Aula 5 reciclagem

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Aula de resíduos sólidos baseada em diversos materiais e autores.

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Aula 5 reciclagem

  1. 1. RESÍDUOS SÓLIDOS Aula 5 – Processamento dos resíduos – Segregação dos materiais e reciclagem
  2. 2. Recuperação de Recicláveis Entre as alternativas para tratamento ou redução dos resíduos sólidos urbanos, a reciclagem é aquela que desperta o maior interesse na população, principalmente por seu forte apelo ambiental. Os principais benefícios ambientais da reciclagem dos materiais existentes no resíduo (plásticos, papéis, metais e vidros) são: • a economia de matérias-primas não-renováveis; • a economia de energia nos processos produtivos; • o aumento da vida útil dos aterros sanitários.
  3. 3. Recuperação de Recicláveis A implantação de programas de reciclagem estimula o desenvolvimento de uma maior consciência ambiental e dos princípios de cidadania por parte da população. O grande desafio para implantação de programas de reciclagem é buscar um modelo que permita a sua auto-sustentabilidade econômica.
  4. 4. Coleta seletiva porta a porta O modelo mais empregado nos programas de reciclagem e consiste na separação, pela população, dos materiais recicláveis existentes nos resíduos domésticos para que posteriormente os mesmos sejam coletados por um veículo específico. parlim.blogspot.com ?
  5. 5. Unidades de triagem Após a coleta, os materiais recicláveis devem ser transportados para uma unidade de triagem, equipada com mesas de catação, para que seja feita uma separação mais criteriosa dos materiais visando à comercialização dos mesmos. As unidades de triagem devem ser dotadas de prensas para que os materiais recicláveis de menor peso específico (papéis e plásticos) possam ser enfardados para facilitar a estocagem e o transporte dos mesmos.
  6. 6. iguacumec.com.br informabicas.blogspot.com arcoverdedetodos.blogspot.com Unidade de Triagem
  7. 7. Usina Reciclagem faperj.br Uma usina de reciclagem apresenta as seguintes fases de operação:
  8. 8. Usina Reciclagem RECEPÇÃO • aferição do peso ou volume por meio de balança ou cálculo estimativo; • armazenamento em silos ou depósitos adequados com capacidade para o processamento de, pelo menos, um dia. ALIMENTAÇÃO • carregamento na linha de processamento, por meio de máquinas, tais como pás carregadeiras, pontes rolantes, pólipos e braço hidráulico.
  9. 9. Usina Reciclagem TRIAGEM • dosagem do fluxo de resíduos nas linhas de triagem e processos de separação de recicláveis por tipo. Os equipamentos de dosagem de fluxo mais utilizados são as esteiras transportadoras metálicas, conhecidas também como chão movediço, e os tambores revolvedores. Os tambores são mais apropriados para usinas de pequeno porte com capacidade, por linha, de até 10t/h. As esteiras de triagem devem ter velocidade entre 10m/min a 12m/min, de forma a permitir um bom desempenho dos trabalhadores que fazem a catação manual.
  10. 10. Reciclagem Existem diversos processos para seleção desses materiais que, eventualmente, podem ser instalados de forma isolada ou associadas entre si, como por exemplo: Manual - consiste na “catação” executada por trabalhadores ao longo de uma esteira transportadora, em uma mesa de madeira ou concreto ou mesmo no chão.
  11. 11. Reciclagem Peneiramento - consiste na classificação dos subprodutos em função do tamanho através de peneiras rotativas ou vibratórias em plano inclinado. Separação gravimétrica - efetua-se em função da diferença de massa entre os subprodutos utilizando-se esteiras oscilatórias inclinadas, separadores balísticos ou por ricochete. Separação magnética - consiste na separação do material ferroso existente no resíduo através de extrator eletromagnético ou tambor (também chamado polia) magnético.
