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AFONSO RICARDO QUEIROZ RODRIGUES                                   CASSI ELLEN UGA                                 JOSILEN...
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A realização de um sonho depende de dedicação.Há muita gente que espera que o sonho se realizepor mágica, mas toda mágica ...
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ABSTRACTAnalgesics are drugs used to relieve pain, so are a major classes of drugs used inself-medication. Although they a...
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAAS – Ácido Acetil SalicílicoANVISA − Agência Nacional de Vigilância Sanitária.OTCs − Over t...
LISTA DE TABELASTabela 1: Classificação dos analgésicos não-opióides............................................ 16Tabela ...
LISTA DE FIGURASFigura 1: Estrutura química da Dipirona......................................................................
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1: Resultados da faixa etária dos entrevistados.......................................... 31Gráfi...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...........................................................................................................
15INTRODUÇÃO      Um dos motivos mais frequentes de automedicação é a dor, por isso osanalgésicos estão entre o grupo de m...
161. DESENVOLVIMENTO1.1- ANALGÉSICOS       A dor é uma sensação desagradável, somente a pessoa que sente podeavaliar. Por ...
17       Os opióides são drogas de ação mais poderosa e clinicamente mais úteis nadepressão do sistema nervoso central (SN...
181.2.1 – DipironaFigura1: ([(2,3-dihdro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato)ou Dipirona...
19fosfolipase (FLA2), difere também dos anti-inflamatórios não-esteróides (AINES) quebloqueiam as ciclooxigenages (COX 1-2...
20hipersensibilidade, estão expostos as possíveis reações anafilactóides a Dipirona.Durante o primeiro trimestre de gravid...
21Mecanismo de ação:       Após a administração oral, o Paracetamol sofre metabolização hepática,sendo conjugado com ácido...
22Posologia:      Adultos: 500 a 1000 mg por vez, sem ultrapassar os 4 g ao dia.Crianças: 30 mg/kg/dia.Reações adversas:  ...
231.2.3 - Dorflex - (Citrato de orfenadrina/ Dipirona sódica/ Cafeína anidra)1.2.3.1 - Citrato de orfenadrinaFigura 3: (N,...
24preparados de sinaptosomas estriatais do SNC. Após sua administração oralapresenta um efeito metabólico de primeiro pass...
25Interações:         O uso concomitante de álcool gera um aumento da biotransformação hepáticado fármaco, com o que sua a...
26Propriedades:      A Cafeína estimula todos os níveis do SNC, embora seus efeitos corticaissejam mais leves e de menor d...
27       Comprimidos: 100 a 200 mg; repetir a dose conforme a necessidade, porem,não antes de 3 a 4 horas. Dose máxima par...
282. OBJETIVO2.1 – OBJETIVOS GERAIS      Com bases populacionais na cidade de Aparecida do Taboado – MS opresente trabalho...
293. MÉTODO      O presente trabalho teve como método a aplicação de uma pesquisaexploratória, ou seja, entrevista a parti...
304. RESULTADOS E DISCUSSÃO       Os gráficos a seguir representam as 11 questões utilizadas nos 200questionários respondi...
31Gráfico 2: Sexo dos entrevistados.                                        Sexo                                          ...
32Gráfico 4: Analgésicos mais utilizados.                       Analgésicos mais utilizados                               ...
33Gráfico 6: Principais causas do uso de analgésicos.                                   Causas do uso                     ...
34Gráfico 8: Entrevistados que obtiveram o analgésico com prescrição.                               Foi com prescrição    ...
35Gráfico 10: Entrevistados que sentiram reação ou mal estar.                      Sentiu mal estar ou reação:            ...
365. CONSIDERAÇÕES FINAIS      De acordo com os dados coletados na pesquisa, é possível observar que ouso de analgésicos é...
37medicamentos, como a ocorrência de reações adversas, devido à falta deconhecimento das pessoas sobre os medicamentos.   ...
38REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABIMIP – Associação Brasileira da Indústria de Medicamento Isentos de Prescrição.Código de Éti...
39BASTIANI, A. et. al. O uso abusivo de medicamentos. Disciplinarum Scientia.Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 6, ...
40CAVALCANTI, I. L; CANTINHO, F. A. F; ASSAD, A. Medicina Perioperatória. In:VALE, N. Desmistificando o uso da dipirona. R...
41MUSIAL, D. C; DUTRA, J. S; BECKER, T. C. A. A automedicação entre osbrasileiros. Rev. SaBios -Saúde e Biol, Campo Mourão...
42SILVA, P. Farmacologia. In: CARVALHO, W. A. Analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios. 7 ed. Rio de Janeiro: Guana...
43APÊNDICES      APÊNDICE I – QuestionárioEste questionário é de cunho acadêmico, se trata do uso de analgésicos.Todas as ...
44Dor nas costasDor de gargantaOutros. O que? _______________________7- Onde você adquiriu o analgésico?Farmácia públi...
