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Stakeholders e seus desafios: estudo de caso do relacionamento entre o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e a comunidade do Vale do Bonfim

  1. 1. CI1217 Gestão Estratégica do Suprimento e o Impacto no Desempenho das Empresas BrasileirasSTAKEHOLDERS E SEUS DESAFIOS:Estudo de caso do relacionamento entre o Parque Nacional da Serra dosÓrgãos e a comunidade do Vale do BonfimLucas Amaral Lauriano* IntroduçãoA busca pelo equilíbrio ambiental, econômico e socialdas atividades, processos e produtos das organizações Em um estudo de caso realizado no Vale do Bonfim, região serrana do Rio de Janeiro, buscou-se compreenderé cada vez mais estratégica para sua gestão. A chamada quais são os principais desafios que envolvem osustentabilidade apresenta diversas oportunidades relacionamento do Parque Nacional da Serra dos Órgãose, cada vez mais, passa a ser um requisito para a (PARNASO) com a comunidade local. A partir dessecompetitividade e até mesmo para a existência das exemplo, este Caderno de Ideias tem como objetivoorganizações no longo prazo. Ao mesmo tempo, o mostrar os principais desafios que o tema representaassunto ainda representa grandes desafios para as para as organizações.empresas, frente à gama de variáveis que devem ser Na próxima seção, os principais desafios do engajamentoconsideradas. com os stakeholders serão apresentados, incluindoUm dos pressupostos da gestão responsável para a a dificuldade de definição, identificação, o papel dasustentabilidade (GRS)1 é o diálogo com os stakeholders, liderança e ainda as motivações para que ocorra oque deve ocorrer em todas as atividades da organização, engajamento. Na seção três, o caso em questão serácomo é possível observar na FIG. 1. Considerados brevemente apresentado, de maneira a contextualizarpor diversos autores como centrais para o alcance o conflito existente entre as partes, para que na seçãodo equilíbrio dos resultados das organizações, a quatro a relação entre os desafios verificados na literaturaidentificação e o engajamento dos stakeholders, bem e a situação tomada como exemplo seja estabelecida.como o diálogo com eles, são questões que estão longe Por fim, na seção 5, algumas considerações finais serãode estarem claras. Isso inclui tanto as organizações realizadas.2como os autores, que divergem quanto a conceitos,metodologias e ferramentas para alavancar a discussãoacerca de tais questões. 2 O tema foi apresentado como um grande desafio pelos participantes dos encontros da Comunidade de Prática do1 A Gestão Responsável para a Sustentabilidade é um CDSC-FDC, reuniões bimestrais realizadas por nossa equipemodelo teórico desenvolvido pelo Núcleo Petrobras de com o objetivo de discutir temas relacionados à gestãoSustentabilidade. responsável para a sustentabilidade no setor da construção.*Pesquisador do Centro de Desenvolvimento da Sustentabilidade Para maiores informações, consulte nossa página: <http://na Construção do Núcleo Petrobras de Sustentabilidade da www.fdc.org.br/pt/pesquisa/sustentabilidade/construcao/Fundação Dom Cabral. comunidade_pratica/Paginas/default.aspx>
  2. 2. FIGURA 1 - Dimensão estratégico-operacional do GRSFonte: PARO; BOECHAT, 2007. Principais dificuldades A definição de Freeman (1984) pode ser considerada demasiadamente ampla, mas não deve ser descartada, já que diversas realidades e estruturas organizacionaisA identificação e o diálogo com os stakeholders são podem ser abarcadas por ela, que possui assim umaconsiderados centrais para o alcance da sustentabilidade capacidade de adaptação considerável (MITCHEL;corporativa. Compreender seus interesses e incorporar- AGLE; WOOD, 1997). O problema central ocasionadolhes as percepções na gestão organizacional é essencial por esse amplo conceito é que, quando os gestorespara a integração dos sistemas de gestão para a das organizações realizam essa reflexão, podem sesustentabilidade. Entretanto, as dificuldades de lidar assustar com o tamanho do desafio que os stakeholderscom stakeholders começam com o próprio significado representam e, por isso, muitas vezes, julgarem nãodo termo. A definição mais comum, cunhada por possuir os recursos necessários para a realização deFreeman (1984), nos diz que stakeholder é qualquer diálogo e engajamento (MITCHEL; AGLE; WOOD, 1997).grupo ou indivíduo que pode afetar ou ser afetado pelas Essa definição, contudo, não é a única. No QUADROatividades e objetivos da organização. Esse conceito 1 é possível observar diversos significados sobre oamplo nos permite reconhecer uma quantidade enorme termo, que pode possuir um escopo mais amplo oude stakeholders em cada uma delas. (MITCHEL; AGLE; mais restrito.WOOD, 1997). Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 2