  12. 12. Usina Reciclagem nomads.usp.br
  13. 13. Usina Reciclagem Modelo de tecnologia e organização
  14. 14. Separação em Esteiras
  15. 15. Separação em Esteiras
  16. 16. Reciclagem - Usina A escolha do material reciclável a ser separado nas unidades de reciclagem depende sobretudo da demanda da indústria. Todavia, na grande maioria das unidades são separados os seguintes materiais: • papel e papelão; • plástico duro (PVC, polietileno de alta densidade, PET); • plástico filme (polietileno de baixa densidade); • garrafas inteiras; • vidro claro, escuro e misto; • metal ferroso (latas, chaparia etc.); • metal não-ferroso (alumínio, cobre, chumbo, antimônio etc.)
  17. 17. Aspectos sobre a coleta seletiva porta a porta A coleta seletiva, quando utiliza veículos da própria prefeitura, de uma maneira geral, não é econômica. Ideal seria que o poder público se reservasse a normatizar, regular e incentivar o processo, sem participar diretamente de sua operação. Deveria até mesmo investir em galpões e equipamentos, como prensas de enfardar, trituradores, lavadores etc., para agregar valor aos recicláveis. Benefícios econômicos importantes para o serviço de limpeza urbana
  18. 18. “Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de um empreendimento de propriedade coletiva e democraticamente gerido”. http://www.sebraemg.com.br/culturadacooperacao/cooperativismo/cooperativa%20o%20que%20e.htm Cooperativa de catadores
  19. 19. Cooperativa de catadores As principais vantagens da utilização de cooperativas de catadores são: • geração de emprego e renda; •resgate da cidadania dos catadores, em sua maioria moradores de rua; •redução das despesas com os programas de reciclagem; •organização do trabalho dos catadores nas ruas evitando problemas na coleta de resíduos e o armazenamento de materiais em logradouros públicos;
  20. 20. Cooperativa de catadores • redução de despesas com a coleta, transferência e disposição final dos resíduos separados pelos catadores que, portanto, não serão coletados, transportados e dispostos em aterro pelo sistema de limpeza urbana da cidade. Essa economia pode e deve ser revertida às cooperativas de catadores, não em recursos financeiros, mas em forma de investimentos em infraestrutura (galpões de reciclagem, carrinhos padronizados, prensas, elevadores de fardos, uniformes), de modo a permitir a valorização dos produtos catados no mercado de recicláveis.
  21. 21. Cooperativa de catadores Um dos principais fatores que garantem o fortalecimento e o sucesso de uma cooperativa de catadores é a boa comercialização dos materiais recicláveis. Os preços de comercialização serão tão melhores quanto menos intermediários existirem no processo até o consumidor final, que é a indústria de transformação (fábrica de garrafas de água sanitária, por exemplo).
  22. 22. Cooperativa de catadores É fundamental que sejam atendidas as seguintes condições: • boa qualidade dos materiais (seleção por tipo de produto, baixa contaminação por impurezas e formas adequadas de embalagem/enfardamento); • escala de produção e de estocagem, ou seja, quanto maior a produção ou o estoque à disposição do comprador, melhor será a condição de comercialização; • regularidade na produção e/ou entrega ao consumidor final. 
  23. 23. Cooperativa de catadores Entre as principais ações que devem ser empreendidas no auxílio a uma cooperativa de catadores, destacam-se: • apoio administrativo e contábil com contratação de profissional que ficará responsável pela gestão da cooperativa; • criação de serviço social com a atuação de assistentes sociais junto aos catadores; • fornecimento de uniformes e equipamentos de proteção industrial;
  24. 24. Cooperativa de catadores • implantação de cursos de alfabetização para os catadores; • implantação de programas de recuperação de dependentes químicos; • implementação de programas de educação ambiental para os catadores.
