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A Seção Estadual da Associação Nacional de História na Bahia (ANPUHBA) convida seus associados, professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados na área para o VII Encontro Estadual de História, que terá como tema: “Diálogos da História”.

O evento será realizado nas cidades de Cachoeira e São Felix, às margens do Rio Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, nas dependências do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), entre os dias 30 de setembro a 03 de outubro de 2014.

Em consonância com as edições anteriores, o VII Encontro Estadual de História afirma-se como o maior evento da área de História no Estado da Bahia, tendo mantido sua periodicidade desde 2002.

A programação científica conta com conferências, mesas redondas, simpósios temáticos para apresentação de trabalhos, minicursos e oficinas.

Contamos com a participação de todos.

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  1. 1. ZH. ? J' à? " . ¡ . C x. . › y M. z 5.x w F ' ' . VW . r V; ' É. ' M? _g2 . - í I 'TF EN É ANPUH BA CACHOEIRA SÃO FELIX 2014 30.09 a 03.10.2014 H LÍVRO DE RÊSUWiOE-a t7 UCTWM U h A Wí *
  2. 2. Associação Nacional de História - Seção Bahia (ANPUH-BA) Vll ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA Diálogos do História 30 de setembro a 03 de outubro de 2014. LIVRO DE RESUMOS Cachoeira - BA Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
  3. 3. © Anpuh-Ba Associação Nacional de História - Seção Bahia Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Centro de Artes, Humanidades e Letras Organização e Revisão Fabricio Lyrio Santos Clarissa Wetzel de Oliveira Desing Gráfico: Clarissa Wetze - Caixa de Pandora (caixadepandora. contato@gmaiI. com) Renata Machado (ASCOM/ UFRB) Marca do Evento: Diogo Navarro Observação: a adequação técnico-linguística dos textos, bem como seus conteúdos, são de responsabilidade dos autores.
  4. 4. HL¡ ANPUH BA CACHOEIRA «a sAo FELIX 2014 l illóii¡ i lri 'l r *A37 Tlfi W n. TLNS- w- ' L 'L L _ E" i. V0.. 1131010010 03.10.1014 p t. ) associação nacional de história seção bahia
  5. 5. Diretoria da ANPUH-BA: Presidente - Carlos Alberto de Oliveira (UESC) Vice-Presidente - Fabricio Lyrio Santos (UFRB) Secretário-Geral - Clóvis Ramaiana Oliveira (UNEB) 1° Secretário - Maria das Graças de Andrade Leal (UNEB) 2° Secretário- Tatiana Polliana Pinto de Lima (UEFS) 1° Tesoureiro - Ivaneide Almeida da Silva (IFBA) 2° Tesoureiro - Valter Guimarães Soares (UEFS) Comissão Organizadora: Andréa Barbosa Mendes Antonio Liberac Cardoso Simões Pires Antônio Maurício Freitas Brito Dênis Corrêa Elder Luan dos Santos Silva Érika Muniz Fabricio Lyrio Santos Hélia Regina Mesquita Iansmin Gonçalves Jacó dos Santos Souza Janete Ferreira Marques Leandro Antônio de Almeida Sergio Armando Diniz Guerra Filho Wille Marcel Lima Malheiro Wilson Oliveira Badaró
  6. 6. Vll Encontro Ésloduol dz Hisiorio~ Dialogos do Historic ANPUH ~ BA A ANPUH - BAHIA e o Vll Encontro Estadual de História Estamos convencidos de que uma Associação de Historiadores não deve se limitar à tarefa de ampliação do número de associados, à cobrança das anuidades e ao trabalho de organização de seu Encontro Estadual. Portanto, sem descuidar destas questões - e cabe destacar que hoje somos cerca de 400 profissionais ñliados à seção Bahia da ANPUH - buscamos, ao longo desta Gestão, desenvolver um conjunto de ações com vistas a ampliar o nosso raio de atuação e expressar a nossa função social. Para tanto, procuramos abrir o diálogo com os milhares de profissionais de História que atuam na Educação Básica na Bahia. A implantação do GT Ensino de História e Educação, o apoio à participação dos colegas que atuam na Educação Básica visando sua participação no Simpósio Nacional de História (UFRN, 2013) para apresentação de seus Projetos Diferenciados e, muito especialmente, a realização do II Encontro de Ensino de História da Bahia (UFRB, 2013), são testemunhos fortes destas ações. Aqui abrimos uma vereda de uma estrada que se pretende larga. Por outro lado, a parür de demandas de associados, estabelecemos um canal de discussão com setores do Governo do Estado, especialmente através da Fundação Pedro Calmon, quando a situação dos Arquivos, não apenas do Arquivo Público do Estado da Bahia, exigiram nossa atuação. Mais do que a campanha “Historiador, como anda seu arquivo? ", assumimos institucionalmente a necessidade de uma interlocução efetiva no debate sobre a Cultura e os Lugares de Memória no Estado da Bahia. Assim, ao longo do último ano, estivemos na Comissão de elaboração de decreto de regulamentação do Sistema Estadual de Arquivo. O envolvimento nas diversas discussões politico-institucionais reforçou a importância da continuidade da nossa participação em outras esferas de debates e decisões. Portanto, estamos conclamando a todos/ as os/ as colegas associados/ as ou não a participarem do pleito organizado pela Secretaria de Cultura para o preenchimento de vagas na Comissão Setorial de Arquivos e Memória. Setor este ainda sem representação na Câmara de Cultura do Estado da Bahia. Além disso, em nenhum momento descuidamos da preparação do VII Encontro Estadual de História, estabelecendo uma relação de efetiva parceria com a Comissão Organizadora Local, embora sempre respeitando sua autonomia. A construção do Evento, com a adoção de um novo sistema de inscrições, através da contratação de empresa que há alguns anos organiza os Simpósios Nacionais da ANPUH - Brasil evidencia o quanto o Evento pautou nossas preocupações e deixa um legado promissor para gestões futuras. No momento em que se aproxima o encerramento do atual mandato, sublinhamos o esforço da ANPUH - Bahia (Diretoria, Conselho de Representantes e Comissão Organizadora Local), com vistas à realização exitosa do VII Encontro Estadual de História. E, desde já, registramos os nossos sinceros agradecimentos a Comissão Organizadora Local pelo esforço, dedicação e nível de comprometimento com os objetivos de um Encontro desta grandeza. Sejam Bem vind@s ao VII Encontro Estadual de História! Diretoria da ANPUH - Seção Bahia Gestão 2012/2014
  7. 7. *will Znconlro Esiodcal de Hisioiio- Dia ogos do His-Nono . t“~. i<3l_lH - BA A História e seus diálogos A ideia de História surgiu na antiguidade clássica quando Heródoto apresentou pela primeira vez sua historia, no entanto, a concepção moderna da disciplina historiográñca muito mudou ao longo dos séculos. Para tanto, foi necessário que a História sempre estivesse aberta a diálogos com outras áreas de conheci- mento, e também permanentemente atenta às inquietações do tempo presente. Certamente, o conhecimento histórico foi formado por empréstimos metodológicos de outras disciplinas (como economia, demografia, ciências sociais), outras linguagens (literatura, arte, cinema), e por conceitos que se impõem pelas experiências sociais do contexto de produção do conhecimento historiográñ- co (classe, raça, gênero). A própria pratica hisforiograñca nao poderia ser delinida como um dialogo? Quando voltamos nossa atenção para uma informação do passado estabelecemos contato com linguagens, experiências e expectativas irremediavelmente mortas e cristalizadas na forma de "fontes", mas que se apresentam a nós para serem apreciadas no presente. Os historiadores impõem suas perguntas aos vestígios do passado, e tal "inquérito" - uma das possíveis traduções para a historia de Heródoto - não é ele mesmo uma forma de diálogo na forma de perguntas e respostas? Este vestígio é totalmente passivo, ou então as fontes históricas constituem uma das partes do diálogo, podendo não só oferecer respostas, mas levar-nos a realizar perguntas obstruídas e esquecidas no presente? Não seria próprio da disciplina História, e consequentemente do seu papel educativo e formativo na sociedade, constituir um diálogo permanente entre o contexto presente e as experiências passadas? Como construir pontes entre o conhecimento históri- co com outras disciplinas acadêmicas, e também com as próprias experiências e condições do tempo presen- te? Enñm, como fazer, da História, um diálogo? Tais questões e inquietações nos motivam a reunir e debater as principais produções acadêmicas ligadas à área, evidenciando o caráter multidisciplinar do conhecimento histórico e propiciando reflexões em torno do tema: “Diálogos da História". Além disso, dando continuidade aos encontros anteriores e ao II Encontro Estadual de Ensino de História, realizado em maio de 2013 na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, o VII Encontro Estadual de História visa congregar professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados no tema, buscando consolidar a Seção Estadual da Associação Nacional de História como entidade que congrega e aproxima os profissionais da área de História na Bahia.