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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS AFONSO RICARDO QUEIROZ RODRIGUES CASSI ELLEN UGA JOSILENE SILVA JARDIM NATALIA FERREIRA GARCIAESTUDO SOBRE AUTOMEDICAÇÃO NO USO DE ANALGÉSICOS NA CIDADE DE APARECIDA DO TABOADO – MS FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. AFONSO RICARDO QUEIROZ RODRIGUES CASSI ELLEN UGA JOSILENE SILVA JARDIM NATALIA FERREIRA GARCIAESTUDO SOBRE AUTOMEDICAÇÃO NO USO DE ANALGÉSICOS NA CIDADE DE APARECIDA DO TABOADO – MS Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientadora: Prof.ª Esp. Rosana Kagesawa Motta FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. AFONSO RICARDO QUEIROZ RODRIGUES CASSI ELLEN UGA JOSILENE SILVA JARDIM NATALIA FERREIRA GARCIA ESTUDO SOBRE AUTOMEDICAÇÃO NO USO DE ANALGÉSICOS NA CIDADE DE APARECIDA DO TABOADO – MS Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: ___ de novembro de 20___. Banca examinadora Assinatura ConceitoProf.ª. Esp. Rosana Kagesawa MottaOrientadoraProf.ª. Esp. Daiane Fernanda PereiraMastrocola.(Avaliador 1)Prof.ª Ms. Vania Luiza LucattiFerreira Sato.(Avaliadora 2) Prof.ª Esp. Rosana Kagesawa Motta Presidenta da Banca Examinadora
  4. 4. Dedico essa monografia aos meus avós Conceiçãoe Ricardo, sem o auxílio deles, nada teria sidopossível. Como já disse o Poeta Manoel de Barros,“o melhor de mim são Eles.” por sempre estar aomeu lado e me apoiando, nas minhas decisões,sem nunca me deixar sair do chão, me mostrandoo valor das coisas; a meus familiares e amigos,muito obrigados pela força, paciência, carinho eamor. (Afonso Ricardo Queiroz Rodrigues)Dedico primeiramente a Deus, que possibilitou queeu chegasse à reta final na carreira que escolhi. Aminha mãe Cleide, meu pai Maurilio, minha irmãArieli, também dedico a vocês que muito meajudaram tentando tirar do meu caminho osobstáculos que possivelmente me impediriam deconcretizar meus sonhos. E em especial ao meunamorado, Tiago, a ele meu muito obrigado peloapoio, pelo carinho e pela paciência que tevecomigo. Ainda não poderia esquecer os meusamigos, que como brasas que juntas se mantemmais tempo acesas, unidos fortalecemos uns aosoutros para que chegássemos à reta final de nossajornada. Obrigada a todos vocês. (Cassi Ellen Uga)Dedico a minha mãe Lucy e meu pai Carlos Albertoe meu irmão Carlos Cesar e meu namorado Alexpelo grande incentivo e dedicação e amor quemesmo de longe sempre foi minha fonte deinspiração e força, a Deus minha fortaleza paratodas minhas horas de angustia, a todos os
  5. 5. professores que me passarão um pouco de suasabedoria e me ajudarão a alcança meus objetivos. (Josilene Silva Jardim)Dedico este trabalho a todos que me ajudaram eincentivaram a chegar até aqui: Aos meus pais,Janir e Maria Aparecida, que batalharam muitopara que eu pudesse chegar até aqui, obrigadapelo amor e valores que me passaram. A Deus, aluz que ilumina meu caminho. A toda minha famíliae aos amigos que sempre me incentivaram.Rodrigo, obrigada pelo incentivo e por estar sempreao meu lado. (Natália Ferreira Garcia)
  6. 6. AGRADECIMENTOS A Deus por ter dado forças e iluminado nossos caminhos para quepudéssemos concluir este trabalho e vencer mais uma etapa de nossas vidas. Aos nossos pais, por todo amor, dedicação que sempre teve conosco nosauxiliando e não deixando desistirmos dos nossos sonhos, que sempre foram nossasabedoria, nossa razão de continuar. A nossa professora Rosana Kagesawa Motta, que nos orientou pararealização desse trabalho. A todos os professores do curso de Farmácia, pela paciência, dedicação eensinamentos disponibilizados nas aulas, cada um de forma diferente e especialcontribuindo para a conclusão desse trabalho e nossa formação.
  7. 7. A realização de um sonho depende de dedicação.Há muita gente que espera que o sonho se realizepor mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusãonão tira ninguém de onde está. Em verdade a ilusãoé combustível dos perdedores, pois... quem querfazer alguma coisa, encontra um meio.“Quem não quer fazer nada, encontra umadesculpa.” Roberto Shinyashiki
  8. 8. RESUMOOs analgésicos são medicamentos utilizados no alívio da dor, por isso constituemuma das principais classes de medicamentos utilizados na automedicação. Apesarde serem de venda livre e ser considerado seguro, seu uso indiscriminado podecausar danos severos à saúde, como: reações anafiláticas, reações dehipersensibilidade, dependência, intoxicação, atraso no diagnóstico e risco potencialde vida. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o conhecimento e a práticada automedicação no uso de analgésicos pela população de Aparecida do Taboadoatravés da aplicação de um questionário estruturado com amostra de 200participantes, dos quais 98,5% afirmaram fazer uso de analgésicos, sendo que38,5% não tiveram nenhum tipo de orientação. Os analgésicos de escolha foram:Dipirona (26,2%), Paracetamol (19,3%) e Dorflex (21,3%). Levando emconsideração os resultados obtidos é possível observar que as pessoas nãoconhecem os riscos do uso indiscriminado de analgésicos. Cabe ao farmacêuticofornecer as informações sobre estes medicamentos, como suas doses terapêuticas,possíveis interações, e esclarecê-los sobre as reações adversas e efeitos colaterais.Palavras Chaves: Automedicação; Analgésicos, Reações adversas.
  9. 9. ABSTRACTAnalgesics are drugs used to relieve pain, so are a major classes of drugs used inself-medication. Although they are sold over the counter and be considered safe,their indiscriminate use can cause severe damage to health, such as anaphylaxis,hypersensitivity reactions, dependence, intoxication, delayed diagnosis and potentialrisk of life. This study aimed to assess the knowledge and self-medication inanalgesic use by the population of Aparecida do Taboado by applying a structuredquestionnaire with a sample of 200 participants, of which 98.5% said that use ofanalgesics, and 38.5% were given no guidance. The choice of analgesics weredipyrone (26.2%), paracetamol (19.3%) and Dorflex (21.3%). Taking into account theresults, we observe that people do not know the dangers of indiscriminate use ofanalgesics. It is the pharmacist to provide information about these medications, astheir therapeutic dose, possible interactions, and enlighten them on adversereactions and side effects.Keywords: Self-medication, analgesics, adverse reactions.