  25. 25. Cooperativa de catadores Em uma fase inicial, considerando a pouca experiência das diretorias das cooperativas, o poder público poderá também auxiliar na comercialização dos materiais recicláveis. Caso haja dificuldades, fruto das variações do mercado comprador, é recomendável que a cooperativa conte com um pequeno capital de giro de forma a assegurar um rendimento mínimo aos catadores até o restabelecimento de melhores condições de comercialização.
  26. 26. Movimento Nacional dos Catadores O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) é um movimento social que há cerca de 10 anos vem organizando os catadores e catadoras de materiais recicláveis pelo Brasil.
  27. 27. Leis e decretos Federais Pró-catador DECRETO Nº 7.405, 2010 Institui o Programa Pró-Catador, denomina Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis o Comitê Interministerial da Inclusão Social de Catadores de Lixo criado pelo Decreto de 11 de setembro de 2003, dispõe sobre sua organização e funcionamento, e dá outras providências.  Redução do IPI sobre Reiciclaveis LEI Nº 12.375 Alterações na Legislação Tributária para indústria que comparem materia prima diretamente das cooperativas de catadores  LEI Nº 11.445, diretrizes nacionais para Saneamento Básico No Art. 57 dispensa de licitação para contratação de associações ou cooperativas de catadores para o serviço de coleta seletiva 
  28. 28. Legislação em São Paulo LEI Nº 14.470, Coleta Seletiva em órgãos públicos Estaduais Dispõe sobre a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual, com doação das cooperativas e associções de catadores.(DIÁRIO OFICIAL) 
  29. 29. Reciclagem – Processamento Exemplo O balanço gravimétrico (em peso) das diversas frações do resíduo domiciliar após o processamento em uma usina de reciclagem, com uma unidade de compostagem acoplada, em geral mostra o aproveitamento expresso de uma unidade hipotética de 1.500kg/dia, onde se pode observar que, de 100% do resíduo processado, apenas 12,6% serão transportados aos locais de destino final, desde que haja produção de composto orgânico. Assim mesmo, esse material é inerte, não poluente, pois a matéria orgânica residual, nele contida, já se encontra estabilizada, porque a maior parte foi transformada em composto orgânico.
  30. 30. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM Os benefícios associados ao processo produtivo Os benefícios econômicos relacionados à reciclagem foram calculados pela diferença entre os custos de insumos para a produção de bens a partir de matéria-prima virgem e os custos de insumos para a produção de bens a partir de material secundário. Para cada um dos materiais estudados, identificaram-se as principais matérias primas utilizadas, a quantidade de energia e água consumida, bem como os resíduos − sólidos, líquidos e gasosos − gerados. 
  31. 31. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM Obs.: Os custos da produção primária referem-se aos custos relativos aos insumos para a produção de bens a partir de matéria-prima virgem; os custos da reciclagem dizem respeito aos custos relativos aos insumos para a produção de bens a partir de material secundário (sucata); os benefícios líquidos da reciclagem foram calculados como a diferença entre os custos da produção primária e os custos da reciclagem.
  32. 32. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM Benefícios ambientais Os benefícios ambientais associados com a reciclagem apresentam os valores, que devem ser entendidos como valor mínimo. A falta de dados consistentes que pudessem ser aplicados a todos os materiais impediu a valoração de muitos aspectos ambientais, tais como poluição atmosférica local, poluição hídrica ou geração de resíduos sólidos industriais. . 
  33. 33. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM A tabela resume os resultados das economias ambientais ligadas à economia da geração de energia pela reciclagem de uma tonelada dos diferentes materiais.
  34. 34. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM A tabela resume as emissões a partir de matériasprimas virgens e de material reciclável e o benefício gerado por tipo de material.
  35. 35. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM Conforme indicado na tabela, os valores ambientais associados ao consumo da água para produção a partir de matéria-prima são bastante baixos. Ao se tentar estimar os respectivos custos associados à reciclagem, estes se mostraram insignificantes.
