Sexta - Estudo adicional
Discipulando os enfermos_512014
Leia Lucas 18:35-43; 13:10-17; 14:1-6; João 6:1, 2; Marcos 6:5-7;...
Decápolis. 32 E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre
ele. 33 Jesus, pois...
"Tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças" (Mat. 8:17), a fim de poder ajudar a
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Esse era o desígnio de Sua obra. Comunicava bênçãos terrestres, para que pudesse inclinar o coração dos
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Não havia tempo a perder; sua carne consumida já apresentava indícios de morte. Suplicou aos amigos que
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O paralítico encontrou em Cristo tanto a cura da alma como a do corpo. Ele necessitava saúde da alma
antes de poder apreci...
Mas o Salvador viu um caso de supremo infortúnio. Era o de um homem que estava inválido há trinta e oito
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conduzir-vos-á passo a passo. Colocai nas Suas a vossa mão, e deixai que Ele vos guie.
Nunca julgueis que Cristo está dist...
dou perante vós?" Deut. 4:5-8.
Mesmo estas palavras são insignificantes para atingir a grandeza e a glória do propósito de...
por todas as cidades e vilas da Terra, e curava a todos os que iam a Ele. Ninguém era despedido vazio; Ele
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  1. 1. Sexta - Estudo adicional Discipulando os enfermos_512014 Leia Lucas 18:35-43; 13:10-17; 14:1-6; João 6:1, 2; Marcos 6:5-7; 6:54-56; 7:31-37; 8:22-26; Mateus 8:1-19; 12:15-23. Leia de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 17-21: "Nosso Exemplo"; p. 73-85: "A Cura da Alma"; Medicina e Salvação, p. 25-29: "O Plano Divino na Obra Médico-Missionária". O mendigo cego é curado Ora, quando ele ia chegando a Jericó, estava um cego sentado junto do caminho, mendigando. 36 Este, pois, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. 37 Disseram-lhe que Jesus, o nazareno, ia passando. 38 Então ele se pôs a clamar, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! 39 E os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse; ele, porém, clamava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim! 40 Parou, pois, Jesus, e mandou que lho trouxessem. Tendo ele chegado, perguntou-lhe: 41 Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja. 42 Disse-lhe Jesus: Vê; a tua fé te salvou. 43 Imediatamente recuperou a vista, e o foi seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isso, dava louvores a Deus. Lucas 18:35-43 RA Uma aleijada é curada no sábado Jesus estava ensinando numa das sinagogas no sábado. 11 E estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava encurvada, e não podia de modo algum endireitar-se. 12 Vendo-a Jesus, chamou-a, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; 13 e impôs-lhe as mãos e imediatamente ela se endireitou, e glorificava a Deus. 14 Então o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus curara no sábado, tomando a palavra disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, neles para serdes curados, e não no dia de sábado. 15 Respondeu-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, para o levar a beber? 16 E não devia ser solta desta prisão, no dia de sábado, esta que é filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa? 17 E dizendo ele essas coisas, todos os seus adversário ficavam envergonhados; e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele. Lucas 13:10-17 RA Jesus na casa de um fariseu Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando. 2 Achava-se ali diante dele certo homem hidrópico. 3 E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, e perguntou: É lícito curar no sábado, ou não? 4 Eles, porém, ficaram calados. E Jesus, pegando no homem, o curou, e o despediu. 5 Então lhes perguntou: Qual de vós, se lhe cair num poço um filho, ou um boi, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? 6 A isto nada puderam responder. Lucas 14:1-6 RA Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2 E seguia-o uma grande multidão, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. João 6:1, 2 RA E não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser curar alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se da incredulidade deles. Em seguida percorria as aldeias circunvizinhas, ensinando. E chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e dava-lhes poder sobre os espíritos imundos. Marcos 6:5-7 RA Logo que desembarcaram, o povo reconheceu a Jesus; 55 e correndo eles por toda aquela região, começaram a levar nos leitos os que se achavam enfermos, para onde ouviam dizer que ele estava. 56 Onde quer, pois, que entrava, fosse nas aldeias, nas cidades ou nos campos, apresentavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos a orla do seu manto; e todos os que a tocavam ficavam curados. Marcos 6:54-56 RA A cura do surdo-mudo Tendo Jesus partido das regiões de Tiro, foi por Sidom até o mar da Galileia, passando pelas regiões de ramos@advir.com
