo.com.br 3
  15. 15. ANÁLISE FITOQUÍMICA QUALITATIVA DAS FOLHAS DE Magonia pubescens St. Hil. OCORRENTE EM MONTES CLAROS – MG Daiane Maia de OLIVEIRA(1), Vanessa de Andrade ROYO(2), Maria Olivia MERCADANTESIMÕES(2), Priscila de Jesus PESSOA(3), Ariadna Conceição dos SANTOS(3) & Mayara Pereira GONÇALVES(3) Magonia pubescens St. Hil. popularmente conhecida por tinguí, timbó ou tinguí-bola, é uma espécie florestal arbórea de ocorrência no Cerrado brasileiro. Essa árvore além de apresentar significativo valor ornamental, vem sendo utilizada na arborização urbana e está no foco das pesquisas visando sua utilização medicinal. O objetivo deste estudo foi identificar as principais classes de metabólitos secundários presentes nas folhas de M. pubescens. Foram coletadas folhas completamente expandidas, em planta adulta ocorrente em região de cerrado, no perímetro urbano do município de Montes Claros. Para a realização da prospecção fitoquímica, estas foram secas em estufa a 40°C por aproximadamente 72 horas. Para a análise qualitativa das principais classes de metabólitos secundários utilizou-se de metodologias adaptadas, descritas na literatura. Pode-se observar a presença de taninos nas reações com cloreto férrico, acetato neutro de chumbo e acetato de cobre, mostrando ausência em solução aquosa específica de alcaloides. A presença de saponinas a partir da concentração 20% foi significativa. A reação com cloreto férrico indicou a presença de flavonoides. Nos testes realizados para alcaloides o resultado foi positivo para os reagentes de Bouchard, Bertrand e Dragendorff, sendo negativo somente para o reativo de Mayer. As análises fitoquímicas são importantes como subsídios para a farmacognosia na busca de princípios ativos e identificação dos compostos bioativos tendo em vista que esses podem variar em sua composição e quantidade em função de fatores ambientais. Palavras-chave: Tinguí, metabólitos secundários, planta medicinal. ______________________________ (1) Programa de Mestrado em Biotecnologia da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, MG. daypiano@hotmail.com (2) Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, MG. (3) Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, MG. 4
  16. 16. ANÁLISE in silico DA SIMILARIDADE EM GRUPOS VEGETAIS DISTINTOS EM FUNÇÃO DO GENE DA MALATO DESIDROGENASE Higor Fernando SALVADOR(1), Guilherme Araújo LACERDA(1), Ludmila Nayara de Freitas CORREIA(1) & Cleidiana de Oliveira AGOSTINHO(1) A malato desidrogenase (EC 1.1.1.37) atua no metabolismo do ciclo de Krebs sendo responsável por catalisar a conversão do malato em oxalacetato. Já na síntese de ácidos graxos sua isoenzima malato desidrogenase citosólica reduz o oxalacetato a malato numa reação oposta. Tendo em vista a importância econômica do Dendê (Elaeis guineensis) construiu-se uma árvore filogenética com base no gene da malato desidrogenase e de sua isoenzima citosólica a fim de averiguar similaridades de vegetais em relação a estas duas características. Para definir as espécies escolhidas para a análise utilizou-se o algoritmo Basic Local Alignment Search Tool buscando-se sequências nucleotídicas homólogas no National Center for Biotechnology Information. As espécies analisadas foram E. guineensis, Corylus heterophylla, Prunus armeniaca, Prunus persica, Malus x domestica, Iris x hollandica, Cicer arietinum, Nicotiana tabacum, Glycine max, Chlamydomonas reinhardtii e Brassica napus. As sequências das respectivas plantas foram alinhadas por meio do programa ClustalW e a árvore obtida pelo MEGA4 através do método de distância UPGMA. A validade do dendograma quanto a distâncias dos clusters foi dada pelo teste probabilístico de bootstrap. Dois grupos distintos puderam ser observados, sendo que naquele em que agrupou-se E. guineensis tivemos uma confiabilidade de 55%. O segundo agrupamento destacou-se pela ocorrência de N. tabcum atuando como grupo externo. Ambas as espécies M. x domestica e I. x hollandica, sendo resultados de cruzamento, agruparam-se com baixa confiabilidade (40%). Já as espécies C. heterophylla e P. persica se agruparam com 100% no primeiro grupo. As plantas resultantes de cruzamento se mostraram mais próximas à B. napus, mesmo esta sendo representada pelo gene da enzima mitocondrial, ao contrário das demais. A malato desidrogenase apresentou-se como um possível marcador na determinação de similaridade de sequências entre plantas, não sendo indicativo de relação filogenética. Palavras-chave: Elaeis guineensis, filogenia, UPGMA. ______________________________ (1) Graduandos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. higorfernnando@hotmail.com (2) Professor do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes ClarosUNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. 5
  17. 17. ANATOMIA COMPARADA DA LÂMINA FOLIAR DE Butia archeri (Glassman) Glassman E B. capitata (Mart.) Becc. (ARECACEAE) Samuel Alves dos SANTOS(1), Bruno Francisco SANT’ANNA-SANTOS(1), Wellington Geraldo Oliveira CARVALHO-JUNIOR(2), Francisco Andre Ossamu TANAKA(3) & Dayana Maria Teodoro FRANCINO(4) A anatomia foliar é uma fonte promissora de dados que auxilia na delimitação de espécies cuja morfologia externa não é suficiente para distingui-las, como no gênero Butia. Objetivou-se identificar características anatômicas distintivas da lâmina foliar de Butia archeri e B. capitata, visando contribuir para o conhecimento da morfologia e taxonomia do gênero. Amostras da porção mediana das pinas de indivíduos pertencentes a duas populações nativas, em área de Campo Rupestre (B. archeri) e Cerrado sensu stricto (B. capitata), foram coletadas e fixadas em solução de Karnovsky. Parte das amostras foi previamente lavada em clorofórmio para remoção das ceras epicuticulares, tornando possível a visualização dos estômatos. Após desidratação em série de acetona crescente, as amostras foram secas ao ponto crítico e metalizadas com ouro para observação ao microscópio eletrônico de varredura. Para microscopia de luz, as amostras foram infiltradas e polimerizadas em glicol-metacrilato, coradas com azul de toluidina e os cortes transversais posteriormente montados em resina sintética. Em ambas as espécies, a cutícula é densamente coberta por placas retangulares de ceras epicuticulares. Contudo, as ceras são dispostas horizontalmente em B. archeri e verticalmente em B. capitata. Nas amostras previamente tratadas com clorofórmio, a micromorfologia foliar é bastante similar, estando os estômatos tetracíticos dispostos em fileiras contínuas em ambas as faces das pinas. Ao microscópio de luz, B. archeri apresenta feixes de menor calibre que circundam totalmente o cilindro fibroso que não atinge a hipoderme na face abaxial. Já em B. capitata, o cilindro fibroso atinge a hipoderme e os feixes de menor calibre circundam o cilindro parcialmente. Além de diagnósticos, tais características são úteis para corroborar com a distinção morfológica das espécies, contribuindo para a taxonomia de Butia Palavras-chave: Anatomia Vegetal, coquinho-azedo, taxonomia. ______________________________ Os autores agradecem à Fundação de Amparo a Pesquisa (FAPEMIG) pelo aporte de recurso financeiro e bolsa de iniciação científica ao primeiro autor (CRA APQ 01043/11) e ao Núcleo de Apoio à Pesquisa em Microscopia Eletrônica Aplicada à Pesquisa Agropecuária pelo suporte ao processamento das amostras. (1) Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Regional Montes Claros, Montes Claros, MG, Brasil. samuelalves.ufmg@gmail.com (2) Petrobras Biocombustível. (3) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz – ESALQ/USP, Piracicaba, SP, Brasil. (4) Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, Diamantina, MG, Brasil. 6
  18. 18. ANATOMIA DA CASCA DA RAIZ DE Solanum lycocarpum A.St.-Hil. E S. paniculatum L. (SOLANACEAE) Laudineia de Jesus MATIAS(1), Maria Olívia MERCADANTE-SIMÕES(2), Vanessa de Andrade ROYO(2), Leonardo Monteiro RIBEIRO(2), Mayara Pereira GONÇALVES(3) & Ariadna Conceição dos SANTOS(3) Solanum lycocarpum e S. paniculatum são utilizadas comumente para o tratamento de diversas doenças inclusive para o controle de diabetes sendo o objetivo do presente trabalho a identificação de caracteres anatômicos distintivos para as cascas das raízes dessas espécies. O material vegetal foi fragmentado, fixado em solução de Karnovsky, desidratado em série etílica e incluído em glicolmetacrilato. Foram obtidas seções transversais e longitudinais, em micrótomo rotativo, com 5mm de espessura, que foram coradas com azul de toluidina 0,05%, pH 7,4 e montadas em resina acrílica. Na periderme, as células do súber apresentam-se lignificadas como em S. paniculatum e a feloderme em S. paniculatum apresenta areia cristalina. No córtex, em S. lycocarpum, ocorre menor grau de lignificação e acúmulo de areia cristalina do que em S. paniculatum. No floema, evidenciase menor proporção de elementos de tubo crivado em relação ao parênquima axial em S. lycocarpum sendo que em S. paniculatum a quantidade de elementos condutores é maior que o número de células do parênquima axial. O grau de esclerificação, o acúmulo de areia cristalina e o padrão floemático podem ser caracteres diagnósticos para as cascas das raízes das espécies estudadas. Palavras-chave: lobeira, jurubeba, cascas de raiz. ______________________________ Apoio financeiro: CNPq, FINEP, FAPEMIG, Pró-Reitoria de Pesquisa e Petrobrás. (1) Programa de Mestrado Profissional em Biotecnologia, Universidade Estadual de Montes Claros UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. matias.laudineia@yahoo.com (2) Departamento de Biologia Geral, Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. (3) Curso de Ciências Biológicas Bacharelado, Universidade Estadual de Montes Claros UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. 7