  36. 36. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM Benefícios associados à preservação da biodiversidade e de recursos não madeireiros Outra possível economia gerada pela reciclagem diz respeito à proteção da biodiversidade e ao uso de recursos não madeireiros. Principalmente no caso da produção de aço e papel a partir de matériasprimas virgens, verifica-se intensiva e extensa utilização de áreas de florestas plantadas como fonte de matéria-prima. 
  37. 37. BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS ASSOCIADOS À RECICLAGEM A tabela apresenta os valores estimados dos benefícios ambientais geradas a partir da reciclagem de uma tonelada de aço e papel. Para esse cálculo, não há custos ambientais associados à reciclagem, uma vez que nenhuma área de extração de madeira é necessária.
  38. 38. CÁLCULO DOS BENEFÍCIOS ATUAIS E POTENCIAIS GERADOS PELA RECICLAGEM O valor de R$ 8 bilhões representa a estimativa dos benefícios potencias da reciclagem para a sociedade brasileira. Em outras palavras, se todo o resíduo reciclável que atualmente é disposto em aterros e lixões fosse encaminhado para reciclagem, gerar-seiam benefícios dessa ordem para a sociedade.
  39. 39. Reciclagem e Recuperação Apesar do significado abrangente do termo, a reciclagem vem sendo atualmente considerada, acima de tudo, um método de recuperação energética. Dentro deste conceito, pode-se classificar as diversas formas de reciclagem de acordo com a maior ou menor recuperação de energia de cada processo. Assim: Máximo índice de recuperação - Se enquadra a seleção de materiais que poderão ser novamente utilizados, sem qualquer beneficiamento industrial, a não ser lavagem e eventual esterilização. Exemplo: garrafas inteiras de refrigerantes ou de cerveja.
  40. 40. Reciclagem Médio índice de recuperação - Neste caso, há necessidade de se proceder algum beneficiamento industrial ao produto recuperado a fim de transformá-lo novamente em material reutilizável. Exemplo: cacos de vidro, metais e embalagens de plástico. Baixo índice de recuperação - Neste caso esta inserido o aproveitamento do poder calorífico dos materiais combustíveis presentes nos resíduos, mediante sua incineração. Por exemplo, quando se queima um saco plástico, a energia liberada é menor que a utilizada no seu processo de fabricação, desde a matéria-prima (petróleo) até o produto acabado (saco plástico).
  41. 41. Reciclagem - Implantação
  42. 42. Reciclagem – Implantação Decisão pela implantação de uma usina de reciclagem A implantação de uma instalação de reciclagem, deve levar em conta os seguintes fatores: -existência de mercado consumidor num raio de no máximo 200 km para absorção do composto orgânico; - existência de mercado consumidor para pelo menos três tipos de produtos recicláveis; - existência de um serviço de coleta com razoável eficiência e regularidade; 
  43. 43. Reciclagem – Implantação - disponibilidade de área pelo Município suficiente para abrigar a instalação industrial, o local onde se processará a compostagem, triagem e o aterro que receberá os rejeitos do processo; - disponibilidade de recursos para fazer frente aos investimentos iniciais, ou então de grupos privados interessados em arcar com os investimentos e operação da usina em regime de concessão;
  44. 44. Reciclagem – Implantação - disponibilidade, na Municipalidade, de pessoal com nível técnico suficiente para selecionar a tecnologia a ser adotada, fiscalizar a implantação da unidade e finalmente operar, fazer a manutenção e controlar a operação dos equipamentos eletromecânicos.
  45. 45. Reciclagem – Implantação Reciclagem como opção para tratamento e disposição do resíduos urbanos 1) Análise quantitativa e qualitativa do resíduo produzido Deverão ser levantados os seguintes dados: - quantidade do resíduo coletado e seu percentual em relação à estimativa do resíduo total gerado; - determinação geográfica dos principais centros geradores de resíduos; 
  46. 46. Reciclagem – Implantação - análise gravimétrica dos componentes do resíduo; - análise do teor de umidade do resíduo; - análise físico-química (caso o Município tenha condição de realizá-la).
