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A basicidade da litosfera surge essencialmente dos metais alcalinos e alcalinosterrosos, especialmente Na, K, Mg e Ca, que...
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SOLOO solo pode ser representado como um ciclo natural em que participam fragmentosde rochas, minerais, água, ar, seres vi...
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DO SOLORocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
COMPOSIÇÃO DO SOLOOs solos possuem três fases – sólida, líquida e gasosa -, cujas proporções relativasvariam de solo para ...
Fase Percentual ComposiçãoSólida 50 (45% deorigem mineral e5% de orgânica)Mineral → resultante da desagregação física das ...
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COMPOSIÇÃO DO SOLOComposição típica da solução do soloRocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.Composi...
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOSClassificação genérico-natural baseada nas características e fatores que levaram àformação do solo....
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PERFIL DO SOLOAs características do solo variam com a profundidade, por causa da maneira pela qualele se formou ou deposit...
PERFIL DO SOLORocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
CARACTERÍSTICAS DOS HORIZONTESHorizonte O: horizonte orgânico com MO fresca ou em decomposição. Em condições de mádrenagem...
SEDIMENTOSSão camadas de partículas minerais e orgânicas, com freqüência finamente granuladas, quese encontram em contato ...
SEDIMENTOSPoluentes orgânicos hidrofóbicosOs compostos orgânicos hidrofóbicos encontram-se adsorvidos nas partículas sólid...
QUÍMICA DOS SOLOS E SEDIMENTOSA maior parte dos solos é composta por partículas pequenas provenientes das rochasexpostas a...
QUÍMICA DOS SOLOS E SEDIMENTOSDependendo da espécie mineralógica que deu origem e dos mecanismos deintemperismo e transpor...
OUTROS COMPONENTES DOS SOLOSAlém dos minerais outros componentes do solo são: MO, água e ar. A proporção destescomponentes...
OUTROS COMPONENTES DOS SOLOSSubstâncias húmicas:Consistem de uma mistura complexa de restos de animais e vegetais, em vári...
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É o conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos,com a finalidade de obter, no meno...
DESTINAÇÃO DO LIXO –ATERRO INDUSTRIALÉ uma técnica de disposição final no solo, que utiliza princípios de engenharia parac...
PRINCIPAIS MÉTODOS DE TRATAMENTO DEMATERIAIS RESIDUAISTratamento químico: - Neutralização ácido-base- Precipitação química...
Tratamento térmico: - Incineração- Co-processamento- Combustão em caldeiras e fornos- Detonação- VitrificaçãoTratamento bi...
Os materiais residuais podem ser submetidos a 2 modalidades de tratamento:-Tratamento interno: é qualquer ação realizada n...
TRATAMENTO INTERNOTratamento pelo gerador: prevê o tratamento, reaproveitamento e disposição final,pelo próprio gerador ou...
TRATAMENTO INTERNOO tratamento interno pode ser realizado em 3 níveis hierárquicos:-No laboratório gerador: apropriado par...
TRATAMENTO EXTERNOA responsabilidade pelo material residual é do gerador até a sua completa destruição oudisposição final ...
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  1. 1. LITOSFERADo grego lithos = rocha, significando esfera rochosa, é a parte externa do planeta Terra,composta por material rochoso e rígido. A litosfera é formada pela crosta terrestre(crosta continental e crosta oceânica) e pela parte superior e rígida do manto. É o localonde ocorrem as rupturas capazes de provocar os terremotos.
  2. 2. Crosta continental-Camada onde se situam os continentes (40% da superfície do planeta).-Composta por rochas graníticas, ígneas e metamórficas, e rochas sedimentares,estendendo-se até a plataforma continental sob os oceanos.-Composição: predominam rochas com alto teor de sílica (SiO2) e portanto suadensidade é menor do que o manto e da crosta oceânica.Crosta oceânicaCrosta oceânica-Formada pelo assoalho oceânico, composto por rochas basálticas.-Sua espessura média é de 10km e sua densidade média igual 3,3, é maior do que adensidade média da crosta continental.-Reciclagem geologicamente rápida, as rochas do assoalho oceânico são relativamentenovas, tendo as mais antigas, 200 milhões de anos.
  3. 3. A basicidade da litosfera surge essencialmente dos metais alcalinos e alcalinosterrosos, especialmente Na, K, Mg e Ca, que são relativamente comuns na crostaterrestre.Esses elementos formam óxidos básicos, que são incorporados à estruturapredominante de silicato das principais fases minerais.Além disso, o carbonato de cálcio (às vezes contendo também magnésio), ou calcário,Além disso, o carbonato de cálcio (às vezes contendo também magnésio), ou calcário,é abundante na crosta terrestre, sendo o carbonato um ânion básico.As reações ácido-base das rochas de silicato são difíceis de representar por meio deequações químicas em razão da complexidade da química do silicato.Spiro, T. G., Stigliani, W. M. Química Ambiental. 2ª edição. São Paulo. Pearson. 2009.
  4. 4. SILICATOO dióxido de silício, ou sílica, é um sólido polimérico com uma rede tridimensional deátomos de silício ligados tetraedricamente a quatro átomos de oxigênio, cada qualligado, por sua vez, a dois átomos de silício.Nos minerais silicatos, essa rede é rearranjada de modo a acomodar outros óxidosmetálicos.metálicos.Quando esses óxidos são neutralizados pelo intemperismo (conjunto de fenômenosfísicos e químicos que levam à degradação e enfraquecimento das rochas), a rede serearranja para produzir um mineral secundário.Ex: o intemperismo do mineral feldspato2NaAlSi3O8 + 2CO2 + 11 H2O 2Na+ + 2HCO3- + 4Si(OH)4 + Al2Si2O5(OH)4caulinitaSpiro, T. G., Stigliani, W. M. Química Ambiental. 2ª edição. São Paulo. Pearson. 2009.
  5. 5. Conforme a chuva cai sobre o feldspato, o bicarbonato de sódio e ácido silícico sofremgradual lixiviação, restando a caulinita.Trata-se de um processo muito lento, mas o acúmulo de caulinita e de outras argilasdos minerais silicatos é a chave para a formação dos solos.O intemperismo do calcário é muito mais rápido do que o intemperismo dos mineraissilicatos, visto que não requer nenhum rearranjo do retículo cristalino.silicatos, visto que não requer nenhum rearranjo do retículo cristalino.Ambos os tipos são extremamente rápidos, caso a chuva contenha ácidos fortes.Nesse caso, os prótons atuam diretamente nos minerais.Spiro, T. G., Stigliani, W. M. Química Ambiental. 2ª edição. São Paulo. Pearson. 2009.
