Incontinência urinária

4.365 visualizações

Publicada em

seminário 06/07/12

0 comentários
8 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.365
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
39
Comentários
0
Gostaram
8
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • - Estes termos só podem ser usados na ausência de infecções ou de outras enfermidades locais.
  • perda inconsciente de urina
  • - embora seja afecção subdiagnosticada, uma vez que parte das mulheres não relata a perda de urina, por constrangimento ou até por considerarem-na um processo natural.
  • - Freqüência miccional (diurna e noturna), volume líquido ingerido, volume urinado, número de episódios de perda urinária, enurese noturna, urgência miccional ou perda durante relação sexual, bem como a quantidade de absorventes utilizados diariamente. Duração de até 14 dias, com variações conforme autores.-queixas neurológicas (esclerose múltipla e doença de Parkinson)
  • - É constituído por oito domínios: percepção geral de saúde, impacto da incontinência urinária, limitações de atividades diárias, limitações físicas, limitações sociais, relacionamento pessoal, emoções e sono/disposição. Os valores variam de 0 a 100 e quanto maior a pontuação, pior é a qualidade de vida referente aquele critério
  • Força de contração voluntária dos músculos do assoalho pélvico,Tônus do esfíncter retalSinais de atrofia pelo hipoestrogenismo
  • - Solicitar EAS e URC para afastar ITU como causa da incontinência e pela alta probabilidade de manipulação do trato urinário.
  • Paciente urina espontaneamente, sem o uso de cateteresAté 50 mlColoca-se 2 cateteres uretrais (infusão e pressão) e 1 cateter retal, que avalia a pressão intra-abdominal. (Pressão do detrusor= pressão vesical – pressão abdominal)Infundi-se de soro na bexiga. Pergunta-se a paciente: se sente o enchimento vesical e o primeiro desejo miccional, na intenção de analisar a sensibilidade da paciente (N= 100-200 ml). A cada 100 ml, a paciente realiza manobras de tosse e Valsalva, sendo analisada a perda urinária e se há hiperatividade do detrusor. O exame é interrompido quando a paciente refere intenso desejo de urinar. No final do exame, é retirado o cateter de infusão e a paciente novamente urina espontaneamente e é analisada a capacidade cistométrica máxima (300-750ml).
  • - IUE isolada bexiga estável estudo urodinâmico desnecessário (Farrar et al)Baixa correlação entre sintomas e achados urodinâmicos estudo urodinâmico necessário- Além disso, anamnese e o exame físico não conseguem diferenciar a IUE por defeito esfincteriano e por hipermobilidade vesical, o que seria importante naescolha do tratamento cirúrgico.Defeito esfincteriano: inabilidade do mecanismo esfincteriano uretral em manter a coaptação da mucosa tanto no repouso quanto ao esforço físicoAntes do tto cirúrgico, deve ser realizado um estudo urodinâmico, pois se houver hiperatividade do detrusor associada, haverá alto índice de falha terapêutica. Além disso, alterações na micção (hipocontratilidade do detrusor e obstruções infra-vesicais) aumentam o risco de retenção urinária no pós-operatório.- Apenas quando a terapia não cirúrgica é contemplada (comportamental, farmacológica ou fisioterapia), o exame urodinâmico pode ser dispensável.No intuito de comprovar se uma determinada disfunção, como hiperatividade do detrusor, já havia antes ou foi posterior a cirurgia
  • A situação artificial do exame pode produzir resultados não fisiológicos da paciente em seu ambiente tradicional.Detalhes sobre a técnica, posição da paciente, tipo de sensor de pressão, taxa de infusão...
  • - Considera-se hipermobilidade quando há deslocamento do colo vesical acima de 1 cm quando comparado no repouso e ao esforço.
  • efeitos colaterais: secura na boca e alterações gastro-intestinais, estando contra-indicados no glaucoma de ângulo fechadoOxibutinina
  • Incontinência urinária