  8. 8. “v"ll Encontro Esioduol de Hisiorío- Diíalogos ao HlSlÓllO , Avpuil - BA Su m a ri o SIMPÓSIO TEMÁTICO oo1 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 011 A Bahia no século XVIII: agentes e instituições, episódios e interpretações SIMPÓSIO TEMÁTICO oo2 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 016 Acervos e Fontes para a História da Bahia SIMPÓSIO TEMÁTICO oo3 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 025 Diálogos entre História da Educação e História do Trabalho: Instituições Escolares, Formação Docente e Cul- turas Escolares SIMPÓSIO TEMÁTICO oo4 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 032 Diálogos sobre os 50 anos do golpe de 1964 e a ditadura no Brasil/ Bahia SIMPÓSIO TEMÁTICO oo5 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 037 Didática da História e Educação Histórica na Bahia SIMPÓSIO TEMÁTICO oos . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 043 Educação histórica, Currículo e Formação docente: diálogos com o ensino-aprendizagem de História SIMPÓSIO TEMÁTICO oo7 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 052 Estado, Poder e Memória SIMPÓSIO TEMÁTICO oos . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. O63 Estudos coloniais: A Bahia no império marítimo português SIMPÓSIO TEMÁTICO oo9 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 069 Estudos sobre a Antiguidade e a Idade Média: limites e possibilidades do conhecimento historiográñco SIMPÓSIO TEMÁTICO o1o . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 075 Gênero, História, Cultura e Identidades SIMPÓSIO TEMÁTICO ou . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 083 História do Atlântico e da Diáspora Africana SIMPÓSIO TEMÁTICO 012 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 092 História do esporte e das práticas corporais SIMPÓSIO TEMÁTICO 013 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 099 História dos índios na Bahia: diálogos entre pesquisa e ensino SIMPÓSIO TEMÁTICO 014 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 10s Mundos do Trabalho: trabalho, instituições e lutas SIMPÓSIO TEMÁTICO 015 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. us O lugar da Política: História, Memória e Historiograña SIMPÓSIO TEMÁTICO 016 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 127 Os sentidos da liberdade: trajetórias, trabalho e racialização na escravidão e no pós-abolição SIMPÓSIO TEMÁTICO 017 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 137 Paisagens, memórias, sensibilidades O9
  9. 9. *will Econlro [sfoduol ocz Hísiorio- Diálogos do -lirorio . LXPPUH - BA i0 SIMPÓSIO TEMÁrIco 01a . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 148 Por uma História da Africa e dos africanos: diversidades, debates e combates! SIMPÓSIO TEMÁTICO o19 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 157 Quando viver ameaça a ordem urbana: vândalos e mal-afamados de ontem e de hoje. O que falam as ruas? SIMPÓSIO TEMÁTICO ozo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 164 Religião e religiosidades: Diálogos interdisciplinares SIMPÓSIO TEMÁTICO 021 . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 172 Saúde, sociedade e assistência - abordagens históricas e interpretações historiográñcas SIMPÓSIO TEMÁTICO ozz . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 180 Trajetórias de Populações Afro-Brasileiras
  10. 10. Encontro Ísioduál de FSICIÍO* [Jiálogásl do Hisloio , AlxPLlH - BA ST OOl. A Bahia no seculo XVIII: agentes e instituições, episódios e interpretações ízí '_-í§'í : así íí'àí à? ? TÍ?4_V 33' u_ »gli _ll i . i p, l l li e . i ; i . ll . l i Coordenação: Prof” Dr: Ano 'joulo MZdlCCi LUFDA) CZ Prof" Dr” Patricio Valim (UFBA) , f "Sig, seminário temático propõe congregar pesquisadores voltados aos estudos da Capitania da Bahia ll. , setecentista, entre o início do XVIII e c.1808, período histórico marcado por um dado discurso da 4x7¡ "decadência" baiana, consubstanciada na perda da posição de cabeça da América Portuguesa no ano de 1763, presente em relatos contemporâneos e em parte da historiografia. Busca-se, por outro lado, recuperar pesquisas que vêm indicando intenso dinamismo sócio econômico, ao longo do XVIII, em diversas regiões da América Portuguesa, incluindo a Bahia e suas capitanias subalternas, bem como a integração dessa região a redes de imperiais que a ligavam ao Reino, às possessões portuguesas em África e às demais capita nias americanas. Partindo da linha de pesquisa da História Política, propõe-se discutir como grupos de poder locais aderiram aos projetos imperiais em voga e o processo de emergência de projetos políticos con- testatórios e suas expressões da luta política em diferentes escalas, dos conflitos jurisdicionais, formas coti- dianas de resistência ao enfrentamento da ordem monárquica empreendidas por grupos sociais hierárquica- mente diversiñcados, bem como as interpretações posteriores desses episódios. Notáveis bahinenses na Conjuração Baiana de 1798: notas de uma pesquisa de Iniciação Cien- tífica Fábio Silva Magalhães, Rafaela Cecconi Pantaleão Amorim Objetiva-se na apresentação discutir algumas questões introdutórias da pesquisa de Iniciação Científica sobre os termos da participação de um grupo de notáveis na Conjuração Baiana de 1798, privilegiando a movimentação política desses homens na Capitania da Bahia no ñnal do século XVIII. A centralidade política e econômica da Capitania da Bahia no final do século XVIII Patricia Valim Com a transferência da sede do Vice-Reinado para o Rio de Janeiro em 1763 e crise de exportação açucareira nesse mesmo periodo, a historiografia tendeu a pensar a Capitania da Bahia como coadjuvante das esferas decisórias coloniais no âmbito do Império Português. A análise de um amplo escopo documental demonstra que, não obstante a esses episódios, a Capitania da Bahia foi palco de uma notável recuperação econômica nos circuitos internos e externos de produção e Iegitimou-se como um importante centro de decisão política durante o governo de d. Fernando José de Portugal e Castro (1788-1801), de tal sorte que compartilhou com a Capitania do Rio de Janeiro o exercício da capitalidade na principal possessão do Império Português. As câmaras municipais do Brasil Colonial: um estudo sobre a instalação Câmara da Vila de Santo Antônio de Jacobina (1722-1724) Fabio Oliveira de Carvalho As Câmaras Municipais, assim chamadas por ser administrado por um órgão colegiado, eram a menor divi- são administrativa da América Portuguesa. Elas representavam a esfera política da colônia, e eram adminis- tradas pelos "Homens Bons", possuidores de terras, poder de voto, elegibilidade e, consequentemente, deti- nham o controle econômico, político e administrativo das zonas sob sua influência. Contudo, os estudos relativos ao funcionamento das Câmaras Municipais do Brasil Colonial têm objetivos quase que exclusiva- mente nas principais sedes de Capitania como as da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em detrimento de estudos sobre as Câmaras Municipais do interior do território, no chamado sertão. Esse artigo busca investi- gar as Câmaras Municipais do interior da América Portuguesa, no começo do século XVIII, com base em fon- tes documentais, tomando como estudo de caso a instalação da Câmara Municipal da Vila de Santo Antonio de Jacobina, na Capitania da Bahia. I I
  11. 11. Vll Énconiro Esládcál de Hislorio- Diá ogos dá Hisñáriá . AAPlolH - BA 12 De pardo infame a herói negro: João de Deus e o seu processo de heroicização Flávio Márcio Cerqueira do Sacramento O presente trabalho visa fazer uma análise do sujeito histórico João de Deus do Nascimento, participante da Revolta dos Alfaiates de 1798, com o objetivo de traçar a trajetória da construção desse personagem, que nos lins do século XVIII fora condenado por crime de Lesa Majestade e atualmente é referenciado como um herói negro. Para essa tarefa, vamos utilizar trechos dos Autos da Devassa da Conspiração dos Alfaiates, aliado as análises feitas por historiadores que citaram João de Deus ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, dis- cutindo o seu processo atual de heroicização, especialmente feito pelos movimentos negros da Bahia. Instituições militares em Salvador setecentista e as hierarquias sociais Celio de Souza Mota Adaptada às condições do meio, às especificidades locais e alicerçadas na estrutura social e econômica, a organização militar terrestre foi fundamental na segurança, no estabelecimento e expansão do colonizador. Outrossim, numa sociedade escravista, como Salvador setecentista, as instituições militares influíram pre- ponderantemente nos rearranjos sociais, deñnindo e embotando locais sociais, haja vista que a sua estrutu- ra obedecia a uma hierarquia de classe e de cor. Assim, se toma as Instituições militares coloniais para enten- der as hierarquias sociais em Salvador no final do século XVIII. "As embrulhadas de Jacobina nunca terão fim": criminalidade e justiça na vila de Jacobina (1720-1750) Geraldo Antonio da Silva O presente trabalho busca analisar e compreender como juízes ordinários, desembargadores e Vice-Reis lidaram com a criminalidade na vila de Santo Antonio da Jacobina, na primeira metade do século XVIII. Já em 1725, Vasco Fernandes César de Meneses, Vice-Rei, informava a D. João V que na vila de Jacobina, num período de aproximadamente onze anos havia ocorrido 532 assassinatos. Desvios comportamentais como roubos, assassinatos, descaminhos, etc. eram praticados por toda sorte de indivíduos. Desde aqueles a ser- viço d ' EI-rei - como juízes, militares, vereadores e padres -, a faiscadores e escravos. Em tal região, o afluxo abrupto de homens e mulheres de distintas categorias socioeconômicas amaIgamar-se-á numa sociedade problemática e violenta, dando margem para a Coroa agir, aumentando o número de militares na vila e insta- lando localmente aparatos burocráticos responsáveis por tentar assegurar o pleno convívio social por meio da aplicação da lei. Uma região sertaneja: "Pedra que Brilha" (século XIX) Tadeu Baliza de Souza Júnior O presente estudo pretende utilizar a metodologia da História Regional e Local, que possibilita o estudo da Região de Itaberaba enquanto objeto, comparando com outras regiões, de modo a identificar diferenças e semelhanças inter-regionais. As fontes empregadas no presente trabalho, quais sejam: livros de notas dos tabeliães, correspondências, livro de nascimentos, livro de batismos, registros de terras, processos de paga- mentos, registros contábeis. A gênese da Região de Itaberaba é indiretamente ligada a mineração, pois é uma região banhada pelo Paraguaçu, consolidou-se como veredas dos sertanistas que saíram do litoral para os Sertões da Bahia desde a colonização, em busca de pedras e metais preciosos, em especial para as regiões: de Jacobina, de Rio de Contas e de Lençóis. Porém, o mito fundador da região é diretamente ineren- te as fazendas de gado, entre elas: a Fazenda Araçás ou Andarahy de Baixo, a Fazenda São Simão e outras importantes fazendas da região. Logo, constata-se o silenciamento da comunidade sertaneja mais antiga da Bahia: João Amaro. Seu surgimento é de tempos remotos, ainda por volta do final do século XVII. O surpre- endente é que a principal comunidade sertaneja da região somente apareceu no inicio do século XIX: Itabe- raba (denominada assim somente no final do século XIX). A família que se destacou na Região de Itaberaba foram os Mascarenhas.
