Portefolio Programa de Formação Continua em Matemática para Professores de 1º e 2º Ciclo de Ensino Básico

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Portefolio Programa de Formação Continua em Matemática para Professores de 1º e 2º Ciclo de Ensino Básico

  1. 1. Portefólio Programa de Formação Continua em Matemática para Professores de 1º e 2º Ciclo de Ensino Básico Formadora: Ana Paula Catela Elaborado por: ANA RITA SOARES E SIMAS DUARTE COSTA ESE de Lisboa Junho 2011
  2. 2. INTRODUÇÃO A motivação que me levou a escolher esta Formação foi poder conhecer o Programa de Matemática de Ensino Básico (PMEB) de modo a trabalhar melhor e poder encontrar estratégias de aprendizagem diferenciadas para desenvolver com os alunos com Necessidades Educativas Especiais numa aprendizagem participativa e funcional. O balanço final desta Formação foi positivo pelo facto de ser uma acção bastante prática que nos fez pensar e reflectir sobre os diversos temas, tópicos e subtópicos do Programa. Aqui pude melhorar respostas para a aprendizagem da matemática significativa para alunos com NEE em contexto de sala de apoio. De seguida, apresento o Portefólio da formação em que o tema abordado foram os Números e Operações e os tópicos/subtópicos foram noção de números naturais, relações numéricas, operações com números naturais (somas, subtracção e multiplicação) e Sequencias e regularidades. Irão ser apresentadas as planificações e reflexões das sessões conjuntas da formação, para além, de outras sessões trabalhadas com as alunas.
  3. 3. BREVE DESCRIÇÃO DAS ALUNAS Resolvi aplicar as actividades a um grupo de duas crianças com Necessidades Educativas Especiais em contexto de sala de apoio. A primeira criança encontra-se no 3º ano de escolaridade, frequenta a escola há quatro anos, apresenta limitações graves na Aprendizagem e Aplicação de Conhecimentos ao nível da concentração e da atenção, da leitura, da escrita e do cálculo, relativamente à Comunicação/ Linguagem e Interacções e Relacionamentos apresenta limitações moderadas, resultantes de deficiência moderada a grave nas funções mentais globais específicas. A segunda criança é mais nova, frequenta esta escola pela primeira vez, encontra-se institucionalizada desde Abril de 2010. Frequenta o 1º ano do ensino básico. É portadora Síndrome de Moebius, distúrbio neurológico extremamente raro que decorre do desenvolvimento anormal dos nervos cranianos, possui com principal característica a perda total ou parcial dos movimentos dos músculos da face, responsáveis pelas expressões e motricidade ocular. Apresenta limitações graves aos níveis concentração e da atenção, imitar, adquiri conceitos, aprender a ler, adquirir competências símbolos, caracteres e o alfabeto e aprender a calcular. Na comunicação apresenta limitações graves em comunicar e receber mensagens orais, comunicar e receber mensagens não verbais, falar e limitação completa em produzir mensagens usando linguagem corporal. Resultantes de deficiência moderada a nível das funções mentais.
  4. 4. PLANIFICAÇÃO E REFLEXÃO DAS AULAS A primeira necessidade sentida era introduzir a noção de números naturais, associação de quantidades e operações (soma e subtracções). A minha primeira planificação, seguindo o PMEB, para uma sessão conjunta foi a seguinte: A primeira dificuldade sentida foi na planificação de acordo com o PMEB, faltando introduzir o tema matemático e as capacidades transversais, que apesar de não ser referidas foram utilizadas durante toda a sessão (raciocínio e comunicação matemática) A actividade consistia que as alunas associassem a quantidade de pontos ao número de molas a colocar, em cartões, em forma de camisola, com pontos e no verso o número até à quantidade 10. Utilizaram molas coloridas (apenas três cores). Depois era pedido para contar as molas por cores. Ex.: para a quantidade 3 = 1 amarela + 1 azul + 1 vermelha ou 2 azuis + 1 amarela …) Tópico Noção de número natural Objectivos específicos – Classificar e ordenar de acordo com determinado critério Actividade Contar e pegar a quantidade de objectos Recursos Molas Cartões com quantidades e números Cartões para pintar
  5. 5. De seguida foram elaboradas as fichas em Anexo 1 Ao objectivo “Classificar e ordenar de acordo com determinado critério” acrescentamos realizar contagens, compor e decompor números e compreender a adição no sentido de combinar e acrescentar. Durante a sessão houve bastante comunicação matemática, a criança mais nova teve ainda dificuldade em arranjar soluções para colorir as minhocas de forma a ficarem diferentes e também na utilização das três cores, tendo sido ajudada pela professora. A outra criança iniciou a pintura alterando as cores, primeiro uma a uma e depois resolveu agrupar quantidades. Em sessão posterior, com a aluna mais velha, foi pedido que contasse a quantidade das bolinhas da minhoca e representasse a soma utilizando a representação horizontal (decomposição do numero 9)
