Sevilla 2013/2014

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O Sevilla de Unai Emery à lupa.
A equipa que eliminou o FC Porto da Liga Europa 2013/14 nos quartos-de-final.

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Sevilla 2013/2014

  1. 1. Jogo Sevilla 2 x 1 Real Madrid Competição (Fase) La Liga (30ª jornada) Equipa a analisar Sevilla Estádio Ramón Sánchez Pizjuan [48 649] Data e local do jogo 26 Março 2014, Sevilla Marcadores Carlos Bacca (2x) [Sevillha], Cristiano Ronaldo [Real Madrid] Árbitro José González
  2. 2. ANÁLISE INDIVIDUAL:  Beto (13) muito rápido a reagir, controla bem o espaço entre a linha defensiva e joga bem com os pés (complica!). Tem alguns problemas com bolas altas.  Pareja (21) não é muito alto (181 cm) mas é rápido em velocidade e na reacção. É bom de rins e na recuperação. Fazio (2) é alto, forte no jogo aéreo, agressivo e bom de rins. Coke (23) rápido, agressivo e intenso. Bom no posicionamento, tenta a antecipação mas tem alguns excessos. Alberto Moreno (14) é muito veloz, dá grande profundidade, é vertical. Cruza bem mas não descalça a defender. Agressivo e perspicaz, alguma dificuldade a defender no espaço interior. Navarro (3) já é um trintão, não tem a mesma velocidade e depende muito do apoio dos extremos.  M’Bia (22) de grande compleição física, agressivo, intenso e forte no transporte. Boa visão de jogo. Forte no transporte. Iborra (12) mais posicional, não é muito forte com a bola mas circula bem. Forte no posicionamento e no jogo aéreo. Rakitic (11) é o “maestro” da equipa. Forte na condução, forte nos passes, grande visão de jogo e grande confiança. Sai sempre redondinha dos seus pés e ainda vai tendo talento para pormenores de grande recorte técnico (maldade feita a Pepe no golo!).  José António Reyes (19) só tem pé esquerdo, tem qualidade no 1x1 e grandes dificuldades quando tem que procurar espaço exterior – não tem como ganhar a linha. Procura o espaço interior. Marko Marin (7) é um “10” disfarçado a extremo, procura espaço interior e espaço entre-linhas, não é muito vertical pelo que entra bem no que pretende Emery. Precisa de vagabundar e aprecia da liberdade posicional. Vítolo (20) de grande qualidade técnica, veloz, irreverente, muito perigoso no 1x1 e de grande prodígio. Tem muita capacidade física.  Carlos Bacca (9) de grande mobilidade e ratice, procura espaço entre os centrais e é muito forte na busca do golo quando lançado de trás. É mais forte no espaço do que servir de referência de costas para a baliza para segurar a bola. Kevin Gameiro (18) é igualmente forte no espaço mas tem mais qualidade que Bacca no choque aéreo, contudo é menos trabalhador e mais lento, menos felino e menos agressivo.  Quando joga Gameiro a equipa não altera muito a estrutura da equipa, passam a jogar mais fixos dois jogadores na frente mas não jogam os dois na frente, a par.  O seu estádio é muito barulhento com grande ambiente, são adeptos entusiastas;  Nada a esclarecer sobre Unai Emery;
  3. 3. ORGANIZAÇÃO OFENSIVA: Equipa organizada em 4x2x3x1 com grande mobilidade e com grande velocidade + elegância técnica. Tem um misto de jogo rápido com jogo lento. Fazem campo grande durante todo o processo ofensivo (pelos laterais). Iniciam a construção pelos centrais que não se alongam muito e procuram os médios (M’Bia do duplo-pivot ou Rakitic). Perdem algumas bolas entre a 2º e a 3º fase onde Rakitic é, sem dúvida, o homem mais influente (grande liberdade para deambular pelo terreno, ora aparece em 1º fase, ora aparece em 2º fase ora procura surgir mais próximo da área -> muito importante pará-lo o mais cedo possível!). A grande mobilidade dos extremos que procuram muito espaço interior (Marin é um “10” pelo que joga como falso ala e Reyes é esquerdino que partindo da direita existe grande tendência para procura do espaço interior), enquanto que a verticalidade e velocidade dos laterais (Coke e Alberto Moreno) promove o jogo exterior deste Sevilla. Na frente, Bacca não é um “9” de jogar fixo ou de servir de referência, é um “9” de procurar espaço exterior e de procurar espaço nas costas dos centrais (atenção aos lançamentos mais longos – bola corrida!). Bacca e Reyes mais fortes no espaço (apertar com eles- pressing alto e agressivo!) enquanto que Marin e Rakitic são mais forte em espaços reduzidos e entre-linhas, ainda que não seja apropriado dar-lhes espaço para construir (são de grande recorte técnico e de grande visão de jogo!). Mais perigosos quando exploram espaços amplos (costas dos centrais é mortífero!) por norma os passes são muito bem executados por Rakitic. Não são muito de ganhar a linha ou de cruzar pelas características de Carlos Bacca contudo Moreno com muita velocidade é perigoso porque cruza muito bem (+ perigoso quando está Gameiro em campo!) – atenção aos passes para o coração da área quando já dentro da área ganham a linha. Quanto a Marin também cruza ainda com menos qualidade e com menos certeza. Atenção: meias-distâncias de Rakitic e Reyes. Ainda de registar o facto de solicitarem algumas vezes