Lições Adultos Jeremias
Lição 6 - Atos simbólicos
31 de outubro a 7 de novembro
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jo 7–9
VERSO P...
Deus ordenou a Moisés acerca de Israel: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êx 25:8), e
habitou no santu...
era curado; sua vida era salva. Assim, aquele que é atingido pela serpente do pecado deve olhar para a cruz e,
pela fé, se...
olhar, e viver (O Desejado de Todas as Nações, p. 174, 175).
Segunda, 2 de novembro - O barro do oleiro
3. Que verdades cr...
esforçar e lutar pela nação? Por vezes ele certamente achou que a resposta fosse “não”.
Contudo, enquanto ele observava a ...
haja lugar para a dúvida, jamais virão à luz (O Grande Conflito, p. 527).
Terça, 3 de novembro - A degeneração de uma naçã...
libertinagem está acorrentando homens e mulheres em cativeiro. Parecem estar cheios de si e fracos para
resistir e vencer ...
também todas as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a todo o exército dos céus e ofereceram
libações a outros deu...
verdade; … que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado”. Todavia, “ao culpado não tem por
inocente” (Êx :, 7). C...
(4:5-8) 5Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que
assim façais no meio d...
“Para muitas mentes, a origem do pecado e a razão de sua existência são causa de grande perplexidade. Veem
a obra do mal, ...
espiritual de um símbolo bíblico que aponta essencialmente para Cristo e para a salvação nEle.
Para o professor: A serpent...
Tafnes anunciavam a sorte do Egito (Jr 43:8-13); houve também o rolo que continha uma profecia sobre o
destino de Babilôni...
todas as áreas de nossa vida.
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1. Até onde deve ir nosso envolvimento pessoal na igreja...
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A lição original com os textos bíblicos tem como finalidade; facilitar a leitura ou mesmo o estudo, os versos estão na sequência correta, evitando a necessidade de procurá-los, o que agiliza, para os que tem o tempo limitado, vc pode levá-la no ipad, no pendrive, celular e etc, ler a qualquer momento e em qualquer lugar que desejar, até sem a necessidade de estar conectado na internet.

Que... “Deus tenha misericórdia de nós e nós abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação”. Sal. 67:1-2.

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  1. 1. Lições Adultos Jeremias Lição 6 - Atos simbólicos 31 de outubro a 7 de novembro Sábado à tarde Ano Bíblico: Jo 7–9 VERSO PARA MEMORIZAR: “Não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?.” (Rm 9:21). Leituras da Semana: Gn 4:3-7; Nm 21:1-9; Is 29:16; Rm 9:18-21; Jr 19; Hb 5:14; Jr 13:1-11 Todo estudante da Bíblia sabe que ela está cheia de símbolos, isto é, coisas que representam ideias e conceitos que vão além de si mesmos. Todo o serviço do santuário terrestre, por exemplo, era uma profecia simbólica do plano da salvação. “O significado do sistema cerimonial judaico não é ainda plenamente compreendido. Profundas e vastas verdades são prefiguradas em seus ritos e símbolos. O evangelho é a chave que desvenda seus mistérios. Pelo conhecimento do plano de salvação, suas verdades serão abertas ao nosso entendimento” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 133). Por meio do simbolismo do santuário terrestre, das representações contidas nos livros proféticos (como Daniel 2, 7, 8, e o Apocalipse) e de muitas outras formas, o Senhor usou símbolos para transmitir a verdade. Ao mesmo tempo, o próprio Jesus, com Suas parábolas e lições objetivas, usou símbolos para explicar verdades profundas. O livro de Jeremias é rico em simbolismos e imagens. Nesta semana examinaremos alguns desses símbolos, o que significam e as lições que devemos extrair deles. De 21 a 28 de novembro, teremos o evangelismo de colheita, em toda a América do Sul. Para alcançar sucesso, é essencial: 1. Continuar o trabalho das classes bíblicas. 2. Acompanhar os resultados da atuação das duplas missionárias. 3. Desafiar cada pessoa a orar por um amigo e convidá-lo a assistir ao evangelismo. 4. Fortalecer os ministérios de visitação e recepção. Comentários de Ellen G. White A sarça ardente em que Cristo apareceu a Moisés, revelava Deus. O símbolo escolhido para representação da Divindade foi um humilde arbusto que, aparentemente, não tinha nenhuma atração. Abrigou, porém, o Infinito. O Deus todo-misericordioso velou Sua glória num símbolo por demais humilde, para que Moisés pudesse olhar para ele e viver. Assim, na coluna de nuvem de dia e na de fogo à noite, Deus Se comunicava com Israel, revelando aos homens Sua vontade e proporcionando-lhes graça. A glória de Deus era restringida, e Sua majestade velada, para que a fraca visão de homens finitos a pudesse contemplar. De idêntica maneira Cristo devia vir no “corpo abatido” (Fp 3:21), “semelhante aos homens”. Aos olhos do mundo, não possuía beleza para que O desejassem; e não obstante era o encarnado Deus, a luz do Céu na Terra. Sua glória estava encoberta, Sua grandeza e majestade ocultas, para que pudesse atrair a Si os tentados e sofredores. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  2. 2. Deus ordenou a Moisés acerca de Israel: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êx 25:8), e habitou no santuário, no meio de Seu povo. Durante toda a fatigante peregrinação deles no deserto, o símbolo de Sua presença os acompanhou. Assim Cristo estabeleceu Seu tabernáculo no meio de nosso acampamento humano. Estendeu Sua tenda ao lado da dos homens, para que pudesse viver entre nós, e nos tornar familiares com Seu caráter e vida divinos. “O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14; O Desejado de Todas as Nações, 23, 24). A Bíblia aponta Deus como seu Autor; no entanto, foi escrita por mãos humanas, e no variado estilo de seus diferentes livros apresenta os característicos dos diversos escritores. As verdades reveladas são todas dadas por inspiração de Deus (2Tm 3:16); acham-se, contudo, expressas em palavras de homens. O Ser infinito, por meio de Seu Santo Espírito derramou luz na mente e no coração de Seus servos. Deu sonhos e visões, símbolos e figuras; e aqueles a quem a verdade foi assim revelada, corporificam, eles mesmos, o pensamento em linguagem humana (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 25). O modo de ensinar de Cristo era belo e atrativo, caracterizando-se sempre pela simplicidade. Desdobrava os mistérios do reino do Céu por meio de imagens e símbolos familiares aos ouvintes; e o povo comum O escutava de boa vontade, pois podiam entender-Lhe a palavra. Não havia expressões eruditas, para compreender as quais fosse necessário consultar o dicionário (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 240). Domingo, 1º de novembro - A verdade em símbolos A Bíblia é muito rica em símbolos. Todos os tipos aparecem em grande número, e, na maioria das vezes, representam verdades maiores do que eles próprios. 