Gestão Financeira - Corticeira Amorim

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Trabalho sobre gestão financeira, baseado na Corticeira Amorim.

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Gestão Financeira - Corticeira Amorim

  1. 1. Ano Lectivo de 2012/2013 Gestão Financeira I (Licenciatura em Contabilidade e Auditoria) “Análise Financeira – Corticeira Amorim” Discentes:Liliana Fernandes – 20111511 Dora Rosa – 20111499 Maria José Rodrigues – 20111514 Raquel Costa – 20111462 Docente:Prof. Doutor Piriquito Costa Barcarena, 18 de Junho de 2013
  2. 2. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 2 de 27 Resumo “Análise Financeira – Corticeira Amorim” “Um conjunto completo de demonstrações financeiras inclui normalmente um balanço, uma demonstração dos resultados, uma demonstração das alterações na posição financeira e uma demonstração de fluxos de caixa, bem como as notas e outras demonstrações e material explicativo que constituam parte integrante das demonstrações financeiras.” Palavras –Chave: análise financeira, demonstrações financeiras, rácios Abstract “Financial Analysis – CorticeiraAmorim” A complete set of financial statements usually includes a balance sheet, an income statement, a statement of financial position changes and a cash-flow statement, as well as notes and other statements that can explain the financial analysis. Key-words: financial analysis, financial statements, financial ratios
  3. 3. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 3 de 27 Índice Resumo ............................................................................................................................ 2 “Análise Financeira – Corticeira Amorim”................................................................. 2 Palavras –Chave: análise financeira, demonstrações financeiras, rácios ....................... 2 Abstract ........................................................................................................................... 2 “Financial Analysis – Corticeira Amorim”.................................................................. 2 Índice ................................................................................................................................ 3 1. Introdução................................................................................................................. 4 2. A Corticeira Amorim................................................................................................ 5 3. Método utilizado na Análise Financeira da Corticeira Amorim............................... 7 4. Demonstrações Financeiras de 2009, 2010 e 2011................................................... 8 5. Apuramento e Análise de Rácios............................................................................ 15 6. Conclusão ............................................................................................................... 18 Bibliografia..................................................................................................................... 19 ANEXOS........................................................................................................................ 20
  4. 4. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 4 de 27 1. Introdução As demonstrações financeiras são elaboradas de acordo com uma estrutura e conteúdo seguindo os princípios estabelecidos nas Normas de Contabilidade e Relato Financeiro (NCRF) que têm por base as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC), adoptadas pelo texto original do Regulamento (CE) nº 1126/2008 da Comissão de Normalização Contabilística (CNC). Fica aqui um pequeno esclarecimento: sempre que se ouve falar ou se lê informação relacionada com as normas internacionais de contabilidade, encontramos um conjunto de conceitos e de siglas que, parecendo divergentes, são uma mesma coisa. Falando de expressões como NIC, IAS e IFRS, estamos sempre a lidar com as “Normas Internacionais de Contabilidade”, “InternationalAccounting Standards” e “International Financial Reporting Standards”, que são normas de contabilidade ou normas internacionais de relato financeiro emitidas pelo “InternationalAccounting Standards Borad” (IASB), sendo a mesma coisa e que apenas detêm denominações diferentes devido às datas da sua emissão. Compete referir que as empresas cotadas em bolsa se regem pelas IAS/IFRS constantes do Regulamento referido no primeiro parágrafo desta introdução, desde 2005. Sendo as demonstrações financeiras uma representação estruturada da posição financeira e do desempenho financeiro de uma entidade e o seu objectivo proporcionar informação acerca da posição financeira, do desempenho financeiro e dos fluxos de caixa de uma entidade que seja útil a uma vasta gama de utentes na tomada de decisões económicas, devem ser compostas pelos seguintes modelos:  Balanço  Demonstração dos Resultados (por naturezas ou por funções),  Demonstração das Alterações no Capital Próprio  Demonstração dos Fluxos de Caixa,  Anexo. (Pires & Gomes, 2011)
