DEPRESSÃO Conhecendo o fundo do poço Francisco Purcotes Júnior
MÉDICO  X  PSICOLÓGICO
Aspectos médicos - Diagnóstico - DSM - Critérios  1- diminuição do interesse ou prazer (indicado por relato subjetivo ou o...
2-“Humor deprimido na maior parte do dia, indicado por relato subjetivo (p. ex., sente-se triste ou vazio) ou observação f...
<ul><li>5- “Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias.” </li></ul><ul><li>6-“Fadiga ou perda de energia quase tod...
8- “Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias.” 9- “  “Pensamentos de morte recor...
<ul><li>O diagnóstico de Transtorno Depressivo Recorrente é dado quando no decorrer da vida, o indivíduo apresentou mais d...
<ul><li>A maioria das pessoas sente-se pior pela manhã e vão melhorando com o decorrer do dia. </li></ul><ul><li>Segundo C...
Tratamento médico <ul><li>Psicoterapia é aconselhada  apenas num segundo momento ,  </li></ul><ul><li>Capacidade de pensar...
<ul><li>Ajudar de maneira ativa o paciente a gerir sua vida, seu tratamento e o conjunto de sua situação”.  </li></ul><ul>...
Aspectos Psicológicos Psicologia Analítica
<ul><li>Busca pelo ser - Individuação </li></ul><ul><li>Diagnóstico não é o essencial para o trabalho com a depressão para...
<ul><li>“ Uma simples formação médica não é suficiente, porquanto o horizonte da alma humana vai muito além do gabinete de...
MITOS “ Somente a descida ao Hades é capaz de nos  libertar do Hades.” Ulisses, Orfeu e Hércules
TEMPO
ALQUIMIA Nigredo Albedo Rubedo
<ul><li>Sonhos e Imagens </li></ul>
 
 
 
 
 
<ul><li>..uma  descida , uma puxada para baixo,  para onde não queremos ir , entretanto, é uma dor necessária, só então, a...
MORTE
<ul><li>“ (...) as depressões são um estímulo para se percorrer novos caminhos, seguir o caminho interior. Entretanto,  mu...
<ul><li>Planos de sucesso exterior, drogas e bebidas, troca de mulheres </li></ul>
<ul><li>...um  convite para encontrar sua alma  e ser uma pessoa plena. Sanford (1987, p.79) </li></ul><ul><li>“ a depress...
<ul><li>alivio da dor - recuperação final. </li></ul><ul><li>A dor é implacável e essa condição torna-se intolerável por s...
<ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>“ Voltar-se para as trevas que  se aproximam, sem nenhum preconceito e com toda a sim...
<ul><li>retirar o paciente da experiência de solidão, equivale a retirá-lo de sua busca pessoal, de uma experiência única ...
ENTREVISTA <ul><li>Chalub (2010) sobre a conduta médica adotada quando em contato com pacientes depressivos afirma: “É a m...
<ul><li>“ Não se pode mais ficar triste, entediado, porque isso é imediatamente transformado em depressão”. </li></ul><ul>...
<ul><li>As raízes da depressão estão na infância. Os acontecimentos atuais não levam à depressão verdadeira, só muito rara...
<ul><li>Desta forma, a felicidade não se baseia apenas em coisas positivas, mas também compreende aceitar as limitações, o...
 
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Referências Bibliográficas <ul><li>CAMPBELL, Joseph.  Mito e transformação.  São Paulo: Ágora, 2008 </li></ul><ul><li>CHAL...
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Depressão - Conhecendo o fundo do poço

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Um resumo de como a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung trabalha com a psicoterapia com pacientes depressivos, e as diferenças entre os aspectos médicos e psicológicos em lidar com a depressão.

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  • É exatamente o que foi dito: sem tirar nem por acréscimos. Somos almas. E como toda amplitude que ela abs.arca é como devemos ser tratados: medicina multidisciplinar. Abs.
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  • muito bom rever sua apresentação, em alguns slides cheguei mesmo a ouvir tua explicação.
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Depressão - Conhecendo o fundo do poço