  10. 10. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAAS – Ácido Acetil SalicílicoANVISA − Agência Nacional de Vigilância Sanitária.OTCs − Over the Counter (de venda livre).TGI – Trato gastrointestinalFLA2 – fosfolipase A2COX 1- 2 – Ciclooxigenase 1 e 2PGs – ProstaglandinaNO – NoradrenalinaK – Potássio5HT1 – 5-hydroxtryptamineIM – IntramuscularIV – IntravenosaSC – subcutâneaP450 – Citocromo P450SNC – Sistema nervoso centralNMDA – N-metil D-AspartatoPDE – fosfodiesteraseAMPc – adenosina 3,5-monofosfato cíclicoPHOS – FosforilasesAINES – Anti-inflamatórios Não Esteróides
  11. 11. LISTA DE TABELASTabela 1: Classificação dos analgésicos não-opióides............................................ 16Tabela 2: Classificação dos analgésicos opióides.................................................... 17
  12. 12. LISTA DE FIGURASFigura 1: Estrutura química da Dipirona...................................................................18Figura 2: Estrutura química do Paracetamol.............................................................20Figura 3: Estrutura química da Orfenadrina..............................................................23Figura 4: Estrutura química da Cafeína....................................................................25
  13. 13. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1: Resultados da faixa etária dos entrevistados.......................................... 31Gráfico 2: Resultados do sexo dos entrevistados.................................................... 32Gráfico 3: Resultados do uso de analgésicos dos entrevistados............................. 32Gráfico 4: Resultados dos analgésicos mais utilizados .......................................... 33Gráfico 5: Resultados da frequência de uso de analgésicos pelo entrevistados.... 33Gráfico 6: Resultados das principais causas do uso de analgésicos...................... 34Gráfico 7: Resultados dos lugares de aquisição...................................................... 34Gráfico 8: Resultados dos entrevistados que obterão analgésicos comprescrição.................................................................................................................. 35Gráfico 9: Resultados dos entrevistados que receberam orientação...................... 35Gráfico 10: Resultados dos entrevistados sobre reações........................................ 36Gráfico 11: Resultados dos entrevistados que param de tomar analgésico apóssentir reação.............................................................................................................. 36
  14. 14. SUMÁRIOINTRODUÇÃO .......................................................................................................... 151. DESENVOLVIMENTO ........................................................................................ 161.1 - ANALGÉSICOS................................................................................................. 161.1.1 - Classificação ................................................................................................ 161.1.1.1- Classificação dos analgésicos não – opióides........................................ 161.1.1.2 - Classificação dos analgésicos opióides. ................................................ 171.2 - ANALGÉSICOS MAIS UTILIZADOS ................................................................. 171.2.1 - Dipirona......................................................................................................... 181.2.2 - Paracetamol .................................................................................................. 201.2.3 - Dorflex - (Citrato de orfenadrina/ Dipirona sódica/ Cafeína anidra) ............... 231.2.3.1 - Citrato de orfenadrina.................................................................................. 231.2.3.2 - Cafeína anidra ............................................................................................. 252. OBJETIVO.......................................................................................................... 282.1 – OBJETIVOS GERAIS ....................................................................................... 282.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................ 283. MÉTODO ............................................................................................................ 294. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................... 305. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 36REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 38APÊNDICES ............................................................................................................. 43
  15. 15. 15INTRODUÇÃO Um dos motivos mais frequentes de automedicação é a dor, por isso osanalgésicos estão entre o grupo de medicamentos OTCs (Over the Counter, ou devenda livre) mais consumidos (SANTOS 2010; TIERLING, 2004; OMS, 2008). Mattede (2004) afirma que Em países como Estados Unidos e Inglaterra a automedicação por analgésico tem causado preocupação para os profissionais da área da saúde [...], pois a dor é um sintoma de que está ocorrendo alguma alteração fisiológica que resultará em uma patologia ou doença. A automedicação por analgésicos pode acarretar efeitos colaterais severospara a saúde, entre eles: reações anafiláticas ou anafilactóides, reações dehipersensibilidade, dependência, intoxicação, náuseas, vômitos, redução damotilidade do trato gastro intestinal (TGI), hemorragias digestivas, liberação dehistamina causando broncoconstrição, cefaléia, atraso no diagnóstico e naterapêutica adequada, além de risco potencial de vida (Bricks, 1998; PIOVESAN etal., 2000; OLIVEIRA, 2010). Em vista do alívio produzido, seu consumo é muito amplo. E esse uso provémmais de automedicação do que de prescrição médica. O sucesso no tratamento da dor requer uma avaliação cuidadosa de suanatureza, entendimento dos diferentes tipos e padrões de dor e conhecimento domelhor tratamento. A boa avaliação inicial da dor irá atuar como uma linha de basepara o julgamento de intervenções subsequentes (BRASIL, 2001). Os analgésicos são medicamentos de uso curto, não devem ser utilizadosfrequentemente. Caso a dor ou os sintomas continuem, é preciso suspender o uso eprocurar um médico. Este trabalho tem por objetivo dispor as características destes medicamentose esclarecer a população quanto aos perigos do seu uso indiscriminado.