  6. 6. ARGILASFração argila do solo: nem todas são estritamente colidais, porém suas partículasmaiores possuem características do tipo coloidal.As pequenas partículas de argila coloidais possuem uma contra camada de cátions,que estão ligados por via eletrostática a uma camada interna carregada eletricamente.Dependendo da concentração de cátions na água que circunda a partícula de argila,Dependendo da concentração de cátions na água que circunda a partícula de argila,os cátions no interior da partícula são capazes de efetuar troca com aqueles em seuexterior.Quanto > a carga + do cáƟon → mais fortemente ele está ligado
  7. 7. ARGILASEstrutura dos minerais de argila:Tetraedro de silícioOctaedros de alumínio ou magnésio: São representados por seis íons dispostos emformato de octaedro, tendo no centro um íon de alumínio ou magnésioGibbsita (Al2(OH)6) Brucita (Mg3(OH)6)http://mrsec.wisc.edu/Edetc/pmk/esp/gibbsite.htmlhttp://mrsec.wisc.edu/Edetc/pmk/esp/brucite.html
  8. 8. ARGILASCaulinitaEstrutura da gibbsita (a), sílica (b), o processo de montagem da estrutura ideal da caulinita(c) e a estrutura final da caulinita (d)GARDOLINSKI, J. E.; MARTINS FILHO, H. P. and WYPYCH, F. Comportamento térmico da caulinitahidratada. Quím. Nova. 2003, 26 (1) 30-35.
  9. 9. ARGILASMontmorilonitaPAIVA, L. B. de; MORALES, A. R. and DIAZ, F. R. V.. Argilas organofílicas: características, metodologiasde preparação, compostos de intercalação e técnicas de caracterização. Cerâmica. 2008, 54(330) 213-226.
  10. 10. SOLO – DEFINIÇÕESEngenharia civil: material escavável, que perde sua resistência quando em contato com aágua.Agronomia: camada superficial de terra arável, possuidora de vida microbiana.Arqueologia: material no qual se encontram registros de civilizações e organismos fósseis.http://educar.sc.usp.br/ciencias/recursos/solo.htmlGeologia: produto do intemperismo físico e químico das rochas.Pedologia: camada viva que recobre a superfície da terra, em evolução permanente, pormeio da alteração das rochas e de processos pedogenéticos comandados por agentesfísicos, biológicos e químicos Esta é a ciência que estuda a formação do solo, e foi iniciadana Rússia por Dokuchaiev no ano de 1880.
  11. 11. SOLOO solo pode ser representado como um ciclo natural em que participam fragmentosde rochas, minerais, água, ar, seres vivos e seus detritos em decomposição. Estesresultam de fatores climáticos no decorrer do tempo e da atividade combinada demicroorganismos decompondo restos de animais/vegetação, respectivamente.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.O solo é considerado resultado das interações da litosfera,hidrosfera, atmosfera e biosfera.
  12. 12. PROCESSOS DE FORMAÇÃO DO SOLORocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  13. 13. COMPOSIÇÃO DO SOLOOs solos possuem três fases – sólida, líquida e gasosa -, cujas proporções relativasvariam de solo para solo e, em um mesmo solo, com as condições climáticas, apresença de plantas e manejo.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.Fase sólida (origem mineral + origem orgânica)Os quatro componentes (mineral, orgânica, líquida e gasosa) estão intimamentemisturados, permitindo a ocorrência de reações e constituindo um ambienteadequado para a vida vegetal.
  14. 14. Fase Percentual ComposiçãoSólida 50 (45% deorigem mineral e5% de orgânica)Mineral → resultante da desagregação física das rochas.Portanto, possui dimensões bem menores, porémcomposição química idêntica à da rocha-mãe, da qualoriginou-se.Orgânica → constituída pela porção do solo formada desubstâncias provenientes de plantas e animais mortos,bem como por produtos intermediários de suadegradação biológica, realizadas por bactérias e fungos.Líquida 25 “Uma solução de eletrólitos quase em equilíbrio, queocorre no solo em condições de não-saturação deocorre no solo em condições de não-saturação deumidade” (substâncias orgânicas e inorgânicas dissolvidasda fase sólida)Gasosa 25 Composição qualitativa semelhante ao do ar atmosférico,porém em proporções diferentes.Consumo O2 e liberação de CO2-respiração das raízes e microorganismos-decomposição da MO-reaçõesRocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  15. 15. Fase Percentual ComposiçãoSólida 50 (45% deorigem mineral e5% de orgânica)Mineral → resultante da desagregação física das rochas.Portanto, possui dimensões bem menores, porémcomposição química idêntica à da rocha-mãe, da qualoriginou-se.Orgânica → constituída pela porção do solo formada desubstâncias provenientes de plantas e animais mortos,bem como por produtos intermediários de suadegradação biológica, realizadas por bactérias e fungos.Líquida 25 “Uma solução de eletrólitos quase em equilíbrio, queocorre no solo em condições de não-saturação deocorre no solo em condições de não-saturação deumidade” (substâncias orgânicas e inorgânicas dissolvidasda fase sólida)Gasosa 25 Composição qualitativa semelhante ao do ar atmosférico,porém em proporções diferentes.Consumo O2 e liberação de CO2-respiração das raízes e microorganismos-decomposição da MO-reaçõesRocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.-Fator importante para fornecimento de nutrientes para asplantas-Meio para a maioria dos processos químicos e biológicos queocorrem no solo-Principal para o transporte de materiais no solo
  16. 16. Fase Percentual ComposiçãoSólida 50 (45% deorigem mineral e5% de orgânica)Mineral → resultante da desagregação física das rochas.Portanto, possui dimensões bem menores, porémcomposição química idêntica à da rocha-mãe, da qualoriginou-se.Orgânica → constituída pela porção do solo formada desubstâncias provenientes de plantas e animais mortos,bem como por produtos intermediários de suadegradação biológica, realizadas por bactérias e fungos.Líquida 25 “Uma solução de eletrólitos quase em equilíbrio, queocorre no solo em condições de não-saturação deocorre no solo em condições de não-saturação deumidade” (substâncias orgânicas e inorgânicas dissolvidasda fase sólida)Gasosa 25 Composição qualitativa semelhante ao do ar atmosférico,porém em proporções diferentes.Consumo O2 e liberação de CO2-respiração das raízes e microorganismos-decomposição da MO-reaçõesRocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  17. 17. Fase Percentual ComposiçãoSólida 50 (45% deorigem mineral e5% de orgânica)Mineral → resultante da desagregação física das rochas.Portanto, possui dimensões bem menores, porémcomposição química idêntica à da rocha-mãe, da qualoriginou-se.Orgânica → constituída pela porção do solo formada desubstâncias provenientes de plantas e animais mortos,bem como por produtos intermediários de suadegradação biológica, realizadas por bactérias e fungos.Líquida 25 “Uma solução de eletrólitos quase em equilíbrio, queocorre no solo em condições de não-saturação deocorre no solo em condições de não-saturação deumidade” (substâncias orgânicas e inorgânicas dissolvidasda fase sólida)Gasosa 25 Composição qualitativa semelhante ao do ar atmosférico,porém em proporções diferentes.Consumo O2 e liberação de CO2-respiração das raízes e microorganismos-decomposição da MO-reaçõesRocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.Os sintomas de falta de O2 aparecem quando a concentração deoxigênio nos espaços porosos é muito inferior a 15%.> 21% - não há benefício
