Lições Adultos Missionários
Lição 3 - A missionária inesperada 11 a 18 de julho
❉ Sábado à tarde Ano Bíblico: Pv 4–7
VERSO...
5).
2Rs 5:18, (ACF); 18 Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para
ali adorar, e el...
Perturbações, tragédias e transições na vida pessoal podem tornar as pessoas mais abertas à verdade espiritual
e levá-las ...
● 4. Leia 2 Reis 2:1-15. O que a passagem diz sobre o chamado e o ministério de Eliseu?
2Rs 2:1-15, (ACF); 1 Sucedeu que, ...
as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação. 13
Então cheg...
nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? 3 Ou não sabeis que todos
quantos fomos batizado...
3. A cura e a salvação vieram a Naamã por meio de uma fé revelada por suas obras. Qual é a relação entre fé e
obras? Por q...
A. Que medidas práticas podemos tomar para fortalecer a coragem e a fé? Por que isso é sempre um processo
longo e não uma ...
Compreensão
Para o professor: Um dos temas presentes na história de Naamã é a ideia do inesperado. Cada guinada da
trama c...
desconhecida e indefesa.
2. O beneficiário da cura foi um estrangeiro, completamente indigno. Naamã não só era membro de u...
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A lição original com os textos bíblicos tem como finalidade; facilitar a leitura ou mesmo o estudo, os versos estão na sequência correta, evitando a necessidade de procurá-los, o que agiliza, para os que tem o tempo limitado, vc pode levá-la no ipad, no pendrive, celular e etc, ler a qualquer momento e em qualquer lugar que desejar, até sem a necessidade de estar conectado na internet.

Também facilita se for imprimir por usar bem menos tinta que a lição convencional.

Que... “Deus tenha misericórdia de nós e nós abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação”. Sal. 67:1-2.

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  1. 1. Lições Adultos Missionários Lição 3 - A missionária inesperada 11 a 18 de julho ❉ Sábado à tarde Ano Bíblico: Pv 4–7 VERSO PARA MEMORIZAR: “Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.” Lc 4:27. Leituras da Semana: 2Rs 5; Mc 1:40-45; 2Rs 2:1-15; Jo 15:5; Rm 6:4-11; Rm 6:1 O livro de Reis, que trata da história dos reinos de Israel e de Judá no período em torno de 970 a 560 a.C., registra eventos emocionantes e dramáticos, bem como mudanças políticas de grande alcance, que afetaram o povo de Deus. Entre esses relatos estão as histórias de Elias e Eliseu, corajosos profetas de Deus cujas aventuras têm fascinado a imaginação de crianças e adultos em todas as épocas. São também interessantes as semelhanças entre o ministério de Eliseu e o de Jesus. No ministério de ambos, mortos foram ressuscitados, leprosos foram purificados e famintos foram alimentados a partir de pequenas quantidades de comida. A lição desta semana trata de um desses milagres: a cura de Naamã, um idólatra rico, poderoso e muito orgulhoso que, em sua grande necessidade, veio a experimentar o poder do Deus vivo por meio do testemunho de uma missionária muito improvável. Entre as muitas verdades espirituais encontradas nesse relato, podemos obter um modelo para o testemunho transcultural em meio à tensão e à rivalidade internacionais. Podemos ver, também, nessa história, um modelo de como o plano da salvação atua. Inicie uma classe bíblica com os juvenis e jovens de sua comunidade, com o objetivo de prepará-los para o batismo da primavera, no mês de setembro. ❉ Domingo - Ele tinha tudo, porém... Ano Bíblico: Pv 8–11 “Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o Senhor dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso” (2Rs 5:1). Esse verso contém não menos do que quatro descrições ou títulos que colocavam Naamã no escalão mais alto da sociedade síria ou arameia. Ele exercia grande influência sobre o rei de Arã, era tido em alta conta e era o braço direito do rei, tanto em assuntos militares quanto religiosos (v. 18). Era também extremamente rico (v. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  2. 2. 5). 