  16. 16. 161. DESENVOLVIMENTO1.1- ANALGÉSICOS A dor é uma sensação desagradável, somente a pessoa que sente podeavaliar. Por isso, é difícil fazer uma definição satisfatória quanto ao nível da dor. “Os analgésicos são agentes que aliviam a dor por elevarem seu limiar semperturbar o nível de consciência ou alterar outras modalidades sensoriais”(HANSON, 2000).1.1.1 - Classificação Os analgésicos são classificados como não – opióides e opióides. Os não – opióides são indicados para dores leves ou moderados de naturezategumentar, localização diversificadas associadas ou não a reação inflamatóriaperiférica. Comparativamente a analgésicos opióides, apresentam vantagem deinduzir efeitos adversos menos graves, agudos ou crônicos.1.1.1.1- Classificação dos analgésicos não – opióides.Tabela 1. ANALGÉSICOS NÃO-OPIÓIDESDERIVADO DO ÁCIDO SALICÍLICO:Acido acetilsalicílico, diflunizal, trissalicilato de colina e magnésio, salsalato, ácidosalicilsalicilico, salicilato de sódio, salicilato de metila, flunfenizal, sulfassalazina,olsalazina.DERIVADOS DE PARA-AMINOFENOL:Paracetamol (acetominofeno).DERIVADOS DA PIRAZOLONA:Dipirona (mitamizol), fenilbutazona, apazona, sulfimpirazona.(Fonte: FERREIRA, 2006; CARVALHO, 2006; HANSON, 2000)
  17. 17. 17 Os opióides são drogas de ação mais poderosa e clinicamente mais úteis nadepressão do sistema nervoso central (SNC), são capazes de desencadearfarmacodependência e tolerância e aliviar dores de grande intensidade.1.1.1.2– Classificação dos analgésicos opióides.Tabela 2. ANALGÉSICOS OPIÓIDESMorfina e Agonista Relacionados:Morfina, codeína, tramadol, heroína, hidromorfona, oximorfona, oxicodona,etorfina.Outros Agonistas de Receptores µ:Levorfanol, meperidina (ou petidina) e congêneres (difenoxilato e loperamida),fentanila e congêneres (alfentanila, sufentanila e remifentanila) metadona econgêneres (propoxifeno e levometadodona).Agonistas/antagonistas (agonistas parciais):Nalbufina, nalorfina, butorfanol, pentazocina, buprenorfina, meptazinol,dezocina.Antagonistas:Levalorfona, nalmefeno, naloxona, naltrexona.(Fonte: FERREIRA, 2006) Conforme pesquisa realizada na cidade de Aparecida do Taboado – MS,observa-se que os analgésicos mais utilizados pela população são Dipirona, Dorflexe Paracetamol, que são analgésicos não-opióides.1.2 – ANALGÉSICOS MAIS UTILIZADOS
  18. 18. 181.2.1 – DipironaFigura1: ([(2,3-dihdro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato)ou Dipirona.(Fonte: VALE, 2006) A Dipirona é um derivado pirazolônico. Sua meia vida no organismo é de 7horas e é eliminada por via urinaria na forma de 4-metilaminoantiprina, 4-aminoantipirina e 4-acetilaminoantipirina. Age também como inibidor seletivo daprostaglandina. Ela foi sintetizada por volta de 1883, mas no Brasil passou a sercomercializada somente em 1922. É amplamente utilizado como OTC (Over TheCounter) em diversos países como Brasil, Espanha, Rússia, México, Israel e Índia.Em alguns países como Estados Unidos, Japão e Austrália a Dipirona foi proscritadevido relatos de casos graves de agranulocitose, condição clínica de déficitimunológico potencialmente fatal, onde há falta ou redução de leucócitosgranulócitos (neutrófilos basófilos e eosinófilos). No entanto, estudos comprovamque essa doença é muito rara e pode ser causadas por vários medicamentos,agentes químicos ou pesticidas (HAMERSHCHLAK, 2005; HINZ, 2005; VALE, 2006;BRASIL, 2001). É o principal analgésico da terapêutica brasileira ocupando 31,8% domercado, e 50% da preferência nos hospitais públicos de São Paulo. Apesar daANVISA incluí-lo nos medicamentos de tarja vermelha (venda sob prescriçãomédica), 80% das vendas são sem prescrição (VALE, 2006).Mecanismo de ação: O mecanismo de ação analgésico da Dipirona ainda não está definitivamenteelucidado por ocorrer em nível do sistema nervoso periférico e central. A suaanalgesia e efeito anti-inflamatório difere da ação do corticosteróide que bloqueia a
  19. 19. 19fosfolipase (FLA2), difere também dos anti-inflamatórios não-esteróides (AINES) quebloqueiam as ciclooxigenages (COX 1-2). A analgesia da Dipirona depende de efeitoperiférico (prostaglandina e noradrenalina) e central por seu sinergismo peptidérgico(k), serotoninérgico (5HT1) e antagonismo glutaminérgico (NMDA) (VALE, 2006).Propriedades: É um sulfonato de sódio da amidopirina.Indicações: Algias por afecções reumáticas, cefaléias ou odontalgias. Dores decorrentesde intervenções cirúrgicas, espasmos do aparelho gastrintestinal, das vias biliares,rins e vias urinarias. Estados febris.Posologia: Por via oral, 300 mg a 600 mg ao dia; a dose máxima diária é de 4 g.injetáveis: 0,5 g a 1 g por vias sub cutânea (SC), intra muscular (IM) ou intra venosa(IV).Reações adversas: Por ser um derivado pirazolônico, as reações mais comuns são as dehipersensibilidades, que podem chegar a produzir transtornos hematológicos pormecanismos imunológicos, tais como agranulocitose. Pode manifesta-sesubitamente, com febre, angina e ulcerações bucais; nestes casos a administraçãodo medicamento deve ser imediatamente suspenso e realizado um controlehematológico. A agranulocitose, a leucopenia e a plaquetopenia são poucofrequentes, porém apresenta gravidade o suficiente para serem levadas emconsideração. Outra reação essencial de hipersensibilidade é o choque,manifestando-se com prurido, sudorese fria, obnubilação, náuseas, descoloração dapele e dispnéia. Além disso, podem manifestar-se reações de hipersensibilidadecutânea, nas mucosas oculares e na região nasofaríngea.Precauções: Com a administração dessa droga os pacientes que sofrem de asmabrônquica ou infecções crônicas das vias respiratórias e afetadas por reação de
  20. 20. 20hipersensibilidade, estão expostos as possíveis reações anafilactóides a Dipirona.Durante o primeiro trimestre de gravidez e em suas ultimas semanas, assim comoem lactantes, crianças pequenas e pacientes com distúrbios hematopoiéticos aadministração somente deverá ser realizada sob prescrição médica. Pode produziragranulocitose, eventualmente fatal; por essa razão recomenda-se realizar controlehematológico periódico. Com relação à apresentação injetável é imprescindível terespecial cuidado em pacientes cuja tensão arterial esteja abaixo de 100 mmHg, osque se encontrem em situações de instabilidade circulatória ou que tenhaapresentado alterações prévias do sistema hematopoiético (por exemplo, quando detratamento com citostático).Interações: Pode reduzir a ação da ciclosporina, e os efeitos são potencializados comingestão simultânea de álcool.Contra – indicações: Pacientes com hipersensibilidade aos pirazolônicos e em presença dedeterminadas enfermidades metabólicas (porfiria hepática, deficiência congênita deglicose – 6 – fosfato desidrogenase).(Fonte: P.R. VADE – MÉCUM, 2009).1.2.2 – ParacetamolFigura 2: N-(4-hidroxifenil)acetamida ou Paracetamol(Fonte: Farmacopéia Brasileira IV, 1988)