  2. 2. Decápolis. 32 E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele. 33 Jesus, pois, tirou-o de entre a multidão, à parte, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocoulhe na língua; 34 e erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: Efatá; isto é Abre-te. 35 E abriram-se-lhe os ouvidos, a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente. 36 Então lhes ordenou Jesus que a ninguém o dissessem; mas, quando mais lho proibia, tanto mais o divulgavam. 37 E se maravilhavam sobremaneira, dizendo: Tudo tem feito bem; faz até os surdos ouvir e os mudos falar. Marcos 7:31-37 RA A cura do cego de Betsaida Então chegaram a Betsaida. E trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse. 23 Jesus, pois, tomou o cego pela mão, e o levou para fora da aldeia; e cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntoulhe: Vês alguma coisa? 24 E, levantando ele os olhos, disse: Estou vendo os homens; porque como árvores os vejo andando. 25 Então tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos; e ele, olhando atentamente, ficou restabelecido, pois já via nitidamente todas as coisas. 26 Depois o mandou para casa, dizendo: Mas não entres na aldeia. Marcos 8:22-26 RA O leproso Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiam. 2 E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3 Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra. 4 Disse-lhe então Jesus: Olha, não contes isto a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. A fé do oficial romano 5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe rogava, dizendo: 6 Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e horrivelmente atormentado. 7 Respondeu-lhe Jesus: Eu irei, e o curarei. 8 O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar. 9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. 10 Jesus, ouvindo isso, admirou-se, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que a ninguém encontrei em Israel com tamanha fé. 11 Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; 12 mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. 13 Então disse Jesus ao centurião: Vai-te, e te seja feito assim como creste. E naquela mesma hora o seu criado sarou. Jesus cura muitos 14 Ora, tendo Jesus entrado na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama; e com febre. 15 E tocou-lhe a mão, e a febre a deixou; então ela se levantou, e o servia. 16 Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele com a sua palavra expulsou os espíritos, e curou todos os enfermos; 17 para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças. O custo de ser discípulo 18 Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordem de partir para o outro lado do mar. 19 E, aproximando-se um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mateus 8:1-19 RA O servo escolhido por Deus Os fariseus, porém, saindo dali, tomaram conselho contra ele, para o matarem. 15 Jesus, percebendo isso, retirou-se dali. Acompanharam-no muitos; e ele curou a todos, 16 e advertiu-lhes que não o dessem a conhecer; 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: 18 Eis aqui o meu servo que escolhi, o meu amado em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e ele anunciará aos gentios o juízo. 19 Não contenderá, nem clamará, nem se ouvirá pelas ruas a sua voz. 20 Não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo; 21 e no seu nome os gentios esperarão. 22 Trouxeram-lhe então um endemoninhado cego e mudo; e ele o curou, de modo que o mudo falava e via. 23 E toda a multidão, maravilhada, dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? Mateus 12:15-23 RA A Ciência do Bom Viver, p. 17-21: "Nosso Exemplo". Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. ramos@advir.com
  3. 3. "Tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças" (Mat. 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenças, misérias e pecado. Era Sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter. Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. DEle emanava uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos. A obra do Salvador não era restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixão desconhecia limites. Em tão larga escala realizava Ele Sua obra de curar e ensinar, que não havia na Palestina edifício grande o bastante para comportar as multidões que se aglomeravam ao Seu redor. Nas verdes encostas da Galiléia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se Pág. 18 encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes e os curava. Onde quer que houvesse corações prontos a receber-lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava aos que a Ele iam; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família. Jesus carregava o grande peso de responsabilidade da salvação dos homens. Ele sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana decidida mudança nos princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho. Todavia era um céu estar-se em Sua presença. Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com Pág. 19 o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado. Em todas as coisas, punha Seus desejos em estrita obediência à Sua missão. Glorificava Sua vida por torná-la em tudo submissa à vontade do Seu Pai. Na Sua juventude, Sua mãe O encontrou na escola dos rabis e disse: "Filho, por que fizeste assim para conosco?" Luc. 2:48. Ele respondeu (e Sua resposta é a nota tônica de Sua obra vitalícia): "Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?" Luc. 2:49. Sua vida foi de constante abnegação. Não possuía lar neste mundo, a não ser o que a bondade dos amigos Lhe preparava como peregrino. Ele veio viver em nosso favor a vida do mais pobre, e andar e trabalhar entre os necessitados e sofredores. Entrava e saía, não reconhecido nem honrado, diante do povo por quem tanto fizera. Era sempre paciente e bem-disposto, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: "Vinde a Mim." Mat. 11:28. Durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar. Seus milagres testificavam da veracidade de Suas palavras, de que não veio a destruir, mas a salvar. Aonde quer que fosse, as novas de Sua misericórdia O precediam. Por onde havia passado, os que haviam sido alvo de Sua compaixão se regozijavam na saúde, e experimentavam as forças recém-adquiridas. Multidões ajuntavamse em torno deles para ouvir de seus lábios as obras que o Senhor realizara. Sua voz havia sido o primeiro som ouvido por muitos, Seu nome o primeiro proferido, Seu rosto o primeiro que contemplaram. Por que não haveriam de amar a Jesus, e proclamar-Lhe o louvor? Ao passar Pág. 20 por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria. "A terra de Zebulom e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações, O povo que estava assentado em trevas Viu uma grande luz; E aos que estavam assentados na região e sombra da morte A luz raiou." Mat. 4:15 e 16. O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasião para implantar princípios divinos na mente e na alma. ramos@advir.com
  4. 4. Esse era o desígnio de Sua obra. Comunicava bênçãos terrestres, para que pudesse inclinar o coração dos homens ao recebimento do evangelho de Sua graça. "Eu, o Senhor, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por concerto do povo e para luz dos gentios; para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas. E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles e as coisas tortas farei direitas." Isa. 42:6, 7 e 16. Cristo poderia ter ocupado o mais elevado lugar entre os mestres da nação judaica, mas preferiu levar o evangelho aos pobres. Ia de lugar a lugar, para que os que se achavam nos caminhos e atalhos pudessem ouvir as palavras da verdade. Na praia, nas encostas das montanhas, nas ruas da cidade, Pág. 21 nas sinagogas, Sua voz se fazia ouvir explicando as Escrituras. Muitas vezes ensinava no pátio do templo, a fim de os gentios Lhe poderem ouvir as palavras. Os ensinos de Cristo eram tão diferentes das explicações bíblicas feitas pelos escribas e fariseus que prendiam a atenção do povo. Os rabis apegavam-se à tradição, às teorias e especulações humanas. Muitas vezes, o que os homens haviam ensinado e escrito acerca das Escrituras era posto em lugar delas próprias. O tema dos ensinos de Cristo era a Palavra de Deus. Ele respondia aos inquiridores com um positivo "Está escrito" (Mat. 4:4), "Que diz a Escritura?" (Rom. 4:3), "Como lês?". Luc. 10:26. Em todas as oportunidades, despertando-se em um amigo ou adversário qualquer interesse, Ele apresentava a Palavra. Proclamava a mensagem evangélica de maneira clara e poderosa. Suas palavras derramavam abundante luz sobre os ensinos dos patriarcas e profetas, e as Escrituras chegavam aos homens como uma nova revelação. Nunca antes haviam Seus Pág. 22 ouvintes percebido na Palavra de Deus tal profundeza de sentido. Jamais houve um evangelista como Cristo. Ele era a majestade do Céu, mas humilhou-Se para tomar nossa natureza, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava. A todos, ricos e pobres, livres e servos, Cristo, o Mensageiro do concerto, trouxe as boas novas de salvação. Sua fama como o grande Operador de curas espalhou-se por toda a Palestina. Os enfermos iam para os lugares por onde Ele devia passar, a fim de poderem encontrar auxílio. Iam também muitas criaturas ansiosas de Lhe ouvir as palavras e receber o toque de Sua mão. Assim ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o evangelho e curando os enfermos - o Rei da glória na humilde veste humana. A Ciência do Bom Viver, p. 73-85: "A Cura da Alma". Muitos dos que iam ter com Cristo em busca de auxílio, haviam trazido sobre si a enfermidade; todavia, Ele não Se recusava a curá-los. E quando a virtude que dEle provinha penetrava nessas pessoas, elas experimentavam a convicção do pecado, e muitos eram curados de sua enfermidade espiritual, bem como da