Glaucia Tardin
 A palavra infância significa ausência de fala.
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A criança é vista ao longo da história como:
 um ser sem direitos
 adulto em miniatura, “tabula rasa”
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 Indígenas e negras:
total desrespeito por sua cultura, separação dos pais/familiares e
escravidão.
 Sofreram todos os t...
 Até 1830 nenhuma lei ou decreto que regulasse a vida dos
habitantes no Brasil fizeram menção à criança ou ao adolescente...
“[...] nossos pais [...] são os nossos primeiros mestres,
mas nem sempre são os melhores mestres”.
Léo Buscaglia
Tipos clá...
 Características principais: imaturidade, egoísmo e sentimento de
onipotência.
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“[...] pratica a violência quem tortura, agride verbal ou fisicamente
outra pessoa, quem imobiliza ou manipula o corpo do ...
“A violência não é necessariamente condenação à morte,
mas [...] a negação de valores considerados universais:
a liberdade...
Está presente na vida das crianças de todas as condições sociais
em qualquer parte do globo, sendo cometida por uma série ...
Formas de violência contra a criança ou o adolescente:
 Violência Doméstica ou Intrafamiliar
 Violência Extrafamiliar
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Definições:
 Violência praticada no contexto familiar por algum membro da
família, ainda que sem laços de consangüinidade...
Características:
 fenômeno universal
 freqüência contínua
 atinge todas as classes sociais, econômicas e culturais, gru...
A denúncia ou notificação da suspeita ou da violência confirmada
contra a criança e o adolescente é obrigatória por lei, p...
Dados do SINAN - Sistema de Informação de Agravos de
Notificação – 2011
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divulgados em 19 de novembro de 2014 – apontam, a mãe como
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 Violência física:
Uso da força física de forma intencional, não-acidental, com o
objetivo de ferir, danificar ou destrui...
 Violência sexual:
Todo ato ou jogo sexual, relação heterossexual ou homossexual
cujo agressor está em estágio de desenvo...
 Violência psicológica:
Toda forma de: rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito,
cobrança ou punição exageradas ...
 Negligência:
Caracteriza-se por atos ou atitudes de omissão, praticados de forma
crônica, no tocante à higiene, nutrição...
 Síndrome de Munchausen por procuração:
Definida como a situação na qual a criança é trazida para cuidados
médicos devido...
 Cultos ritualísticos:
Praticados sob a forma de rituais de sacrifício ou feitiçaria,
submetendo a criança a maus-tratos,...
A intensidade dos efeitos depende de vários fatores:
 desenvolvimento psicológico e capacidade intelectual da criança;
 ...
 Termo de origem grega que significa “ferida”.
 Medicina: conseqüência de uma violência externa.
 Freud transpôs o conc...
 Dano emocional que ocorre como resultado de algum
acontecimento – experiência de dor e sofrimento emocional ou
físico.
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 Ocorre em circunstâncias de adversidade crônica ou esmagadora
(pobreza extrema, violência familiar, etc.) SEM o suporte
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 Outras conseqüências:
agressividade, irritabilidade, explosões emocionais, ansiedade,
medo, terror, pânico, isolamento,
...
 São medicamentos energéticos desenvolvidos pelo Dr. Edward
Bach, médico, bacteriologista, imunologista e homeopata inglê...
 Sistema terapêutico composto de 38 essências extraídas de flores –
com exceção de Rock Water, elaborada com água de font...
Bach (1992) considerava as flores
divinamente enriquecidas com propriedades curativas como manifestação
da misericórdia do...
 Fruto de um trabalho de total dedicação e uso de sua apurada
sensibilidade e intuição somadas ao seu profundo conhecimen...
 Alicerçado em uma filosofia com princípios holísticos, onde o ser
humano é considerado em sua dimensão física e espiritu...
 Naturais
 Sem contra-indicação e efeito colateral
 Não criam dependência química
 Podem ser administrados juntamente ...
 Para o medo:
Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum, Aspen, Red Chestnut
 Para a incerteza:
Cerato, Scleranthus, Gentian, Gors...