  21. 21. 21Mecanismo de ação: Após a administração oral, o Paracetamol sofre metabolização hepática,sendo conjugado com ácido glicurônico (cerca de 60%), sulfato (cerca 35%) oucisteína (cerca de 3%), e pequena parte sofre reações de hidroxilação edesacetilação. A metabolização do Paracetamol pode produzir intermediárioaltamente reativos para células hepáticas, processo esses denominados bioativação(PENILDON, 2006) A excreção do Paracetamol ocorre principalmente por via renal, após aadministração de doses terapêuticas, 90 a 100% da droga podem ser recuperadosna urina no primeiro dia, principalmente na forma conjugada com ácido glicurônico eem menor proporção, com o ácido sulfúrico e a cisteína (PENILDON, 2006).Propriedades: A eficácia clínica do Paracetamol como analgésico e antipirético é similar ados anti-inflamatórios não-esteróides ácidos. O fármaco é ineficaz como anti-inflamatório e, geralmente tem efeitos periféricos escassos relacionados com ainibição da cicloxigenase, salvo, talvez a toxicidade ao nível da medula supra-renal.Quanto ao mecanismo de ação, postula-se que: a) o Paracetamol teria maiorafinidade pelas enzimas centrais em comparação com as periféricas; e b) dado quena inflamação há exsudação de plasma, os anti-inflamatórios não-esteróides ácidos(elevada união as proteínas) e exsudarão junto com a albumina e alcançaria, assim,altas concentrações no foco inflamatório, que não seria obtida com o Paracetamolpor sua escassa união a albumina. O Paracetamol é absorvido com rapidez e quasecompletamente no trato gastrintestinal. A concentração plasmática é alcançada nomáximo em 30 a 60 minutos e a meia vida é de aproximadamente 2 horas apósdoses terapêuticas. A união às proteínas plasmáticas é variável. As crianças têmmenor capacidade que os adultos para glicuronizar a droga. Uma pequenaproporção de Paracetamol sofre N-hidroxilação medida pelo citocromo P-450 paraformar um intermediário de alta reatividade, que reage de tal forma com grupossulfidrilos da glutationa.Indicação: Cefaléia, odontalgias e febre.
  22. 22. 22Posologia: Adultos: 500 a 1000 mg por vez, sem ultrapassar os 4 g ao dia.Crianças: 30 mg/kg/dia.Reações adversas: O Paracetamol geralmente é bem tolerado. Não foi descrita produção deirritação gástrica nem capacidade ulcerogênica. Em raras ocasiões, apresentam-seerupções cutâneas e outras reações alérgicas. Os pacientes que mostramhipersensibilidade aos salicilatos somente raras vezes a exibem para o Paracetamol.Outros efeitos que podem ser apresentados são a necrose tubular renal e o comahipoglicêmico. Alguns metabólitos do Paracetamol podem provocarmetahemoglobinemia. O efeito adverso mais grave descrito com a superdosagemaguda de Paracetamol é uma necrose hepática, dose dependente potencialmentefatal. A necrose hepática (e a tubular renal) é o resultado de um desequilíbrio entre aprodução do metabólico altamente reativo e a disponibilidade de glutationa. Comdisponibilidade normal de glutationa, a dose mortal de Paracetamol é deaproximadamente 10 g; mas várias causas que podem diminuir estas doses(tratamento com concomitante com doxorrubicina ou alcoolismo crônico). Otratamento deve ser iniciado com N-acetilcisteína por via intravenosa, sem esperarque apareçam os sintomas, pois a necrose é irreversível.Precauções: Deve-se medicar com cuidado nos casos de pacientes alcoólicos, nostratados indutores enzimáticos ou com drogas consumidoras de glutationa(doxurrubicina). Em pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico, o Paracetamol podeprovocar reações alérgicas tipo broncospasmos.Interações: As associações com outros fármacos anti-inflamatórios não-esteróides podempotencializar os efeitos terapêuticos, bem como os tóxicos.Contra – indicações: Hipersensibilidade reconhecida à droga.(Fonte: P.R. VADE – MÉCUM, 2009).
  23. 23. 231.2.3 - Dorflex - (Citrato de orfenadrina/ Dipirona sódica/ Cafeína anidra)1.2.3.1 - Citrato de orfenadrinaFigura 3: (N,N-dimethyl-2-[(2-methylphenyl)- phenyl-methoxy]-ethanamine) ou Orfenadrina(Fonte: Greghi, 2002)Mecanismo de ação: O Citrato de orfenadrina é uma droga anticolinérgica, de ação central, compropriedades anti-histamínicas fracas, de utilidade no alívio da dor associada acontraturas musculares de origem traumática ou inflamatória. A Orfenadrina nãoatua diretamente na contratura muscular. Seu mecanismo de ação não estátotalmente esclarecido, mas parece dever-se a suas propriedades analgésicas. Suaação analgésica é potencializada pela Dipirona sódica e pela Cafeína anidrapresentes na fórmula de DORFLEX® (BRASIL, 2006).Propriedades: É um antagonista dos receptores colinérgicos muscarínicos, tanto centraiscomo periféricos. Exerce outra atividade farmacológica sobre os receptoreshistaminérgicos, uma vez que possui uma débil ação anti-histamínica. Desenvolveuma notável atividade relaxante muscular; diminui o tônus aumentado do músculoesquelético e a função motora, sem perturbar a consciência nem a força muscular,como ocorre com os fármacos que atuam sobre a placa neuromuscular. No mal deParkinson, a Orfenadrina pode ser incluída entre os recursos terapêuticos (levodopa,biperideno, triexfenidilo), já que por seu efeito anticolinérgico reduz a rigidez e otremor dos pacientes com parkson idiopáticos, pós-encefalitico ou medicamentoso.Estudos farmacodinâmicos em animais mostraram que a Orfenadrina aumenta asconcentrações de serotonina e norepinefrina e inibe a captação de dopamina em
  24. 24. 24preparados de sinaptosomas estriatais do SNC. Após sua administração oralapresenta um efeito metabólico de primeiro passo pré-sistêmico de 30%. Suadistribuição tissular é ampla, tem uma longa meia - vida plasmática, de 13 horas pelavia oral e de 16 horas via intramuscular. Seu grau de união a proteínas é elevado(95%), sua principal metabolização é desenvolvida no fígado e é eliminada pelaurina (70%). Seu principal metabólito reconhecido é a N-desmetilorfenadrina. Não háevidencia que a droga tenha circulação entero-hepática e foi detectada umaeliminação inalterada de 8%.Indicações: Associado com outros anti-inflamatórios não esteróides, em doençasmusculoesqueléticas que ocorre com hipertonia e contração muscular (fibrocite,lombalgia, periartrite escapuloumeral, contração muscular).Posologia: De 5 a 100 mg ao dia, repartindo em 2 ou 3 vezes conforme a respostaterapêutica, pode-se aumentar mais 50 mg a cada semana. Em pacientesparksonianos, indicam-se 250 á 300 mg diários, mas não deve superar 400 mg/diacomo dose máxima.Reações adversas: De acordo com a dose administrada, apresentam-se ocasionalmenteconstipação, secura na boca, distúrbio da micção, astenia, fadiga, sonolência. Noaparelho cardiovascular: hipotensão ortostática, taquicardia sinusal. Também foiassinalada visão turva. Em indivíduos de idade avançada com Parkinson, foramassinaladas algumas alterações no SNC, como alucinações e estadosconfunsionais.Precauções: Empregar com cautela em pacientes idosos, para os quais se recomendamdoses iniciais baixas, com objetivo de avaliar a tolerância ao fármaco e a respostaterapêutica. Na gravidez e lactação a relação risco - benefício deverá ser avaliadaconforme critério médico.