2Rs 5:18, (ACF); 18 Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo. Contudo, o primeiro verso tem um importante “porém”. Todo o poder, toda honra e coragem de Naamã empalideciam à luz da mais temida doença daqueles dias: a lepra. E era exatamente isso que o pobre homem tinha, o grande “porém” que lançava uma sombra sobre tudo o mais que ele havia alcançado. Essa enfermidade, contudo, colocou-o em contato com o profeta de Deus e, através desse contato, ele se tornou um crente no verdadeiro Deus. ● 1. Leia Marcos 1:40-45, Lucas 8:41-56 e Marcos 2:1-12. Além do fato de Jesus ter feito curas miraculosas, qual é o denominador comum nesses relatos? O que levou todas essas pessoas a Jesus? Mc 1:40-45, (JFA-RC); 40 E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. 41 E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! 42 E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. 43 E, advertindo-o severamente, logo o despediu. 44 E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. 45 Mas, tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com ele. Lc 8:41-56, (JFA-RC); 41 E eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; 42 porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E, indo ele, apertava-o a multidão. 43 E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, 44 chegando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue. 45 E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? 46 E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. 47 Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e como logo sarara. 48 E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz. 49 Estando ele ainda falando, chegou um da casa do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes o Mestre. 50 Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva. 51 E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai, e a mãe da menina. 52 E todos choravam e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme. 53 E riam-se dele, sabendo que estava morta. 54 Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina! 55 E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56 E seus pais ficaram maravilhados, e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido. Mc 2:1-12, (JFA-RC); 1 E, alguns dias depois, entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. 2 E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra. 3 E vieram ter com ele, conduzindo um paralítico, trazido por quatro. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. 5 E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. 6 E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seu coração, dizendo: 7 Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 8 E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados ( disse ao paralítico ), 11 a ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa. 12 E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  3. 3. Perturbações, tragédias e transições na vida pessoal podem tornar as pessoas mais abertas à verdade espiritual e levá-las a buscar a Deus. Desastres físicos, psicológicos, políticos ou de outra ordem podem tornar as pessoas mais acessíveis à realidade do divino. Perdas pessoais, catástrofes nacionais e guerras são importantes motivadores que fazem com que as pessoas busquem um poder maior do que elas mesmas. Há muito, a igreja está ciente de que, em áreas onde as pessoas são atingidas pelo sofrimento no âmbito pessoal ou comunitário, tende a ocorrer um aumento na quantidade de pessoas alcançadas. ❉ Segunda - Uma testemunha inesperada Ano Bíblico: Pv 12–15 ● 2. Leia 2 Reis 5:1-7. O que aconteceu nessa passagem? Por que os sírios prestariam atenção ao que uma garota cativa tinha a dizer? Quais poderiam ser as implicações dos fatos mencionados no texto? 2Rs 5:1-7, (ACF); 1 E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso. 2 E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3 E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. 