  12. 12. Vll Encontro Estadual de Hisloriá- Diálogos do Historia ANPUH - BA História da América Portuguesa (1730): estudo de textos exordiais Clara Carolina Souza Santos Os textos preambulares do livro História da América Portuguesa (1730) foram desconsiderados como fonte para análise do fundamento histórico do livro de Sebastião da Rocha Pitta em reimpressões do século XIX e XX. Por isso, este texto analisa o título, o prólogo ao leitor e as aprovações das mesas censórias a partir da primeira edição do livro de 1730 a fim de levantar novos dados para a compreensão do livro História da Amé- rica Portuguesa. O livro História da América Portuguesa (PITA,1730) foi impresso em 1730 na Oficina de Joseph Antonio da Silva para cumprimento de ofícios na Universidade de Coimbra. Sebastião da Rocha Pita recebe então o título de Acadêmico Provincial da Academia Real da História Portuguesa, como figura na primeira aprovação de Antonio Rodrigues da Costa, do conselho de D. João V e do Tribunal Ultramar, em data de 10 de agosto de 1726. A Fundação Cultural do Estado da Bahia Pedro Calmon e a Diretoria de Bibliotecas Públicas da cidade de São Salvador disponibilizam no acervo da Biblioteca Central na Subgerência de Obras Raras livros que, então, pensava poder servir para a compreensão de uma cadeia de leitores de Sebastião da Rocha Pita. O contato com este arquivo foi de fundamental importância para ampliar o escopo desta pesqui- sa. Sob os cuidados da Fundação Pedro Calmón, na cidade de Salvador, nesta subgerência, encontra-se uma cópia com rasuras da edição do livro História da América Portuguesa impresso em 1730. Nos estudos de cará- ter geral sobre as histórias impressas na América Portuguesa durante o reinado de D. João V o nome de Rocha Pita é uma constante. Contudo, apesar das referências que são feitas ao livro na historiografia literária brasileira, este pareceu ser, afinal, catalogado e "arrumado" quase invariavelmente por meia dúzia de epíte- tos: clássico, pouco engenhoso, sóbrio, afetado, barroco, rocambolesco, pouco arguto e enlevado (JANIGA, 1990; SINQUEVISKE, 2007). Sendo esta obra quase sempre apresentada como referência para o gênero histórico (e, em especial, referência para a História da Bahia), observamos que os motivos de sua populari- dade são apontados, mas insuficientemente estudados, ou mesmo, eventualmente confundidos quando, por exemplo, relacionam a carreira em Coimbra de Sebastião da Rocha Pita e sua cor mulata a uma represen- tação da constituição de uma brasilidade, pois que Pita teria sido o "primeiro mulato" da América Portuguesa a ascender carreira em território lusitano. Nossa Senhora da Penha de Itapagipe: nota sobre modelos familiares na Bahia na segunda metade do século XVIII Raiza Cristina Canuta da Hora A presente comunicação integra estudo de mestrado na área de História Social dedicado à pesquisa de casa- mentos de africanos na Cidade da Bahia no século XVIII (1750-1810). Recorro a inventários post mortem, testamentos, livros de casamentos, batismo e óbito para análise dos padrões de casamento entre cativos e forros; dos possíveis significados e motivações do casamento católico para esses segmentos, bem como para análise de seus laços de sociabilidade e de constituição de famílias Tais aspectos têm sido tema de estu- dos de historiadores, a exemplo de Stuart Schwartz (1988), Maria Nizza da Silva (1988), Maria Inês Cortes de Oliveira (1988), Hebe de Castro (1995), Robert Slenes (1999), Mariza de Carvalho Soares (2000), Silvia Hunold Lara (2007), Juliana Barreto Farias (2012). A historiografia sobre o tema afirma um predomínio maciço de uniões ilegíti mas entre cativos e forros, com uma parcela infima da população escrava recorrendo ao sacramento católico, face a impeditivos burocráticos e financeiros. Além disso, afirma-se o predomínio de uniões entre pessoas de mesma condição e cor. Proponho demonstrar a complexidade do tema e a variedade de arranjos familiares, acessada pela população egressa do cativeiro, localizada na freguesia de N. S. da Penha da Bahia, trazendo exemplos de famílias legítimas, ilegitimas, endogâmicas, exogâmicas, acentuando a constituição de famílias por pessoas de condição e cor diferentes. 0 ilustrado Luís Antônio de Oliveira Mendes: as ideias de planejamento econômico para a Bahia no século XVIII Fabiana de Santana Andrade Esse texto esboça um pouco da trajetória bibliográfica do Ietrado baiano Luiz Antônio de Oliveira Mendes e quais as suas principais ideias e intenções econômicas voltadas para a Bahia no século XVIII. Para isso, dialo- garemos com duas Memórias do Ietrado. O primeiro documento, datado de 1766, que contesta a dinâmica i3
  13. 13. Vll Znconiro Esládcál de Hislorio- Diá ogos dá Hisááriá . A.A;3l_. lH - BA 14 econômica e social empreendida por Portugal na colônia e dentre as suas considerações propõe a substitui- ção da mão de obra escravizada pela assalariada por ser mais rentável para os Senhores de Engenho. E o documento, datado de 1812, que traz um estudo sobre o tráfico de escravos e propõe que o escravizada seja bem tratado. Nos dois textos apresenta o víeis econômico, mas enfatiza o humanitarismo e traz uma pers- pectiva de mudança política econômica e social para o Brasil. o Jardim Botânico da Bahia na Rede Imperial de Circulação de Produtos Naturais na transição do século XVIII para o XIX Rodrigo Osório Pereira O Império português dispôs de muitos jardins botânicos espalhados por seus vastos domínios coloniais. Suas funções principais eram adaptar e produzir para o comércio atlântico as espécies procuradas para utilização na medicina, culinária, indústrias gerais, entre outros setores. Na colônia americana, os jardins estabeleci- dos em Belém, Olinda e Rio de Janeiro, apenas para citar os mais expressivos representaram a maior mar- gem institucional para a prática botânica de nossa história colonial. Mas, apesar de ser pouco conhecido na historiografia baiana e mundial, o Jardim Botânico da Bahia, situado em Salvador, também foi uma institui- ção pensada para exercer um papel estratégico na potencialização da exploração dos recursos naturais da colônia portuguesa na América. Fundado em 1803, após longos contratempos pela aquisição de um terreno ideal, o Jardim da Bahia teve como seu primeiro diretor o médico naturalista Ignácio Ferreira da Câmara Bit- tencourt e o ministro Dom Rodrigo de Sousa Coutinho como um de seus principais idealizadores. Souza Cou- tinho - mesmo após deixar a secretaria de ultramar para assumir, em 1801, a Secretaria de Estado dos Negó- cios da Fazenda - continuou na supervisão do jardim a pedido do próprio Príncipe Regente Dom João VI. Esse havia solicitado, em 1801, que, para o "adiantamento da botânica", se publicasse "uma flora completa e geral do Brasil e de todos os vastos domínios de Sua Alteza Real". Inspirado nos modelos mais sofisticados da Europa, a instituição baiana chegou a abrigar uma escola destinada ao estudo das plantas e remeteu amos- tras coloniais ao Jardim Botânico de Berlim, na Alemanha. Sua principal contribuição, porém, foi estabelecer suporte para os projetos agrícolas locais que visavam dinamizar as lavouras, além dos inventários de espéci- es botânicas baianas destinados ao centro botânico do mundo português, o Jardim Botânico da Ajuda. Padre Alexandre de Gusmão (1629-1724): "mestre de todos", "escritor doutissimo" e "santo varão" Lais Viena de Souza Nesta comunicação buscamos traçar um relato biográfico do padre jesuíta Alexandre de Gusmão (1629- 1724). Nascido em Portugal, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde ingressou com 17 anos no Colégio da Companhia de Jesus. Desenvolveu toda a sua vida religiosa no Estado do Brasil, ocupando diver- sos papéis e funções: mestre de Humanidades, mestre de noviços, vice-reitor, reitor, vice-provincial e provin- cial. Na Bahia pennaneceu desde 1670, estando a frente do Colégio da Bahia como reitor, posteriormente assumindo o cargo de provincial da ordem. Escreveu diversas obras de cunho religioso e moralizante. Dentre as mais destacadas, o manual de conselhos "Arte de crear bem os filhos na idade da puerícia" (1685). Rece- beu diversas notas elogiosas de seus contemporâneos. Foi louvado pela empresa da fundação do Seminário de Belém (1686-1759). Quando faleceu ganhou fama de santo: tiraram-lhe relíquias, e até os dias atuais existem relatos de milagres. O objetivo desta comunicação é percorrer capítulos da história da Bahia Coloni- al, da história das infâncias e da educação através deste padre de suas obras, como "mestre de todos", "es- critor doutissimo" e "sa nto varão". servindo à mitra e à coroa: D. José Botelho de Matos no govemo interino da capitania da Bahia (1754 a 1756) Naira Maria Mota Bezerra Durante a época moderna portuguesa, a relação estabelecida entre a Igreja e o Estado era a de partilha de interesses, recursos materiais e indivíduos. Havia uma relação de interpenetração entre as duas instituições. Se por um lado podemos ver uma ingerência monárquica nos assuntos eclesiásticos, a partir das Sucessões de bulas que foram dando paulatinamente aos monarcas os benefícios do Padroado Régio das Igrejas funda-
  14. 14. "Vll [rico-nino Ísiáduál de l-isioriá- Diálogos do -liyoriá . irNPUl-r - BA das ou por fundar, por outro lado também é possível perceber a presença da Igreja nos assuntos seculares, não apenas como religião oficial, mas a partir da atuação efetiva de homens da Igreja ao lado do rei com grande poder político e participando das estruturas jurídico-administrativas da coroa. Um exemplo dessa situação, nos domínios ultramarinos, é a presença de bispos ou arcebispos ocupando cargos interinos de govemos gerais, governo das capitanias ou vice-reinado. Quando ocorriam vacâncias, causadas por retorno do titular do cargo ao reino, transferência para outra capitania ou óbito, juntas interinas assumiam o governo até que uma nova pessoa fosse designada para o cargo e tomasse posse. Nessa situação, tomavam parte das juntas, além dos prelados, o Chanceler da Relação e uma terceira pessoa que poderia ser o mestre de campo mais antigo ou alguma autoridade militar. Na Bahia, 10 dos 21 prelados que ocuparam a mitra baiana no período compreendido entre 1551 e 1816 estiveram presentes em juntas governatjvas, ora ocupando o cargo interino de governador da capitania, ora o cargo de vice-rei. O primeiro deles foi D. Antônio Barreiros, em 1587, e o último arcebispo participante de uma junta interina foi D. Fr. José de Santa Escolástica, em 1809. Interessa-nos particularmente a análise da ação governamental do 8° arcebispo da Bahia, D. José Botelho de Matos, e de que modo sua ação no governo civil pode ter sido marcada pela sua procedência reli- giosa. Também se pretende observar como Botelho de Matos atua concomitantemente como arcebispo da Bahia e membro da junta interina durante o período em que esteve neste cargo. Além do Arcebispo, essa junta interina foi composta pelo chanceler da Relação Manoel Antônio Sottomayor e o coronel Lourenço Mon- teiro. A documentação utilizada para essa investigação são as correspondências trocadas entre os governan- tes interinos, o Conselho Ultramarino e o rei D. José I. Através delas, percebemos as situações que os gover- nantes enfrentaram; a conjuntura social baiana neste período e as diretrizes reais para resolução de proble- mas. Essa documentação está presente no Arquivo Histórico Ultramarino disponível através Projeto Resgate. Arte sacra e o estudo da História da América na Bahia Lina Maria Brandão de Aras A arte sacra peruana está representada no acervo do Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia através de sete (7) pinturas. As pinturas foram datadas como produzidas no século XVIII e seu estilo identifi- cado como procedente da Escola Cusquenha, referenciada na ficha técnica produzida pelo referido Museu, onde encontra-se uma leitura detalhada da iconograña e dos elementos que as aproximam do estilo perua- no. Esse elemento já evidencia a especificidade da coleção dentro do acervo do referido Museu, em sua maioria, formado pela arte sacra produzida dentro do Império português e, após a independência, no Brasil. A presente comunicação objetiva discutir uso dessas obras inseridas nesse acervo para o estudo da História da América na Bahia. O estudo de uma coleção abre espaço para uma série de interrogações que contribuem para a compreensão das políticas culturais e interesses na composição de um acervo como o do MAS, bem como a possibilidade de estudo da História da América a partir dos acervos e fontes localizadas na Bahia. "Porque onde as distancias são grandes os pobres todos, e os sacerdotes poucos" Antonildo Santos de Magalhães Procuramos entender como a incorporação dos colonos ao foco missionário irá interferir na relação entre os missionários e o clero diocesano. Afinal, a atuação dos inacianos ocorre sob a jurisdição da diocese, eles estavam submetidos ao arbítrio do bispo, mas há indícios de que, em algumas situações, ocorriam inversões nas relações de poder entre os inacianos e os diocesanos. A ordem jesuíta tornou-se forte diante de um clero secular ainda não totalmente organizado na colônia. Melo e Souza afirma que o "Brasil colônia teria nos jesuítas os primeiros organizadores do seu catolicismo" (MELO E SOUSA, 2009: 118). Entendemos que essa postura da Companhia em assumir a responsabilidade pastoral nos espaços em que era visível a deficiência da diocese resultou dos princípios que nortearam a formação daquela instituição. As missões itinerantes pelo interior da colônia, em certa medida, possuem grande influência das missões populares empreendidas pelas ordens mendicantes na Europa no final da Idade Média. A ordem jesuíta foi desenvolvida num contexto da renovação de parte da Igreja. Desta forma, ainda que, em terras brasílicas, as missões também estivessem inseridas no projeto de disciplinamento social e Confessional, na sua gênese havia um forte sentimento de caridade e piedade cristãs. 15