  25. 25. 25Interações: O uso concomitante de álcool gera um aumento da biotransformação hepáticado fármaco, com o que sua atividade terapêutica é deteriorada. Associada comlevodopa mostrou um efeito sinérgico em pacientes parkinsonianos. Noparkinsonismo medicamentoso ou efeitos extrapiramidais gerados pelosneurolépticos, a Orfenadrina seria um recurso complementar efetivo e útil.Contra - indicações: Como todos os fármacos com atividade anticolinérgica, não deve serempregado em pacientes com glaucoma, hipertrofia prostática ou síndrome pilórica.Não usar em crianças menores de 12 anos. Não ingerir bebidas alcoólicas durante otratamento.1.2.3.2 - Cafeína anidraFigura 4: (C8H10N4O2 - 3,7-Dihydro-1,3,7-trimethyl-1H-purine-2,6-dione ou 1,3,7-Trimethylxanthine) ou Cafeína.(Fonte: Biohazard, 2002)Mecanismo de ação: Uma teoria pressupõe o efeito direto da Cafeína, que incluem: alteração deíons, particularmente sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE),possibilitando um aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica(AMPc); efeito direto sobre a regulação metabólica de enzimas semelhantes àsfosforilases (PHOS); e aumento na mobilização de cálcio através do retículosarcoplasmático e, consequentemente, aumento dos níveis intracelulares de cálcionos músculos, facilitando a estimulação-contração do músculo esquelético,aumentando a eficiência da contração (ALTIMARI et al, 2006).
  26. 26. 26Propriedades: A Cafeína estimula todos os níveis do SNC, embora seus efeitos corticaissejam mais leves e de menor duração que os das anfetaminas. Em doses maiores,estimula os centros medular, vagal, vasomotor e respiratório, o que provocabradicardia, vasoconstrição e aumento da frequência respiratória. Estudos recentesindicam que a cafeína exerce grande parte de seus efeitos fisiológicos porantagonismo com os receptores centrais de adenosina. Calcula-se que, tal quaisoutras metilxantinas, estimula o centro respiratório medular. Como coadjuvante daanestesia, contrai a vasculatura cerebral acompanhada de decréscimo do fluxosanguíneo cerebral e da tensão de oxigênio no cérebro. Produz um efeito inotrópicopositivo no miocárdio e um efeito cronotrópico positivo no nodo sinoauricular.Estimula o músculo esquelético possivelmente mediante a liberação de acetilcolina,o aumento da força de contração e a diminuição da fadiga muscular. Provoca asecreção de pepsina e ácido gástrico pelas células parietais. Aumenta o fluxosanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular e diminui a reabsorção tubularproximal de sódio e água, provocando uma diurese moderada. Inibe as contraçõesuterinas, aumenta as concentrações de catecolaminas no plasma e na urina e eleva,de forma transitória, a glicemia por estimulação da glicogenólise e da lipólise.Absorve-se bem e com facilidade com administração oral ou parenteral. Atravessa aplacenta e a barreira hematoencefálica. É metabolizada no fígado e seus principaismetabólitos são ácidos 1-metilurico, 1-metilxantina e 7-metilxantina. Nos adultos, parte da dose metaboliza-se em teofilina, teobromina e ácidotrimetildiidrourico. É eliminada por via renal, principalmente como metabólito.Indicação: Fadiga, ou sonolência em associação com ergotamina, para o tratamento decefaléias vasculares ou em associação com Paracetamol, Ácido acetilsalicílico ouDextropropoxifeno, para aumentar o alívio da dor, embora não possua atividadeanalgésica própria.Posologia: Cápsulas: 200 á 250 mg ; repetir a dose conforme a necessidade, não antesde 3 a 4 horas. Dose máxima: ate 1g/dia. Dose pediátrica: não se recomenda o usoem crianças menores de 12 anos.