  6. 6. Na sequência das aprendizagens das alunas a seguinte aula conjunta foi a seguinte: “Quantas ficaram na caneca?” Tópico Noção de número natural Objectivos específicos - Explorar situações de adição em que o número de uma das parcelas é desconhecido - Efectuar contagens a partir de um determinado numero até ao número dado (para a frente e para trás ) - Relacionar a adição com a subtracção - Representar as situações exploradas numa tabela - Descobrir todas as possibilidades de compor um número em duas parcelas e sua relação com a subtracção Capacidades Transversais Raciocínio matemático Comunicação Matemática Antecipação das estratégias usadas pelos alunos /dificuldades prevista Contagem pelos dedos. A B não consegue copiar números Contextualização da Tarefa 1º Tarefa … Vamos jogar o jogo “Quantas ficaram na caneca?” -Pedir á B para contar 3 tampinhas e colocá-las na caneca - Pedir à A para tirar algumas tampinhas e contá-las - Perguntar à B “quantas tampas ficaram na caneca?” - Remover as tampas da caneca e verificar - Repetir o jogo explorando toas as possibilidades de retirar tampas da caneca 2º Tarefa - Pedir à A para contar 7 tampinhas e colocá-las na caneca - Pedir à B para tirar algumas tampinhas e contá-las - Perguntar à A “quantas tampas ficaram na caneca?” - Remover as tampas da caneca e verificar - Repetir o jogo explorando toas as possibilidades de retirar tampas da caneca 3ª Tarefa Dar a cada criança as folhas de registo abaixo e pedir às alunas para, olhando o exemplo, completarem as situações seguintes
  7. 7. Para a aluna mais nova (B) Para a aluna A O número no rectângulo representa o número total de tampas dento da caneca Fora da caneca estão representadas as tampas que se retiraram. Dentro do copo regista-se a o número de tampas que ficaram dentro da caneca 3 3 3 3 7 7 7 7 2 7 7 7 7
  8. 8. Reflectindo sobre esta actividade, a aluna B identificou a quantidade três sem contagem um a um (relacionado com actividades realizadas anteriormente), para a contagem até sete necessitou de ordenar. Na criança A. a justificação remete para a relação adição /subtracção e necessita de ser trabalhada a contagem para a frente. Em sessões posteriores essa noções foram trabalhadas com ajuda do ábaco, cartões de pontos e dominós de pontos.
  9. 9. Foi explorado a quantidade de formas diferentes, tirando partido da posição das pintas Por exemplo, para o número 5, como as pintas estão dispostas de maneiras diferentes, facilmente surgirão representações como 4+1; 3+2; 2+2+1; 3+1+1; 1+1+3; 5. O calendário também foi uma estratégia para trabalhar as relações numéricas e foi elaborado uma sequência numérica com a associação das diferentes disposições de pintas para o mesmo numero, Também trabalhamos a contagens para a frente de… ou para trás de… Por exemplo mostrarei um cartão e pedi para dizer o número que vem a seguir ou o que vem antes.
  10. 10. Continuando na sequencia do tema Números e Operações a terceira aula conjunta baseou-se numa aula de culinária. Tema: Números e Operações Tópico Noção de número natural Operações com números naturais: adição, subtracção e multiplicação Objectivos específicos Classificar de acordo com determinado critério (correspondência termo a termo) Compreender a multiplicação como uma adição repetida Compreender a multiplicação como estrutura rectangular Resolver problemas envolvendo a adição, subtracção e multiplicação Capacidades Transversais Raciocínio matemático Comunicação Matemática Antecipação das estratégias usadas pelos alunos /dificuldades prevista Contagem par a frente - Contagem ordenada com recurso ao cardinal Dificuldades previstas: Justificação da multiplicação como uma adição repetida Na identificação das diferentes representações para o mesmo número Contextualização da Tarefa 1º Tarefa Planificação para elaboração de um bolo Lista de alimentos para comprar – Lista de compras A partir da caixa dos ovos responder às questões da ficha 1 (Anexo 2) 2º Tarefa Elaboração da ficha 2 (Anexo 3) Relativamente á planificação de acordo com o PMEB, nas capacidades transversais deveria ter colocado também a Resolução de Problemas e colocar os objectivos específicos de cada capacidade.