  15. 15. 'Vll É^coniro Estáduál oe lisiro-riá- Diálogos do diyorio . frivPLrlH - BIA ló ST 002. Acervos e Fontes para a História da Bahia lT7wWWã7 77,*ññT= “7uÍW77 Coordenação: Profi Dr” Liná Moriá Brándáo de Aros (UFBA) e Prof; Dr” Celeste Mário Pacheco de Andráde (UNEB) presente proposta de Simpósio Temático objetiva reunir pesquisadores (as) para discutir 5,. diferentes tipos de fontes sobre a História da Bahia. Após a realização de outros ST Fontes para a @História da Bahia e com boa repercussão, propomos ampliar e atualizar as discussões sobre docu- mento. Le Goft (1996) ao discutir os conceitos de documento e de monumento, também ampliou a concep- ção de fontes para a História, possibilitando a aproximação dessa área de conhecimento com outras ciências humanas, ciências sociais e outras áreas. Além disso, é importante destacar mudanças que implicaram na compreensão do conceito de fonte histórica tanto numa perspectiva geral, quanto considerando abordagens metodológicas para o trato com os diversos tipos de fontes, sejam elas manuscritas, impressas, iconográfi- cas, cartográficas, literárias, orais, entre outras. No ofício do pesquisador em História as fontes se constitu- em em sua matéria prima e é através dela que nos aproximamos da realidade social, em uma tipologia varia- da, aspecto que nos interessa nesse momento, diante da quantidade e diversidade de documentos que podem ser pesquisados. Saímos dos documentos preconizados pelos positivistas no século XIX, passamos pelas diversas gerações da Escola francesa e inglesa e temos um leque variado de fontes sendo utilizados pelos pesquisadores da História (BURKE, 1991). A elas são formuladas perguntas e submetidas a um exaus- tivo inquérito, pois interessa desde o tipo de material utilizado para registro, como também as informações acessórias, como a fonna de identificação e localização. Somado a isso, o pesquisador enfrenta o desafio de trabalhar com fontes inéditas em seu uso e em sua tipologia na História, desafio que pode ser encontrado no trato dado às fontes menos usuais como a canção e a cidade como fonte da história (CHILDE, 1964). A Histó- ria Oral, diante de estudos significativos sobre o seu uso, a exemplo da forma de coleta de informações, continua estimulando novas discussões em diferentes vertentes. Ao discutir o uso das fontes, sua tipologia e metodologias voltadas para as condições em que se encontram os acervos documentais em instituições públicas e privadas no Brasil abre-se um espaço de propostas e encaminhamentos para a valorização dos acervos e instituições culturais. Com isso, a preocupação do presente Simpósio Temático reside na convicção de que ao expor o modo como cada pesquisador realiza sua pesquisa, o tipo de instrumento para registro do material coletado e, especialmente, as formas de disponibilização. Breve história da comédia no cinema: gêneros, cinematografias e principais artistas Jairo Carvalho do Nascimento A comédia é um dos géneros mais tradicionais do cinema, presente em todas as cinematografias nacionais. Surge concomitante a origem do cinema. Revelou dezenas de grandes artistas ao longo da história do cine- ma, como Charles Chaplin (norte-americano), Lando Buzzanca (italiano) e Oscarito (brasileiro). Parece ser um gênero mais valorizado pelo público do que pela crítica. Neste artigo, fundamentado na análise de algu- mas fontes, tais como livros, artigos e filmes, traçaremos um breve passeio pela história da comédia a partir dos seguintes pontos: discussão sobre o gênero e comédia no cinema (natureza); apresentação de alguns países e suas respectivas tradições na comédia, como a comédia de Hollywood, a comédia italiana e a comé- dia brasileira, a chanchada e a pornochanchada (tipos e modelos); e encerraremos com uma breve apresen- tação do atual momento da comédia brasileira. História e cinema: as representações do sertão e cangaço no filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol» Michele Soares Santos Este estudo é resultado do subprojeto de Iniciação Científica O sertão e seus personagens: as representa- ções do cangaceirismo, messianismo e do sertanejo na literatura, cujo mérito consiste na análise do ñlme
  16. 16. Vll Encontro Esláduál de Hisloriá- Diálogos do Historia ANPUH - BA Deus e o diabo na terra do sol (1964) de Glauber Rocha, procurando identificar possíveis estereótipos nas representações sobre o cangaço e sertão nesta produção fílmica, partindo das contribuições de Roger Chartier sobre o conceito de representação. Esta pesquisa ressalta a relevância da relação entre cinema e história, enfatizando o filme como fonte de pesquisa nos estudos da produção cultural e intelectual da década de 1960, ressaltando-o como importante instrumento representativo, difusor de ideologias políticas e culturais, impregnado de discursos de uma determinada classe e contexto, essa discussão é possível graças à escola dos Annales, a partir desta o termo documento ampliou-se, um leque de possibilidades de sujeitos e fontes foi inserido, juntamente com novas preocupações em estabelecer um método de análise especifico para cada tipo de documento. Sendo assim, pensando a construção metodológica desse trabalho foi delimitado duas etapas, a primeira consiste na revisão bibliográfica sobre o cinema como fonte e sua relação com a história, partindo das contribuições de Marc Ferro, Letícia Schneider Ferreira, Marco Napolitano e Cristiane Nova, autores que trouxeram reflexões acerca do filme como testemunho do passado. O segundo momento consiste na análise do filme Deus e o diabo na terra do sol, procurando discutir as representações atribuídas aos sertanejos, o movimento do cangaço e ao nordeste pela então produção fílmica do cineasta baiano Glauber Rocha. Iconografia da solidão: revisitando Raimunda Porcina Silmária Souza Brandão O trabalho de pesquisa onde elegi como objeto principal as mulheres, me oportunizou o manuseio e o estudo de diversas fontes. De início numa pesquisa ainda incipiente optei por trabalhar com almanaques em circula- ção entre os séculos XIX e primeiras décadas do século XX. Nesta fase, me ocupe¡ da catalogação de diversas mulheres comerciantes em Salvador no período já referido e, de posse do material obtido fui a busca dos inventários e testamentos existentes no Arquivo Público da Bahia. De maneira complementar, mas não menos importante aos jomais existentes na Biblioteca Pública dos Barris. Por fim, rendi-me a uma outra fonte inusitada até aquele momento que foi a literatura de José de Alencar e Machado de Assis. Nessa longa busca tive a chance de encontrar Raimunda Porcina, ainda na primeira fase da pesquisa. Como tantas outras mulheres, chegou a mim como mais uma comerciante, faceta aparentemente mais visível da sua figura. Uma imersão no universo desta mulher me fez descobrir um pouquinho mais do que consta oficialmente sobre ela. Uma mulher que em seu testamento se declarou solteira, sem filhos e sem parentes próximos, mas que viveu cercada de escravos a quem Iegou seus bens, ao que consta numa vida solitária, distante de laços fami- liares, mas que se impôs na sociedade local. Em razão dos prazos para conclusão da pesquisa, prossegui adiante, mas mantive sempre a lembrança da misteriosa figura que tanto impacto causara no universo estu- dado. Assim, procurando obter o melhor proveito da generosidade das fontes, volto a revisitá-Ia. Especifica- mente para focar na única imagem que obtive dessa personagem, e proceder ao estudo iconográñco do retrato existente na Santa Casa de Misericórdia da Bahia, agora a par de novas considerações em torno da vida das mulheres no século XIX, seus trabalhos, alegrias e dissabores, objetivando, recontar a sua história, em razão da sua intrigante trajetória que assim se constitui no objeto dessa comunicação. O Cinema enquanto fonte para a História: estreita ndo laços, breve discussão historiográfica Edite Nascimento Lopes Uma narrativa fílmica deve ser considerada como excelente possibilidade para o entendimento da história. É um documento histórico por excelência, uma vez que possui as marcas da sociedade que o fez. É também, antes de tudo, uma linguagem diferente do texto escrito, dotada de lógica e sentidos que lhe conferem iden- tidade e coerência. Sob o advento da Nova História há considerável aumento no número de estudos envol- vendo o Cinema como fonte. Este movimento também é o responsável pelo alargamento do conceito de fon- te, objeto e documento entre os historiadores. É neste contexto que as discussões envolvendo o cinema como possibilidade de representação, e, por conseguinte, elemento que permita apreender o "real", emer- gem entre os historiadores. Acrescente-se a esta questão a grande revolução epistemológica promovida pelos historiadores do continente africano, que no afã de dotar de legitimidade e rigor científico a História da África, incorporou diferentes fontes e métodos ao trabalho do historiador. Tudo se toma fonte e objeto! Assim sendo, este trabalho só se torna possível mediante as reflexões trazidas à tona com a História Nova, 17