4 Então foi Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel. 5 Então disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi, e tomou na sua mão dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupas. 6 E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra. 7 E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes, e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim um homem, para que eu o cure da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim. A Bíblia não nos dá detalhes de como essa menina agia na casa de Naamã, mas está claro que havia alguma coisa nela que atraiu a atenção da família. Pense nisto: com base na palavra de uma menina cativa que estava em seu lar, um rico e poderoso líder militar foi até seu rei, mencionou o que ela disse e então obteve permissão do rei para sair em busca de cura. Além do mais, ele saiu carregado de presentes para o profeta. Obviamente, estava acontecendo algo mais do que é explicitamente declarado nesses versos. Contudo, a agente que Deus usou para plantar o conhecimento dEle nos círculos governamentais da Síria foi uma pequena escrava hebreia anônima, cruelmente tirada de seu lar por invasores sírios. Em vez de se concentrar na crueldade e na falta de sentido desse ato, e em sua vida de escravidão, ela compartilhou sua inabalável fé no poder de Deus, que transforma vidas e que estava em atuação por meio de Eliseu, em Samaria (v. 3). Dessa forma, como Daniel e seus companheiros em Babilônia, ela foi capaz de transformar sua própria adversidade num modo de glorificar a Deus e, assim, o Senhor transformou seu cativeiro numa oportunidade para que ela compartilhasse sua fé. Segundo Ellen G. White, “a conduta da menina cativa, seu modo de se comportar nesse lar pagão, é um forte testemunho do poder dos primeiros ensinamentos do lar” (Profetas e Reis, p. 245). ● 3. O que esse relato nos diz sobre maneiras pelas quais nossa fé, nosso estilo de vida e atos podem atrair outros para nós e para as verdades que nos foram confiadas? O que também é fascinante nessa história é a reação do rei de Israel ao receber a carta. “Acaso, sou Deus”? Posso curar a lepra? (2Rs 5:7). Suas palavras revelam exatamente quanto a doença era temida e por que somente um milagre poderia curá-la. Por alguma razão, a carta deixava implícita a expectativa de que o rei devia trazer a cura. Ele sabia que não podia fazer isso e, portanto, achou que tudo não passava de uma trama arquitetada com o fim de instigar problemas. ❉ Terça - Eliseu, o profeta Ano Bíblico: Pv 16–19 O ministério do profeta Eliseu no nono século a.C. chega até nós numa série de vários episódios que se estenderam por mais de 50 anos. A maior parte de sua atuação se passou à frente da escola dos profetas, e foi, principalmente, um ministério público. Incluiu a revelação de sinais e maravilhas, tanto em nível pessoal quanto nacional. Eliseu foi um profeta cujo conselho e ajuda eram procurados tanto por reis quanto por pessoas comuns. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  4. 4. ● 4. Leia 2 Reis 2:1-15. O que a passagem diz sobre o chamado e o ministério de Eliseu? 2Rs 2:1-15, (ACF); 1 Sucedeu que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu. 2 E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Betel. 3 Então os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. 4 E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó. 5 Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. 6 E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos. 7 E foram cinqüenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão. 8 Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. 9 Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. 10 E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará. 11 E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12 O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. 13 Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem do Jordão. 14 E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou. 15 Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra. Não há dúvida de que Eliseu foi chamado por Deus. Ele teve algumas experiências incríveis que devem ter confirmado em sua própria mente seu chamado. E o mais importante: seu pedido por uma “porção dupla” do Espírito demonstrou sua consciência de que, para fazer o que fora chamado a realizar, ele precisaria do poder divino, porque, em si mesmo, era incapaz de cumprir. Assim, mesmo naquele tempo, esse homem de Deus entendeu o que Jesus disse muitos séculos mais tarde: “Eu Sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Essa é uma lição que todos precisamos aprender, não importa qual seja nossa posição na obra do Senhor. Obviamente, como podemos ver pela história do chamado de Eliseu, esse poder, de fato, lhe foi concedido. Assim, Eliseu revelou que tinha uma