  19. 19. ANATOMIA DA FOLHA DE Solanum lycocarpum A.St.-Hil. E S. paniculatum L. (SOLANACEAE) Laudineia de Jesus MATIAS(1), Maria Olívia MERCADANTE-SIMÕES(2), Vanessa de Andrade ROYO(2), Leonardo Monteiro RIBEIRO(2), Mayara Pereira GONÇALVES(3) & Ariadna Conceição dos SANTOS(3) Solanum lycocarpum e S. paniculatum são conhecidas pelo vasto espectro de aplicações farmacológicas inclusive para doenças crônicas como o diabetes. Nesse sentido, o presente trabalho objetivou a identificação de caracteres anatômicos distintivos para as folhas dessas espécies. O material vegetal foi fragmentado, fixado em solução de Karnovsky, desidratado em série etílica e incluído em glicol-metacrilato. Foram obtidas seções transversais e longitudinais, em micrótomo rotativo, com 5μm de espessura, que foram coradas com azul de toluidina 0,05%, pH 7,4 e montadas em resina acrílica. A epiderme, em S. lycocarpum, apresenta tricomas glandulares em menor número e maior densidade de tricomas tectores que em S. paniculatum. O mesofilo, em S. lycocarpum, apresenta parênquima paliçádico pluriestratificado com células de comprimento variado, ao passo que em S. paniculatum o parênquima é unisseriado e o comprimento das células é uniforme; o parênquima lacunoso, em S. lycocarpum, apresenta espaços intercelulares menos volumosos que em S. paniculatum. Na nervura mediana, em S. lycocarpum, o parênquima e o sistema vascular apresentam maior grau de esclerificação e maior quantidade de idioblastos cristalíferos que em S. paniculatum. No pecíolo, em S. lycocarpum, o parênquima apresenta maior esclerificação e espaços intercelulares mais volumosos que em S. paniculatum. A disposição dos tricomas, o padrão do parênquima do mesofilo, o grau de esclerificação e o acúmulo de areia cristalina podem ser caracteres diagnósticos para as folhas das espécies estudadas. Palavras-chave: lobeira, jurubeba, anatomia foliar. ______________________________ Apoio financeiro: CNPq, FINEP, FAPEMIG, Pró-Reitoria de Pesquisa e Petrobrás. (1) Programa de Mestrado Profissional em Biotecnologia, Universidade Estadual de Montes Claros UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. matias.laudineia@yahoo.com (2) Departamento de Biologia Geral, Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. (3) Curso de Ciências Biológicas Bacharelado, Universidade Estadual de Montes Claros UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. 8
  20. 20. ANATOMIA DO CAULE DE Hancornia speciosa Gomes (APOCYNACEAE) Mayara Pereira GONÇALVES(1), Maria Olívia MERCADANTE-SIMÕES(2), Ariadna Conceição dos SANTOS(1), Vanessa de Andrade ROYO(2), Daiane Maia de OLIVEIRA(3) & Priscilla de Jesus PESSOA(1) Hancornia speciosa, conhecida popularmente como mangaba, é uma planta arbórea, amplamente distribuída no cerrado brasileiro, cujo látex, obtido a partir do caule, apresenta valor taxonômico para a espécie. O presente trabalho tem como objetivo a caracterização da estrutura anatômica do caule de H. speciosa. O material vegetal foi fragmentado, fixado em solução de Karnovsky, desidratado em série etílica e incluído em glicol-metacrilato. Foram obtidas secções transversais e longitudinais em micrótomo rotativo que foram coradas com azul de toluidina e montadas em resina acrílica. Na periderme observa-se a instalação do felogênio nas camadas subepidérmicas, comum em Apocynaceae, produzindo células tabulares e compactas de súber com algum conteúdo fenólico e 1-2 camadas de células de feloderme. No córtex observam-se idioblastos fenólicos, esclereídes agrupadas e laticíferos de parede espessa que é uma característica anatômica universal na família. Os feixes vasculares são bicolaterais. O floema externo apresenta cristais, laticíferos e raios unisseriados. Fibras agrupadas na porção mais distal do floema externo e presença de esclereídes. Sua distribuição no floema pode ter valor taxonômico. O floema interno apresenta a mesma conformação do floema externo com ausência das fibras. A medula constitui-se de células parenquimáticas de parede delgada, laticíferos e idioblastos fenólicos. O local de instalação do felogênio, laticíferos calibrosos e abundantes em meio ao córtex e floema e o padrão dos constituintes floemáticos podem apresentar valor diagnóstico para a espécie contribuindo para a identificação vegetal. Palavras-chave: mangaba, laticíferos, droga vegetal. ______________________________ Apoio Financeiro: FAPEMIG, CNPq e Pró-Reitoria de Pesquisa da Unimontes. (1) Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes - MG. ma.pereira565@yahoo.com.br (2) Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes - MG. (3) Programa de Mestrado em Biotecnologia da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes - MG. 9
  21. 21. ARTICULAÇÃO ENTRE O CONTEÚDO E O LÚDICO PARA O ENSINO DE MICROBIOLOGIA Cirilo Henrique de OLIVEIRA(1), Ariadne Miranda CARDOZO(1), Jéssica Coutinho SILVA(¹) & Giuliana de Sá Ferreira BARROS(2) A microbiologia é trabalhada nas disciplinas ciências e biologia, no ensino fundamental e médio. Sendo assim, a elaboração de materiais incorporando a dimensão lúdica é de suma importância. Nestas condições, um protótipo de jogo foi elaborado, constituído por um painel, dado, mini cones, cartões, cronômetro e um manual informativo. Após a utilização do jogo, aplicou-se um questionário em duas turmas do segundo ano do ensino médio, totalizando 27 alunos. Após a tabulação e interpretação dos dados, 63% dos alunos responderam que o nível do jogo é relativamente fácil, uma pequena parcela fez observações apontando que encontraram dificuldades, o jogo também pode ser utilizado como diagnóstico. Cerca de 81% apontaram que o jogo é bastante articulado e permiti o trabalho em grupo, tornando a aula dinâmica e atraente. Este resultado mostra que os alunos podem e devem discutir sobre a questão levantada, a troca de saberes e o questionamento são fundamentais. Uma parcela de 74% apontou que o jogo contribuiu para o seu aprendizado. Como sugestões, cerca de 80% assinalaram que a premiação deve acontecer como forma de estimulação. Os resultados demonstram que a proposta fundamentada no lúdico é significativa para construção e desenvolvimento do conhecimento e aprendizagem do aluno. Neste contexto o aluno constitui um sujeito autônomo do aprendizado a partir da possibilidade de expressão e atuação. Foi perceptível que tais dados, possibilitaram um retrato da realidade local apresentando contribuições para melhor compreensão do processo educativo no âmbito da escola. Tais questionamentos não se esgotam em si, já que esse levantamento de dados projeta a necessidade de aprofundamento na discussão a respeito do ensino de microbiologia. Palavras-chave: microbiologia, lúdico, ensino. ______________________________ Apoio financeiro: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES (1) Graduando do Curso Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Campus Salinas. Salinas/MG, Brasil. (cirillohenrique@hotmail.com) (2) Professora Orientadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Salinas. Salinas/MG, Brasil. (giulianadesa@hotmail.com) 10
  22. 22. A UTILIZAÇÃO DO JOGO DIDÁTICO SOBRE MICROBIOLOGIA “MICROLUDO” EM TURMAS DE ENSINO MÉDIO DO IFNMG- CAMPUS SALINAS Lêda Naiara Pereira COSTA(1), Vanessa Rodrigues SANTANA(1), Lauany Matos de Novais SILVA(1) & Giuliana de Sá Ferreira BARROS(2) O ensino através de jogos proporciona o desenvolvimento e a fixação do conteúdo de maneira diferenciada e divertida. Nesse sentido, foi trabalhado um jogo com a temática de microbiologia, tendo como objetivo proporcionar uma aula em que os alunos pudessem interagir e aprender a matéria de forma descontraída ajudando-os a revisar o conteúdo. O jogo foi denominado: “MICROLUDO”, sendo composto por um tabuleiro de EVA, cinquenta cartas com perguntas e respostas sobre microbiologia, dez cartas surpresas com ônus e bônus e quatro marcadores com imagens diferentes para definir os times. Participaram do jogo e do preenchimento do questionário 50 alunos de duas turmas do 2º ano do Ensino Médio do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas, com faixa etária entre quatorze e quinze anos. O questionário foi composto por sete questões, seis fechadas e uma aberta. Quando indagados se gostaram do jogo noventa e seis por cento dos alunos disseram que gostaram do jogo e quatro por cento não gostaram. Oito por cento dos alunos responderam que o nível do jogo foi fácil, setenta e oito por cento disseram que o nível foi médio e seis por cento acharam o jogo difícil. Vinte e oito por cento disseram que a linguagem utilizada para formular as questões foi de fácil compreensão, cinquenta por cento disseram ter sido média e dezesseis por cento acharam difícil. Em relação ao tamanho do jogo quatro por cento dos alunos acharam ruim, dez por cento disseram ter sido regular e oitenta e seis por cento disseram ser