  3. 3. QUADRO 1 Conceitos de Stakeholder Autor DefiniçãoStanford Research Grupos dos quais a organização depende para sua sobrevivência ao longo do tempoInstitute (1963) (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Aqueles que dependem da organização com o objetivo de satisfazerem suas metasHhenman (1964) pessoais e dos quais depende a existência da organização (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Guiados por seus próprios interesses ou metas, são participantes em umaAhlstedt e Jdhnukainen organização e, portanto, dependem desta, que deles depende para seu próprio bem(1971) (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Stakeholder é qualquer grupo ou indivíduo que pode afetar ou ser afetado pelasFreeman e Reed (1983) atividades e pelos objetivos da organização (FREEMAN; REED, 1983).Cornell & Shapiro Os que demandam e possuem “contratos” (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997).(1987) Tradução nossa. Aqueles que possuam interesse ou demanda em uma organização (MITCHELL;Evan & Freeman (1988) AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Aqueles sem o apoio dos quais a organização deixa de existir (MITCHELL; AGLE;Bowie (1988) WOOD, 1997). Tradução nossa. Grupos pelos quais a organização é responsável (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997).Alkhalaji (1989) Tradução nossa. Aquele que afirma ter um ou mais desses tipos de riscos “que vão desde o interesse de um direito de propriedade (legal ou moral) até a posse ou o título legal para osCarroll (1989) ativos da organização ou propriedade.” (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Aqueles que possuem um relacionamento com a organização (MITCHELL; AGLE;Thompson et. al. (1991) WOOD, 1997). Tradução nossa. Aqueles que possuem interesse nas ações de uma organização e a habilidade deSavage et. al. (1991) influenciá-la (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Stakeholders voluntários carregam certa forma de risco como resultado de haverem investido em alguma forma de capital, humano ou financeiro, em algo de valor emClarkson (1994) uma organização. Stakeholders involuntários são colocados em risco como um resultado das atividades da organização. Contudo, sem o elemento de risco não há parte interessada (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). Tradução nossa. Pessoas ou grupos de pessoas com interesses legítimos em procedimentosDonaldson e Preston ou aspectos importantes nas atividades organizacionais (DONALDSON;(1995) PRESTON, 1995). Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 3
  4. 4. São todos aqueles que possuem interesse em uma organização, em suas atividades EFQM (2007) e em suas conquistas (EFQM, 2007, p.31). Tradução nossa. São todos os grupos que são, ou podem ser, afetados pelas ações ou pelo sucesso de NIST (2008) uma organização (NIST, 2008, p.60). Tradução nossa. Aqueles atores que proveem os meios necessários para uma organização ou a Klefsö, Bergquist, apoiam, requisitos que podem ser retirados, caso sua vontade ou suas expectativas Rickard (2008) não sejam atendidas (KLEFSÖ; BERGQUIST; RICKARD, 2008, p.125). Tradução nossa. Klefsö, Bergquist, Aqueles que atribuem algum custo à organização (KLEFSÖ; BERGQUIST; Rickard (2008) RICKARD, 2008, p.124). Tradução nossa.Fonte: Elaborado pelo autor.Com o objetivo de operacionalizar o conceito de um pedido, ou na relação com o stakeholder, e tambémstakeholders nas organizações e compreender quais o quão crítico é o atendimento ou não de seus anseiosgrupos ou indivíduos realmente merecem atenção, (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997).existem algumas abordagens que auxiliam no processo A FIG. 5 apresenta um resumo dos aspectos consideradosde identificação de parte interessada. Uma abordagem nesse modelo, mas o interessante é observar que aquelesbastante utilizada ocorre por meio da identificação dos que não possuem poder, legitimidade ou urgênciastakeholders da organização, considerando-se alguns com relação à organização não são consideradosaspectos iniciais que limitariam, em tese, a abrangência stakeholders, o que facilita a análise por parte dosdo termo. Mitchell, Agle e Wood (1997) possuem uma gestores (MITCHELL, AGLE, WOOD, 1997).proposta interessante, na qual seriam considerados trêsatributos-chave para a identificação dos stakeholders:poder, legitimidade e urgência.Apesar de existirem diversas definições de poder,reconhecê-lo não