compreensão saudável e honesta de seu próprio papel e chamado quando declarou ao rei: Naamã “saberá que há profeta em Israel” (2Rs 5:8). Também deve ter sido interessante a cena quando esse comandante militar e sua comitiva se apresentaram, em toda sua glória, à porta da casa de Eliseu, que provavelmente devia ser relativamente pequena e modesta em contraste com o luxo do qual Naamã desfrutava. Eliseu, contudo, não pareceu nada intimidado por Naamã e suas tropas. Na verdade, Eliseu nem mesmo saiu para conhecer seu poderoso visitante; em vez disso, enviou um mensageiro, que deu ao comandante militar uma ordem! A única recompensa por sua longa viagem desde Damasco foi uma instrução direta para que fosse ao Jordão e se banhasse! Mas ela foi acompanhada de uma promessa: “E ficarás limpo” (v. 10). Sem dúvida, o orgulho desse homem importante foi ferido. Porém, talvez o propósito fosse exatamente esse. ❉ Quarta - A cura de Naamã Ano Bíblico: Pv 20–24 ● 5. Leia 2 Reis 5:11-14. O que esse relato nos ensina sobre Naamã e algumas das lições que ele tinha que aprender? O que podemos extrair dele para nossa vida? 2Rs 5:11-14, (ACF); 11 Porém, Naamã muito se indignou, e se foi, dizendo: Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pór-se-á em pé, invocará o nome do SENHOR seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso. 12 Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  5. 5. as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação. 13 Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram: Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. 14 Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado. Se o profeta Eliseu tivesse ido pessoalmente encontrar seu eminente visitante Naamã e se tivesse empregado gestos de exorcismo, acompanhados de fórmulas mágicas e outros rituais tão comuns nas religiões pagãs, talvez Naamã não tivesse hesitado. Mas dois aspectos de sua recepção o insultaram. O profeta não só não saiu pessoalmente da casa para encontrar Naamã, mas também lhe disse que o lugar em que ocorreria a cura de sua lepra seria o rio Jordão. Do ponto de vista da diplomacia, Naamã estava certo. Eliseu devia ter saído de casa para cumprimentá-lo. Além disso, os rios de Damasco eram, sem dúvida, melhores, já que suas águas eram mais claras do que as do lamacento Jordão. Contudo, por meio de Eliseu, Deus enviou Naamã ao Jordão, um rio de Israel. Todo o processo de cura tinha o objetivo de demonstrar, primeiramente, que havia um profeta do verdadeiro Deus em Israel e, depois, que Ele recompensava a obediência acompanhada de fé. A comitiva de Naamã o convenceu a se submeter a seu novo e divino “comandante” e a, pelo menos, fazer uma tentativa. O argumento deles, de que se a cura sugerida tivesse sido complicada ele a teria enfrentado, o convenceu. Deve ter sido difícil para Naamã engolir seu orgulho para dar ouvidos a uma menina escrava, a um profeta estrangeiro que mostrou pouca deferência para com ele e, finalmente, a seus próprios servos. Mas ele estava desesperado em busca de cura. “Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo” (2Rs 5:14). A exigência inicial para a cura de Naamã era fé e obediência. Assim que ele venceu seu orgulho e obedeceu à vontade expressa de Deus, banhando-se sete vezes no lamacento Jordão, foi curado. Leia Romanos 6:4-11. A história de Naamã reflete alguns dos princípios ensinados nesses versos. Você já experimentou a realidade de uma nova vida em Cristo? Como isso ocorreu? Rm 6:4-11, (ACF); 4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. 5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; 6 Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. 7 Porque aquele que está morto está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; 9 Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. 11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. ❉ Quinta - Um novo cristão Ano Bíblico: Pv 25–27 ● 6. “Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente do teu servo” (2Rs 5:15, NVI). De que modo essas palavras ajudam a revelar a experiência da salvação? Ap 14:12; 1Jo 5:2, 3; Rm 6:1 Ap 14:12, (ACF); 12 Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. 1Jo 5:2-3, (ACF); 2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. Rm 6:1-4, (ACF); 1 Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? 