bom. Noventa e dois por cento dos alunos responderam ter gostado de trabalhar em grupo e oito por cento disseram não ter gostado. Ao serem perguntados se o jogo auxiliou no aprendizado noventa por cento disseram que sim e dez por cento disseram que não. Quando indagados sobre as sugestões para o jogo os alunos disseram que eles deveriam escolher os grupos, as perguntas deveriam ser mais difíceis, utilizar mais vezes o jogo na sala, ter um tempo maior para responder as perguntas e aumentar o tempo do jogo. Foi possível perceber que as atividades lúdicas quando levadas para a sala de aula provocam um maior interesse nos alunos. Durante o jogo observou-se que os alunos ficaram entusiasmados e interagiram entre si. Conclui-se então, que o jogo foi de grande importância para a aprendizagem dos alunos, pois eles competiram de uma forma saudável e tentaram buscar as respostas no intuito de somar conhecimento e vencer. Palavras-chave: jogo, microludo, aprendizagem. ______________________________ O presente trabalho foi realizado com o apoio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID, da CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior – Brasil. (1) Graduandas do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – campus Salinas - IFNMG, Salinas, MG, Brasil. ledanaiara@yahoo.com.br. (2) Professora do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – campus Salinas - IFNMG, Salinas, MG, Brasil. 11
  23. 23. AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA E CANINA NA REGIÃO DO GRANDE MARACANÃ NA CIDADE DE MONTES CLAROS, MINAS GERAIS, EM 2012 Olívia Rivane DAYRELL(1), Anamaria de Souza CARDOSO(2) & Otávio CARDOSO-FILHO(2) A Leishmaniose visceral é uma zoonose de ampla distribuição mundial, doença crônica e sistêmica, que pode levar ao óbito se não diagnosticada e tratada em tempo hábil. Os primeiros casos da doença em Minas Gerais foram detectados em áreas rurais do norte do estado, mas atualmente grande parte dos casos ocorre em áreas urbanas. O presente estudo objetivou avaliar a incidência de Leishmaniose visceral humana e canina na região do Grande Maracanã, na cidade de Montes Claros, no ano de 2012. Para tanto foi realizada uma pesquisa de campo, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados através de um levantamento do número de casos de leishmaniose visceral humana, durante esse período, com base nas notificações do Sistema de Informações e Agravo de Notificação da Secretaria Municipal de Saúde. Os dados referentes ao número de casos de leishmaniose visceral canina, bem como do número de cães examinados e eutanasiados, foram obtidos nos relatórios do Centro de Controle de Zoonoses do referido município. Com relação à incidência de leishmaniose visceral canina os resultados obtidos apresentaram-se conforme o esperado, houve um elevado número de casos. Dos 5.358 cães examinados, 499 foram reativos, tendo sido 427 eutanasiados. Entretanto, a incidência de leishmaniose visceral em humanos foi baixa, com apenas um caso notificado em uma população de aproximadamente 30 mil habitantes, segundo o censo municipal. Os dados encontrados sugerem um efetivo e intenso trabalho do Centro de Controle de Zoonoses para conter a endemia, o que refletiria na redução dos casos da doença em humanos. É possível concluir que um eficiente trabalho de investigação do principal reservatório (o cão) dessa enfermidade constitui um importante fator de proteção para a população, porém, investimentos em medidas educativas e novos métodos para controle do vetor, também poderiam resultar em redução do número de casos, tanto em humanos quanto em animais. Palavras-chave: Leishmaniose visceral, incidência. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Ciências Biológicas do Sistema de Ensino Superior do Norte de Minas – ISEIB, Montes Claros, MG, Brasil. oliviarivane@hotmail.com. (2) Professor do Curso de Ciências Biológicas do Sistema de Ensino Superior do Norte de Minas – ISEIB, Montes Claros, MG, Brasil. 12
  24. 24. AVALIAÇÃO in silico DA FREQUÊNCIA DO GENE SERK EM DIFERENTES ESPÉCIES VEGETAIS Cleidiana de Oliveira AGOSTINHO(1), Guilherme Araújo LACERDA(2), Higor Fernando SALVADOR(1) & Ludmila Nayara de Freitas CORREIA(1) Durante a embriogênese somática, alterações bioquímicas e morfológicas induzidas ocorrem durante todo o desenvolvimento de tecidos, estando intimamente relacionado com alterações na expressão gênica. Entre os genes envolvidos na indução de embriogênese somática, o Somatic Embriogenic Receptor Kinase (SERK) tem sido indicado como aquele que desempenha um papel importante neste processo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência e similaridade do gene SERK encontrados nas espécies vegetais: Dimocarpus longan, Glycine max, Cocos nucifera, Gossypium hirsutum, Ananas comosus, Rosa canina, Oryza sativa, Hordeum vulgare e Brachypodium distachyom. Buscou- se sequências do gene SERK no banco de dados National Center for Biotechnology Information, utilizando as palavras chaves SERK e Arecaceae. Foi encontrada uma sequencia referente à espécie C. nucifera, a partir desta buscou-se sequencias similares utilizando algorítimo Basic Local Aligment Search Tool. Estas sequencias foram alinhadas utilizando o ClustalW e agrupadas no programa Molecular Evolutionary Genome Analysis usando o modelo de comparação Unweighted Pair Grouping by Mathematical Averages. A validade do dendograma quanto a distâncias dos clusters foi dada pelo teste probabilístico de bootstrap. Embora houvessem 03 sequencias de A. comosus, estas não puderam ser agrupadas, isso se deve ao fato destas expressarem genes diferentes. A. comosus expressando SERK2 se distanciou de SERK3 e SERK1 que se agruparam com 61% de confiabilidade, enquanto A. comosus SERK2 se agrupou a R. canina com 43%. C. nucifera se agrupou a D. longan e G. max apresentando confiabilidade de 81%, enquanto as 02 últimas espécies se agruparam com 100%. As duas sequências de O. sativa se agruparam com 63%. O gene SERK pode ser encontrado em várias espécies sendo possível a utilização deste como marcador molecular para a embriogênese somática. Palavras-chave: embriogênese somática, marcador molecular, UPGMA. ______________________________ (1) Graduandos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes ClarosUNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. Cleidy.biologia@gmail.com (2) Professor do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes ClarosUNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. 13
  25. 25. CARACTERES ANATÔMICOS QUALITATIVOS NA DIAGNOSE DE ESPÉCIES DE Butia (Becc.) Becc. (Arecaceae) DO BRASIL Samuel Alves dos SANTOS(1), Bruno Francisco SANT’ANNA-SANTOS(1), Dayana Maria Teodoro FRANCINO(2) & Wellington Geraldo Oliveira CARVALHO-JUNIOR(3) Caracteres da anatomia foliar têm demonstrado grande utilidade na delimitação taxonômica de espécies da família Arecaceae. Assim, objetivou-se estudar a anatomia foliar de B. lallemantii (1), B. matogrossensis (2), B. eriospatha (3), B. pubispatha (4), B. exospadix (5), B. microspadix (6), B. paraguayensis (7), B. marmorii (8), B. lepidotispatha (9), B. capitata (10), B. archeri (11), B. leptospatha (12), B. purpurascens (13), B. catarinenses (14), B. yatay (15) e B. campicola (16) com o intuito de identificar caracteres que possam subsidiar a delimitação das espécies. Amostras de pinas foram fixadas em solução de Karnovsky, desidratadas e incluídas em metacrilato. Cortes transversais foram corados em azul de toluidina e montados em resina sintética. Após observação, foi feita documentação fotográfica. A fonte do material pesquisado foi o Jardim Botânico Plantarum, onde as espécies são cultivadas. Caracteres como epiderme unisseriada, cutícula espessa, feixes vasculares do tipo colateral e tecido de expansão estratificado são comuns e, portanto de valor conservativo para o gênero. Por outro lado, os caracteres presença ou ausência de ráfides, formato da nervura mediana e da margem, e tecido de expansão contínuo ou interrompido, apresentaram valor diagnóstico na delimitação de grupos de espécies ou mesmo ao nível específico. As ráfides ocorrem nas espécies 4, 5, 6, 8, 10, 12, 14 e 16. Nervuras com formato arredondado foram observadas em 5, 10 e 14, cordiforme em 8, elíptico na espécie 11, oblovado em 9, truncado em 7, 12, 13 e 16, truncado oblíquo em 2, 6 e 15 e truncado triangular em 1, 3 e 4. A margem possui formato quadrangular em 1, 2, 7, 12 e 15, quadrangular/arredondado em 4, 6, 10 e 11, e deltóide em 3, 5, 8, 9, 13, 14 e 16. O tecido de expansão é continuo nas espécies 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 14 e 16. Os caracteres anatômicos permitiram a elaboração de uma chave de identificação, reforçando o valor diagnóstico da anatomia para a taxonomia do gênero. Palavras-chave: Anatomia Vegetal, taxonomia, palmeiras. ______________________________ Os autores agradecem ao Jardim Botânico Plantarum, pela disponibilização do material pesquisado (Termo de Cooperação nº 048/12-00), à Fundação de Amparo a Pesquisa (FAPEMIG) pelo aporte de recurso financeiro e bolsa de iniciação científica ao primeiro autor (CRA APQ 01043/11) e ao Núcleo de Apoio à Pesquisa em Microscopia Eletrônica Aplicada à Pesquisa Agropecuária pelo suporte ao processamento das amostras. (1) Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Regional Montes Claros, Montes Claros, MG, Brasil. samuelalves.ufmg@gmail.com (2) Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, Diamantina, MG, Brasil. (3) Petrobras Biocombustível. 14