  17. 17. Vll Énconlro Estadual de Hislorio- Dic ogos do His-one . I. l;3í_lH ~ BA Iô mas nem o Cinema, ou os filmes devem ser entendidos como narrativas destituídas de problemas. A exemplo do que ocorre com os documentos escritos, há que se analisar as formas como são feitos os ñlmes, seus roteiros e argumentos, bem como os contextos em que foram produzidos. A imagem não deve ser vista como sinônimo da verdade absoluta, pois, tudo o que existe em um filme é resultado de montagem, ou seja, escolhas, cortes e recortes. Desta forma, este trabalho compartilha da ideia de que a História e o Cinema se constituem em um campo já consolidado, com importantes reflexões para o conhecimento histórico, como também para o Cinema propriamente dito. Memorial escolar: construção de espaço de identidade, história de vida e direitos humanos Mônica Sepúlveda Fonseca A escola deve ser o ponto de partida para as experiências que construirão futuros cidadãos. Ali são forjadas experiências que produzirão ações individuais e coletivas no sentido de materializar sua cultura e aumentar seu conhecimento de mundo e científico. Prossegue com sua função formadora e para isto cria registros signiñcativos de memória, através de relatos, de trabalhos escolares e de outros documentos ali gerados, que irão compor o que chamamos de memorial escolar. Esta comunicação é fruto do trabalho de organização de memorial escolar, quando atuei como supervisora na área de história, no Colégio Estadual Monsenhor Manoel Barbosa, enquanto participante do Programa Brasileiro de Iniciação à Docência-PIBID da Universi- dade Federal da Bahia. O projeto matricial do PIBID-História é focado no Programa Nacional de Direitos Humanos-PNDH 3. Á luz deste referencial teórico organizou-se o memorial escolar, que é composto de três capítulos: A história do colégio, a biografia do Monsenhor Manoel Barbosa que dá nome a escola, e a história da formação do bairro da Boca do Rio. Buscou-se através da construção do memorial escolar e da pesquisa sobre a história do bairro, refletir sobre a importância da construção da memória escolar e local como forma- dor de cidadania. Memórias do trabalho: acervo e documentos da experiência operária no sul da Bahia (sec. XX) a partir da Sociedade Montepio dos Artistas de Itabuna Cristina Jesus dos Santos A Sociedade Montepio dos Artistas de Itabuna é uma instituição associativa de caráter mutualista fundada em 1° de novembro de 1919 sobrevivendo até os dias atuais. Desde sua formação é composta por trabalha- dores de diversas categorias como sapateiros, alfaiates, ourives, e carpinas, cujos ofícios tinham caráter de artesanato em função dos métodos e da estética utilizada por aqueles que dominavam as práticas laborais. A agremiação estava organizada de forma que lhes permitiam criar mecanismo de sobrevivência e melhores condições de trabalho, lazer e educação, já que nesse contexto as altemativas eram escassas. Graças a isso, os trabalhadores aIi agremiados conseguiram, por exemplo, abrir uma escola para alfabetizar os ñlhos e filhas dos associados, montar uma filarmônica que servia de espaço de recreação aos trabalhadores associa- dos, e montar uma caixa de previdência. Ao longo destas décadas de sobrevivência a sociedade conseguiu reunir um rico acervo e com variados tipos de documentação, contendo atas de assembleia e de diretoria, correspondências, balancetes financeiros, fotografias, dentre outros documentos pessoais que dão conta, não só da história da instituição, mas também da história política, cultural e econômica dos trabalhadores no sul da Bahia, possibilitando perceber alguns aspectos da vida dos trabalhadores nas várias fases da Repúbli- ca. O objetivo principal desta comunicação é apresentar as possibilidades de pesquisa sobre história do tra- balho no sul da Bahia a partir da investigação do acervo nos arquivos da Sociedade Montepio dos Artistas de Itabuna e seus diversos tipos de documentos. Negar o fato, libertar a(s) história(s): a literatura como interpretação da História Ana Claudia Pacheco de Andrade O presente artigo aborda a Literatura como possibilidade de interpretação das fontes que contam a história do Brasil, em especial a História do Recôncavo baiano. Para tal investida, tomamos como corpus o romance do escritor João Ubaldo Ribeiro "Viva o Povo Brasileiro", publicado no ano de 1984. Reconhecido como um dos escritores mais expressivos da literatura brasileira, João Ubaldo Ribeiro demonstra riqueza narrativa ao revelar um acervo inesgotável sobre a vida cultural brasileira em seus romances, o que permite repensar a construção social, cultural e política do país. A narrativa tem como ambiente central a Ilha de Itaparica,
  18. 18. *um [ncovro Esloduo! de Hlslorlo- CI-'olcigos cc: HlslÓllO »ANPUH - BA Bahia, espaço privilegiado para o registro de vários episódios consagrados pela história oñcial, à semelhança do discurso historiográñco brasileiro. A obra faz referências a etapas da história do país desde a catequese indígena, ampliando para fatos como a invasão dos holandeses, a indepepdência da Bahia até o golpe militar de 1964, em um percurso de mais de três séculos de história. Na narrativa, a oralidade assume o papel de valorização de personagens populares, a exemplo de Dadin ha que representa a acumulação de conhecimen- tos através do testemunho de acontecimentos e, portanto, a memória do povo na perspectiva dos escravos; Nego Leléu, personagem que vê no trabalho aliado à esperteza, as únicas possibilidades para o negro pros- perar; Cego Faustino contesta o documento escrito como registro verdadeiro dos acontecimentos, visto que tais registros no seu entender, revelam os interesses de quem os escreve, podendo omitir determinados assuntos; e Maria da Fé, cujo pensamento e ações revolucionárias, representam as lutas empreendidas pelo povo brasileiro em busca de sua identidade. Na narrativa, esses personagens expressam através da oralida- de, suas histórias e a história brasileira. É essa oralidade que o escritor transforma em fonte da história do povo, ao mesmo tempo em que adverte para a importância do povo como protagonista da sua própria histó- ria enfatizando a diferença entre história oral e o documento escrito. Isto posto, nossa intenção é, a partir da narrativa ubaldiana, focada na região do Recôncavo baiano como palco de eventos inscritos na História, exa- minar como literatura e História encontram-se imbrincadas, tematizando questões de uma mesma realida- de. Nessa perspectiva, elegemos a Literatura como interlocutora da História, a fim de interpeIá-Ia sobre a história dos excluídos, que se contrapõe à constmção historiográfica oficial dos vencedores. Acreditamos que essa proposta poderá contribuir para novas discussões voltadas para a representação de um passado, o qual pode ser interpretado a partir de outros discursos, neste caso, o discurso presente na narrativa literária. Tecnologia como auxílio da Memória, da História Maria Antonia Lima Gomes O estudo trabalha o desenvolvimento de uma proposta de modelagem 3D para a cidade do Salvador Bahia - Brasil, na época de sua fundação. A ideia foi desenvolvida a partir do problema da inexistência de uma simu- lação na perspectiva dialógica, e, também que fosse construída através uma abordagem dialética para a produção e uso de museus virtuais. A modelagem computacional 3D da cidade do Salvador foi desenvolvida para o período de sua fundação entre 1549 a 1551. O estudo se inicia metodologicamente desenvolvendo a discussão que fundamenta o sócio-construtivismo como base para a modelagem da interatividade e do design pedagógico do modelo computacional. Assim, autores como Vigotsky e Bakhtin são os parâmetros desta pesquisa, principalmente. Em seguida, apresenta os elementos da pesquisa e a revisão em história sobre a cidade e as questões relativas à sua fundação no século XVI. Deste modo, é por meio da abordagem sócio-construtivista e do "Pensar Histórico" que se opta pelas estratégias de apresentação da simulação do ambiente da cidade e de seus habitantes em meados do século XVI, bem como se criam princípios de diálogo e de interatividade entre sujeitos do século XVI e do século X)(I. Neste contexto, esta experiência fez solidifi- car bases desafiadoras e mais abrangentes no sentindo de construir uma proposta de museu virtual que pudesse viabilizar um processo dialógico educacional que atenda à demanda por pluriculturalidade, hoje tão presente na Bahia. Neste propósito, é desenvolvida também para que a práxis do e no individuo seja uma aprendizagem em processo contínuo, não quebrando com a sua tradição local, ou seja, a sua experiência de vida, e sim que fosse um suporte de Tecnologia de Informação e Comunicação que engendrasse a pratica viva, significativa na e para as experiências do/ no homem. Neste contexto, iniciamos nova pesquisa desta vez voltada a produção da experiência de Museu ñrtual sócio construtivista sobre o antigo Teatro São João da Bahia, marco e reflexo da história da dinâmica das relações sociais na cidade do Salvador, e que iniciou suas operações em 1810, na Salvador senhorial e patrimonialista, e teve seu fim em um incêndio, até hoje não muito bem explicado, ocorrido em 1922 e foi demolido definitivamente na gestão do então Governador J. J. Seabra em 1923. Assim, esta primeira experiência fez amadurecer outros desafios dialógicos capazes de elaborar problemas mais abrangentes para uma nova proposta de museu virtual. A partir deste contexto, estamos construindo uma simulação de um teatro, ou seja, uma proposta educacional digital de Museu Vir- tual sobre a presença do antigo Teatro São João (século XIX e XX), em meio à pluriculturalidade sócio históri- ca da cidade do Salvador e suas relações dialógicas com a contemporaneidade. 19
  19. 19. '“~. l'| l Enconlro Esnduol G2 HVSlIÔiVÍO* Diologos do ~lls°orio AlxlPUl- - BA 20 "Mulheres Náufragas, Brasileiras Guerreiras" - A transformação das Identidades de gênero no Brasil após os torpedeamentos navais (1942-1943) Luiz Antonio Pinto Cruz De que maneira a guerra submarina na costa de Sergipe ajudou a transformar as identidades de gênero den- tro da sociedade brasileira no tempo do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial? Como a experiência dra- mática das mulheres que sobreviveram aos torpedeamentos navais foram apropriadas e enaltecidas pela imprensa da época? Como as suas histórias ajudaram a flexibilizar as fronteiras de gênero? Enfim, de que fomia o habitual mundo masculinizado da guerra marítima pode ser repensado a partir da política de gêne- ro? Estas questões Iastrearam a presente investigação em História Social e avançaram graças às contribui- ções teóricas dos pesquisadores franceses Luc Capdevila, Caroline Eliacheff e Daniel Soulez Lavirére. As víti- mas da guerra submarina produziram cada qual um acontecimento, onde quer que elas cheguem, mas as autoridades varguistas não exploraram apenas a condição de vitimas, mas, especialmente, a imagem de resistência delas. Cartazes, jomais, programas radiofônicos e revistas produzidas pelo Departamento de Imprensa e Propaganda criaram uma midiatização da tragédia naval e enalteceram as mulheres náufragas, vislumbradas agora na condição de "brasileiras guerreiras" ou "simbolos de resistência feminina" na luta contra os submarinos alemães nas águas atlânticas da América do Sul. Assim, o mundo masculinizado das Marinhas (Mercantes e de Guerra) foi repensado por um discurso cívico-nacionalista desenvolvido pelo governo varguista após os famigerados torpedeamentos navais de 1942, que despertou a compaixão coleti- va, estimulou o recrutamento de voluntários, enfim, alimentou o esforço de guerra dos brasileiros contra o nazifascismo. Em suma, entender "a história dos torpedeamentos" a partir do olhar das vítimas ou dos dife- rentes grupos sociopoliticos revelou uma temática difícil, pois ela tem sempre uma forte carga de subjetivi- dade. A Penitenciária Modelo: cotidiano de homens e mulheres em Aracaju / SE (1940- 1960) Mariana Emanuelle Barreto de Gois O trabalho propõe analisar o cotidiano de homens e mulheres na Penitenciária Modelo de Aracaju (1940- 1960), através dos livros de parte diária da prisão e dos relatos de vida pregressa e carcerária que estão registrados nos Laudos do Gabinete de Biologia Criminal do Estado de Sergipe. Citamos como exemplo, a história de Demeter que trabalhou nas oficinas, em serviços de madeira, na confecção de brinquedos, matri- culou-se na escola de educação moral e cívica, trabalhou na cozinha do presídio. E no ano de 1957, casou-se no religioso, com a irmã de um sentenciado, em cerimônia religiosa no Presídio. Foi também penalizado por encontra-se jogando e dançando "xangô" nos cubículos da Penitenciária Modelo. O corpus documental encontra-se digitalizado e nos leva a reconstituição de memórias dos indivíduos no Reformatório Penal. Dian- te da riqueza das fontes é necessário olhar pelo buraco da fechadura deste ambiente de "intrigas e desor- dens", pois até o presente momento, historiadores não despertaram para as fontes dos "cubículos" da Peni- tenciária Modelo, objetivando produzir histórias inéditas para a historiografia sergipana e consequentemen- te para a História das Prisões no Brasil. A prosopografia como método de estudo das elites Simone Ramos Marinho O método prosopográfico tem sido o enfoque privilegiado para o estudo das elites. Também conhecida por biografia modal ou biografias coletivas, constitui-se num método de "investigação das características comuns de um grupo de atores na história por meio de um estudo coletivo de suas vidas" (STONE, 2011: 115). Este método permite elaborar perfis sociais dando destaque às qualidades que nos interessam enquanto grupo. Particularmente, utilizaremos a prosopografia para estudar os membros do Club Rio Con- tense, associação de caráter elitista, fundada no municipio de Rio de Contas (BA), em 14 de janeiro de 1902. O objetivo é traçar um perfil sociológico dos sócios-fundadores para compreender, a priori, a dinâmica inicial desta associação. Pretende-se, desta forma, construir o perfil dessa elite rio-contense nos âmbitos social, econômico, político e intelectual. Elite, aqui, entendida, como uma minoria que dispõe "numa determinada sociedade e num dado momento, de prestígio, de privilégios resultantes de qualidades naturais, valorizadas socialmente (. .. a raça, o sangue, etc. ) ou de qualidade adquiridas (cultura, méritos, aptidões, etc. )"