é uma tarefa complicada (MITCHELL;AGLE; WOOD, 1997). Para fins de identificação destakeholders nas organizações, os autores propõemque o poder seja caracterizado de acordo com o tipode recurso utilizado para exercê-lo. Nessa perspectiva,haveria o poder coercitivo, relacionado aos recursosfísicos da força, violência ou restrição, o poder utilitário,baseado em recursos materiais ou financeiros, e o podernormativo, baseado em recursos simbólicos (MITCHELL;AGLE; WOOD, 1997). Figura 2 - Critérios para a identificação de stakeholders Fonte: Elaborada pelo autor.A segunda variável considerada, a legitimidade, é definidapor Suchman (1995) como a percepção ou suposiçãode que as ações de uma entidade são desejáveis, Os autores apresentam uma forma de visualizar ospróprias ou apropriadas em um sistema de normas, stakeholders identificados, de maneira a facilitar avalores, crenças e definições construídas socialmente. compreensão acerca da maior relevância de determinadoA legitimidade, nessa concepção, não seria apenas uma indivíduo ou grupo (FIG. 3). É interessante observar que,questão de autopercepção, mas um processo que ocorre quanto mais atributos os stakeholders possuem, maioresem diversos níveis de organização social (MITCHELL; são as chances de esses grupos ou indivíduos seremAGLE; WOOD, 1997). vistos pela liderança como atores relevantes para asO terceiro fator a ser considerado na identificação dos atividades da organização. Da mesma forma, aquelesstakeholders, a urgência, envolve a sensitividade ao que não possuem nenhum dos atributos mencionadostempo: o quão grave é o atraso da gestão na resposta de na abordagem, muito provavelmente não influenciariam Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 4
  5. 5. nas atividades da organização, ou até mesmo não se ocorram. Tendo em mãos as informações obtidassentiriam afetados por ela. Assim, são chamados de “não com a análise das três variáveis que permitem a suastakeholders” (MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997). identificação – poder, legitimidade e urgência –, os líderes, de acordo com suas percepções da realidade, dão saliência aos diversos grupos de stakeholders, isto é, classificam-nos de maneira a priorizá-los em suas relações com a organização. Quanto mais atributos os stakeholders possuírem, mais provável é que haja preocupação e incentivo ao diálogo e engajamento por parte dos líderes (MITCHELL, AGLE, WOOD, 1997). Isso não quer dizer, contudo, que os líderes devam ser os únicos envolvidos nesse processo, mas sim que devem criar as condições necessárias para que haja uma mobilização interna efetiva, perpassando os diversos profissionais e setores da organização (MITCHELL, AGLE, WOOD, 1997). A liderança observa a avaliação dos stakeholders e tende a enxergá-los como os stakeholders mais salientes, isto é, com características que os tornam importantes para a organização. Dessa forma, a liderança pode incentivar o diálogo e o engajamento efetivo. Nesse momento, mais um desafio surge: Por que a organização deve Não stakeholders se engajar? Se foi possível sobreviver até então sem nenhum problema, por que a sustentabilidadeFigura 3 - Visualização dos Stakeholders e o engajamento com os stakeholders passam a serFonte: MITCHELL; AGLE; WOOD, 1997. considerados como essenciais para seu sucesso no longo prazo?A partir da identificação dos stakeholders, e de acordo Essas perguntas são questionamentos diárioscom as variáveis estabelecidas, o que deve ser feito? e pertinentes que temos recebido no Centro deFrente aos diversos grupos de stakeholders, as Desenvolvimento da Sustentabilidade na Construção,empresas se questionam sobre a viabilidade de se iniciar parte integrante do Núcleo Petrobras de Sustentabilidade,um diálogo e engajamento efetivo. Para a resolução da Fundação Dom Cabral. Um dos maiores desafiosdesse questionamento, o papel da liderança deve ser que tem se apresentado a nós é provar aos líderesexplorado (MITCHELL, AGLE, WOOD, 1997). que o diálogo e o engajamento com os stakeholdersApoio, compreensão e estímulo da liderança para o são atividades importantes para as organizações,processo de incorporação da sustentabilidade na gestão especialmente em um setor com tantos impactos – sejamdas organizações é essencial. Em uma pesquisa realizada positivos ou negativos – como o da construção.pelo Centro de Cidadania Corporativa da Boston College, O que temos percebido hoje é que as organizações,Estados Unidos (2009), observou-se que os CEOs já quando realizam o processo de engajamento com seuslideram a agenda da sustentabilidade de três em cada stakeholders, o