Maccabi Tel Aviv

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Análise ao Maccabi Tel-Aviv nas vésperas da visita do Dragão a Israel (+ análise do 1º jogo entre Dragões e israelitas).

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Maccabi Tel Aviv

  1. 1. Maccabi Tel-Aviv vs Chelsea (F), 4-0 CHE 2-0 MAC Stamford Bridge, Londres / 16-Setembro-2015 19h:45m Limpo (noite) / Relva: Bom estado / 40 684 espectadores Willian (15’); Óscar (45’+4’); Diego Costa (58’); Fábregas (78’)
  2. 2. BANCO DE SUPLENTES: 1- Lifshitz 31- Carlos García 10- Itzhaki 42- Peretz 99- Radojic 15- D. Micha 28- Vermouth TR: Slavisa Jokanovic Alterações: → Radonjic assume posição 9, Zahavi posiciona-se como extremo esquerdo;
  3. 3. PLANTEL
  4. 4. Equipa estruturada em 4-3-3 com o miolo tripartido sendo Igiebor quem mais sai para o jogo, ficando Alberman e Mitrovic na cobertura. Pouco esclarecidos tecnicamente e com tomada de decisão muito simples e pouco contundente. Grande mobilidade do sector ofensivo (Rikan + móvel, + espaço interior; Bem Haim + vertical). Grande procura da profundidade, com sinal + para a verticalidade e mobilidade, nem sempre optam por um jogo longo (+ para o espaço ao invés de procurar um jogador – funciona melhor com Ben Basat ou Radonjic, mas é, sem duvida, mais fluído que o jogo curto, nem sempre bem articulado e intenso (muitas variações de flanco), com muita indecisão. Não raras vezes ‘batem’ na frente sem sentido algum. Na 1ª fase tem 2 formas de agir consoante a pressão do adversário, algo a explorar a alguma (muita) debilidade não só dos centrais mas também de Rajkovic quando pressionados (optam por colocar na frente sem grande critério). Com o adversário mais subido tendem a construir numa linha de 4, sem projecção dos laterais, o que quando estão bem ‘controlados’ para não saírem para Alberman facilita o processo de antecipação pois ou procuram os laterais ou Rajkovic. Por outro lado, quando tem mais espaço projectam os laterais e Alberman (ou qualquer dos MED’s) pode baixar para a 1ª linha ou receber por dentro – mais perigo. Na 2ª fase por dentro, normalmente é Alberman o mais esclarecido tendo em conta que Ibiegor se solta e Mitrovic dificilmente se consegue orientar para a zona ofensiva – procura GR + DC’s ou Alberman + LAT. A forma mais fluída e capaz passa por uma ação de condução de Alberman – é também a mais perigosa em caso de perda! -, contudo é a menos solicitada em termos de tomada de decisão. A procura dos laterais/extremos é a mais usual bem como o ‘esticar’ do jogo para Zahavi ou Rikan – em diagonal interior – ou Igiebor. Por fora, os LAT nunca conferem grande profundidade e são pouco audazes na condução. NOTA: Quando Rikan procura espaço interior Ben Harush não projecta e abre grande espaço para o momento de transição ofensiva. O passe é o meio mais usado, havendo pela direita a opção profundidade conferida por Ben Harush – nem sempre se verifica com Rikan (mais constante com Zahavi). Sempre linha de passe interior e busca da profundidade: ora pelo PL, ora pelo EXT do lado oposto ao da bola (atenção ás costas do 1º central!!). Pouco esclarecidos. Na 3ª fase por dentro é, na grande maioria oriunda de diagonais dos avançados existindo várias formas de enquadrar: 1) avançado ataca profundidade aumentando opções ao portador; 2) avançado ‘segura’ defesa para ‘fechá-los’ e ‘sugerir’ solução individual ao portador. Normalmente involve Zahavi e Rikan sendo que Ben Haim confere largura e Igiebor só se projecta na falta de apoio do EXT, pode abrir na meia- esquerda. Assim sendo tem uma ‘panóplia’ de soluções. Mais perigo quando portador é Zahavi (mais capacidade individual). Por fora, normalmente pela direita, portanto por Ben Haim ou por Mitrovic ou até por Shpungin, a solução mais vista é o cruzamento e com portador muito isolado de apoios (1x1 ou 2x1). Não tem um padrão comportamental nem a zona de cruzamento – ocorre fruto do movimento de Zahavi ou Rikan na área, identificado pelo portador largo no terreno. Sem padrão posicional colocam-se 3 na área – sem ‘zona definida’. Em termos de aproveitamento é mais perigoso o cruzamento pelo chão ou com Basat/Radonijc. PERIGO: cruzamentos atrasados entre espaço central e lateral. Na 4ª fase o maior perigo vem de Zahavi – melhor jogador da equipa – seja através de meias-distâncias ou finalização na área (cabeça e pé). Rikan e Igiebor também revela astúcia no ataque para finalizar no último terço. Particular destaque para as meias-distâncias de Rikan e ao facto de o maior perigo vir quando Zahavi joga mais solto com referência na área – mais presença e agressividade.