  18. 18. COMPOSIÇÃO DO SOLOComposição típica da solução do soloRocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.Composição média dos principais componentes presentes no ar atmosférico e no ar do solo
  19. 19. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOSClassificação genérico-natural baseada nas características e fatores que levaram àformação do solo.Latossolos: formados sob a ação de lavagens alcalinas em regiões quentes e úmidasflorestadas. Isso determinou a perda de parte de sílica (eluviação) do material original,permanecendo os óxidos de ferro e de alumínio. A argila silicatada presente é acaolinita.caolinita.Litossolos: são solos jovens, pouco desenvolvidos e de pequena espessura, assentadosdiretamente sobre as rochas consolidadas ou, às vezes, aflorando à superfície.Regossolos: solos profundos, ainda que em início de formação arenosa, e, portanto,com drenagem excessiva. Apresentam camada superficial mais escurecida, devido àpresença de MO.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  20. 20. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOSHidromórficos: solos formados sob excesso de água em condições de aeraçãodeficiente. Esses solos, de coloração acinzentada, geralmente são ácidos, pobres emcálcio e magnésio e possuem acúmulo de MO nas camadas superficiais.Podzólicos e podzolizados: formados sob processo de lavagens ácidas sobre materialPodzólicos e podzolizados: formados sob processo de lavagens ácidas sobre materialde origem arenosa, em regiões úmida e florestadas. Como conseqüência de taislavagens, as argilas são arrastadas para o interior do solo, ficando as camadassuperficiais mais arenosas.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  21. 21. PERFIL DO SOLOAs características do solo variam com a profundidade, por causa da maneira pela qualele se formou ou depositou, em razão das diferenças de temperatura, teor de água,concentração de gases (CO2 e O2) e movimento descendente de solutos e departículas. Ou seja, trata-se de fluxos de material formando diferentes camadas(denominadas horizontes), as quais podem ser identificadas a partir do exame de umaseção vertical do solo denominada perfil do solo.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.seção vertical do solo denominada perfil do solo.Os horizontes são designados por letras maiúsculas. Assim A, B e C representam osprincipais horizontes do solo.As letras O e R são também utilizadas, para identificar um horizonte orgânico em solosminerais e a rocha inalterada, respectivamente.
  22. 22. PERFIL DO SOLORocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  23. 23. CARACTERÍSTICAS DOS HORIZONTESHorizonte O: horizonte orgânico com MO fresca ou em decomposição. Em condições de mádrenagem, é denominado horizonte H.Horizonte A: resultante do acúmulo de MO misturada com material mineral. Geralmenteapresentação coloração mais escura, devido à MO humificada. Em solos em que há eluviaçãomuito intensa, forma-se uma camada de cores claras, com menor contracepção de argila abaixodo horizonte A.Horizonte B: acúmulo de argila, ferro, alumínio e pouca MO. É denominado horizonte de acúmuloou iluvial. O conjunto dos horizontes A e B caracteriza a parte do solo que sofre a influência dasplantas e dos animais.Horizonte C: camada de material não-consolidado, com pouca influência de organismos,geralmente apresentando composição química, física e mineralógica similar à do material em quese desenvolve o solo.Rocha (R): rocha inalterada, que poderá ser, ou não, a rocha matriz a partir da qual o solo sedesenvolveu.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  24. 24. SEDIMENTOSSão camadas de partículas minerais e orgânicas, com freqüência finamente granuladas, quese encontram em contato com a parte inferior dos corpos de água natural, como lagos, riose oceanos. A proporção de MO varia substancialmente.•Os fundos dos oceanos e lagos são, em grande parte, cobertos por sedimentos queformam um substrato que pode suportar ecossistemas complexos.formam um substrato que pode suportar ecossistemas complexos.•Na zona eufótica, os sedimentos podem ancorar plantas que servem de alimento e refúgioa muitos animais; nas zonas mais profundas, são as bactérias que formam a base da cadeiaalimentar destes ecossistemas bênticos.•No Brasil o estudo dos sedimentos tem grande importância por causa de interferênciasantrópicas, como por exemplo, mau uso do solo, causando diversos problemas pela erosão,transporte de sedimentos nos rios, depósitos em locais indesejáveis e assoreamento dasbarragens.
  25. 25. SEDIMENTOSPoluentes orgânicos hidrofóbicosOs compostos orgânicos hidrofóbicos encontram-se adsorvidos nas partículas sólidas e emequilíbrio com a água intersticial (água presente nos poros microscópicos no material quecompõem o sedimento). Pode ocorrer transferência destes compostos para a águaintersticial expondo a biota.A qualidade do sedimento é um componente do gerenciamento global da água.
  26. 26. QUÍMICA DOS SOLOS E SEDIMENTOSA maior parte dos solos é composta por partículas pequenas provenientes das rochasexpostas ao intemperismos → silicatos mineraisSilicatos mineraisEstruturas poliméricas nas quais a unidade fundamental é constituída por um átomo desilício rodeado por um conjunto tetraédrico constituído por quatro átomos de oxigênio,silício rodeado por um conjunto tetraédrico constituído por quatro átomos de oxigênio,cada um desses oxigênios ligado a outro silício, e assim por diante, resultando em umretículo estendido.Em algumas estruturas, os vazios tetraédricos são ocupados por íons Al3+. A carga negativaextra é neutralizada pela presença de outros cátions, como: H+, Na+, K+, Mg2+, Ca2+ e Fe3+.