  20. 20. Vll Encontro Esloduol de Hislorio- Diologos do Historic ANPUH - BA (BUSINO, s/ d, p. 6). O método prosopográfico mostra-se viável na medida em que através dele é possível relacionar estes indivíduos entre os diferentes grupos que frequentemente se encontraram em ação, ou seja, confrontá-los diante de outros espaços de sociabilidade em Rio de Contas. Além disso, a prosopografia oferece a possibilidade de explorar uma situação de relativa escassez de dados, fato que ocasionalmente, nos deparamos no decorrer da pesquisa. Neste sentido, serão discutidas as inúmeras posibilidades de fon- tes que podem ser utilizadas para reconstituir os perfis sociológicos deste grupo. A vida cara nas páginas do jornal: A Tarde no estudo da carestia em Salvador Luana Moura Quadros A carestia de gêneros alimentícios em Salvador nos anos 1930 foi tema amplamente discutido na imprensa. A crise de abastecimento e as constantes elevações de preços eram objetos de noticiários e editoriais que não só questionavam as razões para tais altas, como também formulavam opiniões e evidenciavam o interior da vida social. Numa relação entre saber e poder, a produção intelectual do jornal ressaltava como as cama- das populares se viam escorchadas diante das elevações dos preços dos alimentos, mas também insinuava os posicionamentos do grupo politico do qual era aliado. Esta pesquisa em História Social busca demonstrar as possibilidades que o jornal, enquanto fonte, oferece para o estudo da carestia. Para isto, analisa-se a atua- ção do A Tarde, órgão representativo de segmentos da classe dominante em Salvador e que, à época, era porta-voz da oposição ao govemo de Getúlio Vargas. Em virtude disto, criticava-o e lhe impunha a responsa- bilidade pelas sucessivas altas de preços dos alimentos. Nos anos iniciais do Estado Novo, por conta da cen- sura posta à imprensa ainda na Constituição de 1937 e, depois pelo Departamento de Imprensa e Propagan- da (DIP) criado em 1939, notícias e editoriais do A Tarde mudaram o alvo. Suas críticas passaram às práticas dos comerciantes, mas não tardaram a voltá-Ias para o govemo, colocando-se em resistência, ainda que de forma velada. Metodologicamente, perscrutam-se as alianças políticas estabelecidas por seu proprietário Simões Filho, a forma com que as notícias sobre a carestia de gêneros alimentícios foram dispostas (sua loca- lização, extensão da matéria, uso de imagens) e a quem se destinava. Logo, perceber as possibilidades do jornal enquanto fonte está em analisá-lo como uma prática social cotidiana, onde não se buscam verdades sobre a carestia, mas projetos, visões de mundo e prática política que engendram as formas de pensar e de formular a opinião pública sobre o assunto. A vida política e imprensa em Vitória da Conquista: 1930-1962 Belarmino de Jesus Souza A produção historiográfica acerca da vida política em Vitória 'da Conquista tem sido objeto de já considerável produção acadêmica, todavia as abordagens realizadas até o momento se voltaram para temas relacionados ao século XIX, Primeira República (1889-1930) e o periodo posterior a 1962. Existe uma lacuna a ser preen- chida entre 1930, com a revolução, marcada na então Conquista pelo afastamento do intendente Otávio Santos e 1962, ano da primeira eleição de José Fernandes Pedral Sampaio para o comando da Prefeitura Municipal. Faz-se necessário investigar a vida política da cidade, analisando aspectos relativos às disputas em torno das instâncias do poder municipal e a ação de setores organizados da sociedade civil e para tanto, se faz imprescindível um criterioso leva ntamento das fontes, reunindo as informações necessárias para dis- ponibilizar por meio impresso ou digital para futuros trabalhos. É exatamente esta a pretensão da comunica- ção proposta. 0 papel da imprensa sobre transporte ferroviário em São Félix José Alberto Nascimento de Jesus O presente artigo é fruto da pesquisa sobre os trabalhadores da Ferrovia Federal Leste Brasileiro, que atuaram na cidade de São Félix, em meados do século XX. Dessa investigação foi possível encontrar alguma documentação impressa, com discursos alusivos ao transporte férreo na cidade. Por meio da documentação foi possivel levantar a seguinte questão: como a imprensa local se posicionava sobre a questão do transporte na cidade? Entretanto, anali- sando o contexto da política econômica nacional, nas décadas de 1940 e 1950, verifica-se que houve um maior incentivo do governo federal voltado para a indústria automobilística, em detrimento aos tradicionais meios de transporte - trem, barco -, resultando na construção de rodovias por todo o país. Diante desse dado, houve a 21
  21. 21. Vll Énconlro Esloduol de Hislório- Dioíogos do Historic ANPUH - BA 22 0 papel da imprensa sobre transporte ferroviário em São Félix José Alberto Nascimento de Jesus O presente artigo é fruto da pesquisa sobre os trabalhadores da Ferrovia Federal Leste Brasileiro, que atua- ram na cidade de São Félix, em meados do século XX. Dessa investigação foi possível encontrar alguma docu- mentação impressa, com discursos alusivos ao transporte férreo na cidade. Por meio da documentação foi possível levantar a seguinte questão: como a imprensa local se posicionava sobre a questão do transporte na cidade? Entretanto, analisando o contexto da politica econômica nacional, nas décadas de 1940 e 1950, veri- fica-se que houve um maior incentivo do governo federal voltado para a indústria automobilística, em detri- mento aos tradicionais meios de transporte - trem, barco -, resultando na construção de rodovias por todo o país. Diante desse dado, houve a necessidade de buscar resposta para a seguinte questão: como as decisões nos rumos da política econômica do governo federal influenciaram no panorama da economia local? Assim, a problematização dos textos no Jornal Correio de São Félix, emergiram como oportuno, uma vez que em seus conteúdos havia uma variada gama de críticas e denúncias frente à suposta negligência e descaso da direto- ria quanto ao processo de sucateamento da Empresa Férrea. Identificar, no referido periódico, de que mane- ira o recorrente discurso de crítica ao transporte férreo consolidou-se na estratégia de autopromoção política do ed itor-chefe frente à opinião pública local. Uso de ferramentas da intemet na pesquisa histórica Moises Amado Frutuoso O objetivo da presente comunicação é ressaltar as possibilidades que os avanços tecnológicos e o alcance da internet trouxeram para a pesquisa histórica a partir da primeira década do século XXI. A digitalização de diversas massas documentais, como livros, jornais e revistas, permitiu ao historiador a consulta aos diversos acervos que podem ser consultados de qualquer parte do mundo. Hemerotecas digitais e edições fac-sí mile de obras raras de difícil localização estão disponíveis em sites de instituições públicas e privadas, possibilitan- do maior alcance para o método de ligação nominativa de fontes em mecanismos de busca como o Google Books Search ou o Google Scholar. Além de abordar como o aumento na capacidade de armazenamento de dados e de sua velocidade de transmissão e recepção de informações contribuiu para a ampliação destes acervos, discutiremos também os limites destas ferramentas nas atividades desenvolvidas pelo historiador em suas pesquisas. Igreja latino-america na do século XX: Vaticano e os trabalhos missionários Gisele Oliveira de Lima O presente trabalho busca retratar o processo de desenvolvimento da Teologia da Libertação na América Latina. Sendo que o enfoque se dá nas políticas e relações do Vaticano com o continente, e também procura fazer uma análise sobre a contribuição e/ ou influência do tra balho missionário na formação desta nova teolo- gia. Não deixando de enfatizar a combinação das transformações internas da Igreja, com as externas, que tianscorriam politicamente, socialmente e culturalmente nos países latino-americanos. Recordações Históricas: a influência do tempo presente na escrita do historiador baiano Braz do Amaral l_ina Ravena Souza Santos O objetivo desta comunicação é analisar a obra Recordações Históricas do historiador baiano Braz do Amaral afim de perceber a homogeneidade nos fundamentos do seu discurso mesmo em uma obra composta por textos tão plurais. Publicada pela primeira vez em 1921, a obra Recordações Históricas consiste em uma com- pilação de 42 textos escritos pelo professor, médico e político Braz Hermenegildo no Amaral. Por um lado, não se tratando de uma obra que se balize pela abordagem de um único e exclusivo tema, possibilita uma análise mais ampla do discurso do autor. Por outro lado, permite observar como a inserção do autor no seu próprio tempo, no caso a Bahia da Primeira República, finda por estabelecer uma homogeneidade na sua linha de pensamento, ainda que o autor transite que vão da "Fundação da Bahia" à "Inconfidência Mineira", passando pelo "protetorado de Cromwell", "O respeito a liberdade feminia", "A campanha pelo analfabetis- mo", dentre outros.
  22. 22. Vll Encontro Eslcducl de Hislcric- Diclogos dc Historic ANPUH - BA Acerca do poder ¡nquisitorial na Bahia - documentação para a história colonial Grayce Mayre Bonfim Souza Por solicitação do rei D. João III, em 1536 o papa Paulo III emitiu a bula cum ad nahil magis oficializando o estabelecimento da Inquisição Portuguesa. O argumento de concentração de "gente da nação" e o cresci- mento de práticas judaicas na colônia foram as justificativas para o início efetivo da ação do Santo Ofício no Brasil, embora desde muito antes pessoas vistas como hereges já tivessem sido encaminhadas pelo bispado para os cárceres de Lisboa. Na Bahia duas foram as visitações: a primeira de 1591 e 1593 sob a responsabili- dade do licenciado Heitor Furtado de Mendonça, enviado pelo arquiduque da Áustria (também governador e Inquisidor-Geral em Portugal); e a segunda, ainda no período da União Ibérica, tendo por visitador Marcos Teixeira e durou de 1618 a 1620. Fora estes períodos, a ação do Tribunal se fazia presente por meio de uma forte rede de oficiais (sobretudo Comissários e Familiares) encarregados de assegurar o controle na colônia de questões no tocante a fé e moral católica. Os documentos - processos de habilitações, Cartas entre Comissários e inquisidores, Cademos do Promotor, Cadernos do Nefando, etc. - deixados ao longo de três séculos de atuação da Inquisição são fontes de grande relevância para pesquisadores que se debruçam sobre a América Portuguesa. Os registros referentes ao Brasil não se restringem apenas às práticas e ideias de uma coletividade, mas também às particularidades e individualidades dos que viveram no período coloni- al; temos por meio destas fontes a possibilidade de perceber a história social em suas múltiplas dimensões: mentalidade, cotidiano, religiosidade manifesta. .. Assim, nas últimas décadas pesquisadores do Período Colonial estão se voltando com maior frequência para a documentação referente ao Santo Oñcio. As dificuldades para a pesquisa histórica na Bahia: dois casos distintos Joandina Maria de Carvalho Nas últimas décadas, de fato, a aproximação da história com outras ciências humanas e sociais ampliaram a concepção de fontes para a pesquisa. No final da década de 1990, quando da minha especialização em Histó- ria do Brasil pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, tive oportunidade de desenvolver o trabalho Poder e Parentela em Condeúba: uma forma de mandonismo. Para realização dessa pesquisa foram funda- mentais as fontes iconográñcas, orais e impressas. Por não haver um arquivo municipal a documentação se encontrava dispersa e sem o devido cuidado. Recentemente, muitos documentos desapareceram. Entre 2005 e 2006, vivenciei outra experiência. Por ocasião do mestrado, quando desenvolvi o estudo Um oposici- onista na política baiana: a trajetória de Paulo Jackson Vilasboas, deparei-me com ampla documentação, que foi deslocada do gabinete do deputado na Assembleia Legislativa para um pequeno espaço no Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto da Bahia - SINDAE, documentação essa que está passando por um processo de organização. Diante de tudo isso, estamos diante de uma importante questão: Como os historia- dores podem colaborar com a organização e preservação de acervos, de maneira que outros pesquisadores possam ter acesso aos documentos? Canudos na obra de Tripoli Galdenzi Udineia Braga Braga A História de Canudos ainda hoje desperta a atenção de historiadores, pesquisadores e cientistas de diversas áreas, dado a dimensão e a complexidade daquele arraial messiânico, que se estabeleceu no semi-árido baia- no no final do século XIX. Canudos se constitui motivo de pesquisas e de publicações acadêmicas. Neste sentido a obra deTripoli Gaudenzi é de grande valor, pois apesar de seu quase anonimato entre os estudos acadêmicos, tanto de História quanto de Belas Artes, este rompe com o tradicional, rompe com os muros da academia e se lança em um projeto que leva para além dos limites da História do Brasil com sua obra de arte, como fonte histórica a trajetória do povo sertanejo, "pobre", "faminto" que formam massacrados até o seu esgotamento total. 23