doença física. Entre esses estava o paralítico de Cafarnaum. Como o leproso, esse paralítico perdera toda esperança de restabelecimento. Sua doença era o resultado de uma vida pecaminosa, e seus sofrimentos eram amargurados pelo remorso. Em vão apelara para os fariseus e os doutores em busca de alívio; pronunciaram incurável o seu mal, declararam que havia de morrer sob a ira de Deus. O paralítico imergira no desespero. Ouviu então contar as obras de Jesus. Outros, tão pecadores e desamparados como ele, haviam sido curados, e foi animado a crer que também ele o poderia ser, se fosse levado ao Salvador. Sua esperança quase se desvaneceu ao lembrar-se da causa de seu mal, todavia não podia rejeitar a possibilidade da cura. Pág. 74 Seu grande desejo era o alívio do grande fardo do pecado. Ansiava ver a Jesus, e receber a certeza do perdão e a paz com o Céu. Então estaria contente de viver ou morrer, segundo a vontade de Deus. ramos@advir.com
  5. 5. Não havia tempo a perder; sua carne consumida já apresentava indícios de morte. Suplicou aos amigos que o conduzissem em seu leito a Jesus, o que empreenderam satisfeitos. Tão compacta era, porém, a multidão que se aglomerara dentro e em volta da casa em que estava o Salvador, que era Pág. 75 impossível ao doente e seus amigos chegarem até Ele, ou mesmo pôr-se-Lhe ao alcance da voz. Jesus estava ensinando na casa de Pedro. Segundo seu costume, os discípulos sentaram-se ao Seu redor, "e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém". Luc. 5:17. Muitos deles tinham ido como espiões, buscando acusação contra Jesus. Além destes apinhava-se a promíscua multidão, os fervorosos, os reverentes, os curiosos e os incrédulos. Achavam-se representadas diferentes nacionalidades e todos os graus sociais. "E a virtude do Senhor estava com Ele para curar." Luc. 5:17. O Espírito de vida pairava sobre a assembléia, mas os fariseus e os doutores não Lhe discerniam a presença. Não experimentavam nenhum sentimento de necessidade, e a cura não era para eles. "Encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos." Luc. 1:53. Repetidamente procuraram os condutores do paralítico forçar caminho por entre a multidão, mas nulos eram seus esforços. O doente olhava em redor com inexprimível angústia. Como poderia ele abandonar a esperança quando tão perto estava o anelado auxílio? Por sugestão sua, os amigos o suspenderam para o telhado da casa e, abrindo o teto, baixaram-no aos pés de Jesus. O discurso foi interrompido. O Salvador contemplou a dolorosa fisionomia, e viu os olhos súplices nEle cravados. Bem conhecia Ele o anelo daquela alma oprimida. Fora Cristo quem lhe infundira convicção à consciência quando ele ainda se achava na própria casa. Quando se arrependera de seus pecados, e crera no poder de Jesus para restaurá-lo, a misericórdia do Salvador lhe abençoara o coração. Jesus observava o desenvolver-se no primeiro tênue raio de fé a convicção de que Ele era o único auxílio do pecador, e a vira se fortalecer a cada esforço por chegar à Sua presença. Fora Cristo que atraíra Pág. 76 o sofredor a Si. Agora, em palavras que soavam qual música aos ouvidos atentos do enfermo, o Salvador disse: "Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus pecados." Mat. 9:2. O peso da culpa cai da alma do doente. Não pode duvidar. As palavras de Cristo revelam Seu poder de ler o coração. Quem pode negar Seu poder de perdoar pecados? A esperança toma o lugar do desespero, e a alegria o do opressivo acabrunhamento. Desaparece o sofrimento físico do homem, e todo o seu ser se acha transformado. Sem mais nada pedir, repousa em tranqüilo silêncio, demasiado feliz para falar. Com a respiração suspensa de interessados que estavam, muitos observavam cada gesto nesse estranho acontecimento. Muitos sentiam que as palavras de Cristo eram um convite para eles mesmos. Não eram eles enfermos da alma por causa do pecado? Não estavam ansiosos de ser libertados desse fardo? Mas os fariseus, receosos de perder a influência para com o povo, diziam em seu coração: "Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?" Mar. 2:7. Fixando neles o olhar, sob o qual se intimidaram e retrocederam, Jesus disse: "Por que pensais mal em vosso coração? Pois o que é mais fácil? Dizer ao paralítico: Perdoados te são os teus pecados, ou: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que Pág. 77 o Filho do Homem tem na Terra autoridade para perdoar pecados", disse Ele voltando-Se para o paralítico: "Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa." Mat. 9:4-6. Então aquele que havia sido levado num leito a Jesus pôs-se de pé com a elasticidade e a força de um jovem. E "tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos." Mar. 2:12. Nada menos que poder criador exigia o restituir à saúde aquele decadente corpo. A mesma voz que comunicou vida ao homem criado do pó da terra infundira vida ao paralítico moribundo. E o mesmo poder que dera vida ao corpo renovara o coração. Aquele que, na criação, "falou, e tudo se fez", que "mandou, e logo tudo apareceu" (Sal. 33:9), comunicara vida à alma morta em ofensas e pecados. A cura do corpo era uma evidência do poder que renovara o coração. Cristo mandou que o paralítico se erguesse e andasse, "para que saibais", disse Ele, "que o Filho do Homem tem na Terra autoridade para perdoar pecados". Mat. 9:6. ramos@advir.com