2 De modo Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  6. 6. nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? 3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? 4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Teria sido fácil para Naamã retornar diretamente do Jordão para Damasco após sua cura. Contudo, como um gesto de gratidão, ele e seus acompanhantes voltaram à casa do profeta. Dessa vez encontraram Eliseu em pessoa. A confissão de que o Deus de Israel é soberano no mundo é o principal tema da Bíblia. Essas palavras, vindas de um pagão, constituem um dos pontos altos na revelação do Antigo Testamento. A conversão de Naamã deixou claro que sua nova experiência tinha que estar ligada ao Deus de Israel. O profeta era israelita, o rio era o mais importante de Israel e o número sete era uma ligação clara com o Deus da criação. O que vemos em Naamã é um exemplo de como a verdadeira fé atua: Ele recebeu algo que nunca poderia ter obtido por si mesmo. O fato de que Eliseu recusou os presentes (2Rs 5:16) foi uma forma de mostrar que a salvação não pode ser obtida por esforço nem comprada, mas é inteiramente pela graça de Deus. Ao mesmo tempo, contudo, a disposição de Naamã em dar algo para Eliseu pelo que este lhe havia feito mostra a resposta de fé e gratidão pelo que lhe havia sido concedido. Eliseu recusou o presente. Nisso, seguiu o exemplo de Abraão, que ajudou os reis pagãos, mas recusou as recompensas, afirmando que ninguém devia ser capaz de dizer: “Eu enriqueci a Abrão” (Gn 14:23). Eliseu sabia que a aceitação de um presente teria estragado a lição que Naamã devia aprender. A cura era obra de Deus e um ato de pura graça. “Se aceitamos a Cristo como redentor, precisamos aceitá-Lo como soberano. Não podemos ter certeza e perfeita confiança em Cristo como nosso Salvador enquanto não O reconhecermos como nosso Rei e formos obedientes a Seus mandamentos. Assim evidenciamos nossa lealdade a Deus. Nossa fé tem, então, o timbre genuíno, pois é uma fé operante. Ela atua pelo amor” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 16). Se os outros olhassem para sua vida, veriam nela uma prova de seu amor a Deus como resposta ao que Ele fez por você em Cristo? ❉ Sexta - Estudo adicional Ano Bíblico: Pv 28–31 “Séculos depois de haver Naamã retornado a sua pátria, curado no corpo e no espírito, sua maravilhosa fé foi referida e louvada pelo Salvador como uma lição objetiva para todo aquele que professa servir a Deus. ‘Muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu’, o Salvador declarou, ‘e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio’ (Lc 4:27, ARC). Deus passou por alto muitos leprosos em Israel, porque sua incredulidade lhes fechou a porta do benefício. Um nobre pagão que havia sido fiel a suas convicções do direito, e que sentiu necessidade de auxílio, foi, à vista de Deus, mais digno de Sua bênção do que os afligidos em Israel, que haviam subestimado e menosprezado os privilégios que lhes haviam sido dados por Deus. Deus age em benefício dos que apreciam Seus favores e respondem à luz que lhes é concedida do Céu” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 252, 253). Perguntas para reflexão 1. Há muita discussão sobre o que aconteceu após a cura de Naamã. Em 2 Reis 5:17-19, Naamã fez uma poderosa confissão de fé, dizendo: “Nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor” (v. 17). Contudo, logo depois ele disse: “Quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o Senhor a teu servo” (v. 18). Quais são as implicações da resposta de Eliseu? Até que ponto os missionários cristãos têm de exercer paciência e compreensão para com os novos conversos, especialmente quando esses vêm de um contexto religioso e cultural diferente? 2. Com que rapidez deve ocorrer a mudança no estilo de vida dos novos conversos? “A viúva de Sarepta e Naamã da Síria tinham vivido à altura de toda a luz que possuíam; assim, eles foram considerados mais justos que o povo escolhido de Deus que se tinha desviado dEle, e sacrificado o princípio à conveniência e à honra mundana” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 416). Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  7. 7. 