  1. 1. DEPRESSÃO Conhecendo o fundo do poço Francisco Purcotes Júnior
  2. 2. MÉDICO X PSICOLÓGICO
  3. 3. Aspectos médicos - Diagnóstico - DSM - Critérios 1- diminuição do interesse ou prazer (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros)”
  4. 4. 2-“Humor deprimido na maior parte do dia, indicado por relato subjetivo (p. ex., sente-se triste ou vazio) ou observação feita por terceiros (p. ex., chora muito)” 3- “Perda ou ganho significativo de peso.” 4-“Insônia ou hipersonia quase todos os dias.”
  5. 5. <ul><li>5- “Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias.” </li></ul><ul><li>6-“Fadiga ou perda de energia quase todos os dias.” </li></ul><ul><li>7- “Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada, quase todos os dias.” </li></ul>
  6. 6. 8- “Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias.” 9- “ “Pensamentos de morte recorrentes, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio.” # Episódios Depressivos maiores, ou seja, o paciente no mínimo deve apresentar duas semanas de humor deprimido ou perda de interesse, juntamente com mais quatro sintomas de depressão.
  7. 7. <ul><li>O diagnóstico de Transtorno Depressivo Recorrente é dado quando no decorrer da vida, o indivíduo apresentou mais de um Episódio Depressivo </li></ul><ul><li>Segundo as pesquisas, uma pessoa entre cinco, ficou, fica ou ficará deprimida. Cuche & Gérard (1994, p.17) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A maioria das pessoas sente-se pior pela manhã e vão melhorando com o decorrer do dia. </li></ul><ul><li>Segundo Cuche & Gérard (1994, p.12) as pessoas tem entre 5 a 10% de risco de ter depressão durante a vida, entretanto, estes números não são absolutos, visto que grande parte das pessoas que sofrem nunca vai ao médico, logo não são registradas. </li></ul>e a maioria das pessoas sente-se pior pela manhã e vão melhorando com o decorrer do dia.
  9. 9. Tratamento médico <ul><li>Psicoterapia é aconselhada apenas num segundo momento , </li></ul><ul><li>Capacidade de pensar </li></ul><ul><li>Raciocínio </li></ul><ul><li>Inteligência e de associação de idéias </li></ul><ul><li>Cuche & Gérard (1994) </li></ul><ul><li>CURA= “retorno ao estado anterior”. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Ajudar de maneira ativa o paciente a gerir sua vida, seu tratamento e o conjunto de sua situação”. </li></ul><ul><li>“ Não hesitar em dar conselhos e orientações e a ajuda de medicamentos”. Cuche & Gérard (1994, p.162) </li></ul>
  11. 11. Aspectos Psicológicos Psicologia Analítica
  12. 12. <ul><li>Busca pelo ser - Individuação </li></ul><ul><li>Diagnóstico não é o essencial para o trabalho com a depressão para a Psicologia analítica </li></ul><ul><li>Segundo Jung (2006, p.158) “Naturalmente, é necessário que um médico tenha o conhecimento dos assim chamados métodos. Mas deve evitar o engajamento fixo de um caminho determinado, rotineiro.” </li></ul>
  13. 13. <ul><li>“ Uma simples formação médica não é suficiente, porquanto o horizonte da alma humana vai muito além do gabinete de consulta.” </li></ul><ul><li>MITOLOGIA </li></ul><ul><li>ALQUIMIA </li></ul><ul><li>SONHOS </li></ul><ul><li>ASSOCIAÇÕES LIVRES </li></ul><ul><li>IMAGENS </li></ul>
  14. 14. MITOS “ Somente a descida ao Hades é capaz de nos libertar do Hades.” Ulisses, Orfeu e Hércules
  15. 15. TEMPO
  16. 16. ALQUIMIA Nigredo Albedo Rubedo
  17. 17. <ul><li>Sonhos e Imagens </li></ul>
  18. 23. <ul><li>..uma descida , uma puxada para baixo, para onde não queremos ir , entretanto, é uma dor necessária, só então, algo novo pode surgir em nós. </li></ul><ul><li>De acordo com Chopra, (2009, p. 82) é na escuridão que inicia a jornada da alma, é lá que a verdade está disfarçada ou incompreendida. </li></ul>
  19. 24. MORTE
  20. 25. <ul><li>“ (...) as depressões são um estímulo para se percorrer novos caminhos, seguir o caminho interior. Entretanto, muitas pessoas recusam-se a dar esse passo a frente. </li></ul>
  21. 26. <ul><li>Planos de sucesso exterior, drogas e bebidas, troca de mulheres </li></ul>
  22. 27. <ul><li>...um convite para encontrar sua alma e ser uma pessoa plena. Sanford (1987, p.79) </li></ul><ul><li>“ a depressão é sempre uma chance de vida, ela nos presta um serviço , pois nos induz de forma natural à recuperação do tempo e reflexão sobre o nosso objetivo da vida”. Da Silva (2011) </li></ul><ul><li>Segundo Jung, (2008, p. 173) para que a pessoa possa perceber esses fatos é quase sempre necessária que haja uma crise em sua vida. </li></ul>
  23. 28. <ul><li>alivio da dor - recuperação final. </li></ul><ul><li>A dor é implacável e essa condição torna-se intolerável por sabermos de antemão que não vai aparecer nenhum remédio – no período de um dia, numa hora, num mês ou num minuto. Sabemos que qualquer pequeno alívio é temporário , que será seguido por mais dor. A desesperança, mais do que a dor, destrói a alma. (1991, p. 67) </li></ul>