1. Leia Gênesis 4:3-7. O que os dois sacrifícios diferentes simbolizam? (4:3-7) 3 Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. 4 Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; 5 ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu- lhe o semblante. 6 Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? 7 Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. R. 1. A salvação pelas obras e a salvação pela graça de Deus mediante a fé. Logo no início da Bíblia podemos ver a diferença entre a tentativa de chegar ao Céu pelo esforço próprio (na oferta de Caim) e a percepção de que a salvação é somente pela graça, e se torna disponível a nós apenas através dos méritos de um Salvador crucificado (a oferta de Abel). 2. Leia Números 21:4-9. Qual foi o simbolismo da serpente de bronze levantada na haste? Jo 12:32 (21:4-9) 4Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho. 5E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil. 6Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel. 7Veio o povo a Moisés e disse: Havemos pecado, porque temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós as serpentes. Então, Moisés orou pelo povo. 8Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. 9Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava. (12:32) E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. R. 2. Aquele que era picado por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e, pela fé na palavra de Deus, Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  3. 3. era curado; sua vida era salva. Assim, aquele que é atingido pela serpente do pecado deve olhar para a cruz e, pela fé, ser salvo. “Os israelitas salvaram a própria vida olhando para a serpente levantada. Aquele olhar envolvia fé. Viviam porque acreditavam na palavra de Deus, e confiavam no meio provido para seu restabelecimento” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 431). Ao longo do Antigo Testamento, o ritual do santuário terrestre serviu como a mais detalhada representação simbólica do plano da salvação. Há milhares de anos, cogita-se quanto os israelitas compreendiam sobre o significado de todos os rituais, embora, sem dúvida, muitos tenham captado a mais importante de todas as verdades ensinadas ali: a expiação substitutiva, isto é, a ideia de que um substituto tinha que morrer em lugar deles a fim de que seus pecados fossem perdoados (1Co 5:7). Na verdade, por meio do ritual do santuário, nos foram dados símbolos não só da morte de Jesus, mas também de Seu sumo sacerdócio celestial, do juízo pré-advento e da eliminação final do pecado no fim dos tempos. De quais outros símbolos do plano da salvação você se lembra? Quais, especialmente, falam sobre a graça salvadora e a esperança que podemos receber dela? Você já leu sua Bíblia hoje? Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus. Comentários de Ellen G. White Satanás contemplava com intenso interesse cada evento relacionado com as ofertas de sacrifícios. A devoção e a solenidade ligadas ao derramamento de sangue da vítima causava-lhe grande desconforto. Para ele, essa cerimônia estava revestida de mistério. Mas ele não era um estudante embotado. Imediatamente, descobriu que as ofertas de sacrifícios tipificavam alguma expiação futura para o homem. Viu que as ofertas significavam arrependimento do pecado. Isso não se harmonizava com seus propósitos e imediatamente começou a trabalhar no coração de Caim com o intuito de levá-lo à rebelião contra a oferta de sacrifício que prefigurava um Redentor vindouro. O arrependimento de Adão, evidenciado por sua tristeza pela transgressão e sua esperança de salvação por Cristo, mostrada por suas obras nas ofertas de sacrifícios, constituía um desapontamento para Satanás. Esperava constantemente ganhar Adão a fim de unir-se a ele na murmuração contra Deus, e rebelar-se contra Sua autoridade. Caim e Abel foram representantes de duas grandes classes. Abel, como sacerdote, com fé solene ofereceu seu sacrifício. Caim estava desejoso de oferecer os frutos da terra, mas se recusou a relacionar sua oferta com sangue de animais. Seu coração se recusava a mostrar arrependimento pelo pecado e fé num Salvador, por intermédio da oferta do sangue de animais. Recusou-se a admitir sua necessidade de um Redentor. Para seu coração orgulhoso, isso significava dependência e humilhação. Mas Abel, pela fé num futuro Redentor, ofereceu a Deus um sacrifício mais aceitável do que Caim. Sua oferta de sangue de animais significava que ele era pecador e tinha pecados a abandonar, e se arrependia, e acreditava na eficácia do sangue da grande oferta futura. Satanás é pai da descrença, murmuração e rebelião. Encheu Caim de dúvidas e furor contra seu irmão inocente e contra Deus, porque seu sacrifício foi recusado e o de Abel aceito. E na sua ira insana assassinou o irmão (No Deserto da Tentação, p. 27, 28). O símbolo da serpente levantada tornou-lhe clara a missão do Salvador. Quando o povo de Israel estava perecendo pelas picadas das serpentes ardentes, Deus instruiu Moisés para fazer uma serpente de metal, e colocá-la no alto, no meio da congregação. Foi então anunciado no acampamento que todos os que olhassem para a serpente, viveriam. Bem sabia o povo que, em si mesma, ela não possuía poder nenhum para o ajudar. Era um símbolo de Cristo. Como a imagem feita à semelhança das serpentes destruidoras era erguida para cura dos israelitas, assim Alguém nascido “em semelhança da carne do pecado” (Rm 8:3), havia de lhes ser Redentor. Muitos dos israelitas olhavam o serviço sacrifical como possuindo em si mesmo virtude para os libertar do pecado. Deus lhes desejava ensinar que esse serviço não tinha mais valor que aquela serpente de metal. Visava a dirigir-lhes a mente para o Salvador. Fosse para a cura de suas feridas, fosse para o perdão dos pecados, não podiam fazer por si mesmos coisa alguma, se não mostrar sua fé no Dom de Deus. Cumpria-lhes Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  4. 4. olhar, e viver (O Desejado de Todas as Nações, p. 174, 175). Segunda, 2 de novembro - O barro do oleiro 3. Que verdades cruciais são ensinadas nos símbolos apresentados a seguir? (Ver Gn 2:7.) (2:7) Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Jr 18:1-10 (18:1-10) 1Palavra do SENHOR que veio a Jeremias, dizendo: 2Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. 3Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. 4Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. 5Então, veio a mim a palavra do SENHOR: 6Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? —diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. 