Beto para lançamentos longos. Pontos fortes: Espaço entre os centrais, são rápidos e felinos a atacar este espaço e claro, a velocidade que é quando conseguem ser mais perigosos (em construção curta fraquejam). TRANSIÇÃO OFENSIVA: Momento mais perigoso de todo o jogo. Aceleram com grande facilidade e quer Reyes quer Bacca procuram logo espaço para atacar. A equipa procura Rakitic para a condução ou M’Bia para esses lançamentos. São mais rápidos e explosivos. Marko Marin, Alberto Moreno e Coke também são nomes a ter em conta. Objectivo: APROVEITAR O DESIQUILIBRIO ! BOLAS PARADAS OFENSIVAS: Nos livres laterais, Rakitic na cobrança, colocam 4 homens, ao segundo poste, 1 ao primeiro poste e 1 aberto no lado da cobrança (atenção aos bloqueios!). Nos cantos colocam 6 homens na área (2 ao 1º poste, 3 no 2º poste e 1 jogadores a circular entre dentro e fora da área). Batidos, em efeito, pouco tensos para Rakitic (cuidado com os bloqueios!). Nos livres directos, Rakitic bate muito bem, colocado ou em força. Moreno também a ter cuidado (forte!). Grandes penalidades: Não batem com muita força (só Moreno o fez!). Vítolo para canto inferior esquerdo (falhou), Coke para a direita a média altura, Gameiro no canto superior direito, Moreno para a meia-direita a média altura e por fim, Rakitic canto inferior direito (todos do lado de quem marca!).
  4. 4. ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA: Equipa organizada em 4x4x2 em 1º fase de pressão. São pouco intensos, agressivos, não fazem grande pressão (quando o fazem o seu jogo melhora bastante – aumento de intensidade é perigoso – esticar na frente!). Procuram ter os dois primeiros jogadores perto da linha do meio-campo. Dão algum espaço entre linhas (saltar da 1º para 3º fase com passe vertical!). Se procurarmos construir por um dos corredores após a 1º fase a equipa rodar alternando entre o 4x4x2 com a linha média em diagonal e o 5x3x2 dependendo do posicionamento do nosso lateral (se muito subido, o extremo cola na linha defensiva, aconselhável procurar jogo interior – Moreno/Coke fecham dentro e depois encurtam, mal, o espaço). Destaque para o constante acompanhamento dos extremos ao lateral – apesar de rápidos, o comportamento de acompanhamento/cobertura não é muito bem feito. No espaço interior procuram fechar os espaços – mal fechados e a desproteger – e como os pivots não são muito intensos (complementaridade não é muito intensa) nem muito rápidos (Iborra mais posicional, M’Bia mais de caça!). A linha defensiva não está muito bem desenhada nem muito bem trabalhada (pela presença do extremo a fechar no corredor que não tem muitas rotinas). Aproveitar algum espaço nas costas com um médio vindo de trás uma vez que os centrais saem muito da zona para caírem em marcação individual ao ponta-de-lança. Quando o adversário procura o ataque pelas faixas laterais, Iborra e M’Bia procuram cair nesses lugares para formar um triângulo com o extremo e com o lateral (muito espaço e pouca agressividade). Num último momento quando o adversário procura cruzamentos, o Sevilla vai colocar muita gente na área (centrais + médios + lateral contrário e ainda a possibilidade do ala e do Rakitic vir fechar o espaço – pouco provável!). Aconselhável: Procurar construir por dentro, explorar espaço entre linhas e forçar situações de 1x1 dos nossos laterais. Em organização ofensiva mais adiantada, tentar variar centro de jogo para obrigar a bascular – quando rodam cometem erros!). Quando fomos cruzar devemos procurar a marca de penalty ou espaço entre a marca e o fim/inicio da grande área. Não deixar de tentar a meia-distância – muita gente na frente para desviar a trajectória e trair o Beto ou apenas ludibriar. TRANSIÇÃO DEFENSIVA: Atitude activa após a perda. São pressionante, 1 ou 2 jogadores, muito agressivos. Assim sendo, os restantes baixam para não desproteger a equipa. Explorar corredores laterais, uma vez que, os mesmo laterais são ofensivos e os extremos procuram espaços interiores (faixa é sempre mais fácil). BOLAS PARADAS DEFENSIVAS: Nos cantos fazem uma marcação mista, marcação individual aos principais homens no jogo aéreo e marcação zonal com cobertura do 1º poste (cobertura diferente de ter um jogador destacado ao 1º poste – zonal [!]) seguido de 3 jogadores em linha na pequena área. 1 jogador próximo da marca de canto para evitar canto curto e um na meia-lua. Nos livres directos, colocam 4 homens na barreira + 3 nas imediações da mesma e os restantes em marcação ao homem aos adversários. Nos livres laterais, colocam 1 homem (ou 2) na barreira, esse que varia o posicionamento também pode estar a evitar livre curto. Colocam 8 homens na área em marcação mista (individual aos 3 principais jogadores – ATENÇÃO ÁS FALTAS – RAKITIC PRINCIPALMENTE!). Os restantes procuram marcar zona em linha. Grandes penalidades: Beto espera que o adversário bata. É muito rápido a lançar-se e com um bom impulso. Cobre bem a baliza. Remate tem que sair forte (evitar zona média da baliza!).

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