 Para as pessoas demasiado suscetíveis a influências e
opiniões:
Agrimony, Centaury, Walnut, Holly
 Para o desânimo ou p...
 Bach acreditava ser o homem possuidor de uma Alma, seu eu real,
que dirige sua vida da maneira como Ela deseja e, tanto ...
“[...] [a doença] é o resultado, no corpo físico, da resistência da
personalidade à orientação da alma. É quando nos torna...
 Orgulho, crueldade, ódio, egoísmo, ignorância, instabilidade e
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“[...] a prevenção e a cura acontecem quando localizamos o erro dentro
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curado apenas pelo amor; a crueldade pode ser evitada atra...
“O verdadeiro homem enfermo é anterior ao corpo enfermo”.
(KENT citado por MORENO, 2011)
 As doenças se manifestam no cor...
 As flores de Bach possuem um determinado comprimento de onda
de energia que está em harmonia com certa qualidade da alma...
Figura 1 – Potencialização da virtude através do uso de florais de Bach
(Fonte: ALVES, 2015, p.32)
a – virtude
b – floral
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De modo bem simplificado, poderíamos dizer que:
 Cada flor possui uma frequência energética, vibracional. Esta
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 “[...] ocorre um processo de auto-harmonização pela ampliação da
consciência” (FILHO, 2008).
 Restabelecimento do conta...
Figura 2 – Exemplo da ação do Floral de Bach Larch
(Fonte: SHEFFER,1981, p. 22)
 Objetivo:
Comprovar a eficácia dos Remédios Florais de Bach no tratamento
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 Método:
 Foram selecionados para análise os casos atendidos no Ambulatório
de Florais do Instituto Avalon, no período d...
 Com exceção de um caso de agressão física, a violência persistiu
por meses ou anos seguidos, não sendo um episódio isola...
 Selecionou-se para controle, os desequilíbrios que foram unânimes
em todos os relatos: baixa auto-estima, insegurança, a...
 Cada paciente recebeu os florais apropriados para tomá-lo de 4 em
4 horas por um período de 1 mês, retornando para nova ...
 A fórmula utilizada foi composta de:
- Larch: para a baixa auto-estima e insegurança
- Agrimony: para ansiedade
- Mimulu...
 Resultados:
 4 pessoas não retornaram após a primeira sessão por motivos
desconhecidos.
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 Destes 5 casos, 4 apresentaram resultados progressivos e
satisfatórios ao final dos 3 meses:
 Maior vitalidade e entusi...
 Em 1 dos casos, o progresso ocorreu de forma mais lenta, com
suaves conquistas (despontar de pensamentos de perdão e
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 Discussão:
 Na quase totalidade dos casos, não havia a percepção consciente
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 Outros desequilíbrios fizeram-se presentes em todos os casos,
indicando a necessidade de serem igualmente tratados.
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 A maioria das pessoas que prosseguiram com o tratamento
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 O estudo sugere que a terapia em casos de trauma seja
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Mediante a utilização dos Remédios Florais do Dr. Edward Bach, é
POSSÍVEL a liberação de padrões indesejáveis como medo, c...
“Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e
os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade...
 ALBERTON, Mariza Silveira. Violação da infância: crimes abomináveis – humilham, machucam, torturam e matam! Rio
Grande d...
 RIBEIRO, Marisa Marques; ROSSO, Ademir José; MARTINS, Rosilda Baron. Violência doméstica: a realidade velada.
Revista Br...
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Florais de Bach no tratamento de adultos vitimas de violencia domestica na infancia

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Exposição de algumas considerações sobre a infância e a situação da criança em seu contexto histórico, violência doméstica - definições, formas e consequências -, informações sobre os Florais de Bach e estudo dirigido avaliando a eficácia dos florais no tratamento de adultos vítimas deste tipo de violência no período infantil.