    1. 1. Mariana Olival da Cunha marianaolival@ig.com.brIncontinência urinária: o estudourodinâmico é indispensável? Mariana Olival da Cunha (R2) Orientadora: Dra. Rebecca Sotelo
    2. 2. Definições* • IU: perda involuntária de urina, representando um problema social ou higiênico • IUE: perda involuntária de urina sincrônica ao esforço, espirro ou tosse • IUU: perda involuntária de urina associada ou imediatamente precedida por urgência miccionalInt Urogynecol J (2010) 21:5–26Valor da Queixa Clínica e Exame Físico no Diagnóstico da Incontinência Urinária - RBGO - v. 24, nº 2, 2002Diagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62
    3. 3. Definições • IUM: IUE + IUU • Bexiga hiperativa: urgência, com ou sem urgeincontinência, acompanhada de aumento da freqüência miccional e noctúria • Incontinência postural: perda involuntária de urina com a mudança de posição • Perda insensível* • Incontinência coital: penetração e orgasmoInt Urogynecol J (2010) 21:5–26Diagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62
    4. 4. Epidemiologia • 18% das mulheres com mais de 30 anos de idade* • Alta prevalência (12,7 - 37%) • 35% mulheres climatéricas • 50% mulheres de casa de repouso • 29 – 75% IUE • 7 – 33% hiperatividade do detrusorQualidade de vida em mulheres com incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(6): 352-7Estudo urodinâmico da pressão de perda ao esforço, nas posições ortostática e sentada, em mulherescom incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2007; 29(2):91-5ACOG Practice Bulletin No. 63 Urinary Incontinence in Women - VOL. 105, NO. 6, JUNE 2005
    5. 5. Anamnese • Início dos sintomas • Duração • Gravidade (diário miccional*) • Condições associadas* • Impacto social e higiênico • Medicações em uso • ComorbidadesDiagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62ACOG Practice Bulletin No. 63 Urinary Incontinence in Women - VOL. 105, NO. 6, JUNE 2005
    6. 6. King’s Health Questionnaire QuestionárioRev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 235-42
    7. 7. Exame Físico • Reproduzir e caracterizar a incontinência • Excluir distúrbios neurológicos • Avaliar o suporte pélvico* • Análise da mucosa vaginal* • Sinais de dermatite amoniacal • Distopias genitais • Mobilidade uretral (Q-tip test)Diagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62ACOG Practice Bulletin No. 63 Urinary Incontinence in Women - VOL. 105, NO. 6, JUNE 2005
    8. 8. Fatores de risco • Etnia branca • Alto IMC • Parto vaginal • Parto traumático (fórceps e episiotomia) • Multiparidade • Gestação em idade avançadaSintomas urinários e qualidade de vida em mulheres - FISIOTERAPIA E PESQUISA 2007; 1 4(3): 1 2-7
    9. 9. Fatores de risco • Diabetes • Menopausa • Constipação • Cirurgias pélvicas radicais • Ocupações que exijam esforço físico (atletas)Sintomas urinários e qualidade de vida em mulheres - FISIOTERAPIA E PESQUISA 2007; 1 4(3): 1 2-7
    10. 10. Estudo urodinâmico • Objetivo: identificar as causas específicas dos sintomas das pacientes (incontinência urinária, disfunção miccional, sintomas irritativos do trato urinário) e fornecer dados para orientar o correto tratamento. • EAS e URCDiagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62
    11. 11. Estudo urodinâmico • Fluxometria* + Resíduo pós-miccional • Cistometria* • Estudo miccional*Int Urogynecol J (2010) 21:5–26ACOG Practice Bulletin No. 63 Urinary Incontinence in Women - VOL. 105, NO. 6, JUNE 2005
    12. 12. Estudo urodinâmico • PPE < 60 cmH2o: Defeito esfincteriano intrínseco • PPE > 90 cmH2o: IUEDiagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62Urodynamic evaluation of women with incontinence - ©2012 UpToDate ®
    13. 13. Estudo urodinâmico: Sim ou Não • Queixa IUE isolada + exame físico 25% erro diagnóstico • Defeito esfincteriano e hipermobilidade do colo vesical • Tratamento cirúrgico X conservador • Defesa médicaDiagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62
    14. 14. Estudo urodinâmico: Sim ou Não• 27% de chance de modificar o tratamento• Resultados não fisiológicos*• Falta padronização• Normalidade não exclui anormalidade clínica• Sintomatologia não condizente com exame físico• Falha do tratamento conservadorUrodynamic evaluation of women with incontinence - ©2012 UpToDate ®
    15. 15. USG • Estimar o resíduo miccional • Detectar tumores vesicais e distorções na parede vesical • Avaliação da vascularização dos tecidos periuretrais por meio do efeito doppler e da musculatura do assoalho pélvico • Avaliar a hipermobilidade e a posição do colo vesicalDiagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62
    16. 16. Tratamento • IUE: cirúrgico, fisioterapia – exercícios de Kegel • IUU: anticolinérgicos ou anti-muscarínicos, reeducação vesical, exercícios de Kegel, toxina botulínicaIncontinência Urinária Feminina - Acta Urológica 2007, 24; 1: 79-82
    17. 17. Bibliografia• Urodynamic evaluation of women with incontinence - ©2012 UpToDate ®• Int Urogynecol J (2012) 23:813–822 DOI 10.1007/s00192-012- 1693-3• Int Urogynecol J (2010) 21:5–26• 2009 Wiley-Liss, Inc.• Impacto do estudo urodinâmico em mulheres com incontinência urinária - Rev Assoc Med Bras 2007; 53(2): 1225
    18. 18. Bibliografia• Incontinência Urinária Feminina - Acta Urológica 2007, 24; 1: 79-82• Diagnóstico clínico e subsidiário da incontinência urinária - Rev Bras Ginecol Obstet. 2006; 28(1): 54-62• ACOG Practice Bulletin No. 63 Urinary Incontinence in Women - VOL. 105, NO. 6, JUNE 2005• Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 235-42• Valor da Queixa Clínica e Exame Físico no Diagnóstico da Incontinência Urinária - RBGO - v. 24, nº 2, 2002• Int Urogynecol J (2000) 11:188–195 - 2000 Springer-Verlag London Limited

    ×