  5. 5. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 5 de 27 2. A CorticeiraAmorim “A CORTICEIRA AMORIM SGPS, S.A. é a maior empresa mundial de produtos de cortiça e uma das mais internacionais de todas as empresas portuguesas, com operações em dezenas de países, de todos os continentes. Há mais de um século que está presente neste sector de actividade, tendo contribuído decisivamente para a divulgação mundial da cortiça. Actualmente, as aplicações de cortiça incluem não apenas produtos tradicionais de alto valor acrescentado, como é o caso da rolha, mas também produtos que incorporam avançada tecnologia de fabrico e elevados padrões de I&D. Desta forma, a CORTICEIRA AMORIM disponibiliza um vasto portfolio de produtos de elevada qualidade, para incorporação em indústrias tão diversificadas e exigentes como são a indústria aeronáutica, de construção, ou a indústria vinícola.” (Corticeira Amorim SGPS, 2013) “A Corticeira Amorim é uma empresa portuguesa com sede em Mozelos, Santa Maria da Feira, sendo as acções representativas do seu capital social de 133 000 000 euros cotadas na Euronext Lisboa – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A. A Corticeira Amorim é considerada Líder Mundial com a maior quota de mercado em todos os seus segmentos de produtos: Rolhas: 25% Revestimentos: 65% Aglomerados Compósitos: 55% Isolamentos: 80% Possui uma gestão integrada da cadeia de valor, desde a aquisição da matéria-prima, sua transformação e optimização de todos os sub-produtos, produção de uma gama de produtos diversificada, presença directa nos principais mercados de consumo, capaz de antecipar as tendências da procura (e de descobrir potencial para mais aplicações da cortiça), e de prestar um serviço de excelência.
  6. 6. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 6 de 27 Os seus principais objectivos são:  Reforçar a liderança no procurement e na aquisição da matéria-prima - cortiça:  Continuar a trabalhar para forçar as autoridades governamentais portuguesas a prestar mais atenção e a disponibilizarem mais recursos em prol dos montados  Reforçar a presença global no procurement (Península Ibérica e Norte de África)  Melhorar o mix de qualidade  Prever e controlar o ciclo de preços  Melhorar a eficiência ao longo de toda a cadeia de valor: desde a aquisição - preparação - manufactura dos componentes - desperdícios - produção de rolhas - Investigação e Desenvolvimento - comercialização e vendas  Concentrar-se na redução e optimização dos custos  Prioridade ao crescimento rentável: enfoque na maximização das margens, por produto, mercado e Cliente  Focalização junto dos Clientes finais: reforçar os mecanismos de conhecimento dos clientes e das tendências  Alavancagem na forte rede de distribuição global e melhorar a sua eficiência  Evoluir para mix de produtos mais forte: continuar a melhorar o mix de produtos e aumentar a ponderação dos produtos de valor acrescentado  Melhorar a percepção de valor dos Clientes: intensificar as campanhas de marketing sobre as vantagens da cortiça  Reforçar a Liderança na Investigação & Desenvolvimento: “Transformar ameaças em oportunidades”(Corticeira Amorim SGPS, 2013)
  7. 7. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 7 de 27 3. Métodoutilizado na Análise Financeira da Corticeira Amorim Para o presente trabalho decidimos fazer a recolha da informação financeira da empresa,referente aos exercícios dos anos de 2009, 2010 e 2011. Assim, foram recolhidos os seguintes documentos:  demonstração da Posição Financeira;  demonstração dos Resultados por Naturezas;  demonstração dos Fluxos de Caixa;  demonstração das Alterações no Capital Próprio; As demonstrações financeiras individuais foram preparadas pela Corticeira Amorim no pressuposto da continuidade das operações, de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), tal como adoptado na União Europeia, em vigor nas datas respectivas.