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Florais de Bach no tratamento de adultos vitimas de violencia domestica na infancia

  1. 1. Glaucia Tardin
  2. 2.  A palavra infância significa ausência de fala. (in = prefixo que indica negação e fante = particípio presente do verbo latino fari, que significa falar, dizer). (LAJOLO, 2003) Na Antiguidade:  considerada como uma fase sem importância, incômoda.  altos índices de mortalidade.  pais tinham o poder de optar pela vida dos filhos.  castigos físicos vistos como práticas educativas (ARIÈS, 1981).
  3. 3. A criança é vista ao longo da história como:  um ser sem direitos  adulto em miniatura, “tabula rasa”  instrumento de diversão para os adultos  dispensável de maiores cuidados  indiferente à sexualidade (ARIÈS, 1981; BADINTER, 1985).
  4. 4.  Indígenas e negras: total desrespeito por sua cultura, separação dos pais/familiares e escravidão.  Sofreram todos os tipos de violência: física, psicológica, sexual, abandono e negligência.  Sinônimo de força de trabalho. (DEL PRIORE, 1991; ALBERTON, 2005)
  5. 5.  Até 1830 nenhuma lei ou decreto que regulasse a vida dos habitantes no Brasil fizeram menção à criança ou ao adolescente que aqui vivesse.  A primeira citação a respeito da criança brasileira aconteceria somente com a Constituição de 1988! (ALBERTON, 2005)  A sociedade brasileira é dominada pela pedagogia (e cultura) da violência, onde “criança que não obedece ao adulto, não apenas pode, mas deve ser espancada” (SAFFIOTTI, 2004 citado por GUERRA, 2001).
  6. 6. “[...] nossos pais [...] são os nossos primeiros mestres, mas nem sempre são os melhores mestres”. Léo Buscaglia Tipos clássicos de pais que comprometem o futuro dos filhos: agressivos, alcoólicos, alienados, angustiados, chantagistas,competidores, desconfiados, depressivos, dominadores, fracos, frios, frustrados, egoístas, imaturos, inseguros, perfeccionistas, possessivos e super protetores. (CALLIGARIS,1973)
  7. 7.  Características principais: imaturidade, egoísmo e sentimento de onipotência.  Utilizam o poder que, neste caso, deveria “ser entendido como capacidade de cuidar e desenvolver, para inibir, degradar ou destruir” (RIBEIRO et al., 2004).  “[...] Não apenas estão incapacitados de suprir as carências dos seus filhos, como também esperam e exigem, em muitos casos, que os filhos atendam às suas necessidades” (FORWARD, 1990).
  8. 8. “[...] pratica a violência quem tortura, agride verbal ou fisicamente outra pessoa, quem imobiliza ou manipula o corpo do outro, quem impede a ação voluntária de uma pessoa, quem mata” (GOMES, 2004 citado por GUERRA, 2001).
  9. 9. “A violência não é necessariamente condenação à morte, mas [...] a negação de valores considerados universais: a liberdade, a igualdade, a vida. [...] Tem por referência a vida, porém, a vida reduzida, esquadrinhada, alienada; não a vida em toda sua plenitude. [...] É uma permanente ameaça [...] pela constante alusão à morte, ao fim, à supressão, à anulação”. (ADORNO citado por GUERRA, 2001)
  10. 10. Está presente na vida das crianças de todas as condições sociais em qualquer parte do globo, sendo cometida por uma série de autores: membros da família, professores, vizinhos, desconhecidos e até mesmo outras crianças, mostrando claramente que um número elevadíssimo de crianças não recebe proteção adequada (UNICEF, 2014).
  11. 11. Formas de violência contra a criança ou o adolescente:  Violência Doméstica ou Intrafamiliar  Violência Extrafamiliar  Auto-agressão  Violência entre iguais (bullying)
  12. 12. Definições:  Violência praticada no contexto familiar por algum membro da família, ainda que sem laços de consangüinidade e podendo, apesar do nome, ser cometida dentro ou fora do ambiente doméstico.  Todo ato ou omissão praticado por pais, parentes ou responsáveis.  Uma transgressão do poder/dever de proteção do adulto, convertendo a diferença de idade, adulto-criança, numa desigualdade de poder (GUERRA, 2001).