  47. 47. Reciclagem – Implantação 2) Estudo de mercado para o composto orgânico e produtos recuperáveis O objetivo deste estudo é identificar previamente o mercado existente e potencial para os diversos subprodutos a serem gerados pela usina de reciclagem. Para tanto deverão ser definidos os materiais a serem separados do resíduos.
  48. 48. Reciclagem – Implantação Deve-se também estimar a produção de cada um desses materiais para que o eventual comprador avalie com segurança seu interesse pelo produto e possa fixar um preço de compra. Há catadores? Que produtos são por eles separados? Em que quantidade? Quem os compra? A que preço?
  49. 49. Reciclagem – Implantação 3) Seleção de área para instalação da unidade de reciclagem A área ideal para se instalar a unidade deverá atender aos seguintes aspectos: - ser suficiente para abrigar o setor de recuperação de materiais, a estação de compostagem e o aterro; - possibilitar um rápido e fácil acesso aos veículos coletores, ser provido de água, energia e comunicação;
  50. 50. Reciclagem – Implantação - estar próxima dos centros consumidores de produtos reciclados e de adubos orgânicos ou, então, nas cercanias de estradas que possam escoá-los; - estar situada em local que não incomode a população vizinha.
  51. 51. Reciclagem – Implantação 4) Seleção da tecnologia mais adequada Um fator deve ser bem considerado quando da escolha de tecnologia. O grau de mecanização e automatização. Quanto maior for este grau: - menor será a utilização de mão-de-obra na instalação; - maior será o investimento inicial; maior será o custo de manutenção e operação; - maior será a necessidade de emprego de pessoal técnico especializado; - maior será o consumo de energia.
  52. 52. Reciclagem – Implantação 5) Análise dos custos de investimento e operação Certos equipamentos encarecem muito a instalação e também os custos operacionais. Por isso os benefícios que trazem ao processamento do resíduos devem ser bem avaliados do ponto de vista econômico para orientar sua eventual utilização.
  53. 53. Reciclagem – Implantação 6) Estudos de viabilidade econômica Os dados mais importantes a serem analisados são: - produção estimada e preço dos materiais reciclados e do composto orgânico; - custo total de mão-de-obra (administrativa, operacional e da manutenção); - custo total de energia e combustível ; - custo com transportes (se houver) e equipamentos auxiliares (pás mecânicas, microtratores, etc.); - despesas com manutenção; - custo com depreciação de equipamentos;
  54. 54. Reciclagem – Implantação Receitas indiretas, tais como: - redução de custo de transporte de resíduos bruto, que passa a ser vazado na usina em lugar do local para onde era anteriormente destinado; - redução de custos com operação dos aterros, que passarão a receber menores quantidades de resíduos; - outros benefícios, tais como: redução do tempo de coleta, recuperação de matérias-primas muitas vezes importadas, aplicação de mão-de-obra intensiva, absorção de tecnologia e melhoria das condições sanitárias e ambientais. 
  55. 55. Reciclagem – Implantação Os benefícios indiretos, as particularidades de cada instalação, as peculiaridades de cada cidade ou região e ainda a análise comparativa com outras alternativas é que determinarão a conveniência desta opção para o tratamento e disposição do resíduo urbanos e despesas em uma usina de reciclagem.