  27. 27. QUÍMICA DOS SOLOS E SEDIMENTOSDependendo da espécie mineralógica que deu origem e dos mecanismos deintemperismo e transporte, o solo apresenta diferentes conteúdos das frações: areias,siltes ou argilas.O tamanho relativo dos grãos do solo é chamado de textura e sua medida degranulometria (escala granulométrica ), para classificação da textura do solos.http://www.cetesb.sp.gov.br/solo/solo/propriedades.asp
  28. 28. OUTROS COMPONENTES DOS SOLOSAlém dos minerais outros componentes do solo são: MO, água e ar. A proporção destescomponentes varia grandemente de um solo para outro.MO → confere coloração escura ao solo. É constituída principalmente de um materialchamado húmus (substâncias húmicas e não húmicas), que deriva principalmente dasplantas que realizam fotossíntese.plantas que realizam fotossíntese.Húmus → MO presente nos solos, turfas e sedimentos, consiste de uma mistura deprodutos, em vários estágios de decomposição, resultantes da degradação química ebiológica de resíduos vegetais/animais e de atividades de síntese de microorganismos.Turfas → material não consolidado do solo, que consiste, em grande parte, em matériavegetal levemente decomposta, acumulada em condições de umidade excessiva.
  29. 29. OUTROS COMPONENTES DOS SOLOSSubstâncias húmicas:Consistem de uma mistura complexa de restos de animais e vegetais, em vários estágiosde decomposição.No solo, essas substâncias possuem grande capacidade de retenção de calor,influenciando na germinação de raízes, além de possuírem papel importante notransporte de compostos orgânicos no ambiente. Devido a diferentes condições deformação, sua estrutura é indefinida podendo variar de região para região.ta permeabilidade.As substâncias húmicas podem ser classificadas de acordo com a solubilidade em meioaquoso: ácido húmico, insolúvel em meio ácido e solúvel em meio alcalino; ácido fúlvico,solúvel em meio alcalino e em meio ácido e humina, insolúvel em ambos os meios. Dentreessas frações, o ácido húmico (HA) está presente em maior quantidade.Rauen, Thalita Grando et al. Tensoatividade de ácidos húmicos de procedências distintas. Quím. Nova,Nov 2002, 25 (6a), 909-913.
  30. 30. OUTROS COMPONENTES DOS SOLOSSubstâncias não-húmicas:Natureza definida. Ex: aminoácidos, carboidratos, proteínas, ácidos orgânicosO material de origem vegetal não decomposto presente no húmus é principalmentecomposto de proteína e lignina, substâncias poliméricas insolúveis em água.A MO pode ajudar no aquecimento do solo, no suprimento de nutriente para as plantas,permite troca de gases, estabiliza a estrutura e aumenta permeabilidade.http://www.cetesb.sp.gov.br/solo/solo/propriedades.asp
  31. 31. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASAs propriedades físico-químicas dos solos se devem principalmente à elevada superfícieespecífica e à alta reatividade apresentadas pelos componentes da fração argila. Esta geralmenteé constituída por minerais secundários, óxidos de ferro e de alumínio cristalinos ou amorfos eMO.Área superficial específicaÉ a superfície das partículas por unidade de peso (m2 g-1), é inversamente proporcional aoÉ a superfície das partículas por unidade de peso (m2 g-1), é inversamente proporcional aodiâmetro das partículas e determina a amplitude das reações químicas no solo. Em geral,partículas coloidais como argilominerais e matéria orgânica apresentam alta ASE.Está diretamente relacionada com:•CTC, retenção de água e nutrientes;•retenção e liberação de poluentes;•expansão / contração;•propriedades mecânicas;•coesão, resistência, plasticidade.
  32. 32. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASCapacidade de troca catiônica (CTC) de solosQuantidade de cátions adsorvidos reversivelmente por unidade de massa de material secoe expressa a capacidade do solo de trocar cátions. A quantidade destes é fornecida pelonúmero de cargas positivas (centimol ou milimol) e a massa de solo seca, geralmente 100gou 1kg.Minerais argilosos → 1 a 150 centimol kg-1Minerais argilosos → 1 a 150 centimol kg-1CTC para MO pode atingir 400 centimol kg-1 (grande número de grupos oxigenados, -COOH,os quais podem ligar e trocar cátions)A importância da CTC refere-se não só a retenção de cátions, mas também de água, alémde ter direta relação com a estruturação e consistência dos solos.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  33. 33. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASCapacidade de troca catiônica (CTC) de solosQuantidade de cátions adsorvidos reversivelmente por unidade de massa de material secoe expressa a capacidade do solo de trocar cátions. A quantidade destes é fornecida pelonúmero de cargas positivas (centimol ou milimol) e a massa de solo seca, geralmente 100gou 1kg.Minerais argilosos → 1 a 150 centimol kg-1Minerais argilosos → 1 a 150 centimol kg-1CTC para MO pode atingir 400 centimol kg-1 (grande número de grupos oxigenados, -COOH,os quais podem ligar e trocar cátions)A importância da CTC refere-se não só a retenção de cátions, mas também de água, alémde ter direta relação com a estruturação e consistência dos solos.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  34. 34. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASAcidez do soloDuas frações:Fração trocável – corresponde principalmente ao alumínio (Al) adsorvido no complexo detrocaFração titulável – corresponde principalmente ao H+ ligado covalentemente a compostos daMO (grupos carboxílicos e fenólicos) e, possivelmente, ao alumínio ligado aos complexosMO (grupos carboxílicos e fenólicos) e, possivelmente, ao alumínio ligado aos complexosargila-MO.Como a fração titulável se deve aos íons Al3+ e H3O+, fortemente retidos aos minerais daargila e MO, evidenciando-se somente por extração em pH mais elevado, pode-se aceitarque, nas condições normais dos solos, o alumínio é o principal responsável pela acidez.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  35. 35. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASProcessos de oxidação e reduçãoSolos podem sofrer variações em seus estados de oxidação-redução, influenciandoprincipalmente as características de elementos como C, N, O, S, Fe e Mn, além das deelementos como Ag, As, Cr, Cu, Hg e Pb.Os equilíbrios redox são controlados pela atividade de elétron livre, podendo se expressosOs equilíbrios redox são controlados pela atividade de elétron livre, podendo se expressospelos valores de pE.Altos valores de pE → favorecem a existência de espécies oxidadasBaixos ou negativos valores de pE → estão associados à presença de espécies reduzidasAlgumas espécies podem ser influenciadas, indiretamente, por mudanças nas condiçõesredox de solos. Ex: SO42- podem ser reduzidos a S2- com valores de pE abaixo de -2,0 →formação de precipitados (FeS, HgS, CdS, CuS, MnS e ZnS)Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  36. 36. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASAdsorção de metais em solosO mais importante processo químico a influenciar o comportamento e a biodisponibilidadede metais em solos está associado à adsorção de metais da fase líquida na fase sólida.Esses processos controlam a concentração de íons metálicos e seus complexos na soluçãodo solo e exercem grande influência no seu acúmulo em plantas.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.do solo e exercem grande influência no seu acúmulo em plantas.A adsorção específica é fortemente dependente do pH e está relacionada à hidrólise dosmetais. Os metais com maiores possibilidades de formar hidroxocomplexos são maisadsorvíveis. Os valores de pK da reação determinam o comportamento de adsorção dediferentes metais em solos.→ ↑adsorção específica ↓pKCd (pK=10,1) < Ni (pK = 9,9) < Co (pK=9,7) <....< Hg (pK = 3,4)
  37. 37. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICASAdsorção de metais em solosDifusão no solo → a velocidade de difusão relativa aumenta com o pH até um valor máximocorrespondente ao valor de pK, quando a velocidade de difusão relativa diminui. Tambémessa última está associada ao diâmetro iônico, sendo que, quanto menor este, maior será avelocidade de difusão.Cd (0,97nm)Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.Cd (0,97nm)Zn (0,74nm)Ni (0,60nm)Ni > Zn > Cd
  38. 38. REMEDIAÇÃO DE SOLOSCONTAMINADOSRecuperação ou remediação de solos contaminados e/ou degradados baseia-se nas propriedadesquímicas de substâncias e/ou processos físicos que são utilizados para retenção, mobilização oudestruição de um determinado contaminante presente no solo.Retenção → isolamento dos resíduos do ambiente circundante. Cobertura do local contaminadoRetenção → isolamento dos resíduos do ambiente circundante. Cobertura do local contaminado(argila), colocação de muros, colocação de solos escavados em um aterro especial.Mobilização → lavagem dos solos (agentes complexantes), aquecimento do solo para aumentar aevaporação.Destruição → incineração e biorremediação, resultam na eliminação permanente, já que ocorreuma transformação por vias químicas ou bioquímicas.Rocha et. al., Introdução à química ambiental, Bookman, 2004.