  23. 23. 't/ 'll Éocontro [stccucl de Historic- Dio ogos dc Hisroric AliPLJH - BA. 24 Cartas para Portugal: fontes para a história da Bahia entre os anos de 1821 - 1824 Danielle Machado Cavalcante Iniciada na década de 1980, a publicação e coletâneas de cartas, vêm crescendo como "fenômeno editorial", proporcionando uma nova perspectiva historiográfica, um florescimento da narrativa, à revalorização do indivíduo e da vida privada. Diante disso, os escritos autobiográficos e, conseqüentemente, a palavra consti- tuem um meio privilegiado de acesso a atitudes e representações do sujeito, abrindo um leque de possibili- dades para o historiador. Segundo Teresa Malatian, as cartas constituem um gênero cultivado desde a Anti- guidade como subsídio literário e como fontes de informações para os estudos biográficos. O hábito da cor- respondência tornou-se mais difundido, alcançando diversas camadas sociais e constituiu-se uma prática cultural muito apreciada tanto na Europa como na América. Nesse contexto epistolar, encontram-se as cor- respondências da Família Pinto da França, conhecidas como: As Cartas Baianas, 1821-1824: Subsídios para o estudo dos problemas da opção na Independência brasileira. Organizadas em forma de coletânea e com- posta por 51 missivas, nessas cartas estão presentes as dúvidas, saudades, incertezas, lucidez, medos, sofri- mento e a escolha entre o Brasil e Portugal, por parte dos membros dessa família. Ao recolher e compilar essa gama de documentos na conturbada fase de transição entre o período colonial e inicio da independên- cia, o escritor português Antônio D'Oliveira Pinto da França, apresentou-nos grande contribuição para os estudiosos da história social e cultural. Reunidas por esse descendente distante de D. Maria Bárbara Gârces Madureira Pinto, as cartas trocadas remetiam a vários autores, no entanto, centrava-se na intensa corres- pondência enviada por ela ao marido ausente. O marido ausente chamava-se Luís Paulino d'Oliveira Pinto da França (1771-1824), e sua ausência se devia ao fato de ter sido eleito Deputado às Cortes em 1821. Do seu casamento com Maria Bárbara nasceram-lhes quatro filhos, que também têm participação na emissão des- sas correspondências. Durante quatro anos essa família Luso-brasileira se comunicou através das cartas, e por elas registravam ao marido e pai os acontecimentos que vigoraram nesse período, destacam-se princi- palmente os assuntos que diz respeito ao Processo de emancipação política, o antilusitanismo e as diñculda- des em gerenciar o Engenho da família. Diante do que foi exposto, As Cartas Baianas, traz para o cenário historiográfico brasileiro e principalmente, baiano, novas abordagens e uma nova possibilidade de fonte para a reconstrução da História da Bahia. Uma fonte em que é possível verificar o cotidiano da Bahia, os pensa- mentos daqueles que estavam vivenciando o período e atitudes entre os anos mencionados. Entre alfarrábios e histórias menores: 0 acervo pessoal do escritor Osvaldo Sá. Maragojipe-Ba Ana Paula Rebouças Lessa A comunicação, um dos frutos da pesquisa que culminou na dissertação de mestrado defendida em outubro de 2013 no PPGHIS- UNEB, pretende demonstrar a relevância do acervo de livros e documentos do escritor maragojipano Osvaldo Sá (transformada no ano de seu falecimento, 2002, em uma fundação) para a cons- trução de uma história do Recôncavo da Bahia sob a ótica de um escritor interiorano com sonhos de distin- ção. Para alcançar seus objetivos, o autor se empenhava em conservar a história e a estória de sua cidade natal e municípios vizinhos. Osvaldo Sá(1908-2002) ocupou-se primordialmente da história de Maragojipe- Ba, destacando episódios de sua história familiar. O escritor era neto de antigos senhores de engenho do Recôncavo e ñlho de um ex-intendente de Maragojipe. Por volta dos anos de 1930, suas linhagens familiares foram se enfraquecendo e perdendo prestígio. O escritor encontrou como principal estratégia de sobrevivên- cia a dedicação às letras, atuando no jornalismo local, estadual e nacional. A escrita da memória de sua cida- de natal e o arquivamento das mais variadas fontes de acesso ao passado da localidade, atendia ao seu dese- jo de tornar-se reconhecido em âmbito local e nacional em um contexto em que Osvaldo Sá buscava reparar a perda de prestígio político e social de suas linhagens familiares e assim tornar perene sua própria história.
  24. 24. VII Encontro Estcducl de Histcric- Dlclogos dc Historic ANPUH - BA Experiências de Iniciação Científica: pesquisa a partir da organização das correspondências de Joaquim Manoel Rodrigues Lima (1845-1903) Mozana Dantas Silva Esta comunicação visa apresentar os resultados do Projeto de Iniciação Científica: DESAFIOS PARA A PRESERVAÇÃO DOCUMENTAL NO ALTO SERTÃO BAIANO, compartilhando as experiências iniciais de pes- quisa relacionadas a organização das correspondências pessoais de Joaquim Manoel Rodrigues Lima (1845- 1903), conhecido como o primeiro govemador eleito pelo voto direto no Estado da Bahia. São trajetórias que explicam importantes articulações políticas estabelecidas a partir do alto sertão da Bahia, no século XIX, aos poucos desvendadas no processo minucioso de organização de seus respectivos documentos. Inventários e Ações judiciais para o estudo da história fundiária de Feira de Santana Francemberg Teixeira Reis Nesta comunicação apresento os procedimentos adotados na pesquisa com os documentos do Poder Judi- ciário que se encontram no Centro de Documentação e Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santa- na (CEDOC/ UEFS). No conjunto documental disponível, utilizei basicamente dos Inventários e das Ações Cíveis para desenvolver o projeto de pesquisa do mestrado A Terra e os Homens: estrutura e conflitos fundiá- rios no Portal do Sertão Baiano, Primeira República, realizado na Universidade do Estado da Bahia (UNEB- Campi V). Nas fontes, busquei elementos que ajudassem a compreender o perfil fundiária, os mecanismos de acesso, de transferência da propriedade rural e as causas responsáveis pelo desencadeamento de confli- tos voltados à preservação da posse sobre a terra. Visando atingir esta finalidade, utilizei das metodologias quantitativa e qualitativa para coletar e sistematizar as informações dispostas nos manuscritos. As informa- ções obtidas com o estudo dos Inventários foram sumariamente armazenadas em banco de dados construí- do no software Microsoft Access, o qual possibilitou segregar, fracionar e segmentar dados, representando- os em gráficos e tabelas expostos e discutidos nos capítulos da dissertação. Quanto as Ações, pelo fato de possuírem textos mais extensos nos autos processuais que os Inventários, resolvi digitalizá-las na íntegra e armazená-las, no computador, em pastas individuais. Estas pastas foram nomeadas pela tipologia da ação (manutenção de posse, demarcação, dano, indenizatória. ..) bem como pelo número de ordem do documen- to. A pesquisa resultou no estudo de 150 inventários cadastrados no banco de dados e 20 ações totalmente digitalizadas. A análise sistemática dos documentos teve relevância para responder os problemas inicial- mente postos no projeto de pesquisa; em sentido positivo, contribuiu para a sua reformulação, superando os resultados esperados. 25
  25. 25. 'hill [nconlro Escdual de Hsiroria- Diologos da ~lis°oria . ›'~. l'~ll3l. JF - BA 26 ST 003. Dialogos entre História da Educaçao e História do Trabalho: Instituições Escolares, Formacao Docente e Culturas Escolares É í Ma: 111;. 47 _ll , ll _l -. › Coordenação: Prof” Dr” Ione Celeste Jesus de Sousa ÃUEFS] e Prof' Dr. Gilmorio Moreira Brito lÍDEDC/ UNEDÊ Tí', s; !y 1o: fí u. U _ l l' __ ll 1 Íqit- *à li ll l ll. l História da Educação enquanto Campo Historiográfico vem crescendo no Brasil nas duas últimas _É_ décadas. Evidências deste processo é a consolidação das associações voltadas a esta temáti- . é Tica/ campo como a SBHE, que comemorou 12 anos de fundação com a edição do VII Congresso Brasi- leiro de História da Educação(CBHEU) , em Cuiabá, MT, em maio de 2013; e efetuará a edição do X Congres- so Luso Brasileiro de História da Educação (COLUBHE), em agosto de 2014, na PUC/ Paraná, com 1400 inscri- tos somente para apresentação de trabalhos. Da mesma forma, a HISTEDBR e a ANPED, anteriormente con- solidadas, referências no debates e publicação há muitos anos. Esta proposta de Simpósio Temático já é a quarta proposição de participação que fazemos na ANPUH-Bahia, no intuito também de consolidar o debate e a circulação do conhecimento histórico produzido neste campo. A motivação é possibilitar um espaço de encontro de pesquisadores da História da Educação em suas múltiplas vertentes, assim como marcar tam- bém seu espaço na oficina do Historiador como mais um dos seus campos. Os proponentes são professores de IE'S baianas (UNEB, UEFS e IFBa) com experiência na pesquisa neste campo/ temática, participantes de Grupos de Pesquisa e de Encontros e Congressos Nacionais; com publicação local e nacional; e também com experiência na orientação de pesquisas nos Cursos de Graduação e Pós Graduação em História e em Educa- çao. A composição da Biblioteca da Escola Normal e o "recomendados" da Folha do Norte (1937- 1946) Jamyli de Lima Dias A presente proposta de comunicação é fruto de da pesquisa de iniciação cientifica quem vem sendo realizada a um ano, e que faz parte do projeto: "Escolarização e Formação Profissional em Feira de Santana - 1925 / 1960 a Escola Normal da Feira. " no Grupo de Pesquisa "Histórias da Educação: Formação e trabalho docente, Infâncias e Culturas Escolares". O objetivo é discutir o caráter dos livros que faziam parte da biblioteca das moças, como pode ser denominada a Biblioteca Escolar da Escola Normal Rural da Feira de Santana, criada em 1938. A principal fonte é uma listagem avulsa, levantada por pesquisadora, com os títulos então existen- tes, já que a biblioteca não existe mais. O interesse é descobrir os livros que circulavam no período, na ideia que eram os mais lidos pelas normalistas e os comparar com os recomendados como leitura para as moças no jornal Folha do Norte. A orientação metodológica de pesquisa é compreender a circulação dos livros, na perspectiva de uma leitura feminina em Feira de Santana. Para isso utilizo também como fonte o jomal Folha do Norte fazendo uma identificação dos livros que estavam "em alta" no mesmo, percebendo sua relação com os livros existentes na biblioteca, considerando ser este jomal um dos principais veiculos de informação sobre a escola normal no periodo.