  56. 56. Medição do Benefício da Coleta Seletiva   Como a meta principal de um programa de coleta seletiva é a redução de quantidade de resíduos aterrado, é importante medir o seu impacto. O número resultante deste cálculo chama-se taxa de desvio do resíduo. Para se calcular a taxa de desvio da coleta seletiva, deve-se usar como base a geração de resíduos domiciliar dos bairros onde há coleta seletiva. Tonelada/ mês da coleta seletiva x 100 = % de material desviado do aterro t/mês da coleta seletiva + t/mês da coleta regular
  57. 57. Taxa de desvio em uma usina de Triagem Será compostado; B) Será segregado para a reciclagem; C) Será levado ao aterro como rejeito. A taxa de desvio é a soma dos itens (a) e (b) dividida pela tonelagem de resíduo que entrou na usina no mês. A) Tonelada de resíduos que foi para compostagem =TC Tonelada de resíduo segregado para a reciclagem TR TC + TR material desviado do aterro T/M processado pela usina x 100 = % de
  58. 58. Software Verdes - Viabilidade Econômica da Reciclagem dos Resíduos Sólidos, é um programa de computador que pretende ser uma ferramenta prática para prefeituras, secretarias, instituições, ONGs, universidades e pesquisadores. http://www.reciclaveis.com.br/suprim/verdes/ Primeiro Software Ecológico do Mundo
  59. 59. Referências    Cartilha de Limpeza Urbana. Bahia, Sergio (org). Centro de Estudos Urbanos do IBAM Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Monteiro, Jose H. P. ET AL. Rio de Janeiro IBAM, 2001 Imagens Google imagens
  60. 60. Vídeos   Meio Ambiente por Inteiro - Cooperativas de Reciclagem http://www.youtube.com/watch?v=FypJnoCJpvg&f eature=results_video&playnext=1&list=PL68B8EC 17F7114FCB Vídeos Cempre http://www.youtube.com/watch?v=EBulQet_xoQ& playnext=1&list=PL6026A707BE620784&feature =results_main http://www.cempre.org.br/videos.php
  61. 61. Questões para estudo A Resolução CONAMA nº 275, de 25/4/2001 estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. Estabeleça a relação entre os diferentes tipos de resíduos e as cores definidas na Resolução CONAMA. Quais são os principais benefícios ambientais da reciclagem dos materiais existentes no lixo (plásticos, papéis, metais e vidros)? Um dos principais fatores que garantem o fortalecimento e o sucesso de uma cooperativa de catadores é a boa comercialização dos materiais recicláveis. Os preços de comercialização serão tão melhores quanto menos intermediários existirem no processo até o consumidor final, que é a indústria de transformação (fábrica de garrafas de água sanitária, por exemplo). Entre as principais ações que devem ser empreendidas no auxílio a uma cooperativa de catadores, quais podem destacar?
  62. 62. Atividade para entrega Através de um estudo de caso real ou fictício elaborar um plano de coleta seletiva abordando todas as etapas apresentadas a seguir.  Realizar esta atividade com um grupo de até 5 pessoas.  Data da entrega 26/10  O trabalho deverá ter: Capa; sumário; 1º Etapa; 2º Etapa; 3º Etapa e Conclusão e Bibliografia consultada. 
  63. 63. Atividade - Coleta seletiva PRIMEIRAETAPAPLANEJAMENTO 1. Conhecendo um pouco dos resíduos do local Número de participantes (alunos, moradores, funcionários); Quantidade diária do lixo gerado (pode ser em peso ou número de sacos de lixo); De quais tipos de resíduos o lixo é composto e porcentagens de cada um (papel, alumínio, plástico, vidro, orgânicos, infectante, etc.); O caminho do lixo: desde onde é gerado até onde é acumulado para a coleta municipal; Identificar se alguns materiais já são coletados separadamente e, em caso positivo, para onde são encaminhados.
  64. 64. Atividade - Coleta seletiva 2. Conhecendo as características do local Instalações físicas (local para armazenagem, locais intermediários); Recursos materiais existentes (tambores, latões e outros que possam ser reutilizados); Quem faz a limpeza e a coleta normal do lixo (quantas pessoas); Rotina da limpeza: como é feita a limpeza e a coleta (freqüência, horários).