  27. 27. 27 Comprimidos: 100 a 200 mg; repetir a dose conforme a necessidade, porem,não antes de 3 a 4 horas. Dose máxima para adultos: ate 1g/dia. Citrato de cafeínaoral: adulto: 32 a 162 mg 3 vezes ao dia, conforme a necessidade. Dose máxima:ate 1 g/dia.Reações adversas: Enjôos, taquicardia, nervosismo, agitação, dificuldade para dormir(estimulação do SNC), vômitos (por irritação gastrintestinal), náuseas. Sinais desuper-dosagem: dor abdominal gástrica, agitação, ansiedade, febre, confusão,cefaléias, taquicardia, irritabilidade, centelhas de luz nos olhos.Precauções: Consultar o médico se a fadiga e a sonolência persistir por mais de 2semanas. Suspender o medicamento se apresentar pulo rápido, enjôos oubatimentos cardíacos extremamente fortes. Com o uso prolongado pode-se produzirhabito ou dependência psicológico. Durante o período de lactação, se a mãe ingerir6 a 8 xícaras de bebidas que contenha Cafeína, o lactante poderá apresentarsintomas de estimulação por cafeína, tais como hiperatividade e insônia. As criançassão especialmente sensíveis a superdosagem de cafeína e seus efeitos adversossobre o SNC.Interações: Pode aumentar o metabolismo dos barbitúricos, potencializar os efeitosinotrópicos dos betabloqueadores. O uso simultâneo com complementos de cálciopode inibir a absorção de cálcio. A cimetidina pode diminuir o metabolismo hepáticoda cafeína. Os anticoncepcionais orais podem reduzir o metabolismo da cafeína. Aabsorção de ferro pode decrescer devido à formação de complexos menos solúveise insolúveis.Contra – indicações: A relação risco - beneficio deve ser avaliada na presença de doençascardíacas graves, disfunção hepática, ulcera péptica, hipertensão e insônia.(Fonte: P.R. VADE – MÉCUM, 2009).
  28. 28. 282. OBJETIVO2.1 – OBJETIVOS GERAIS Com bases populacionais na cidade de Aparecida do Taboado – MS opresente trabalho buscou avaliar o conhecimento e a prática da automedicação nouso de analgésicos.2.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS• Avaliar a automedicação com o uso de analgésicos na população de Aparecida deTaboado – MS;• Saber os motivos que levaram a população a se automedicar com analgésicos;• Avaliar a porcentagem da população de Aparecida do Taboado – MS que temconhecimentos sobre os riscos da automedicação com uso de analgésicos;• Conhecer os grupos farmacológicos mais utilizados na automedicação deanalgésicos;• Evidenciar a importância da atenção farmacêutica na dispensação de analgésicos.
  29. 29. 293. MÉTODO O presente trabalho teve como método a aplicação de uma pesquisaexploratória, ou seja, entrevista a partir de um questionário estruturado (apêndice I),realizado na cidade de Aparecida do Taboado – MS, com amostra de 200participantes escolhidos aleatoriamente. O levantamento dos dados foi realizado entre os dias 20 de junho a 20 dejulho de 2011, contendo 11 questões relacionadas à automedicação no uso deanalgésicos, local onde foi adquirido e orientação farmacêutica. Foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o assunto, abordando osanalgésicos mais consumidos pela prática da automedicação.
  30. 30. 304. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os gráficos a seguir representam as 11 questões utilizadas nos 200questionários respondidos pela população de Aparecida do Taboado – MS.Gráfico 1: Faixa etária dos entrevistados. Faixa etária Entre 20 e 30 anos 31,5% 40,5% Entre 30 e 40 anos 40 anos ou mais 28,0% Segundo os dados demonstrados na pesquisa, 28% dos entrevistados tementre 30 a 40 anos, 31,5% tem 40 anos ou mais, 40,5% tem entre 20 a 30 anos.
  31. 31. 31Gráfico 2: Sexo dos entrevistados. Sexo 36,5% Masculino Feminino 63,5% Segundo os dados demonstrados na pesquisa 63,5% dos entrevistados forammulheres e os outros 36,5% foram homens.Gráfico 3: Uso de analgésicos dos entrevistados Uso de analgésicos 1,5% Sim Não 98,5% Verificou-se que 98,5% das pessoas usam algum tipo de analgésico, e 1,5%não usa nenhum tipo de analgésico.
  32. 32. 32Gráfico 4: Analgésicos mais utilizados. Analgésicos mais utilizados 3,0% 6,1% Dipirona 26,2% Paracetamol 16,5% Dorflex AAS 7,6% Diclofenaco 19,3% Ibuprofeno 21,3% Outros Analisou-se que três tipos de analgésicos são mais consumidos, entre eles26,2% de Dipirona, 21,3% de Dorflex, 19,3% de Paracetamol, entre outros commenos frequência de uso pelos entrevistados 16,5% de Diclofenaco, 7,6% de AAS,6,1% de Ibuprofeno, 3,0% de outros.Gráfico 5: Frequência do uso de analgésicos. Frequência 14,5% 24,5% Raramente As vezes Frequêntente 61,0% O gráfico relata que 61,0% dos entrevistados usam analgésicos às vezes,24,5% usam raramente, 14,5% usam frequentemente.
  33. 33. 33Gráfico 6: Principais causas do uso de analgésicos. Causas do uso 5,8% 12,9% Dor de cabeça 42,5% Dor muscular Dor nas costas 18,8% Dor de garganta outros 20,0% O gráfico demonstra que a ocasião mais comum do uso de analgésicos é ador cabeça (42,5%), concordando com a afirmação de Mattede (2004) que a maioriados brasileiros toma algum tipo de analgésico quando sentem dor de cabeça dequalquer intensidade.Gráfico 7: Local onde os entrevistados adquiriram o analgésico. Local onde adquiriram 31,2% Farmácia pública Farmácia privada 68,8% Esse gráfico traz um resultado de que 68,8% dos analgésicos são adquiridosem farmácias privadas.
  34. 34. 34Gráfico 8: Entrevistados que obtiveram o analgésico com prescrição. Foi com prescrição 36,0% Sim Não 64,0% Esse gráfico traz um resultado alarmante, uma vez que 64,0% dosentrevistados usam analgésicos sem prescrição médica.Gráfico 9: Entrevistados que tiveram orientação. Obteve orientação de quem: 23,9% Médico 38,5% Farmacêutico Amigos/Família 22,5% Não obteve orientação 15,1% Os dados do gráfico acima relatam que a maioria das pessoas não obteveorientação, deixando clara a falta da atenção farmacêutica durante a dispensação domedicamento.
  35. 35. 35Gráfico 10: Entrevistados que sentiram reação ou mal estar. Sentiu mal estar ou reação: 18,5% Sim Não 81,5% Neste gráfico é possível observar que uma porcentagem significativa dosentrevistados (81,5%) afirma não sentir mal estar ou apresentar reação após o usode analgésicos.Gráfico 11: Entrevistados que pararam de tomar analgésicos após apresentar reação. Parou de tomar após ter reação: 32,4% Sim Não 67,6% O gráfico acima relata que, entre as pessoas que apresentaram reação,67,6% param de tomar o analgésico.