  8. 8. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 8 de 27 4. Demonstrações Financeiras de 2009, 2010 e 2011 Demonstraçãoda Posição Financeira Milhares de Euros Dez. 2009 Dez. 2010 Dez. 2011 ACTIVO Activo não corrente Investimentos em subsidiárias e associadas 435.686 141.123 181.063 Outros activos financeiros 47 47 47 Empresas do Grupo 237.150 102.495 Activos por impostos diferidos 515 435.733 378.835 283.605 Activo corrente Clientes 192 Estado e outros entes públicos 1.653 1.604 434 Empresas do Grupo 11.106 17.788 64.486 Outras contas a receber 53 227 318 Diferimentos 6 276 422 Caixa e Depósitos Bancários 3 24.002 15.088 13.013 43.897 80.748 Total do Activo 448.746 422.732 364.353 CAPITAL PRÓPRIO Capital social 133.000 133.000 133.000 Acções próprias -2.801 -6.247 -6.247 Prémios de emissão 38.893 38.893 38.893 Reservas legais 8.557 10.887 12.243 Outras reservas 20.952 65.218 78.356 Excedentes de revalorização 4.052 4.052 4.052 202.653 245.803 260.297 Resultado liquido do período 46.595 27.115 -1.080 Total do Capital Próprio 249.248 272.918 259.217 PASSIVO Passivo não corrente Provisões 3.972 6.689 7.308 Financiamentos obtidos 46.474 11.488 60.500 50.446 18.177 67.808 Passivo corrente Fornecedores 129 49 113 Estado e outros entes públicos 656 1.231 3.696 Accionistas 3.038 2 3 Empresas do Grupo 1.730 1.869 Financiamentos obtidos 143.409 125.597 29.509 Outras contas a pagar 1.820 1.903 855 Outros passivos financeiros 1.125 1.283 149.052 131.637 37.328 Total do Passivo 199.498 149.814 105.136 Total do Passivo e Capitais Próprios 448.746 422.732 364.353 (documento de elaboração do grupo de trabalho)
  9. 9. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 9 de 27 Demonstração de Resultadospor Naturezas Milhares de Euros RENDIMENTOS E GASTOS Dez. 2009 Dez. 2010 Dez. 2011 Prestação de serviços 355 Ganhos/perdas imputados de subsidiárias 48.500 27.495 -10 Fornecimentos e serviços externos -572 -546 -595 Custos com o pessoal -1.495 -1.043 -1.024 Outros rendimentos e ganhos 2 12 36 Outros gastos e perdas -105 -69 -103 Resultados antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos 46.685 25.849 -1.696 Gastos/reversões de depreciação e amortização -21 0 0 Resultados operacionais (antes de gastos de financiamento e impostos) 46.664 25.849 -1.696 Juros e rendimentos similares obtidos 3.344 2.704 5.092 Juros e gastos similares suportados -3.966 -5.488 -5.039 Resultados antes de impostos 46.042 23.065 -1.643 Imposto sobre os resultados 553 4.050 563 Resultado líquido 46.595 27.115 -1.080 Resultados por acção – básico e diluído (euros por acção) 0,36 0,21 -0,01 A quantidade média ponderada de acções 130.050.757 127.067.934 126.212.538 Total do valor médio ponderado das acções 46.818.273 26.684.266 -1.262.125 (documento de elaboração do grupo de trabalho)
  10. 10. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 10 de 27 Demonstração dos Fluxosde Caixa Milhares de Euros Dez. 2009 Dez. 2010 Dez. 2011 ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Recebimentos de clientes 318 192 - Pagamentos a fornecedores -706 -634 -562 Pagamentos ao pessoal -1.263 -918 -870 Fluxo gerado pelas operações -1.651 -1.360 -1.432 Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento 5.838 2.850 3.511 Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional -231 -251 -230 Fluxos das actividades operacionais 3.956 1.239 1.849 ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: Recebimentos provenientes de: Investimentos financeiros 185.707 168.230 202.311 Juros e proveitos similares 1.592 3.674 3.920 Dividendos 48.500 24.000 - 235.799 195.904 206.231 Pagamentos respeitantes a: Investimentos financeiros -304.471 -112.428 -223.325 Fluxos das actividades de investimento -68.672 -83.476 -17.094 ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos 274.379 352.782 307.585 Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos -206.273 -405.535 -282.301 Juros e custos similares -3.539 -4.472 -5.974 Dividendos - -12.619 Aquisição de acções próprias -299 -3.446 - -210.111 -413.453 -300.894 Fluxos das actividades de financiamento 64.268 -60.671 6.691 Variação de caixa e seus equivalentes -448 24.044 -8.554 Efeito das diferenças de câmbio 0 - - Caixa e seus equivalentes no início do período 2 -446 23.598 Caixa e seus equivalentes no fim do período -446 23.598 15.044 (documento de elaboração do grupo de trabalho)