  11. 11. Resolução de Problemas - Identificar o objectivo e a informação relevante para a resolução de um dado problema Raciocínio matemático - Explicar ideias e processos e justificar resultados matemáticos Comunicação Matemática . Interpretar informação e ideias matemáticas representadas de diversas formas Como reflexão desta aula, as alunas ainda não dominam a disposição rectangular por isso na resolução dos problemas propostos utilizam a contagem um a um. Neste sentido, procurei incentivar a contagem em linha e/ou em coluna Em sessões posteriores, foi reforçada a contagens para a frente de… ou para trás de … A exploração e a elaboração de sequências de números segundo uma lei de formação, utilizando para tal a máquina de números.
  12. 12. Potenciando assim o cálculo mental, a investigação de sequências e regularidade entre números e a organização de dados em tabelas. Continuando na sucessão deste trabalho, resolvi tratar o tópico Sequencias e Regularidades, contribuído para o desenvolvimento algébrico das alunas. Utilizei sequências de cores primeiro uma a uma (anexo 4) e só depois as crescentes. Pude também relacionar ordem das cores com os números pares e ímpares.
  13. 13. Aproveitando a confecção de gelatina com dois sabores (duas cores), também fizemos uma sequência, organizando um padrão A elaboração de colares (formas e cores)
  14. 14. Após estas actividades desenvolvidas seguiu-se a quarta aula conjunta. Tema: Números e Operações Tópico Regularidades: sequências Objectivos específicos Elaborar sequências pictográficas e numéricas Analisar a sequencia segundo uma dada lei de formação Continuar a sua representação Descobrir regularidades e estabelecer generalizações Capacidades Transversais Raciocínio matemático Comunicação Matemática Conhecimento prévio dos alunos As alunas já conhecem números naturais. Ordem do números e compreendem a adição no sentido de combinar e acrescentar. Identificam e distinguem formas e figuras. Antecipação das estratégias usadas pelos alunos /dificuldades prevista Utilização do desenho, contagem um a um e vai conseguir relacionar a ordem das peças com os números pares e ímpares, em estabelecer generalizações Dificuldades previstas: Na justificação oral Na elaboração do colar a B., 2ª Tarefa, não irá fazer nenhum padrão. Também será difícil relacionar a ordem das peças com os números pares e ímpares, em estabelecer generalizações. Contextualização da Tarefa 1º Tarefa – Criança A Elaboração da ficha 1 - Um colar diferente (Anexo 5) 1ºTarefa – Criança A Elaboração da ficha 2 – Colares diferentes (Anexo 6) 2ª Tarefa – Para as duas Fazer um colar, utilizando contas para enfiamento, encontrando um padrão Sugerir um colar parecido ao que estiveram a fazer Na reflexão que fiz desta aula, a criança mais velha, identifica com facilidade o grupo de repetição do padrão, mas para conseguir relacionar o número de peças total com o número de peças do grupo de repetição, utiliza o desenho e a contagem um a um, não relacionando com os múltiplos e divisores.
  15. 15. A outra criança manifestou facilidade em pintar um colar em que a sequência muda apenas com a cor:
  16. 16. Não conseguiu quando lhe foi pedido para continuar o colar com forma e cor. Tornou-se necessário isolar os grupos de repetição através do contorno das peças. Para a elaboração de um colar, por enfiamento, seria necessário no início dar apenas duas cores para que ela possa identificar um grupo de repetição para assim prosseguir o padrão.
  17. 17. REFLEXÃO FINAL O conhecimento do Programa de Matemática de Ensino Básico (PMEB) melhorou a minha pratica educativa, no ensino da Matemática, na inclusão de crianças com Necessidades Educativas Especiais nas escolas de ensino regular. O trabalho desenvolvido em contexto de sala de apoio tornou-se uma antecipação das actividades desenvolvidas na sala de aula com os seus pares. Muitas das actividades que desenvolvi pude depois aplicar com o grupo de pertença das alunas levando-as a participar no grupo com uma maior à vontade e mostrando conseguirem um desempenho de sucesso. Na aprendizagem da matemática, ouvir e praticar são tarefas importantes mas a seu lado, o fazer, o argumentar e o discutir surgem como maior importância nessa aprendizagem Nos recursos utilizados para aprendizagem da matemática incluem-se os materiais manipulativos, na geometria, o uso de instrumentos com a régua, esquadro, compasso e transferidor e no cálculo mental, o uso da calculadora e computador. O PMEB promove nos alunos um conhecimento da matemática adaptada à sua vida diária, funcional e prática. O que vai favorece a aprendizagem de crianças com Necessidades Educativas Especiais com dificuldades do foro cognitivo,

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