  6. 6. O paralítico encontrou em Cristo tanto a cura da alma como a do corpo. Ele necessitava saúde da alma antes de poder apreciar a do corpo. Antes de poder ser curada a enfermidade física, Cristo precisava dar alívio à mente, e purificar a alma do pecado. Essa lição não deve ser passada por alto. Existem hoje milhares de pessoas a sofrer de doenças físicas, as quais, como o paralítico, estão ansiando a mensagem: "Perdoados te são os teus pecados." Mat. 9:2. O fardo do pecado, com seu desassossego e desejos não satisfeitos, é o fundamento de sua doença. Não podem encontrar alívio enquanto não forem ter com o Médico da alma. A paz que tão-somente Ele pode comunicar restituiria vigor à mente e saúde do corpo. Pág. 78 O efeito produzido no povo pela cura do paralítico foi como se o céu se houvesse aberto e revelado as glórias do mundo melhor. Ao passar por entre a multidão o homem que tinha sido curado, bendizendo a Deus a cada passo, e levando sua carga como se fossem penas, o povo recuava para lhe dar passagem e fitava-o com fisionomia cheia de respeito, Pág. 79 murmurando suavemente entre si: "Hoje, vimos prodígios". Luc. 5:26. Grande regozijo houve na casa do paralítico quando ele voltou para a família, levando com facilidade o leito em que fora penosamente conduzido dentre eles, pouco antes. Reuniram-se ao seu redor com lágrimas de alegria, mal ousando crer no que seus olhos viam. Ele ali estava no pleno vigor da varonilidade. Aqueles braços que antes estavam sem vida, achavam-se agora prontos a obedecer-lhe à vontade. A carne antes encolhida e arroxeada era agora fresca e rosada. Ele caminhava com passo firme e desembaraçado. Alegria e esperança achavam-se impressos em cada traço de seu rosto; e uma expressão de pureza e paz havia tomado o lugar dos vestígios do pecado e do sofrimento. Alegres ações de graças subiram daquele lar, e Deus foi glorificado por meio de Seu Filho, que restituíra a esperança ao destituído dela, e força ao abatido. Esse homem e sua família estavam prontos a dar a vida por Jesus. Nenhuma dúvida ofuscava sua fé; nenhuma descrença lhes prejudicava a fidelidade para com Aquele que lhes trouxera luz ao ensombrado lar. "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, E tudo o que há em mim bendiga o Seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, E não te esqueças de nenhum de Seus benefícios. É Ele que perdoa todas as tuas iniqüidades E sara todas as tuas enfermidades; Quem redime a tua vida da perdição; … De sorte que a tua mocidade se renova como a águia. O Senhor faz justiça E juízo a todos os oprimidos. Não nos tratou segundo os nossos pecados, Nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades. Como um pai se compadece de seus filhos, Assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; Lembra-Se de que somos pó." Sal. 103:1-6, 10, 13 e 14. Pág. 81 "Queres Ficar São?" "Ora, em Jerusalém há, próximo à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multidão de enfermos: cegos, coxos e paralíticos, esperando o movimento das águas." João 5:2 e 3. A certos períodos as águas desse poço eram agitadas, e acreditava-se geralmente que era o resultado de um poder sobrenatural, e que aquele que primeiro descesse à água depois do movimento dela seria curado de qualquer doença que tivesse. Centenas de sofredores visitavam esse lugar; mas tão grande era a multidão quando as águas eram agitadas, que se precipitavam para diante, atropelando homens, mulheres e crianças mais fracos que eles. Muitos não podiam se aproximar do poço. Muitos também que tinham conseguido chegar à beira dele, ali morriam. Haviam sido construídos abrigos em volta do lugar, a fim de proteger os doentes do calor do dia e do frio da noite. Alguns passavam a noite nesses alpendres, arrastando-se para a margem do tanque dia após dia, na vã esperança de cura. Jesus achava-Se em Jerusalém. Caminhando sozinho, em aparente meditação e oração, chegou ao poço. Viu os míseros aflitos vigilantes por aquilo que julgavam sua única oportunidade de cura. Ele almejava exercer Seu poder restaurador, curando cada um daqueles sofredores. Mas era sábado. Multidões estavam se dirigindo ao templo para o culto, e Ele sabia que tal ato de cura despertaria o preconceito dos judeus, os quais cerceariam Sua obra. ramos@advir.com