  39. 39. DEFINIÇÃO DE LIXO ERESÍDUOS SÓLIDOSDerivada do termo latim lix, a palavra lixo significa "cinza" e recebe a interpretação desujeira, imundice, coisas inúteis e sem valor.Segundo o Dicionário Aurélio, lixo é "Tudo o que não presta e se joga fora; Coisa oucoisas inúteis, velhas, sem valor; Resíduos que resultam de atividades domésticas,industriais, comerciais."Já, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lixo é definidocomo os "restos das atividades humanas, consideradas pelos geradores como inúteis,indesejáveis ou descartáveis."http://www.webartigos.com/articles/10708/1/a-problematica-do-lixo/pagina1.html
  40. 40. CLASSIFICAÇÃOO lixo pode ser classificado quanto ao seu estado físico (sólido, líquido e gasoso) e quanto àsua origem (doméstico, comercial, industrial, hospitalar, espacial, etc.)O lixo doméstico e industrial tende a ser cada vez mais perigosos. Carburantes, produtosinflamáveis, irritantes, cancerígenos, corrosivos, tóxicos, infecciosos, perturbadores dosprocessos reprodutivos: está é apenas uma lista incompleta dos males que eles podemcausar. Apesar desses perigos comprovados, sua produção não pára de crescer como umcausar. Apesar desses perigos comprovados, sua produção não pára de crescer como umsubproduto da industrialização da urbanização.Com o advento da era industrial, a natureza dos dejetos tornou-se muito mais complexas:novos materiais são empregados e se observa uma enorme diversificação dos bensfabricados com metais, plásticos, materiais usados na eletrônica e na fabricação deeletrodomésticos, os quais contêm metais pesados e se degradam mal (muitas vezes não sedegradam).
  41. 41. CLASSIFICAÇÃOPor composição:-Resíduos orgânicos:O chamado lixo orgânico tem origem animal ou vegetal. Nessa categoria inclui-se grandeparte do lixo doméstico, restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne e ossos,etc.etc.Quando acumulado ou disposto inadequadamente, o lixo orgânico pode tornar-sealtamente poluente do solo, das águas e do ar. Ademais, a disposição inadequada dessesresíduos cria um ambiente propício ao desenvolvimento de organismos patogênicos. O lixoorgânico pode entretanto ser objeto de compostagem para a fabricação de adubos ouutilizado para a produção de combustíveis como biogás, que é rico em metano.
  42. 42. CLASSIFICAÇÃOPor composição:-Outros resíduos:Resíduos de plásticos, metais e ligas, vidro, material de construção etc. quandolançados diretamente no ambiente, sem tratamento prévio, demoram muito tempolançados diretamente no ambiente, sem tratamento prévio, demoram muito tempopara se decompor. O plástico por exemplo, é constituído por uma complexa estruturade moléculas fortemente ligadas entre si, o que torna difícil a sua degradação eposterior biodigestão por agentes decompositores (primariamente bactérias). Parasolucionar este problema, diversos produtos industrializados são biodegradáveis.
  43. 43. CLASSIFICAÇÃOPor composição:-Lixo tóxico:Lixo nuclear e hospitalar entram nesta categoria. Esses resíduos precisam recebertratamento especial, antes da disposição final, de modo a evitar danos ambientais e àsaúde das pessoas. O lixo nuclear deve ser isolado, enquanto lixo hospitalar deve sersaúde das pessoas. O lixo nuclear deve ser isolado, enquanto lixo hospitalar deve serincinerado.
  44. 44. ACIDENTE - CÉSIO 137O acidente radiológico de Goiânia foi um grave episódio de contaminação porradioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início em 13 de Setembro de 1987,quando um aparelho utilizado em radioterapias das instalações de um hospitalabandonado foi encontrado, na zona central de Goiânia.O instrumento roubado foi, posteriormente, desmontado e repassado para terceiros,gerando um rastro de contaminação o qual afetou seriamente a saúde de centenas degerando um rastro de contaminação o qual afetou seriamente a saúde de centenas depessoas.Foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinasnucleares.
  45. 45. Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são os detritos gerados em decorrência dasatividades humanas nos aglomerados urbanos. Ou seja, são os resíduos produzidos noambiente urbano e constituídos por materiais de origem domiciliar, de estabelecimentoscomerciais, de prestação de serviços, de varrição, de feiras livres, etc.Existem diversas classificações para os resíduos sólidos, de acordo com critérios comoPOR ORIGEMfonte geradora, constituição e propriedades dos materiais. No entanto vamos nosconcentrar na classificação por fontes geradoras para os RSU. Dessa forma os RSUpoderiam ser classificados em:- Resíduos Sólidos Domiciliares (RSD): provenientes de atividades diárias em casas,apartamentos e demais edificações residenciais. Têm conteúdo diversificado, com grandepresença de matéria orgânica.