  5. 5. Transição defensiva: Muito agressivos no momento imediato à perda, + equilibrados quando pressionam com os criativos (incluí Igiebor) + Zahavi ficando Mitrovic + Alberman e a DEF em cobertura e equilíbrio, sendo assim, normalmente pressionam com 1 ou 2 jogadores (depende da zona) – Imagem 1. Por outro lado, revelam + dificuldades em controlar este momento desde logo porque os MED (Mitrovic + Alberman) sobem para pressionar e abrem espaço frontal à linha defensiva com espaço amplo nas bandas mas também por dentro – I2. Transição ofensiva: Muito objectivos. Sobem os EXT para a linha de Zahavi – grande amplitude fazendo subir Igiebor mas ficando Mitrovic na cobertura. Não se expõem e forçam, com facilidade, um passe mais longo (variações de flanco) ou uma acção de condução (não só de Alberman como também dos EXT) não muito longa com busca constante da profundidade. Dificilmente optam por uma saída mais curta até porque não revelam grande competência na circulação de bola nem através de saídas curtas (largura é procurada em passes médios/longos). A mobilidade + velocidade + ocupação dos 3 corredores facilita a tomada de decisão, normalmente de Alberman ou dos laterais – as 1as referências no primeiro passe (só depois procuram EXT+MED para ‘atacarem’ utilizando o desequilíbrio que a recuperação gera no adversário). Muito fortes em diagonais contrárias (portador para dentro, desmarcação nas costas). 1 2
  6. 6. Equipa estruturada em 4-5-1 (4-1-4-1) com um bloco médio e sem pressão no início de construção do adversário – mais agressivos a partir da 2ª fase. Apostam em individualizações o que facilita na criação por fora e que cria alguma instabilidade posicional. Revelam agressividade, cooperação e entre-ajuda mas são mais fáceis de ‘confundir’ com trocas posicionais. Pouco espaço entre linhas na 3ª fase e no «campo muito pequeno» (alguma amplitude). Apresentam grande concentração na forma como defendem, mas cometem algumas faltas. Rajkovic -> Boa estrutura física (191 cm) acompanhada por uma boa velocidade nos deslocamentos e por uma grande bravura e coragem. Revela argumentos no controlo da profundidade onde pela bravura, coragem, velocidade e qualidade no ‘deslize’ pelo chão que lhe permite resolver situações de 1x1 (nunca devemos adiantar a bola em demasia) com alguma eficácia. Algumas dificuldades de comunicação (um sérvio numa equipa de Israel) e na leitura de trajectórias é compensada por um posicionamento bom, constante atenção e alguns bons reflexos entre os postes. Mais dificuldades pelo ar do que pelo chão, quer dentro como fora dos postes. Na 1ª fase revelam pouca pressão, pouca/nenhuma agressividade e tendência para marcar HxH na 2ª linha. Circulação fácil por trás, miolo deve estar largo para expor 1x1. Quando pressionam alto sobem os EXT (verifica-se mais em T.D.). Facilidade em sair por dentro e por fora com espaço amplo nas costas de Zahavi (DC’s devem subir o mais possível com bola), sabendo que o recuo de ums dos MED’s acarreta a marcação dos MED’s israelitas. Aconselhável sair por fora – expõem mais HxH. Na 2ª fase aconselha-se uma grande intensidade + mobilidade, com largura mas variação sempre por dentro pois existe espaço não só intersectorial como intrasectorial, essencialmente na linha dos MED’s + EXT’s – fecham muito por fora e permitem espaço entre unidades. Por dentro, sobe o MED pressionante, os restantes aproximam a sua marcação. O espaço entre linhas existe e é aconselhável explorar. A colocação da bola entre linhas é mais difícil pela oposição frontal da defesa e pela marcação HxH ao recetor. Contudo, podemos procurar espaço interior com a equipa a girar para o lado da bola expecto o portador que rompe entre o MC e o MDEF/EXT do lado da bola para receber sem oposição e entre linhas. Profundidade também pode ser provocada. Por fora, mais uma vez visível a ‘cratera’ entre o MC e o EXT do lado da bola. Solicitar jogo interior por parte dos EXT, encurtar última linha, obrigar DL a atacar a profundidade deixada vaga pelo posicionamento interior do EXT, num 2º momento. Por outro lado também é possível forçar jogo entre linhas procurando, curto, o EXT e em seguida projectar o DL em tabela no corredor. NOTA: Maccabi não aplica ‘campo pequeno’ fruto da marcação HxH pelo que devemos jogar com isso como descrito em cima. Na 3ª fase por dentro, existe algum descontrolo emocional que leva a alguma perda das referências individuais. Encurtamento da última linha retira alguma margem e aumenta a necessidade de resolver rápido. Existe algum espaço para o 1x1 mas mais quando lançados desde trás, sendo que o espaço à largura é muito, devemos explorá-lo. Por fora, devemos explorar o facto das referências individuais permitirem espaço para forçar 1x1 sendo que para cruzar há 2 factos muito importantes: 1) Alberman/Mitrovic: um sai para encurtar 1º homem, o outro fica isolado na área (explorar); 2) procurar sempre antecipar. Todos tem boa estrutura física e pouco dados a desposicionar, temos que usar a agilidade, a velocidade e a agressividade para antecipar a acção dos DEF’s.