  26. 26. CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS PARA O SUBSÍDIO DE MELHORAMENTO GENÉTICO DE VARIEDADES DE FEIJÃO EM UNAÍ-MG Heloiza Navarro de NOVAES(1), Clênia Mara Gomes de MORAIS(1), Daniel Alves SANTIAGO(1), Gabriela Mendes FERNANDES(1), Guilherme Victor Nippes PEREIRA(2) & Guilherme Araújo LACERDA(3) A produção e o consumo de feijão (Phaseolus vulgaris) no Brasil destacou-se nos últimos anos principalmente por ser economicamente viável às famílias de baixa renda. Os feijoeiros têm grande produtividade, mas dentre as dificuldades encontradas está proporcionar condições favoráveis à sua produção. Como o melhoramento genético dirigiu tal cultura a novo status no mercado mundial, objetivou-se introduzir e selecionar adaptações morfofisiológicas de feijoeiro determinando qual das cinco variedades estudadas melhor se adapta às condições edafoclimáticas da região municipal de Unaí, MG a fim de subsidiar projetos de melhoramentos. O município é o maior produtor de grãos do estado alcançando hegemonia dessa cultura, buscar variedades adaptadas à região podem agregar diferentes variedades e melhorar a produtividade conquistada. Os experimentos foram conduzidos no campus da UNIMONTES em Unaí, empregou-se delineamento fatorial 4x5, correspondendo a quatro variedades (Carioca escuro; Carioca claro; Mulatinho e Rosinha) e cinco repetições de cada, em triplicatas, totalizando 60 tratamentos preparados em 20 vasos de polietileno. Analisou-se 11 caracteres agronômicos: número de plantas germinadas; altura; número de folhas médio por tratamento; diâmetro do caule; número de dias para florescimento; número de vagens por planta; número de sementes por vagem; largura e comprimento médio das sementes; peso de mil grãos e ciclo da planta. As comparações entre as médias dos caracteres foram efetuadas pelo teste de Scott-Knott, nível de 5% de significância, utilizando o aplicativo computacional SISVAR®. Todo o ciclo da planta foi acompanhado, variando entre 64 e 68 dias e as caraterísticas avaliadas foram medidas após 12º dia de semeadura. Constataram-se diferenças tanto morfológicas quanto fisiológicas, além de variações estatísticas para as variedades estudadas. O comparativo indicou as variedades Mulatinho e Rosinha para serem inseridas no programa de melhoramento que se pretende propor. Palavras-chave: adaptações morfofisiológicas, produtividade, Phaseolus vulgaris. ______________________________ (1) Graduandos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros UNIMONTES, Unaí, MG, Brasil. heloizanavarro@yahoo.com.br (2) Orientador e Professor do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. (3) Co-orientador e Professor do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. 15
  27. 27. CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS DE RESIDÊNCIAS POSITIVAS PARA A PRESENÇA DO MOSQUITO Aedes aegypti (LINNEAUS, 1762), EM DOIS BAIRROS DA CIDADE DE SALINAS – MG Felipe Augusto SOARES(1), Jefferson Bruno Bretas de Souza OLIVEIRA(1), Jéssica Coutinho SILVA(1) & Filipe Vieira Santos de ABREU(2) O mosquito Aedes aegypti é o principal vetor da dengue no mundo. Apesar dos esforços desprendidos pelo governo, o alto índice de incidência da dengue prevalece a mais de uma década no Brasil. Estudos mostram que o mosquito Aedes aegypti possui um comportamento peculiar e preferência por determinados ambientes. No entanto, estas preferências ainda são desconhecidas, sobretudo em regiões com baixa quantidade de estudos específicos, como na região Norte de Minas Gerais. O objetivo desse trabalho foi detectar as características ambientais das residências que apresentaram os maiores índices de infestação em dois bairros da cidade de Salinas - MG. Para a análise, instalaram-se vinte armadilhas ovitrampa em dois bairros do município, sempre no peridomicílio. Elas foram inspecionadas semanalmente entre junho/2012 e janeiro/2013 para obtenção do Índice de Positividade de Ovitrampa através dos ovos presentes e identificação larval. Ao final das coletas as residências foram caracterizadas através de observação do local e aplicação de questionários. As residências que apresentaram Índice de Positividade de Ovitrampa acima de 50% foram consideradas como de alto risco para presença de A. aegypti. Em 60% das casas classificadas como “alto risco” as armadilhas estavam dispostas em locais sombreados. As armadilhas de todas estas casas estavam próximas a prováveis criadouros de A. aegypti (tanques, vasos de plantas, pneus, caixas d’água) e em locais de frequente acesso de pessoas e animais. Provavelmente, nestas condições o mosquito encontra todos os recursos necessários ao seu ciclo de vida, sem precisar se dispersar, o que justifica a alta incidência de ovos. Em futuros estudos epidemiológicos recomenda-se a instalação de armadilhas em peridomicílio que contenha as características citadas. O presente trabalho mostrou como fatores ambientais urbanos podem contribuir para a manutenção do mosquito, aumento dos índices entomológicos e disseminação das viroses que acometem a população. Palavras-chave: Aedes aegypti; Oviposição; Salinas. ______________________________ Apoio / Financiamento: FAPEMIG; Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas; Centro de Zoonose do Município de Salinas. (1) Graduandos do Curso de Ciências Biológicas do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas - MG, Brasil. felassalguitar@hotmail.com (2) Professor do Curso de Ciências Biológicas do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas - MG, Brasil. 16
  28. 28. CRIAÇÃO LEGALIZADA DE AVES SILVESTRES: FATORES CONTRIBUINTES NA PRESERVAÇÃO DA DIVERSIDADE DA FAUNA BRASILEIRA Guilherme Gonçalves Borburema (1) As aves silvestres brasileiras são constantemente atingidas por maus tratos, pelo intenso tráfico deanimais e na degradação realizada pelo homem no ecossistema do ambiente florestal, o qual também vem sendo ocupado pelo crescimento urbano. O presente estudo objetivou refletir os fatores da criação legalizada de aves silvestres que podem ser contribuintes para a preservação da diversidade da fauna brasileira. Como metodologia foi utilizada a abordagem qualitativa com a pesquisa bibliográfica na área de ecologia que abordem o tema em questão e o trabalho de campo realizando a observação participante atuando como integrante do CAPAMN – Clube Amigo dos Pássaros de Montes Claros e do Norte de Minas, associação de criadores de pássaros cadastrada no IBAMA. Como resultados pode-se citar a efetiva contribuição da iniciativa da criação legalizada de aves na proteção e preservação da diversidade destas, onde os criadores investem para uma qualidade de canto e preservação da variabilidade genética da ave, através de trocas dos pássaros entre os criadores e troca de informação com criadores de diversas regiões do Brasil e através da realização de encontros e torneios de canto de pássaros em níveis regionais, estaduais e nacionais. No Brasil o pássaro Oryzoborus maximiliani maximiliani conhecido popularmente como Bicudo, teve seu habitat natural tomado por plantações, dentre outros fatores que poderiam ter o levado à extinção. Atualmente essa espécie só se encontra em cativeiro, o qual tem sido considerado não mais como pássaro silvestre, mas como pássaro doméstico. A isso soma-se também iniciativas de grupos de criadores de pássaros como projetos de reintrodução dessa espécie em seu habitat natural. Assim a criação legalizada de pássaros contribui de diferentes formas na preservação das espécies de aves da fauna brasileira valorizando, protegendo e se atualizando constantemente para uma efetiva ação contra danos às espécies. Palavras-chave: Aves silvestres, preservação ambiental, criação de aves. ______________________________ (1) Graduando do Curso de Ciências Biológicas do Instituto Superior de Educação Ibituruna - ISEIB, Montes Claros, MG, Brasil. guiguiggb@hotmail.com 17