  46. 46. -Resíduos de Construção e Demolição (RCD): gerados pelas atividades de construçãocivil. São constituídos por materiais como concreto, argamassa, madeira, plásticos,vidros, cerâmica e terra.-Resíduos Sólidos Volumosos (RSV): resíduos geralmente abandonados pela populaçãoem locais públicos e que apresentam grandes volumes e dificuldade de manejo. Sãocompostos principalmente por móveis, eletrodomésticos, pneus, animais mortos,compostos principalmente por móveis, eletrodomésticos, pneus, animais mortos,sucatas de veículos, etc.-Resíduos Sólidos Públicos (RSP): resultantes de podas, capinação e varrição de ruas,limpeza de bueiros e praças públicas, cemitérios e aqueles provenientes de lixeiraspúblicas.
  47. 47. -Resíduos Comerciais e Institucionais (RCI): gerados em atividades comerciais einstituições públicas. Suas características dependem do tipo de atividade geradora.-Resíduos de Serviços de Saúde (RSS): provenientes de hospitais, clínicas médicas,odontológicas e veterinárias, postos de saúde e laboratórios. Podem conter materiaisinfectantes e/ou tóxicos.infectantes e/ou tóxicos.Esse tipo de classificação separa os RSU em classes com características próprias queajudam a determinar as melhores formas de tratamento e destinação final.Atualmente as formas mais utilizadas têm sido os lixões ou vazadouros a céu aberto, osaterros controlados, os aterros sanitários, a incineração, a reciclagem e a compostagem.
  48. 48. Local onde o lixo urbano ou industrial é acumulado de forma rústica, a céu aberto, semqualquer tratamento. Em sua maioria são clandestinos.Vantagens: Em curto prazo, é o meio mais barato de todos, pois não implica em custos detratamento, nem controle quanto aos tipos de resíduos depositados.Desvantagens: Contamina água, o ar e o solo, pois a decomposição do lixo sem tratamentoproduz chorume, gases e favorece a proliferação de insetos (baratas e moscas), ratos eDESTINAÇÃO DO LIXO - LIXÃOproduz chorume, gases e favorece a proliferação de insetos (baratas e moscas), ratos egermes patológicos, que são vetores de doenças. A presença de catadores, que geralmenteresidem no local, e de animais (inclusive a criação de porcos), os riscos de incêndios causadospelos gases gerados pela decomposição dos resíduos constituem riscos associados aos lixões.Chorume é o líquido que escoa de locais de disposição final do lixo. É um líquido com altoteor de matéria orgânica e que pode apresentar metais pesados provenientes dadecomposição de embalagens metálicas e pilhas.
  49. 49. DESTINAÇÃO DO LIXO –ATERRO SANITÁRIOÉ um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele sãodispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, oudejetos sólidos retirados do esgoto.A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes líquidospercolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade, sobrepercolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade, sobreuma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo, evitandoassim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser tratado e/ou recirculado (reinseridoao aterro) causando assim uma menor poluição ao meio ambiente.Seu interior deve possuir um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do biogás, que éconstituído por metano, CO2 e água (vapor), entre outros, e é formado pela decomposição dosresíduos. Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. Estes gases podem ser queimados naatmosfera ou aproveitados para geração de energia.
  50. 50. Vantagens: Solução mais econômica, pode ocupar áreas já degradadas, como antigasminerações.Desvantagens: Tem vida útil curta; se não houver controle pode receber resíduosperigosos como lixo hospitalar e nuclear. Se não for feito com critérios de engenharia,pode causar os mesmos problemas do lixão; os materiais recicláveis não sãoVANTAGENS E DESVANTAGENSaproveitados.
  51. 51. ATERRO – JUIZ DE FORA
  52. 52. DESTINAÇÃO DO LIXO – INCINERAÇÃOÉ a queima do lixo em fornos e usinas próprias.Vantagens: Propicia uma redução no volume do lixo; destrói a maioria do materialorgânico e do material perigoso, que no aterro causa problemas; não necessita de áreasmuito grandes; pode gerar energia através do calor.muito grandes; pode gerar energia através do calor.Desvantagens: É um sistema caro que necessita de manutenção rigorosa e constante.Pode lançar diversos gases poluentes e fuligem na atmosfera (dioxinas e furanos). Suascinzas concentram substâncias tóxicas com potencial de contaminação do ambiente.
  53. 53. É o conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos,com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmuse nutrientes minerais; com atributos físicos, químicos e biológicos superiores (sob oaspecto agronômico) àqueles encontrados na(s) matéria(s) prima(s).DESTINAÇÃO DO LIXO –COMPOSTAGEMVantagens: O composto originado pode vir a ser usado como adubo na agricultura ou naração para animais, e poderá ser comercializado. Reduz a quantidade de resíduos a serdisposto no aterro sanitário.Desvantagens: Quando implantado com técnicas incorretas pode causar transtornos àsáreas vizinhas, como mau cheiros e proliferação de insetos e roedores, produzindocompostos de baixa qualidade e contaminados com metais pesados, se houver falha naseparação.
  54. 54. DESTINAÇÃO DO LIXO –ATERRO INDUSTRIALÉ uma técnica de disposição final no solo, que utiliza princípios de engenharia paraconfinar os materiais residuais a uma menor área possível e reluzi-los ao menor volumepermissível, cobrindo-os com uma camada de terra, na conclusão do trabalho, ou aintervalos menores, se necessário. Os aterros devem ser providos de sistemas dedrenagem e de coleta de líquidos percolados.O aterro industrial é classificado como l, ll ou III, de acordo com o tipo de resíduo para oqual ele foi licenciado a receber.Célula é módulo de um aterro industrial que contempla isoladamente todas as etapas deconstrução, operação e controle exigidas para um aterro industrial.
  55. 55. PRINCIPAIS MÉTODOS DE TRATAMENTO DEMATERIAIS RESIDUAISTratamento químico: - Neutralização ácido-base- Precipitação química- Oxidação-redução- Absorção em carvão ativado- Troca iônica- Troca iônicaTratamento físico: - Destilação- Evaporação- Extração por solvente- Troca iônica- Cristalização- Filtração...
  56. 56. Tratamento térmico: - Incineração- Co-processamento- Combustão em caldeiras e fornos- Detonação- VitrificaçãoTratamento biológico:- BioremediaçãoDisposição no solo: - Aterro industrial
  57. 57. Os materiais residuais podem ser submetidos a 2 modalidades de tratamento:-Tratamento interno: é qualquer ação realizada no interior da instituição que possibiliteo reaproveitamento de resíduos para reuso ou que reduza o volume e/ou a toxicidadedos rejeitos a serem dispostos no ambiente.-Tratamento externo: é qualquer ação realizada fora dos limites da instituição queMODALIDADES DE TRATAMENTOreaproveite energia ou materiais ou reduza a toxicidade dos rejeitos para que a suadisposição final no ambiente ocorra dentro dos níveis estabelecidos na legislaçãoambiental.A opção por uma ou outra modalidade de tratamento depende da quantidade dematerial residual produzido, da complexidade do tratamento, da disponibilidade derecursos financeiros e da política institucional.