  11. 11. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 11 de 27 2010 vs 2009 Em 2010 verificamos que o total do activo diminuiu 26,014M€ face a 2009, deve-se, no essencial, à variação líquida da rubrica ligada às suas subsidiárias (-50M€), variação essa que corresponde à baixa nos valores relativos a empréstimos, prestações acessórias ou financiamentos concedidos. A subida na rubrica de Caixa e depósitos (+24M€) não compensou o efeito referido. Analisando a Demonstração das Alterações no Capital Próprio verificámos, igualmente, que não foi feita distribuição de dividendos durante o exercício de 2010, o valor dos capitais próprios teve uma subida relativa aos resultados do exercício (27M€), tendo por contrapartida diminuído pelo valor referente à compra de acções próprias (3,4M€). No final, o valor dos capitais próprios atingiram os 273M€, uma subida de 24M€ em relação ao final de 2009. Em termos de passivo, verificámos uma variação de cerca de 50M€, que se justifica pela diminuição de 52M€ da rubrica relacionada com os financiamentos obtidos de subsidiárias. O valor da dívida bancária manteve-se praticamente igual. 2011 vs 2010 Analisando a Demonstração da Posição Financeira, verifica-se que o total do activo foi de 364M€, tendo diminuído 59M€ em relação ao fecho de 2010. A variação nos valores relativos a empréstimos, prestações acessórias e participações financeiras (-48M€), bem como a baixa no valor de depósitos bancários (-9M€), justificam o desempolamento registado. A descida do valor do activo, foi correspondida por uma descida do passivo de 45M€, praticamente justificada pelabaixa no passivo bancário (-47M€). Os Capitais Próprios foram afectados pela distribuição de 12,621 M€ de dividendos, tendo assim registado um valorde 259,2 M€ no final de 2011.
  12. 12. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 12 de 27 Análise do equilibrio financeiro Dez. 2009 Dez. 2010 Dez. 2011 1.Capital Própio 249.248 272.918 259.217 2.Capital Alheio (superior a 1 ano) 46.474 11.488 60.500 3.Capitais Permanentes (1 + 2) 295.722 284.406 319.717 4.Activo Fixo 435.733 378.835 283.605 5.Fundo de Maneio -140.011 -94.429 36.112 6.Clientes 192 0 0 7.Empresas do grupo 11.106 17.788 64.486 8.Diferimentos 6 276 422 9.Estados e outros entes públicos (a receber) 1.653 1.604 434 10.Outros devedores de exploração 53 227 318 11.Necessidades cíclias (soma 6 a 10) 13.010 19.895 65.660 12.Fornecedores 129 49 113 13.Estado e outros entes públicos (a pagar) 656 1.231 3.696 14.Accionistas 3.038 2 3 15.Outros credores de exploração 1.820 1.903 855 16. Provisões 3.972 6.689 7.308 17.Empresas do grupo 0 1.730 1.869 18.Outros passivos financeiros 0 1.125 1.283 19.Recursos cíclicos (soma 12 a 18) 9.615 12.729 15.127 20.Necessidade em FM (11 - 19) 3.395 7.166 50.533 21.Tesouraria líquida (5 - 20) -143.406 -101.595 -14.421 (documento de elaboração do grupo de trabalho)