fazem de maneira reativa, na tentativaquatro organizações norte-americanas. Da mesma de solucionar alguma questão crítica que já está emforma, no processo de identificação e engajamento de curso (MITCHELL, AGLE, WOOD, 1997; 2008). Outrasstakeholders, o papel da liderança também é central, possíveis razões para que o engajamento ocorra podemconsiderando-se que os líderes formam o único grupo de ser mencionadas e são sumarizadas na FIG. 4. Contudo,stakeholders que possuem certo grau de relacionamento mesmo com esses incentivos, o desafio permanece:com todos os outros possíveis stakeholders, além de quais são os indicadores consistentes de que o diálogopossuírem o poder da tomada de decisão (MITCHELL, e o engajamento com os stakeholders são necessários?AGLE, WOOD, 1997). Como mostrar aos líderes que desde o início é precisoOs líderes têm, então, o que é necessário para que a que haja a consideração das partes que serão afetadasidentificação e o diálogo efetivo com os stakeholders pelas atividades da organização? Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 5
  6. 6. o PARNASO e a comunidade do Vale do Bonfim se As organizações se sentem motivadas a engajar com encontrava em um estado crítico. Essa situação, como seus stakeholders pelos mais variados motivos: veremos, é prejudicial para as organizações, pois o •• fortalecer relacionamentos; histórico problemático dificulta a mudança de imagem e compromete a reputação; assim, mesmo nesse caso, •• melhorar a reputação da organização; é possível observar a necessidade do monitoramento, •• melhorar o processo de tomada de decisão; diálogo e engajamento de stakeholders constantes. Na próxima seção o histórico da situação será detalhado. •• recolher informações e ideias úteis; •• aprender e inovar; •• resolver conflitos.Figura 4 - Motivações para o engajamento de stakeholdersFonte: Elaborada pelo autor. Histórico do relacionamento entre oMesmo com todas essas motivações e possibilidades, o PARNASO e a comunidadeprocesso de identificação e engajamento de stakeholders,na maioria das vezes, ainda não é realizado de forma do Vale do Bonfim3proativa, panorama que deve se modificar nos próximosanos, com o aumento das demandas da sociedadecivil, do governo e de outros possíveis stakeholders. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) foiIsso não significa dizer que as ações reativas tendem a criado em 1939, durante o Governo Vargas. “O decretoaumentar, mas sim que as organizações estarão mais original de criação do parque definiu sua localizaçãoatentas aos seus stakeholders e passarão a monitorá-los no Estado do Rio de Janeiro, inserido nos municípiosperiodicamente, iniciando um ciclo proativo. de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim [...]” É cada vez maior o número legislações e (CORREA, 2009). Contudo, à época, não houve oexigências dos governos, enquanto a sociedade estabelecimento de seus limites geográficos, o quetambém se torna mais consciente de seu poder. Os deveria ocorrer após a realização de estudos.movimentos sociais que ocorrem no Brasil e no exterior Assim, somente em 1984 houve a definição de taisdemonstram isso, e fazem com que as organizações limites, estabelecidos em 10.653 ha. Entretanto, atambém se questionem sobre o seu papel na resolução marcação exata de seu território só ocorreu em 1994. Ade determinadas questões, como direitos humanos, principal consequência da marcação foi o acirramentosaúde da população e, em alguns casos, educação. do conflito entre o PARNASO e a comunidade do ValeAssim, a grande questão que o tema stakeholders do Bonfim, com a inclusão de diversos produtores ruraistraz não é qual organização deve, quer, ou precisa dentro dos limites do parque (CORREA, 2009).realizar o engajamento, mas sim como elas irão se Apesar do conflito latente, em 2008 houve a ampliaçãocomprometer com essas questões. No caso que será do parque, que passou a contar com uma área de 20.050tratado neste Caderno de Ideias, o engajamento ocorreu ha. No mapa abaixo, os limites do PARNASO podemtambém de forma reativa, quando a situação entre ser observados. 3 Grande parte das informações contidas nesta seção foi retirada da pesquisa “Diagnóstico do Relacionamento entre a comunidade do Vale do Bonfim e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos” (2012), realizada pelos mestrandos Camila Nóbrega, Lucas Amaral Lauriano e Priscila Iglesias, docentes do Programa de Pós-Graduação em Práticas em Desenvolvimento Sustentável, da UFRRJ. Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 6