  58. 58. TRATAMENTO INTERNOTratamento pelo gerador: prevê o tratamento, reaproveitamento e disposição final,pelo próprio gerador ou pessoa por ele indicada; o tratamento pode ser feito nolaboratório ou pelo próprio laboratório no setor ou numa central institucional detratamento.Tratamento pela instituição: prevê o tratamento, reaproveitamento e disposição final,Tratamento pela instituição: prevê o tratamento, reaproveitamento e disposição final,por uma equipe especializada da instituição, que vai até o laboratório gerador e recolheos materiais que podem ser reaproveitados em nível institucional ou que requeremprocedimentos de tratamento e disposição mais complexos, ou que devem ainda serencaminhados para tratamento e disposição final em instalações comerciais externas.
  59. 59. TRATAMENTO INTERNOO tratamento interno pode ser realizado em 3 níveis hierárquicos:-No laboratório gerador: apropriado para tratamentos simplificados de volumesmaiores de materiais residuais, como recuperação de solventes, neutralização ácido-base, precipitação de metais tóxicos e de sais inorgânicos e a oxidação de cianetos esulfetos inorgânicos.-No setor gerador: apropriado para tratamento de pequenos volumes diários demateriais residuais, onde é mais conveniente reunir e tratar, em conjunto, os resíduosou rejeitos de vários laboratórios, agendando uma escala onde os diversos geradoresestariam exercendo sua responsabilidade no tratamento.-Numa central institucional: apropriada para tratamento de materiais residuais nãodesejados ou não passíveis de tratamento local ou setorial.
  60. 60. TRATAMENTO EXTERNOA responsabilidade pelo material residual é do gerador até a sua completa destruição oudisposição final segura.O envio do material residual para destinação final impões responsabilidades específicasao gerador. Cabe a ele obter classificação do material, ou seja, sua identificação comoperigoso, inerte ou não-inerte, conforme a norma NBR 10.004 da ABNT. Em segundoperigoso, inerte ou não-inerte, conforme a norma NBR 10.004 da ABNT. Em segundolugar, deve providenciar o acondicionamento dos rejeitos em embalagens seguras paramanipulação e transporte, obedecendo ao Decreto no 96.044/88 e à Resolução ANTT no420/04.
  61. 61. TRATAMENTO QUÍMICOA neutralização é um procedimento relativamente simples usado para reduzir acorrosividade de um material por meio da elevação ou redução do pH, atingindo umafaixa considerada neutra, geralmente entre 6 e 9.A oxidação-redução é um método que transforma quimicamente materiais perigosos emoutros menos perigosos através da quebra de ligações químicas por transferência deoutros menos perigosos através da quebra de ligações químicas por transferência deelétrons de uma substância para outra.A precipitação química remove os constituintes perigosos solúveis ou em suspensãopresentes nos materiais residuais, convertendo-os à forma insolúvel por meio dereações químicas freqüentemente realizadas através da adição de um material alcalino,como a cal, soda ou hidróxido de magnésio, ou por meio de mudanças na composiçãodo solvente.
  62. 62. TRATAMENTO QUÍMICOA absorção em carvão ativado é uma técnica que pode ser usada para extrair certossolventes de soluções aquosas. Isto é realizado pela passagem da solução residualatravés de um leito estacionário de carvão ativado.A troca iônica é um processo útil para extrair metais de soluções aquosas,principalmente metais preciosos, fazendo uso de resinas catiônicas e aniônicas, seletivasprincipalmente metais preciosos, fazendo uso de resinas catiônicas e aniônicas, seletivasna remoção dos íons de interesse presentes na solução. Inicialmente, os íons sãotransferidos da solução residual para a resina (carregamento) e, em seguida, passampara uma solução aquosa, livre dos demais contaminantes, onde o metal é concentrado(eluição).
  63. 63. NEUTRALIZAÇÃO – intensidade de ácidos e bases
  64. 64. NEUTRALIZAÇÃO – exemplo de cálculo
  65. 65. TRATAMENTO FÍSICOOs métodos de tratamento físico envolvem a remoção física, a microencapsulação e aestabilização.A destilação é muito usada para reciclar solventes orgânicos gastos.A microencapsulação é um processo que recobre a superfície de um material residualA microencapsulação é um processo que recobre a superfície de um material residualcom uma fina camada de plástico ou resina para impedir a lixiviação de constituintesperigosos do material.A estabilização é um processo que reduz a mobilidade dos constituintes perigosos domaterial residual ou os torna mais fáceis de serem manuseados.
  66. 66. TRATAMENTO TÉRMICOÉ todo processo cuja operação é realizada acima da temperatura mínima de 800oC (ResoluçãoCONAMA, no. 316/02).A incineração é um processo de decomposição térmica, via oxidação a altas temperaturas –geralmente maiores que 900oC – usado para destruir a fração orgânica do material residual, ediminuir o seu volume, enquanto a fração inorgânica, notadamente metais pesados, édiminuir o seu volume, enquanto a fração inorgânica, notadamente metais pesados, érecolhida pelos equipamentos de controle de poluição e disposta em aterros industriais.O coprocessamento é a técnica de queimar rejeitos, concomitantemente com a produção decimento, em fornos de fabricação de clínquer. Os compostos orgânicos são queimados comalta eficiência devido à elevada temperatura de operação do forno – da ordem de 1400oC –enquanto que os materiais inorgânicos reagem com as matérias primas passando a fazer parteda estrutura cristalina do clinquer, sem prejudicar a qualidade do cimento.
  67. 67. A combustão em fornos industriais é normalmente realizada com o objetivo derecuperar materiais ou energia.A detonação é um método usado para tratar materiais explosivos e altamente reativos,principalmente orgânicos, os quais sofrem separação molecular nas temperaturasextremamente altas geradas durante a detonação.A vitrificação, outro processo de tratamento térmico, usa as altas temperaturas paraA vitrificação, outro processo de tratamento térmico, usa as altas temperaturas paratransformar o resíduo em um material vítreo fundido. O subseqüente resfriamento domaterial fundido resulta em blocos sólidos que são resistentes à lixiviação deconstituintes perigosos.