  29. 29. EFEITO DO ESTRESSE HÍDRICO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE IPÊ PRETO (Zeyhera tuberculosa) E PAU FORMIGUEIRO (Triplaris brasiliana) Mateus Felipe Quintino SARMENTO(1); Tiago Reis DUTRA(2), Hugo Henrique Cardoso SALIS(1); Rafaela Letícia Ramires CARDOSO(1); Alice Soares BRITO(1) & Tiago Barbosa SANTOS(1) O pau formiga (Triplaris brasiliensis) e o ipê preto (Zeyheria tuberculosa) são espécies presentes em regiões de grande déficit hídrico, sendo muito utilizadas em programas de recuperação de áreas degradas e paisagismo. Todo esse potencial deve-se ao fato dessas plantas apresentarem um crescimento acelerado, porém não há estudos sobre o efeito do estresse hídrico e sua influência na germinação das sementes dessas espécies. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do estresse hídrico na germinação de sementes de Triplaris brasiliana (pau formiga) e Zeyhera tuberculosa (ipê preto). O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, no esquema fatorial de 5x2, sendo estudado o efeito de cinco níveis de estresse hídrico com o uso do polietilenoglicol (PEG 6000) nos potenciais osmóticos 0,0; -0,3; -0,6; -1,2; -1,8 MPa, condicionando as sementes das espécies estudadas (pau formiga e ipê preto) em quatro repetições. As unidades experimentais foram compostas por 20 sementes. As mesmas foram semeadas em papel Germitex. Aos 28 dias após semeadura foram avaliados os seguintes parâmetros: Índice de velocidade de germinação (IVG); tempo médio de germinação (TMG); percentagem de germinação (G) aos 7, 14, e 28 dias após a semeadura. O ipê preto não apresentou estatisticamente dados representativos, uma vez que apenas 0,89% das sementes germinaram. Já o pau formiga respondeu negativamente ao efeito do estresse hídrico, afetando o crescimento do eixo embrionário e consequentemente a germinação. A variável IVG apresentou para o pau formigueiro o menor índice (5,54) na dose de -1,8 MPa, resultando em um maior TMG (13,95 dias). Os melhores valores de IVG (24,20%) e G (50,89%) foram encontrados na dose 0,0 MPa. O condicionamento osmótico que proporcionou os melhores resultados nas sementes de pau formigueiro e ipê preto foi o 0,0 MPa, demonstrando que essas espécies não toleram o déficit hídrico na etapa de germinação. Palavras-chave: PEG 6000, Sementes florestais e Teste de Germinação. ______________________________ (1) Graduando do Curso de Engenharia Florestal do Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Norte de Minas Gerais - IFNMG, Salinas, MG, Brasil. mateusengflorestal@hotmail.com. (2) Professor do Curso de Engenharia Florestal do Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Norte de Minas Gerais - IFNMG, Salinas, MG, Brasil. 18
  30. 30. EFEITO DO ESTRESSE SALINO NA GERMINAÇÃO CANAFÍSTULA (Peltophorum dubium (SPRENG) TAUB) DE SEMENTES DE Jéssica Costa de OLIVEIRA(1), Tiago Reis DUTRA(2), Bárbara Mendes OLIVEIRA(1), Marcos Aurélio Alves de OLIVEIRA(1) & Carlos Henrique Soares SILVA(1) Pertencente à família das Fabáceas, a canafístula é considerada uma ótima espécie para a composição de reflorestamento misto em áreas degradadas de preservação permanente e muito empregada no paisagismo como planta ornamental. Quando as suas sementes são expostas a condições de estresse salino o seu metabolismo é alterado, podendo retardar o processo germinativo e o estabelecimento da plântula. Diante do exposto, o objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito do estresse salino na germinação de sementes de canafístula. Adotou-se delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições, sendo estudado o efeito de seis níveis de potenciais osmóticos (0,0; -0,3; -0,6; -0,9; -1,2 e 1,8 MPa) obtidos com a utilização do cloreto de sódio (NaCl) sob a germinação das sementes de canafístula. Cada unidade experimental foi constituída por 20 sementes. Foram avaliados os seguintes parâmetros: Índice de velocidade de germinação; tempo médio de germinação; percentagem de germinação aos 7, 14, e 28 dias após a semeadura. Para o índice de velocidade de germinação e porcentagem de germinação aos 7, 14 e 28 dias, observou-se uma redução significativa em seus valores com a elevação dos níveis de potencial osmótico, sendo que os percentuais superiores (41,16 e 76,25% respectivamente) foram para as sementes submetidas ao nível 0,0 MPa. O menor índice de velocidade de germinação (3,8), nas sementes submetidas ao maior nível de potencial osmótico (-1,8 MPa), resultou em maior tempo médio de germinação (16 dias). Com isso conclui-se que em alta concentração salina, o processo de germinação das sementes de canafístula é prejudicado, uma vez que reduz o potencial osmótico, retendo a água na solução salina e dificultando a absorção pelos tecidos da semente. Palavras-chave: Sementes florestais, potencial osmótico e solução salina. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Engenharia Florestal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais, Salinas, MG, Brasil. jessicataiocosta2010@hotmail.com. (2) Professor do Curso de Engenharia Florestal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais, Salinas, MG, Brasil. 19
  31. 31. ESTRUTURAS FOLIARES DE Aristolochia esperanzae (ARISTOLOCHIACEAE) RELACIONADAS COM A PROSPECÇÃO DE SUBSTÂNCIAS COM POTENCIAL MEDICINAL Flávia de Matos SILVA(1), Anna Luiza Nunes CARREIRO(1), Darlê Martins B. RAMOS(2) & Guilherme Araújo LACERDA(3) A planta Aristolochia esperanzae O. Kuntze, conhecida popularmente como Papo-de-peru pertence à família Aristolochiaceae, sendo encontrada nas bordas de matas do cerrado. A espécie é conhecidapelos nomes vulgares: Papo-de-peru, angelicó, aristolóquia, caçaú, calunga, capa-homem, cassau, cassiu, chaleira-de-judeu, cipó-mata-cobra, cipó-mil-homens, contra-erva, erva-de-urubu, ervabicha, giboinha, guaco, jarrinha, mata-porco, milhomem, papo-de-galo, patinho, urubu-caá, bastarda. É mencionada devido a suas propriedades medicinais como antisséptica, sedativa, na inapetência, dispepsia, clorose, orquite, febres, nas picadas de cobras, diurética, emenagoga, além de ser útil na hipertensão arterial e anti-reumática. Esse trabalho teve como objetivo identificar características da anatomia foliar do Papo-de-peru a fim de subsidiar futuros trabalhos com sua prospecção medicinal a partir deste órgão. O espécime de Papo-de-peru foi coletado na região da comunidade rural de Vargem Grande da cidade de Brasília de Minas, MG. Foram realizados cortes a mão livre no Laboratório de Botânica da Faculdade de Saúde Ibituruna – FASI utilizando folhas frescas do material botânico evitando-se aquelas doentes ou atacadas por insetos. No corte paradérmico da face abaxial da folha notamos estômatos do tipo anomocíticos ou ranunculáceo (ausência de células subsidiárias) utilizando a coloração com Fucsina básica. No corte transversal foi perceptível notar a abundância de glândulas produtoras de óleo essencial presentes em ambas faces (adaxial e abaxial) como também nos tricomas glandulares, identificados com a utilização do mesmo corante. Deste modo, relacionamos estas características da anatomia foliar do Papo-de-peru nativo do Norte de Minas Gerais à produção de óleos essências a partir desta espécie para sua bioprospecção. Palavras-chave: glândulas produtoras de óleo, óleo essencial, estômatos. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. flaviamatos20@yahoo.com.br (2) Co-orientadora e Professora do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. (3) Orientador e Professor do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. 20
  32. 32. ESTRUTURAS FOLIARES DE Aristolochia melastoma (ARISTOLOCHIACEAE) RELACIONADAS COM A PROSPECÇÃO DE SUBSTÂNCIAS COM POTENCIAL MEDICINAL Guilherme de Souza VELOSO(1), Danielly Cardoso RAMOS(1), Ana Paula Gomes de ALMEIDA(1), Darlê Martins B. RAMOS(1) & Guilherme Araújo LACERDA(3) Aristolochia compreende um gênero de plantas perenes, volúveis, que geralmente crescem rentes ao solo. A planta Aristolochia melastoma Manso (Capitãozinho) é uma planta medicinal presente no Domínio dos Cerrados norte mineiros, indicado como antifebril, anti-séptico, sedativo e emenagoga. As partes utilizadas no preparo do medicamento são raízes e folhas. Esse trabalho teve como objetivo identificar características da anatomia foliar do Capitãozinho a fim de subsidiar futuros trabalhos com sua prospecção medicinal a partir deste órgão. O espécime de Capitaozinho foi coletado na região da comunidade rural de Pau de Fruta no município de Jequitaí, MG. Foram realizados cortes a mão livre no Laboratório de Botânica da Faculdade de Saúde Ibituruna – FASI utilizando folhas frescas do material botânico evitando-se aquelas doentes ou atacadas por insetos. No corte paradérmico da folha notamos os tricomas glandulares utilizando a coloração com Sudan IV (C24H20N4O) ou sudão IV. Este é um corante azóico lisocrômico (corante solúvel em gorduras). No corte transversal foi perceptível a abundância de glândulas produtoras de óleo essencial presentes em ambas as faces (adaxial e abaxial) como também nos tricomas glandulares, identificados com a utilização do mesmo corante. Notamos ainda a ocorrência de um óleo bifásico dentro das glândulas e tricomas indicando provavelmente uma mistura de ácidos graxos com diferentes densidades. Este fato pôde caracterizar a riqueza de compostos deste óleo. Deste modo, relacionamos estas características da anatomia foliar do Capitãozinho nativo do Norte de Minas Gerais à produção de óleos essências a partir desta espécie para sua bioprospecção. Palavras-chave: glândulas produtoras de óleo, óleo essencial, Capitãozinho. ______________________________ (1) Graduandos do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. guiuveloso@hotmail.com (2) Co-orientadora e Professora do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. (3) Orientador e Professor do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. 21