  7. 7. FIGURA 5 - Mapa de ampliação da área do PARNASOFonte: ICMBIO, 2009, apud CORREA, 2009.Sendo uma unidade de conservação, o parque se medida em que diversas propriedades foram incluídascaracteriza por ser um espaço com limites definidos, nos limites do parque.ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. A comunidade do Vale do Bonfim residente dentroAs unidades de conservação se dividem em: Unidades do PARNASO é composta por aproximadamentede Uso Sustentável e Unidades de Proteção Integral. 120 famílias, o que totaliza cerca de 390 pessoasEnquanto o primeiro tipo tem como objetivo compatibilizar (LOURENÇO, 2008, apud CORRÊA, 2009). A principala conservação da natureza com o uso sustentável de atividade econômica desses moradores é a produçãoparcela dos seus recursos naturais, o segundo admite agrícola (principalmente de hortaliças e flores). Apesarapenas o uso indireto dos seus recursos naturais. de a sede-Petrópolis do PARNASO ficar no Bonfim,Os Parques Nacionais fazem parte das Unidades de as atividades turísticas atualmente não envolvem ouProteção Integral (lei 9.985/2000). geram retorno para os moradores da área, conformeA história da relação da comunidade do Bonfim com o depoimentos coletados em pesquisa realizada porPARNASO põe em pauta a questão da harmonização da mestrandos do curso de pós-graduação em Práticasatividade humana com as unidades de conservação. De em Desenvolvimento Sustentável da UFRRJ. O trabalhoacordo com as regras do PARNASO, não é permitida a em questão buscou diagnosticar o relacionamento entreocupação do território e a utilização dos recursos naturais o Parque e a comunidade, levantando as principaispela sociedade; contudo, no caso dos moradores do demandas e preocupações da população e propondoVale do Bonfim, essa situação se tornou conflituosa, na alternativas para os problemas identificados. O turismo Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 7
  8. 8. desordenado, como foi apontado direta ou indiretamente caracterizar mais por um conflito no nível de duaspor 16 dos 22 entrevistados, é um problema para décadas atrás, isso ainda está vivo na história dosa preservação da região e para o escoamento da moradores, sendo citação recorrente nas abordagens.produção agrícola, dado que interfere no trânsito e ainda Atualmente, tramita uma proposta que visa excluirsobrecarrega as estradas com um fluxo de veículos a área do Bonfim do PARNASO, o que amenizoumaior do que o planejado para as estreitas ruelas da os conflitos nessa relação, que os responsáveisregião. Além disso, o excesso de pessoas compromete a pelo parque entendem, hoje, como “boa”, conformepreservação da região, ao gerar excesso de resíduos. entrevista realizada com o representante do parque.A ocupação da área do Bonfim teve início com a Fazenda Segundo o PARNASO, a exclusão “reverteria estaBonfim ou Fazenda da Palha, formada por diversas situação de embate para uma situação de aliançapropriedades que foram sendo adquiridas pelo Banco da comunidade com o parque, podendo esta seConstrutor do Brasil, desde o final do século XIX. As beneficiar, por exemplo, da oferta de serviços deatividades desenvolvidas na fazenda incluíam lazer, apoio ao ecoturismo ou turismo rural com práticaspecuária bovina e suína, derivados de leite, hortaliças agrícolas sustentáveis, interessantes para a melhoriae frutas. Getúlio Vargas, na época presidente do Brasil, em quantidade e qualidade de visitação no parque”frequentava o local. A partir de 1940, a fazenda entrou (Parecer Técnico nº 56 /2010-PARNASO).em decadência e as terras foram sendo ocupadas pelos Tal parceria entre a comunidade e o PARNASO aindapróprios empregados, que estabeleceram sua produção não se concretizou, como foi percebido nas entrevistasagrícola e constituíram famílias (ROCHA, 2002, 2007; com os moradores. Essa é uma necessidade identificadaapud CORREAS, 2009). e que consta no Plano de Manejo do PARNASO.Em 1984 foi cogitada, sem sucesso, a remoção dos Os moradores do Bonfim mostraram-se dispostos amoradores. No mesmo ano, foi fundada a Associação contribuir para a parceria, participando, especialmente,de Moradores e Produtores do Bonfim para promover a de programas de educação ambiental e chamando amobilização dos habitantes em prol das terras. No entanto, atenção para a necessidade de se organizar o turismoo Decreto n° 90.023 foi promulgado, definindo a inclusão nessa área do PARNASO (sede Petrópolis).da localidade do Bonfim no interior do PARNASO. Em1989, foi criada a Associação de Produtores Rurais doBonfim, que passou a ser a principal interlocutora dacomunidade junto ao PARNASO. Os órgãos que, então,apoiavam os moradores do Bonfim