  36. 36. 365. CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com os dados coletados na pesquisa, é possível observar que ouso de analgésicos é muito comum entre os entrevistados e que maior parte dosestudados utiliza o analgésico sem prescrição médica, ou seja, fazemautomedicação. O ato de se automedicar pode ser prejudicial à saúde, mas a faltade recursos orçamentários da população e a deficiência do serviço público de saúdelevam as pessoas a fazer o uso dos analgésicos por conta própria, ou seja, semacompanhamento médico ou orientação. Este estudo comprova que a Dipirona é o analgésico mais utilizado pelosentrevistados sendo bem aceito em nosso meio, coincidindo com estudos realizadospor Bastiani (2005), Bricks (1998) e Souza (2011). Muito se questiona sobre atoxicidade da dipirona, principalmente pelo desenvolvimento da agranulocitose,porém a ANVISA afirma que a eficácia da dipirona como analgésico e antitérmico éinquestionável e estudos realizados por Hamerschlak (2005) e Sollero (1976)comprovam que o risco de agranulocitose é muito baixo e não se pode associá-lodiretamente ao uso da dipirona. Em relação ao Paracetamol, estudos comprovam que sua eficácia comoanalgésico e antitérmico é inegável e é considerado seguro em doses terapêuticas,ou seja, desde que a dose máxima diária não seja ultrapassada. Wannamacher(2005) afirma que a superdosagem pode provocar efeitos tóxicos ao organismo,principalmente hepatotoxicidade. É possível observar que o maior motivo do uso de analgésicos é a dor decabeça, de acordo com de Mattede (2004) a maioria dos brasileiros toma algum tipode analgésico quando sente dor de cabeça de qualquer intensidade. Uma porcentagem significativa dos entrevistados afirma não sentir mal estarou apresentar reação após o uso de analgésicos. Isso ocorre porque a maioria daspessoas que se automedicam não tem acesso a todas as informações sobre osanalgésicos, ou seja, não conhecem as possíveis reações adversas e o perigo daautomedicação sem orientação. Afirmação feita também por Bastiani (2005) de queas pessoas não conhecem os problemas associados ao uso de medicamentos.Segundo Arrais (1997) a sociedade tem uma crença excessiva no poder domedicamento e não acredita que seu uso possa causar algum mal. Tierling (2004)afirma que há falta de dados sobre eventos decorrentes do uso inadequado de
  37. 37. 37medicamentos, como a ocorrência de reações adversas, devido à falta deconhecimento das pessoas sobre os medicamentos. Conclui-se que o uso indiscriminado de analgésicos pode causar efeitosseveros à saúde, e como são medicamentos de venda livre, cabe ao farmacêuticofornecer as informações sobre estes medicamentos, como suas doses terapêuticas,possíveis interações, e esclarecê-los sobre as reações adversas e efeitos colaterais.A atenção farmacêutica faz toda diferença na eficácia do medicamento e evita oconsumo desenfreado e o mito da cura milagrosa.
  38. 38. 38REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABIMIP – Associação Brasileira da Indústria de Medicamento Isentos de Prescrição.Código de Ética e Auto-regulamentação Publicitária para MedicamentosIsentos de Prescrição. Disponível em: <http://www.abimip.org.br/site/conteudo.php?p=codigo_de_etica> Acesso em: 27 ago. 2011ABRAÃO, L. M.; SIMAS, J. M. M; MIGUEL, T. L. B. Incidência da automedicação euso indiscriminado de medicamentos entre jovens universitários. 2009.Monografia. (Graduação em enfermagem) - Centro Universitário Católico SalesianoAuxilium, Unisalesiano, Lins, 2009.ALTIMARI, L. R. et al. Cafeína e performance em exercícios anaeróbios. Rev. Bras.Cienc. Farm., São Paulo, v. 42, n. 1, Mar. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322006000100003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 20 out. 2011.AQUINO, D. S. de. Por que o uso racional de medicamentos deve ser umaprioridade?. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, 2011. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232008000700023&lng=en&nrm=iso>.Acesso em: 21 ago. 2011.Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Resolução RE Nº 1260, de 15de agosto de 2001. Determina a publicação do Relatório Final do “PainelInternacional de Avaliação da Segurança da Dipirona”. Brasília, 3 e 4 de julho de2001.ARRAIS, P. S. D. et al. Perfil da automedicação no Brasil. Rev. Saúde Pública, SãoPaulo, v. 31, n. 1, 1997. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101997000100010&lng=pt&nrm=iso> Acesso em:21 ago. 2011.
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  43. 43. 43APÊNDICES APÊNDICE I – QuestionárioEste questionário é de cunho acadêmico, se trata do uso de analgésicos.Todas as informações são confidenciais. Você não precisa se identificar. 1- Idade: Entre 20 e 30 anos Entre 30 e 40 anos 40 anos ou mais 2- Sexo: Masculino Feminino 3- Você já tomou ou toma algum tipo de analgésico? Sim Não 4- Qual? Dipirona (Dipirona Genérico, Magnopyrol, Anador, Novalgina) Paracetamol (Tylenol) Dorflex Ácido acetilsalicílico (A.A.S., Aspirina) Diclofenaco (Cataflam) Ibuprofeno (Alivium) Outros. Qual? _____________________ 5- Com que frequência você utiliza analgésicos? Raramente (quase nunca) Às vezes Frequentemente (todos os dias ou quase todos os dias) 6- Para qual tipo de dor você toma o analgésico? Dor de cabeça Dor muscular
  44. 44. 44Dor nas costasDor de gargantaOutros. O que? _______________________7- Onde você adquiriu o analgésico?Farmácia pública (farmácia do posto de saúde)Farmácia privada (comprado)8- Foi com receita?Sim Não9- Você obteve orientação de quem?MédicoFarmacêuticoAmigos ou famíliaNão obteve orientação10- Você já sentiu algum mal estar ou reação após tomar algum analgésico?Sim. Não11- Se teve reação, parou de tomar o analgésico?Sim Não

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