  7. 7. Mas o Salvador viu um caso de supremo infortúnio. Era o de um homem que estava inválido há trinta e oito anos. Sua doença era, em grande parte, resultado de seus Pág. 82 hábitos maus, e era considerada como um juízo de Deus. Sozinho e sem amigos, sentindo-se excluído da misericórdia de Deus, o enfermo havia passado longos anos de miséria. Na hora em que se esperava o movimento das águas, os que se compadeciam de seu desamparo o levavam para os alpendres. Mas, no momento exato, ninguém o ajudava a entrar. Ele vira a agitação das águas, mas jamais conseguira chegar além da margem do tanque. Outros mais fortes que ele imergiam primeiro. O pobre e impotente enfermo não podia competir com a multidão mais ágil e egoísta. Os persistentes esforços na Pág. 83 perseguição daquele único objetivo, e a ansiedade e contínua decepção, estavam minando rapidamente as forças que lhe restavam. Jazia o enfermo em sua esteira, erguendo às vezes a cabeça para olhar o tanque, quando o terno e compassivo rosto se curvou para ele, e lhe prenderam a atenção as palavras: "Queres ficar são?" João 5:6. Nasceu-lhe no coração a esperança. Sentiu que, de alguma maneira, lhe viria auxílio. Mas logo se dissipou o clarão dessa esperança. Lembrou-se de quantas vezes tentara chegar ao poço, e tinha agora pouca probabilidade de viver até que ele fosse novamente agitado. Voltou-se fatigado, dizendo: "Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me coloque no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim." João 5:7. Pág. 84 Jesus ordena-lhe: "Levanta-te, toma a tua cama e anda." João 5:8. Renovada a esperança, o enfermo olha para Jesus. A expressão de Seu semblante e o tom da voz são diferentes de tudo o mais que vira antes. Sua própria presença parece irradiar amor e poder. A fé do paralítico apega-se à palavra de Cristo. Sem replicar, dirige sua vontade no sentido da obediência e, assim fazendo, todo o seu corpo corresponde. Cada nervo, cada músculo, vibra com uma nova vida, e sadia ação vem aos membros paralisados. Num salto, ei-lo de pé e põe-se a caminho com passo firme e desenvolto, louvando a Deus, e regozijando-se no vigor que acabava de receber. Jesus não dera ao inválido qualquer certeza de auxílio divino. O homem poderia ter dito: "Senhor, se me puseres são, obedecerei à Tua palavra." Poderia haver-se detido para duvidar, tendo assim perdido seu único ensejo de cura. Mas não, ele creu na palavra de Cristo, creu que estava são; fez imediatamente o esforço, e Deus lhe deu o poder; determinou andar, e andou. Agindo segundo a palavra de Cristo, foi curado. Pelo pecado, fomos separados da vida de Deus. Nossa alma acha-se paralítica. Não somos, por nós mesmos, mais capazes de viver uma vida santa do que o impotente homem era capaz de andar. Muitos compreendem sua impotência; anelam aquela vida espiritual que lhes trará harmonia com Deus, e estão-se esforçando por obtê-la. Mas em vão. Em desespero, clamam: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Que essas almas abatidas, em luta, olhem para o alto. O Salvador inclina-Se sobre a aquisição de Seu sangue, dizendo com inexprimível ternura Pág. 85 e piedade: "Queres ficar são?" João 5:6. Manda-vos levantar em saúde e paz. Não espereis sentir que estais são. Crede na palavra do Salvador. Ponde vossa vontade do lado de Cristo. Determinai servi-Lo, e agindo em obediência a Sua palavra, recebereis forças. Seja qual for a má prática, a paixão dominante que, devido a longa condescendência, prende tanto a alma como o corpo, Cristo é capaz de libertar, e anseia fazê-lo. Ele comunicará vida aos seres "mortos em ofensas". Efés. 2:1. Porá em liberdade o cativo, preso por fraqueza e infortúnio e pelas cadeias do pecado. O senso do pecado tem envenenado as fontes da vida. Mas Cristo diz: "Eu tirarei vossos pecados; dar-vosei paz. Comprei-vos com Meu sangue. Sois Meus. Minha graça fortalecerá vossa vontade enfraquecida; o remorso do pecado, Eu hei de remover." Quando vos assaltam tentações, quando vos rodeiam cuidado e perplexidade, quando, deprimidos e desanimados, vos achais prestes a ceder ao desespero, olhai a Jesus, e as trevas que vos envolvem dissipar-se-ão ao brilho de Sua presença. Quando o pecado luta pelo predomínio em vossa alma, e sobrecarrega a consciência, olhai ao Salvador. Sua graça é suficiente para subjugar o pecado. Que vosso grato coração, trêmulo de incerteza, se volva para Ele. Apoderai-vos da esperança posta diante de vós. Cristo espera adotar-vos em Sua família. Sua força ajudará vossa fraqueza; ramos@advir.com