  13. 13. Características:  fenômeno universal  freqüência contínua  atinge todas as classes sociais, econômicas e culturais, grupos étnicos ou religiosos  de amplo alcance, envolvendo várias gerações  de difícil revelação
  14. 14. A denúncia ou notificação da suspeita ou da violência confirmada contra a criança e o adolescente é obrigatória por lei, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e Código Penal Brasileiro e, DEVERIA desencadear uma série de medidas de proteção, desde a orientação e o acompanhamento familiar até a intervenção judicial com afastamento do agressor ou da família quando necessário.
  15. 15. Dados do SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação – 2011  os pais (englobando pai, mãe, padrasto e madrasta) são os principais responsáveis pelas violências notificadas.  em todas as faixas etárias as violências acontecem, de forma preponderante, na residência das vítimas.  em todas as faixas etárias prepondera o atendimento por violências do sexo feminino.  a violência sexual mais freqüente foi o estupro (WAISELFISZ, 2012).
  16. 16.  Dados do SISNOV – Sistema de Notificação de Violências – divulgados em 19 de novembro de 2014 – apontam, a mãe como principal agressora.  Disque 100 – mais de 130.000 casos de violação dos direitos de crianças e adolescentes em 2012, tendo a negligência, seguida de violência psicológica, física e sexual como as mais recorrentes.
  17. 17.  Violência física: Uso da força física de forma intencional, não-acidental, com o objetivo de ferir, danificar ou destruir a criança, deixando ou não marcas evidentes.
  18. 18.  Violência sexual: Todo ato ou jogo sexual, relação heterossexual ou homossexual cujo agressor está em estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado. Podem variar desde atos em que não exista contato sexual (carícias, exposição à situações sexualizadas, voyerismo, exibicionismo) aos diferentes tipos de atos com contato sexual com ou sem penetração. Engloba ainda a situação de exploração sexual visando a lucros como prostituição e pornografia.
  19. 19.  Violência psicológica: Toda forma de: rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobrança ou punição exageradas e utilização da criança para atender às necessidades psíquicas dos adultos. Envolve também: clima de violência entre os pais, uso da criança como objeto de descarga emocional; terrorismo (clima ameaçador, hostil e imprevisível; punições extremas ou sinistras).
  20. 20.  Negligência: Caracteriza-se por atos ou atitudes de omissão, praticados de forma crônica, no tocante à higiene, nutrição, saúde, educação, proteção e afeto, apresentando-se em vários aspectos e níveis de gravidade, sendo o abandono seu grau máximo.
  21. 21.  Síndrome de Munchausen por procuração: Definida como a situação na qual a criança é trazida para cuidados médicos devido a sintomas e/ou sinais inventados ou provocados pelos seus responsáveis.
  22. 22.  Cultos ritualísticos: Praticados sob a forma de rituais de sacrifício ou feitiçaria, submetendo a criança a maus-tratos, frequentemente cruéis e perversos, podendo englobar a violência física, psicológica e sexual. (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2001)
  23. 23. A intensidade dos efeitos depende de vários fatores:  desenvolvimento psicológico e capacidade intelectual da criança;  vínculo afetivo entre o agressor e a vítima;  representação do abuso para a criança e a duração dele;  natureza da agressão e  medidas em curso para a prevenção de agressões futuras. (GARBIN et al., 2012)
  24. 24.  Termo de origem grega que significa “ferida”.  Medicina: conseqüência de uma violência externa.  Freud transpôs o conceito de trauma para o plano psíquico, significando um choque violento capaz de romper a barreira protetora do ego, podendo acarretar perturbações duradouras sobre a organização psíquica do indivíduo (ZAVASCHI et al., 2002).
  25. 25.  Dano emocional que ocorre como resultado de algum acontecimento – experiência de dor e sofrimento emocional ou físico.  É sentido como definidor da vida de quem o sofreu, limitando-a.  “[...] Ocorre, ao que parece, um instante em que nada existe, uma completa ruptura do ser, onde a sobrevivência está garantida, mas o psiquismo permanece não integrado” (TARANTELLI, 2003 citado por DOIN, 2005).