7No momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, 8se a tal nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe. 9E, no momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino, para o edificar e plantar, 10se ele fizer o que é mal perante mim e não der ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria. R. a) O barro representa o ser humano, que, mesmo arruinado pelo pecado, pode ser refeito por Deus. Is 29:16 (29:16) Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe. R. b) Como o oleiro faz do barro um utensílio e decide como ele será usado, Deus é nosso Criador e traça planos para nós; não devemos fazer nossos próprios planos e querer ser senhores de nosso próprio destino. Is 45:9 (45:9) Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça. R. c) Como seria absurdo o objeto questionar o oleiro que o fez, é absurdo o ser humano questionar seu Criador. Is 64:8 (64:8) Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. R. d) Assim como o utensílio é criado pelo oleiro, Deus é nosso Criador. Rm 9:18-21 (9:18-21) 18Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz. 19Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? 20Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? 21Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? R. e) Deus é soberano sobre nós. Embora respeite nosso livre-arbítrio, Ele decide como lidará conosco em face às decisões que tomamos. Devido à constante rejeição e perseguição que enfrentou, sem dúvida Jeremias desejou desistir. Valia a pena se Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  5. 5. esforçar e lutar pela nação? Por vezes ele certamente achou que a resposta fosse “não”. Contudo, enquanto ele observava a mão do oleiro, foi-lhe dada uma figura, um símbolo, de como o Senhor trabalhava com o barro humano. Sejam quais forem as outras verdades encontradas na figura do oleiro e do barro, ela ensina a soberania absoluta de Deus. Isto é, por mais desesperada que a situação pudesse parecer a partir da perspectiva de Jeremias, o simbolismo do oleiro e do barro mostrou que, em última análise, apesar das decisões erradas que tomamos, até mesmo de modo intencional, o Senhor está no controle do mundo. Ele é a fonte absoluta de poder e autoridade, e no fim triunfará, não importa quais sejam as aparências agora. Séculos depois de Jeremias, Paulo retomou essa figura do Antigo Testamento, em Romanos 9, e deu continuidade a ela, usando-a, basicamente, para ensinar a mesma lição que ela deve ter ensinado a Jeremias. Na verdade, em Romanos 9:21, talvez Paulo estivesse se referindo diretamente a Jeremias 18:6. Podemos estar certos de que, apesar da realidade do livre-arbítrio humano, bem como dos frequentes resultados calamitosos do abuso desse livre-arbítrio, podemos, por fim, ter esperança na absoluta soberania de nosso amoroso e abnegado Deus, cujo amor é revelado na cruz. O mal não vai triunfar. Deus e Seu amor triunfarão. Temos uma grande esperança! Como você pode aprender a confiar em Deus e se colocar em Suas mãos, como o barro nas mãos do Oleiro, apesar das circunstâncias presentes? Que outros textos bíblicos nos mostram a realidade da soberania de Deus Comentários de Ellen G. White O oleiro toma o barro nas mãos e molda-o de acordo com sua vontade. Ele o amassa e manipula. Dilacera-o, e então junta e comprime as partes separadas. Molha o vaso e o põe para secar. Ele o deixa de lado por algum tempo, sem nele tocar. Quando o considera no ponto, continua o trabalho de moldá-lo. Dá-lhe a forma desejada, depois dá polimento ao vaso. Deixa-o secar ao sol e coloca no forno. Assim o barro se torna um vaso apto para o uso. É desse modo que o grande Artífice deseja moldar-nos e polir-nos. E assim como o barro está nas mãos do oleiro, devemos estar em Suas mãos. Não devemos procurar fazer a obra do Oleiro. Nossa parte consiste em ser submissos à modelagem do grande Artífice (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 186, 187). Enquanto o instrumento humano está inventando e planejando para si alguma coisa que Deus impediu que fizesse, ele passa maus bocados. Queixa-se, fica irritado, e tem maiores dificuldades. Mas quando se submete para ser como barro nas mãos do oleiro, Deus transforma o homem num vaso para honra. O barro se submete à moldagem. Se Deus tivesse permissão para fazer o que quer, centenas de pessoas seriam moldadas e transformadas em vasos segundo Lhe parecesse mais apropriado. Permitamos que a mão de Deus molde o barro para Seu serviço. Ele sabe que espécie de vaso deseja ter. A cada pessoa Ele designou a sua obra. Deus sabe qual é o lugar a que ela se adapta melhor. Muitos estão trabalhando em oposição à vontade de Deus, e prejudicam a textura. O Senhor quer que todos sejam submissos à Sua orientação divina. Ele colocará os homens onde se deixem moldar à divina semelhança de Cristo. Se o próprio eu se submeter à moldagem, se cooperarmos com Deus, se orarmos em união, trabalharmos em união, todos assumindo seu lugar como fios na teia da vida, vamos nos tornar um belo tecido que alegrará o Universo de Deus (Exaltai-O [MM 1992], p. 65). Por meio de pesquisas, jamais poderemos encontrar Deus. Não devemos tentar erguer com mãos presunçosas o véu com o qual Ele vela Sua majestade. O apóstolo exclama: “Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis os Seus caminhos!” (Rm 11:33). Podemos compreender Seu trato para conosco e os motivos que O movem até ao ponto em que nos é possível discernir o amor e a misericórdia ilimitados em união com o poder infinito. Nosso Pai celestial tudo determina em sabedoria e justiça, e não devemos estar descontentes e destituídos de confiança, antes devemos curvar-nos em submissão reverente. De Seus propósitos Ele nos revelará tanto quanto for para nosso bem saber, e, além disso, devemos confiar na Mão que é onipotente, no Coração que está repleto de amor. Ao mesmo tempo em que Deus deu prova ampla para a fé, nunca removeu toda desculpa para a descrença. Todos os que buscam ganchos em que pendurar suas dúvidas, haverão de encontrá-los. E todos os que se recusam a aceitar a Palavra de Deus e Lhe obedecer antes que toda objeção tenha sido removida, e não mais Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  6. 6. haja lugar para a dúvida, jamais virão à luz (O Grande Conflito, p. 527). Terça, 3 de novembro - A degeneração de uma nação “Porquanto Me deixaram e profanaram este lugar, queimando nele incenso a outros deuses, que nunca conheceram, nem eles, nem seus pais, nem os reis de Judá; e encheram este lugar de sangue de inocentes” (Jr 19:4). Nessa passagem são apresentados alguns exemplos dos males que haviam sobrevindo a Judá. Além de deixar o Senhor, oferecer incenso a “outros deuses” e derramar sangue inocente, também “profanaram” aquele lugar. O verbo hebraico ali significa “tornar estrangeiro”, “tornar estranho” ou “profanar”. O texto não diz se esse “lugar” se refere ao templo ou a Jerusalém. O ponto importante, porém, é que a nação devia ser santa, especial ao Senhor (Êx 19:5, 6), diferente e distinta das nações ao seu redor; mas não foi isso que aconteceu. Eles perderam seu caráter singular; perderam a distinção que os teria tornado um testemunho para o mundo. Tornaram-se iguais aos outros povos. 