  8. 8. conduzir-vos-á passo a passo. Colocai nas Suas a vossa mão, e deixai que Ele vos guie. Nunca julgueis que Cristo está distante. Ele está sempre perto. Sua amorável presença vos rodeia. Procurai-O como a Alguém que deseja ser achado por vós. Deseja que não somente Lhe toqueis as vestes, mas caminheis com Ele em constante comunhão. Medicina e Salvação, p. 25-29: "O Plano Divino na Obra Médico-Missionária". Fontes de Êxito Ensinou-nos o Senhor que todos os nossos hospitais devem ser dirigidos, não como se o sucesso da obra realizada fosse devido à habilidade dos médicos, mas em virtude do poder divino ligado com o médico. O Grande Médico deve ser engrandecido. Deve-se fazer ver que a aprovação de Deus sobre a instituição é porque os princípios da reforma de saúde são respeitados, e porque Cristo é reconhecido como MédicoChefe. Nossas casas de saúde foram no passado, e continuarão a ser, se corretamente dirigidos, um meio de abençoar e erguer a humanidade. Se a verdade for representada corretamente, os que procuram nossos hospitais aprenderão muito acerca de seus princípios, e muitos se converterão. Estas instituições me têm sido apresentadas como focos de luz que apresentam a verdade como é em Jesus. O Senhor Jesus é o grande ministrador da saúde, e Sua presença em nossas instituições tem sido um cheiro de vida para vida. Cristo veio ao mundo como o Grande Médico da humanidade. Onde quer que os nossos hospitais sejam estabelecidos, devem tornar-se influências educadoras. O Senhor Se agradaria de que, juntamente com auxiliares escolhidos, estruturásseis vossa obra de molde a fazer um trabalho mais especializado em setores religiosos. Maravilhosa tem sido a operação do plano de Deus no estabelecimento de tão numerosas instituições de saúde. O mundo está sendo escravizado por intemperança de toda sorte, e os que são nestes dias verdadeiros educadores, os que instruem no sentido da abnegação e do sacrifício, receberão a sua recompensa. Agora é nosso tempo, agora é nossa oportunidade para realizar uma obra abençoada. Carta 50, 1909. Modelos do Poder Salvador de Deus Em nossas instituições médicas as pessoas devem ser postas em contato com as verdades especiais para este tempo. Deus diz que haverá instituições estabelecidas sob a supervisão de homens que foram curados por meio da fé na Palavra de Deus, e que dominaram seus defeitos de caráter. No mundo se têm Pág. 26 tomado todas as espécies de providências para aliviar a humanidade sofredora, mas a verdade em sua simplicidade deve ser levada a estes sofredores por meio da influência de homens e mulheres leais aos mandamentos de Deus. Casas de saúde devem ser estabelecidos por todo o nosso mundo, e dirigidos por um povo que esteja em harmonia com as leis de Deus, um povo que coopere com Deus na defesa da verdade que decide o caso de cada alma por quem Cristo morreu. … Toda a luz do passado que ilumina o presente e penetra o futuro, como se acha revelada na Palavra de Deus, destina-se a cada alma que vem às nossas instituições de saúde. Deseja o Senhor que os hospitais estabelecidos entre os adventistas do sétimo dia sejam símbolos do que pode ser feito em favor do mundo, marcos do poder salvador das verdades do evangelho. Devem eles ser instrumentos no cumprimento do grande propósito de Deus em favor da raça humana. Ao povo de Deus e Suas instituições desta geração, da mesma forma que ao antigo Israel, pertencem as palavras escritas por Moisés mediante o Espírito de Inspiração: "És povo santo ao Senhor, teu Deus, e o Senhor te escolheu de todos os povos que há sobre a face da Terra, para Lhe seres o Seu povo próprio." Deut. 14:2. "Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor, meu Deus. ... Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente. Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que O chamamos? E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ramos@advir.com
  9. 9. dou perante vós?" Deut. 4:5-8. Mesmo estas palavras são insignificantes para atingir a grandeza e a glória do propósito de Deus a ser executado por meio de Seu povo. Manuscrito 166, 1899. O Mais Grandioso Alvo Necessitam-se hospitais nos quais se possa realizar obra médica e cirúrgica bem-sucedida. Dirigidas de acordo com a vontade de Deus, essas instituições removeriam preconceito e dariam a nossa obra uma nota favorável. O mais elevado alvo dos obreiros nestas instituições deve ser a saúde espiritual para os pacientes. Pode-se fazer obra evangelística Pág. 27 bem-sucedida junto com a obra médico-missionária. Só quando esses ramos da obra estiverem unidos, podemos esperar recolher os mais preciosos frutos para o Senhor. Carta 202, 1903. Monumentos Para Deus Em todos os seus departamentos, nossos sanatórios devem ser monumentos a Deus, instrumentos Seus em semear a semente da verdade no coração humano. E isto serão eles, caso sejam bem administrados. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 483. Reformar as Práticas Médicas Quanto a serem usadas drogas em nossas instituições, é contrário à luz que o Senhor Se dignou conceder. O comércio de drogas tem causado mais dano ao nosso mundo e matado mais do que ajudado ou curado. A luz foi-me concedida primeiro quanto ao porquê devam ser as instituições estabelecidas: os casas de saúde deviam reformar as práticas médicas. Carta 69, 1898. Uma Honra a Deus O Deus do Céu é honrado por uma instituição dirigida dessa maneira. O Hospital ______ foi estabelecido por ordem de Deus, a fim de que homens e mulheres pudessem compreender melhor as virtudes da árvore da vida. Em Sua misericórdia Deus tornou o hospital um poder tal, em aliviar o sofrimento físico, que milhares estão sendo atraídos para ele, a fim de serem curados de suas