  13. 13. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 13 de 27 Validação de cálculos Dez. 2009 Dez. 2010 Dez. 2011 Tesouraria Activa Disponibilidades 3 24.002 15.088 Devedores diversos (não de exploração) Soma 3 24.002 15.088 Tesouraria Passiva Crédito bancário curto prazo 143.409 125.597 29.509 Credores diversos (não de exploração) Soma 143.409 125.597 29.509 Tesouraria Liquida (T. Activa - T. Passiva) - 143.406 - 101.595 -14.421 (documento de elaboração do grupo de trabalho) Após a elaboração do balanço funcional, verificamos que em 2009 e 2010, o fundo de maneio é inferior a 0, ou seja, os recursos estáveis são insuficientes face às necessidades de financiamento do activo fixo, tornando-se assim um factor de risco. Em 2011, verifica-se o inverso, sendo o fundo de maneiro superior a 0, logo existe uma parte de fundos estáveis que financiam o ciclo de exploração. Independentemente de no ano 2011 o fundo de maneiro ter sido positivo, o mesmo não significa que a empresa se encontre equilibrada financeiramente, isto porque nos dias de hoje, o fundo de maneio positivo não constitui condição nem necessária nem suficiente para tal. No que respeita às necessidades de fundo de maneio, as mesmas são superiores a 0 ao longo dos três anos, quer isto dizer, que a empresa terá que aumentar os seus recursos cíclicos de modo a fazer face às suas necessidades cíclicas. Com tudo isto, chegamos à conclusão que a tesouraria líquida é negativa ao longo dos três exercícios, ou seja, há um défice na tesouraria o que não nos permite cumprir as obrigações financeiras a curto prazo. Estamos perante um caso de tesouraria passiva a cobrir tesouraria activa, logo a tesouraria da empresa não está a ser bem gerida.
  14. 14. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 14 de 27 DEMONSTRAÇÃODASALTERAÇÕESNOCAPITALPRÓPRIO 2008200920102011 Saldo Inicial Movimento Saldo Final Saldo Inicial Movimento Saldo Final Saldo Inicial Movimento Saldo Final Saldo Inicial Movimento Saldo Final Capitalsocial133000-133000133000-133000133000-133000133000-133000 Acçõespróprias–valornominal-2568-22-2590-2590-498-3088-3088-3699-6788-6788--6788 AcçõesPróprias–prémiosedescontos104-168888199287287254541541-541 Prémiosdeemissãodeacções38893-3889338893-3889338893-3889338893-38893 Reservasdereavaliação4052-40524052-40524052-40524052-4052 Reservaslegais7445-7445744511128557855723291088710887135612243 Reservasespeciais103-103103-103103-103103-103 Reservasresultantesdavendadeacçõespróprias339-339339-339339-339339-339 Reservaslivres49141-46522261926191789220511205114426564776647761313877914 Resultadostransitados-3995236710-3242-32423242- Resultadolíquido: >Exercíciode2007-19871987- >Exercíciode2008-222462224622246-22246- >Exercíciode2009-465954659546595-46595 >Exercíciode2010-271152711527115-27115- >Exercíciode2011--1080-1080 188570143832029532029534629624924924924923669272918272918-13701259217 Osmovimentosnoscapitaisprópriossumarizam-secomosegue: Ano2008Ano2009 Ano 2010 Ano 2011 Aquisiçãodeacçõespróprias-38-299-3446- Distribuiçãodedividendos-7825-12621 Resultadoliquido222464659527115-1080 143834629623669-13701 (do cu me nto de ela bor açã o do gru po de tra bal ho)
  15. 15. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 15 de 27 5. Apuramento e Análise de Rácios A análise das demonstrações financeiras da Corticeira Amorim irá incidir sobre indicadores financeiros de rendibilidade, endividamento e liquidez, porque consideramos estes rácios dos mais relevantes e usuais para a generalidade dos utilizadores da informação financeira. Liquidez Rácio de Liquidez 2009 2010 2011 0,09 0,33 2,16 Comentários: O grau de liquidez indica em que medida o passivo de curto prazo está coberto por activos que se esperam vir a ser convertidos em meios financeiros líquidos num período supostamente correspondente ao do vencimento das dívidas de curto prazo. No caso em análise podemos concluir que, perante este rácio, só em 2011 a Corticeira Amorim atinge uma situação de “desafogo” em termos de liquidez de curto prazo. Autonomia Financeira O rácio de autonomia é uma das medidas mais importantes no teste à autonomia financeira de uma empresa. Este rácio permite-nosavaliar em que percentagem é que o activo da sociedade se encontra a ser financiado por Capitais Próprios. Autonomia 2009 2010 2011 Financeira 0,45 0,58 0,71