3. A cura e a salvação vieram a Naamã por meio de uma fé revelada por suas obras. Qual é a relação entre fé e obras? Por que é importante compreender os papéis fundamentais, mas distintos, de ambas na experiência da salvação? Respostas sugestivas: 1. O denominador comum desses relatos é que todas as pessoas envolvidas tinham problemas que as levaram a Jesus; no caso, doenças e perdas. 2. Um poderoso líder militar ouviu o que uma menina cativa lhe disse quanto a obter cura, e até o rei levou a sério o que ela disse. Isso deixa implícito que a vida daquela menina deve ter impressionado, de alguma forma, seus senhores. 3. Nossa fé, estilo de vida e atos chama a atenção de outras pessoas quando elas veem em nós algo diferente e melhor, que desejam também possuir em sua vida. 4. Ao ser chamado para substituir Elias, o profeta Eliseu pediu uma porção dupla do Espírito, reconhecendo que só Deus poderia capacitá-lo para a obra; logo outros reconheceram que ele havia recebido o mesmo Espírito que repousara sobre Elias. 5. Naamã ficou indignado porque, em vez de recebê-lo pessoalmente, Eliseu apenas mandou um servo dizer-lhe que se lavasse no Jordão. Ele tinha que aprender a renunciar ao orgulho e se submeter a Deus em fé e obediência. 6. A fé em Deus e o amor a Ele se revelam na obediência à Sua vontade e em atos que indicam nossa gratidão. Auxiliar - Resumo Texto-chave: 2 Reis 5:14, 15 O aluno deverá: Saber: Que testemunhar num contexto transcultural requer coragem e disposição para deixar Deus surpreendê- lo. Sentir: Renovada gratidão pela graça de Deus e compaixão mais profunda por aqueles que estão enfrentando tempestades na vida. Fazer: Aceitar o desafio de atender às necessidades de outros, mesmo com risco da própria segurança e dos próprios interesses. Esboço I. Saber: Que Deus torna poderosos os fracos A. Frequentemente se diz que podemos dar um testemunho eficaz em favor de Deus por meio de nossos atos e de nossa vida. O que podemos aprender do fato de que a pequena escrava judia também testemunhou verbalmente? B. Você consegue encontrar paralelos entre a história da cura de Naamã, um inimigo de Israel, e a do leproso samaritano curado por Jesus, o único dos dez leprosos que voltou para agradecer (Lc 17:11-19)? C. O que aprendemos sobre a natureza de Deus e Sua estratégia de missão a partir dos seguintes fatos: O instrumento que Ele escolheu para testemunhar (2Rs 5:2, 3), Suas instruções a Naamã sobre o modo de obter cura (2Rs 5:10) e o erro desastroso do servo de Eliseu, que pediu um “pagamento” pela cura (2Rs 5:20-27)? II. Sentir: Que autêntica compaixão produz genuína confiança A. Como a empatia sincera pelo próximo ajuda a eliminar barreiras culturais, emocionais e espirituais? B. Mesmo quando as circunstâncias parecem estar abaixo do ideal, de que forma nossa própria experiência com a graça de Deus pode estimular nossos esforços para testemunhar? III. Fazer: Colocar-se à disposição Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  8. 8. A. Que medidas práticas podemos tomar para fortalecer a coragem e a fé? Por que isso é sempre um processo longo e não uma decisão momentânea? B. Já dissemos a Deus que estamos à disposição para ser usados na missão? Como podemos mostrar que estamos prontos? Resumo: O testemunho eficaz não acontece por acaso. O Espírito de Deus reúne o que Ele precisa para atrair homens e mulheres ao Seu reino. Ciclo do Aprendizado Motivação Focalizando as Escrituras: 2 Reis 5:2-5 Conceito-chave para o crescimento espiritual: O conceito de Deus sobre a igualdade, que nos diz que somos todos Seus filhos, igualmente amados por Ele, vai contra nossos preconceitos e partidarismos humanos, aos quais nos apegamos profundamente. Porém, na história de Naamã, vemos Deus derrubando implacavelmente barreiras sociais, culturais e nacionais para que Sua missão fosse realizada. Podemos fazer menos do que isso? Para o professor: O famoso dissidente tcheco que veio a se tornar presidente, Václav Havel, passou décadas insistindo com os cidadãos, individualmente, para que tomassem posição contra o poder cruel do regime opressivo de seu país. Num ensaio que marcou época, intitulado “O poder dos fracos”, ele demonstrou, de maneira convincente, que não importa quão opressivo seja um regime político, pessoas comuns podem