  33. 33. ESTRUTURAS FOLIARES DE Vernonia polysphaera (ASTERACEAE) RELACIONADAS COM A PROSPECÇÃO DE SUBSTÂNCIAS COM POTENCIAL MEDICINAL Marcielly Lima de MORAIS(1), Thácilla Caroline Cordeiro CARACAS(1), Darlê Martins B. RAMOS(2) & Guilherme Araújo LACERDA(3) O Assa-peixe (Vernonia polysphaera) é uma planta do gênero Vernonia, família Asteraceae, nativa do Brasil, nasce em beira de estradas, esgotos e terrenos baldios. Rica em sais minerais, diurética, esta planta também tem ação balsâmica e expectorante. A folha do assa-peixe ajuda a combater as afecções da pele, bronquite, cálculos renais, dores musculares, gripes, pneumonia, retenção de líquidos e até tosse. Esse trabalho teve como objetivo identificar características da anatomia foliar do Assa-peixe a fim de subsidiar futuros trabalhos com sua prospecção medicinal a partir deste órgão. O espécime de Assa-peixe foi coletado na região da comunidade rural de Moradeiras da cidade de Januária, MG. Foram realizados cortes a mão livre no Laboratório de Botânica da Faculdade de Saúde Ibituruna – FASI utilizando folhas frescas do material botânico evitando-se aquelas doentes ou atacadas por insetos. Foram testados diferentes corantes como lugol (afinidade por carboidratos), fucsina (afinidade por peptídeoglicanos) e sudan IV (afinidade por lipídeos). No corte paradérmico da face abaxial da folha notamos estômatos do tipo anomocíticos ou ranunculáceo (ausência de células subsidiárias) utilizando a coloração com lugol. No corte transversal foi perceptível notar a abundância de glândulas produtoras de essências presentes em ambas faces (adaxial e abaxial) como também nos tricomas glandulares, identificados com a utilização da fucsina. Com este mesmo corante tricomas tectores multiseriados foram observados em abundância em ambas as faces. O sudan IV não se demonstrou um bom corante pois evidenciou o conteúdo denso nas estruturas. Já o lugol e a fucsina demonstraram conteúdos monofásicos de coloração amarelada e rósea, respectivamente. Deste modo, relacionamos estas características da anatomia foliar do Assa-peixe nativo do Norte de Minas Gerais à produção de extratos essências a partir desta espécie para sua bioprospecção. Palavras-chave: glândulas produtoras de óleo, essências, estômatos. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. marciellyjanu@hotmail.com. (2) Co-orientadora e Professora do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas - FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. (3) Orientador e Professor do Curso de Farmácia das Faculdades Integradas do Norte de Minas FUNORTE, Montes Claros, MG, Brasil. 22
  34. 34. GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E AMBIENTAL DO ATERRO DA CIDADE DE MONTES CLAROS- MG. DIAGNÓSTICO Betânia Guedes de SOUZA(1)&Anamaria de Souza CARDOSO(2) Denominam-se Resíduos sólidos urbanos (RSU) qualquer material considerado inútil e sem valor pelo seu produtor. O gerenciamento dos resíduos sólidos é essencial para garantir maior qualidade de vida e proteção ao ambiente. Dessa forma, todo o processo de manejo, acondicionamento e disposição final dos resíduos sólidos em aterros deve atender de forma satisfatória aos parâmetros sanitários adequados. Este trabalho objetivou investigar o processo de gerenciamento dos resíduos sólidos da cidade de Montes Claros-MG. O presente estudo teve como abordagem a pesquisa qualitativa com caráter descritivo. Foram pesquisadas as duas empresas chamadas de A e B responsáveis pelo gerenciamento, disposição final dos resíduos sólidos e operação do “aterro” da cidade de Montes Claros-MG, o instrumento de coleta de dados utilizado foi uma entrevista semiestruturada. Os dados permitiram constatar que quanto ao gerenciamento e à disposição final dos RSU, a atuação das empresas responsáveis possui falhas importantes. Em relação ao gerenciamento, os resíduos são apenas recolhidos, acondicionados no caminhão e sem nenhuma separação são misturados e encaminhados para o “aterro”. Quanto à disposição final executada no “aterro”, os resíduos são lançados no solo, compactados e aterrados, sem impermeabilização do mesmo, controle de gases e coleta seletiva, ocorrendo à contaminação do solo, das águas subterrâneas e geração de gases poluentes na atmosfera. Para as empresas entrevistadas o “aterro” de Montes Claros-MG é considerado um aterro controlado (melhorado), porém de acordo com um estudo realizado pela FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente), em 2011, o espaço para disposição final de RSU do município foi classificado como Lixão, pois não atende aos critérios exigidos para um aterro. Foi possível concluir que a problemática dos RSU, bem como da disposição final dos mesmos é causada tanto pela ação antrópica quanto pela ausência de gerenciamento correto pelas empresas responsáveis. Palavras-chave: Resíduos sólidos. Gerenciamento.Aterro. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Ciências Biológicas-Licenciatura do Sistema de Educação Superior do Norte de Minas– Faculdades ISEIB, Montes Claros, MG, Brasil. betaniaguedes@hotmail.com. (2) Professora do Curso de Ciências Biológicas-Licenciaturado Sistema de Educação Superior do Norte de Minas– Faculdades ISEIB, Montes Claros, MG, Brasil. 23
  35. 35. IMPORTÂNCIA SOCIOECONÔMICA DE Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. (MACAÚBA) PARA A ASSOCIAÇÃO DE PEQUENOS PRODUTORES RURAIS RIACHO DANTAS E ADJACÊNCIA, MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MINAS GERAIS Wéverton Rodrigues MARTINS(1) Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart., é uma espécie que possui vários nomes populares, dentre eles macaúba, bocaiúva e macaibeira, pertencente a família das Arecaceae. A espécie possui um considerável valor socioeconômico, visto que tem sido utilizada como matéria prima para diversos produtos. O estudo objetivou avaliar a importância socioeconômica de Acrocomia aculeata para a Associação de Pequenos Produtores Rurais Riacho Dantas e Adjacência, bem como conhecer os métodos de coleta utilizados pelos coletores e funcionários ligados à associação e identificar os produtos confeccionados na fábrica, além de verificar se há preocupação com a sustentabilidade para a preservação da palmeira por parte dos coletores. Foi realizada uma pesquisa de campo de caráter qualiquantitativo para compreender como funcionam as etapas da cadeia de produção deste a coleta até o produto final. Para obter os dados foram aplicados dois roteiros de entrevista semiestruturada, sendo um aplicado a dez coletores sobre o manejo, quantidade e destino dos frutos coletados, as formas e a consciência de preservação da espécie; e outro ao diretor da fábrica sobre a associação, o fruto, o processamento, o destino e a comercialização dos produtos. Os resultados apresentam-se como o esperado. Os frutos são coletados de forma manual e em sua maioria é destinado à fábrica, onde são transformados em diversos produtos como sabão, sabonete, óleo comestível, ração animal, óleo para produção do biodiesel e carvão. Estes itens são comercializados na região valorizando os recursos naturais do cerrado de forma sustentável, aliado a geração de emprego e renda. Mediante a análise dos resultados, conclui-se que a macaúba possui uma importância socioeconômica muito grande para a associação, uma vez que, por meio das propriedades dos frutos emprego e renda são gerados para a população, além de servir como estímulo para a preservação da espécie e do habitat que a mesma está inserida. Palavras-chave: Acrocomia aculeata, importância socioeconômica, sustentabilidade. ______________________________ (1) Graduando do Curso de Ciências Biológicas do Instituto Superior de Educação Ibituruna - ISEIB, Montes Claros, MG, Brasil. wevertonrodriguesmartins19@gmail.com. 24
  36. 36. INTERVENÇÕES AGROECOLÓGICAS EM ESCOLAS RURAIS Alice Soares BRITO(1) & Vinícius Orlandi Barbosa LIMA(2) A agroecologia constitui-se de um campo que visa contribuir para formação e manejo de ecossistemas sustentáveis. No entanto, a introdução de práticas agroecológicas ainda se depara com limitações, tanto no ambiente urbano quanto no rural. Diante da necessidade de conscientização e incorporação de atitudes sustentáveis no dia-a-dia das pessoas, foram realizadas capacitações com alunos de quatro escolas da zona rural do município de Salinas/MG, com o objetivo de disseminar conceitos e técnicas em agroecologia. As capacitações envolveram práticas, com foco principalmente em quintais agroecológicos, onde os participantes construíram canteiros de hortaliças em formato de mandala, seguindo os princípios da diversificação cultural e colocando em prática a teoria abordada. A conscientização sobre as práticas agroecológicas e a troca de experiências com a comunidade escolar proporcionou o sucesso das ações. O objetivo principal do projeto foi alcançado através da divulgação dos conceitos atuais sobre agroecologia e sustentabilidade, onde a participação do público foi marcada por questionamentos e relatos de casos que enriqueceram o conteúdo abordado. As mandalas que ficaram expostas nas escolas constituem um modelo de produção que irá ser visualizado por outros estudantes, professores, funcionários e pelos pais dos alunos, servindo como referência e podendo ser difundido nos quintais da comunidade. Além disto, as hortaliças implantadas neste sistema agroecológico podem se tornar opção no cardápio da merenda escolar, proporcionando maior diversidade nutricional, com melhoria na qualidade e variedade dos alimentos. Apesar dos resultados significativos, constatou-se que a presença dos pais dos alunos e de pequenos agricultores poderia ter elevado os efeitos do projeto sobre as comunidades. O trabalho possibilitou aos participantes maior interatividade e responsabilidade com o meio ambiente, estimulando o desenvolvimento socioambiental nas escolas públicas contempladas. Palavras-chave: agroecologia, horta, mandala. ______________________________ Agradecemos ao IFNMG - Campus Salinas pelo suporte à execução do projeto e concessão da bolsa. (1) Graduanda do Curso de Engenharia Florestal do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas, IFNMG, Salinas, MG, Brasil. alice.ifnmg@yahoo.com.br (2) Professor do Curso de Engenharia Florestal do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas, IFNMG, Salinas, MG, Brasil. vinicius.orlandi@ifnmg.edu.br 25