  16. 16. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 16 de 27 Comentários: Sendo que este indicador se deve situar entre 0 e 1, temos que só em 2011 a empresa em análise deixa de ter elevada dependência em relação aos seus credores, mantendo, no entanto os riscos inerentes a essa dependência que é desvantajosa na negociação de novos financiamentos. Capacidade de Endividamento: A capacidade de endividamento indica até que ponto uma empresa ainda pode recorrer a aumentos de Capitais Alheios, sem comprometer a sua solvabilidade e autonomia financeira. Capacidade de 2009 2010 2011 Endividamento 2,01 2,21 8,76 Comentários: A Corticeira Amorim apresenta, neste rácio, valores >2, isto é, indica que os capitais permanentes são mais do dobro dos passivos não correntes. Rácios de Rendibilidade Os rácios de rendibilidade exprimem os fundos gerados pela empresa após remunerar os diferentes factores produtivos e liquidar os impostos que incidem sobre o rendimento das entidades. Determinam a eficiência na utilização dos recursos da empresa e são indicadores, numa óptica de curto prazo, do sucesso da gestão da empresa, ou seja, da capacidade de gerar um excedente económico com a sua actividade. Rendibilidade 2009 2010 2011 Capital Próprio 23% 11% 0%
  17. 17. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 17 de 27 Comentários: Este indicador permite medir a rendibilidade dos capitais investidos, podendo desta forma ser utilizado como objetivo de gestão da empresa. Rendibilidade 2009 2010 2011 do Activo 10% 6% 0% Comentários: Este indicador traduz a capacidade do activo da empresa gerar lucro. Permite, desta forma, avaliar o desempenho dos capitais totais investidos na empresa independentemente da sua origem.
  18. 18. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 18 de 27 6. Conclusão A Corticeira Amorim, a partir de 31 de Dezembro de 2009 deixou de ter como actividade principal a fabricação, comercialização e distribuição de produtos de cortiça, ficando apenas como gestora de participações sociais. Como referido no parágrafo anterior, e após a análise das demonstrações financeiras, verificámos a ausência de valores nas rúbricas de clientes, existências e vendas. Relativamente ao balanço funcional, concluímos que as necessidades de fundo de maneio, não estão suficientemente cobertas pelo fundo de maneio. Todas as conclusões a que chegámos são corroboradas pelos valores apurados ao fazer a análise dos diferentes rácios financeiros.
  19. 19. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 19 de 27 Bibliografia Corticeira Amorim SGPS, S. (2013). www.corticeiraamorim.com. Obtido em 02 de 06 de 2013, de www.corticeiraamorim.com: http://www.corticeiraamorim.com/cor_glob_actividade.php Menezes, C. H. (2005). Princípios de Gestão Financeira. Barcarena: Editorial Presença. Nabais, C., & Nabais, F. (2009). Prática Financeira I - Análise Económica & Financeira. Lisboa: Lidel edições técnicas, lda. Nabais, C., & Nabais, F. (2009). Prática Financeira II - Gestão Financeira. Lisboa: Lidel. Pires, J., & Gomes, J. (2011). SNC - Sistema de Normalização Contabilística - Teoria e Prática - 4ª Edição. Porto: Vida Económica - Editorial, SA.
  20. 20. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 20 de 27 ANEXOS
  21. 21. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 21 de 27
  22. 22. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 22 de 27
  23. 23. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 23 de 27
  24. 24. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 24 de 27
  25. 25. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 25 de 27
  26. 26. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 26 de 27
  27. 27. “Análise Financeira” – Corticeira Gestão Financeira I – 2013 Página 27 de 27

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