eram: Comissão A comunidade comode Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Empresade Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio de stakeholder do PARNASOJaneiro (EMATER-RJ); Sindicato dos Produtores Rurais(ROCHA, 2002, 2007; apud CORREAS, 2009). Nessa seção os pontos colocados como dificuldadesA situação, no ano de 2012, assim se configura: alguns no relacionamento com stakeholders serão avaliadosmoradores possuem uma certificação de suas terras, no contexto do PARNASO e a comunidade do Vale dofornecida pelo ITERJ – Instituto de Terras e Cartografias Bonfim. Vale ressaltar que tal avaliação não foi realizadado Estado do Rio de Janeiro –, conforme informações pela gestão do Parque, tratando-se apenas de reflexõescoletadas durante as entrevistas realizadas, mas não sobre o caso.a propriedade legal delas. Ao relatar esse histórico, osmoradores apresentam grande tensão e sentimento de Considerando-se a definição inicial de stakeholder,injustiça. Também expressam insatisfação relativamente apontada na seção 2, é possível estabelecer uma amplaà forma como a gestão do PARNASO conduziu o variedade de partes interessadas que afetam ou seprocesso. Apesar de, atualmente, a situação não se sentem afetadas pelas atividades do PARNASO: Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 8
  9. 9. Figura 6 - Stakeholders identificados pelo PARNASOFonte: elaborada pelo autor.Pela quantidade e amplitude dos diversos grupos de alguma organização. Em 2009, além de organizaçõesstakeholders do PARNASO, é preciso avaliar aqueles privadas e públicas, diversas associações de moradoresque possuem maior impacto e relevância para as e produtores rurais dos municípios nos quais oatividades do parque, viabilizando, assim, a atuação PARNASO está inserido participaram das atividadesdeste no diálogo e engajamento efetivos. A gestão do do Conselho; assim, esses stakeholders apresentavamPARNASO é realizada pelo Conselho Gestor do Parque, automaticamente algum poder. Da mesma forma, oque sofre alterações em sua composição a cada dois Senado Federal se enquadra nessa situação, pois é emanos. A figura do diretor do PARNASO também é central seu âmbito que ocorrem as tomadas de decisão acercano relacionamento do parque com os seus stakeholders, da diminuição dos Parques Nacionais. Os funcionáriospois é ele quem realiza todo o processo de diálogo com do parque também possuem certo poder, pois, uma vezas partes interessadas. Em 2009 houve a mudança paralisadas suas atividades, limitam a realização dasda direção do PARNASO, o que gerou consequências atividades do PARNASO.diretas no relacionamento entre a comunidade e o Mesmo com esses atributos, os stakeholdersparque. Por ora, consideraremos a avaliação dos mencionados não apresentavam urgência em suasstakeholders nessa perspectiva de mudança na direção. demandas em 2009, mas seus interesses eramMais à frente avaliaremos o papel da liderança. reconhecidos como legítimos pelo Conselho Gestor. ARelativamente à inserção de algum membro nas reuniões exceção são as associações de produtores rurais e dedo Conselho Gestor, é preciso que este represente moradores do Vale do Bonfim, apontadas pelo PARNASO Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 9
  10. 10. como partes interessadas engajadas nas decisões do Considerando-se os demais stakeholders, a população,Conselho Gestor. Até 2008, a situação entre as partes do país e do mundo, é, em um momento inicial,era bastante complicada, pois as associações exigiam considerada como não-stakeholder, já que não influenciao estabelecimento de novos limites para o território do ou não se sente influenciada pelas atividades doparque, de maneira a excluir dali os produtores. Assim, é PARNASO. Os turistas possuem legitimidade em seuspossível observar na fala dos representantes do parque questionamento e interesses; contudo, não apresentamque esses stakeholders possuíam urgência em suas urgência ou poder de modificar a gestão do parque nademandas bem como legitimidade. atualidade. A configuração dos stakeholders mapeados seria a seguinte: Legenda Poder/Legitimidade Poder/Legitimidade/Urgência Associação de produtores rurais das diversas localidades. Associação de produtores rurais do Vale do Bomfim. Associação de moradores das diversas localidades. Natureza. Associação de turismos das diversas localidades. Associação de moradores rurais do Vale do Bomfim. Funcionários da PARNASO SenadoFigura 7 - Stakeholders do PARNASO de acordo com critérios de poder, legitimidade e urgênciaFonte: Elaborada pelo autor.Depois de realizado esse mapeamento inicial, para que legítimos e