  26. 26.  Ocorre em circunstâncias de adversidade crônica ou esmagadora (pobreza extrema, violência familiar, etc.) SEM o suporte providenciado por relações de carinho, consistentes e solidárias.  Nestas situações, o sistema de estresse é estimulado repetidamente, não sendo desligado após o término do momento de emergência, nunca deixando de reagir (sobrecarga). Os órgãos não conseguem relaxar e se recuperar, gerando um estado de tensão crônico que torna muitos tecidos vulneráveis a danos (TUPPY, 2010).
  27. 27.  Outras conseqüências: agressividade, irritabilidade, explosões emocionais, ansiedade, medo, terror, pânico, isolamento, baixa auto-estima, insegurança, desânimo, culpa, vergonha, raiva, angústia, sentimento de desamparo, tristeza, carência e dependência afetiva, comportamento suicida, conduta marginal, abuso de substâncias químicas, transtornos alimentares, sexuais e de aprendizado, anestesia emocional, etc. A lista é imensa...
  28. 28.  São medicamentos energéticos desenvolvidos pelo Dr. Edward Bach, médico, bacteriologista, imunologista e homeopata inglês nascido no ano de 1886.
  29. 29.  Sistema terapêutico composto de 38 essências extraídas de flores – com exceção de Rock Water, elaborada com água de fonte – além de uma fórmula indicada para casos emergenciais denominada de Rescue Remedy.  Flores: - escolhidas segundo sua assinatura - não venenosas - escala evolutiva superior à humanidade em geral - poder de elevar as vibrações - limpar a mente e o corpo promovendo a cura
  30. 30. Bach (1992) considerava as flores divinamente enriquecidas com propriedades curativas como manifestação da misericórdia do Criador, dispondo-as nos campos para alívio do sofrimento humano.
  31. 31.  Fruto de um trabalho de total dedicação e uso de sua apurada sensibilidade e intuição somadas ao seu profundo conhecimento.  Apoiado nos ensinamentos fundamentais de Paracelso e Hahnemann, os quais preconizavam o doente como foco e não a doença e o tratamento da personalidade como um todo (BACH, 1992).
  32. 32.  Alicerçado em uma filosofia com princípios holísticos, onde o ser humano é considerado em sua dimensão física e espiritual e a saúde é vista sob um novo prisma, englobando o “entendimento de nosso ser e as leis do Criador em relação a nós” (BACH, 1992).  Tratamento complementar, não substituindo o tratamento médico.  Baseado na simplicidade.
  33. 33.  Naturais  Sem contra-indicação e efeito colateral  Não criam dependência química  Podem ser administrados juntamente com remédios homeopáticos, alopáticos e fitoterápicos.  Podem ser utilizados por todas as pessoas, além de animais e plantas.  Considerados instrumentos de cura com uso reconhecido em mais de 50 países e aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1976.
  34. 34.  Para o medo: Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum, Aspen, Red Chestnut  Para a incerteza: Cerato, Scleranthus, Gentian, Gorse, Hornbeam, Wild Oat  Para a falta de interesse pelas circunstâncias atuais: Clematis, Honeysuckle, Wild Rose, Olive, White Chestnut, Mustard, Chestnut Bud  Para a solidão: Water Violet, Impatiens, Heather
  35. 35.  Para as pessoas demasiado suscetíveis a influências e opiniões: Agrimony, Centaury, Walnut, Holly  Para o desânimo ou para o desespero: Larch, Pine, Elm, Sweet Chestnut, Star of Bethlehem, Willow, Oak, Crab Apple  Para a preocupação excessiva com o bem-estar dos outros: Chicory, Vervain, Vine, Beech, Rock Water
  36. 36.  Bach acreditava ser o homem possuidor de uma Alma, seu eu real, que dirige sua vida da maneira como Ela deseja e, tanto quanto este a consente.  Considerava o corpo físico um veículo necessário para o contato com o mundo, com a finalidade de adquirir experiência e conhecimento.