transformar a sociedade se tão somente demonstrarem coragem por meio de atos simples e cotidianos de veracidade. Achamos que nossa capacidade de testemunhar em favor de Deus depende de circunstâncias favoráveis ou de encontrarmos a oportunidade certa? Desafie seus alunos com o exemplo da desconhecida menina escrava cuja coragem criou, na verdade, “ondas de transformação” por todo o mundo conhecido naquela época. Discussão de abertura Você sente mais empatia por pessoas de seu próprio grupo étnico? Desde a década de 1950, os psicólogos vêm estudando a teoria da empatia para com membros do próprio grupo, a ideia de que temos a tendência de sentir mais compaixão e simpatia pelos que são semelhantes a nós e que parecem partilhar de nosso contexto cultural. Num estudo pioneiro de 2009, pesquisadores da Universidade de Pequim realizaram escaneamentos cerebrais de voluntários chineses e caucasianos enquanto eles assistiam a diferentes clipes de vídeo que mostravam pessoas recebendo dolorosas fincadas de agulha. Os resultados foram surpreendentes. A resposta neural empática, a atividade na parte do cérebro ativada pela emoção e empatia, era constantemente maior quando os voluntários viam alguém com suas próprias características étnicas sofrer as dolorosas agulhadas (www.sciencedaily.com/releases/2009/06/090630173815.htm). A heroína que deu seu testemunho em 2 Reis 5 é pouco mencionada no relato, mas seus atos estão no centro dos fatos que se desenrolam. A história da cura de Naamã começou com a incrível coragem da pequena escrava judia que sentiu compaixão e empatia por alguém diferente dela em termos de riqueza, poder, nacionalidade, religião e circunstâncias. Perguntas para reflexão Por que a empatia é um auxílio tão poderoso para o testemunho? Ela pode ser fingida? De que forma o preconceito social, racial ou de qualquer outro tipo nos prejudica? Como prejudica os outros? Como pode distorcer e atrapalhar a missão? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  9. 9. Compreensão Para o professor: Um dos temas presentes na história de Naamã é a ideia do inesperado. Cada guinada da trama contém um novo evento que demonstra a atuação do Espírito de Deus de um modo que ultrapassa as pressuposições e expectativas humanas. Ao examinar o relato bíblico com a classe, enfatize como a história da cura de Naamã deve ter desafiado o público original, o povo judeu. Trace paralelos com a missão no século 21, que revela o Deus das surpresas, Aquele que anseia que vejamos a missão através das amplas lentes de Seu amor por todas as pessoas, em vez de a visualizarmos através de nossa estreita perspectiva. Comentário Bíblico A missão no exílio (Recapitule com a classe 2 Reis 5.) A narrativa bíblica enfatiza a importância de Naamã. Ele era “comandante do exército”, um “grande homem”, “de muito conceito” e “herói da guerra” (2Rs 5:1). Convencido de que o profeta de Samaria poderia curá-lo da lepra, ele escreveu diretamente ao rei de Israel, em vez de tentar entrar em contato com o profeta. Contudo, uma das ironias dessa história é que não foi um personagem importante e poderoso que promoveu a cura de Naamã. Ironicamente, o poderoso Naamã teve que agradecer a escravos, a Deus e a Eliseu, por sua cura. Não somente uma escrava informou sua senhora sobre Eliseu e seus poderes de cura, mas, posteriormente, quando Naamã se ofendeu com as instruções de Eliseu para que se lavasse no rio Jordão, preferindo voltar para casa leproso, seus servos o persuadiram a engolir seu orgulho (2Rs 5:13). Na época de Naamã havia constantes tensões e atritos ao longo da fronteira entre a Síria e Israel. Durante um dos ataques-surpresa na fronteira, os sírios levaram cativa uma menina judia. Não sabemos quase nada sobre ela por meio do relato bíblico, mas, na história dessa jovem, vemos que ela enfrentou uma questão que todos os exilados precisam enfrentar: Como viverei num contexto cultural totalmente estranho? Que tremendo desafio para uma menina judia o fato de ser jogada na casa do chefe militar do inimigo de seu amado país natal, Israel! Mas ela evitou dois extremos. Por um lado, resistiu ao caminho fácil de simplesmente se conformar com sua nova situação, esquecendo a religião de seu lar. Por outro, resistiu ao caminho fácil de manter sua