  68. 68. INCINERAÇÃOAs aplicações da incineração se estendem aos rejeitos de origem industrial, urbana,serviços de saúde, agrícola, incluindo agrotóxicos, e comercial (Resolução CONAMA no316/02).Os rejeitos típicos para incineração são os combustíveis e os materiais com conteúdosignificativo de compostos orgânicos.Não é recomendável a incineração de rejeitos contendo teores elevados de metaisdevido aos riscos de ocorrência de câncer associados às emissões eventualmente nãocontroladas de As, Cd, Cr e Be e outros problemas de saúde pública entre os nãocarcinogênicos como o Sb, Ba, Pb, Hg, Ni, Ag, Se e Tl.Os incineradores tratam materiais residuais líquidos e sólidos, lamas e lodos perigosos.
  69. 69. INCINERAÇÃOÉ um processo extremamente complexo que engloba quatro grandes subsistemas:(1) Preparação e alimentação do material residual(2) Combustão do material residual(3) Controle dos poluentes atmosféricos(4) Manuseio da cinza / rejeito
  70. 70. TRATAMENTO BIOLÓGICOO tratamento biológico pode ser entendido como um conjunto de técnicas e processosque utilizam organismos vivos (bactérias, fungos, algas, leveduras, plantas) ou partedeles para recuperar produtos de interesse econômico ou para remover e degradar osconstituintes perigosos de um rejeito.A bioremediação é uma técnica de tratamento biológico que fornece nutrientes para oA bioremediação é uma técnica de tratamento biológico que fornece nutrientes para omeio contaminado no sentido de encorajar uma natural biodegradação ou introduzculturas de bactérias não nativas que aumentam a biodegradação natural. Osmicrorganismos podem usar como fonte de alimento o próprio poluente, consumindo-oà medida que crescem, e transformando-o em tecido celular e em compostos, comoCO2. Se o processo ocorrer na ausência de O2 forma-se ainda metano.
  71. 71. TRATAMENTO BIOLÓGICOA bioacumulação é a retenção e concentração de metais pelo sistema celular ativo deorganismos vivos para que estes sejam transportados do meio externo para dentro docitoplasma, onde são seqüestrados e imobilizados. É um processo mais lento de retirada demetal do meio e pode ser inibido por vários fatores como a falta de nutrientes (glicose,nitrogênio e fósforo), a ação de inibidores metabólicos, as baixas temperaturas e outrosfatores ambientais. A principal desvantagem é a necessidade de se manter o processoviável durante o processo de adosrção de metal, com suplementação contínua denutrientes, problema que poderia ser minimizado, caso se encontrasse microrganismosmais resistentes.A biossorção consiste na acumulação de materiais por interações independentes dometabolismo causado pela interação entre os íons metálicos e os grupos funcionais dassuperfícies das células.
  72. 72. DISPOSIÇÃO NO SOLOA disposição no solo representa uma estocagem de longo prazo, dentro ou acima do solo.A barragem de rejeitos é usada para resíduos líquidos e pastosos, com teor de umidadeacima de 80%. Esses aterros possuem pequena profundidade e necessitam de bastanteárea. São dotados de uma camada dupla de impermeabilização na base e de um sistemade filtração e drenagem no fundo para captar e tratar a parte líquida não evaporada,de filtração e drenagem no fundo para captar e tratar a parte líquida não evaporada,deixando a matéria sólido no interior da barragem.Aterro industrial
  73. 73. ATERRO INDUSTRIALOs elementos industriais de um aterro são a criteriosa segregação dos rejeitosincompatíveis na área de disposição e a implantação, manutenção e monitoramentoconstante dos sistemas de drenagem pluvial e de impermeabilização do leito do aterro.
  74. 74. A Agenda 21 trata, em seu capítulo 21, do manejo ambiental saudável de resíduos sólidos equestões relacionadas com os esgotos e, no item 21.5 aponta a necessidade de ações eformulação de objetivos centrando-se em 4 principais áreas de programas relacionados comresíduos, a saber:- Redução ao mínimo de resíduos;PROGRAMA 3r (redução, reutilização e reciclagem)- Aumento ao máximo da reutilização e reciclagem ambientalmente saudáveis dos resíduos;- Promoção do depósito e tratamento ambientalmente saudáveis dos resíduos;- Ampliação do alcance dos serviços que se ocupam dos resíduos.
  75. 75. A Agenda 21 trata, em seu capítulo 21, do manejo ambiental saudável de resíduos sólidos equestões relacionadas com os esgotos e, no item 21.5 aponta a necessidade de ações eformulação de objetivos centrando-se em 4 principais áreas de programas relacionados comresíduos, a saber:- Redução ao mínimo de resíduos;PROGRAMA 3r (redução, reutilização e reciclagem)A Agenda 21 foi um dos principaisresultados da conferência Eco-92 ou Rio-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em1992. É um documento que estabeleceua importância de cada país a se- Aumento ao máximo da reutilização e reciclagem ambientalmente saudáveis dos resíduos;- Promoção do depósito e tratamento ambientalmente saudáveis dos resíduos;- Ampliação do alcance dos serviços que se ocupam dos resíduos.a importância de cada país a secomprometer a refletir, global elocalmente, sobre a forma pela qualgovernos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores dasociedade poderiam cooperar no estudode soluções para os problemas sócio-ambientais.
  76. 76. REDUÇÃO DO CONSUMO E DO DESPERDÍCIO!Esta é a primeira ação a ser incorporada ao seu cotidiano, tendo em mente o velhoditado: "melhor prevenir do que remediar".1 - REDUÇÃO
  77. 77. 2 - REUTILIZAÇÃOResíduos industriais podem ganhar novas utilizações, materiais “descartáveis” quando deboa qualidade podem certamente serem utilizados mais vezes.
  78. 78. 3 - RECICLAGEMAquilo que é considerado resíduo hoje pode não sê-lo amanhã. É a recuperação do valorde um material já utilizado, recuperando suas propriedades ou alterando-as de forma atransformá-lo em novo produto.
  79. 79. COLETA SELETIVA
  80. 80. 4 - RECUSAPodemos nos habituar enquanto consumidores a exercer determinados tipos de escolhade embalagens de produtos rejeitando aqueles que possuem invólucros múltiplos e àsvezes desnecessários e dando preferência a embalagens retornáveis em detrimento adescartáveis. A consolidação deste 4º R poderia forçar a indústria a ter uma atitudeambientalmente responsável por pressão do consumidor.
  81. 81. http://www.cnps.embrapa.br/sibcs/http://www.cetesb.sp.gov.br/solo/solo/propriedades.asphttp://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/sed.htmhttp://www.cenedcursos.com.br/textos-ambientais.htmlPÁGINAS INTERESSANTEShttp://www.brasilescola.comLIVROS RECOMENDADOSManual para gestão de resíduos químicos perigosos de instituições de ensino e depesquisa – Débora Vallory Figuerêdo

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