  7. 7. Variações largas na 2ª fase ->
  8. 8. Cantos Ofensivos: Colocam 5 jogadores perigosos na área podendo provocar jogadas curtas com aproximação de um 6º elemento. Marcação de Rikan ou Mitrovic, com predominância de ocupação do coração e 2º poste. L. Lat. Ofensivos: Não colocando muito jogadores na área são agressivos e atacam de forma esclarecida. Colocam forte quantidade de jogadores na 2ª bola no exterior da área. Rikan ou Mitrovic na cobrança. Movimento de Zahavi é perigoso por ser inesperado. L. Dir. Ofensivos: Zahavi procura bater forte ao 1º poste. Colocam 5 jogadores na área: 1 do lado da bola e 4 ao 2º poste. Alberman fica expectante na 2ª bola no exterior da área. Penalty Ofensivo: Parte de forma muito rápida e decidida, colocando grande velocidade na corrida. A finalização, de pé direito, não é muito potente nem colocada. Para a sua esquerda. 2 penalties este ano, 2 golos marcados. (vs Plzen)
  9. 9. Cantos Defensivos: Marcação individual com cobertura zonal do 1º e 2º poste c/ Rajkovic pouo dado a saídas. Se Zahavi + Bem Haim estão para atacar a bola, Shpungin (por falta de jogador-a- marcar) posiciona-se ao 2º poste pelo que retira alguma capacidade para finalizar nessa zona. Podendo ser zona a explorar para provocar finalização ao 1º poste – apanha Rajkovic em contra-pé. L. Lat. Defensivos: Privilegiam uma marcação individual mas quem não tem quem marcar defende à zona na frente das HxH. Tem alguma atenção à profundidade não tendo grande controlo da mesma (alguma descoordenação entre GR e DEF). Explorar 2º poste. 1 a 2 na barreira. L. Dir. Defensivos: Colocam 3 elementos + 1 na barreira, bem composta e com mais preocupação em fechar o 1º poste – Rajkovic excessivamente deslocado para o 2º poste. Restantes em marcação individual para haver possibilidade de 2ª bola. Penalty Defensivo: Colocado no centro da baliza, pouca mobilidade apenas varia posição do tronco e ‘abana’ os joelhos. Flete sempre 1º a perna esquerda – não cair em erro. Procura sempre adivinhar, caiu para os 2 lados: 1 sofreu e o outro saiu por cima.
  10. 10. Competição: UEFA Champions League – Fase de grupos – 3ª Jornada Jogo: FC Porto 2x 0 Maccabi Tel-Aviv Ao intervalo: FCP 2x0 MAC Local: Estádio do Dragão, Porto Data: 20-Outubro-2015 19h:45m Marcadores: Aboubakar; Brahimi Nota global: 6,5 / MVP: Aboubakar Alterações: • Danilo + posicional, Rúben + solto; • André André como EXT, Herrera como MCO;  Peretz + defensivo, Rikan + solto;  Itzhaki a AC e Zahavi numa faixa, com Vermouth na outra;
  11. 11. - Maccabi mais curto na largura que o habitual permite variações directas: - Dificuldades para ser agressivo a ligar 1º passe em T.O.: Muito ‘macios’ e demorados na tomada de decisão; - Ben Haim (11) muito perigoso nas diagonais, especialmente com bola; - Boa procura do duelo Ben Haim (26) x Aboubakar nos cantos: Ben Haim foca na bola e esquece marcador + revela dificuldades na leitura de trajectórias; - Excelente triangulação no corredor direito entre Maxi, Corona e André André:  Grande amplitude com agressividade + profundidade;  Alta rotação mas criteriosa;
  12. 12. - Excelente Aboubakar no ataque à bola:  Excelente leitura + grande agressividade + sempre em antecipação (como pedido); - Boa aposta (2º golo) no espaço intersectorial no momento da perda por parte do Maccabi mas também da enorme atração pela bola/encurtar ao portador:  Excelente ‘Abouba’ a ‘chamar’ os adversários a si e a libertar em Brahimi – solto; - Enorme inteligência de André André para jogar ao 1º toque e assim permitir + velocidade na circulação; - Guardar capacidade (Maccabi) para variar centro de jogo em T.D.:  Erro de posicionamento/princípios defensivos (!!)  Menos concentração defensiva, + cobertura/equilibro;
  13. 13. - Equipa reduziu número de tentativas de desarme para 0. Falta de capacidade na recuperação;  Muita concentração defensiva, pouca agressividade no desarme; - Excelente leitura de jogo de Marcano; - Alguma incapacidade para dar largura na direita – nem sempre ocupada (EXT por dentro, Maxi ou atrás ou dentro também); - Capacidade para impor ‘over-lap’ ao portador:  Agressividade + velocidade

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