4. Quais práticas de outras nações foram seguidas pelo povo de Deus? Que advertência isso traz para nós? Jr 19:4, 5 (19:4-5) Porquanto me deixaram e profanaram este lugar, queimando nele incenso a outros deuses, que nunca conheceram, nem eles, nem seus pais, nem os reis de Judá; e encheram este lugar de sangue de inocentes; e edificaram os altos de Baal, para queimarem os seus filhos no fogo em holocaustos a Baal, o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me passou pela mente. R. 4. Queimaram incenso a falsos deuses; derramaram sangue inocente; edificaram os altos de Baal, para neles queimarem seus filhos. Quando deixamos o Senhor, passamos a ser totalmente influenciados pela sociedade e nos tornamos capazes de fazer as coisas mais degradantes e absurdas. “E edificaram os altos de Baal, para queimarem os seus filhos no fogo em holocaustos a Baal, o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem Me passou pela mente” (Jr 19:5). Embora o conceito de sacrifícios humanos fosse conhecido no mundo antigo, era amaldiçoado pelo Senhor, que proibiu essa prática para os israelitas (Dt 18:10). A frase traduzida acima como “nem Me passou pela mente”, no hebraico significa o seguinte: “nem Me subiu ao coração”. Essa era uma expressão idiomática que mostrava o quanto essa prática era alheia e contrária à vontade de Deus. Se nós, seres caídos, endurecidos pelo pecado, achamos essa prática repulsiva, imagine como o santo Deus a devia considerar! Contudo, com o passar do tempo, o poder da corrupção e da cultura havia dominado de tal forma o povo de Deus que eles adotaram esse horrível ritual. Que lição aprendemos com isso quanto à facilidade com que podemos ser cegados pela cultura dominante! Chegamos a concordar ou participar de certas práticas que, se estivéssemos ligados ao Senhor e em sintonia com Sua Palavra como deveríamos estar, nunca as aprovaríamos, mas ficaríamos horrorizados com elas (ver Hb 5:14)! Comentários de Ellen G. White O barro nas mãos do oleiro… é repetidamente girado até que se apresente a vontade do oleiro no vaso. A graça e a verdade tornarão perfeita a obra de modelar o barro humano, para que a glória do grande Oleiro apareça na produção de um vaso bem proporcionado, moldado e polido para o serviço. O Oleiro não pode moldar para honra aquilo que nunca Lhe foi posto nas mãos. A vida cristã é de entrega e submissão diárias, e de contínua vitória. Cada dia serão alcançadas novas vitórias. O eu precisa ser perdido de vista, e o amor de Deus constantemente cultivado. Assim cresceremos em Cristo. Assim a vida é afeiçoada segundo o modelo divino. Que a mão de Deus trabalhe o barro para Seu serviço. Ele sabe exatamente que espécie de vaso quer moldar (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 333). Tenho percebido que há o perigo de que os próprios que professam ser filhos de Deus se corrompam. A Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  7. 7. libertinagem está acorrentando homens e mulheres em cativeiro. Parecem estar cheios de si e fracos para resistir e vencer o apetite e a paixão. Em Deus há poder; nEle há força. Caso lancem mão disso, o poder vivificante de Jesus estimulará todos aqueles que professam o nome de Cristo. Estamos circundados de perigos; e só estaremos seguros quando sentirmos a própria fraqueza e nos apegarmos ao nosso poderoso Libertador com a mão da fé. Vivemos em um tempo terrível. Não podemos deixar de vigiar e orar nem por um momento. Nosso desamparado ser precisa se apoiar em Jesus, nosso compassivo Redentor. (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 473). Quando Cristo enviou os discípulos com a mensagem evangélica, a fé em Deus e Sua Palavra havia quase desaparecido da Terra. Entre o povo judeu, que professava conhecer Jeová, Sua Palavra havia sido posta à margem para dar lugar à tradição e às especulações humanas. A ambição egoísta, o amor da ostentação e a ganância do lucro absorviam os pensamentos dos homens. À medida que desaparecia a reverência para com Deus, fugia também a compaixão para com os homens. O egoísmo era o princípio dominante, e Satanás executava sua vontade na miséria e na degradação da humanidade. Instrumentos satânicos tomavam posse dos homens. O corpo humano, feito para habitação de Deus, tornou-se morada de demônios. Os sentidos, os nervos e órgãos dos homens eram manejados por influências sobrenaturais na condescendência com as mais vis concupiscências. O próprio cunho dos demônios se achava impresso na fisionomia dos homens. O semblante humano refletia a expressão das legiões do mal de que os próprios homens estavam possuídos. Qual é a condição do mundo atualmente? Não é a fé na Bíblia hoje destruída tão eficazmente pela alta crítica e as especulações, como o era pela tradição e o rabinismo dos dias de Jesus? Não têm a ambição e a cobiça e o amor do prazer tão forte domínio no coração dos homens agora como possuíam então? No professo mundo cristão, mesmo nas professas igrejas de Cristo, quão poucos são regidos por princípios cristãos! Nos círculos comerciais, sociais, domésticos, e mesmo nos religiosos, quão poucos fazem dos ensinos de Cristo a regra do viver diário! (A Ciência do Bom Viver, p. 142). Quarta, 4 de novembro - Quebrando a botija Como vimos ontem, a nação havia caído em profunda apostasia. O povo não estava entendendo a mensagem. Então, Deus usou Jeremias para realizar um convincente ato simbólico que deveria ajudar a despertá-lo para o perigo que estava enfrentando. 5. Leia Jeremias 19:1-15. O que o profeta devia fazer e qual era o significado desse ato? (19:1-15) 1Assim diz o SENHOR: Vai, compra uma botija de oleiro e leva contigo alguns dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes; 2sai ao vale do filho de Hinom, que está à entrada da Porta do Oleiro, e apregoa ali as palavras que eu te disser; 3e dize: Ouvi a palavra do SENHOR, ó reis de Judá e moradores de Jerusalém. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que trarei mal sobre este lugar, e quem quer que dele ouvir retinir-lhe-ão os ouvidos. 4Porquanto me deixaram e profanaram este lugar, queimando nele incenso a outros deuses, que nunca conheceram, nem eles, nem seus pais, nem os reis de Judá; e encheram este lugar de sangue de inocentes; 5e edificaram os altos de Baal, para queimarem os seus filhos no fogo em holocaustos a Baal, o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me passou pela mente. 6Por isso, eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que este lugar já não se chamará Tofete, nem vale do filho de Hinom, mas o vale da Matança. 