religião em segredo. Em vez disso, ela trouxe sua fé para a situação que estava enfrentando. Criou coragem para testemunhar a respeito do profeta Eliseu: “Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra” (2Rs 5:3). Não subestimemos a fé dessa jovem missionária que tinha, contra si, muitas características culturais negativas. Era do sexo feminino, criança, estrangeira, pertencia a um país inimigo e não passava de uma escrava. Mesmo estando numa posição em que alguém só poderia falar se lhe fosse dirigida a palavra, a menina falou sem hesitação, sugerindo que seu senhor fosse até um país inimigo em busca de ajuda. E se ela estivesse errada? Eliseu era conhecido por operar milagres, mas não havia nenhum caso registrado em que houvesse curado um leproso. Sua fé e coragem resultou no fato de um líder pagão se curvar diante de Yahweh. Uma vez mais, a misericórdia de Deus transpôs fronteiras culturais e religiosas através de uma humilde e fiel missionária. Comente com a classe: Muitos de nós enfrentamos uma luta para testemunhar, mesmo em situações relativamente fáceis. Como podemos explicar a coragem dessa menina escrava? Aplicação Para o professor: Considere todos os elementos que parecem subversivos na história de Naamã. 1. Eliseu era uma figura pública em Israel. Havia recebido o chamado para o ministério diante da dramática cena da carruagem de fogo e da bênção do grande profeta Elias (2Rs 2:9-11). Contudo, o momento missionário mais importante dessa história está relacionado, não a Eliseu, mas a uma menina escrava Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  10. 10. desconhecida e indefesa. 2. O beneficiário da cura foi um estrangeiro, completamente indigno. Naamã não só era membro de uma nação inimiga, mas era também um de seus líderes militares. Lucas 4:27-29 dá um vislumbre de como isso era profundamente ofensivo e de como, claramente, podia mexer com os ânimos dos judeus. 3. Não há uma declaração específica de que tudo correu às mil maravilhas depois disso. Segundo Reis 5:18 introduz uma nota dissonante quando, após declarar sua fé no único Deus verdadeiro, Naamã informou a Eliseu que ainda precisaria cumprir seu dever cívico ao acompanhar seu senhor, o rei, quando este entrasse no templo de Rimom (ou Baal) para adorar. Será que o profeta de Deus reagiu com uma repreensão ardente ou com uma condenação à idolatria assíria? Não. Eliseu simplesmente disse: “Vai em paz.” Embora os teólogos tenham debatido há muito tempo sobre o significado dessa resposta, o cenário apresentado em 2 Reis 5 nos mostra, no mínimo, que, apesar de sua experiência de conversão, Naamã ainda era um bebê espiritual e enfrentaria muitos desafios. Pense nisto: Peça que a classe imagine a história de Naamã num contexto do século 21. Quem poderia ser Naamã, e qual seria sua “lepra”? Quem poderia ser o Eliseu dos tempos modernos? Quem poderia assumir o papel da menina escrava desconhecida? Considere também a confissão de Naamã de que ele continuaria a entrar no templo de Rimom com o rei sírio. Há um equivalente contemporâneo que requereria de nós paciência para com um recém-nascido espiritual? Como a transferência da narrativa de Naamã para os dias de hoje desafiaria nossas ideias preconcebidas sobre como devemos abordar a missão ou sobre como devemos nos relacionar com os descrentes? Isso nos ajuda a ver como o Espírito de Deus pode atuar de maneiras inesperadas? Criatividade e atividades práticas Para o professor: A pequena escrava judia correu um tremendo risco pessoal quando sugeriu que Deus poderia curar a lepra de Naamã. Porém, talvez a parte mais importante de sua história tenha vindo muito tempo antes desse momento. Coragem e fé não surgem do nada. Têm que ser constantemente cultivadas por meio das escolhas diárias, grandes e pequenas. Conclua a lição com uma atividade que lembre aos alunos que o testemunho sempre requer integridade e coragem, e que essas qualidades precisam ser construídas antes do momento em que se tornarão necessárias. Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição? É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo sem prévia autorização da Casa Publicadora Brasileira. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com

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