  37. 37. “[...] [a doença] é o resultado, no corpo físico, da resistência da personalidade à orientação da alma. É quando nos tornamos surdos àquela ‘voz interior’ e esquecemos a Divindade dentro de nós; quando tentamos impor nossa vontade aos outros ou permitimos que suas sugestões, pensamentos e comandos nos influenciem”. (BACH, 1992)
  38. 38.  Orgulho, crueldade, ódio, egoísmo, ignorância, instabilidade e ambição são “as doenças reais e básicas do homem, a origem de todos os seus sofrimentos e aflições”.  A causa das doenças não são os agentes externos, e sim o estado mental do indivíduo.  “[...] a verdadeira cura pode ser obtida não através do errado repelindo o errado, mas pelo certo substituindo o errado [...]” (BACH, 1992).
  39. 39. “[...] a prevenção e a cura acontecem quando localizamos o erro dentro de nós mesmos, e suprimimos esse defeito por meio do cuidadoso aprimoramento da virtude que o destruirá; não combatendo diretamente o erro, mas desenvolvendo tanto essas virtudes opostas que ele chegue a ser varrido de nossa naturezas”. (BACH, 2006)
  40. 40. “[...] o ódio pode ser dominado por um ódio maior, mas pode ser curado apenas pelo amor; a crueldade pode ser evitada através de uma crueldade maior, mas só será eliminada quando a simpatia e a piedade forem desenvolvidas; um medo pode ser esquecido na presença de um medo maior, mas a cura real de todos os medos é a coragem perfeita”. (BACH, 1992)
  41. 41. “O verdadeiro homem enfermo é anterior ao corpo enfermo”. (KENT citado por MORENO, 2011)  As doenças se manifestam no corpo físico depois que perturbações energéticas ocorrem nos corpos sutis.  “[...] Para que possamos alterar terapeuticamente os nossos corpos sutis, temos de administrar doses terapêuticas de energia igualmente sutis, que vibram em freqüências que estão além do plano físico...”. (GERBER, 2007)
  42. 42.  As flores de Bach possuem um determinado comprimento de onda de energia que está em harmonia com certa qualidade da alma da pessoa. Alma esta que contém em estado latente todas as 38 qualidades da alma das Flores de Bach.  As vibrações energéticas do remédio encontram ressonância nas virtudes presentes na alma, fazendo com que elas despertem e se desenvolvam a ponto de suplantar o seu oposto.  Ocorre a potencialização da virtude (ALVES, 2015).
  43. 43. Figura 1 – Potencialização da virtude através do uso de florais de Bach (Fonte: ALVES, 2015, p.32) a – virtude b – floral c – virtude ampliada (a + b)
  44. 44. De modo bem simplificado, poderíamos dizer que:  Cada flor possui uma frequência energética, vibracional. Esta vibração é transferida para a água (veículo universal de armazenamento de informações) no momento de seu preparo e absorvida pelo ser que dela fizer uso promovendo o seu reequilíbrio mental e emocional mediante o despertar e a ampliação das virtudes presentes em seu interior que estavam adormecidas, não desenvolvidas ou em desequilíbrio.
  45. 45.  “[...] ocorre um processo de auto-harmonização pela ampliação da consciência” (FILHO, 2008).  Restabelecimento do contato e da harmonia entre a Alma e a Personalidade onde este se interrompeu - bloqueios (SCHEFFER, 1981).  “A alma é de novo capaz de comunicar suas intenções à Personalidade. [...] Ou, como disse Bach: O ser humano volta a ser ele mesmo num ponto em que o deixara de ser”. (idem)
  46. 46. Figura 2 – Exemplo da ação do Floral de Bach Larch (Fonte: SHEFFER,1981, p. 22)
  47. 47.  Objetivo: Comprovar a eficácia dos Remédios Florais de Bach no tratamento de certas consequências emocionais e comportamentais presentes em adultos vítimas de violência doméstica na infância.
  48. 48.  Método:  Foram selecionados para análise os casos atendidos no Ambulatório de Florais do Instituto Avalon, no período de 2013 e 2014, que se enquadravam, mediante relato do paciente, como casos de violência doméstica na infância.  Totalizaram 9 casos, sendo 7 do sexo feminino e 2 do sexo masculino, com idades entre 19 e 70 anos.