7Porque dissiparei o conselho de Judá e de Jerusalém neste lugar e os farei cair à espada diante de seus inimigos e pela mão dos que procuram tirar-lhes a vida; e darei o seu cadáver por pasto às aves dos céus e aos animais da terra. 8Porei esta cidade por espanto e objeto de assobios; todo aquele que passar por ela se espantará e assobiará, por causa de todas as suas pragas. 9Fá-los-ei comer as carnes de seus filhos e as carnes de suas filhas, e cada um comerá a carne do seu próximo, no cerco e na angústia em que os apertarão os seus inimigos e os que buscam tirar-lhes a vida. 10Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo 11e lhes dirás: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Deste modo quebrarei eu este povo e esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se, e os enterrarão em Tofete, porque não haverá outro lugar para os enterrar. 12Assim farei a este lugar, diz o SENHOR, e aos seus moradores; e farei desta cidade um Tofete. 13As casas de Jerusalém e as casas dos reis de Judá serão imundas como o lugar de Tofete; Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  8. 8. também todas as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a todo o exército dos céus e ofereceram libações a outros deuses. 14Voltando, pois, Jeremias de Tofete, lugar para onde o enviara o SENHOR a profetizar, se pôs em pé no átrio da Casa do SENHOR e disse a todo o povo: 15Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que trarei sobre esta cidade e sobre todas as suas vilas todo o mal que pronunciei contra ela, porque endureceram a cerviz, para não ouvirem as minhas palavras. R. 5. Jeremias devia ir a uma olaria, comprar uma botija e levar consigo alguns dos anciãos do povo e dos sacerdotes; devia sair para o vale do filho de Hinom, perto da Porta do Oleiro e, ali, quebrar a botija, que representava o povo e a cidade. Esse ato simbolizava que o juízo de Deus era irreversível. Jeremias tinha que voltar à casa do oleiro. Dessa vez, porém, o Senhor desejava Se certificar de que ele traria testemunhas consigo para ver exatamente o que ele iria fazer. As testemunhas eram os anciãos e sacerdotes de Judá (Jr 19:1). Como líderes, eles eram responsáveis pelo que acontecia na nação e, assim, precisavam entender a mensagem que Jeremias devia transmitir a eles por meio de seu ato simbólico. A Porta do Oleiro (ou Porta dos Cacos, NVI; Jr 19:2), onde ele devia quebrar a botija, talvez ficasse perto do local em que os oleiros trabalhavam, e logo depois da porta podia estar o local onde eles jogavam os cacos dos vasos quebrados. Assim, o simbolismo tornou-se ainda mais forte. Para que serve uma botija de barro quebrada? Se a botija estivesse rachada, ainda se poderia achar alguma utilidade para ela, mesmo que não fosse o propósito original para o qual havia sido feita. Mas Jeremias não devia apenas fazer uma rachadura nela. Devia quebrá-la, tornando-a essencialmente inútil. Entre o ato em si e as palavras que se seguiram, é difícil imaginar que as pessoas pudessem não ter entendido a advertência. Mas, é claro, entender a advertência e agir de conformidade com ela são duas coisas completamente diferentes. Ainda mais assustadora é a condição aparentemente irremediável do ato. Quem pode consertar uma vasilha quebrada? Embora o Senhor tenha dado à nação uma esperança e um futuro, naquele momento, a menos que se convertessem, os habitantes da Judeia estavam condenados, juntamente com seus filhos. Todos os locais que eles haviam contaminado com suas abominações e atos pecaminosos logo seriam contaminados com seus próprios cadáveres. Talvez a extensão da depravação do povo possa ser mais bem entendida pela dimensão do castigo que ela ocasionou a eles. Pense em algo estragado, que não tenha conserto. Para que, originalmente, esse objeto foi feito, e o que aconteceu para que ele tenha ficado inútil? Precisamos ter muito cuidado para que isso não aconteça conosco! Comentários de Ellen G. White Muitos que sinceramente consagram a vida ao serviço de Deus ficam surpresos e desiludidos ao se encontrarem, como nunca, rodeados de obstáculos e assediados por provas e perplexidades. Oram para que seu caráter se assemelhe ao de Cristo e se tornem aptos para a obra do Senhor, e contudo são postos em circunstâncias que parecem provocar toda a malícia de sua natureza. São-lhes reveladas as faltas, de cuja existência jamais haviam suspeitado. Como o Israel de outrora, perguntam: “Se Deus nos conduz, por que nos sucedem todas estas coisas?” É justamente porque Deus os conduz que estas coisas lhes sucedem. As provas e obstáculos são os métodos de disciplina escolhidos pelo Senhor e as condições de bom êxito que nos apresenta. Ele, que lê o coração dos homens, conhece melhor do que eles mesmos seu caráter. Vê que alguns têm faculdades e possibilidades que, bem dirigidas, podiam ser empregadas no avanço de Sua obra. Em Sua providência, Deus colocou essas pessoas em diferentes situações e variadas circunstâncias a fim de que possam descobrir, em seu caráter, defeitos que a eles mesmos estavam ocultos. Dá-lhes oportunidade de corrigir tais defeitos e de se tornarem aptos para O servir. Por vezes, permite que o fogo da aflição os assalte, a fim de que sejam purificados (A Ciência do Bom Viver, p. 470, 471). A paciência que Deus tem exercido para com os ímpios, torna os homens audazes na transgressão. Mas seu castigo não será menos certo e terrível por ser tanto tempo retardado. “O Senhor Se levantará como no monte de Perazim, e irará, como no vale de Gibeom, para fazer a Sua obra, a Sua estranha obra, e para executar o Seu ato, o Seu estranho ato” (Is 28:21). Para nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é um ato estranho. “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva” (Ez 33:11). O Senhor é “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  9. 9. verdade; … que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado”. Todavia, “ao culpado não tem por inocente” (Êx :, 7). Conquanto Ele não Se deleite na vingança, executará juízo sobre os transgressores de Sua lei. É obrigado a fazer isso, para preservar os habitantes da Terra da depravação e ruína totais. A fim de salvar alguns Ele deverá eliminar os que se tornaram endurecidos no pecado. “O Senhor é tardio em irar-Se, mas grande em força, e ao culpado não tem por inocente” (Na 1:3). Ele reivindicará com terríveis manifestações a dignidade de Sua lei espezinhada. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça (Patriarcas e Profetas, 628). Quinta, 5 de novembro - O cinto de linho 6. Leia Jeremias 13:1-11. Que ato simbólico Jeremias foi orientado a realizar? Que importante lição esse ato devia ensinar? (13:1-11) 1Assim me disse o SENHOR: Vai, compra um cinto de linho e põe-no sobre os lombos, mas não o metas na água. 2Comprei o cinto, segundo a palavra do SENHOR, e o pus sobre os lombos. 