  26. 26. Vl Encontro Ésladua de Hisloria- Dioogos da Hsloria . ANPUH - BA. A redemocraüzação de 1945 a 1950 na Escola Normal de Feira de Santana- formação docente e projetos educacionais Luana Magalhães Santos Esta proposta de Comunicação enfoca a Escola Normal de Feira de Santana no período de redemocratização politica de 1946 a 1950, no Govemo de Otavio Mangabeira, e do regresso de Anísio Teixeira à educação baia- na, em 1947 como Secretário de Estado de, quando propôs mudanças educacionais- novas escolas, a cria- ção das Escolas Parques na; a organização do ginásio central e os ginásios locais na cidade de Salvador. Inse- rido neste contexto, o interesse é mapear se às mudanças ocorridas na gestão da educação baiana no perio- do da denominada redemocratização Mangabeira, entre 1946 e 1949 ocorridas em Salvador - corresponde- ram ações semelhantes em Feira de Santana, como a criação de novas escolas e mudanças na organização curricular na ENFS, enquanto parte do Grupo de Pesquisa " Histórias da Educação: Formação e trabalho docente, Infâncias e Culturas Escolares ". As fontes são as cademetas de aula e o jomal Folha do Norte. A presença masculina na Escola Normal, e a influência do Jornal Folha do Norte Marcela Serra Paul Cruz A proposta de comunicação apresentada é produto da participação no grupo de estudos sobre Escolarização e Formação Profissional em Feira de Santana - 1910/ 1960 os Grupos Escolares, a Escola Normal da Feira e o Ginásio Santanopólis. Coordenado pela Profa Dra Ione Celeste Jesus Sousa. A intenção é debater a perma- nência de homens na escola normal de Feira de Santana, e o ingresso desses no magistério. Para isso será utilizado o jornal Folha do Norte no qual estamos selecionando notas e artigos relacionados à Escola Normal, de acordo com a data de aparecimento dos homens na escola, recortando relatos sobre a presença masculi- na, tentando compreender também como esses homens eram apresentados nesses relatos, à frequência com que apareciam, percebendo assim como esses sujeitos eram apresentados a sociedade, logo visualiza- dos pela mesma. Cooperativismo: vertente histórica e econômica Dayse Mary Barbosa Ribeiro O Cooperativismo escolar surgiu como forma de organização social para a solução de problemas econômicos nos finais dos anos de 1980. Contudo, abordaremos a temática cooperativista educacional como uma forma organização social para a solução de problemas econômicos da classe média emergente do Brasil, enfocan- do o modelo de gestão escolar desenvolvido em Irecê e o seu sucesso, apesar da falência do movimento no inicio dos anos 1990. Nosso objetivo primordial é tentar situar a ascensão do movimento cooperativista na Bahia, assim como sua falência, em especial no caso da COPERIL (Cooperativa de Ensino da Região de Ire- cê), na cidade de Irecê, no ensaio de entender as abissais rupturas, percebendo, também, as continuidades. O tema escolhido tem como relevância o estudo sobre educação e o entendimento a respeito do movimento cooperativista em sua conjuntura nacional e local. Uma porta para o sertão: a fonnação docente na Escola Normal Rural de Feira de Santana- 1940/ 1948 Cledinéa de Jesus Pereira Esta proposta de Comunicação tem origem no projeto de pesquisa A Escola Normal Rural de Feira de Santa- na- 1940/48, no qual abordo a formação de professores para atuar na zona rural da microrregião do municí- pio, naquele período. Busco as orientações educacionais normativas para este tipo de formação docente- normas e portarias- além de procurar analisar as práticas cotidianas das alunas dentro de sala de aula, prin- cipalmente nas aulas voltadas para o ensino no campo. Para o desenvolvimento desta proposta, assim como da pesquisa mais ampla, estão sendo utilizados os documentos de burocracia da escola, como os livros de Matrícula, de Correspondência, de Expediente. Também as leis e portarias de Ensino da época, acessíveis no Portal do INEP. Outra fonte é o Jornal Folha do Norte, que noticiava as deliberações oficiais referentes ao Ensino Público, assim como notícias dos eventos ocorridos na Escola Normal de Feira de Santana. Busco dis- cutir a permanência da nomenclatura de Escola Normal Rural de Feira de Santana, mesmo depois do então governador Otávio Mangabeira em 1949, por decreto do (n. ° 14.307, de 05 de março de 1949) atendendo à 27
  27. 27. 28 Lei estadual n. ° 130, de 14.12.1948 e a Lei Orgânica do Ensino Normal (Decreto-lei 8.530, de O2 de janeiro de 1946), mais uma vez modificou as orientações educacionais na Bahia. A pergunta que faço é se esta conti- nuidade esteve articulada a interesses locais/ regionais para a ampliação de uma educação rural/ para o cam- po, com a criação de pólos, como a Escola Alberto Torres em Cruz das Almas, objeto de investigação de outro componente do Grupo de Pesquisa Histórias da Educação: Formação e trabalho docente, Infâncias e Cultu- ras Escolares. Para Formar Professoras e Mães Fortes no Sertão: as Disciplinas Puericultura e Hygiene na Escola Normal de Feira -1927-1946 Salavador Manoel Carneiro Junior Esta proposta de investigação busca a investigar práticas de formação das normalistas nas especificidades de duas disciplinas referentes à educação sanitária, quais sejam puericultura e hygiene escolar, entre os anos de 1938 a 1946, e, ao mesmo tempo, procura delinear a influência do discurso médico higienista no processo de ensino entre as normalistas enquanto sujeitos do gênero feminino, mulheres, pressupondo assim que a abordagem tinha um aspecto tendencioso por a considerarem futuras biológicas, no mínimo mães sociais como eram representadas as professoras, sendo também, no futuro as percussoras da educa- ção sanitária e arquétipo da disseminação dos valores salutares, dentre os quais os preceitos da ciência eugê- nica caminhariam explicitamente estimulando a reprodução dos elementos mais fortes e desejáveis social- mente, de modo especial, na sociedade republicana. A lei e a prática - Escolarização e Ditadura Militar em Cruz das Almas Rafael de Jesus Souza A proposta desta comunicação é discutir como durante os "Anos de Chumbo" dois decretos lei, outorgados por Costa e Silva, Presidente-Militar da "Linha Dura" do Exército que pretendiam alterar a dinâmica das insti- tuições escolares brasileiras podem ter sido incorporados ao Cotidiano escolar no CAT (Colégio Alberto Tor- res) em Cruz das Almas - Bahia. O primeiro foi o DECRHO-LEI - N° 869/ 1969 que incluiu Educação Moral e Cívica como disciplina obrigatória; o segundo o DECRETO-LEI N° 477/ 1969 que definiu as práticas sociais que poderiam ser classificadas como infrações disciplinares de professores, alunos, funcionários ou empre- gados de estabelecimentos de ensino público ou particulares. Ambas as determinações buscavam coibir e disciplinar uma possível subversão presentes nas salas de aula e nos pátios das instituições públicas e priva- das brasileira. Neste trabalho pretendo perceber através da documentação disponivel e depoimentos a apli- cabilidade destas leis, assim como as possíveis transgressões, praticadas no CAT (Colégio Alberto Torres) em Cruz das Almas - Bahia. Para isso, investigue¡ nos documentos da escola em que medida as leis estavam sendo efetivadas, com que finalidade e como os estudantes e professores se posicionavam em tomo das novas demandas apresentadas pelo regime. Mobral: uma política de legitimação ideológica do regime militar (1967-1985) Leide Rodrigues dos Santos O presente texto tem por objetivo analisar a educação de adultos no período da ditadura militar no Brasil. Para tanto, buscará enfatizar no Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), os fatores que levaram o sistema político vigente no país a encontrar na educação um forte instrumento de difusão, legitimação e manutenção do regime. O surgimento do movimento é visto enquanto umas das formas de mudança no país, agregando a dupla função, erradicar o analfabetismo e gerar mão-de-obra para suprir a demanda do crescimento acelerado da produção, tendo em vista que esse período vivia o auge do "milagre econômico". Dessa forma, perceberemos o quanto a proposta de erradicação do analfabetismo estava "contaminada" de ideologia e de interesses, fim de manter o controle e direcionar a população analfabeta ao desenvolvimento econômico. Através das ideias difundidas pelo movimento são preservados e disseminados os interesses políticos, diminuindo a formação de concepções diferentes da pregada pelo regime. Portanto, a intenção é encontrar nas entrelinhas do Mobral os mecanismos usados como instrumento eficaz na divulgação da ideo- logia do governo militar.
  28. 28. V l [neon-vo Estadual de Hisiora- : Falcao: aa Hislório A “i P o -l A Escola Normal de Nazaré: cotidiano, funcionamento, representação social e a fonnação de professores primários Cíntia Maria Luz Pinho de Souza Este artigo objetiva apresentar um estudo sobre a Escola Normal de Nazaré, existente no município de Naza- ré-BA, Recôncavo baiano, durante os anos de 1934 a 1985. O recorte temporal ora apresentado será de 1934 a 1957, pois preocupa-se em analisar o periodo da gestão da sua fundadora, Professora Guiomar Muniz Pere- ira. A metodologia utilizada foi a "garimpagem" de jomais e documentos diversos que puderam dar pistas sobre o cotidiano, o funcionamento e a representação social das normalistas que fizeram a história desta instituição de ensino. As festividades escolares no Educandário do Sagrado Coração de Jesus Simone Maria Ramalho O objetivo do texto é analisar as festividades cívicas e religiosas realizadas no Educandário do Sagrado Cora- ção de Jesus no início do século XX, como parte dos procedimentos pedagógicos dessa instituição educacio- nal. As alunas organizavam essas cerimônias, que envolviam demasiados preparativos e gastos, com muito esforço e empenho. Dentre as celebrações organizadas pelo Educandário havia a Festa das Árvores, o Dia das Normalistas, e a Festa do paraninfo Nosso Senhor dos Perdões. Geralmente, fazia parte da programação dos eventos discursos e canto. Uma das festas mais planejadas era a solenidade de formatura. Vários perió- dicos da cidade do Salvador anunciavam a cerimônia de colação de grau da alunas-mestras do Educandário. A sucessão de festas cívicas e religiosas perpassava o cotidiano da vida escolar dessa instituição de ensino. As tradições inventadas nas escolas secundárias brasileiras e a construção de uma cultura esco- lar secundária na Bahia (1942-1961) Andrea Reis de Jesus Esse trabalho resulta de observações e elaborações realizadas ao longo da minha pesquisa de mestrado fina- lizada em dezembro de 2011. Nela, procurei analisar como o Colégio da Policia Militar da Bahia construiu sua cultura escolar, sempre interpretada como uma tradição inventada, conforme conceito desenvolvido por Eric Hobsbawm. A partir da criação da escola em 1957, percorremos, através da análise das fontes consultadas no arquivo da escola e na legislação educacional do período, o processo de construção de uma instituição escolar, desde a instalação do prédio até a normatização das condutas de alunos e professores. Assim, neste tra balho, propomos uma aproximação entre os conceitos de tradição inventada e cultura escolar, desenvolvi- do por Dominique Julia. Essa aproximação permitirá a análise da educação secundária brasileira entre as décadas de 1940 e 1960, época em que se consolidou uma tradição escolar no Brasil, representada pela pres- tigiosa escola secundária. Seguindo os recentes estudos sobre instituições escolares exemplares e seu lugar de destaque no processo de urbanização brasileira, abordaremos o papel que o Colégio Estadual da Bahia desempenhou como escola modelo para os estabelecimentos de ensino secundário que foram sendo criados pelo govemo baiano a partir de 1948, na gestão de Otávio Mangabeira. Desse modo, buscaremos compreen- der o contexto em que essa escola secundária se expandiu na Bahia, bem como, a cultura escolar que essa instituição difundiu. Combate ao Analphabetismo em Feira de Santana (1930-1950) Daiane Silva Oliveira Este trabalho tem por objetivo a instrução pública em Feira de Santana de 1930 a 1950, a partir das campa- nhas de alfabetização que se fizeram disseminadas em Feira de Santana a partir da década de 1930 pela Liga Baiana contra o Analfabetismo, criada em Salvador por Cosme de Farias em 1915 objetivando uma alfabeti- zação voltada para o povo na Bahia através do ensino de primeiras letras. Essa proposta ressurge pelas mãos de Cosme de Farias em um período político em que abriram-se espaços à construção de uma nova sociedade capaz de absorver novas ideias que obedecessem ao modelo capitalista urbano industrial, haja vista nos anos de 1870, pela primeira vez no Brasil, emergiu o interesse pela alfabetização da massa popular, especifi- camente a população adulta, como discute Ione Sousa (2012) quanto ao interesse pela alfabetização de adultos ainda no século XIX na Província da Bahia. O objetivo base a que me proponho é discutir a emersão - BA. 29

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