  49. 49.  Com exceção de um caso de agressão física, a violência persistiu por meses ou anos seguidos, não sendo um episódio isolado.  Outros tratamentos: 4 casos (psicológico, psiquiátrico e/ou neurológico)  Outros tratamentos holísticos: 1 (homeopatia e acupuntura)  Sem tratamento: 4  Uso anterior de Florais: nenhum
  50. 50.  Selecionou-se para controle, os desequilíbrios que foram unânimes em todos os relatos: baixa auto-estima, insegurança, ansiedade, medos diversos (incluindo terror e pânico), carência, impaciência e raiva (expressa ou não).  O floral Star-of-Bethlehem foi acrescentado em função da condição traumática apresentada nos quadros em questão, sendo indicado para choques físico, mental ou emocional e traumas (recentes ou antigos), além de perdas e abandonos do passado.
  51. 51.  Cada paciente recebeu os florais apropriados para tomá-lo de 4 em 4 horas por um período de 1 mês, retornando para nova sessão neste mesmo intervalo, sendo 3 meses o tempo total do estudo.  A avaliação dos resultados foi feita através de entrevista individual a cada sessão realizada.
  52. 52.  A fórmula utilizada foi composta de: - Larch: para a baixa auto-estima e insegurança - Agrimony: para ansiedade - Mimulus: para medos específicos¹ - Heather: para sentimento de carência² - Impatiens: para impaciência, irritabilidade - Holly: para raiva - Star-of-Bethlehem: para traumas ¹ Em casos de terror e/ou pânico substituiu-se Mimulus por Rock Rose. ² Quando a carência estava acompanhada de chantagem emocional, possessividade e controle, a essência escolhida fora Chicory.
  53. 53.  Resultados:  4 pessoas não retornaram após a primeira sessão por motivos desconhecidos.  5 prosseguiram com o tratamento, relatando na sessão seguinte (1 mês depois): bem-estar geral, tranqüilidade e autocontrole, embora seus problemas ainda permanecessem.
  54. 54.  Destes 5 casos, 4 apresentaram resultados progressivos e satisfatórios ao final dos 3 meses:  Maior vitalidade e entusiasmo  Melhora na aparência física  Diminuição do medo, da ansiedade e da timidez  Diminuição da sensação de vazio e carência emocional  Retorno às atividades  Coragem para arriscar-se a novos desafios  Desejo de sair da situação estagnada em que se encontravam  Elaboração de novos projetos e planos para suas vidas  Maior facilidade de convivência e sociabilidade
  55. 55.  Em 1 dos casos, o progresso ocorreu de forma mais lenta, com suaves conquistas (despontar de pensamentos de perdão e necessidade de deixar o passado para trás), mal percebidas pela pessoa em questão, mergulhada em profunda tristeza, melancolia, saudosismo, vitimização, culpa, pânico, descrença, mágoa e desejo de vingança.
  56. 56.  Discussão:  Na quase totalidade dos casos, não havia a percepção consciente da correlação entre os maus-tratos que sofreram na infância aos efeitos que carregavam até hoje.  Parecia haver uma lacuna – deixada pelo trauma – que trazia a sensação de desconexão com sua própria história e com o tempo, impedindo a interligação natural e saudável entre as diversas fases da vida.
  57. 57.  Outros desequilíbrios fizeram-se presentes em todos os casos, indicando a necessidade de serem igualmente tratados.  Os remédios florais de Bach conseguiram, em um curto espaço de tempo, iniciar o processo de recuperação destas pessoas, aumentando a percepção dos fatos e entendimento de sua história. Elas começaram a enxergar novas possibilidades.
  58. 58.  A maioria das pessoas que prosseguiram com o tratamento possuíam comprometimento: interesse no autoconhecimento e vontade sincera de melhorar, optando por enfrentar suas dificuldades interiores.  As crenças, a resistência e a vitimização foram um dos maiores entraves ao tratamento, requerendo um tempo maior para que houvesse a quebra de padrões cristalizados e a obtenção de resultados concretos.