urgentes pela direção do parque, o que ashaja diálogo e engajamento com as partes interessadas, colocava como stakeholders cujos interesses não seriamé preciso o apoio e a compreensão da liderança do atendidos, em um momento inicial. Isso significa quePARNASO. No caso do parque, a mudança da liderança essas partes, mesmo com os atributos reconhecidosgerou impactos diretos no seu relacionamento com em uma avaliação inicial, não receberam saliência pora comunidade do Vale do Bonfim. As associações de parte dos líderes e, portanto, nenhum engajamento eramoradores e produtores do Vale do Bonfim, antes de realizado. Com a mudança na direção, em 2009, o novo2009, eram vistas como stakeholders que possuíam certo diretor imediatamente reconheceu a legitimidade e apoder, pois participavam das atividades do Conselho urgência das demandas dos moradores da região.Gestor, mas seus interesses não eram considerados Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 10
  11. 11. Mesmo com as motivações já latentes há diversos anos do Parnaso. Tal situação é corroborada pelas falas dano relacionamento entre a comunidade do Vale do Bonfim comunidade, que observa a mudança e a consequentee o parque, somente em 2009 houve a iniciativa de se melhoria no relacionamento entre as partes, conformeestabelecerem novos limites para esse espaço. Isso se pode ser observado na FIG. 7.deve, diretamente, à mudança na liderança da gestão Respondente Fala “Isso foi muita briga [...] tinha um cara que era chefe que tinha uma marra danada, 4 não podia isso, não podia aquilo.” “Agora eu não sei, porque agora, depois de muita luta, ele tá querendo respeitar, 18 mas não sei se podemos confiar.” “[...] quem vinha em nome do instituto ou do próprio governo falava que a gente era invasor. Em pouco tempo a gente conseguiu reverter isso.” 19 “O E. veio com autoritarismo pra cima da gente, um regime ditatorial, falando que a gente não poderia fazer nada, nem botar uma janela na casa a gente poderia fazer [...]” “Hoje as autoridade (sic) se apresenta (sic) pra gente, de ser humano pra ser 20 humano.” 21 “Atualmente o discurso é totalmente a favor em respeitar os espaços.” “O último diretor do parque não explorou muito bem esses lados positivos, ele tentou realçar tudo o que tem de negativo, que também existe, não posso negar. Onde tem 22 gente morando essa parte de ecologia e exploração consciente e equilibrado [...] (sic) isso já, né, pra muita gente aqui é novo.”Figura 8 - Falas da comunidade do Vale do Bonfim que mostram a mudança da liderança e consequente mudança no relacionamentocom o PARNASOFonte: NÓBREGA; LAURIANO; Rosa, 2012.É interessante observar que nas falas dos representantes do parque não é possível identificar nenhum impactosignificativo advindo da mudança da direção daquele Nesse momento é necessário que as motivações paraespaço. As demandas da comunidade são apontadas que o engajamento ocorra estejam muito claras para ade maneira enfática, mas quando questionados sobre as organização. No caso do PARNASO, o maior incentivodiferenças entre os diretores, apontam que houve certa observado pelo pelo Conselho Gestor é a resolução decontinuidade na relação com a comunidade do Vale do conflitos. Além disso, a melhoria de reputação tambémBonfim, e não uma mudança. é buscada pelo parque. A partir do trabalho de uma liderança consciente, do estabelecimento de objetivosContudo, o fato é que o houve a iniciativa da liderança do claros para o diálogo e engajamento bem como daPARANASO em 2009 para mudar a situação de conflito identificação das principais demandas da comunidadeinstaurada. Essa situação mostra o papel essencial que a do Vale do Bonfim, espera-se que essas questões sejamliderança conscientizada possui na saliência dos diversos solucionadas pelas partes envolvidas. Caso isso ocorra,stakeholders. Sem a mudança na gestão do PARNASO, as associações de moradores e produtores rurais doa situação conflituosa entre a comunidade e o parque Bonfim deixariam de possuir o critério de urgência emnão teria se modificado. Apesar dessa melhora, diversos suas demandas. Essa situação mostra a necessidadeoutros aspectos problemáticos no relacionamento entre de acompanhar e revisar as demandas e atributos dosas partes foram identificados. Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 11