3Então, pela segunda vez me veio a palavra do SENHOR, dizendo: 4Toma o cinto que compraste e que tens sobre os lombos; dispõe-te, vai ao Eufrates e esconde-o ali na fenda de uma rocha. 5Fui e escondi-o junto ao Eufrates, como o SENHOR me havia ordenado. 6Passados muitos dias, disse-me o SENHOR: Dispõe-te, vai ao Eufrates e toma o cinto que te ordenei escondesses ali. 7Fui ao Eufrates, cavei e tomei o cinto do lugar onde o escondera; eis que o cinto se tinha apodrecido e para nada prestava. 8Então, me veio a palavra do SENHOR, dizendo: 9Assim diz o SENHOR: Deste modo farei também apodrecer a soberba de Judá e a muita soberba de Jerusalém. 10Este povo maligno, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração e anda após outros deuses para os servir e adorar, será tal como este cinto, que para nada presta. 11Porque, como o cinto se apega aos lombos do homem, assim eu fiz apegar-se a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz o SENHOR, para me serem por povo, e nome, e louvor, e glória; mas não deram ouvidos. R. 6. Comprar um cinto, colocá-lo em volta da cintura, ir até o Eufrates e escondê-lo no buraco da rocha; foi ordenado ao profeta que voltasse depois de muitos dias para pegar novamente o cinto, mas ele estava apodrecido e não prestava para mais nada. Esse ato simbolizava que, quando as pessoas abandonam a Deus, tornam-se tão inúteis quanto aquele cinto. Esse ato simbólico tem causado algumas dificuldades para os intérpretes porque o rio Eufrates (uma interpretação comum da palavra hebraica, mas não necessariamente a única) ficava a centenas de quilômetros de Jerusalém. Esdras precisou de quatro meses para fazer esse trajeto numa viagem só de ida (Ed 7:9). Para entender melhor a mensagem, Deus fez com que Jeremias fizesse o trajeto duas vezes, ida e volta. Assim, alguns eruditos têm argumentado que a referência é a algum outro ponto geográfico. Por outro lado, alguns argumentam que as longas distâncias que ele teve que viajar ajudaram a mostrar-lhe quão distante era o lugar para o qual os filhos de Israel seriam levados. Além disso, depois de voltar de uma viagem tão longa, Jeremias podia entender como seria a alegria da volta após 70 anos de cativeiro. Seja como for, o cinto simboliza Jerusalém com o templo, que estavam puros e simples (sem verniz) na época do chamado. O homem que estava usando o cinto é o próprio Deus. Isso mostra, entre outras coisas, a ligação íntima que Deus tinha com Seu povo. Alguns comentaristas veem significado no fato de que o cinto era feito de linho, o mesmo material das vestes sacerdotais (Lv 16:4); afinal, Judá devia ser uma nação sacerdotal (Êx 19:6). Assim como o cinto tinha ficado arruinado, o mesmo ocorreria com o orgulho da nação. Como um cinto se apega à cintura de um homem, essas pessoas haviam no passado se apegado ao Senhor, e eram Sua fonte de louvor e glória. Mas haviam se tornado maculadas e estragadas pelo contato com as culturas vizinhas. 7. Compare Jeremias 13:11 com Deuteronômio 4:5-8. De que forma esses versos mostram o que aconteceu com a nação? O que essas passagens dizem a nós? (13:11) Porque, como o cinto se apega aos lombos do homem, assim eu fiz apegar-se a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz o SENHOR, para me serem por povo, e nome, e louvor, e glória; mas não deram ouvidos. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  10. 10. (4:5-8) 5Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. 6Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente. 7Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 8E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho? R. 7. O povo devia ter sido um louvor e uma glória ao nome de Deus, mas se recusaram a andar na Palavra e nos caminhos do Senhor. Nosso propósito é glorificar a Deus, mas se não andarmos segundo a Palavra do Senhor, em vez de glorificá-Lo, iremos trazer vergonha ao Seu nome. Comentários de Ellen G. White Os israelitas haviam sido especialmente advertidos a não perder de vista os mandamentos de Deus, em cuja obediência deviam encontrar força e bênção. “Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma”, essa tinha sido a palavra de Deus a eles por intermédio de Moisés, “que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos” (Dt 4:9). As impressionantes cenas relacionadas com a entrega da lei no Sinai não deviam jamais ser esquecidas. Claras e decididas foram as advertências então dadas a Israel contra os costumes idólatras predominantes entre as nações circunvizinhas. “Guardem pois com diligência a sua vida…”, foi o conselho dado; “para que vocês não se corrompam, e façam para vocês alguma escultura, semelhança de imagem”, “e não levantes os teus olhos aos céus e vejas o Sol, e a Lua, e as estrelas, todo o exército dos céus, e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o Senhor teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”. “Guardem-se de que se esqueçam do concerto do Senhor seu Deus, que tem feito com vocês, e façam alguma escultura, imagem de alguma coisa que o Senhor seu Deus proibiu a vocês” (Dt 4:15, 16, 19-23). Moisés assinalou os males que resultariam do abandono dos estatutos de Jeová. Tomando o Céu e a Terra como testemunha, ele declarou que, se depois de haverem habitado longo tempo na terra da promessa, o povo introduzisse formas corrompidas de adoração, e se curvasse perante as imagens de escultura, e se recusasse a voltar à adoração do verdadeiro Deus, a ira do Senhor seria despertada, e eles seriam levados cativos e espalhados entre os pagãos. “Certamente vocês perecerão depressa da Terra, a qual, passado o Jordão, vão possuir”, ele os advertiu. “Não prolongarão os seus dias nela, antes serão de todo destruídos. E o Senhor os espalhará entre os povos, e ficarão poucos em número entre as gentes, às quais o Senhor os conduzirá. E ali servirão a deuses que são obras de mãos de homens, madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram” (Dt 4:26-28). A apostasia de Israel se havia desenvolvido gradualmente. De geração a geração Satanás tinha feito repetidas tentativas para levar a nação escolhida a esquecer “os mandamentos, os estatutos e os juízos” (Dt 6:1) que eles haviam prometido guardar para sempre. Ele sabia que, se pudesse levar os israelitas a esquecer-se de Deus, e a “andar após outros deuses, e servi-los, e adorá-los”, “certamente” pereceriam (Dt 8:19; Profetas e Reis, p. 294- 296). Não pode habitar profundo amor por Jesus num coração que não vê e não avalia a própria pecaminosidade. A pessoa transformada pela graça há de admirar-Lhe o caráter divino; mas, se não vemos nossa própria deformidade moral, isso é inequívoca demonstração de que não tivemos uma visão da beleza e excelência de Cristo. Quanto menos virmos para estimar em nós mesmos, tanto mais veremos para apreciar na infinita pureza e amabilidade de nosso Salvador. Uma visão da própria pecaminosidade nos impele para Aquele que pode perdoar (Nossa Alta Vocação [MM, 1962, p. 25). Sexta, 6 de novembro - Estudo adicional Afigura do oleiro e do barro, especialmente como aparece em Romanos 9, introduz a importante questão de como devemos compreender os atos de Deus. Com frequência, obviamente, o fato é que não os compreendemos. Isso não deveria nos surpreender, não é mesmo? Leia Isaías 55:8. Como seres humanos, somos muito limitados no que podemos conhecer sobre qualquer coisa, quanto mais sobre os caminhos de Deus! O que possuímos é a cruz, que nos dá abundantes razões para confiar nEle e em Seu amor, mesmo quando o que acontece em Seu mundo não faz sentido algum para nós. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  11. 11. “Para muitas mentes, a origem do pecado e a razão de sua existência são causa de grande perplexidade. Veem a obra do mal, com seus terríveis resultados de miséria e desolação, e põem em dúvida como tudo isso possa existir sob o reinado de um Ser que é infinito em sabedoria, poder e amor. Eis um mistério, para o qual não encontram explicação. E, em sua incerteza e dúvida, tornam-se cegos para verdades plenamente reveladas na Palavra de Deus, e essenciais à salvação” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 492). Perguntas para reflexão Que desafios a ideia da absoluta soberania de Deus apresentam para nós com respeito à questão do mal? Como o cenário do grande conflito nos ajuda a compreender as questões difíceis, pelo menos em parte? Que outros símbolos você encontra na Bíblia? Por que Deus usa símbolos? Quais são as vantagens do seu uso Comentários de Ellen G. White Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 114. Auxiliar para o professor Resumo da Lição Texto-chave: Jeremias 19:1-15; Romanos 9:18-21 O aluno deverá… Conhecer: O uso de símbolos e atos simbólicos no livro de Jeremias, especialmente o símbolo da botija quebrada. Sentir: A extensão do pecado de Judá, que fez com que Deus finalmente executasse juízo sobre a nação na forma do exílio babilônico. Fazer: Decidir prestar atenção aos sinais e mensagens que Deus coloca em seu caminho para evitar que ele chegue a um ponto sem volta. Esboço Conhecer: Atos simbólicos Qual foi o propósito de Deus ao pedir a Jeremias que usasse atos simbólicos para comunicar Sua mensagem ao povo? Como podemos usar símbolos e atos simbólicos na proclamação da mensagem de Deus hoje? Sentir: A quebra da botija de barro O que significa a figura de uma vasilha quebrada de forma irreparável? Em nosso relacionamento com Deus, é possível chegar a um ponto em que as coisas não possam mais ser consertadas? Por quê? Fazer: Estar ligados a Deus O que o ato simbólico do cinto de linho apodrecido significava para o relacionamento entre Deus e Judá? Que mensagem positiva podemos aprender com esse símbolo em relação ao nosso relacionamento com Deus? Resumo: Símbolos e atos simbólicos podem comunicar mensagens poderosas. É provável que Jeremias seja o profeta que mais usou esses recursos. Uma botija de barro quebrada e um cinto de linho apodrecido não são exatamente figuras consoladoras, mas também comunicam positivamente a soberania de Deus, bem como Seu desejo de estar intimamente ligado a nós. Ciclo do aprendizado Motivação Focalizando as Escrituras: Números 21:1-9 Conceito-chave para o crescimento espiritual: Os símbolos bíblicos servem para nos mostrar uma realidade diferente, a realidade divina, que às vezes é mais bem representada por meio de símbolos. Como no caso da serpente de bronze, a vida de alguém pode ser salva pelo reconhecimento e pela compreensão do significado Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  12. 12. espiritual de um símbolo bíblico que aponta essencialmente para Cristo e para a salvação nEle. Para o professor: A serpente de bronze é um símbolo difícil de entender: ela aponta para a morte de Cristo na cruz (Jo 3:14, 15), mas também é usada para se referir a Satanás (Ap 12:9). Como um símbolo pode apontar para dois extremos opostos? Cristo foi feito em semelhança de pecado (2Co 5:21) e levou nossos pecados à cruz, mas ainda permanece o fato de que um símbolo pode representar duas realidades muito diferentes. Nesta semana, em nossa discussão sobre os símbolos, a classe deve compreender que não é o símbolo que salva, mas a realidade que está por trás dele. Na verdade, o significado do símbolo pode ser trocado (na Bíblia, o leão simboliza tanto Cristo quanto Satanás). Por isso, as coisas não darão certo se colocarmos nossa fé no símbolo, em vez de confiarmos na realidade espiritual representada por ele. Basta refletir sobre o que aconteceu à serpente de bronze na história de Israel: por fim, ela teve que ser destruída no tempo de Ezequias, porque havia se tornado um ídolo. Discussão de abertura Um círculo azul que tem, no centro, uma janela estilizada com quatro divisões, nas cores vermelho, verde, amarelo e azul. Correto, você acertou: é o botão virtual de inicialização do sistema operacional Windows, que funciona na grande maioria dos computadores deste planeta. Cinco barras com comprimento ascendente da esquerda para a direita, sendo que o ideal é que todas elas estejam iluminadas. Correto, você acertou de novo: conectividade sem fio, do celular e de qualquer outro aparelho. Uma maçã com uma mordida do lado direito. Podemos parar por aqui, pois a ilustração já está clara. Esse exercício não é um teste para obter respostas a respeito de detalhes referentes a computadores, mas para mostrar o poder dos símbolos. Nossa vida parece estar sendo cada vez mais governada por pequenas imagens abstratas que piscam e brilham em cores vívidas e que nos dizem o que fazer, aonde ir, quando apertar uma tecla e o que esperar depois de apertá-la. Um símbolo é, geralmente, um objeto que representa alguma outra coisa. Um ato simbólico é capaz de comunicar uma realidade complexa e abstrata de maneira muito condensada e simplificada. Pense em alguns símbolos ou atos simbólicos importantes em sua cultura. A serpente de bronze apontava simbolicamente para a morte de Cristo na cruz. Como era possível que os israelitas fossem curados simplesmente olhando para uma serpente de bronze? Compreensão Para o professor: É importante entender a época de Jeremias no contexto da história mais ampla de Israel, que se caracterizou por repetições aparentemente intermináveis de apostasia e rebelião. Essas repetições de rebeldia incluíram uma conquista efetuada apenas parcialmente, o tempo dos juízes com todas as suas atrocidades, a monarquia unida e a apostasia de Saul, o adultério de Davi e a idolatria de Salomão, seguidas pela monarquia dividida, com uma infindável lista de maus reis interrompida por apenas alguns reis bons, o cativeiro assírio das tribos do norte e a