  24. 29. <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>“ Voltar-se para as trevas que se aproximam, sem nenhum preconceito e com toda a simplicidade, e tentar descobrir qual o seu objetivo secreto e o que vem solicitar do indivíduo.” (2008, p. 221) # </li></ul>
  25. 30. <ul><li>retirar o paciente da experiência de solidão, equivale a retirá-lo de sua busca pessoal, de uma experiência única . </li></ul><ul><li>De acordo com Cuche & Gérard, (1994, p.29) quando dizemos a um deprimido para se animar, é como se estivéssemos dizendo a um homem sem pernas correr mais , o que agravará seu sentimento de culpa. </li></ul>
  26. 31. ENTREVISTA <ul><li>Chalub (2010) sobre a conduta médica adotada quando em contato com pacientes depressivos afirma: “É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, numa entidade patológica.” </li></ul>
  27. 32. <ul><li>“ Não se pode mais ficar triste, entediado, porque isso é imediatamente transformado em depressão”. </li></ul><ul><li>Segundo Chalub, (2010) o homem não aceita mais sentir coisas humanas, como a tristeza. Ficar triste, em geral, não justifica o uso de medicamentos. Para o entrevistado, os médicos atualmente precisam suprir a demanda, desta forma, em geral, um paciente que diga em uma consulta que está triste, se for aconselhado uma psicoterapia, este paciente não sairá satisfeito e procurará outro médico, este, receitará um antidepressivo, o que fará o paciente se sentir melhor, e voltar outras vezes. </li></ul>
  28. 33. <ul><li>As raízes da depressão estão na infância. Os acontecimentos atuais não levam à depressão verdadeira, só muito raramente. Justamente o contrário do que se imagina. Mas mexer na infância é muito doloroso. Não tem remédio para isso. Precisa de terapia, de análise , mas as pessoas não querem fazer, não querem mexer nas feridas. Então é melhor colocar um esparadrapo, para não ficar doendo, e pronto. É a solução mais fácil. </li></ul>
  29. 34. <ul><li>Desta forma, a felicidade não se baseia apenas em coisas positivas, mas também compreende aceitar as limitações, o sofrimento, as incompetências e fracassos. “É também ficar triste de vez em quando.” Chalub (2010) </li></ul><ul><li>Segundo Styron, (1991, p.83) mesmo nos casos mais graves de depressão, as vítimas sobrevivem e vivem tão felizes quanto as que nunca tiveram depressão. # </li></ul>
  30. 36. Obrigado !
  31. 37. Referências Bibliográficas <ul><li>CAMPBELL, Joseph. Mito e transformação. São Paulo: Ágora, 2008 </li></ul><ul><li>CHALUB, Miguel. O homem não aceita mais ficar triste. Disponível em: E + Revista Istoé. Ed. 2115, 2010. Acessado em 17/09/2011 </li></ul><ul><li>CHOPRA, Deepak. O terceiro Jesus: O Cristo que não podemos ignorar. Rio de Janeiro: Rocco, 2009 </li></ul><ul><li>CUCHE, Henry; GÉRARD, Alain. Não agüento mais. 2ª. Ed. Campinas: Papirus, 1994 </li></ul><ul><li>DA SILVA, Ari Antonio. A crise existencial da meia idade e o valor da depressão como um sinal de transformação . Disponível em: Novo Hamburgo, Rio de Janeiro, Brasil. 2011 Acessado em 17/09/2011 </li></ul><ul><li>DAHLKE, Rudiger. Depressão: Caminhos de superação da noite escura da alma. São Paulo: Cultrix, 2009 </li></ul><ul><li>DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais . 2ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2008 </li></ul><ul><li>DORNELLLES, Claudia. DSM-IV-TR – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais . 4ª. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2002 </li></ul><ul><li>DOSTOIEVSKI, Fiodor. Noites Brancas e Outras histórias. São Paulo: Martin Claret, 2004 </li></ul><ul><li>GRINBERG, Luiz Paulo. Jung: O homem criativo. 2ª. ED. São Paulo: FTD, 2003 </li></ul><ul><li>HOLLIS, J. Os pantanais da alma. São Paulo: Paulus, 1999 </li></ul><ul><li>JUNG, Carl Gustav. Mémórias, sonhos, reflexões. 13ª. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006 </li></ul><ul><li>JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. 2ª. Ed. Especial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008 </li></ul><ul><li>JUNG, Carl Gustav. Psicologia e alquimia. 4ª Ed. Petrópolis: Vozes, 1991 </li></ul><ul><li>JUNG, Carl Gustav. Símbolos da transformação. Petrópolis: Vozes, 1986 </li></ul><ul><li>LYRA, Sonia. Nunca mais quero me sentir vulnerável. Curitiba: Lyra, 2001 </li></ul><ul><li>MAZZOCCHI, L; FORZANI, J; TALLARICO, A. Il vangelo secondo Mateo e lo zen . Bologna: Edizioni Dehoniane, 1995. </li></ul><ul><li>SANFORD, John A. Parceiros invisíveis: O masculino e o feminino dentro de cada um de nós. São Paulo: Paulus, 1987 </li></ul><ul><li>STYRON, William. Perto das trevas. Rio de Janeiro: Rocco, 1991 </li></ul>

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