  37. 37. LEVANTAMENTO FLORÍSTICO EM FLORESTA CILIAR COMO SUBSÍDIO A RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÃO DO RIO BANANAL, SALINAS - MG Mariana Caroline Moreira MORELLI(1), Maria Clara Oliveira DURÃES(2) & Hugo Henrique Cardoso SALIS(3) Estudos ecológicos em florestas ciliares são fundamentais para orientar medidas de preservação e conservação dos poucos remanescentes florestais ainda existentes. Esse tipo de formação vegetal são ecossistemas de relevante importância para a manutenção dos recursos hídricos, representando áreas de preservação de toda a biodiversidade local. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo determinar a composição florística de um fragmento, importante como subsídio à seleção de espécies para serem utilizadas na recomposição da floresta ciliar do Rio Bananal em Salinas – MG. Para o estudo do perfil florístico do rio Bananal, foi selecionado um fragmento de floresta ciliar, que apresentou melhor estado de conservação. Realizou-se o levantamento florístico, utilizando o método do Caminhamento; método expedito para levantamentos florísticos qualitativos. Foram anotadas e identificadas todas as espécies, pertencentes a indivíduos arbóreos com DAP ≥10cm ocorrentes no fragmento. A identificação das espécies em campo se verificou através da consulta a especialistas e à bibliografia especializada. A seqüência das famílias segue o Sistema de Classificação do APG II. Foi amostrado um total de 102 indivíduos, pertencentes a 29 espécies e 19 famílias. As famílias que apresentaram maior número de indivíduos foram: Fabaceae (35), Anacardiaceae (21) e Moraceae (10). Essas três famílias correspondem a 64,7% dos indivíduos amostrados, enquanto que as outras 26 famílias dividem os 35, 3% restantes. Fabaceae contribuiu com 9 espécies, seguida por Anacardiaceae com 2 espécies e Moraceae com uma espécie. As espécies mais abundantes no fragmento foram a Myracrodruon urundeuva Allemão (17) e Inga sessilis (Vellozo) Martius (18). O fragmento apresenta características da floresta estacional decidual, devido à influência desta fitofisionomia na formação e heterogeneidade florística do ecossistema. Fazem-se necessários estudos posteriores sobre a dinâmica e comportamento da floresta. Palavras–chave: biodiversidade, florística, mata seca. ______________________________ Agradecemos ao IFNMG, pelo apoio financeiro na forma de bolsa de Iniciação Científica. (1) Acadêmica do 7º período do curso de Engenharia Florestal – IFNMG/Salinas. Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/IFNMG.e-mail: marianaifnmg@yahoo.com.br (2) Professora do IFNMG/Salinas, M.Sc. Ciências Agrárias/UFMG.e-mail: clara.duraes@ifnmg.edu.br (3) Acadêmico do 7º período do curso de Engenharia Florestal–IFNMG/Salinas. e-mail: hugo_henrique001@hotmail.com 26
  38. 38. METODOLOGIAS UTILIZADAS NO ENSINO DE MICROBIOLOGIA: O QUE EXISTE E O QUE SE PROPÕE PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA1 Bruna Mendes OLIVEIRA(2), Cássio de Souza RAMOS(3) & Fernando Barreto RODRIGUES(4) A microbiologia é um tema pouco abordado de forma adequada no Ensino Médio, principalmente pelo fato de envolver formas microscópicas, visíveis apenas com o auxílio de microscópio. Isso tem tornado a abordagem microbiológica defasada e de pouco significado, à medida que os conteúdos estão sendo trabalhados de forma muito teórica e com poucas práticas. Este trabalho tem como objetivo conhecer e analisar as metodologias utilizadas no ensino de microbiologia e o nível de aprendizado dos alunos a partir dessas práticas educativas. A pesquisa deu-se em duas escolas públicas do município de Salinas – MG. Procedeu-se coleta de dados em três turmas de ensino médio de cada escola e investigação com seus respectivos professores de biologia acerca de suas metodologias de ensino. Foram investigadas, por meio de questionário estruturado aplicado aos professores de Biologia dessas escolas e consulta aos planejamentos de cada um, quais as metodologias utilizadas por eles no ensino de microbiologia. E ainda, como os alunos reagem ao ensino desse conteúdo, através do levantamento das notas obtidas por estes no bimestre em que o conteúdo foi ministrado. Estas foram obtidas através de consulta aos registros escolares nas secretarias das respectivas escolas. Verificou-se que as metodologias utilizadas baseiam-se, sobretudo em aulas expositivas e no uso do livro didático em ambas as escolas. Essas possuem poucos recursos laboratoriais, e estes não são utilizados. Em relação ao aproveitamento escolar dos alunos verificou-se que as turmas do ensino matutino apresentaram média maior do que a do ensino noturno. Diante do encontrado, sugere-se a necessidade de incluir métodos alternativos para o ensino de microbiologia que privilegiem a aprendizagem significativa. No ensino noturno, isso se torna ainda mais preocupante, visto que o aluno atendido neste turno, normalmente é um aluno trabalhador, que já chega à escola com desgaste físico e mental advindos de uma jornada de trabalho diurna. Palavras-chave: ensino de biologia, práticas educativas, ensino-aprendizagem. ______________________________ (1) Este trabalho foi financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. (2) Acadêmica do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas e bolsista do PIBID/CAPES/IFNMG (subprojeto Biologia), Salinas, MG, Brasil. E-mail: bruninha_eafsal@hotmail.com (3) Acadêmico do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas, Salinas, MG, Brasil. (4) Orientador. Licenciatura em Ciências Biológicas. M.Sc. em Produção Vegetal no Semiárido. Professor de Biologia do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas. Coordenador do subprojeto Biologia do PIBID/CAPES/IFNMG, Salinas, MG, Brasil. 27
  39. 39. NOTIFICAÇÕES DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA NO MUNICIPIO E ZONA RURAL DE JANUARIA/MG Janaina Baldez GOMES(1), Lucélia Sandra S. Barbosa BRAGA(1) & Maria Rosilene Alves DAMASCENO(2) As leishmanioses são antropozoonoses consideradas importante problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde é estimado que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco de contagio. A leishmaniose tegumentar americana (LTA) acomete humanos, animais silvestres e domésticos se manifestando de diferentes formas clínicas. Este estudo tem como objetivo a sistematização, comparação e divulgação de dados fornecidos pela Gerência Regional de Saúde do município e zona rural de Januária sobre esta parasitose. Consideramos oportuno ressaltar que a cidade possui um centro avançado de pesquisa e tratamento em leishmanioses. Os dados foram tabulados e analisados quantitativamente. De acordo com as informações, o primeiro trimestre de 2011 apresentou o mais elevado índice de notificações da leishmaniose tegumentar americana, sendo 26 casos confirmados. O terceiro trimestre de 2011 manifestou a menor incidência de diagnósticos, reduzindo para 10 registros de LTA. O primeiro semestre de 2012 comparado ao respectivo de 2011 apresenta redução de 76% no número de casos notificados. No entanto, o segundo semestre de 2012 equiparado ao segundo semestre de 2011 apresenta moderado índice de crescimento, aproximadamente 31% das notificações. Hipotetizamos o maior número de casos confirmados desta protozoonose no primeiro semestre de cada ano devido ao ciclo de vida do Lutzomyia spp. O período chuvoso nesta região, normalmente a partir de novembro, contribui para elevação da população do mosquito vetor no primeiro semestre do ano seguinte. A partir deste trabalho observamos um comportamento endêmico característico sendo oportuno enfatizar sobre o controle desta doença através de medidas profiláticas. Sugerimos ações educativas e de disseminação de informações à população referente a todo o ciclo da doença com o intuito de evitála ou ainda contribuindo para diagnósticos precoces. A diagnose prévia contribui para tratamentos exitosos quando estes se fizerem necessários. Palavras-chave: Leishmaniose, Notificações, Doença. ______________________________ (1) Acadêmicas Ciências Biológicas do Instituto Federal Norte de Minas Gerais – IFNMG – Campus Januária. Rua Olíbrio Lima, nº 665, São Vicente, Januária/MG 39480-000. janaina_baldez@hormail.com (2) Docente do Instituto Federal Norte de Minas Gerais – IFNMG – Campus Januária. 28