enfermidades, e muitas vezes eles não são curados apenas fisicamente, mas recebem do Salvador o perdão de seus pecados, e se identificam inteiramente com Cristo, com Seus interesses, com Sua honra. Seus pecados são retirados e colocados na conta de Cristo. Sua justiça lhes é imputada. O bálsamo da saúde é aplicado à alma. Eles recebem a graça de Cristo e saem para comunicar a outros a luz da verdade. O Senhor os torna Suas testemunhas. Seu testemunho é: "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus." II Cor. 5:21. Eles jamais se esquecem das orações, dos cânticos de louvor e gratidão, que ouviram quando estiveram no hospital. Podemos compreender quanto é Deus glorificado por esta obra? Carta 38, 1899. Exaltar a Cristo O propósito de nossas instituições de saúde não é primeiro e antes de tudo Pág. 28 funcionar como hospitais. As instituições de saúde relacionadas com a terminação da obra do evangelho na Terra representam os grandes princípios do evangelho em toda a sua plenitude. Cristo é quem deve ser revelado em todas as instituições relacionadas com a terminação da obra, mas nenhuma delas pode fazer isso tão plenamente como a instituição de saúde à qual o enfermo e sofredor se dirige em busca de alívio e libertamento tanto dos males físicos como espirituais. Muitos desses necessitam, como o paralítico de outrora, primeiramente o perdão do pecado; e precisam aprender o "não peques mais". João 5:14. Se uma casa de saúde que se acha ligada com esta mensagem final deixa de exaltar a Cristo e aos princípios do evangelho como estes se acham desdobrados na mensagem do terceiro anjo, ela falha em seus aspectos mais importantes, e contradiz o próprio objetivo de sua existência. Review and Herald, 29 de outubro de 1914. Cristo Deve Trazer Alívio e Cura Tenho sido instruída quanto a devermos levar os enfermos de nossas instituições a esperar grandes coisas, por causa da fé do médico no Grande Restaurador que, durante os anos de Seu ministério terrestre, andava ramos@advir.com
  10. 10. por todas as cidades e vilas da Terra, e curava a todos os que iam a Ele. Ninguém era despedido vazio; Ele os curava a todos. Compreendam os doentes que, embora invisível, Cristo está presente para aliviar e curar. Carta 82, 1908. Despertar a Fé no Grande Médico Como seguidores de Cristo, cumpre-nos trabalhar com todos os métodos racionais de pregar o evangelho da verdade presente. Não só por palavras, mas por atos, devemos dar indicação de que Cristo está desejoso de unir-Se com Seus devotados pastores hoje na cura do enfermo e sofredor. O Senhor deseja despertar na mente de Seus obreiros uma fé viva em Seu poder. Quando crescermos na fé do evangelho de Cristo, e encorajarmos aquela fé como apresentada na Palavra de Deus, haverá em nossos hospitais não apenas um conhecimento prático de como cuidar dos doentes de acordo com princípios corretos, mas a manifestação de uma fé viva no Deus que levará os obreiros a buscar o Grande Médico em favor de assistência divina. E o Senhor virá em auxílio de tais pessoas como resposta à sua fé no poder dEle. Pelo fato de termos casas de saúde para a cura dos enfermos, Pág. 29 não devemos deixar de invocar ao Grande Restaurador. Não é para que dependamos apenas dos métodos simples usados, que nos é mandado estabelecer clínicas, mas para que apontemos aos aflitos o Poderoso Restaurador da saúde. Devemos suplicar Seu poder para trabalhar em harmonia com nossos tratamentos médicos. A obra de nossos hospitais seria muito mais bem-sucedida se os médicos lessem a Palavra com mais fervor e pusessem em prática seus preceitos; se eles pregassem o reino de Deus e orassem para que a graça restauradora de Cristo viesse sobre o aflito. Preguemos o evangelho aos doentes, relacionando Jesus, o Grande Restaurador, com os remédios simples usados; e nossa fé viva será respondida. Todavia, os que vão ao Grande Restaurador devem estar dispostos a fazer Sua vontade, humilhar a alma e confessar seus pecados. Quando nos apropriarmos do poder divino com uma fé que não será negada, veremos a salvação de Deus. Cristo declarou que veio para devolver a vida aos homens. Esta obra deve ser realizada pelos seguidores de Cristo, e deve ser feita pelos meios mais simples. As famílias devem ser ensinadas a cuidar dos doentes. A esperança do evangelho deve ser revivida no coração dos homens e mulheres. Devemos procurar atraílos para o Grande Restaurador. Trabalhem os médicos de maneira inteligente no exercício de curar, não com drogas, mas seguindo métodos racionais. Depois devem eles, pela oração da fé, buscar o poder de Deus para impedir o progresso da doença. Isto inspirará nos sofredores fé em Cristo e no poder da oração, e lhes despertará confiança em nossos métodos simples de tratamento das enfermidades. Tal obra será um meio de dirigir a mente para a verdade, e será de grande eficiência na obra do ministério do evangelho. Carta 126, 1909. ramos@advir.com

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