degradação de Judá, que finalmente levou ao cativeiro babilônico. Durante todas essas épocas, Deus havia enviado homens, mulheres, juízes, profetas, sacerdotes e reis para promover o arrependimento de Israel e seu retorno ao Senhor, mas sem sucesso. Não deve nos surpreender o fato de que Deus finalmente tenha usado símbolos e mensagens que indicavam que Seus juízos seriam irreversíveis. Comentário bíblico Embora os atos simbólicos relatados no livro de Jeremias sejam, em sua maior parte, de caráter negativo, e apontem para o juízo irreversível de Deus, os símbolos que o Senhor escolheu também comunicam poderosamente aspectos positivos de Seu caráter. O juízo e a misericórdia são, em última análise, dois lados da mesma moeda. I. Atos simbólicos de Jeremias (Recapitule com a classe Jeremias 13:1-9, 19:1-15, 27:1-15, 28:10-17, 32:1-15, 43:8-13 e 51:59-64.) Além da botija quebrada e do cinto de linho, sob inspiração divina Jeremias empregou vários outros atos simbólicos: o jugo que teve que carregar no pescoço mostrava que Judá e as nações vizinhas deviam servir a Nabucodonosor (Jr 27:1-15 e 28:10-17); o campo localizado em Anatote, que o profeta devia comprar de um parente enquanto o exército babilônico já cercava Jerusalém, indicava uma restauração futura (Jr 32:1-15); as pedras grandes que ele devia enterrar na argamassa do pavimento que estava à entrada do palácio de Faraó em Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  13. 13. Tafnes anunciavam a sorte do Egito (Jr 43:8-13); houve também o rolo que continha uma profecia sobre o destino de Babilônia, que Seraías, um irmão de Baruque, devia ler para os babilônios, amarrar a uma pedra e lançar no Eufrates, no caminho para Babilônia (Jr 51:59-64). Embora todos esses atos simbólicos fossem bons métodos para chamar a atenção, serviam primariamente para comunicar de forma tangível a mensagem de Deus, que com frequência era dramatizada visualmente e de maneira muito pessoal. O próprio profeta se tornava parte da profecia, às vezes com dolorosas consequências: imagine, por exemplo, Oseias comprando de volta sua mulher num local de prostituição. A vida de Jeremias estava inseparavelmente ligada à sua mensagem, e frequentemente os atos simbólicos que ele realizava comunicavam essa mensagem de maneira mais completa do que as palavras poderiam fazer. Pense nisto: Reflita sobre alguns símbolos importantes em sua experiência cristã. Qual é a importância deles para sua vida? II. A botija quebrada (Recapitule com a classe Jeremias 19:1-15 e Romanos 9:18.) Esse ato simbólico leva a figura do oleiro um passo adiante. O vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, bem na saída da Porta do Oleiro, onde Jeremias reuniu a liderança de Judá, era historicamente um lugar revoltante por ser o local em que haviam sido oferecidos sacrifícios de crianças (mais tarde profanado por Josias; ver 2Rs 23:10). O discurso introdutório de Jeremias a respeito do que havia ocorrido nesse vale ao longo dos séculos foi um relato de fazer tinir os ouvidos e provocar horror. Houve ali a mais degradada idolatria, incluindo sacrifícios infantis, todos eles com o apoio dos reis de Judá. Então foi realizado o ato simbólico, e Jeremias tomou a botija, que no hebraico é baqbuq, palavra que provavelmente indique o som borbulhante que ela fazia quando alguém bebia de seu conteúdo. Essa vasilha era usada para armazenar água ou mel, artigos preciosos no Israel antigo. Numa dramática mudança no simbolismo, a botija foi quebrada e irreversivelmente destruída. Embora o oleiro, em Jeremias 18, ainda pudesse mudar a forma do vaso – em outras palavras, o destino da nação e dos indivíduos, dependendo do arrependimento ou da ausência dele – a botija quebrada se tornou inútil e “não podia mais se refazer”. Durante o ataque babilônico que não podia mais ser evitado, Jerusalém e Judá se tornariam como o vale de Hinom, locais de podridão e de corpos decompostos. Pense nisto: Por mais severa que tenha parecido a punição de Deus, por que Seu juízo sobre Judá naquele momento foi justo e até misericordioso, dado o contexto histórico? III. O cinto de linho apodrecido (Recapitule com a classe Jeremias 13:1-11.) O ato simbólico do cinto de linho apodrecido provavelmente tenha ocorrido antes do simbolismo da botija quebrada. Contudo, ele é um bom lembrete daquilo que Deus planejou originalmente para Seu relacionamento com Israel. Se esse ato for considerado literalmente (e não há razão convincente para considerá-lo de maneira figurativa), Jeremias teria feito duas longas viagens a pé até o Eufrates, demonstrando, uma vez mais, o quanto a vida do profeta havia ficado envolvida com a mensagem de Deus. O fato de que o cinto de linho foi novamente removido do local em que fora posto apontava para o juízo irreversível que ocorreria através do exílio babilônico. Contudo, o cinto, escondido junto ao Eufrates e depois recuperado dali (a cidade de Babilônia estava localizada junto ao Eufrates), prefigurava um vislumbre de esperança do dia em que Israel voltaria do exílio. Pense nisto:Como você se sente a respeito desses atos simbólicos que indicam que os juízos de Deus sobre Judá eram inevitáveis? Como eles revelam a misericórdia e a justiça de Deus? Aplicação Para o professor: É impressionante o quanto Jeremias estava envolvido com a mensagem que pregava: fazer quatro viagens de cerca de 560 km cada uma; andar pela cidade com um jugo no pescoço; quebrar vasilhas diante de autoridades num malcheiroso depósito de lixo. Jeremias permaneceu leal à sua missão mesmo quando lhe foi dada a chance de interromper sua obra. O verdadeiro cristianismo é algo que deve envolver Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  14. 14. todas as áreas de nossa vida. Perguntas para reflexão e aplicação 1. Até onde deve ir nosso envolvimento pessoal na igreja de Deus e em sua missão? Esse envolvimento poderia ser um pouco maior? 2. Por que, depois que Deus demonstrou que o exílio babilônico viria com toda certeza, Jeremias não abandonou o “navio” que estava afundando? Criatividade e atividades práticas Para o professor: Os símbolos desempenham grande papel em nossa vida e também na igreja. Seria bom se, em nossas discussões de classe, nos conscientizássemos da presença e do significado dos símbolos, e que os usássemos de maneira mais intencional na proclamação da mensagem de Deus. Atividades individuais e de classe 1. Convide os alunos para que, durante a semana, criem um símbolo de sua fé (ou encontrem um que já existe) e o tragam para o estudo da lição no próximo sábado. 2. Como classe, pensem num ato simbólico que possa ser usado num evento da igreja para ilustrar a mensagem divina de salvação. Então realizem esse ato simbólico na frente da igreja. Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com

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