  40. 40. O AUXÍLIO DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL NA ELABORAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE CONTROLE E COMBATE A EROSÃO DO SOLO Thamyres Sabrina GONÇALVES(1) Existem diversos agentes causadores da erosão como existem também vários tipos de erosão. Diante do contexto atual de extrema necessidade de conservação da qualidade produtiva dos solos brasileiros, são necessárias medidas de ação preventiva e também de controle de processos erosivos. Como os agentes causadores são vários, cada área tem uma propensão diferente de ser afetada pela erosão e mesmo as áreas já impactadas necessitam de estratégias distintas de solução desse problema devido as particularidades de cada ambiente. Desse modo, antes de colocar em prática um projeto, seja ele público ou privado de recuperação de área erodida, é preciso ter conhecimento a respeito do local onde o mesmo será implementado, fazer um levantamento do que cada área possui de ambiente natural: atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera, e ambiente social: infraestrutura material constituída pelo homem e sistemas sociais criados. Nesse sentido o Estudo de Impacto Ambiental direciona á um conjunto de informações necessárias na elaboração de estratégias de manejo adequado para a prevenção e contenção dos processos erosivos. Sabendo-se que são vários os tipos de erosão foi feita uma relação de alguns destes, os de maior ocorrência, com base no Dicionário Geológico- Geomorfológico e análise de como em cada um destes o estudo de impacto ambiental pode contribuir na elaboração de planos de contenção e prevenção do processo erosivo, tendo como auxílio na análise o estudo da resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente n.º 001/86, de 23/01/1986. Verificou-se que o estudo de impacto ambiental pode ser aplicável a maioria dos projetos de recuperação de áreas erodidas mesmo quando não existe obrigatoriedade legal do Relatório de Impacto Ambiental trazendo resultados satisfatórios no que se refere à conservação dos solos e da biodiversidade, além de assegurar a sustentabilidade e manutenção da produtividade da área em relação à atividade a ser desenvolvida no local. Palavras-chave: erosão dos solos, recuperação de áreas degradadas, aplicação da legislação ambiental. ______________________________ (1) Graduanda do curso de Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, Montes Claros, MG, Brasil. sabrinathamy@yahoo.com.br 29
  41. 41. O USO DE RECURSOS EM APRENDIZAGEM DE BIOLOGIA MULTIMÍDIA NO PROCESSO DE ENSINO- Raquel Soares Lopes RIBEIRO(1), Lucélia Sandra S. Barbosa BRAGA(1) & Maria Rosilene Alves DAMASCENO(2) Tradicionalmente o processo de ensino baseia-se em instrução verbal. Contudo, considerando a ampla condição de acesso às inovações tecnológicas torna-se oportuna a reflexão acerca das metodologias educacionais a partir do uso de recursos em multimídia. Segundo Mayer (2005, apud Rocha et al 2008, p. 3) “(...) estudantes aprendem melhor com palavras e imagens do que com palavras apenas (...)”. Uma justificativa para a utilização de recursos multimídia no ensino de Biologia baseia-se na chamada teoria do código duplo, segundo a qual existem pelo menos dois canais especializados no processamento da informação, o canal verbal e o não verbal. (PAIVIO, 1986; CLARK e PAIVIO, 1991). Este trabalho objetivou diagnosticar a partir da percepção crítica dos discentes sobre o uso de recursos em multimídia nas aulas de Biologia. Foram aplicados questionários a 100 (cem) estudantes do Ensino Médio de escolas públicas em Januária. Após a coleta, os dados foram analisados quantitativamente. De acordo com 55% dos estudantes, o uso de recursos em multimídia é utilizado esporadicamente. Outros 40% não consideram como satisfatória a frequência da utilização deste aporte metodológico. Apenas 5% julgam como suficiente o uso dos recursos multimídia pelos docentes. A maioria, aproximadamente 69% concorda sobre a utilização dos recursos tecnológicos como facilitadores do aprendizado. Em torno de 24% considera que “as vezes” tais meios podem otimizar a sistematização do conhecimento. Outros 7% responderam negativamente ao recurso referido como metodologia positiva de ensino. Por meio deste estudo percebemos que embora os discentes considerem pouco frequente a utilização de recursos em multimídia nas aulas, a adesão a tais facilitadores é considerada pelos mesmos como instrumento colaborador no processo de aprendizagem. Assim, sugerimos aos docentes que reorientem seus métodos de ensino, considerando a utilização das novas tecnologias com o intuito de otimizarem o aprendizado dos estudantes. Palavras-chave: Recursos Multimídia, Aprendizado, Biologia. ______________________________ Atribuímos créditos pelo apoio financeiro da CAPES-Brasil: “O presente trabalho foi realizado com o apoio da CAPES, entidade do Governo Brasileiro voltada para a formação de recursos humanos”. (1) Acadêmicas Ciências Biológicas Instituto Federal Norte de Minas Gerais – IFNMG/Campus Januária. Rua Treze de Maio, 850, Apto 103. Centro, Januária/MG. raquelsoares3812@gmail.com. (2) Docente do curso de Ciências Biológicas do Instituto Federal Norte de Minas Gerais – IFNMG/Campus Januária. 30
  42. 42. PERCEPÇÃO DA IMPOTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL, POR ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ZONA RURAL DE MONTES CLAROS Iara Veloso RODRIGUES(1), Aline Silva ALVES(1) & Dalton Rocha PEREIRA(2) O atual modelo de desenvolvimento econômico leva ao uso exacerbado dos recursos naturais, como se os mesmos fossem inesgotáveis. Portanto, faz-se necessário a conscientização da população, sendo a educação ambiental um dos principais instrumentos para isso. A educação ambiental deve ser permanente na comunidade educativa, com a necessidade do conhecimento do meio pelos educandos, para que tomem consciência de sua realidade ambiental, do tipo de relações que eles estabelecem com a natureza e entre eles, dos problemas derivados dessas relações, promovendo comportamentos transformadores. O presente estudo teve como objetivo avaliar a percepção dos estudantes do ensino fundamental de uma escola pública da zona rural de Montes Claros, quanto a importância da educação ambiental como alternativa para solução de problemas ambientais. O estudo foi realizado em outubro de 2012, a instituição selecionada para ser estudada foi a Escola Municipal Exupério Gonçalves, localizada na comunidade rural de Pedra Preta, Montes Claros Minas Gerais. Foram aplicados 36 questionários (14 no 6º ano, 15 no 7º ano e 7 no 8º do ensino fundamental), todos os estudantes do 6º ao 8º ano responderam os questionários individualmente. 13,89% dos estudantes acreditam muito na educação ambiental como alternativa para solução de problemas ambientais e 52,78% acreditam pouco, já 33,33% dos estudantes não acreditam que a educação ambiental seja uma alternativa para solucionar problemas ambientais. Esse resultado é preocupante e demonstra a ineficiência do modelo de educação ambiental aplicado, que não consegue ser multidisciplinar, perceptivo e transformador. A educação ambiental deve fazer parte do projeto da escola, atuando de forma permanente, interativa e participativa, em todos os conteúdos, levando os educandos a uma percepção do papel modificador da educação ambiental na comunidade onde a escola está inserida para incutir uma consciência crítica sobre a problemática ambiental da mesma. Palavras-chave: Educação ambiental, Estudantes, Zona rural. ______________________________ (1) Graduanda do Curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Montes Claros, MG, Brasil. iaraveloso@ymail.com (2) Professor do curso de Agronomia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Montes Claros, MG, Brasil. 31
  43. 43. RELATO DA INVASÃO DO CARACOL GIGANTE AFRICANO Achatina fulica (BOWDICH, 1822) DENTRO DO PERÍMETRO URBANO DE UNAÍ – MG Túlio Teruo YOSHINAGA(1), Bruna de OLIVEIRA(1), Caroline de Melo SILVEIRA(1), Jéssica Maiara dos SANTOS(1), Paulo Guilherme RAIMUNDO(1) & Angelita Aparecida FERREIRA(2) Achatina fulica é uma espécie de molusco tropical, gastrópode (grupo dos moluscos o qual fazem parte os caramujos e as lesmas) pulmonados pertencentes à ordem Stylommatophora e à família Achatinoidea, conhecido popularmente como caramujo ou caracol africano. A introdução documentada da espécie no Brasil se deu no ano de 1988, visando substituir ou competir com a Helicicultura (criação e exploração de caracóis), mas sua produção foi um fracasso, consequentemente os criadouros foram abandonados. Nas áreas onde foi introduzido, se tornou um sério problema ambiental e econômico, devido à competição alimentar e espaço com a fauna nativa e ainda à destruição de cultivos agrícolas, além de ser também um sério problema de saúde pública, o caramujo é um vetor de doenças. O presente trabalho objetivou estudar à presença significante dessa espécie no perímetro urbano de Unaí/MG. Estudos ecológicos e morfológicos do caracol foram realizados. A metodologia utilizada para realização do trabalho foi: observação, coletas locais e análise morfológica em laboratório. Das análises realizadas, observou-se que é uma espécie de rápida reprodução, visto que, a região possui condições favoráveis a sua sobrevivência como: disponibilidade de alimento, clima quente e boa pluviosidade. Como se trata de uma espécie introduzida provoca grande desequilíbrio ecológico, pois há uma competição de recursos com as espécies nativas, e certamente possui vantagem por não apresentar predadores naturais. Seu controle deve ser incentivado para evitar prejuízos à economia, ao meio ambiente e a saúde pública. Palavras-chave: Caracol Africano, molusco, invasão. ______________________________ (1) Graduando do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros. tulioteruoyoshinaga@hotmail.com (2) Professora do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Montes Claros.angelitaferreira@hotmail.com 32

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