  12. 12. stakeholders ao longo do tempo, com o objetivo de não faz parte do escopo deste trabalho delinear essemelhorar o diálogo e o relacionamento com as partes processo. Estudos próximos têm a possibilidade deinteressadas prioritárias. trabalhar as diversas ferramentas de integração, diálogo e engajamento de stakeholders. No presente trabalhoÉ preciso frisar que não faz parte do escopo deste o processo de avaliação realizado pelo PARNASO e atrabalho apresentar todo o processo de diálogo comunidade do Vale do Bonfim não teve como escopoe engajamento realizado pelo PARNASO com a essa apresentação. Contudo, é importante ressaltar quecomunidade do Vale do Bonfim. Aqui ressaltamos os existe uma pluralidade de ferramentas que devem serpontos que se relacionam com os principais desafios que analisadas e utilizadas de acordo com as necessidadesos stakeholders representam para as organizações. Com e realidades enfrentadas pelas organizações.essas questões solucionadas, as organizações devembuscar as melhores ferramentas e guias para o diálogocom seus stakeholders.Na seção seguinte serão realizadas algumasconsiderações finais. REFERÊNCIAS CORRÊA, Frances Vivian. O PARQUE NACIONAL DA Considerações finais SERRA DOS ÓRGÃOS: Entendendo a Dinâmica do Conflito na Gestão. 2009São muitos os desafios que os gestores das organizações DONALDSON, T.; PRESTON, L. E.. The stakeholderenfrentam quando se trata de identificação, diálogo theory of the corporation: concepts, evidence ande engajamento de stakeholders. O primeiro deles é a implications. In: Academy of Management Review, v. 20,própria definição do termo. Apesar de existir uma ideia n. 1, p. 65-91, Jan. 1995.comum, segundo a qual os stakeholders são aqueles FREEMAN, R. E.; REED, D. L.. Stockholders andindivíduos ou grupo de indivíduos que afetam ou se Stakeholders: A New Perspective on Corporatesentem afetados pelas atividades das organizações, a Governance. California Management Review, 1983.pluralidade de atores que emergem em uma avaliação INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃOinicial gera a necessidade de identificação de stakeholders DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). PARNASO, 2008.prioritários para as atividades das organizações. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/parnaso/Após essa identificação, nenhum projeto de diálogo Acesso em: 15 de dezembro de 2008.e engajamento segue em frente sem o apoio e KLEFSÖ, Bengt; BERGQUIST, Bjarne; RICKARD,compreensão da liderança. Assim, líderes conscientes Garvare. Quality Management and Business Excelence,devem ter em mente as principais motivações para que Customers and Stakeholders, do we agree on whathaja engajamento e diálogo com os seus stakeholders. we are talking about, and does it matter? In: The TQMNo presente estudo de caso, a relação entre o PARNASO Journal, vol 20, n 2, 2008, pg 120-129e a comunidade do Vale do Bonfim exemplifica as MITCHEL, Ronald K.; AGLE, Bradley R.; WOOD, Donnadificuldades que os stakeholders representam para J. Toward a Theory of Stakeholder Identification andas organizações. Apesar de ser um exemplo de ação Salience: Defining the Principle of Who and What Reallyreativa, em um contexto no qual o conflito já estava Counts. Academy of Management Review, v. 22, n. 4,latente, todos os desafios apontados pela literatura p. 853-886, 1997.podem ser identificados. O exemplo nos mostra ainda aimportância de reavaliar constantemente os interesses e NATIONAL INSTITUTE FOR STANDARD ANDas demandas dos stakeholders, visando ao atendimento TECHNOLOGY (NIST) (2008), Criteria for Performancedaquilo que for estratégico para as organizações. Excellence, National Institute for Standard and Technology, Gaithersburg, MD.Solucionadas essas questões iniciais, as organizaçõesbuscam ferramentas que as auxiliem no diálogo e NÓBREGA, Camila; LAURIANO, Lucas Amaral; rosa,engajamento de forma mais adequada. Contudo, Priscila. Relacionamento entre a comunidade do Vale Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 12
  13. 13. do Bonfim e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos:Diagnóstico Local e Proposições. 2012PARNASO. Plano de Manejo. 2008. Disponível em:<http://www4.icmbio.gov.br/parnaso/index.php?id_menu=125>. Acesso em: 26 de ago. 2012.ROCHA, L.G.M. Os Parques Nacionais do Brasil e aquestão fundiária: o caso do Parque Nacional da Serrados Órgãos. 2002. 190f. Dissertação (Mestrado emCiência Ambiental) – Universidade Federal Fluminense,Niterói, 2002.(THE) EUROPEAN FOUNDATION FOR QUALITYMANAGEMENT (EFQM) (2007), The EFQM ExcellenceModel, The European Foundation for Quality Management,Brussels.WBCSD. Corporate social responsibility: making goodbusiness sense, 2000. Disponível em: <http://www.wbcsd.org/web/publications/csr2000.pdf> Acesso em:17 abr. 2012. Caderno de Ideias - Nova Lima - 2012 - CI 1217 13

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