  59. 59.  O estudo sugere que a terapia em casos de trauma seja razoavelmente longa, devido aos conteúdos reprimidos que possam vir à tona a cada sessão, sendo impossível estimar a duração do tratamento ou a partir de quantos meses resultados efetivos surgirão.  São casos que necessitam de perseverança, paciência e compreensão de ambas as partes – terapeuta e cliente – e, em alguns casos, tratamentos coadjuvantes, se possível dentro do pensamento holístico, com a finalidade de ampliar a qualidade de vida destas pessoas.
  60. 60. Mediante a utilização dos Remédios Florais do Dr. Edward Bach, é POSSÍVEL a liberação de padrões indesejáveis como medo, culpa, ressentimento, insegurança, dentre outros, através do desenvolvimento de suas virtudes opostas conferindo, aos adultos que foram vítimas deste tipo de violência, um estado de saúde, equilíbrio e maior qualidade de vida, com a transformação de um caminho sem muitas perspectivas, em oportunidade de autoconhecimento, realizações, crescimento e reconquista de seu direito de sonhar e de ser feliz.
  61. 61. “Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade”. Miguel Torga (1907 – 1995, poeta e escritor português)
  62. 62.  ALBERTON, Mariza Silveira. Violação da infância: crimes abomináveis – humilham, machucam, torturam e matam! Rio Grande do Sul: AGE, 2005.  ALVES, Serg Rios. Programa de Expertise em Terapia Floral de Bach Nível III, p.32, 2015. (Apostila)  ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1981.  BACH, Edward. Os Remédios Florais do Dr. Bach. Incluindo: Cura-te a ti mesmo: uma explicação sobre a causa real e a cura das doenças e Os doze remédios e outros remédios. Tradução Alípio C. F. Neto, 19. ed. São Paulo: Pensamento, 2006.  ______. In: VENÂNCIO, Dina (Org.). A Terapia Floral: escritos selecionados de Edward Bach. Sua filosofia, pesquisas, remédios, vida e obra. 2 ed. SP: Ground, 1992.  BADINTER, Elisabeth. Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.  BUSCAGLIA, Leo F. Vivendo, amando, aprendendo. 22. ed. Rio de Janeiro: Nova Era, 1998.  CALLIGARIS, Rodolfo. A vida em família. Noções de psicologia e de pedagogia familiais à luz do espiritismo. São Paulo: IDE, 1973.  DEL PRIORE, Mary. História da criança no Brasil. São Paulo: Contexto, 1991.  DOIN, Carlos. O ego busca seu trauma: paradoxos da traumatofilia. In: 44° Congresso Internacional de Psicanálise da IPA, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: <http://www.febrapsi.org.br>. Acesso em: 16 abr. 2014.  FILHO, Henrique V. Florais de Bach: uma visão mitológica, etimológica e arquetípica. São Paulo: Pensamento, 1994.  FORWARD, Susan; BUCK, Craig. Pais Tóxicos. 2. ed. Rio de Janeiro: ROCCO, 2001.  GARBIN, Cléa Adas Saliba et al . A violência familiar sofrida na infância: uma investigação com adolescentes. Psicol. Rev., Belo Horizonte, v. 18, n. 1, abr. 2012. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S167711682012000100009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 10 jun. 2014.  GERBER, Richard. Medicina Vibracional: uma medicina para o futuro. 12. ed. São Paulo: Cultrix, 2012.  GUERRA, Viviane Nogueira de Azevedo. Violência de pais contra filhos: a tragédia revisitada. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2001.  LAJOLO, Marisa. Infância de papel e tinta. In: FREITAS, Marcos Cezar de. História social da infância no Brasil. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2003.  MORENO, José Alberto. Medicina Energética: o confronto com a medicina oficial. 6. ed. São Paulo: Editora Hipocrática Hahnemanniana, 2011.
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  64. 64. Glaucia Tardin Terapeuta Floral TF -129-15/SP E-mail: glaucia.tardin@gmail.com Tel.: (11) 3341-6010

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