  65. 65. Atividade - Coleta seletiva 3. Conhecendo um pouco o mercado dos recicláveis Doação: uma opção para quem vai implantar a coleta seletiva é encaminhar os materiais para associações ou cooperativas que, por sua vez, vendem ou reaproveitam esse material. Se for esta a opção, é bom ter uma lista desses interessados à mão. No site da SMA existe uma lista com algumas entidades. Esta lista poderá ser complementada por meio de pesquisa na sua região, pois há muitas entidades beneficentes que aceitam materiais recicláveis. Venda: preços e compradores podem ser consultados no site da SMA, em listas telefônicas (sucatas, papel, aparas, etc.) ou nos sites indicados no final desta publicação.
  66. 66. Atividade - Coleta seletiva 4. Montando a parte operacional do projeto Com todos os dados obtidos até esse ponto (as quantidades geradas de lixo por tipo de material, as possibilidades de estocagem no local, os recursos humanos existentes, etc.), está na hora de começar a planejar como será todo o esquema. Agora deve-se decidir: • se a coleta será de todos os materiais ou só dos mais fáceis de serem comercializados; • se a armazenagem dos recicláveis será em um lugar só ou com pontos intermediários; • quem fará a coleta; • onde será estocado o material; • para quem será doado e/ou vendido o material; • como será o caminho dos recicláveis, desde o local onde é gerado até o local da estocagem; • como será o recolhimento dos materiais, inclusive freqüência.
  67. 67. Atividade - Coleta seletiva 5. Educação ambiental Esta parte é fundamental para o programa dar certo: integra todas as atividades de informação, sensibilização e mobilização de todos os envolvidos. • O primeiro passo consiste em listar os diferentes segmentos envolvidos. Ex: 1. Nas escolas: todos os alunos, professores, funcionários da área administrativa e da limpeza e pais devem participar. 2. Em um condomínio: moradores (jovens, crianças, adultos), funcionários da limpeza e empregadas domésticas. • O segundo passo é pensar que tipo de informação cada segmento deve receber. • O terceiro passo é: pensando em cada segmento e nas informações que se quer passar, PLANEJAR quais atividades propor para cada segmento, visando atingir com mais sucesso o objetivo. Entre as atividades usadas, sugerimos: cartazes, palestras, folhetos, reuniões, gincanas, festas, etc. Realizar uma variedade grande de atividades sempre é melhor, pois atinge mais pessoas.
  68. 68. SEGUNDAETAPAIMPLANT AÇÃO 1. Preparação: etapa crucial, que contribui muito para o sucesso do programa Uma vez desencadeado o processo, ajustes sempre serão necessários, mas é importante manter seu controle. Divisão dos trabalhos: para garantir a realização das várias tarefas e contatos planejados – é a estratégia mais eficiente. O grupo responsável, ou um grupo ampliado para essa fase, deverá tomar as providências acertadas: • compras, se necessário; • confecção de placas sinalizadoras, cartazes, etc.; • instalação dos equipamentos; • treinamento dos funcionários responsáveis pela coleta; • elaboração de folhetos informativos (horários, freqüências, etc.). Acertos finais: normalmente com uma ou duas reuniões se resolve o que está pendente e pode-se, finalmente, partir para a inauguração. 2. Inauguração do programa Deve ser um evento bem divulgado e ter sempre uma característica alegre, criativa, de festa, mas no qual as informações principais também possam ser passadas. Pode ser uma exposição, uma palestra. Faça desta data algo marcante.
  69. 69. TERCEIRAETAPAMANUTE NÇÃO 1. Acompanhamento Acompanhamento e gerenciamento da coleta, do armazenamento, venda e ou doação dos materiais2. Levantamento Levantamento das quantidades coletadas e receita gerada (caso o material tenha sido vendido), até setorizado por tipo de material se possível. 3. Atividades contínuas de informação e sensibilização Retomar os objetivos e divulgar notas em jornais/boletins (internos), palestras, reuniões, gincanas, cartazes, são estratégias que incentivam. 4. Balanço Balanço de andamento e resultados do programa. É fundamental que sejam divulgados.

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